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Debaixo de chuva, casal dos Gaviões da Fiel se destaca em primeiro ensaio técnico

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Na noite deste sábado, os Gaviões da Fiel realizaram o seu primeiro ensaio técnico rumo ao carnaval de 2023. O destaque principal fica para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que não se intimidaram com a chuva. O tempo ficou dessa forma ao decorrer do treino, mas a dupla surpreendentemente não sentiu o peso do pavilhão após cair tanta água. Vale ressaltar o canto das alas que lá estiveram. Os componentes conseguiram pegar o samba. Deu para notar o volume do canto, mesmo com um contingente pequeno. A comissão de frente, que teve uma coreografia criativa, também atraiu olhares. Claro que não se pode deixar de fora a grande festa que a torcida da agremiação fez. Houve muitos fogos e sinalizadores na entrada da avenida. O enredo dos Gaviões da Fiel para 2023 é intitulado de “Em Nome do Pai, dos Filhos, dos Espíritos e dos Santos… Amém!”.

Comissão de frente

A ala desfilou com uma coreografia um tanto criativa. Ao passar dos anos, é sabido que este quesito é um dos maiores da agremiação alvinegra. Talvez a principal chave. Comandada pelo profissional Sérgio Cardoso, a comissão de frente dos Gaviões da Fiel mostrou um repertório curioso, visto que levava uma espécie de guerreiros vestidos de pretos e com um adereço de cabeça simbolizando um gavião. Todos eram homens. Além disso, haviam mulheres vestidas com saias coloridas de ciganas. O contexto da coreografia é difícil de entender. Talvez haja mais repertório a se mostrar no próximo ensaio. Porém, na primeira impressão, aparentemente é a religião ‘curando’ os seres humanos.

GavioesFiel et Comissao

Harmonia

A escola chegou ao ensaio com um contingente pequeno. Porém, mesmo com as alas que estiveram presentes, deu para ver uma comunidade bem entrosada com hino para 2023. Nos últimos anos, os alvinegros tem tido muita dificuldade em fazer os seus componentes cantarem de forma correta e explícita. Entretanto, neste ensaio, mostrou que a comunidade tem sinergia com o samba, principalmente no refrão principal. O “amém meu coração corinthiano” empolgou os integrantes dentro do treino. Vale destacar a última ala que ensaiou antes da segunda marcação de alegoria (a escola não colocou nome e número).

O diretor de harmonia, Alexander dos Santos, avaliou o treino. “A gente gostou muito, ficamos satisfeitos, o público veio e a escola balançou. Acho que funcionou muito a ideia da compactação que a gente tinha. É bom que por ser o primeiro ensaio, os pequenos ajustes a gente consegue montar para o segundo e vir muito forte. O samba funcionou, os dois refrões trabalharam do jeito que a gente queria e a parte do ‘era Cristo ou Oxalá?” pegou demais. A gente precisava de uma resposta. São pequenos ajustes que um primeiro ensaio nos traz. É a primeira vez que a gente trabalha juntos”, declarou.


Na questão do número menor de componentes, o diretor revelou que será uma estratégia para os próximos anos.” A gente vai enxergar os Gaviões muito apertado. Provavelmente a escola vem mais curta. É uma filosofia que a gente está tentando implementar. Nos outros anos vai ter essa sensação de uma escola mais justa. Não vai ter oscilação de velocidade, buraco entre as alas. É uma estratégia que vamos levar para o desfile”, revelou.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Wagner Lima e Gabriela Mondijan pegaram uma complicada chuva durante o treino. É sabido que este quesito é o mais complicado para enfrentar esse tipo de tempo. O pavilhão pesa e o calçado fica escorregadio. Porém, para a dupla, nem parece que choveu. Eles passearam na pista do Anhembi com facilidade. A jovem porta-bandeira e o experiente mestre-sala realizaram muito bem os atributos necessários para conquistar a nota. A coreografia foi bem executada do início ao fim. Wagner Lima estava tão solto que chegou até mandar beijos e interagir diretamente com a arquibancada. Grande ensaio dessa dupla que foi nota 40 em 2022 e vem crescendo cada vez mais.

GavioesFiel et PrimeiroCasal

“Na verdade, a chuva atrapalhou coisa mínima o nosso desempenho. Eu estava com um pouco de medo por isso, mas graças a Deus a gente veio muito bem. Fizemos o que estamos ensaiando. Viemos bem demais. O Wagner sabe que eu sou muito chata comigo mesma, mas a gente foi demais”, disse a porta-bandeira.

“A gente tirou do papel e colocou em prática na pista. A coreografia encaixou, mas sempre tem algumas coisas a se fazer. A gente é muito criterioso, mas de 10, chegamos a 9.8, porque eu sou muito chato. O pavilhão pede”, completou o mestre-sala.

Evolução

Esse é o grande ponto negativo da escola. Por faltar componentes, não há tanto repertório a se observar. Evolui muito ‘engessada’ e pragmática. A única coisa que se tem de “diferente” é que as alas da comunidade evoluíram pela pista dançando em três passos de um lado para o outro. Porém, o que deve importar para o departamento de harmonia é que não houve erros. Mas também existem os seus contras em desfilar com uma minoria.

Samba-Enredo

É uma obra que cresceu muito na comunidade. Como dito anteriormente, os Gaviões da Fiel já sofreram bastante para ajustar o canto. Porém esse ano deve ser diferente. O longevo Ernesto Teixeira está conduzindo o hino de forma totalmente satisfatória. O último verso, onde se canta “Nos braços do criador… Era Cristo ou Oxalá?” se emenda com o refrão principal e causa um impacto forte nos componentes. Isso é fruto do trabalho de mestre Ciro também, que faz uma parada seca e volta no primeiro verso do refrão citado.

GavioesFiel et Ernesto

“Da posição que a gente veio na avenida, só conseguimos avaliar a empolgação das pessoas. É todo mundo passando por nós, principalmente quando a bateria passa no box. Todo mundo canta o samba, e isso é fundamental. A arquibancada está muito empolgada e gera uma expectativa muito boa. Os outros detalhes nós vamos ver nas reuniões dos próximos dias para avaliar a Evolução direitinho e o desenvolvimento da escola como um todo”, analisou o intérprete Ernesto Teixeira.

O cantor ainda falou da sua parte favorita do samba. “A gente canta o samba como um todo, mas é óbvio que, como corinthiano, o verso é ‘amém meu coração corinthiano’. A gente vem falando de todas as religiões, que todas elas são bons caminhos para levar à positividade, a um mundo melhor. E o corinthianismo não deixa de ser uma religião porque ela é professada pela fé dessa nação de 30 milhões de torcedores. Nessa hora o coração fala mais alto”, completou.

Outros destaques

A bateria ‘Ritimão’, regida por mestre Ciro, mostrou uma força muito grande nos atabaques, caixas e chocalhos. O diretor optou por marcar o samba e realizar as bossas em alguns momentos, principalmente o ‘breque’ dos últimos versos correlacionado com o refrão principal, como citado acima.

GavioesFiel et MestreCiro

Ciro falou sobre o ensaio. “O desempenho foi legal. A gente curtiu. Veio a chuva inesperada, mas foi bacana. Sobre as bossas, a gente está trabalhando duas bossas em locais diferentes do samba para fazer a performance. Estão bem ensaiadas, dentro do que o samba pede e é isso que a gente enxerga”, avaliou.

Vários adereços de mão foram vistos nas alas.

Colaboraram Fábio Martins, Lucas Sampaio e Will Ferreira

Porto da Pedra mostra excelência em quesitos, apresenta chão forte em ensaio técnico sem erros

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Encerrando a noite de ensaios da Liga-RJ na Sapucaí no sábado, a Porto da Pedra mostrou porque tem sido apontada como uma das favoritas e uma das principais candidatas a conquistar o acesso, que bateu na trave no carnaval passado com o vice-campeonato. Assim como já havia se destacado no mini-desfile na Cidade do Samba, a agremiação de São Gonçalo fez um treino com padrão Grupo Especial, tendo como grande destaque o canto da comunidade, além de não apresentar erros em outros quesitos. O primeiro casal, a comissão de frente e a bateria fizeram grandes apresentações no sambódromo. O treino do Tigre teve duração de 50 minutos. Em 2023, a Vermelha e Branca de São Gonçalo será a quinta escola a desfilar na segunda noite da Série Ouro, e vai apresentar o enredo “A invenção da Amazônia: Um delírio do imaginário de Júlio Verne”, que está sendo produzido pelo carnavalesco Mauro Quintaes. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“Hoje foi excelente. Nós vamos fazer melhor ainda no dia 18. Tudo surpresa. Vamos apresentar um excelente carnaval. Não desmerecendo as nossas coirmãs, mas vamos brigar pelo título. Eu gostei de tudo, mas vamos cantar mais. Melhorar o canto”, comentou Aluízio Mendonça, diretor de canraval.

Harmonia

O canto da comunidade da Porto da Pedra foi o ponto alto do ensaio. Os componentes cantaram de forma intensa, homogênea, com praticamente todo o contingente da escola e cantando durante todo o tempo de ensaio. Comissão de frente, bateria, baianas e passistas também mostraram que estão com o samba na ponta da língua. O intérprete Nêgo foi outro show à parte. Experiente na Sapucaí, de várias escolas, estreando na Porto da Pedra, no ensaio mostrou que ainda tem muita lenha para queimar.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Muita intensidade na condução da obra, correção e a utilização de cacos completamente inseridos no contexto do samba e utilizados no momento certo.O samba foi trabalhado pelo cantor de forma limpa. A voz esteve potente até os minutos finais da apresentação amparado por um carro de som que fez o simples de uma forma muito correta, sem erros e bonita.

“Foi muito bom o ensaio, fizemos o andamento certo. Estamos ensaiando toda quinta-feira e está maravilhoso. Ensaio muito bom e harmonia certinha, porque, carnaval hoje em dia é um teatro e nós passamos bem na avenida, no andamento certo. O ensaio melhorou bastante. A Amazônia é o pulmão do mundo. O enredo é muito rico e falar da maneira que ele fala sobre a Amazônia é uma felicidade incrível para o carnavalesco”, disse o intérprete Nêgo.

Samba-Enredo

O samba da parceria de Vadinho e companhia é um dos melhores do grupo, tem uma linha melódica bastante interessante com algumas resoluções métricas bastante criativas como o trecho já no final da segunda do samba “O dom de proteger seringueiras, Matitas Pereiras, Chicos e irmãs desse lugar”, que foi muito bem colocado pela comunidade, sem deixar embolar em nenhum momento, mostrando o bom trabalho da diretoria com os ensaios de canto e de rua em São Gonçalo.

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Outro destaque também vai para a segunda do samba, dessa vez em sua plenitude, que possui uma melodia muito harmônica e doce. Ela prepara para a força que tem o refrão principal, que poderia gerar alguma dificuldade em termos de letra, mas que é outro ponto de elogio a comunidade da Vermelha e Branca gonçalense, que neste treino, mais uma vez, dominou o “Warrãna-rarae” do início ao fim. O trabalho de mestre Pablo com a bateria Ritmo Feroz fez com que um samba já bastante elogiado aqui melodicamente valorizasse justamente a sua melodia. Pois, o andamento deixou a obra bastante agradável para quem cantava e acompanhava do lado de fora.

Comissão de Frente

Aclamado no carnaval passado pela trabalho desenvolvido na Porto da Pedra, o que lhe rendeu convite para este ano também estar no Especial pela Mocidade, Paulo Pina trouxe para este ensaio bailarinos vestidos com uma fantasia que trazia traços do modelo imitando pele de onça com saias em tom marrom, criando um clima que invocava a Amazônia para a Sapucaí. Esse personagem que estava presente na fantasia da comissão de frente, ao mesmo tempo tinha muito de bicho, de fera, mas sem perder as características humanas, constituindo o imaginário onírico amazônico que está presente no enredo proposto por Mauro Quintaes.

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O que também impressionou no quesito, foi a maquiagem tanto corporal quanto facial dos bailarinos que lhes deu uma aura bastante selvagem. Nos movimentos se destacaram danças com mais pegada tribal e movimentos homogêneos dos componentes. Um exemplo dessa movimentação , acontecia no giro das saias que gerava um interessante efeito quando os integrantes da comissão se aproximavam. No final, em um momento de grande emoção, uma faixa com os dizeres “Lutem pela Amazônia” foi aberta.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Com a missão de substituir Cintya Santos que agora está na Mangueira, Laryssa Victória, em sua estreia ao lado de Rodrigo França, mostrou não sentir a pressão do legado deixado pela antiga dona da função. A nova primeira porta-bandeira do Tigre mostrou muita sintonia com Rodrigo. O casal apostou em uma coreografia muito delicada e de contato. Em um dos momentos de mais doçura, Rodrigo entrega beijava um girassol que carregava na mão e entregava para bailarina.

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Mas também havia momentos de muita intensidade, principalmente nos giros e quando a dupla de repente se abaixava ao mesmo tempo em que realizava um movimento de esticar a perna. A roupa do casal chamava bastante atenção por possuir uma característica que fazia referência a um pássaro. Tanto nas mangas da porta-bandeira, quanto nas mangas do mestre-sala havia penas e uma extensão em formato de asas, que gerava um bonito efeito no giro.

“Foi sensacional para nós. Uma experiência incrível. Hoje é a estreia da Laryssa como primeira porta-bandeira num ensaio técnico. Ela foi o máximo, arrasou demais. Nosso esforço valeu a pena, ensaiamos todos os dias. Está sendo incrível dançar com ela. Gostamos muito de sentir o calor da comunidade. Para mim, ela é a bateria da minha dança. Quando vemos as pessoas gritando, aí mesmo que dá aquele gás para nos soltarmos e nos doarmos mais, até chegarmos nos 110%. Buscamos a perfeição aqui”, disse o mestre-sala.

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“Sempre tem, principalmente porque esse ensaio é o parâmetro do desfile oficial. Somos gratos pela oportunidade de vir para cá e consertar o que não deu certo, tendo a certeza do que dá certo. É maravilhoso não só para a gente, como para a escola num tudo. Estamos trabalhando muito para que tudo vá bem no desfile, e gritarmos por sermos campeões na quarta-feira”, completou a porta-bandeira.

Evolução

A evolução da escola no geral foi bastante satisfatória. Não se identificou buracos ou mesmo grandes espaçamentos no desfile todo, mesmo entre a comissão de frente, o casal e a ala que vinha logo depois. O único ponto a se colocar é que após a apresentação do casal e da comissão no segundo módulo a escola passou um pouco mais acelerada, não chegou a correr e não comprometeu a grande apresentação que a comunidade de São Gonçalo fez.

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O final do desfile se deu de volta com a boa fluência que a Porto da Pedra havia iniciado. A agremiação não apostou em alas coreografadas, valorizando a espontaneidade dos foliões, que em sua maioria trouxeram apetrechos de cabeça indígenas. Muitos foliões estavam com uma pequena maquiagem indígena. Para simular os carros, a escola trouxe pequenos caminhões com telões. Alguns traziam imagens relativas ao enredo e outros passavam desfiles antigos da Porto da Pedra.

Outros destaques

A bateria Ritmo Feroz, de mestre Pablo, fez mais uma grande apresentação, volumosa, grande destaque para o toque de caixas. Pablo, como é costume vir fantasiado, trouxe um chapéu e calça de pescador ribeirinho. A rainha Tati Minerato exibiu toda a sua beleza em uma fantasia indígena com um cocar enorme que cobria quase toda a beldade. No caminhão que simulava o abre-alas em um determinado momento apareceu a imagem de Júlio Verne, autor do livro que inspirou o enredo.

“O ensaio foi nota 11! Eu sempre falo com a galera da bateria: ‘Toquem e divirtam-se!’, porque eles são batalhadores e aqui eles extravasam, mostram a garra do tigre de São Gonçalo. No dia do desfile, a gente não vai só pela Porto da Pedra, viremos buscar o título e levar para São Gonçalo. Que assim seja. Vamos vir com 250 ritmistas. Eu vou manter [como está], porque time que está ganhando não se mexe. Hoje, foi um ensaio, para mim, tecnicamente perfeito. Vou vir com duas paradinhas. Uma abertura bacana. Uma convenção da segunda para a primeira do samba. O público pode esperar muita ousadia e alegria do povo de São Gonçalo”, prometeu mestre Pablo.

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Antes do desfile, o prefeito de São Gonçalo fez um discurso à comunidade da Porto da Pedra pedindo garra no treino oficial, assim como o presidente de honra Fábio Montibelo. A ala de passistas teve alguns momentos apresentando uma coreografia de forma muito sincronizada e bonita, sem tirar a espontaneidade e o samba no pé.

Colaboraram Augusto Werneck, Luisa Alves, Matheus Vinícius e Rhyan de Meira

Unidos de Padre Miguel mostra força de seus quesitos e comunidade da show em ensaio técnico de alto nível

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A Unidos de Padre Miguel foi a terceira escola a pisar na Marquês de Sapucaí no sábado, em mais um dia de ensaios técnicos da Liga-RJ. Como de costume, a escola mostrou a força de seus quesitos e fez mais um ensaio de alto nível. Muitos foram os destaques positivos, mas destaca-se o bom desempenho do samba-enredo, atrelado ao canto forte e aguerrido dos componentes da Vila Vintém. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Vale destacar também o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira, que demonstraram muita sincronia em sua dança, além da comissão de frente do coreógrafo David Lima. O Boi Vermelho levou ainda um grande tripé para a avenida, o que causou um ótimo impacto visual. O que se viu foi um ensaio padrão do Grupo Especial.

No próximo carnaval a escola da Zona Oeste levará para a avenida o enredo “Baião de Mouros”, que está sendo desenvolvido pelos carnavalescos Edson Pereira e Wagner Gonçalves. A Unidos de Padre Miguel será a quinta escola a pisar na Marquês de Sapucaí na primeira noite de desfiles da Série Ouro no Carnaval 2023.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Eu detectei algumas coisinhas que dá para acertar até o desfile, mas foi 95% perfeito. O que tivemos de melhor foi o que sempre tivemos: o canto. Que comunidade! Agora a gente vai ter que dar 110% no desfile oficial. A Unidos de Padre Miguel vem com 1900 componentes. Eu posso garantir que estamos preparando um belo espetáculo e quem vir aqui na sexta-feira [17 de fevereiro] vai ver uma grande apresentação”, explicou Cícero Costa, diretor de carnaval.

Comissão de Frente

Completando 10 anos à frente da comissão de frente da Unidos, o coreógrafo David Lima presenteou o público com uma comissão de frente bem coreografada, de fácil entendimento e com doses de humor. A fantasia dos componentes fazia referência a personagens da cultura muçulmana e também do nordeste brasileiro, com uma dança envolvente, a comissão entreteu o público e apresentou a escola de maneira eficiente, o momento que mais arrancou aplausos foi quando o camelo ganhava destaque e interagia com os outros componentes.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Extremamente bem vestidos, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira brindaram o público com um grande espetáculo visual, eles, que completam 10 anos de parceira nesse carnaval, mostraram toda a sincronia e companheirismo em uma dança que mesclou momentos clássicos com coreografia. No verso do samba que diz “Respeita o povo da Vila Vintém”, o casal aponta para a comunidade, e ao finalizar a apresentação, Jéssica realiza uma bandeirada, o movimento foi extremamente bem feito e recebeu aplausos do público. Vale destacar que o casal se apresentou com os guardiões posicionados, uma prévia do que veremos no desfile oficial.

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“Foi tudo maravilhoso, minha escola é demais (risos). Eu sou suspeita para falar, estou há dez anos brigando com eles pelo título, defendendo nosso pavilhão, defendendo o Boi Vermelho de Padre Miguel. Foi maravilhoso, foi tudo maravilhoso. Além da minha expectativa. A gente ensaiou demais. Mas sempre tem alguma coisa para melhorar. Com certeza até o carnaval estaremos 100%. Sentir a atmosfera da Marquês de Sapucaí é uma coisa diferenciada. Só quem pisa aqui sabe a energia que esse lugar tem. É muito importante a gente ensaiar aqui também pelas cabines, para saber certinho onde estarão os jurados. Esse é o solo sagrado e é muito bom estar aqui”, disse a porta-bandeira.

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“O balanço foi positivo. Claro que nunca está 100%, a gente sempre vai buscar aperfeiçoar mais ainda. O saldo foi muito positivo graças aos meus orixás. A gente é bem perfeccionista. Foi muito bom, a gente sabe que pode melhorar. O ensaio aqui é muito importante. O nome já diz: ensaio técnico. A gente busca aperfeiçoar aqui por conta das cabines. É aqui que nós vamos jogar no dia do desfile. Nada mais justo que esse ensaio aqui para a escola possa identificar os pontos vulneráveis a melhorar. Queria dedicar essa oportunidade para dedicar esse ensaio a minha esposa e a minha filhinha Emanuele que vai nascer já já”, completou o mestre-sala.

Harmonia

O componente da Unidos entrou na avenida disposta a declarar todo seu amor pela escola, a letra do samba diz para respeitar o povo da Vila Vintém e foi exatamente esse o recado que eles deram, do início ao fim foi observado um trabalho de canto muito forte nas aulas, todas com muita animação e espontânea. Mesmo nos últimos setores a empolgação vista no início foi a mesma. Vale mencionar que apesar do excelente canto, algumas alas não conseguiram exercer o mesmo desempenho de outras, mesmo com o alto nível foi possível perceber algumas alas se sobrepondo a outras, o que causou uma leve oscilação.

“Foi fantástico, cheio de alegria e força. Tenho certeza que estamos no caminho certo. O que falta agora é mostrarmos exatamente isso no desfile oficial. Em termos de harmonia, você pode ver que a escola está desfilando muito bem. Sempre fui um grande admirador do trabalho do Dinho, e graças a Deus fazemos algo muito legal juntos”, contou o intérprete Bruno Ribas.

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Evolução

O quesito evolução foi outro que passou extremamente bem durante o ensaio, em nenhum momento foi observado espaços que pudessem comprometer o bom andamento do desfile. Apesar de muito numerosa, a escola se mostrou extremamente organizada. Os componentes estavam alegres e evoluíram com muita espontaneidade, mesmo com alas muito numerosas, foi uma evolução fluida e coesa, mas sem perder a empolgação e descontração. A marcação de onde ficarão as alegorias no desfile oficial foi feita com tripés com os dizeres “Aqui se aprende a amar o samba”.

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Samba-Enredo

O samba, de autoria de Myngal, Chacal do Sax, Alexandre Rivero, Robertinho, Maykon Rodrigues, Rafael Faustino, Gabriel Simões e Felipe Mussili, foi um grande destaque da escola durante o ensaio, com refrões fortes, o componente se sentiu à vontade para cantar. Fazendo sua estreia esse ano pela escola, o intérprete Bruno Ribas demonstrou total entrosamento com o carro de som e também com a bateria do mestre Dinho. A letra da obra mexe muito com o brio da comunidade, principalmente o refrão, nessa parte o samba explodia e a escola se contagiava.

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Outros Destaques

A bateria “Guerreiros”, do mestre Dinho, que está indo para o seu décimo segundo carnaval nesta posição pela Unidos, levantou o público do início ao fim. Além das bossas apresentadas, logo na entrada a rainha Thalita Zampirolli foi alçada e levou o público ao delírio. O samba mostrou que está na boca do povo e durante o esquenta foi cantado pelos torcedores a capela. Ainda no esquenta, alguns sambas da escola serviram de combustível para os componentes.

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“Se melhorar estraga. A gente só vem aqui pra disputar título. A gente tá fazendo algumas coisas do nordeste. Tem uma bossa que é lá do Marrocos que a gente estudou muito e vamos brincar”, garantiu mestre Dinho, que desfilará com 250 ritmistas.

Colaboraram Augusto Werneck, Luisa Alves, Matheus Vinícius e Rhyan de Meira

Vigário Geral incorpora enredo e realiza ensaio técnico divertido na Sapucaí, mas com erros em evolução e canto irregular

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A Acadêmicos de Vigário Geral foi a segunda escola a pisar na Marquês de Sapucaí em mais um sábado de ensaios técnicos da Liga-RJ. O saldo do ensaio pode ser considerado positivo, visto que a escola incorporou o enredo e se divertiu na avenida. Além da espontaneidade dos componentes, os outros destaques foram o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Jenkins e Thainá Teixeira, além do ótimo desempenho do carro de som, atrelado a bateria do mestre Luigi. Os destaques negativos ficam para o canto dos componentes que oscilou durante o cortejo e para alguns espaçamentos entre as alas que comprometeu a evolução. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

No próximo carnaval, A tricolor da Zona Norte vai levar para Marquês de Sapucaí o enredo “A Fantástica Fábrica da Alegria”, desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Costa, Lino Sales, Marcus do Val e pesquisa feita por Marcus Vinícius Sant’anna. Ela será a terceira escola a pisar na avenida na primeira noite de desfiles da Série Ouro no Carnaval 2023.

“O balanço do ensaio é positivo. Sabemos que ainda tem mais algumas coisas para fazer. A escola estava feliz e contente. Isso tudo após um temporal, onde muitos componentes não conseguiram chegar na Sapucaí, mas a galera que chegou, graças a Deus, conseguiu fazer um belíssimo ensaio. A gente sabe que até o dia do desfile sempre tem alguma coisa para ajustar. Vamos trabalhar para chegar a perfeição no dia do desfile. O samba é bem funcional e eles ficam à vontade, livres e evoluindo ao longo do desfile”, disse Jeferson Carlos, diretor de carnaval.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Indo para o segundo ano juntos, a dupla Diego Jenkins e Thainá Teixeira dançou com muita firmeza na noite de sábado, vestidos com as cores da escola, o casal dançou de forma leve, eles aplicaram um estilo clássico, mas bastante intenso com passos bem encaixados ao samba e fizeram ainda referências específicas à letra. A apresentação durou pouco mais de dois minutos e não foi observado nenhum contratempo, os dois se mostraram muito seguros com seu bailado.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“O ensaio técnico serve para poder testar as ideias que construímos, todo esse tempo, para o desfile. Eu estou muito feliz, a gente conseguiu brincar, distribuir doce e conseguimos fazer tudo que ensaiamos desde setembro. Foi melhor do que poderia imaginar. […] Amamos o que a gente faz, amamos dançar, amamos ser mestre-sala e porta-bandeira e amamos o nosso pavilhão. Poder ver a comunidade de Vigário Geral, brincando e defendendo seu pavilhão aqui, eu fico muito feliz e agradeço a escola pela confiança”, disse a porta-bandeira.

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“Começamos a dançar juntos no carnaval passado e na época não tivemos muito tempo. Agora estudamos as justificativas, muito felizes, e optamos por trabalhar muito cedo, começamos em setembro. Estamos ensaiando exaustivamente todo dia e agora aqui na Sapucaí. Hoje foi o dia de testar e apresentamos tudo que a gente propôs durante a semana. A gente ensaia mirando a técnica perante a cabine dos jurados. Quando ensaia toda a escola, melhora a nossa percepção, sentir a energia da população e da comunidade de Vigário Geral”, completou o mestre-sala.

Comissão de frente

Coreografada por Handerson Big, a comissão de frente se mostrou inserida dentro do enredo, contando apenas com homens no elenco, a sensação foi de que todos eram crianças se divertindo, a dança mesclou movimentos tradicionais com várias referências a brincadeiras infantis. Todos usavam uma espécie de suspensório e botas.

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Evolução

O quesito merece atenção da escola para que os erros apresentados no ensaio não se repitam no desfile oficial, em alguns momentos foram observados algumas alas com espaçamentos fora do normal, algumas alas não conseguiam se manter alinhadas e pequenos clarões surgiram durante o desfile. Um fator positivo foi a espontaneidade dos componentes, a maioria estava se divertindo e brincando, porém, em algumas alas o excesso de brincadeira fez com que alguns componentes acabassem embolando. Na altura da segunda cabine de julgamento ocorreram dois deslizes, o primeiro foi um espaço considerável à frente da ala das crianças, o segundo foi durante a apresentação da bateria, em que a ala da frente seguiu, ocasionando um espaço muito grande, mesmo a rainha Egili Oliveira ocupando foi possível observar.

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Harmonia

A escola se apresentou com bastante espontaneidade e animação, porém, muitos componentes demonstravam não dominar o samba por completo, nas primeiras alas o canto só era uniforme no momento do refrão principal, depois os componentes pareciam brincar, mas sem cantar o samba. Vale destacar que escola estava bastante animada, com componentes levando adereços de mãos e até bolinhas de sabão. Apesar do bom desempenho do carro de som, o canto da escola oscilou bastante e foi um dos destaques negativos do ensaio.

Samba-Enredo

O samba tem autoria dos compositores Júnior Fionda, Tem-Tem Sampaio, Marcelinho Santos, Marcelo Adnet, Orlando Ambrósio, Romeu Almeida, Fábio Turko, Kelly Grande Rio, Silvana Aleixo, David Imperador das Cestas Básica, apesar de não ser apontado como um dos destaques da safra para o próximo carnaval, a obra passou de forma competente pela avenida, principalmente, por conta do bom desempenho do carro de som comandado pelo intérprete Tem-Tem Jr.

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Outros Destaques

A rainha de bateria Egili Oliveira estava completamente inserida no enredo e brincou de ciranda com algumas crianças durante uma bossa da bateria do mestre Luygui. A ala de passista levou os super heróis para a avenida, enquanto os homens desfilaram vestidos de Super-homem, as meninas estavam de Mulher-Maravilha.

“Foi um resultado positivo por todas as dificuldades que a gente enfrentou. Enfrentamos também essa chuva. A gente teve muito pouco tempo de ensaio. As pessoas sabem que mestre de bateria da Série Ouro rala bastante para fazer um trabalho bacana. Vocês podem ter certeza que a gente vai chegar 100% no dia do desfile. A execução das bossas pode melhorar. Acredito muito que a gente pode atingir a perfeição. Nós vamos trabalhar bastante para poder melhorar isso. Mas a bateria Swing Puro está de parabéns, toda direção de bateria… Vamos chegar muito forte no carnaval em busca dos 40 pontos. Eu preparei duas paradinhas. Uma atrás da outra ,em uma sequência. Em uma delas a gente faz uma coreografia onde a bateria abaixa, e ela levanta na crescente. Logo depois, a gente faz uma brincadeira de pular amarelinha, para um lado e para o outro. Nós estamos com essas duas bossas para apresentar no dia do desfile”, explicou mestre Luygui, que desfilará com 220 ritmistas.

Em seu discurso, a presidente Betinha agradeceu aos componentes ali presentes e deu o seu já tradicional grito de guerra “Pra cima deles”, divertindo a todos.

Colaboraram Augusto Werneck, Luisa Alves, Raphael Lacerda e Rhyan de Meira

Comissão de frente da União de Jacarepaguá é destaque no ensaio técnico

Coube à União de Jacarepaguá abrir a noite de ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí, neste sábado 28. A recém-chegada à Série Ouro apresentou uma comissão de frente bem sincronizada e o casal de mestre-sala e porta-bandeira Rogério Jr. e Natália Monteiro vieram com um bailado livre muito belo. Infelizmente, a escola pecou no canto da comunidade e na evolução. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

A verde-e-branca desfilará o enredo “Manoel Congo, Mariana Crioula – Heróis da liberdade no Vale do Café”. A agremiação fará a abertura do Carnaval no sábado com a história desses dois líderes de uma rebelião de escravizados no Vale do Café.

Comissão de frente

Márcio Vieira e Fabrício Ligeiro comprovaram a sua competência com a coreografia da comissão de frente. Em um pouco menos de dois minutos, os integrantes apresentaram passos muito sincronizados com saltos, movimentos amplos de braço e gestos de terreiro. Os bailarinos estavam vestidos como escravizados no cafezal e aparentavam entrar em combate, representando a revolta. Algumas ações remetiam ao uso de algum adereço de mão ou elemento cenográfico, o que dá uma curiosidade sobre o que irá de fato acontecer na abertura do sábado de Carnaval.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O impacto visual é a primeira qualidade do casal composto por Rogério Jr. e Natália Monteiro. Eles usavam trajes com uma estamparia africana muito bonita e colorida com tons terrosos predominantes e detalhes azuis. Quando se fala de dança, o casal apresentou um bailado mais clássico e livre em quase toda performance e, ao final, para sair dos jurados, eles faziam movimentos de dança africana. É evidente a conexão que Rogério e Natália têm entre si.

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“Foi maravilhoso. Tudo que estávamos ensaiando deu certo, graças a Deus. Esse ensaio foi só uma prova que o nosso trabalho e as nossas ‘noites perdidas’, na verdade, não são perdidas. As horas de sono deixadas para trás estão valendo a pena, e valerão ainda mais quando alcançarmos a nota máxima. Sempre podemos melhorar, sabe? O dia que estivermos 100% satisfeitos com o que fazemos, já podemos até parar. Temos que buscar o melhor e sentir vontade de aprender mais”, afirmou o mestre-sala.

“Aqui deixamos marcado o que a União de Jacarepaguá é e o que as nossas raizes representam. Viemos com força, garra e mostramos o motivo de estarmos aqui. Esses oito anos não foram tristes porque conseguimos efetuar o nosso trabalho, mas voltar pra Sapucaí e encontrar toda essa gente animada e os holofotes é gratificante. Deixo registrado que vamos mostrar ainda mais do nosso poder de povo preto e sambista”, completou a porta-bandeira.

Harmonia

O carro de som comandado por Silas Leleu e Zé Paulo Miranda deu um tom acelerado no início do ensaio, mas com o tempo se estabilizou em um ritmo agradável. O que deixou a desejar foi o canto da comunidade. Diversos segmentos não cantaram o samba-enredo em sua integralidade, embora haja intensidade na passagem pelo 1º refrão.

“Foi um ensaio muito positivo. Era o ensaio que toda a escola esperava. Foi muito positivo para a bateria, carro de som e harmonia. Como é uma escola do acesso, a gente sabe que o apoio não é lá essas coisas. A parte musical eu acredito que está pronta. Foi mais a questão do andamento do samba, mas foi muito legal e que resolvemos tudo hoje. A escola brincou na avenida. A bateria não corre, as bossas são bem explicadas. Nesse andamento, acredito que os jurados irão entender melhor o samba. Para o canto, esse andamento também é maravilhoso. O meu entrosamento com o mestre Marquinhos tem que ser 100%. Ano passado, no Especial, tiveram escolas que perderam ponto na bateria justamente porque o carro de som atrapalhou”, disse o cantor Zé Paulo Miranda.

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“Acredito que o ensaio na Sapucaí é muito importante para sentir o clima e a emoção do local. Essa escola tem um ‘chão’ bem forte e que chegou junto. Claro que ainda temos que consertar algumas coisas, mas eu estou muito satisfeito. O arranjo eu acho bem bonito. Vocês podem esperar: a União de Jacarepaguá vem com um belíssimo carnaval e vai surpreender muita gente. A bateria e o canto da escola têm que estar bem sincronizados. Caso contrário, não funciona. O sincronismo está cada vez melhor”, completou Leléu.

Evolução

Evolução é outro quesito que terá pontos a serem melhorados para o desfile principal. Um fator que chama atenção é a falta de alinhamento das alas apesar do esforço da equipe de harmonia em tentar manter a escola em formação. A União de Jacarepaguá ocupou a Avenida com rapidez, o que obrigou a agremiação a reduzir a velocidade e parar um tempo mais longo, pelo menos uma vez, para evitar passar abaixo do tempo mínimo. Um destaque positivo deve ser feito à desenvoltura da ala da baianas, elas estavam muito confortáveis em rodar. Vale ressaltar que a escola não apresentou buracos e veio animada.

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“Foi uma emoção grande. A gente estava há oito anos sem pisar nessa avenida. A comunidade abraçou a conversa que a gente teve nos ensaios na quadra. Chegou forte, mostrou que a União de Jacarepaguá veio para brigar na Série Ouro. Vamos aparar algumas arestas. A gente fez um treino. Nesse treino, nós vamos corrigir para vir no dia do desfile 100%”, explicou Paulo Dimitri, membro da comissão de frente.

“Dentro da nossa expectativa foi um bom ensaio, foi um bom treino. O ensaio técnico é um treino visando o jogo, visando o dia do desfile. Deu tudo certo: a comunidade abraçou, os segmentos abraçaram e o samba foi na boca do povo. A gente tem que melhorar o canto mais um pouquinho. O resto está de boa. Gostei muito da bateria, do nosso carro de som, da nossa comunidade que abraçou o samba e dos nossos segmentos”, garantiu Márvio Araújo.

Samba-Enredo

Apesar da composição de Beto Aquino e cia ser bonita, a escola não conseguiu fazer com comunidade a decorasse de ponta-a-ponta. O refrão “Firma o ponto, eu quero ver, vai ter batuquejê” foi uma das partes que ficaram na cabeça dos desfilantes. A dupla de intérpretes teve facilidade em executar o samba, sem cacos impertinentes, e contaram com o apoio importante da bateria do Mestre Marcus Vinícius.

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Outros destaques

A bateria foi, sem dúvida, um destaque positivo desse ensaio técnico da União de Jacarepaguá. Uma evolução muito coerente e integrada com a equipe do carro de som, animando a comunidade. Além da ótima condução, a verde-e-branca surpreende a Sapucaí ao trazer um dos poucos reis de bateria. John Avelino reina ao lado da madrinha Amanda Mattos com muita destreza.

“Foi um ensaio muito bom. Estávamos há oito anos longe do palco maior do carnaval carioca e tudo que nós viemos testando nos ensaiamos de julho até aqui, foi posto em prática hoje. Na minha concepção foi um ensaio muito bom e muito consistente da bateria Ritmo e União. Agora é só ajeitar mais umas coisinhas pra no dia 18 a gente passar firme. Nós demos uma volta diferenciada esse ano, que volta no agogô, ele chamando o retorno da bateria e acho que vai ser o ‘boom’ do desfile”, contou mestre Marcus Vinícius, que levará 241 ritmistas para o desfile.

Colaboraram Augusto Werneck, Luisa Alves, Raphael Lacerda e Rhyan de Meira

Freddy Ferreira analisa a bateria da União de Jacarepaguá no ensaio técnico

A bateria “Ritmo União” fez um ensaio técnico muito bom, comandada por mestre Marquinhos. Um ritmo com uma musicalidade fluída ao longo de toda pista, com arranjos musicais pautados pela melodia da obra da escola. A cozinha da bateria (parte de trás do ritmo) foi marcada por uma afinação de surdos particularmente grave, inserida nas tradições da bateria da escola. O trabalho dos marcadores exibiu segurança e firmeza, tanto na primeira, quanto na segunda. O balanço dado pelos surdos de terceira a todo o ritmo merece exaltação musical. Caixas de guerras e repiques auxiliaram no preenchimento da musicalidade da bateria da “Ritmo União”, num trabalho de qualidade técnica notável.

As peças leves fizeram um ensaio consistente. A ala de tamborins exibiu um desenho rítmico simples, mas com precisão. O naipe de chocalhos seguiu o nível técnico de qualidade, adicionando valor sonoro ao ritmo da bateria da União de Jacarepaguá. Cuícas se exibiram de forma sólida, aliados a agogôs ressoantes que usaram a melodia da obra da escola como base musical, aproveitando suas nuances para consolidar seu toque.

A bossa da cabeça do samba provocou impacto sonoro, sendo pautada pelo bom balanço dos surdos de terceira, além da contribuição de qualidade dos ritmistas solistas do repique.

Uma subida de três mais elaborada também ajudou a dar swing e na plena fluência entre os mais diversos naipes. Mesmo baseada em simplicidade, o arranjo se mostrou eficaz e funcional durante todo o ensaio.

Cabe ressaltar a virada para a segunda do samba-enredo, onde uma nuance rítmica envolvendo surdos de terceiras e caixas pôde ser percebida, executando com precisão um pequeno arranjo que exibiu nítido bom gosto.

Uma paradinha no final da segunda do samba se destacou pela elaboração refinada. Um misto de ritmo e pressão, sem contar uma luxuosa retomada do naipe de agogôs que pontuou a melodia da obra no trecho “Firma ponto, eu quero ver, vai ter batuquejê”. Essa volta pautada pelo ritmo dos agogôs desenhando merece exaltação pela concepção criativa acima da média, ainda mais estando tão integrada à música. Para finalizar o belo arranjo musical, na última passada do refrão principal, os surdos fazem um contratempo com médios (caixas e repiques) e agudos (Tamborins e chocalhos) baseado na melodia do samba, numa constituição que deixou evidente o esmero.

Um ensaio técnico da bateria “Ritmo União”, de mestre Marquinhos, que apresentou inúmeras virtudes musicais. O prenúncio é de um grande desfile da bateria da União de Jacarepaguá, após um treino marcado pelo equilíbrio e consistência.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Vigário Geral no ensaio técnico

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A bateria “Swing Puro” da Acadêmicos de Vigário Geral fez um bom ensaio técnico, sob o comando de mestre Luygui. Um bateria da Vigário que apresentou complexidade na concepção musical das paradinhas, além de elevado grau de dificuldade nas convenções rítmicas.

A parte de trás do ritmo (cozinha da bateria) ficou marcada por uma afinação de surdos bem grave, talvez uma das baterias mais pesadas de todo grupo nesse aspecto. Caixas de guerra consistentes, aliadas a repiques seguros também deram sua contribuição musical. Assim como marcadores de primeira e segunda foram eficazes, além dos surdos de terceira preencherem a sonoridade tanto do ritmo, quanto nos arranjos musicais.

Na cabeça da bateria da Vigário Geral, um trabalho consistente e sólido foi percebido. Tamborins e chocalhos de nível técnico exemplar contribuíram imensamente para a sonoridade. Cuícas seguras aliadas a um naipe de agogôs com nítida qualidade auxiliaram no preenchimento da musicalidade, com um desenho rítmico que se aproveitou das nuances melódicas da animada obra da escola.

Viradas, tanto no fim da primeira, refrão do meio e na segunda do samba, ajudaram na versatilidade da bateria da Vigário Geral com nuances rítmicas, dando dinamismo sonoro.

Um breque realizado antes do refrão do meio e finalizado em seu primeiro verso deu impacto sonoro a bateria da Acadêmicos do Vigário Geral. O arranjo musical utilizou os surdos de terceira para consolidar seu ritmo.

A paradinha no refrão que antecede o principal teve uma elaboração complexa. Iniciava com ritmistas abaixados, que iam se levantando à medida que tapas em conjunto eram efetuados por todos os naipes. Depois se aproveitou do balanço das terceiras e dos tamborins efetuando tapas em contratempo, até um corte seco antes do estribilho.

O apagão para o samba ser cantado em coro na primeira passada do refrão principal se mostrou funcional, embora arriscado por deixar somente o surdo de primeira mais próximo ao carro de som marcando, o que faz ecoar um tom grave, mas também auxilia numa melhor retomada. Cabe mencionar o impacto musical dos surdos de terceira, que deram um balanço envolvente à bateria “Swing Puro”. Vale o lembrete para que os ritmistas não se deixem levar tanto pela emoção a ponto de interferir na retomada, coisa que não ocorreu no ensaio, onde todos se mantiveram atentos.

Mestre Luygui tem motivos para sair da Avenida satisfeito com o desempenho dos ritmistas da “Swing Puro”, após o bom ensaio da bateria da Acadêmicos de Vigário Geral.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Porto da Pedra no ensaio técnico

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A bateria da Unidos do Porto da Pedra fez um ensaio técnico satisfatório, sob o comando do excêntrico mestre Pablo. Ainda que seja característica musical do mestre um ritmo mais acelerado, a bateria poderia ter se apresentado de maneira bem mais equilibrada se tivesse adotado um andamento um pouco mais para trás, o que teria garantido maior precisão nas convenções complexas e de elevado grau de dificuldade.

Na parte traseira do ritmo (cozinha da bateria) a sonoridade ficou marcada pelo peso da afinação grave de surdos, que junto com o balanço provocado pelas terceiras deu molho peculiar a “Ritmo Feroz”. Caixas de guerra sólidas e repiques coesos também ajudaram a preencher a musicalidade da bateria da Porto da Pedra.

Já na cabeça da bateria, o bom trabalho da ala de chocalhos merece exaltação musical pela unidade sonora produzida com eficiência. Outro naipe que se destacou, adicionando qualidade musical a sonoridade produzida foram os tamborins. Executando um desenho rítmico que deu inegável swing, contribuiu de maneira notável com a parte da frente da “Ritmo Feroz”. Cuícas sólidas se uniram a agogôs, que ajudaram a pontuar a grande obra da escola de São Gonçalo através de suas variações melódicas.

É importante ressaltar que a construção musical de mestre Pablo, na bateria “Ritmo Feroz” da Unidos do Porto da Pedra não se assemelha a qualquer outra, no que tange a de certa forma padronizar sua musicalidade. Seus arranjos musicais são genuínos e pautados nem que de maneira inconsciente por sua personalidade tanto irreverente, como bem humorada. Uma coisa que Pablo costuma fazer com esmero é passar alegria quando sua “Ritmo Feroz” embala os componentes da escola de São Gonçalo.

O breque do final do refrão do meio deu um molho peculiar a bateria “Ritmo Feroz” no último verso “Onde o curumim vira animal”. A bateria faz um corte seco que logo é embalado por um toque fabuloso envolvendo ritmistas com timbal, que é repetido em sua constituição musical pelos demais naipes. Vale menção para a retomada do ritmo, unindo pressão e um swing extremamente envolvente.

A bossa do refrão principal iniciava no último verso da segunda do samba-enredo. A pressão provocada pelo arranjo musical complexo e elaborado tem tudo para ser um ponto alto musical no desfile da escola.

O balanço intenso dos surdos, junto com complementos consistentes de médios (caixas e repiques) e leves (tamborim e chocalho) provocaram impacto sonoro inegável, daqueles de fazer o coração de qualquer um acelerar, se empolgando com uma sonoridade pautada por uma criação de elevado grau de dificuldade de execução.

Já a paradinha da cabeça do belo samba-enredo também se aproveitou da sonoridade destacada das terceiras, permitindo um impacto musical notável a bateria da Porto da Pedra. A retomada é musicalmente desafiadora.

Um ensaio técnico que serviu como base para mestre Pablo poder aparar arestas musicais e corrigir pequenas imprecisões rítmicas, em busca de uma apresentação ainda melhor no desfile oficial.

Talvez um dos maiores trunfos musicais da “Ritmo Feroz” tenha sido saber explorar em sua totalidade o lado selvagem de sua musicalidade. Tambores ecoam em florestas desde os primórdios desse país. E os tambores gonçalenses ecoaram por todos aqueles que pelas nossas florestas lutaram. Essa análise de bateria é gentilmente dedicada a todo o sofrido povo Yanomami, além de toda etnia que resiste em perpetuar o modo de sobrevivência cultural indígena pelas matas brasileiras.

Galeria de fotos: Porto da Pedra no ensaio técnico no Sambódromo

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Freddy Ferreira analisa a bateria da Unidos de Padre Miguel no ensaio técnico

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A bateria “Guerreiros” da Unidos de Padre Miguel (UPM) de mestre Dinho fez um ótimo ensaio técnico. Num ritmo que ficou marcado pelas suas peculiares marcações pesadas e com timbre mais grave, que auxiliou na pressão provocada pelas retomadas das bossas. Vale ressaltar o impacto emotivo envolvendo o esquenta de frente pro setor 1, iniciado pela bateria “Guerreiras”, comandada por mestra Vivian Pitty, reunindo algumas dezenas de mulheres ritmistas, representando tantas outras da bateria sem sombra de dúvida mais feminina de todo o Carnaval Carioca. E como pelas bandas de Padre Miguel o ritmo costuma ditar tendências, que da Vila Vintém essa atitude contemporânea seja um marco de vanguarda, numa sonhada equidade musical no meio das baterias de escolas de samba.

Na cabeça da bateria da Unidos de Padre Miguel um trabalho musicalmente refinado pôde ser percebido. Cuícas adicionando molho a sonoridade eram seguidas de agogôs pontuando o samba conforme pedia a melodia. Tudo isso com uma ala de chocalhos excelente, que acrescentou valor sonoro ao ritmo da bateria “Guerreiros”. Mais destaque musical ainda teve o naipe soberbo de tamborins. Mesmo com desenho rítmico de elevado grau de dificuldade, a exibição extremamente acima da média fez com que o toque dos tamborinistas permanecesse uníssono por toda a pista. O “bonde do Pateta” passou com “Alegria nos Punhos”, deixando orgulhoso o saudoso e eterno diretor de tamborim, Eduardo Amorim.

Na cozinha da bateria da UPM (parte de trás do ritmo) o destaque, além da integração sonora de todos os naipes, ficou tanto para a afinação mais grave, como para o balanço irrepreensível dos surdos de terceira. Marcadores de primeira e segunda foram eficazes, seguros e firmes ao longo de todo o percurso. Caixas e repiques auxiliaram no preenchimento musical do ritmo com consistência e equilíbrio.

Um breque realizado na primeira do samba-enredo merece menção, tanto pela complexidade quanto pelo impacto musical provocado. O verso “Romance de cavalaria” recebe uma nuance rítmica remetendo ao toque de cavalaria, impulsionado pela segurança e eficácia dos tamborins, além dos caixeiros e surdos de terceira, num movimento que demandou alta técnica coletiva, sendo executado de maneira precisa e equilibrada. A retomada com três pancadas dos surdos deixaram em evidência o bom trabalho envolvendo os marcadores.

Um breque simples, mas tremendamente eficaz obteve êxito musical e fluidez sonora pela pista. A partir do verso “O beduíno segue os passos do vaqueiro”, a bateria da UPM tocou um Xaxado envolvente, retomando o ritmo logo em seguida, num arranjo musical que se revelou um acerto sobretudo cultural, atrelado ao que o samba pedia.

A paradinha do refrão do meio esbanjou musicalidade, além de apresentar integração plena com a música. Se aproveitou do bom balanço dos surdos até para concluir a convenção, utilizando tapas em contratempos.

No final da segunda do samba- enredo, também baseada em simplicidade musical, foi possível notar uma bossa chamada pelos repiques solistas, que além de permitir pressão ao ritmo, ficou marcada pelos tamborins subindo curto, pautando a retomada do ritmo com esse movimento. Mesmo com uma retomada com construção mais elaborada, as execuções foram marcadas por precisão e fluência.

Na bossa da cabeça do samba, a bateria “Guerreiros” da UPM se aproveitou da pressão proporcionada pelos surdos para consolidar o ritmo. O impacto sonoro de três tapas efetuados em conjunto no verso inicial da primeira do samba “E lá vou eu” é seguido de uma subida curta dos tamborins em forma de solo, ainda contendo balanço das caixas e terceiras preenchendo a musicalidade do arranjo musical. Uma convenção que, mesmo simples, possui notório impacto musical.

Mestre Dinho, além de todos os diretores e ritmistas estão de parabéns pelo grande ensaio técnico da bateria da Unidos de Padre Miguel na Marquês de Sapucaí.