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Bateria e casal de mestre-sala e porta-bandeira são destaques no primeiro ensaio técnico da Vila Maria

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

A Unidos de Vila Maria realizou na noite de sábado  o seu primeiro ensaio técnico para o carnaval de 2023. Serão três treinos que a agremiação irá fazer na passarela. A ‘Vila mais famosa’ é a primeira agremiação do Grupo Especial a ensaiar no espaço neste ano, que terá uma longa temporada. Sobre o ensaio, há pontos positivos e negativos. Destaque para a comissão de frente que remeteu a um espetáculo infantil e danças circenses. Além disso, a bateria de mestre Moleza, novamente, foi destaque na agremiação, embalando a comunidade com seu leque de bossas. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Edgar Carobina e Laís Moreira também teve grande desempenho, dando o tom da Vila Maria no ensaio. A agremiação irá levar para a avenida o enredo “Vila Maria, Minha Origem, Minha Essência, Minha História! Fonte de Amor Muito Além do Carnaval”, onde contará a história do seu bairro e da própria escola. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Comissão de frente

Foi um dos pontos positivos da escola. A ala dançava aparentando estar na infância. Dava para ver cambalhotas, sorrisos, abraços e danças dos componentes de um lado para o outro ocupando todo o espaço possível da pista. Os integrantes usavam uma fantasia colorida com azul predominante, rostos pintados e nariz de palhaço. Esse tipo de comissão de frente interpreta-se que é uma representação da população do bairro da Vila Maria na infância. Ou seja, as lembranças carinhosas dos primeiros momentos no local.

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Fotos de Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Harmonia

A escola optou por um samba diferente, mas o ritmo intenso que ele pede, ainda precisa ser melhor treinado. Houve desencontro de canto entre as alas. A obra pegou na comunidade, mas ela precisa ser trabalhada. O volume do canto deu para ouvir a partir do segundo setor, pois o primeiro foi praticamente nulo. A entonação foi evoluindo gradativamente, mas mesmo assim a irregularidade continuou. O departamento de harmonia caminhava pela pista e voltava para corrigir os versos. Destaque positivo para a Ala Narita, que não parou por um segundo.

“Pelo primeiro ensaio, confesso que a gente estava esperando um número de componentes menor, até em razão do tempo. Frio, chuva, virada de ano e não fizemos nenhum ensaio geral de quadra para esquentar o povo. Fizemos um ensaio rapidinho com algumas alas para não chegar tão gelado aqui, mas confesso que surpreendeu bastante a gente. O recuo de bateria que normalmente tem sempre um problema para acertar, hoje nós acertamos. Precisamos corrigir uma parte da evolução ainda. Principalmente no retorno da bateria, onde a escola dá uma ‘aceleradinha’. É só fazer um breve ajuste no quesito evolução”, disse Cesinha, diretor de harmonia.

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Sobre a irregularidade no canto entre as alas, o diretor revelou que é a falta de componentes. “Isso é a falta de componentes que não chega na escola. Hoje mesmo chegaram pessoas de outras regiões e é a primeira vez que eu estou vendo na escola que não participaram de nenhum ensaio de quadra, não pegaram o samba e só vieram. Então vamos participar. Estamos com uma logística com essas pessoas que estão vindo pela primeira vez porque o carnaval já está aí. Dia 17 de fevereiro está chegando e eu tenho pouco mais de 30 dias para trabalhar isso e eu tenho certeza que o quesito harmonia vai ser um dos pontos cruciais na hora do desempate para definir a campeã do carnaval”, completou.

Mestre-sala e porta-bandeira

O casal Edgar Carobina e Lais Moreira enfrentou um forte vento, porém não se deixaram levar. A porta-bandeira, principalmente, deslizou no solo do Anhembi. A energia que ela tem com seu pavilhão é muito grande. O mestre-sala é um grande protetor. A sincronia entre os dois no treino foi muito satisfatória. Executaram os protocolares giros horários e anti-horários, coreografia dentro do samba e, o mais importante de se notar, sorriram bastante e interagiram com o público, principalmente, em frente ao setor B. Edgar até fez ‘coraçõezinhos’ para a arquibancada. Eles mostraram o pavilhão com muita garra e arrancaram aplausos da torcida e das pessoas presentes na arquibancada.

Lais avaliou o seu ensaio e a emoção de ostentar o pavilhão da Vila Maria. “Foi tudo muito bom… ou melhor, bom. Por ser o primeiro, foi bom. Ainda temos que consertar muitas coisas. Hoje ainda teve muito vento, porém foi um bom ensaio para sentir o clima. Era um ensaio realmente técnico, para sentirmos a pista e ver o que precisamos corrigir dentro do nosso trabalho. Treino é treino e jogo é jogo. A gente poderia ter feito melhor, mas foi muito bom. Nós dois trabalhamos muito e somos muito perfeccionistas. Nunca vai estar excelente e maravilhoso. Quando acharmos que está suficiente, não chegaremos no objetivo que queremos. A energia estava agradável, o público compareceu, a escola está lindíssima. Isso tudo fortalece, anima e contribui muito para o resultado do ensaio. Carregar o pavilhão é uma responsabilidade tão grande… A cada dia podemos entregar mais para essas pessoas que lutaram por essa história. A gente pode mais, não podemos nos contentar com o que nós apresentarmos. As nossas, não a das pessoas”, declarou.

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Edgar falou sobre os acertos que se deve fazer. “Tem alguns pontos no Sambódromo do Anhembi que o vento é muito forte. Esses ensaios são para tentar consertar para que, no dia, se acontecer uma eventualidade dessas, a gente saiba como reagir na hora. Nesse momento o vento é bem-vindo, para podermos praticar. É um pouco desconfortável principalmente para a Laís, que carrega o pavilhão, porque força muito o braço dela. Para mim, quando a bandeira fica aberta e faz uma corrente de vento, pode me prejudicar. A cada dia, a cada ensaio, quando ouvimos esse samba, é muito impactante. O ‘respeite a nossa história’ é sensacional. No decorrer do samba, letra por letra, palavra por palavra, você vê que é um samba muito bonito e dá um combustível muito forte para gente. Representa muito bem a nossa comunidade, o nosso povo, a nossa escola. É uma coisa surreal, só quem é Vila Maria sabe e pode dizer”, afirmou.

Evolução

O desempenho neste quesito foi mediano. Entra na mesma questão da harmonia. Algumas alas se destacam muito e outras nem tanto. Não houve regularidade. Podemos notar componentes durante o ensaio evoluindo de forma lenta e outros quase andando. Ficar ‘parado’ é um erro grave. Entretanto, teve componente que demonstrou tamanha alegria o tempo todo. Pulou e sambou do início ao fim. Destaque para o alinhamento das alas que foi feito corretamente em todos os setores, não deixando buracos ou espaços visíveis na pista. Vale ressaltar o ótimo movimento feito para a bateria entrar no recuo. Ala de passistas e rainha de bateria preencheram o espaço.

Samba-enredo

É um samba diferente do habitual para a Vila Maria. Tem uma melodia para frente e andamento com um gás lá em cima. Nos anos anteriores, a aposta era em um samba mais ‘lento’. Essa mudança pode ser positiva, pois permite o componente brincar e evoluir de forma leve. O intérprete Wander Pires se adaptou prontamente à obra e vem colocando a comunidade da ‘Vila mais famosa’ para frente. As partes mais cantadas são os versos: ‘Bem mais que um caso de amor, muito mais que um caso de amor’, ‘A fé nos guia, Senhora Maria’ e os refrões principal e do meio.

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Wander Pires avaliou o ensaio e seu trabalho com o mestre Moleza. “Nossa, foi maravilhoso. Eu fiquei surpreso. No primeiro ensaio foi maravilhoso! O samba é uma coisa muito linda, uma escolha do samba certa pelo presidente Adílson José. O mestre Moleza, com a Cadência da Vila, está maravilhoso. A escola está cantando o samba… gente, foi um ensaio emocionante. O segundo será melhor, o terceiro será melhor ainda. E o desfile será algo divino, para todo mundo chorar. A parte do samba que eu mais gosto eu acho que é a ‘bem mais que um caso de amor’. Também acho muito forte a ‘respeite a nossa história, são anos de glórias. O mestre Moleza, com a Cadência da Vila, é uma pessoa maravilhosa e muito fácil de se conversar e trabalhar. Ele sabe que o meu negócio é cantar, eu não me meto em nada. A minha praia é cantar. Eu, com a bateria, jamais terei alguma objeção. Só tenho a agradecer o que ele faz. É uma coisa maravilhosa cada bossa que ele faz, são coisas de outro mundo. Acho que ele está conectado em outra coisa quando ele cria essas bossas. A Cadência foi um dos setores que me trouxeram, junto com a presidência. Eles têm muito a ver com a minha estada na Vila Maria”, declarou.

Outros destaques

A rainha de bateria, Savia David, esbanjou simpatia e samba no pé frente à Cadência da Vila. A sambista estava usando uma roupa na cor azul clara. A bateria Cadência da Vila, sob regência de mestre Moleza, mostrou que não vem para brincadeira. Novamente, mostrando um grande repertório de bossas. É a característica principal da batucada. Destaque também para afinação e desenho de tamborim.

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O diretor de bateria da agremiação, mestre Moleza, falou sobre o desempenho de sua bateria. “A gente tinha uma preocupação grande por ser um ensaio logo após as festas de fim de ano, até em termos de contingente, por termos uma bateria muito jovem. Graças a Deus, aos nossos projetos sociais, a nossa bateria mirim e a escolinha de bateria, nós temos um apelo muito forte e uma identidade muito forte com a Unidos de Vila Maria e a Cadência da Vila. O pessoal responde ao nosso chamado. Fizemos uma mobilização, chamando um por um, e o resultado foi esse daqui, com a bateria praticamente completa, com a galera que vai desfilar na sexta-feira de Carnaval. Tudo que a gente ensaiou, fizemos aqui. Conseguimos fazer de forma limpa e clara. Uma proposta muito ousada de bateria, de frases, rítmicas, bossas, e também trazendo uma homenagem a todos os mestres que deixaram esse legado para conseguirmos fazer esse trabalho”, comentou.

O diretor também falou dos pontos que devem ser aprimorados. “Acho que essa questão do preparo físico. A gente fica um tempo parado nas festas, e a gente vem pra cá e sente essa coisa de tocar a bateria toda junta, fazer um esquenta grande e tocar 65 minutos. Com essa carga de ensaios de janeiro, principalmente ensaios de rua e os próximos ensaios técnicos, a gente vai chegar melhor preparados fisicamente. A partir do momento em que chegarmos melhor preparados fisicamente, você executa melhor a sua proposta com mais tranquilidade, você não chega abrindo o bico. Como em qualquer esporte. A bateria também, sejam as alas ou a parte de evolução, precisa desse condicionamento físico. A gente vai trabalhar bastante para deixar a nossa proposta ainda mais limpa e mais clara”, completou.

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Moleza enalteceu uma bossa específica que se localiza no refrão do meio. “A gente tem umas coisas bem legais, como o nosso refrão do meio por exemplo. Ele fala “No meu lugar toca samba de primeira, é a cadência que faz a Vila sambar”. Nessa hora, os surdos de primeira fazem um solo e fazem sambar. A gente vem com umas frases com influência de axé, de repique de anel do pagode e do samba, característicos da antiguidade. Essa bossa é a que promete ter um impacto maior aqui com as arquibancadas lotadas. Fiquem ligados nela, que a gente vai ouvir aquele frisson que a gente está acostumado a ouvir no dia de desfile”, finalizou.

Harmonia é destaque no ensaio técnico do Vai-Vai para o Carnaval 2023

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No primeiro dia de ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, o Vai-Vai foi a segunda escola a pisar na pista. Com a harmonia levando de maneira afinada o samba, mas com evolução inconsistente em diversos momentos, a Saracura encerrou sua passagem na Avenida com 62 minutos. O enredo “Eu Também Sou Imortal” é uma reedição do Carnaval de 2005 da escola do Bixiga, que será a quarta a se apresentar no domingo dia 19 de fevereiro. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Comissão de Frente

Abrindo a apresentação do Vai-Vai, a Comissão de Frente veio fazendo diferentes alusões à imortalidade. Apesar de não usarem fantasias, foi perceptível interações entre os componentes que lembram o amor e a religião. A coreografia durou duas passagens do samba, e ao menos nesse ensaio não fez uso de algum elemento alegórico. O quesito, que se mostrou problemático para a escola nos últimos anos, se mostrou seguro neste ensaio geral e pode render belo espetáculo no desfile oficial.

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Fotos de Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Vai-Vai, formado por Renato e Fabíola, iniciou sua apresentação demonstrando grande sintonia no primeiro setor. Muito comunicativa entre si, a dupla passou a encarar na metade final da Avenida um vento considerável, que dificultou a dança de Fabíola em diferentes momentos-chave. Apesar da intempérie, o pesado pavilhão da “Escola do Povo” foi bem defendido pelo casal, que ainda tem tempo para acertar o trato com situações adversas.

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Harmonia

Ponto mais forte do ensaio, a harmonia do Vai-Vai mostrou que o clássico samba de 2005 segue na ponta da língua. Um coral fluído, que respondeu bem em momentos de bossas e paradinhas. Destaque especial para as alas coreografadas, que mesmo durante suas encenações cantaram de maneira valente a obra da escola.

Evolução

O quesito precisará ser trabalhado com cuidado pela escola. No começo do ensaio, faltou fluidez às primeiras alas, que ficaram em um anda e para constante. O recuo da bateria, feito com a ala se virando dentro da pista, foi feito com excelência. Já para a parte final da apresentação, houve um pequeno avanço da ala à frente do espaço do terceiro carro que pode ser acertado. Ao final, o Vai-Vai diminuiu o ritmo e chegou a parar na pista em alguns momentos, uma situação que não seria vista em condições normais de desfile, mas que fez a escola ultrapassar em dois minutos o limite de tempo do Grupo de Acesso de 1 hora.

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Samba-Enredo

Um clássico tratado com muito carinho por Luiz Felipe e o time de canto do Vai-Vai. O samba rendeu no ensaio e contribuiu para o bom desempenho da harmonia. Quesito tradicionalmente forte da escola, se destacou nos momentos das bossas e das paradinhas. Um refrão forte, antecedido de versos com a cara da comunidade, fazem do quesito aliado importante nas pretensões da Saracura.

Outros destaques

O Vai-Vai mostrou que apostará em peso nas alas coreografadas. Em diferentes momentos do ensaio, alas mostravam passos próprios e sincronizados. Em uma delas, componentes caracterizados levemente como Zé Pilintra e Maria Padilha eram cercados de Pretos Velhos, cada um com sua atuação própria, de uma beleza ímpar. A madrinha de bateria chamou atenção com uma fantasia lembrando a fênix, ave mitológica que renasce das cinzas. Com a rainha Verônica Bolani, contribuíram ainda mais para o espetáculo promovido pela bateria Pegada de Macaco, que começou o ensaios discreta, mas passou a apostar com maior frequência nas bossas e paradinhas conforme o samba foi crescendo na Avenida.

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A “Escola do Povo” resgata um enredo histórico em mais um momento de superação. Com uma mensagem que remete à sua importância para o carnaval de São Paulo, o Vai-Vai deu uma amostra do que o público vera no domingo de carnaval. Salvo pelos acertos necessários no quesito evolução, em geral a Saracura está disposta a provar o porquê merece estar no Grupo Especial, e tem muitas armas a seu favor para alcançar seu objetivo.

Abrindo ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi, Camisa Verde e Branco faz treino seguro, mas com pontos a melhorar

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O primeiro ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi foi da Camisa Verde e Branco, a agremiação que cantará ‘Invisíveis’ em 2023 está no Grupo de Acesso I e busca o retorno para o Grupo Especial que não disputa desde 2012. Um ponto é que a escola não veio tão grande, fez um treino sem erros graves, buscando ser compacta, mas o canto e evolução no primeiro setor ficaram devendo na apresentação. O Camisa Verde e Branco será a terceira escola a desfilar no domingo, dia 19 de fevereiro, antes disso tem mais dois ensaios técnicos marcados nos dias 21 de janeiro e 03 de fevereiro. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Comissão de Frente

A comissão de frente veio em grande número e fez uma dança que despertou os olhares do público. Em um determinado momento, um destaque que ficava interagindo com seus companheiros na dança e geralmente estava à frente de todos, era erguido pelos homens, em uma alusão a cruz, e as mulheres ficavam ao redor dos dançarinos, formando um círculo.

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Fotos de Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Lembrando que o tema é sobre os ‘Invisíveis’, então, teremos surpresas do coreógrafo Jonathan Paulino. A dança foi bem interativa e no sincronismo nos passos dos componentes. Pois alinhavam hora pelo meio com todos, hora dividia uma parte para cada lado da pista ou mesmo duas fileiras pelo meio com agachamento e movimentando as mãos todos ao mesmo tempo. O uniforme foi bem variado, camisas de times de basquete e até de futebol.

Mestre-sala e Porta-bandeira

A chuva e o vento começaram durante a apresentação do “Trevo”. O casal vestido de branco e dourado com detalhes verdes, Alex Malbec e Jessika Barbosa, fez uma passagem de muita conexão, toques e olhares chamaram atenção. As apresentações no primeiro setor foram dentro do esperado e levaram o público com o sorriso e a interação com o público principalmente no Setor B que começava a lotar naquela altura. Driblaram o percalço que estava o vento, o principal desafio neste ensaio. O ponto positivo na dança com certeza foi o sincronismo de modo geral, e a apresentação do pavilhão durante o percurso com todo um ritual de conexão.

Casal 1

Harmonia

O primeiro setor da escola cantou pouco, era muito baixo escutar desde a comissão de frente até a Velha Guarda que veio no meio da escola. Depois vieram setores animados e interagindo mais com o sorriso no rosto. Um setor que despertou atenção foi a ala coreografada, logo após o primeiro casal, eles davam as mãos em trechos do samba e se unia em referência a ‘igualdade e respeito’, bem representativo.

Além da ala bem animada das passistas plus size que veio no final, e das passistas que mostraram muito samba no pé, levantando público. A ala que foi destaque pela animação e canto foi ‘Ala o Samba é o nosso ideal”. A ala das baianas veio de branco e passaram por cima de qualquer chuva, rodaram e interagiram sendo aplaudidas pela arquibancada. A velha-guarda de verdão, roupa linda, foi bem simpática na sua passagem, assim como a ala das crianças. Na sequência das crianças, uma ala com a bandeira do Brasil, o samba tem um trecho que fala ‘Brasil, verás que um filho teu não foge a luta’.

Evolução

Com uma comunidade mais enxuta, o “Trevo da Barra Funda” fez um ensaio seguro e próximo dos setores, sem deixar espaços entre eles. Mas ao mesmo tempo, faltou mais interação e um desfile mais leve no primeiro setor, ou seja, um único ritmo da escola. Por um momento estavam em um ritmo mais lento que o restante que veio mais animado e solto.

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Tem pontos a melhorar por conta disso, precisa ter uma conexão geral entre todos os setores da escola. No mais, terminou o ensaio sem riscos no tempo, dentro do cronograma, afinal com as alas bem próximas umas das outras, evitando assim erros.

Samba

Parceria Clóvis Pê e Igor Vianna, recém chegado, desenvolveu uma troca no esquenta e durante o samba mostraram entrosamento diria que promissor para uma dupla iniciante junta. Mas, após o desfile, Clóvis Pê se desligou da escola por não se alinhar com o novo intérprete, relatou em nota na rede social: “Resolvi ver como seria o ensaio técnico, o primeiro ensaio com o grande intérprete Igor Vianna, e nossos perfis são muito diferentes” e em outro momento da carta disse: “Não tenho problema em dividir microfone, mas tem que ter o mesmo perfil vocal e muitas outras coisas que só quem divide sabe. Não cabe a quem não entende de música e a importância da ala musical questionar minha decisão”.

Igor Vianna e Clovis Pe

Sobre o samba ressalta muito toda a temática de resistência, e, portanto, tem trechos como “Até quando a pobreza irá sustentar, a riqueza de homens que assolam o país? E o Camisa é a força de expressão. E a Barra Funda um canto que nos faz feliz”. Fatores que realmente alavancaram a comunidade, seja no canto ou também na expressão dos componentes, conseguiram trazer a mensagem do enredo neste samba. Ou seja, essas partes do samba trazem muitos sinais de resistências como “Contra todo opressor. Nossa fé é munição. Resistindo com amor, pela nossa Nação. Em cada livro se escreve a esperança, pro futuro da criança”, as alas simbolizavam cada um com as mãos, seja o punho levantado, batendo no peito, e outras maneiras.

Outros destaques

A bateria da “Furiosa da Barra”, comandada por mestre Jeyson Ferro, passou na segurança seguindo o ritmo do samba que tem seu destaque no refrão quando a escola canta mais forte no toda ‘força de expressão’. Fizeram uma passagem tranquila, sem ousar muito nas bossas, fazendo dentro do regulamento e sustentando o samba.

Bateria Furiosa

A musa da bateria, Hariadne Diaz veio com um look branco com dourado que despertou atenção, e uma espada nas mãos. A rainha Shopia Ferro apostou no verde, cores da escola, e com notas musicais e o trecho do samba “Brasil verás que um filho teu não foge a luta”, e outra parte com “Igualdade e respeito” quando abria os braços, bem marcante. Junto com elas, um componente com o pandeiro na mão brinca bastante com a musa e rainha, também com a bateria, sendo outro destaque no setor.

Carnavalesco Renan Ribeiro

O carnavalesco Renan Ribeiro (foto) é sempre muito atuante no desfile, na comunidade, participa de setores, fala para a comunidade, e ela retorna com o tradicional “Salve”.

Galeria de fotos: Ensaio técnico da Vila Maria no Anhembi para o Carnaval 2023

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Galeria de fotos: Ensaio técnico do Vai-Vai no Anhembi para o Carnaval 2023

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Galeria de fotos: Ensaio técnico do Camisa Verde e Branco para o Carnaval 2023

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Por dentro dos ritmos: Saiba detalhes sobre a bateria da Unidos do Viradouro

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A bateria “Furacão Vermelho e Branco” possui algumas identidades específicas, como um ritmo mais para frente com uma afinação de surdo mais pesada e um naipe de caixas consistente, que somado ao balanço das terceiras contribuem na pegada valente e com pressão, característica do ritmo no bairro do Barreto. Uma tradição musical da bateria da Viradouro é a mescla dos toques de dois por um (2×1) e três por um (3×1) na ala de tamborins. Essas batidas mescladas impulsionam positivamente no toque das caixas de guerra.

Segundo Ciça, um tamborim bem tocado fazendo dois por um (2×1) de forma limpa tende a casar com a batida de caixas, dando ainda mais projeção sonora ao referido naipe. Para o carnaval 2023, ele afirma que a bateria estará mais cadenciada, optando por um andamento por volta de 144 bpm, permitindo a perfeita fluência do melódico e inspirado samba-enredo. O lado desafiador da bela obra da escola de Niterói está sendo tratado com carinho, cada vez mais ajustando a musicalidade para possibilitar o melhor tanto para a dança, quanto para o canto da agremiação.

Ciça se considera um mestre de bateria popular, que faz ritmo não somente para ser avaliado por julgadores, mas também preocupado em se apresentar para o público. Pode ser dito que interagir com o povão é parte indissociável da personalidade musical de mestre Ciça. Seus trabalhos costumam unir aspectos técnicos de ritmo com espontaneidade, garra e alegria de seus ritmistas.

A bateria da Viradouro pretende realizar até quatro bossas no carnaval 2023. Os arranjos musicais foram pautados em ritmistas tocando timbal (serão quatro com o instrumento no desfile oficial). Vale ressaltar que os timbales não serão responsáveis somente pela execução das paradinhas, se encontrando plenamente integrados à musicalidade da bateria, realçando as nuances melódicas durante as passagens do samba. Um acerto cultural relacionado ao enredo, que provoca uma sonoridade destacada.

A relação de parceria com Zé Paulo Sierra se encontra consolidada, revelando uma integração que mais se assemelha a um casamento musical, de tão coesa. O grito “Vai, Ciça”, do intérprete oficial antes de começar o samba do ano, já é uma das marcas de interação popular dentro da agremiação.

Mestre Ciça afirma que Zé Paulo Sierra auxilia durante o processo de construção musical, inclusive emitindo sua opinião. Ciça aproveita a oportunidade para estender sua consideração e respeito ao diretor musical Hugo Bruno, que tem contribuído imensamente com a agremiação. Além de um profissional que conhece a cultura da escola, também ajuda de forma considerável no processo de desenvolvimento da musicalidade.

O saldo positivo do último ensaio do ano de 2022 envolveu muito além de um clima de festejo natalino. Diz respeito a uma comunidade feliz que além do brilho no olhar, também possui a sensação de valorização e carinho por parte de uma escola de samba que cada vez mais mostra sua vertente acolhedora, praticamente familiar.

Beija-Flor adia ensaio de rua com o Império Serrano para dia 21

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A Beija-Flor de Nilópolis decidiu adiar a edição do projeto ‘Encontro de Quilombos’ em que receberia neste sábado o Império Serrano para ensaiar na Avenida Mirandela, uma das principais vias de Nilópolis. A decisão foi motivada pela chuva forte que atinge o estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital, onde fica o Império, e a Baixada Fluminense, região da azul e branca.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Com isso, a Deusa da Passarela receberá a verde e branca no próximo dia 21. Na mesma data, conforme já  programado anteriormente, a Portela também se apresentará no evento. A iniciativa é aberta ao público e inclui o cortejo das agremiações convidadas (como aconteceu em dezembro com a Paraíso do Tuiuti) e da anfitriã.

Neste ano, a Beija-Flor será a quinta agremiação a desfilar pelo Grupo Especial na segunda-feira de Carnaval com o enredo “Brava Gente! O grito dos excluídos no bicentenário da Independência”, desenvolvido pelos carnavalescos André Rodrigues e Alexandre Louzada.

São Paulo abre neste sábado temporada dos ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi para o Carnaval 2023

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Prepare a roupa e convoque os amigos. A temporada de ensaios técnicos para o Carnaval SP 2023 começa neste sábado. São mais de 70 ensaios no Sambódromo do Anhembi, abertos ao público e com entrada gratuita. Entre os dias 7 de janeiro e 9 de fevereiro, as 34 agremiações filiadas à Liga-SP passam pelo palco do samba em São Paulo, antes dos desfiles oficiais. A grade de ensaios está sujeita à alteração.

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Foto: Divulgação/Liga-SP

Nos dias 11, 17, 18 e 19 de fevereiro, o sambódromo do Anhembi recebe os Desfiles das Escolas de Samba de São Paulo. A primeira das cinco noites de evento é protagonizada pelas agremiações do grupo de Acesso 2. As arquibancadas têm entrada gratuita no dia 11 de fevereiro. Nos dias 17 e 18 de fevereiro, sexta-feira e sábado, é a vez das 14 escolas do grupo Especial renovarem seu caráter multifacetado e artístico na pista. No dia 19 de fevereiro, domingo, as oito agremiações do grupo de Acesso 1 completam o espetáculo, tornando o Carnaval paulistano em um verdadeiro festival de cultura popular, para todas as idades. A temporada encerra com o Desfile das Campeãs, no dia 25 de fevereiro.

Os ingressos para o Carnaval SP 2023 estão à venda pelo site www.clubedoingresso.com/carnavalsp ou nas bilheterias físicas no Carioca Club, em Pinheiros, e na Galeria do Rock – Loja 255, no centro de São Paulo.

Veja abaixo a programação completa dos ensaios técnicos

07/01 – Sábado
19H15 – CAMISA VERDE E BRANCO
20H30 – VAI-VAI
21H45 – UNIDOS DE VILA MARIA

08/01 – Domingo
19H15 – IMPERATRIZ DA PAULICEIA

12/01 – Quinta-feira
21H45 – ÁGUIA DE OURO

13/01 – Sexta-feira
21H45 – COLORADO DO BRÁS

14/01 – Sábado
18H00 – TORCIDA JOVEM
19H15 – AMIZADE ZONA LESTE
20H30 – UNIDOS DO PERUCHE
21H45 – UNIDOS DE SANTA BÁRBARA
23H00 – ROSAS DE OURO
00H15 – INDEPENDENTE TRICOLOR

15/01 – Domingo
18H00 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
19H15 – IMPÉRIO DE CASA VERDE
20H30 – MOCIDADE ALEGRE

20/01 – Sexta-feira
20H30 – X-9 PAULISTANA
21H45 – MOCIDADE ALEGRE
23H00 – BRINCO DA MARQUESA

21/01 – Sábado
18H00 – TORCIDA JOVEM
19H15 – MORRO DA CASA VERDE
20H30 – VAI-VAI
21H45 – TOM MAIOR
23H00 – CAMISA VERDE E BRANCO
00H15 – NENÊ DE VILA MATILDE

22/01 – Domingo
18H00 – IMPERADOR DO IPIRANGA
19H15 – COLORADO DO BRÁS
20H30 – LEANDRO DE ITAQUERA
21H45 – MANCHA VERDE

24/01 – Terça-feira (véspera de feriado)
20H30 – CAMISA 12
21H45 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
23H00 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO

25/01 – Quarta-feira (feriado)
18H00 – INDEPENDENTE TRICOLOR
19H15 – UNIDOS DE VILA MARIA
20H30 – DRAGÕES DA REAL
21H45 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA

26/01 – Quinta-feira
20H30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
21H45 – ROSAS DE OURO

27/01 – Sexta-feira
20H30 – ÁGUIA DE OURO
21H45 – MANCHA VERDE
23H00 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
00H15 – NENÊ DE VILA MATILDE

28/01 – Sábado
18H00 – UIRAPURU DA MOOCA
19H15 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
20H30 – BARROCA ZONA SUL
21H45 – IMPÉRIO DE CASA VERDE
23H00 – GAVIÕES DA FIEL
00H15 – IMPERATRIZ DA PAULICEIA

29/01 – Domingo
18H00 – PRIMEIRA DA CIDADE LÍDER
19H15 – PÉROLA NEGRA
20H30 – X-9 PAULISTANA
21H45 – CAMISA 12

02/02 – Quinta-feira
20H30 – MORRO DA CASA VERDE
21H45 – VAI-VAI
23H00 – UNIDOS DO PERUCHE

03/02 – Sexta-feira
20H30 – COLORADO DO BRÁS
21H45 – TOM MAIOR
23H00 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
00H15 – CAMISA VERDE E BRANCO

04/02 – Sábado
18H00 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
19H15 – ÁGUIA DE OURO
20H30 – MOCIDADE ALEGRE
21H45 – MANCHA VERDE
23H00 – UNIDOS DE VILA MARIA
00H15 – ROSAS DE OURO

05/02 – Domingo
18H00 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
19H15 – DRAGÕES DA REAL
20H30 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
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Samba Didático: Império Serrano mergulha na ancestralidade e musicalidade de Arlindo Cruz em samba com assinatura de amigos

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O Império Serrano está de volta ao Grupo Especial e levará para a avenida a vida e obra de um dos seus maiores baluartes, Arlindo Cruz, ele, que já compôs diversos sambas para o reizinho de Madureira, agora tem um samba em sua homenagem. O enredo “Lugares de Arlindo” será desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza, em sua estreia na escola. A ideia é passear na carreira, além de mergulhar na ancestralidade e lugares por onde Arlindo passou.

O samba que contará essa história é de autoria de Sombrinha, Aluísio Machado, Carlos Senna, Carlitos Beto Br, Rubens Gordinho e Ambrosio Aurélio. O Império fará a abertura do primeiro dia de desfiles do Grupo Especial.

O site CARNAVALESCO dando início à série de reportagens “Samba Didático”, entrevistou o compositor Sombrinha para saber sobre os significados e as representações por trás dos versos e expressões presentes no samba do Império Serrano para o carnaval de 2023. Sombrinha conta como foi fazer um samba em homenagem a Arlindo Cruz, seu maior parceiro na música e como surgiu a ideia do samba com acróstico.

“Pra mim foi maravilhoso. Eu na primeira vez eu declinei, eu não queria fazer samba enredo. O último que eu fiz foi pra Mangueira, minha escola. E não estava afim de mexer com samba-enredo, estou trabalhando bastante. Mas, depois eu refleti bastante, muita gente, poxa você é o maior parceiro do Arlindo de todos os tempos e tal, a grande parceria, o grande dueto genial. Você tem que fazer o samba. Bom, eu concordei, vim e conversei com o Carniceiro que havia me convidado. Falei, olha, eu vou fazer o samba e já me veio uma ideia aqui do acróstico. Foi a primeira coisa que me veio na cabeça foi o acróstico. Porque eu vi que o Arlindo tem um nome muito grande. Quer dizer eu não tinha ainda e pensado sobre esse assunto, o nome dele era tão grande. Arlindo Domingos da Cruz Filho, me veio isso na cabeça. Falei, poxa, eu acho que tem 26 letras, para um samba-enredo tá maravilhoso, é o que basta. Levei essa ideia pra rapaziada e virou consenso”, conta o compositor.

Acorde partideiro sem igual
Nascia então, um samba do seu jeito
Reluz feito Candeia, imortal
O compositor, sambista perfeito
Levada de tantam, banjo e repique

“Um samba que Arlindo herdou de Candeia, nós fazíamos partido alto naquela época e Candeia foi uma grande inspiração”.

Poesia de um Cacique, malandragem deu lição
Inspiração de ventre ancestral

“Malandragem deu lição foi a música Lição de Malandragem que ele compôs primeiro e o Davi Correia gravou”.

O dueto, a patente vêm do fundo do quintal
Na boêmia, no subúrbio, na viela
O seu nome é favela
Madureira

“Aqui seria Arlindo Cruz e Sombrinha, o dueto genial. Faz referência também a Madureira e música famosa dele, ele já cantou muito sobre isso”.

Deixa, o fim da tristeza ainda há de chegar
O show do artista vai continuar
Morando nos sambas que você fez pra mim
Imperiano sim!

“Essa parte faz referência a um samba meu, dele e do Luiz Carlos da Vila”.

No verso que aflora
Giram os sonhos da porta-bandeira
O amor de Orfeu, melodia namora
Serrinha é teu canto pra vida inteira

“Aqui fazemos referência a Flora, filha dele e a Babi, esposa”.

Zambi da Coroa Imperial
Abiaxé, Arlindo CruzFirma na palma da mão, tem alujá e agogô
Império Serrano falange de Jorge no oxê de XangôLaroyê Epa Babá
Há de roncar meu tambor
O verso de Arlindo, poema infindo, morada do amor

“Tudo do Arlindo está nesse samba, a vida, a religiosidade, a música, o companheirismo, mas o que mais me chamou atenção foi o Abiaxé, porque quando a mãe dele foi fazer Santo, ela estava com o Arlindo na barriga, então temos um Abiaxé, ele até brincava sobre isso de que já havia um xangozinho na barriga da mãe dele, entramos com isso então que é o Arlindo ainda em formação, pra mim foi a maior sacada já que muita gente não sabe disso. É o que tem de mais forte no samba”.

Confira o glossário do samba:
Dagô: De licença, permita-me falar de …Reverência a todos os Orixás
Zambi: Deus Supremo, liderança das energias da Umbanda e nação de Angola
Abiaxé: É aquele que recebeu ainda na barriga da mãe os sacrifícios de uma iniciação ou obrigação no Candomblé
Laroyê, Epa Babá: Fazendo uma reverência a Exu e Oxalá