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PodCarnavalesco SP: Rafael Falanga, presidente da Mocidade Unida da Mooca

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‘Quarteto fantástico’: Beatriz Chaves e Thainá Santos celebram parceria como enredistas da Porto da Pedra em 2027

Foto: Divulgação/Porto da Pedra

A Porto da Pedra lança nesta sexta seu enredo para o Carnaval 2027 em busca da volta ao Especial. Para isso, um time de peso: os carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini encabeçam o carnaval da escola, e são reforçados pelas enredistas Beatriz Chaves e Thainá Santos.

Beatriz Chaves assinou a pesquisa de ‘Um Defeito de Cor’ Portela, em 2024. O enredo adaptou o livro homônimo de Ana Maria Gonçalves para Avenida. A enredista conta que já conhecia a dupla de carnavalescos, e aceitou imediatamente o convite que lhe trouxe de volta ao trabalho com escolas de samba.

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“Eu estou gostando bastante, não é nem por estar no início de processo, aquele início de namoro, mas eu tenho sentido que as minhas dúvidas, sugestões, ideias estão sendo ouvidas, divididas, impulsionadas, está sendo muito legal dividir essas ideias, como a gente vai alinhar o que está escrito com o visual, com o discurso da escola. Tem sido um trabalho que requer uma atenção muito grande, mas ao mesmo tempo dividido e sendo alinhado com o que a gente acredita, fica muito mais prazeroso”, contou.

Thainá Santos, além de enredista, é ativista e escritora, e foi dessa maneira que colaborou pela primeira vez com Alex Carvalho. São amigos há cinco anos, e neste tempo, Alex ilustrou a capa do primeiro livro que idealizou e fez a coordenação editorial, “Mães Pretas: Maternidade Solo e Dororidade”. Com a amizade e trocas profissionais, compartilhou mais um sonho com o amigo: de se tornar enredista em uma escola de samba.

“Ali, naquele momento, no auge da pandemia, percebi que eu e ele teríamos potencial para quem sabe, um dia, trabalharmos juntos, pois a sensibilidade dele para captar uma ideia, uma proposta, flui com muita leveza. Em nossas trocas ao longo desses anos, o Alex sabia do meu desejo “quase secreto” de trabalhar como pesquisadora de enredo. Daí, no início deste ano, ele me apresentou ao Caio, artista que eu já admirava e por quem torcia de longe. E depois que nos conhecemos foi “afinidade à primeira vista”. Nos tornamos amigos de cara. Quando o Alex me fez o convite formal, eu tremi na base. Mas, por se tratar de um convite vindo de dois amigos, sabia que não existiria oportunidade melhor de dar o pontapé inicial nessa minha tão sonhada carreira de enredista”, compartilhou.

A estreia na Porto da Pedra também é o início da parceria com Beatriz Chaves, um casamento que vem dado certo. Segundo Beatriz, Thainá vem somar e “está alinhando cada vez mais coisas que a gente tem vontade de dizer, que uma escola de samba deveria dizer. Uma escola de samba com peso e com a responsabilidade que a Porto da Pedra tem de forma cultural, de forma artística”.

“Um dos meus presentes de 2026 é Bia Chaves! Sabe aquela coisa de um pensar e a outra falar?! Pois bem, é o que tem rolado comigo e com a Bia. Sou fã demais da Bia, ela é tão sagaz, generosa. Temos um olhar próximo de entender a importância do nosso ofício, frente a essa celebração artística idealizada pelos nossos ancestrais. Sabemos do tamanho da nossa responsabilidade, da grandeza que é reocuparmos esse espaço. Nossos encontros virtuais ou presenciais, nossas reuniões e divisões de trabalho se tornam uma grande festa, sem vontade de ir embora”, complementa Thainá.

“Quarteto Fantástico” é a forma que Thainá apelida o grupo formado pela dupla de enredistas junto à dupla de carnavalescos Alex e Caio, em celebração a parceria formada pelos quatro. A enredista conta que as expertises do grupo se complementam numa conexão impressionante.

“O Alex tem corpo e alma de artista, são genuínos os seus devaneios. Enquanto ainda estamos pensando em uma possibilidade de uma fantasia, uma ala, ele já está ali desenhando 3 possibilidades de figurinos. É lindo de testemunhar. E o Caio é o virginiano nato do nosso grupo. Tem uma criatividade vibrante e, ao mesmo tempo, traz a centralidade necessária para pensarmos no passo adiante. É raro no meio do carnaval termos carnavalescos que não se deixam dominar pelo ego e vaidade. E os meninos são a prova viva de que é possível lidar com a magia do carnaval sem perder a humildade, o respeito e a empatia pela sua equipe”, declarou.

Solange elogia Caio Araújo e revela segredo: ‘Regulamento é para ser estudado’

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

A Mocidade Alegre segue colecionando números expressivos. Campeã do Carnaval 2026, a “Morada do Samba” conquistou seu terceiro título do Grupo Especial em quatro anos, chegando à 13ª conquista de sua história, apenas duas taças atrás do maior campeão do Carnaval paulistano. Desde que Solange Cruz Bichara Rezende assumiu a presidência, em 2004, já são nove títulos na conta. Para entender os pilares dessa dinastia consolidada com o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, o CARNAVALESCO conversou com a presidente da Mocidade Alegre durante o Desfile das Campeãs.

Humildade e inteligência

Questionada sobre a hegemonia da escola em relação às coirmãs, Solange manteve os pés no chão e respondeu com o bom humor de sempre: “Eu não sei se é justo chamar esse momento da Mocidade Alegre de dinastia. Vocês é que sabem, porque depois vão falar que eu sou esnobe, e eu não sou. Estou na minha, sossegadona”, disse, em tom descontraído.

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Pouco depois, entretanto, a dirigente destacou o rigor técnico da agremiação frente às normas do concurso: “O segredo é que regulamento é para ser estudado e a parte técnica também. Quando pegamos o regulamento, vemos que as normas e as regras mudam, mas entendemos que temos que andar com ele debaixo do braço. A outra parte vem da comunidade: eles colocam a alegria, o impacto e tudo o que se espera na avenida”, comentou.

Novo campeão

Se o topo do pódio já é território conhecido para a Mocidade, o título de 2026 marcou a primeira vitória de Caio Araújo como carnavalesco da escola. Solange fez questão de elogiar o profissional e a troca produtiva durante a construção do projeto: “Avaliamos o trabalho do Caio muito bem, graças a Deus. Gostamos de lançar talentos, de trabalhar com pessoas novas; pessoas com quem possamos dialogar e que também nos ouçam. Temos esse costume e o Caio aderiu, o que foi muito positivo para todos. Quando a escola consegue ter esse diálogo, o resultado é um trabalho legal”, finalizou.

Mauro Amorim traça planos da União de Maricá para estreia no Grupo Especial em 2027

Foto: CARNAVALESCO

Com o carnaval de 2026 ainda fresco na memória, a União de Maricá já tinha virado a chave. Na segunda-feira seguinte ao resultado, a equipe estava reunida no barracão para planejar o que vem pela frente. Quem conduz esse movimento é Mauro Amorim, diretor de carnaval da escola, que acumula também a direção de harmonia. Em entrevista ao CARNAVALESCO, ele explicou como a agremiação pretende crescer sem abrir mão da essência que marcou sua trajetória no carnaval do Rio.

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Maricá como identidade

O dado que Mauro repete com orgulho resume o projeto: quase 90% dos componentes do desfile de 2026 eram cidadãos maricaenses. A ala de baianas, por exemplo, foi formada inteiramente por mulheres da cidade. Para o diretor, isso é a coluna vertebral da escola.

“A gente realmente se preparou para construir um início de projeto muito satisfatório, para chegar ao Grupo Especial não tão dependente de outras comunidades. A gente tem uma comunidade que quer estar junto, que quer desfilar”, afirmou.

O próximo passo é ampliar o número de componentes sem perder a qualidade apresentada no desfile de 2026. O recadastramento dos atuais integrantes começa em breve, seguido pela abertura de vagas para novos inscritos. Segundo o diretor, a meta é fechar as alas da comunidade em outubro e iniciar os ensaios em novembro.

Dois cargos, uma equipe

Além da direção de harmonia, cargo que ocupa na escola desde o ano passado, Mauro Amorim também assumiu a direção de Carnaval para 2027. Para ele, assumir duas funções na agremiação só é possível por conta do trabalho em equipe.

“É saber que ninguém é forte sozinho e a gente não vai conseguir dar conta sozinho. A escola montou uma equipe excelente com profissionais que já tem trabalhos consolidados no Carnaval. Vamos trabalhar muito para entregar o melhor possível”, declarou.

Disputa de samba: chamado aberto

A disputa de samba de 2027 ainda aguarda o lançamento do enredo e da sinopse, etapas que antecedem a abertura de inscrições para compositores. Mesmo assim, Mauro já faz o chamado: “Já tivemos uma disputa bem legal, bem disputada e com grandes obras. Esse ano a tendência é que a disputa seja maior pela visibilidade do Especial. Gostaríamos de convidar e convocar todos os compositores que gostam da União de Maricá para estarem conosco”.

Sobre a data de lançamento do enredo, o diretor não deu grandes pistas, apenas indicou que a novidade está próxima.

Praça Onze Maravilha propõe valorização da Estácio de Sá como patrimônio cultural

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Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO

A Praça Onze passará por requalificação urbana, patrimonial e cultural que resgatará o peso histórico da região. Na requalificação, serão levadas em consideração a vida cultural no entorno da Praça Onze e a valorização da Estácio de Sá, considerada o “berço do samba”, que será declarada patrimônio cultural. Em evento realizado na Câmara Municipal, lideranças municipais e vereadores se reuniram para debater, no painel Rio em Tempo Real: Praça Onze Maravilha, as mudanças, como preservar os patrimônios com suas especificidades e defender o protagonismo da população na reforma.

A presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), Laura de Blasi, diz que a região “está cercada por áreas de proteção do ambiente cultural, e o IRPH identificou que ali pulsa história e memória da cidade”. Dessa forma, a motivação para a Praça Onze Maravilha seria a reconexão entre os bairros, pois “o viaduto rompeu a conexão, o que é muito comum. Viadutos, linhas férreas dividem a ambiência”, o que é importante no contexto de uma área com proteção patrimonial.

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“O que a gente quer é que a área pulse, que seja requalificada. Não gosto de ‘revitalizada’ porque a região não está morta, ninguém vai ‘reviver’. Ali tem vida, gente morando, crianças, e a gente quer escutar o que aquela população espera, o que falta ali. Porque você anda ali e não vê praça, criança na rua, gente passeando. O Rio de Janeiro é uma cidade ‘da rua’ e a gente não vê isso lá. O que a gente espera é uma requalificação para que o patrimônio seja aflorado, e a gente veja criança na rua, gente passeando por uma área que é tão cercada de patrimônio”, disse.

Ainda segundo a presidente, o IRPH “vai intensificar o circuito Patrimônio Cultural Carioca, das plaquinhas azuis, como identificamos bens e locais de interesse da cidade” e, nesse contexto, está “fazendo um estudo para declarar a primeira escola de samba como patrimônio cultural de natureza imaterial da cidade, a Estácio de Sá, que surgiu da Deixa Falar”, visto que a quadra da Estácio, no Estácio, também é um imóvel tombado.

Prezando a força da cultura do Carnaval, o vereador Wellington Dias defende que o projeto Praça Onze Maravilha “tem que extrair mais, pensando também na não elitização do Carnaval para essas pessoas, da cultura do samba, já que, hoje em dia, ficou caro para essas pessoas frequentarem o Sambódromo. Tem que fazer parte desse debate também um acesso para todos, e não só para a elite do Carnaval”.

Já a vereadora Maisa do MST reforça que “vem construindo uma síntese de que falar sobre cultura, falar sobre patrimônio, falar sobre preservação da memória negra e da sua identidade significa alocar os moradores da região como centrais nesse processo” e afirma que os vereadores têm “participado, através do mandato, das audiências públicas, dos espaços de escuta e diálogo com a população, porque têm muita convicção de que o território da Praça Onze faz parte da história da cidade do Rio de Janeiro, que data do início da República, que tem construções seculares e que são, de fato, a memória da nossa cidade”.

E, para a conservação desses imóveis e patrimônios, Diego Vaz sugere que a conservação da área deve ser feita como nos parques municipais, com “contratos de conservação específicos para essa área e que vão contemplar cada parte específica. Um tipo de pavimentação, um tipo de piso, tipo de pedra portuguesa, a forma que for construída, o tipo de praça que for ali implementada”.

O vereador explica que a medida “deu muito certo nos nossos parques urbanos, dá muito certo com a CCPar, na área do Porto Maravilha. E não há dúvida de que essa é a saída para que a gente mantenha uma conservação nessa área da cidade e também para que a gente possa fazer em outros centros urbanos, em outras áreas da cidade que mereçam a conservação do jeito que a cidade do Rio de Janeiro merece. Eu acho que esse é o caminho que a gente deve seguir para esse projeto”.

Com a potência máxima, Jorge Silveira já planeja 2027 do Salgueiro com relação consolidada com a escola

Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Renovado com a Academia do Samba, o carnavalesco Jorge Silveira marcou presença no sorteio da ordem de desfile do Grupo Especial para o próximo carnaval. Ao CARNAVALESCO, o artista analisou seu trabalho de 2026, falou sobre a consolidação de sua trajetória no Salgueiro e a busca pela décima estrela para a agremiação vermelho e branco. Ele abordou a beleza do desfile da Rosa, ressaltando que foi uma grande apresentação, que vinha de um pré-carnaval com muitos julgamentos sobre o que a escola poderia apresentar na Sapucaí.

Jorge Silveira observou que a escola teve seu melhor desempenho em anos, tendo quase alcançado o vice-campeonato, deixando o torcedor da escola bem animado com o que foi apresentado na Avenida.

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“Foi um ano muito desafiador, um ano em que a gente foi muito pré-julgado antes do carnaval, e trabalhando muito em silêncio, porque eu sabia do potencial que a gente tinha na mão e do compromisso com a Rosa. O resultado me deixou muito feliz, o Salgueiro veio muito grande, muito potente, como há muito tempo não vinha. O salgueirense ficou muito feliz e eu fico muito satisfeito. Até a última nota, o Salgueiro era vice-campeão; não fosse a nota de samba, talvez a gente fosse segundo lugar. Isso me deixa muito feliz e satisfeito e com muito mais vontade para fazer maior e melhor em 2027”.

Jorge agora avança para o terceiro ano à frente do carnaval do Torrão Amado, com ideias de como prosseguir com a escola, agora já consolidada a relação dele com a agremiação, e que em breve terá o anúncio do enredo da escola, já indicando os primeiros passos do Carnaval 2027.

“O terceiro ano, na minha cabeça, é um ano de consolidação, porque o primeiro ano é um conhecimento: eu estou conhecendo a escola, ela está me conhecendo; no segundo ano a gente já se entendeu, e agora acho que a gente vai poder partir para uma força ainda maior. O Salgueiro, no ano passado, lançou o seu enredo logo após o sorteio. Vamos procurar fazer também neste ano, porque o sorteio acaba orientando o que a gente pensa. Temos algumas ideias, estamos trabalhando em mais de uma opção”, pontuou.

Por fim, o carnavalesco falou sobre a busca pelo décimo título do pavilhão salgueirense e como é para ele carregar os sonhos da comunidade nesse momento tão esperado e sonhado pelos torcedores da escola do Andaraí.

“Quando a gente assume uma bandeira, passamos a sonhar os sonhos dessa bandeira, e acho que o nosso grande desafio é acabar com esse jejum do Salgueiro, que hoje é o maior jejum do Grupo Especial. Esse ano chegamos muito perto por muito pouco, e acho que esse sentimento é o que quero carregar para o próximo ano. A comunidade já entendeu o nosso jeito de pensar o Salgueiro, nós já entendemos como é que o Salgueiro gosta de fazer, e agora é potência máxima”, declarou.

Vai-Vai exalta Caymmi, Carybé e Jorge Amado em enredo afro-baiano para o Carnaval 2027

Foto: Divulgação/Vai-Vai

O Vai-Vai apresentou oficialmente o enredo que levará para o Carnaval 2027. Com o título “3 Obás de Xangô – A Mãe Bahia em Cantos, Cores e Memórias”, a escola paulistana prestará homenagem a três grandes nomes da cultura brasileira: Dorival Caymmi, Carybé e Jorge Amado. Desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Louzada e Victor Santos, o enredo tem inspiração no filme “3 Obás de Xangô” e propõe uma imersão na força cultural, religiosa e artística da Bahia, unindo música, literatura, artes visuais e ancestralidade afro-brasileira.

A Saracura do Bixiga levará para o Anhembi uma narrativa que conecta os três artistas ao axé de Xangô, exaltando suas trajetórias como símbolos de resistência, identidade e preservação cultural.

Na concepção da escola, Caymmi surge como o “Obá Onikoyi”, representante da realeza ligada ao mar, às jangadas e à musicalidade baiana. Carybé será retratado como “Obá Onã Xokun”, responsável pelos caminhos e movimentos traduzidos nas cores, nos traços e nas representações dos orixás e do cotidiano popular. Já Jorge Amado aparece como “Obá Arolu”, aquele que eternizou a Bahia através da palavra, do povo e das histórias construídas a partir das ruas, feiras e tradições populares.

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O enredo também marca um reencontro simbólico entre o Vai-Vai e Jorge Amado. Em 1988, a escola conquistou o título do carnaval paulistano com “Amado Jorge, a história de uma raça brasileira”, desfile considerado um dos mais emblemáticos da trajetória da agremiação.

Em nota, os carnavalescos destacaram que o projeto vai além de uma simples narrativa histórica. “Mais do que uma história a ser contada, o enredo é uma narrativa quase subjetiva do próprio Vai-Vai, uma história de arte, amor, resistência e fé. O Vai-Vai, enquanto sentinela da cultura brasileira, transforma em desfile aquilo que é sagrado, faz do canto uma afirmação e da memória um ato de resistência”, afirmaram Alexandre Louzada e Victor Santos.

A proposta também estabelece uma ponte entre o Bixiga e a Bahia, aproximando tradições afro-brasileiras, religiosidade, samba e manifestações populares. Segundo a escola, o desfile reafirmará o papel histórico do Vai-Vai como defensor da cultura negra e do samba como espaço de memória e permanência.

Diretor do documentário que inspira o enredo, Sérgio Machado destacou que o desfile encerra um ciclo iniciado ainda em 2024. “O desfile culmina um projeto iniciado ainda em 2024. Lançamos o documentário, teremos uma exposição em Salvador e finalizamos essa trilogia com o desfile do Vai-Vai, uma justa homenagem a esses grandes mestres e à nossa mãe Bahia”, declarou.

Sob os cuidados da saúde: Pixulé inicia preparação especial para o carnaval com médica e musa da União da Ilha

Foto: Divulgação

A maratona do carnaval já começou para Pixulé. Voz oficial do Paraíso do Tuiuti, o cantor iniciou um acompanhamento clínico especializado com a médica Nathalia Brito, em um trabalho voltado para saúde, resistência física e alta performance durante a intensa rotina carnavalesca.

Conhecida por sua atuação na área da saúde e também por desfilar como musa da União da Ilha do Governador, Nathalia passa a integrar a preparação do intérprete dentro do chamado “Projeto Carnaval”, iniciativa que busca oferecer suporte clínico personalizado a profissionais do samba.

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Após começar recentemente o acompanhamento do mestre de bateria Marcelo Santos, a médica agora amplia o trabalho ao lado de Pixulé, com foco em disposição física, qualidade do sono, memória, equilíbrio do organismo e manutenção da energia necessária para suportar a sequência de ensaios, shows e apresentações.

“O foco não é estética. Estamos priorizando saúde, energia e qualidade de vida, fundamentais para quem enfrenta uma rotina intensa de apresentações. Trabalhamos com reposição de vitaminas essenciais e ajustes personalizados para garantir melhor desempenho e resistência”, explicou Nathalia Brito.

No universo dos intérpretes, o cuidado se torna ainda mais estratégico. Além do desgaste físico provocado pela agenda intensa, a preservação vocal exige preparo constante para garantir rendimento ao longo de toda a temporada. A proposta do acompanhamento é justamente promover mudanças sustentáveis de estilo de vida, potencializando desempenho sem abrir mão da saúde.

A iniciativa acompanha uma tendência cada vez mais presente no Carnaval: o investimento em acompanhamento profissional especializado para artistas e segmentos que enfrentam uma rotina intensa nos bastidores e na avenida.

Polo Mangueira recebe mais de 3 mil inscrições para diversos cursos de graduação

Foto: Divulgação/Mangueira

O Polo Mangueira do Centro Universitário Celso Lisboa recebeu mais de 3 mil inscrições para diversos cursos de Ensino Superior na comunidade. O projeto inclui a disponibilização de bolsas integrais de graduação para moradores do Morro da Mangueira e adjacências. Ao todo, 643 matrículas já foram realizadas e entre os cursos mais procurados estão o de Administração (153), Gestão de Recursos Humanos (98), Gestão Pública (46), Gestão de Saúde Pública e Logística (40), seguidos por outros cursos de diversas áreas do conhecimento.

A iniciativa surge como uma solução inovadora de acesso à educação. Um vestibular social, gratuito, com regras claras, processo seletivo e critérios objetivos, garantindo bolsas integrais de 100% durante todo o curso para os aprovados. O projeto trabalha mais de 20 cursos de graduação disponíveis, em áreas estratégicas como Administração, Tecnologia da Informação, Gestão, Comunicação, Saúde e Negócios.

“Pela primeira vez, a universidade atravessa os muros formais e se insere diretamente no coração da comunidade, transformando um espaço simbólico da cultura em um ambiente de formação acadêmica. Não se trata de uma ação pontual, mas de um modelo estruturado que conecta educação, território e desenvolvimento”, comenta Guanayra Firmino, presidenta da Mangueira.

O Polo Mangueira funciona como um centro de estudos com apoio presencial, tecnologia e acompanhamento acadêmico, criando uma dinâmica híbrida que fortalece a permanência dos estudantes. A formação digital ganha corpo físico dentro da comunidade, aproximando o ensino superior da realidade cotidiana dos alunos e reduzindo distâncias que historicamente afastaram esse acesso.

Para Rodolfo Bertolini, CEO do Centro Universitário Celso Lisboa, a parceria com a Estação Primeira de Mangueira representa um compromisso real com a transformação social por meio da educação, levando o acesso ao ensino superior para dentro de um espaço tão simbólico como a quadra da Mangueira.

“O objetivo é aproximar oportunidades de quem, muitas vezes, não teria esse acesso de forma facilitada. O projeto é baseado em critérios transparentes e estruturados. A participação é voluntária e gratuita, sem qualquer tipo de pagamento ou sorteio, com seleção baseada em desempenho e análise socioeconômica. As bolsas são integrais, pessoais e vinculadas à trajetória acadêmica do estudante, reforçando o compromisso com a formação completa”, explica Bertolini.

“Mais do que oferecer vagas, o Polo Mangueira inaugura uma nova lógica. A educação superior deixa de ser um deslocamento e passa a acontecer dentro do território. Cultura, educação e desenvolvimento se encontram no mesmo espaço, criando uma política transversal que articula conhecimento, identidade e oportunidade”, celebra Guanayra.

Segundo Guanayra Firmino, com a iniciativa, a Mangueira reafirma seu papel histórico de vanguarda, ampliando o caminho entre cultura e reconhecimento territorial, integrando formação acadêmica, geração de renda e construção de futuro.

“Ao todo, já são mais de 600 pessoas matriculadas e esse movimento não é apenas a abertura de cursos, é a materialização de uma ideia potente. Quando a universidade chega à comunidade, o futuro também chega junto”, finaliza a presidenta Guanayra Firmino.

Tuiuti aposta no protagonismo de Tia Ciata em 2027 e Renato Lage destaca ineditismo

Foto: João Gabriel Rothier/CARNAVALESCO

O Paraíso do Tuiuti já começou a desenhar os contornos de seu desfile para o Carnaval 2027 com um olhar firme para a história do samba. Responsável pela plástica da escola, o carnavalesco Renato Lage revelou detalhes sobre a proposta e ressaltou o caráter inédito da homenagem à matriarca do samba, Tia Ciata. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o artista destacou a importância de colocar a personagem no centro da narrativa.

“As pessoas, durante todo esse tempo, só mencionaram ela. O Tuiuti está fazendo um enredo sobre ela. É a primeira vez que está acontecendo isso, depois dessa trajetória toda maravilhosa que ela teve”, afirmou.

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Renato também pontuou que, embora já tenha feito referências à figura histórica em outros trabalhos, esta será a primeira vez que desenvolverá um enredo inteiramente dedicado à sua trajetória. A proposta busca valorizar o legado de uma das principais responsáveis pela consolidação do samba no Brasil, trazendo à Avenida uma leitura mais profunda e protagonista de sua história.