Compositores: Sandra Sá, Trivella, Tamyres Ayres, Bachini, Marquinho Lessa, Gordo de Muriqui
Desperta, América Latina!
Não dá pra aceitar esse abuso de poder
Ai se o mapa vira e contra-ataca a justiça cega
O maior xeque-mate da terra, você vai ver!
Okê Arô, Olóògun aráayé ô!
Oxóssi guerreiro já lançou a sua flecha
Marrón é a presença certa
Chega de ser alvo nas suas veias abertas!
Veja a realidade nua e crua
Os falsos heróis são a fome nas ruas
E hoje essa fome devora a opressão
Latinamente, sem amarras, sem correntes
O norte é o Sul…
Viva a revolução!
Ibà Onílẹ̀, Ibà Òrìṣà!
O mistério sagrado reluz a riqueza da vida
Como o curso de um rio que deságua na existência
Cosmovisão ancestral, herança viva, resistência!
Pàtàkòri, Ògún Yè! E ma tù Yè Yè!
Da sua forja a evolução
Vanguarda dos quilombos e aldeias
Quem não honra as raízes, não enxerga o amanhã
Encontrei no chão da minha Mocidade
O retrato da latinidade
Chegou a hora de se entregar
Na capital mais quente do samba
Onde nasce gente bamba, eu vou te mostrar!
Esse jeitinho latino, iô iô, não me deixa faiá
Essência que tem valor, dinheiro nenhum é capaz de pagar
Pela luz da Estrela-Guia, independente, hei de sonhar
Alumia minha vida, alumia, iá iá!
Entra na roda, baiana, é o balancê no xirê!
Vila Vintém nas cores latinas do ará ilẹ̀
Perdoar é libertar, sem esquecer a ferida
Àṣẹ, ayọ̀! Vou lutar, dar a volta por cima

