A Mocidade Independente de Padre Miguel não levou nenhuma nota 10 em harmonia. A Verde e Branca de Padre Miguel não ficava sem uma nota máxima no quesito desde o carnaval de 2016, quando eram apenas 4 jurados, um a menos que atualmente. O samba, um dos mais elogiados do pré-carnaval, vinha sendo abraçado pela comunidade na preparação do desfile de 2022.

Uma das estratégias, bastante utilizada, também nos treinos, era a utilização das vozes femininas auxiliares com os microfones, tendo um pouco mais de destaque em relação aos outros intérpretes auxiliares por conta do estilo do samba. Este artifício utilizado também no desfile foi criticado pela julgadora Miriam Orofino, presente no último módulo de julgamento, que além de colocar na justificativa que Wander Pires não cantou em vários momentos também criticou a afinação da principal voz da Mocidade.

“Problemas de afinação do intérprete em alguns momentos do desfile. Durante boa parte da apresentação, o intérprete não cantou, deixando o canto sob a responsabilidade das vozes femininas (intérpretes auxiliares)”, colocou a jurada como causa para retirar um décimo da agremiação.

O jurado Bruno Marques do módulo 01 foi outro a criticar a afinação, dessa vez citando o conjunto de intérpretes e apontando também problemas com a bateria após retirar dois décimos no quesito.”Diversos problemas de afinação interna entre as vozes dos intérpretes, somados à afinação imprecisa em alguns finais de frase melódica (ex. ‘irmão de exu’, entre outros). Desencontro rítmico entre canto e bateria, o primeiro tendendo a atrasar em alguns momentos”, alegou Bruno.

O julgador Jardel Maia Rodrigues deu 9,8 para a escola e também citou a afinação como problema, além de criticar a imprecisão no canto de algumas alas.”A escola teve alguns problemas ao passar pelo módulo 3, que leva a descontar 0,2 (menos dois décimos). São fatores que interferem negativamente na harmonia: Afinação imprecisa em algumas partes do samba (menos 0,1), algumas alas não cantavam com entusiasmo e os integrantes não cantavam o samba em sua totalidade (-0,1). Alas penalizadas: 08 aos 35 min/ 13 aos 44 min/ 23 aos 54 min/ 26 aos 57min / 31 aos 58 min”, justificou Jardel.

Os jurados Deborah e Rodrigo apontaram a performance dos instrumentos no carro de som como problemático, atrapalhando a harmonia da Mocidade. Deborah Weiterschan Levy do módulo 2, justificou a retirada de um décimo da seguinte forma:”A base instrumental apresentou, durante todo o desfile, um excesso de desenhos de violão, especialmente nas regiões mais graves, que produziram um resultado de pouca clareza no conjunto harmônico e embolação nessas regiões”.

O julgador Rodrigo Lima do módulo 04 também retirou um décimo alegando os seguintes motivos: “O desequilíbrio entre o canto e os instrumentos de base acarretou por vários momentos numa perda de entrosamento e vibração na comunicação do samba-enredo ao longo do desfile. Por este motivo a escola teve uma despontuação mínima [- 0,1]”.

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