InícioSérie OuroFreddy Ferreira analisa a bateria da Estácio de Sá no desfile

Freddy Ferreira analisa a bateria da Estácio de Sá no desfile

Uma apresentação excelente da bateria “Medalha de Ouro” da Estácio de Sá, comandada por mestre Chuvisco. Uma conjunção sonora impecável foi produzida, com equilíbrio e fluência entre todos os naipes. Bossas com bastante integração musical, em especial a com coreografia do refrão principal, levantaram o público do sambódromo por onde o ritmo estaciano passou.

Uma parte de trás do ritmo da Estácio com sua tradicional afinação de surdos mais pesada foi notada. Surdos de primeira e segunda foram precisos e firmes durante o desfile. Surdos de terceira contribuíram com um envolvente balanço. Assim como repiques de imensa qualidade técnica tocaram de modo integrado a um naipe de guerras esplêndido. Com sua peculiar batida com levada de partido alto, é possível dizer que as caixas estacianas simplesmente brilharam. A cozinha da bateria da “Medalha de Ouro” ainda contou com o auxílio luxuoso de atabaques, que atuaram tanto no ritmo, quanto em bossas.

A cabeça da bateria da Estácio apresentou um grande naipe de tamborins, que executou um desenho rítmico simples, mas eficiente, totalmente integrado ao belo samba-enredo da vermelha e branca do morro do São Carlos. Um naipe de agogôs com uma convenção baseada na melodia do samba contribuiu no preenchimento da sonoridade das peças leves, junto de uma ala de chocalhos de virtude musical, além de um cuícas seguras e coesas.

As bossas da Estácio se aproveitavam das variações melódicas da linda obra para consolidar seu ritmo. Destaque para toda a interação popular envolvendo a paradinha do refrão principal, onde ritmistas dançavam para um lado e para o outro, curvados, como se fossem “Vovó Cambinda” e “Vó Maria Conga”, atrelando a sonoridade produzida ao enredo da agremiação.

A apresentação para a primeira cabine (módulo duplo) foi simplesmente apoteótica, arrancando aplausos de todos os julgadores, além de deixar a plateia eufórica. Na segunda cabine outra boa e segura apresentação, embora menos impactante que a inicial. Na última cabine, com tempo próximo de estourar, só foi possível fazer uma única bossa, mas executada de forma eficiente e fechando com chave de ouro o grande desfile da bateria da Estácio de Sá, dirigida por mestre Chuvisco.

- ads-

Vai e vem do carnaval: Mudanças de carnavalescos agitam escolas de samba em São Paulo

Na primeira semana após o fim do carnaval em São Paulo, o mercado dos carnavalescos é o que mais têm sido atingido com muitas...

Iniciativa de sustentabilidade do Rio Carnaval transforma resíduos descartados na Sapucaí em roupas e artesanato

Não é apenas na Passarela do Samba que as agremiações buscam a nota 10. No que diz respeito à sustentabilidade, o evento já saiu...

Ito Melodia segue como voz oficial da Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca renovou o contrato do responsável pelo microfone oficial da escola para o carnaval 2025. Ito Melodia, filho de Aroldo Melodia,...