Com roteiro e direção de Caroline Reucker, ‘Egili – rainha retinta no carnaval’ foi exibido no Festival do Rio de Cinema. O glamour do carnaval, aliado à trajetória de uma mulher preta retinta, cuja história é forjada com doses de resiliência, são os ingredientes principais do documentário que narra a preparação da atriz, professora de samba e rainha de bateria da Acadêmicos de Vigário Geral, escola de samba que integra a Série Ouro do carnaval carioca.

Foto: Thyago Andrade/Divulgação

Aos 42 anos, Egili teve seu cotidiano retratado pelas lentes de Caroline Reucker, que acompanhou a majestade da bateria Swing Puro ao longo de sua preparação para o carnaval, observando de perto as dificuldades enfrentadas pela personagem até o momento do desfile. O Carnaval de 2022, período em que começou Caroline iniciou o trabalho, foi marcado por enredos que abordaram as raízes africanas, os tempos de escravidão e a força espiritual dos cultos afro-brasileiros. A película ressalta a busca de Egili pelo reconhecimento de sua arte e por seu lugar na sociedade brasileira e no carnaval.

Além de registrar o passo a passo da rainha, que iniciou a carreira como passista do Salgueiro há 20 anos, o documentário faz questão de ressaltar a resistência de Egili à discriminação sofrida no dia a dia e seu engajamento a favor de temas relacionados a racismo, igualdade e identidade. A história da sambista inspira e dá coragem para confiar em si mesmo e seguir seu próprio caminho apesar de muitas adversidades.

“Eu gosto do samba, gosto do carnaval, gosto do glamour também, (…) é o único momento que as pessoas me enxergam” são algumas das falas marcantes que expressam essa conexão de amor e sacrifício que conectam Egili ao carnaval, o maior espetáculo da Terra.