
Vestindo a camisa do enredo da Unidos da Tijuca, a escritora cearense Socorro Acioli participou do Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no fim da tarde desta quarta-feira. O evento, mediado por Ramón Nunes Mello e Suzana Vargas, reuniu grande público e contou com a presença de integrantes da agremiação no Salão de Leitura da Biblioteca do CCBB. A escola marcou presença em peso: o diretor de carnaval, Gabriel Mello; o carnavalesco, Lucas Melato; o primeiro casal, Marcinho Siqueira e Cris Caldas; os enredistas, Thayssa Menezes e Leandro Thomaz; e as coreógrafas da comissão de frente, Bruna Lopes e Ariadne Lax, acompanharam o encontro dedicado à escritora de “A Cabeça do Santo”, obra que inspira o desfile do Carnaval 2027.
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No evento, a autora contou a trajetória do romance: a história nasceu de um recorte de jornal que vasculhava em busca de uma ideia para enviar ao escritor Gabriel García Márquez, cuja oficina, “Como Contar um Conto”, em Cuba, ela havia conseguido integrar em 2006.
Entre os recortes, encontrou uma matéria sobre uma estátua de Santo Antônio inacabada na cidade de Caridade, no Ceará. A cabeça da escultura havia ficado no chão por décadas, e o detalhe de que um homem, identificado como “vagabundo”, chegara a morar dentro dela foi o que lhe deu o personagem central do livro.
Acioli falou também sobre o contato com o universo do samba. “Hoje passei uma tarde vendo todos os recursos que a Tijuca está compondo e criando para contar a mesma história de uma maneira muito maior e muito melhor do que o que eu fiz”, disse. “O samba sabe contar história muito melhor do que a literatura. Na verdade, somos nós que temos que aprender com o samba e com a escola a contar história direito”.
O carnavalesco Lucas Melato se emocionou ao dirigir-se à autora. “Hoje, aqui na frente da Socorro, eu tenho a certeza da boa escolha e da excelente autora que a gente vai homenagear. É um privilégio levar a sua história para o maior espetáculo da Terra”, afirmou.
O encerramento contou com uma homenagem surpresa: o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Marcinho Siqueira e Cris Caldas, apresentou-se para que Socorro Acioli pudesse reverenciar o pavilhão da agremiação. A noite foi encerrada com uma sessão de autógrafos, na qual o público recebeu dedicatórias em “A Cabeça do Santo” e em “Oração para Desaparecer”.









