Enredo: Ciata, a mãe preta do samba
Compositores: Claudio Russo, Gustavo Clarão e Luiz Antonio Simas

Brilhou no meu olhar o espelho de Oxum
Cantou o primeiro galo na tez da manhã
Rezei pro infinito Olorum
Ao sabor do Omolokum
Na batida do Ogã
Sou mandingueira da velha Bahia
Da Gamboa à Saúde rodei no terreiro
Saberes que não vão pra academia
Meu filho, sobram no meu tabuleiro
Poeira sobe, o cenário muda
Deus nos acuda, do “Bota-Abaixo”
Que esta cidade não se meta à francesa
Ela é preta na beleza até a raspa do tacho

Bota dendê! Bota dendê! camará
No caruru do erê
No acarajé de Oyá
Quem vai querer? Quem vai querer? camará
Um mugunzá de colher
Doce de coco e manjar

Na esquina do Ouvidor
Um apontador vai rabiscar
A justa enquadrou uma yaô do Alabá
Pro Chefe da folia e do choro
Carnaval é Rei de Ouros
Candomblé é resistência
O batente acabou eu vou
Tentar salvar a Excelência
Nesse terreiro de macumbeiros, artistas
Poetas e jornalistas, ó gente bamba
Sou de massemba, Yabassê,
Tia Ciata
Mãe baiana do Tuiuti e do samba

Sou Yalodê, Yalodê Orô
Sou Yalodê, Yalodê Orô
Firmo ponto riscado
Meu quilombo chegou
Firmo ponto riscado
O Quilombo do Samba chegou