A Imperador do Ipiranga fez sua apresentação na Fábrica do Samba. A escola optou por ser uma das últimas a se apresentar no espaço por conta da ligação com o Bicentenário e toda a história envolvendo o Ipiranga, região de São Paulo. O diretor de harmonia, Vagner, mais conhecido como Guinê comentou sobre outro evento que a escola participou recentemente relacionado a história de São Paulo.

“Nós fizemos a reinauguração do museu do Ipiranga, foi a Imperador do Ipiranga lá, depois um show para isso, e assim, a Imperador do Ipiranga foi criada em nome do bairro do Ipiranga, e é justamente isso. Então nada mais justo que a gente fechar isso, achei lógico fecharmos essa exposição do Bicentenário”.

Falando sobre a exposição, Guinê ressaltou: “É muito importante, não só aqui, devia ter em São Paulo todo, pois temos que criar mais raízes do carnaval, a gente não tem. Na verdade não tem como é no Rio de Janeiro, que o pessoal já nasce dizendo que time torce e que escola você é. E aqui em São Paulo estamos tentando isso, a nossa comunidade do Ipiranga, Vila Carioca e Heliópolis é para isso mesmo, criar raízes, temos projetos sociais, tem que levar o pessoal para dentro das quadras, barracões, para o pessoal aprender mais como funciona o carnaval de São Paulo”.

Escola numerosa e com mistura de culturas

O tradicional Imperador do Ipiranga veio em alto número de componentes. Destaque foi para uma mistura de cultura com uma ala de ciganas que ficou posicionada ao lado da bateria. As ciganas chegaram cedo, visitaram a exposição e ficaram dançando na frente da mesma. Depois não pararam um minuto durante a apresentação da escola. Com a escola em peso, Guinê comentou sobre como a escola veio para a apresentação.

“Tentei vir duas vezes, mas por algum interveio não consegui chegar. Mas vi os vídeos, quis ver como o pessoal veio, para vir um pouquinho melhor ou igual no mínimo. Nada contra as coirmãs, pois a gente copia o que é bom para fazer legal a todos. Tem que dar um show para todo mundo, não pode ser algo meia boca. O desfile e o carnaval de São Paulo são muito gigantes, então temos que fazer por onde para trazer mais gente que gosta de carnaval e está interessado em carnaval. A exposição é maravilhosa para isso e tem que ser desse jeito mesmo”.

O casal deu o seu bailado, a segunda porta-bandeira Aretha, que é bem jovem, mostrou muita dança, junto com seu mestre sala. A escola cantou sambas marcantes através de Rodrigo Atração e sua ala musical. Lotou o espaço da exposição com seus setores, atraindo mais gente para acompanhar o momento na Fábrica do Samba.

Diferente das outras escolas, a Imperador se posicionou fora do espaço do palco, entrou já em ritmo de apresentação. E encerrou fazendo o percurso inverso, indo até a porta do Bicentenário, colocando os visitantes para sambar.

Para 2023

Com o enredo: “Gratidão, Fé e Amor… Vem! Sou Imperador”, a Imperador do Ipiranga tem o sonho de voltar ao Grupo de Acesso I, onde ficou de 2011 até 2018, quando foi rebaixada. Desde então, está no Grupo de Acesso II, e por duas vezes ficou na oitava colocação. O diretor de harmonia da escola deu o seu parecer sobre o momento da comunidade.

“O samba-enredo foi muito trabalhoso a eliminatória, tudo, juntamos dois sambas, entramos no consenso, não foi votação. Dois sambas que mereciam a junção para dar o samba que deu, e todo mundo gostou, o barracão está correndo, fantasias, e quadras estamos ensaiando muito. Vocês viram um pedacinho da escola aqui, mas faremos um bom trabalho no desfile, estamos trabalhando dobrado, mais que no ano passado, porque a gente teve um oitavo lugar e ninguém gosta dessa posição. A plástica veio muito boa, mas tivemos probleminhas e a gente está sanando tudo isso, para se Deus quiser ser campeão do Grupo de Acesso II”.