
Em entrevista ao podcast Setor Sul, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, abriu o jogo sobre os rumos da gestão do carnaval carioca, as fofocas de bastidores e os planos para os próximos anos. Com foco total no Carnaval de 2027, ele minimizou as discussões sobre reeleição e reforçou a importância de manter o modelo de negócio que tem profissionalizado a festa. Questionado sobre o processo eleitoral e boatos, Gabriel David foi enfático ao dizer que o aumento das especulações é um reflexo do sucesso atual do carnaval.
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“Quando o carnaval estava em baixa não tinha fofoca. Agora tem fofoca de tudo quanto é lado, e isso é fruto do sucesso”, afirmou.
Sobre uma possível reeleição, o dirigente declarou que sua prioridade absoluta é a execução do projeto para o Carnaval de 2027, que ele pretende que seja o “maior e melhor de todos os tempos”. Para David, focar em política agora poderia dispersar a energia necessária para os desafios operacionais e artísticos da Liga.
Um dos pontos centrais da entrevista foi a necessidade de continuidade no trabalho administrativo. Segundo Gabriel, o modelo atual tem sido “extremamente vencedor” em termos de geração de receita, interface com o mercado publicitário e reconhecimento midiático. Ele alertou que romper com esse formato agora impactaria diretamente milhares de pessoas, artistas e fornecedores que dependem financeiramente do cronograma do carnaval.
Apesar de defender a continuidade, David declarou não acreditar na perpetuação do poder. Ele revelou que a grande maioria de suas indicações para novos beneméritos da Liesa foram artistas da festa, e sinalizou que, no futuro, a liderança poderia, e talvez devesse, ser ocupada por um artista, alguém com uma sensibilidade diferente para enxergar problemas que gestores tradicionais podem deixar passar.










