
A Imperatriz Leopoldinense deu um passo histórico em sua trajetória de mais de seis décadas ao inaugurar oficialmente o seu braço social. O Instituto Imperatriz Leopoldinense chega com a missão de transformar a realidade da comunidade local, oferecendo uma vasta gama de serviços que reafirmam a escola como um polo de desenvolvimento humano. Para o presidente do Instituto, João Drumond, a iniciativa marca um novo posicionamento da agremiação diante de seu povo.
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“A importância, principalmente para uma escola como a Imperatriz, que era tida como uma escola afastada da comunidade e hoje já vem fazendo esse trabalho há mais de seis anos é que agora a Imperatriz dá um passo histórico diante da sua comunidade, inaugurando o instituto com mais de 3.000 atendimentos por mês. Vamos ajudar muita gente aqui, eu não tenho dúvida, e mudar a vida de muita gente da comunidade por meio dessa instituição, que é uma instituição de mais de 50 anos, que é a Imperatriz Leopoldinense”, afirmou.

A presidente da escola, Cátia Drumond, destacou que o projeto é a realização de um planejamento antigo e um gesto de acolhimento.
“A importância, primeiro, é fazer um carinho na nossa comunidade. No momento em que a gente traz vários projetos sociais para dentro da quadra que hoje já não é mais dentro da quadra, porque ela já não comporta, pelo tamanho que ficou o Imperatriz Social, e ele se transforma no Instituto Imperatriz e a gente aluga um prédio aqui na rua de baixo, na Rua Euclides Faria, eu acho que a dimensão é gigantesca”, explicou.

Ela relembrou ainda a origem do projeto, que nasceu do desejo de João Drumond ainda na adolescência: “Saber que isso nasceu do sonho de um menino de 17 anos… Em cinco ou seis anos, a gente conseguiu realmente transformar a Imperatriz não só em uma escola de samba, mas em uma escola de vida”, concluiu.
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O suporte institucional e político também foi fundamental para a concretização do espaço. O deputado federal Doutor Luizinho, que dá nome ao prédio que abriga o Instituto, ressaltou como a imagem da escola de samba confere seriedade ao trabalho social.

“Você tem a possibilidade de ter pessoas que são ídolos, que são admiradas dentro das escolas de samba, trazendo credibilidade para o trabalho social. Quando você tem um instituto que possa atuar, você traz credibilidade. A certeza absoluta de que as pessoas serão bem atendidas aqui. Por isso, fazer esse trabalho social é muito importante”, disse.
Ele pontuou que o foco está na autonomia dos moradores: “A gente precisa de uma população informada para decidir os seus caminhos. Quando uma pessoa tem educação, tem cultura e está bem com a vida como um todo, ela vai buscar o melhor caminho. Por isso que a gente quer pessoas de bem, com educação e cultura”, defendeu.
Na linha de frente da escola, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus Miranda e Bruna Santos, celebrou a oportunidade oferecida aos jovens.
“É importante ter essa oportunidade para as crianças. Eu também vim de projeto social, passei minha vida toda aproveitando as oportunidades. Acredito que ter um projeto acessível para a comunidade é sempre uma forma de somar, de contribuir”, declarou Matheus.

Bruna reforçou a natureza educativa da agremiação: “A escola de samba não é só uma escola de samba o nome já diz: escola. Então, ela ensina muitas coisas de grande importância, tanto dentro do carnaval, em um desfile, quanto fora também. É um exemplo de cuidado com a sua comunidade”, finalizou.
O Instituto Imperatriz Leopoldinense fica na Rua Euclides Faria, 21, em Ramos. O espaço funcionará diariamente, oferecendo desde atendimentos médicos, como clínica geral e oftalmologia, até aulas de balé, lutas e cursos profissionalizantes.











