A terceira escola a desfilar no primeiro dia do Grupo Especial do Rio em 2026, a Portela levou para a Avenida o enredo “O Mistério do Príncipe do Bará”, mergulhando na trajetória do Príncipe Custódio. No recorte apresentado pelo segundo carro alegórico, a escola apostou na imponência do palácio e na força simbólica da corte para traduzir a altivez de um nobre africano que atravessou o Atlântico e fincou história no Brasil. No alto da alegoria, destaques sustentavam a narrativa com postura, figurino e interpretação que conversavam diretamente com o enredo.

portela principeafricano

O carro que representava a corte de Custódio evocava o antigo reino do Benin com a presença do professor Valter Costa, de 65 anos, no alto da segunda alegoria. Valter assumiu o papel com entrega e consciência do que representava. Ao falar sobre a preparação para transmitir a altivez do Príncipe Custódio, ele destacou que
houve cuidado físico e ensaios intensos para atravessar a Marquês de Sapucaí com firmeza.

“Eu me cuidei muito, ensaiei, fiz um preparo com muita água de coco, para poder passar e passar bem na Avenida”, revelando os bastidores.

A fantasia luxuosa, repleta de aplicações e pedrarias, era parte fundamental dessa construção. Segundo Valter, o peso do figurino não foi encarado como obstáculo, mas como aliado na composição da postura.

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“Minha fantasia é luxuosa, mas acredito que o peso e o luxo vão se unir, o famoso útil ao agradável”, afirmou, explicando que a própria estrutura da roupa ajuda a sustentar a imponência exigida pelo personagem.

Na posição de destaque, cada passo precisava ser seguro e cada gesto teatralizado com imponência e confiança.

“Ninguém pode deixar de notar as pedrarias e a performance da figura representada”, ressaltou.

O carro era símbolo de resistência, memória e nobreza africana recriadas pela agremiação.