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Série ‘Harmonia em Jogo’: o trabalho da Estação Primeira de Mangueira com a comunidade e o carro de som

A próxima parada da série “Harmonia em Jogo” é na Estação Primeira de Mangueira. O time é comandado por Renato Kort, juntamente com Alemão do Cavaco, diretor musical da escola. Sabemos que em cada agremiação o trabalho funciona de forma diferente. Não é diferente na Verde e Rosa.

“O trabalho da escola ao que é referente a participação do segmento é feito pela união de todos, alas técnicas (que são três: Periquitos, Só para quem pode e Boêmios) juntamente com a coordenação de comunidade e a vice-presidência de eventos da escola”, disse o diretor de harmonia.

No carro de som, Alemão do Cavaco usa um método que sempre dá certo.

“Eu alinho a equipe do carro de som, logo após o carnaval. Primeiro é feito um trabalho técnico individualmente. Em seguida, nas disputas do samba, são utilizadas as cordas e dois cantores por fora para ficarem como o apoio. Após essa etapa, são feitos ensaios separados, no estúdio, para alinhar nota por nota, o que esperamos do samba, com partitura padronizada. Começamos em julho e agosto vamos até a concretização do trabalho na Avenida”, contou o diretor musical.

* LEIA AQUI: o trabalho referência da Mocidade

Alemão também falou sobre o som da Avenida Marquês de Sapucaí e o julgamento do quesito Harmonia.

““Diferente de São Paulo, o sistema de som é colocado na semana. Não conseguimos fazer o teste ideal. O nosso trabalho é um conjunto com a harmonia, a magia do componente com a escola. Portanto, é necessário entender que o quesito Harmonia não deve ser julgado somente pelo carro de som ou pelo o canto da escola”, declarou o diretor musical.

Os ensaios de rua e de quadra são a estrutura fundamentais para um bom desfile e disso a Mangueira sabe bem. O diretor de harmonia afirma ainda que são exaustivos, porém, são necessários.

“Temos os ensaios comerciais aos sábados e os de canto depois que sai o samba do ano em datas específicas. Ambos são muito bons e ajudam na preparação do desfile. Os  componentes participam ativamente de ambos é muito prazeroso. Os ensaios de rua são feitos em uma área próxima à comunidade, bem ampla e com as medições corretas de desfile, metragem, posição de cabine, saída e entrada da bateria e geralmente todas as alas estão juntas. O mangueirense ensaia com garra e afinco. A comunidade desce para nos ver e nos apoiar, para nós o ensaio é uma forma crescente e para correções, acertamos os ponteiros. “O canto é exaustivamente ensaiado com o maior prazer pela comunidade e por quem se junta a nós. Na Mangueira não cantamos somente, ali toda comunidade se coloca à disposição de ouvir e de opinar. O nosso componente, mais do que suor, nos dá lágrimas, é como e fosse uma religião, um elo de amor”, pontuou Renato Kort.

Aguardando a volta aos trabalhos, no próximo carnaval, Renato Kort, fez questão de ressaltar que sempre será seguido os protocolos e normas das autoridades.

“A presidência da escola irá retornar suas atividades depois que for autorizado a abertura pelo nosso poder público, juntamente com todos os protocolos a serem seguidos e
todas as pessoas vacinadas”, completou o diretor de harmonia.

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