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Semifinal da Imperatriz é marcada por sacode da parceria de Jeferson Lima e ótima apresentação de Me Leva

Além dessas duas obras, o samba composto por Zé Katimba e companhia também garantiu vaga na final gresilense marcada para o dia 16 de outubro

A Imperatriz Leopoldinense realizou nessa quinta-feira, data em que é celebrado o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, mais uma edição de sua tradicional feijoada. O evento, que contou com as participações das coirmãs Paraíso do Tuiuti e Mocidade Independente de Padre Miguel, teve como grande atração a semifinal do concurso que elegerá o hino oficial da agremiação para o Carnaval de 2024. Como parte da série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente na festa e acompanhou essa penúltima fase da competição promovida pela Rainha de Ramos. Ao todo, quatro obras se apresentaram, sendo que cada uma teve 15 minutos para fazer sua performance no palco. No fim, a parceria de Guilherme Macedo acabou sendo cortada e as demais foram classificadas para a final da disputa gresilense marcada para o próximo dia 16.

Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

No ano que vem, a Imperatriz Leopoldinense apresentará o enredo “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira. O tema tem como base um pequeno folheto que foi escrito há mais de 100 anos por Leandro Gomes de Barros, autor paraibano de cordéis que inspiraram o dramaturgo Ariano Suassuna a escrever o “Auto da Compadecida”. A proposta dá continuidade ao interesse da agremiação em se debruçar sobre o Brasil e sobre obras populares que souberam dar contorno à imaginação de caráter fantástico como uma extraordinária vocação do povo brasileiro. A Rainha de Ramos será a sexta escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, encerrando o primeiro dia do Grupo Especial do Rio, em busca do bicampeonato.

Parceria de Zé Katimba: O samba assinado por Zé Katimba, Dudu Nobre, Zé Inácio, Mirandinha Sambista, Luizinho Das Camisas e Tuninho Professor, com as participações especiais de André Diniz e Eduardo Medrado, foi o segundo a se apresentar na semifinal da disputa promovida pela Imperatriz Leopoldinense. O intérprete Tinga, voz oficial da Unidos de Vila Isabel, foi o responsável por defender a obra. O cantor conduziu com a excelência que lhe é característica e contribuiu para o crescimento do samba, sendo peça fundamental para o bom rendimento dele na quadra. Assim como nas etapas anteriores, o refrão principal, com os versos “O que eu tenho foi a cigana quem deu/O que é meu é dela, o que é dela é meu”, se sobressaiu e foi a parte mais entoada. Além dele, o início da primeira estrofe, especialmente o trecho “No olhar da Imperatriz tem o verde da esmeralda/ Quero ver-te Imperatriz no olhar da Esmeralda”, também chamou a atenção, tanto pelo desenho melódico, quanto pelo trocadilho da letra. A torcida da parceria compareceu em número reduzido e sem adornos, mas não fez feio. O grupo demonstrou estar com samba na ponta da língua e manteve a empolgação do começo ao fim. Houve a presença de ciganas, com suas roupas típicas e passos tradicionais, junto dos demais torcedores. Ainda ao longo da apresentação, foi possível observar alguns integrantes de segmentos, como baianas e membros da velha-guarda, cantarolando e dançando. Porém, no geral, a recepção do público com a obra foi apenas tímida.

Parceria de Me Leva: A obra de autoria de Me Leva, Gabriel Coelho, Luiz Brinquinho, Miguel da Imperatriz, Antonio Crescente e Renne Barbosa, com as participações especiais de Daniel Paixão e Lucas Macedo, foi a terceira a se apresentar no palco gresilense durante a realização da semifinal da competição feita pela Rainha de Ramos. O trio de cantores composto por Igor Sorriso, Igor Vianna e Marquinhos Art’Samba teve a responsabilidade de conduzir o samba na quadra e se saiu bem na missão. Entrosados e extremamente confortáveis com a obra, os intérpretes deram um show. Igor Sorriso chegou a arriscar ir para o meio da galera e cantou toda a primeira passada no meio da torcida. A subida para o refrão principal, especialmente os versos “Ciganinha puerê, puerê, puerá/ Nessa noite linda eu quero te ver girar/ Ciganinha puerê, puerê, puerá/ No raiar do dia eu quero te ver girar”, foi o ponto alto da obra, assim como já havia sido nas fases anteriores do concurso. O refrão principal, com os versos “Tá escrito nas estrelas, Imperatriz/ A sorte é sua, o povo é quem diz/ O que é meu é da cigana, o que é dela não é meu/ Quando chega fevereiro meu caminho é todo seu”, também se destacou e teve ótimo rendimento. Em relação a torcida, o grupo veio ornamentado com bandeiras nas cores da escola. Antes mesmo da apresentação começar, os torcedores já entoavam o samba a plenos pulmões. Eles pularam e dançaram sem parar, além de fazer algumas coreografias. No meio dessa galera, houve a presença de ciganos, que performaram com direito a roupas típicas e danças tradicionais do povo. Vale mencionar que a obra teve excelente receptividade na quadra, sendo possível observar diversos membros de segmentos, como velha guarda e harmonia, por exemplo, cantando no decorrer da apresentação, assim como pessoas do público em geral.

Parceria de Jeferson Lima: Encerrando as apresentações, o quatro samba da noite de semifinal na Imperatriz Leopoldinense foi o composto por Jeferson Lima, Rômulo Meirelles, Jorge Goulart, Sílvio Mesquita, Carlinhos Niterói e Bello, com a participação especial de Gigi da Estiva. A dupla de intérpretes formada por Nêgo e Nino do Milênio, vozes oficiais da União da Ilha do Governador e da União de Maricá, respectivamente, teve a responsabilidade de defender a obra, que deu um verdadeiro sacode na quadra. Mantendo a tendência das etapas anteriores da competição, os dois cantores demonstraram bastante entrosamento e guiaram o samba com maestria, sabendo explorar as variações melódicas sem deixar que ele ficasse arrastado ou fosse acelerado e perdesse as características. O refrão principal, com os versos “Vai clarear… olha o povo cantando na rua/ A Imperatriz desfila com a sorte virada pra lua”, foi mais uma vez o ponto alto, sendo berrado por torcedores e boa parte do público. Também se sobressaiu o refrão do meio, com os versos “Vou sonhar pra buscar ventura/ E quebrar a banca se eu decifrar/ Qual é o bicho?Ninguém me segura/ Vou cair no samba, pode apostar!/ Sei que amar é aventura/ Uma corda bamba pra se equilibrar/ Se balançar, ninguém me segura/ Vou cair no samba e me acabar…”, que foi bastante entoado. Falando da torcida, o grupo, o mais numeroso da noite, veio com bandeiras e bexigas coloridas como adereços de mão. Eles vibraram, pularam e mantiveram um canto extremamente aguerrido ao longo de toda a apresentação. Esse desempenho ajudou com que a obra conseguisse contagiar a quadra e que diversos segmentos fossem no embalo. Tanto que foi possível observar baianas, velha-guarda e harmonias cantando com vontade o samba. Assim como nas demais parcerias, houve a performance de ciganas no meio da galera. O diferencial ficou com a utilização de efeitos pirotécnicos, neste caso a chamada chuva de prata no palco.

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