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Sem Neguinho, em memória de Bakaninha, carro de som da Beija-Flor mostra garra na abertura do Rio Carnaval

Igor Pitta, William Santos, Ronaldo Junior e Jéssica Martin conduziram os sambas da escola de Nilópolis na Cidade do Samba

Após a perda de uma das maiores revelações da Beija-Flor de Nilópolis, o intérprete Gilson Conceição Júnior, o Bakaninha, que faleceu em um acidente de carro em janeiro, o time de vozes do carro de som da “Deusa da Passarela, vem encontrando forças para auxiliar e complementar o trabalho da voz principal da escola, o ídolo Neguinho da Beija-Flor.

Fotos: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Ausente no evento de abertura do Rio Carnaval realizado na Cidade do Samba por compromissos profissionais, Neguinho da Beija-Flor foi substituído pelo quarteto de apoio do carro de som da Azul e Branca formado por: Igor Pitta, William Santos, Ronaldo Junior e Jéssica Martin. William estava mais a frente na apresentação das relíquias da azul e branco no palco e Igor no mini-desfile já com o hino para o carnaval deste ano. Mas, todos se esforçaram e brilharam.

Após viver um grande momento de sua carreira no samba, Igor Pitta relembrou para o CARNAVAELSCO um pouco da ajuda que recebeu de Bakaninha na convivência no carro de som da Beija-Flor.

“Esses anos que a gente conviveu, o Bakaninha sempre procurou direcionar a gente para que a gente pudesse estar em um nível que pudesse suprir a ausência dele em algum momento. Mas, a gente não esperava que essa ausência fosse permanente. É difícil para a gente estar aqui hoje, a gente está trazendo ele na camisa, porque ele esteve com a gente em todo momento, a gente vai levar para a Avenida aquilo que a gente aprendeu com ele ao longo desses anos e ele foi lapidando a gente”.

William dos Santos ressaltou a responsabilidade de representar o ídolo Neguinho da Beija-Flor e relembrou o episódio em que Bakaninha também teve que suprir uma ausência do intérprete oficial.

“A responsabilidade é enorme e a gente já se sente desfalcado também porque o nosso irmão Bakaninha também não está, viemos com a camisa em homenagem a ele. Em 2019, o Neguinho não foi ao ensaio técnico e foi ele que dirigiu. Eu como dizia, ele era o nosso co- piloto, e hoje a gente está desfalcado mas deu tudo certo”.

Apresentada em novembro do ano passado, a cantora Jéssica Martin, de 32 anos, que já emprestou o próprio talento ao programa “Ídolos”, da TV Record (2009), agora brilha como voz feminina nos vocais da azul e branca. Jéssica revelou ansiedade pelo momento de estar lado a lado de Neguinho representando a Soberana em um desfile oficial.

“Eu me sinto muito lisonjeada por isso, porque é uma responsabilidade muito grande. Quando eu entrei eu fiquei ‘meu Deus, será que eu vou conseguir, será que não ‘, mas a Beija-Flor me recebeu de braços abertos e essa união, essa recepção que me faz ter forças para poder entrar na Avenida junto com ele e participar de um evento tão importante como esse. Estou muito feliz, muito agradecida por isso”.

Ronaldo Junior contou um pouco da emoção de interagir com o público em que não haviam apenas torcedores da Beija-Flor, além de fazer questão de não deixar o legado de Bakaninha cair no esquecimento, principalmente o exemplo de mais um talento que saiu da comunidade de Nilópolis.

“Para gente, é uma responsabilidade gigante, ainda mais para mim que comecei a cantar com o Bakaninha, Neguinho é meu padrinho, é meu tiozão, é uma escola de vida pra gente e a Beija-Flor sempre dando oportunidade para quem é da comunidade, a gente está aqui mais uma vez fazendo a interação com o público da melhor forma possível e com toda a garra do mundo a gente vai sempre erguer o nome do Neguinho e da Beija-Flor, e também vamos levar a diante o nome do nosso irmão Bakaninha sempre”.

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