Fundada em 2015, a escola União de Maricá segue em uma trajetória poderosa, conquistando espaço rapidamente entre as escolas mais tradicionais e despontando como uma possível surpresa na elite do samba. A expectativa entre os torcedores é alta, e o clima é de confiança para uma estreia competitiva no Grupo Especial. Em entrevista ao CARNAVALESCO, a foliã Lívia Santos, de 37 anos, destacou a emoção de ter desfilado pela primeira vez na escola e reafirmou o desejo de retornar em 2027, já mirando o título. Ela também ressaltou a organização e o cuidado da agremiação com seus componentes.

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“Foi uma experiência maravilhosa. Era uma escola extremamente organizada; fomos muito bem tratados e recebidos. Já desfilei antes no Grupo Especial, mas o acolhimento que tive na Maricá nunca vi em nenhuma outra escola. Tudo era muito receptivo, organizado, com prazos cumpridos e tudo entregue com antecedência. A fantasia era maravilhosa, com um acabamento inacreditável. Eu amava o samba; foi muito fácil aprender um samba tão bom. Desfilei em ala coreografada, com ensaios bem conduzidos, sem aquela sobrecarga exagerada que às vezes acontece. No dia, foi muito emocionante. Quando saímos da avenida, ficamos um pouco tristes pelos problemas no final, o que gerou certa insegurança. Mas, na apuração, foi lindo; fiquei muito feliz com o título. A Maricá está no meu coração, e quero muito desfilar novamente este ano”, afirmou.

Questionada sobre o desafio de permanência no Grupo Especial, especialmente diante do histórico de escolas estreantes que acabam rebaixadas, Lívia demonstrou confiança e destacou a força do trabalho da agremiação.

“Estou bem confiante. Pelo que vivi na Maricá, é uma escola que leva o carnaval muito a sério e faz um trabalho bonito. O samba era maravilhoso, a fantasia incrível. Agora, no Especial, a tendência é melhorar ainda mais. Acho que, na verdade, as tradicionais é que precisam ficar atentas à Maricá, não o contrário”.

Estreando na equipe de criação da escola, Caio Cidrini ressaltou o orgulho e a força da comunidade maricaense neste momento histórico, destacando o impacto cultural da chegada ao Especial.

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Fotos: Alicia Oliveira/CARNAVALESCO

“Era um momento muito sonhado, né? Representa muito para a cidade, o tamanho do desfile, o grande desfile no domingo, a confiança. Acho que, quando se usa o slogan ‘Maricá é meu país’, não é por conveniência ou só porque esteticamente fica bonito. Acho que Maricá é meu país, e meu país é Maricá. A gente fala que representamos uma cidade inteira, de uma cidade que quer fazer parte da cultura carioca, da cultura brasileira. Então, isso acaba mostrando a força: a gente está com as pessoas de Maricá, com as pessoas que estão no time de Maricá, com as pessoas que já trabalham na União de Maricá. Você vê que todo mundo tem essa gana e esse orgulho de representar a cidade”, afirmou Caio.

Diego Quaquá, filho do patrono Washington Quaquá e integrante da escola desde a fundação, também falou sobre a emoção de ver a agremiação chegar ao Grupo Especial.

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“É a realização de um sonho. Estou na Maricá desde a fundação, em 2015, e sempre sonhamos com esse momento. A participação no Grupo Especial é algo muito aguardado por todos nós. Temos fé de que vamos permanecer. Com a possibilidade de aumento no número de escolas, acredito que teremos ainda mais chances de nos manter entre as grandes”, destacou.

Com o entusiasmo da comunidade e confiança no trabalho desenvolvido, a União de Maricá chega ao Grupo Especial prometendo um desfile competitivo e marcante em sua estreia na elite do carnaval carioca.