
A Portela transformou a gravação oficial do samba-enredo para o Carnaval 2027 em mais um capítulo da homenagem para o mestre Monarco. Com uma proposta musical que buscou valorizar a tradição da escola, a obra foi levada ao estúdio com referências a grandes nomes da história portelense, atenção à melodia e uma interpretação que pretende aproximar ainda mais o público da emoção presente na composição. Para os integrantes da agremiação, a gravação representou tanto a preparação para o desfile quanto a oportunidade de eternizar, em música, o carinho por uma figura fundamental para a Azul e Branco de Oswaldo Cruz e Madureira.
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A escolha do arranjo, o andamento da bateria e a participação dos segmentos foram pensados para preservar a identidade musical da Portela. A proposta também se refletiu na expectativa dos compositores, que destacaram a responsabilidade de escrever sobre Monarco dentro da própria escola, e dos profissionais envolvidos na gravação, que enxergaram no trabalho a oportunidade de celebrar o legado do sambista.
Diretor de harmonia e de carnaval, Dudu Falcão ressaltou que o cuidado com a gravação teve como objetivo entregar uma obra capaz de acompanhar diferentes momentos da vida dos amantes do samba, sem perder a qualidade musical.
“Gravação oficial é aquela que vai chegar às casas das pessoas, por isso estamos tratando com muito carinho. É um samba para se ouvir em casa, tomando vinho, bebendo cerveja, curtindo e também para atender aos anseios de quem gosta de um bom samba e de uma boa gravação. O público pode ter certeza: quem gosta de um bom samba, nós vamos entregar um bom produto para escutar em casa, no churrasco, em família e até em qualquer resenha que goste de samba”, afirmou.

A escola levou para o estúdio mais de 30 ritmistas, o carro de som completo e integrantes de seu elenco, entre eles, o primeiro casal, musas e passistas. Dudu Falcão também destacou a presença do intérprete Bruno Ribas, que, segundo o diretor, estava se recuperando de um problema de saúde e chegou à gravação com mais disposição.
“A escola trouxe um grupo de mais de 30 ritmistas, uma garotada nova tocando à beça, nosso carro de som completo, o Bruno Ribas, hoje muito bem recuperado da saúde, com um ânimo maior, e, com isso, o nosso elenco e o nosso primeiro casal para cá. Porque, no visual, quem puder ver o clipe vai encontrar um belo casal, nossas musas e os passistas. Pode ter certeza: uma elegância portelense e uma qualidade portelense de samba”, declarou.
Entre os versos que mais emocionam o diretor está uma passagem que traduz o vínculo afetivo entre a escola e sua comunidade. Para Dudu, a declaração de amor à Portela tem potencial para ultrapassar os limites da própria torcida.
“Cada dia, cada semana, eu sou mais apaixonado por uma parte do samba, mas acho que a que mais toca o portelense é ‘Eu sou Portela desde os tempos de criança’. Isso parece que bate muito forte, vai ser gritado, não vai ser nem cantado. Acho que vai contagiar até quem não é portelense desde o tempo de criança”, avaliou.
Portela mira canto potente e evolução constante em homenagem para Monarco no Carnaval 2027
A gravação também foi descrita pelo diretor como o nascimento de um grande desfile. Dudu lembrou que o enredo e o samba-enredo são elementos fundamentais para conduzir uma escola rumo aos seus objetivos na Avenida e demonstrou confiança na obra escolhida para 2027.
“É a sensação de ver um grande desfile nascendo. Por mais que eu esteja no barracão todos os dias, existe o enredo e o samba-enredo. Esses dois conduzem, de fato, uma escola para onde ela quer ir, seja para disputar o campeonato, disputar a volta ou até disputar lá embaixo. Eu acho, tenho certeza, que estamos aqui com um produto que vai fazer com que a gente dispute lá em cima esse campeonato. É muito gratificante estar aqui”, afirmou.
Arranjo recupera referências da musicalidade portelense
Responsável pelo arranjo, Leandro Lima explicou que a concepção musical partiu da história da Portela e de sua sonoridade tradicional. A proposta buscou estabelecer um diálogo com instrumentistas que ajudaram a construir a identidade musical da escola, com atenção especial às cordas e às respostas instrumentais ao canto.
“O arranjo foi pensado todo de acordo com o enredo e, lógico, com a musicalidade original da Portela, com a história da Portela. Eu pensei, no caso, nos cavaquinhos da afinação tradicional, lembrando os grandes cavaquinhos da Portela, o senhor Manacéa, o senhor Osmar, o Mauro Diniz mesmo, o senhor Jair do Cavaquinho. Trabalhei um violão de seis e de sete cordas, como faziam o senhor Lino, o senhor Jorge da Conceição, o senhor Guaracy, enfim, a musicalidade original da Portela”, explicou.

Segundo o arranjador, a própria composição permitiu explorar frases de contracanto e trabalhar a interpretação a partir de referências ligadas à Velha Guarda e às pastoras. A intenção foi construir uma sonoridade que respeitasse a tradição sem comprometer a fluidez da obra.
“E o samba me permitiu colocar frases de contracanto, trabalhando também, testando o canto, lembrando a Velha-Guarda, as pastoras. Ficou bem bonito, o resultado ficou bem legal. Acho que, com certeza, o portelense vai ficar bem feliz”, completou.
A tonalidade escolhida para a gravação foi Fá maior. Leandro também explicou que o arranjo incorporou uma modulação após uma citação de “Passado de Glória”, samba de mestre Monarco. A passagem foi construída com a participação da harmonia, das cordas e do canto, de modo a conduzir a mudança tonal.
“O tom do samba é Fá maior. No início, eu fiz uma modulação. A gente faz um trecho, uma citação do samba do senhor Monarco, ‘Passado de Glória’, e eu coloquei uma frase ali, na verdade, para fazer a mudança de tom. Fiz uma passagem para poder fazer a modulação, não só com a harmonia, com as cordas, mas com o canto também. Ficou bem bonito”, detalhou.
Para Leandro, a emoção é o elemento central da gravação. O arranjador destacou a combinação entre a tradição portelense, um andamento confortável para o canto e uma composição que mantém a energia necessária para o samba.
“A emoção. Com certeza vai emocionar o portelense. É uma emoção bem animada, que nos traz, nos remete à Portela, à Portela tradicional, mas com um andamento gostoso, bom para sambar, bom para a gente cantar. É um samba bem para cima, bem no momento, com alegria”, afirmou.
Compositores destacam responsabilidade de homenagear Monarco
Para os compositores, a gravação representou a continuidade de uma trajetória que começou na disputa de samba-enredo e ganhou uma dimensão ainda mais especial com a escolha da obra. Hélio Porto ressaltou que vencer uma disputa na Portela já era uma conquista de grande importância, mas transformar a homenagem a Monarco em uma gravação oficial acrescentou outro significado ao momento.
“Não há nada mais importante para nós do que ganhar um samba na Portela. Depois, entrar em um estúdio, poder gravar e mostrar para todo mundo tudo aquilo de bom que fizemos para homenagear mestre Monarco é algo muito sublime, de profunda leveza, mas também de profunda responsabilidade e amor pela Portela. É um dia mágico para a gente, assim como foi ganhar esse samba na quadra”, declarou.

Ao falar sobre o trecho de que mais gosta, Hélio destacou a tentativa de traduzir, em palavras, a relação de Monarco com a escola e a delicadeza de sua presença na história do samba.
“Aquela parte em que a gente diz que falar de Monarco é como poder falar da singeleza do amor, da sutileza que ele representa para essa escola. Dizer isso para a escola da forma como nós vamos é uma coisa que vai proporcionar ao mundo, ao portelense, mil possibilidades de abstrair sobre aquilo que a gente vai cantar”, explicou.
Vinicius Ferreira também descreveu a vitória na Portela como uma emoção que se renova a cada conquista. Para o compositor, a homenagem a Monarco tornou o processo ainda mais especial, principalmente diante da resposta da comunidade, que demonstrou envolvimento com o samba nos encontros realizados pela escola.
“Primeiro, parto de um lugar onde são várias sensações agora, dos últimos dias. Ganhar na Portela é uma emoção sempre nova, e falar de Monarco é totalmente especial. Ver a comunidade cantando o samba cada vez mais parece um sonho. Eu costumo dizer uma frase: parei de normalizar coisas incríveis na minha vida. Eu não normalizo mais. Vivo o máximo do máximo, na potência que ela deve ser vivida”, afirmou.
“Ando muito feliz com tudo. Meus parceiros também, acho que estão nessa estrada da mesma forma. A Portela está cantando para caramba o samba. É viver esse momento, cada momento dessa trajetória que é tão curta, mas viver com a intensidade que ela merece”, completou.
A reação do público durante a feijoada realizada no Renascença foi apontada por Vinicius como um sinal positivo para o rendimento da composição. O compositor explicou que já tinha uma expectativa favorável, mas se surpreendeu com a maneira como os portelenses receberam a obra.

“Eu acho que já está aí. Essa feijoada que teve lá no Renascença me impressionou. Eu já estava com uma sensação de que seria legal e tal. A Portela sempre é boa, independentemente do samba que venha, sempre escolhe bem e dá certo. Mas me impressionou. As pessoas cantando emocionadas parecem que ecoam mais. O samba tem alguns momentos que são muito do portelense. É muito a emoção, que fala junto com a letra, com a melodia, aquela coisa da alma, a coisa do portelense”, contou.
“Parece mentira às vezes, parece que estou sonhando, de verdade. É muito bom. Eu não conseguiria falar aqui, mas o máximo que chega é isso”, acrescentou.
A conquista também ganhou um significado pessoal para Vinicius. Aos 41 anos, o compositor afirmou que vive uma experiência que não imaginava quando pensava no próprio futuro e que a homenagem reuniu pessoas com quem construiu relações ao longo de muitos anos na Portela.
“Esse samba representa na minha vida um momento que eu nunca imaginei viver, de verdade. Eu imaginava talvez como seria minha vida com 30 anos, mas nunca tinha imaginado como seria minha vida com 41. E é tudo muito novo para mim, tudo muito surpreendente. A vida parece que está cada vez melhor. Eu já tinha vivido algumas emoções na Portela, mas nunca vivi o que estou vivendo agora, da forma como está sendo. Está sendo muito especial”, declarou.
“É falar de Monarco com o Bruno cantando, com o Vitinho, mestre de bateria, com a rainha, com o presidente, com a vice-presidente, que são todas pessoas que conheço há anos e anos. Parece que estou na minha casa, vivendo um sonho único. Parece que tudo convergiu para que a nossa parceria fosse formada pelas pessoas que estão, para que o presidente fosse quem é, para que a vice fosse quem é, para que o mestre fosse quem é. É muito mágico para mim”, completou.
Wanderley Monteiro também ressaltou os dois principais motivos que tornaram a composição especial: a importância de Monarco para o samba e o fato de a homenagem ter sido construída dentro da escola que aprendeu a amar desde cedo, mesmo morando longe.
“Muito importante por dois motivos. A gente está falando de Monarco, que é um dos maiores ícones do nosso samba, uma figura muito querida por todo mundo e muito mais ainda na Portela. Um ícone da Portela, uma pessoa muito importante para a gente. O outro motivo é fazer um samba para Monarco na minha escola, a escola que aprendi a gostar desde cedo, mesmo morando longe. Isso, para mim, tem uma relevância muito grande. A gente está muito feliz. O samba foi feito com muito carinho, muito amor, por causa desses dois motivos. A gente fala de Monarco, e você não tem espaço, não tem como terminar. Mas, brincando um pouquinho, tinha que terminar, porque o samba tem que ter. É muito importante para mim, sim, com certeza, por tudo isso que falei”, acrescentou.

Questionado sobre o peso de ser um dos compositores mais vencedores da Portela, Wanderley afirmou que as conquistas não representam uma vaidade pessoal. O compositor explicou que prefere pensar em cada disputa como uma oportunidade de vencer, sem estabelecer uma meta numérica de títulos.
“Claro. Não por ser o maior vencedor, porque isso não me envaidece. Não me envaidece porque um dia alguém vai me passar, seja porque eu não estarei mais aqui, seja porque parei de fazer. Agora, me envaidece cada vitória que tenho na Portela. Cada vez que a gente é campeão é uma alegria muito grande, mas não tenho a meta de ‘quero ganhar tantos sambas’. Não, eu quero ganhar toda vez que disputar. Ser o maior é consequência disso”, afirmou.
O compositor também compartilhou a emoção de ver uma obra sair do papel e alcançar o público. Antes de começar a compor sambas-enredo para a Portela, Wanderley já tinha músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho. Ainda assim, ele destacou que acompanhar uma multidão cantando um samba na Avenida tem um significado particular.
“Eu, antes de começar a fazer samba na Portela, já tinha alguns sambas gravados com a Beth Carvalho, com o Diogo, e outros grandes artistas. É sempre uma sensação muito legal ver o teu samba gravado e ver o teu samba cantado na Avenida. Mais ainda no samba-enredo, porque você pode ver uma multidão de gente cantando de uma vez só. É uma alegria, e você fala assim: ‘Poxa, eu cheguei aqui. Olha onde eu cheguei, nunca imaginei’. Quando fui para a Portela, fui por ser minha escola de coração, para ganhar um samba. Hoje tenho nove, graças a Deus, graças aos meus parceiros, à minha esposa, que me apoia muito, Michelle Bragança, e aos meus amigos. Isso me deixa muito feliz. É muito gratificante ver o nosso samba assim. Eu fico olhando para a arquibancada lá na Sapucaí, o pessoal cantando, e saio até do chão. É uma coisa muito legal. Nunca imaginei que isso fosse acontecer comigo e está acontecendo. Deus e meus protetores são muito bons comigo”, completou.
A reação na quadra também reforçou a confiança de Wanderley no caminho escolhido pela escola. O compositor lembrou a apresentação do samba durante a feijoada no Renascença e destacou a energia dos portelenses diante da obra.
“A Portela fez a feijoada no Renascença e apresentou o samba. Eu nunca vi, nas minhas nove vitórias, nas oito anteriores, uma Portela tão feliz com o samba escolhido como está com esse. É uma energia muito boa, muita gente pulando, gritando. E só tinha portelense, porque é uma festa da Portela. A gente pôde sentir a importância do samba para o portelense. Isso ainda nos dá mais alegria”, avaliou.
Mestre Vitinho aposta em andamento confortável e referências aos velhos tempos
Na bateria, Mestre Vitinho definiu um andamento entre 142 e 144 BPM (batidas por minuto) para a gravação. A escolha levou em consideração a melodia e a necessidade de criar condições favoráveis para que a interpretação de Bruno Ribas alcançasse o público.
“A gente vai colocar o andamento de 142, 144 BPM. Essa é uma obra para todo mundo ter um entendimento bem bacana, da melodia, do sentimento. É um samba bem melódico, que mexe com as pessoas. Mesmo quem não é portelense se emociona pela melodia. Estamos buscando um andamento mais confortável para a voz do nosso grande cantor Bruno entrar na mente e no coração de todos”, explicou.

A preparação também contemplou referências à tradição musical da escola. Vitinho contou que a ideia era conduzir a gravação por um caminho que remetesse à sonoridade associada a Monarco e aos antigos tempos da Portela. Entre as referências mencionadas, esteve o trabalho do mestre de bateria Marçal, cujo centenário também motivou uma homenagem.
“Essa era uma boa movimentação para uma gravação mais, vamos dizer, do lado mais Monarco. O Monarco era um grande baluarte, muito conservador. Na primeira passada, a ideia era fazer uma batucada relembrando os velhos tempos da Portela, com os três teleco-tecos do mestre Marçal, que é o centenário dele, para fazer uma homenagem para ele. Na segunda passada, tocar samba para o Monarco”, relatou.
À frente da bateria, o mestre afirmou que a gravação representava um dos momentos mais importantes de sua trajetória profissional. Depois de um primeiro ano marcado pela chegada à escola, Vitinho disse que passou a se sentir plenamente em casa e destacou a responsabilidade de conduzir uma homenagem a Monarco.
“Eu confesso que é, para mim, o melhor momento da minha carreira. Estou feliz com o que vou viver, com o que estou vivendo à frente da bateria da Portela. O ano passado foi bacana, mas era a minha chegada. Agora, voltando para casa, já me vejo 100% em casa. Então, com certeza, vai ser uma das melhores gravações que já executei à frente de uma bateria. Tocar a promessa do Monarco é algo gratificante demais. Nada melhor do que fazer com amor e carinho, porque, com certeza, onde ele estiver, receberá isso com muita felicidade”, declarou.
Camarão Netto destaca identidade musical e emoção da homenagem
Diretor de carnaval da Portela, Camarão Netto também apontou a emoção como um dos elementos centrais da gravação. Para ele, registrar a obra é uma maneira de prolongar a celebração a Monarco e permitir que a homenagem alcance o público durante toda a temporada carnavalesca.
“A gente pode esperar um samba com muita emoção, de fato, para celebrar o nosso mestre, o nosso homenageado, Mestre Monarco. A Portela segue celebrando a cada dia, e hoje não vai ser diferente. É deixar isso registrado nessa celebração, para que o mundo inteiro possa escutar da melhor forma, da melhor maneira possível, a obra feita por compositores da escola, e celebrar durante todo o carnaval essa gravação”, afirmou.
O diretor ressaltou que a gravação ficará registrada não apenas como um produto musical, mas também como parte da memória afetiva dos portelenses. Na avaliação de Camarão, a bateria e o carro de som precisavam estar alinhados para reforçar a identidade musical que a escola construiu ao longo de sua história.
“É um momento muito importante, porque isso fica registrado. É uma forma de celebração que vai ficar no coração de todo portelense. A escola está vindo, sim, com bastante emoção, um samba bem emotivo, a bateria e o carro de som bem alinhados, bem característicos da levada da escola. Isso é muito importante também: zelar pela característica que os nossos mestres do samba deixaram para a gente. Cantar Monarco, falar de Monarco, exige que a gente imprima essa identidade da nossa querida Portela. Vamos trazer bastante emoção e muita identidade musical”, completou.
A relação pessoal com o homenageado tornou o momento ainda mais delicado para Camarão. Integrante da Velha-Guarda Show da Portela, o diretor lembrou que foi colocado nessa posição por Monarco e contou que precisou conciliar a emoção com a responsabilidade de acompanhar a gravação.
“Cara, eu não consigo nem explicar muito, porque, para mim, é um processo muito emotivo. Convivi muito com o senhor Monarco. Apesar de ser membro da Velha-Guarda Show da Portela, fui colocado nesse lugar por ele. Para mim, é muita emoção. Apesar de estar numa posição de muita atenção, ao mesmo tempo me emociono muito, porque é um momento muito delicado para mim”, declarou.
Entre os versos que mais o tocam, Camarão destacou uma frase que sintetiza a ligação entre a figura de Monarco e o próprio samba: “Se o samba tem rosto, é o seu”.









