A 6ª DP (Cidade Nova) concluiu, nesta quinta-feira, o inquérito que investigava a morte da menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos. Ela foi esmagada por ​um carro alegórico na rua Frei Caneca, no dia 20 de abril do ano passado, na saída do Sambódromo. Cinco pessoas foram indiciadas por homicídio doloso.

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

Os indiciados são o presidente da escola de samba Em Cima da Hora, o engenheiro técnico responsável, o coordenador da dispersão encarregado pelo acoplamento e guia do reboque​, o motorista reboquista e o presidente da Liga das Escolas de Samba da Série Ouro (Liga RJ).​

​A investigação apurou que o cavalo mecânico e o carro alegórico da escola de samba deslocavam-se acoplados no sentido destinado à retirada do veículo da dispersão do Sambódromo. O carro chocou-se contra um poste de concreto, esmagando a vítima.

O relatório do inquérito aponta que o veículo apresentava falta de manutenção, oferecendo riscos severos de acidente e incêndio devido à inadequação de sua construção. Foram descumpridas normas técnicas, assim como cometidas irregularidades no que diz respeito ao Código Nacional de Trânsito, entre outras ilegalidades.

Falhas no acoplamento do carro alegórico, na orientação para o deslocamento do veículo, bem como na permanência de crianças sobre o tablado também constam no relatório final. Além disso, foi apontada a ausência de fiscalização por parte da entidade responsável no dia do evento.