Início Site Página 991

Vídeos: arrancada e bateria da União da Ilha no ensaio técnico

0

Vídeos: arrancada e bateria da Unidos da Ponte no ensaio técnico

0

Vídeos: arrancada e bateria da Unidos de Bangu no ensaio técnico

0

Vídeos: arrancada e bateria do Arranco no ensaio técnico

0

Thiaguinho Mendonça e Amanda Poblete falam da responsabilidade de conduzir os pavilhões da Ilha e da Viradouro

0

Thiaguinho Mendonça e Amanda Poblete formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da União da Ilha do Governador para o carnaval de 2023, na Série Ouro. Os dois farão dupla jornada na Sapucaí em 2023, pois além da Ilha, eles formarão o segundo casal da Unidos da Viradouro, no Grupo Especial. Amanda conta que representar dois pavilhões é uma missão enorme e que a dupla está se dedicando da melhor forma possível para entregar trabalhos de qualidade em ambas as escolas, ela diz ainda que é uma honra conduzir os pavilhões de escolas tão grandes e importantes para o carnaval carioca.

ilha 8
Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“É um tamanho imensurável, representar não um, mas dois grandes pavilhões, a missão de proteger e ostentar esses pavilhões é sem sombra de dúvidas uma grande honra e acredito que o que a gente pode fazer é trabalhar muito, se dedicar muito e fazer o melhor que a gente pode ser pra poder representar esses dois pavilhões. São dois pavilhões pesados”, conta Amanda.

A responsabilidade de defender o pavilhão de uma escola requer um trabalho árduo e de uma rotina intensa de e ensaios, no caso da dupla, o trabalho é multiplicado por dois, Thiaguinho brinca que quando chegou no Grupo Especial pela primeira vez achou que a rotina era pesada e que aquele seria o seu ápice, porém, nesse pré-carnaval os ensaios tem sido uma constante para o casal. Thiaguinho ainda agradece a confiança das agremiações por terem aceitado que eles dividissem a missão de conduzir dois pavilhões em 2023.

“Eu achei que no ano que eu estreei no especial eu achei que aquilo era uma rotina pesada. Mas rotina pesada tem sido agora porque a responsabilidade e a missão são duplamente difíceis. Complementando o que a Amanda falou, eu acho que são dois pavilhões muito pesado e que precisam ter uma dedicação maior. Nós aceitamos essa missão de estar nas duas posições ao mesmo tempo e atrelado a isso a gente aceitou também dedicar o máximo do nosso tempo. Tem sido praticamente de segunda a sexta, toda semana, mais ensaio de rua todo domingo lá em Niterói, estamos firmes, dispostos, alegres e satisfeitos. Porque acho que não é fácil você aceitar que o seu primeiro casal além de dedicar o seu tempo pra sua agremiação dedique também a uma outra agremiação. Agradeço muito ao presidente Ney, ao presidente Marcelo por ter aceitado que nosso trabalho seja dividido e a gente promete desde o início, e eu acho que vem cumprindo, honrar a responsabilidade que eles deram”, conta Thiaguinho.

Sobre a fantasia, Amanda não dá detalhes, mas diz que ficou muito feliz com o projeto apresentado pelo carnavalesco da Ilha, Cahê Rodrigues, ela diz que ele pensou em cada detalhe e característica do casal, mesmo ele dando abertura para que Amanda e Thiaguinho dessem opinião para possíveis ajustes, ela conta que não precisou, pois tudo estava perfeito.

“O Cahê é um amor, ele já de cara, ele fez um figurino muito específico pra gente, você vê que ele pensou em cada detalhe, em cada característica nossa, o fato deu ser baixinha também, ele pensou em tudo, de eu ser pequena, então cada detalhe ele pensou, basicamente foi um figurino perfeito que a gente não precisou pedir pra mexer em nada, porque apesar dele tá superaberto também a qualquer modificação, a gente graças a Deus não precisou, já tá em confecção, não vou dar spoiler, mas é uma fantasia assim maravilhosa, linda, linda, linda, linda. A gente ficou apaixonado pelo desenho, não tem nenhum, nem o que dizer, foi um grande presente que ele nos deu. Nós agradecemos”, elogia Amanda.

ilha 11

O bailado do casal de mestre-sala e porta-bandeira se transformou ao longo dos anos, hoje vemos uma grande mescla entre o tradicional e o moderno, alguns casais apostam em coreografias mais robustas, outros focam na dança clássica, esse segundo modo é onde Amanda acredita que o casal se encaixa, para ela, a dança tradicional está presente no bailado deles, porém, com pinceladas de coreografia de acordo com o enredo e o samba, neste ano, como a Viradouro e a Ilha tem enredos bem diferentes, possibilitou que eles criassem um trabalho para cada escola.

“A gente gosta de literalmente fazer isso mesmo, nós somos um casal que gosta de ter o tradicional muito muito presente na dança e a nossa mescla eu acredito que venha com coreografias pinceladas dentro daquilo que tem no enredo, são dois enredos completamente opostos e isso é muito interessante porque a gente consegue fazer dois trabalhos completamente diferentes e bem característicos pra cada escola, então aquilo que vem de diferente é essa pitada que a gente busca de acordo com o enredo, o que que a gente pode trazer de diferente que é relacionada ao enredo, que é relacionado ao samba pra nossa coreografia, pro nosso trabalho num todo, mas eu acredito que no geral a gente gosta de ser um casal tradicional. Clássico eu diria assim”, diz Amanda.

A falta de união dentro do carnaval é algo criticado por muitas personalidades de dentro da folia, no caso de Thiaguinho, ele pontua a desunião presente dentro do próprio quesito de mestre-sala e porta-bandeira, ele diz que já passou por situações em que ao elogiar um casal, passou por problemas com outro, ele acredita que isso por ocorrer por insegurança ou medo, mas que de qualquer forma atrapalha no geral, se ele pudesse mudar algo, seria levar mais união para dentro do quesito, para que o mesmo pudesse crescer e ser valorizado como merece.

final23 ilha1

“A desunião, com certeza. Eu acho que dentro do carnaval por mais que a gente converse com outros quesitos e com outros setores, sempre falam muito em desunião da classe, mas vou puxar pro nosso lado, no nosso quesito eu mudaria desunião, eu já passei por um momento em que eu fui aplaudi e elogiar um outro casal e um terceiro ficou com ciúme, eu não sei o que que foi, aí achou que eu estava galgando o espaço daquele casal. Então assim, eu acho que dentro do nosso quesito existe muitas barreiras pra gente viver uma tremenda harmonia. Talvez a insegurança de uns, talvez o medo de outros e acho que a gente tem que fazer o nosso trabalho espelhando no que a gente almeja, trabalhar pra gente e saber que tem lugar pra todo mundo. Infelizmente não é
um quesito unido e eu acho que principalmente pelo fato de sermos só duas pessoas acho que precisava de um pouco mais de afeto entre uns e outros, a gente conseguiria chegar mais longe com toda certeza”, justifica Thiaguinho.

Amanda segue a mesma linha de seu companheiro e diz que se todos fossem mais unidos poderia haver uma maior movimentação para que o quesito e os profissionais fossem valorizados.

“É aquela máxima, né? Junto é sempre mais forte, então seria bem interessante que houvesse uma movimentação talvez maior pra que houvesse realmente uma grande união do quesito, do segmento como um todo”, finaliza Amanda.

Xô, fase ruim! Sambistas celebram volta do carnaval na data tradicional e Rio ‘respira’ alegria com o calor do verão

0

Entre os vários estereótipos utilizados para definir o Rio de Janeiro, talvez, o amor coletivo pelo carnaval seja o mais realista. Muito mais que uma festa, ele já faz parte da essência do estado. Embora sua popularidade tenha ultrapassado barreiras continentais, os últimos anos foram de sofrimento para os mais próximos, que precisaram de força para enfrentar crises políticas e de saúde pública. Antes de tudo, é de extrema importância compreender o carnaval como a maior manifestação cultural brasileira.

materia volta
Foto: Alexandre Macieira/Riotur

O carnaval também é um ato de resistência. Desde a criação dos blocos de rua, há quase 100 anos, surgiu como uma ocasião que abraçaria os marginalizados. A oportunidade de negros, nordestinos e mulheres protagonizarem uma festividade e influenciarem diretamente em seu sucesso. Além disso, o carnaval significava um momento de lazer, em meio às dificuldades do cotidiano. Uma espécie de fuga da realidade, livre de preconceitos e tristezas. No presente, essa é a herança deixada que faz com que os brasileiros anseiem pelo mês de fevereiro e atrai turistas de toda parte. A busca por validação e respeito pode não ter sido fácil, mas o carnaval chegou ao patamar de uma das maiores festas populares do mundo.

Após os desfiles de 2022, realizados em abril, com os desfilantes e os foliões celebrando a vida e a esperança de tempos melhores, o pré-carnaval de 2023 ocorre de um jeito especial. O sentimento de união está ganhando destaque, com as quadras cheias e centenas de pessoas que gritam os sambas-enredo como se mal tivessem suportado a distância. A prova disso pode ser tida já nos ensaios técnicos, que começaram dia 14 de janeiro e lotaram os primeiros setores da Sapucaí. Em 2023, tudo parece estar voltando ao normal: desfiles em fevereiro, no verão, com turistas e sem restrições. O site CARNAVALESCO decidiu buscar testemunhas dessa história de superação nas arquibancadas, os espaços mais populares do Sambódromo.

regina
Regina Lima, de 62 anos, contou que passou parte da vida na Avenida e agora prefere assistir

Regina Lima, de 62 anos, contou que passou parte da vida na Avenida e agora prefere assistir. “Depois de tantas tristezas, como o povo brasileiro se diverte? O que temos para isso? O carnaval. Acho muito bom que o pessoal se extravase. A gente samba e também chora pelas pessoas que se foram. É uma coisa maravilhosa. A felicidade plena não existe, acredito mais em momentos felizes. O carnaval nos proporciona isso”, afirmou.

gabriela
Gabriela Soares, de 27 anos, se emocionou ao mostrar vídeos de seu filho na concentração com a bateria do Império Serrano

Gabriela Soares, de 27 anos, se emocionou ao mostrar vídeos de seu filho na concentração com a bateria do Império Serrano. “Para mim, é uma tradição familiar. Desfilo desde 2007 e estou criando o meu filho assim também. É mágico. Esse carnaval vai ficar marcado na minha vida porque o meu filho, que é a minha vida, está desfilando pela primeira vez”, disse.

josimar
Josimar Cardoso, de 64 anos, vestia as cores da Mangueira da cabeça aos pés

Josimar Cardoso, de 64 anos, vestia as cores da Mangueira da cabeça aos pés. “Era isso que estava faltando para a gente e demorou muito até chegar. Esses últimos anos foram difíceis. O Rio de Janeiro sem carnaval e sem praia é complicado, né? Com certeza farei desse o carnaval da minha vida”, comentou.

marcos
Marcos Cabral, de 57 anos, veio de Minas Gerais para visitar uma prima

Marcos Cabral, de 57 anos, veio de Minas Gerais para visitar uma prima. “O Rio inspira isso tudo, sabe? Estou feliz demais de ter encontrado amigos que quiseram estar aqui também. Precisamos celebrar a vida depois desse lembrete que ela passa rápido. Estou no Rio agora, mas espero voltar para os desfiles oficiais. Aqui é mesmo uma cidade maravilhosa”, afirmou.

Margareth Menezes diz que foi uma honra participar do samba da Mangueira para o Carnaval 2023

0

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, conversou com o site CARNAVALESCO e afirmou que foi uma honra participar da gravação do samba-enredo da Estação Primeira de Mangueira, no álbum oficial para o Carnaval de 2023. A Verde e Rosa levará para Avenida o enredo “As Áfricas que a Bahia Canta”, de autoria dos carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estevão.

margareth
Margareth Menezes com os compositores do samba de 2023 da Mangueira. Foto: Reprodução de vídeo

Na fase de disputa, Margareth Menezes atuou na gravação da parceria de Lequinho, que acabou campeã. No dia da vitória, ela falou ao CARNAVALESCO. “Fiz questão de vir aqui e poder vivenciar tudo isso. Foi um momento muito especial, de muito axé, muito forte, estou muito feliz. Esse para mim já é nota 10 de todos os tempos”, disse a ministra.

Margareth Menezes também respondeu sobre a participação na gravação do samba-enredo da Mangueira para o Carnaval 2023. “Foi uma grande honra participar da gravação desse samba, quando eu ouvi pela fiquei encantada logo de primeira, ainda mais sendo aqui na Estação Primeira de Mangueira”.

Mangueira faz neste sábado segundo grito de carnaval com o Cordão do Bola Preta

0

Para os apaixonados pela folia o carnaval já começou e a Estação Primeira de Mangueira faz a sua parte na festa. Nessa temporada de pré-carnaval, no que depender da Verde e Rosa, samba e alegria já estão garantidos no Palácio do Samba.

mangueira mini desfile dia 1 43
Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Depois de abrir 2023 em grande estilo, sábado, dia 21 de janeiro a partir das 22h, é dia de mais uma grande celebração, quando a Quadra da Mangueira será palco do Segundo Grito de Carnaval da Verde e Rosa. Teremos o show da Estação Primeira com seus segmentos como: bateria, intérpretes, musas, passistas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, baianas, velha guarda, ala da comunidade cantando forte e presença garantida da rainha de bateria Evelyn Bastos.

Abrilhantando ainda mais a noite, participação de Chacal do Sax e Cordão do Bola Preta. Tá esperando o que? Garanta logo seu lugar! Os ingressos já estão disponíveis em nosso site de venda ingresso.mangueira.com.br.

SERVIÇO:
Segundo Grito de Carnaval
Local: Palácio do Samba
Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1072 – Mangueira
Data: 21/01
Horário: 22h
Entrada antecipada: R$40,00
Entrada no dia: R$60,00
Camarote VIP (individual): R$200,00
Camarote Lateral (10 pessoas): R$2.000,00
Mesa (venda no local): R$80,00

Samba e bateria casam bem e se destacam no ensaio da Brinco da Marquesa

0

Segunda escola a entrar na pista na noite de sexta-feira de ensaios técnicos do Sambódromo do Anhembi, em preparação para o Carnaval 2023, a Brinco da Marquesa realizou seu único treino geral previsto. Com destaque para a parceria samba e bateria, que casaram muito bem, a agremiação da Zona Sul realizou ensaio seguro e agradável de se acompanhar, com elementos a serem corrigidos no quesito Evolução. A escola da Vila Brasilina será a terceira a se apresentar pelo Grupo de Acesso 2, no dia 11 de fevereiro, com o enredo “É Festa!! No Brasil é alegria o ano inteiro. A Marquesa comemora com você”.

Comissão de Frente

Os 11 dançarinos da comissão de frente realizaram uma dança simples, mas carregada de energia e disposição. Era visível a felicidade deles de estarem representando a Brinco da Marquesa. De acordo com o coreógrafo Danilo Pacheco, o primeiro quesito da escola representará o povo brasileiro se divertindo nas festas populares. A liderança do artista mostrou fazer a diferença, com os componentes seguindo suas orientações e respondendo positivamente a cada observação. Ainda há certo polimento a ser feito em alguns detalhes, mas no geral, a comissão de frente cumpriu bem seu papel de apresentar o enredo.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Samuel e Juliana Ferreira defenderam o pavilhão da Brinco da Marquesa com uma dança inicialmente simples, porém certeira. Mas enquanto evoluíam entre os setores, mostraram serem capazes de demonstrar mais energia, respondendo a exigência de mais giros da parte de seu instrutor. Com isso, a dupla mostrou potencial de animar o público que comparecer ao Sambódromo do Anhembi no dia do desfile oficial, podendo aproveitar os treinamentos até lá para aplicarem mais desse potencial vigor percebido.

BrincoDaMarquesa Et PrimeiroCasal

Harmonia

A Brinco da Marquesa é uma escola com uma comunidade pequena, mas com o espírito necessário para aproveitar um bom Carnaval. Mesmo com pouco volume de componentes nas alas, o canto do samba foi notável, com destaque para a Ala 4, que veio com adereços em referência à comunidade LGBTQIAPN+. Ainda há o que melhorar, bastando apenas aos diretores colocarem na consciência de cada um a capacidade que eles possuem.

Evolução

Ponto delicado da escola, a evolução pecou de forma desnecessária em certos momentos. Apostando em uma estratégia de colocar a bateria logo após a Comissão de Frente, seria uma oportunidade de aproveitar o buraco técnico do grupo cênico para evoluírem sem riscos, mas mesmo assim espaços muito grandes ocorreram, principalmente entre a ala seguinte e o primeiro casal, e que precisam ser acertados. Havia espaço excessivo também entre algumas alas, com os diretores discutindo a respeito durante o ensaio. Fecharam os portões com 47 minutos, muito tempo de sobra, então basta à equipe organizar esse elemento até o dia do desfile.

BrincoDaMarquesa Et Baianas

Samba-Enredo

Samba leve, com uma letra fácil de cantar. A Brinco da Marquesa acertou em cheio com uma obra que sintetiza de maneira bem carnavalesca a essência de seu enredo sobre as festas populares. O samba funcionou no Avenida, e permitiu a bateria ousar com bossas de alto nível. Quesito forte que pode favorecer a escola no dia do desfile oficial.

BrincoDaMarquesa Et AlaMusical

Outros destaques

A bateria “Fantástica”, comandada por Mestre Juan Cotto foi grande destaque positivo. Bem ensaiada, casou muito bem com o samba da escola e apresentou excelentes bossas. À frente dos ritmistas, a madrinha Magali Alves chamou atenção com uma fantasia com clara referência às passistas Globeleza e agradou o público com sua dança.

BrincoDaMarquesa Et MestreBateriaJuanCotto

A Brinco da Marquesa mostrou neste único ensaio técnico que teve a sua disposição que é possível fazer um bom Carnaval mesmo com recursos limitados. Em 2022, na sua estreia no Grupo de Acesso 2, a escola mostrara ter uma comunidade unida, e agora para este ano a melhora é explícita. A expectativa é de um desfile gostoso de assistir, de uma comunidade disposta a brincar o Carnaval da melhor forma possível.

Mocidade Alegre volta ao Anhembi com evoluções em quesitos técnicos

0

Apenas cinco dias depois do primeiro ensaio técnico, a Mocidade Alegre voltou ao Anhembi na noite de sexta-feira para a segunda apresentação no Sambódromo paulistano. Se o desfile inicial foi impactante e uniu extrema eficiência com um fortíssimo canto da comunidade, a posterior teve empolgação menor à sacudida do debute. Em ambas, a escola do bairro do Limão cantou o tema “Yasuke”.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Priorizando a coreografia e extremamente técnicos em todos os atos, Jefferson Gomes e Natália Lago tiveram atuação destacada no ensaio técnico da Morada do Samba. Sorridentes e leves, focaram as cabines dos jurados e mostraram graça ao desfraldar o pavilhão para as arquibancadas do Anhembi – que não compareceram com tanto afinco por conta da chuva que caiu durante toda a tarde em São Paulo.

Chamou atenção o ritmo bem mais cadenciado dos giros tanto do mestre-sala quanto da porta-bandeira, aparentemente buscando a perfeição no movimento e não em grandes ousadias. Uma apresentação bastante segura e eficiente, em que não foram notados erros sequer por conta das famosas e inconvenientes rajadas de vento do Anhembi.

Evolução

Pelas contas da reportagem do CARNAVALESCO, apenas uma ala não tinha adereços. Bexigas, pompons, cetros e tecidos foram utilizados pelos componentes da escola para trazer movimentos e preencher cada espaço da passarela, e o objetivo foi alcançado com primor.

MocidadeAlegre et Baianas 1

Momento sempre sensível para o quesito, a entrada da Ritmo Puro no recuo de bateria merece destaque. Com um movimento bastante simples, adentrando o espaço tão logo a ala da frente deu espaço, ritmistas de chocalho e agogô permaneceram na pista, atrás dos componentes que entravam. Só após todos os entrantes se posicionarem os que ainda estavam na passagem uniram-se aos companheiros. O movimento, bastante criativo, impediu a formação de qualquer buraco.

Também vale destacar o equilíbrio entre alas coreografadas e soltas – inclusive, com predomínio para as livres de qualquer dança.

Comissão de Frente

Ao contrário de outras comissões de frente, que investiram em coreografias com diversos atos e de duração longa, a da Mocidade Alegre pareceu ter uma sequência de movimentos mais enxuta quando comparada a de coirmãs.

MocidadeAlegre et Comissao

Chamou atenção a presença de dois personagens principais, que muito provavelmente representarão Yasuke, mote do enredo, em atos distintos – enquanto um se apresentava, o outro recuava. Também chamou atenção o alto contingente de mulheres na comissão em um enredo que tem como homenageado um homem. Samurais também se faziam presentes no setor, com roupas pretas características.

Outro detalhe que chamou atenção foi um espaço entre o final da comissão de frente e a ala anterior, coreografada. Por vezes, tal espaço se fazia presente e, em outros momentos, sumia. Não se sabe se a coreografia utilizará um tripé e o movimento aconteceu por conta disso, mas é necessário relatar o que foi visto.

Samba-Enredo

Elogiadíssimo pela crítica, a canção foi, mais uma vez, muito bem interpretada por Igor Sorriso. Com atuação mais focada no andamento do samba e sem tantos cacos, o intérprete mostrou afinação e muito entrosamento com o restante do carro de som e da Ritmo Puro.

MocidadeAlegre et MestreSombra 1

Ao contrário do que aconteceu no primeiro ensaio técnico da Morada do Samba, porém, a canção não empolgou tanto assim. O intérprete destacou que, mesmo com apenas cinco dias entre um ensaio técnico e outro, foi possível identificar e corrigir detalhes.

“Não posso fazer uma análise geral do ensaio porque estou limitado a estar logo após a bateria, não tenho como ter uma visão geral da escola. Mas achei o ensaio produtivo. Ajustamos algumas coisas de canto e ritmo e tivemos uma evolução bem bacana hoje”, afirmou.

Harmonia

Se, no primeiro ensaio técnico, a comunidade do Morro do Limão comeu o asfalto, a segunda apresentação teve canto bastante irregular. Se a ala coreografada posicionada logo após a comissão de frente também tinham um canto razoável, os componentes do primeiro setor mais se movimentavam que cantavam o samba de maneira forte. No segundo setor, uma ala com camisas roxas passava com bastante força vocal.

MocidadeAlegre et IgorSorriso 1

As exceções eram os movimentos da Ritmo Puro. Quando o verso “Lágrimas em chama” tinha alguma bossa ou apagão, a escola do Limão cantava forte até o refrão principal (“Meu batuque é resistência, sou Mocidade”).

É perfeitamente compreensível a mudança na empolgação da escola tendo apenas cinco dias de diferença entre um ensaio técnico e outro, é bom que se diga. Mas, novamente: é necessário relatar o que foi visto – até porque, na noite do desfile, o que deve acontecer é o arrastão do primeiro ensaio técnico.

Carlos Magno, diretor de Harmonia da agremiação, observou que o tempo chuvoso em São Paulo também pode ter prejudicado o canto dos componentes: “Fizemos um ensaio bom hoje. Demos uma boa trabalhada no que erramos no primeiro ensaio, e com intuito de melhorar, e conseguimos. Um dia chuvoso, atípico, em São Paulo, nos surpreendemos com a quantidade de gente, mas a nossa comunidade é fantástica. Abraçamos a ideia, fortalecemos muito o canto hoje, e demos alguns acertos que eram necessários”, destacou.

MocidadeAlegre et Solange 1

Em outro momento, ele próprio destacou que a Harmonia da Morada do Samba ainda não está no ritmo que o desfile exige: “Vamos acertando de ensaio a ensaio. Nunca um é igual ao outro e nem o desfile é igual aos ensaios. A gente passou a semana estudando o primeiro ensaio, para melhorar no  segundo, são coisas novas, pode ter acontecido alguns erros novos que iremos estudar também. Mas na concepção, o ensaio melhorou, não é o que queremos ainda. Vamos continuar trabalhando para conseguir chegar no desfile zerado, pois todo mundo desfila campeão, e perde dentro da pista, e não a gente não quer. Queremos passar e conquistar o nosso êxito, claro que tem todas as escolas que merecem nosso respeito”, pontuou.

MocidadeAlegre et Recado

Igor Sorriso, intérprete da escola, tem visão diferente. Para ele, os componentes estão mais afiados do que nunca. “O meu povo está cantando cada vez mais. Estou feliz com o desempenho da minha comunidade, do meu time de canto, da minha bateria. Temos mais um teste aqui antes do desfile, temos alguns ajustes para fazer na quadra. A evolução vai acontecer naturalmente”, garantiu.

Outros destaques

– Várias alas da Morada do Samba parecem ter guardiões – ou seja, pessoas nas laterais com fantasias ligeiramente diferentes dos componentes que estão no meio.

– Ao menos no ensaio desta sexta-feira, os adereços eram facilmente identificáveis e remetiam ao Japão – um dos pontos de referência do enredo.

– A Ritmo Puro executou diversas bossas e marcou várias partes do samba-enredo. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Mestre Sombra não fechou portas para criar ainda mais convenções, mas mostrou-se satisfeito com a execução dos ritmistas. “Por enquanto é isso e está bom. Vamos estudar, o tempo está curto para pensar. Por enquanto é isso aí. Estamos no nosso objetivo, em uma crescente. Está tudo dando certo. No próximo, tentaremos ser melhor do que hoje”, comentou.

– Mesmo com tão pouco tempo entre um ensaio técnico e outro, o mestre de bateria da Morada do Samba conseguiu identificar pontos de melhoria – e, na visão dele, as falhas foram corrigidas. “Teve ensaio durante a semana, nós achamos que tínhamos que fazer um trabalho de correção. Fomos atrás e lapidamos, trabalhamos. Deu tudo certo”, finalizou.

MocidadeAlegre et Thelma

– Tal qual no primeiro ensaio técnico, a Ritmo Puro cruzou a avenida, esperou o espaço destinado ao último carro alegórico passar e voltou para a passarela por mais alguns instantes. Magno comentou o movimento: “Faz algum tempo que fazemos isso, é claro que nos finais de semana a arquibancada está bem mais cheia, essa última aqui. E como a última arquibancada é sempre aquela mais sofrida, pois o pessoal está esperando, e a bateria passa, vai embora, é mais como um prêmio para eles. Esse público que vem atrás, que sofre, que busca, acompanha e nos aplaude. Essa brincadeira com a bateria é com eles. Quando a arquibancada está cheia, o pessoal vem abaixo e abraça a ideia, é fantástico. Um prêmio para arquibancada e público”.

Colaboraram Gustavo Lima e Lucas Sampaio