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Com canto forte, Império Serrano empolga, mas tempo de ensaio liga o sinal de alerta

Por Guibsom Romão, Mariana Santos, João Gabriel Rothier e Luiz Gustavo

Sendo a terceira escola da noite a cruzar a Sapucaí no último dia de ensaios técnicos da Série Ouro, no último domingo, o Império Serrano pisou em peso na avenida, com quesitos fortes e canto alto. A Verde e Branco da Serrinha derrapou em evolução e estourou o tempo de desfile em 13 minutos.

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Com o enredo “Ponciá Evaristo, Flor do Mulungu”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Esteve, em homenagem à escritora Conceição Evaristo, que esteve presente no ensaio desfilando em um carro, a escola, que é nove vezes campeã do Grupo Especial e tem uma comunidade apaixonada, mostrou que tem disposição para a disputa do título da Série Ouro, mas ainda precisa ajustar alguns pontos se quiser entrar na briga de fato.

COMISSÃO DE FRENTE

Coreografada por Marlon Cruz, a comissão era composta por 15 mulheres, sendo uma pivô. Quatorze delas estavam vestidas de donas de casa, que trocaram o balde d’água na cabeça por livros e levavam os baldes nas mãos. Durante a apresentação, retiravam um tecido verde e branco molhado que, ao ser sacudido, produzia um efeito impactante dos pingos d’água no ar. A pivô representava a homenageada Conceição Evaristo.

Durante a coreografia, as mulheres vestidas de donas de casa aparentavam proteger e incentivar a pivô que representava Conceição Evaristo, que, na última parte da apresentação, pega um lápis e um caderno, como se fosse escrever algo. Sendo assim, é possível intuir que as mulheres do trabalho braçal e as lavadeiras de roupa foram importantes na trajetória da grande escritora que Dona Conceição Evaristo se tornou.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

Em suma, foi uma apresentação engajante, com uma dança ágil, bem sincronizada, que ocupava todo o espaço e promete ser emocionante no desfile oficial.

“É muito gratificante representar e ser representado ao mesmo tempo. Falar da Conceição Evaristo é falar do meu povo, da minha mãe, da minha irmã e do meu pai, até porque ela também fala deles. É representar sendo representado. Estou muito feliz com essa oportunidade de homenagear uma pessoa em vida e sei que sou apenas uma célula dessa escrevivência da Conceição Evaristo. A gente aprimora até o último dia; é um elenco forte, feminino, e até o último instante teremos muitas novidades”, comentou o coreógrafo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Matheus Machado e a estreante Maura Luiza apresentou uma dança bem solta, rápida e ágil. A coreografia é ótima, dialoga com o enredo e com o samba, porém carece de um refinamento nos movimentos dos dois. Ambos se apresentaram com um nível de rapidez levemente desnecessário, além de certa falta de delicadeza nos movimentos dos braços. Para uma apresentação impecável, é preciso deixar os braços um pouco mais soltos e controlados. No entanto, o casal aparenta ter sintonia e, como nada nasce pronto, basta um aprimoramento mais requintado nesses movimentos para que as apresentações tendam a render belas notas.

“Estou muito emocionada. Eu e o Matheus nos preparamos muito para esse momento, e não tem sido fácil: ensaios, ajustes aqui e ali, tudo para tentar levar um espetáculo bonito, à altura do que o Império merece. Ainda estou em êxtase, muito feliz mesmo. Espero que as pessoas tenham gostado do nosso trabalho, porque ele foi feito com muito amor e carinho. Sobre a fantasia, posso dizer que está muito bonita, linda mesmo”, afirmou a porta-bandeira.

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“Foi um excelente dia de ensaio para a gente. Tudo o que planejamos durante os ensaios foi executado hoje. Eu estava muito tranquilo em relação ao que iria fazer e procurei passar essa confiança para a Maura, assim como ela passou para mim. Quando chegou a nossa vez, no setor 1, era eu, ela e o jurado, e graças a Deus tudo o que ensaiamos foi executado com perfeição. Saio daqui tranquilo, com a consciência muito limpa pelo trabalho que entregamos. A expectativa para o desfile oficial é nota 40 e o Império campeão, porque o trabalho está entregue. Sobre a fantasia, posso garantir que está linda. O Alex, que está confeccionando, chegou a mostrar um pouco em uma chamada de vídeo, e tenho certeza de que será belíssima, valorizando ainda mais o que vamos apresentar na avenida neste ano do Império Serrano”, completou o mestre-sala.

EVOLUÇÃO

No início, poderíamos dizer que o Império Serrano desfilava sem pressa, deixando o público contemplar o seu cortejo e seus componentes na Sapucaí. Porém, a escola andou devagar e, mesmo com a bateria não entrando no segundo recuo, encerrou o ensaio com 68 minutos de duração, 13 minutos a mais do que os 55 minutos, o máximo permitido. É fato que a escola da Serrinha havia apresentado o maior número de componentes até aquele momento da noite, porém fica o alerta de atenção para o tempo de desfile. A escola não correu e não aparentou ter se preocupado com o tempo durante o ensaio.

No fim, a “Sinfônica do Samba” teve que continuar tocando na dispersão para que as últimas alas terminassem de desfilar.

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“Apesar da chuva forte que caiu hoje na cidade do Rio de Janeiro, graças a Deus a comunidade, sempre muito imperiana, atendeu ao nosso pedido e compareceu ao ensaio. Conseguimos realizar um trabalho com algumas demarcações importantes, e o balanço é positivo. Mesmo com adversidades e com algumas coisas ainda em processo de montagem na pista, o saldo final foi bom. A expectativa para o desfile oficial é grande, porque estamos contando a história da Conceição Evaristo, uma escritora popular que tem um carinho enorme pelo Império, assim como o Império tem por ela. A expectativa é de 100%, estamos ansiosos pela chegada do dia do desfile para fazer uma ótima apresentação. Em relação ao andamento do barracão, estamos em um ritmo legal, entre 80% e 90% prontos. Sabemos que a subvenção saiu há poucos dias e estamos correndo contra o tempo, mas tudo vai sair conforme o planejamento do carnavalesco, e vamos fazer um belíssimo desfile. Quanto ao atraso na saída, faz parte do ensaio técnico: estamos testando demarcações e combinações para que, no dia do desfile oficial, tudo flua perfeitamente”, afirmou Jefferson Carlos, diretor de carnaval.

HARMONIA E SAMBA

A escola apresentou um canto excelente que, ao lado de um samba ótimo, resultou em uma ótima performance. O intérprete Vitor Cunha e seu carro de som defenderam a obra com maestria e competência; os cacos estavam na medida, e tudo fluiu muito bem.

O trecho “A gente combinamos de não morrer! / Combinamos de não morrer!” funcionou como um grito de guerra pelas alas, apresentando potência e vigor ao canto da escola.

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“Mesmo com chuva, a comunidade mostrou sua força na avenida, cantando muito o samba. A Sapucaí se entregou. Estamos prontos para o carnaval; o Império Serrano vai ser uma escola que todo mundo vai esperar passar. Como quarta escola de sábado, vamos levar esse samba maravilhoso que fala da Conceição Evaristo, e espero que quem estiver lendo esteja junto com a gente. O que precisamos melhorar é apenas o som da Sapucaí, que ainda falha bastante. Falta refinar esses detalhes de referência, porque em alguns momentos, como no final, não sabíamos se o som ainda estava ou não”, explicou o intérprete Vitor Cunha.

OUTROS DESTAQUES

A ala das crianças foi um trunfo neste ensaio, pois, além de numerosa, as crianças sabiam o samba inteiro e evoluíram muito bem durante a apresentação.

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“Acho que fizemos uma boa passagem, até porque trabalhamos para isso ao longo da temporada. Houve muita dedicação e o que foi apresentado hoje é exatamente o que será mostrado no dia do desfile. Espero que gostem do nosso trabalho. O Império Serrano tem nome, força, comunidade e garra, e vamos fazer um belo desfile para contribuir com uma boa nota para a escola”, disse mestre Sopinha.

Wantuir conduz o Porto da Pedra a um ensaio técnico forte, alegre e com show do primeiro casal

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Por Allan Duffes, João Gabriel Rothier, Mariana Santos e Luiz Gustavo

O Tigre de São Gonçalo rugiu forte no ensaio técnico deste domingo. Nos 51 minutos de treino na Sapucaí, o Porto da Pedra mostrou a força da sua comunidade, que cantou o samba sem economizar na voz, em uma evolução pulsante e alegre em todas as alas. O samba-enredo teve ótimo rendimento, conduzido de forma magnífica por Wantuir, em uma de suas noites inspiradas. Também o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira foi um dos grandes destaques da passagem da escola no sambódromo. O Porto da Pedra será a penúltima escola da Série Ouro a desfilar, no sábado de carnaval, com o enredo “Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes.

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COMISSÃO DE FRENTE

Com um número montado sobre a letra do samba, o quesito coreografado por Aline Kelly fez boa apresentação no ensaio técnico. A comissão de frente apresentou a Dama do Cabaré como personagem central da dança. Com ela, 12 componentes trajados com os estereótipos de prostitutas. Eles interagem em uma ótima montagem, em que, em dado momento, rodam suas bolsinhas sincronizadamente. Muito jogo de corpo, muitas braçadas, como dançam as divas do pop, e muito carão nas poses. Tudo muito bem feito no quesito. A sintonia dos componentes e o bom humor da apresentação deram o tom de uma bela exibição nos módulos de jurados.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

“Eu acho que o ensaio foi melhor do que eu até esperava. A Porto é uma escola de muita garra, com uma comunidade aguerrida e disciplinada. Mesmo com todas as dificuldades para realizar ensaios de rua, que sabemos ser de suma importância, por questões de gestão da cidade conseguimos fazer apenas um. Ainda assim, a comunidade deu um show, como sempre, de canto, evolução e harmonia. A comissão de frente entrou pisando firme por aquele portão, representando essas mulheres, e a noite foi muito mais de celebração. O treino é importante, mas entramos na avenida com o intuito de celebrar a força, a vida e a dignidade dessas mulheres que estão na rua todos os dias. Ficamos felizes com o resultado, mas já vamos analisar todos os vídeos com atenção para identificar o que pode melhorar. Sabemos também que essa não é a coreografia inteiramente oficial, porque no dia do desfile teremos o tripé da comissão, outros momentos, nuances, elementos e recursos dramatúrgicos que aqui não foi possível usar. A intenção de hoje foi celebrar a cultura e o carnaval. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelas escolas da Série Ouro este ano, com falta de recursos e atraso no repasse de verba, estamos aqui, porque somos um povo que resiste. Vamos avaliar tudo hoje e amanhã para aprimorar para o grande dia. O público que vem assistir a essa grande festa do nosso povo merece ver o melhor, e com certeza vamos fazer o melhor”, garantiu a coreógrafa.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Rodrigo França e Joyce Santos deram um show. O mestre-sala, sempre muito enérgico, deixa na pista a vontade de ganhar mais um 10. A porta-bandeira, estreante na escola, já deixou o cartão de visitas da melhor qualidade na Sapucaí. Rodrigo, de terno branco, e Joyce, com vestido vermelho com detalhes em preto, fizeram excelente apresentação, com cortejo e giros precisos, mostrando que estão muito bem ensaiados e entrosados.

Destaque para o que fizeram após desfraldar a bandeira no refrão principal: Joyce se afasta de Rodrigo e faz duas voltas em torno dele com giros, fazendo alguns contra-giros nas meias-voltas.

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Foto: João Gabriel Rothier/CARNAVALESCO

No primeiro módulo, o final da apresentação foi diferente dos demais. Na cabine 1, Joyce faz uma “bandeirada” no verso “tigresa que mata um leão por dia” e encerra a apresentação. Nas demais cabines, a bandeirada é mais tímida e no início do refrão principal. Segundo o mestre-sala Rodrigo, o casal testou dois momentos no ensaio de hoje. O primeiro é bem melhor.

“Vou te falar: foi sensacional, maravilhoso, como todos os anos. Graças a Deus, as minhas porta-bandeiras se entregam muito. Foi sucesso, sucesso mesmo. Minha porta-bandeira é nota 10. Eu me dedico muito todos os anos; já são 20 anos na Porto da Pedra e, graças a Deus, tem sido só sucesso. Há três anos perdi alguns décimos por conta da fantasia, mas as notas mostram o quanto a gente se entrega e ensaia. O resultado tem que vir, porque é muita dedicação. Hoje não foi diferente: nos dedicamos, nos entregamos, as quatro cabines foram maravilhosas. No dia do desfile oficial, quando realmente vale, sem sombra de dúvidas, vai ser sucesso também. Somos muito exigentes, e a nossa fantasia precisa vir impecável. Graças a Deus, a escola nos atende, e será mais um ano de sucesso. A fantasia vai casar com o casal; vamos formar um só”, disse o mestre-sala.

“Que isso! Quarenta pontos, né, gente? Vinte na dupla do final, dez na segunda e dez na primeira! Achei que ficaria mais nervosa, mas precisava desse ensaio para entender que estou tranquila e segura, tanto com o mestre-sala quanto com a escola que eu tenho. A expectativa para o desfile oficial é maravilhosa; não tem como dizer outra coisa a não ser que vai ser incrível. Sobre a fantasia, como já falamos para todo mundo que perguntou, é algo diferente, algo que vocês não viram nos últimos anos na Porto da Pedra. É uma fantasia que vai surpreender muito quando a escola entrar na avenida, principalmente por conta do enredo”, completou a porta-bandeira.

SAMBA-ENREDO

O samba composto por Bira, Rafael Raçudo, Oscar Bessa, Márcio Rangel, Eric Costa, Fernando Macaco, Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Miguelzinho, Jarrão e Pierre Porto teve ótimo rendimento neste ensaio técnico.

No canto da comunidade, eles enchem a boca para cantar o trecho “Uma puta mulher, que sabe o que quer”, que, com a tônica dada no adjetivo, ajuda a encher os pulmões e soltar a voz no verso. No trecho “sou Geni que se libertou / fiz um Porto da Pedra que você jogou”, também há uma variação na melodia que ajuda o componente a cantar melhor e a pegar energia para o refrão do meio.

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Como de costume, Wantuir foi um show à parte e conduziu, com seu talento indiscutível, o samba do Porto da Pedra. “É maravilhoso estar representando essas mulheres incríveis, que nos trazem tanta alegria e satisfação, com todo respeito e prazer. Com toda certeza, se estivesse no Grupo Especial, seria o enredo do Carnaval de 2026. Muito obrigado à Porto da Pedra, ao Mauro Quintaes, por esse enredo maravilhoso, a essa parceria sensacional com o mestre Pablo, a Ritmo Feroz e toda a comunidade, além do meu presidente. Foi babado! Agora, acho que é só se fantasiar e vir para a avenida. O trabalho está bem feito, organizado, e, independentemente de disputa, isso aqui é carnaval: a gente vem para se divertir, brincar e ser feliz. E é isso que estamos fazendo”, afirmou Wantuir.

HARMONIA

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O Porto da Pedra botou para ferver, e o Tigre passou bem com sua comunidade. Todas as alas cantando muito o samba da escola, de ponta a ponta. A melodia do samba ajuda bastante no trabalho da harmonia, e fica claro que a comunidade gosta do que está cantando. O entrosamento do carro de som reflete na atuação da comunidade. Também, com o canto da escola sendo liderado pela lenda Wantuir, é impossível não querer cantar junto.

EVOLUÇÃO

O Porto da Pedra ensaiou com poucas alas, e a bateria saiu do segundo recuo aos 34 minutos de ensaio. Isso fez com que a escola ficasse até o minuto 51 no último terço da avenida. Provavelmente estavam descontando tempo da escola completa no desfile. Tirando essa questão, usou bem a pista. O Tigre evoluiu feliz. As alas coreografadas deram movimento, e todos os componentes se divertiram durante o ensaio. Não foram registrados buracos ou qualquer tipo de correria ao longo da escola.

“A escola tá uns 80% pronta para desfilar. Hoje, viemos aqui para corrigir algumas coisas e foi ótimo. A escola evouiu bem, os componentes cantaram com vontade, o enredo é forte e ajuda. O samba rendeu muito bem, hoje eu daria 9.9 para o desempenho porque dez tem que ser no dia do desfile”, profetizou Aluizio Mendonça, diretor de carnaval.

OUTROS DESTAQUES

A indumentária de mestre Pablo é sempre um evento à parte. Hoje, ele ensaiou com uma bata com a estampa do corpo de uma mulher vestindo apenas lingerie, que encaixava no pescoço dele. Ainda sobre fantasia, a roupa dos passistas estava de puro bom gosto: mulheres com collant vermelho, com rosas na cintura, e homens de terno vermelho com capa preta. Luxo total.

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“Gostei muito do ensaio de hoje. A comunidade veio cantando bastante, com muita garra, o que, para mim, não é novidade, porque sei que a comunidade de São Gonçalo canta, na verdade, eles gritam o samba. Fico bastante feliz com o resultado. Claro que ainda há coisas a ajustar, como em todas as escolas; vamos passar aquela ‘flanelinha’ para ir brilhando até o dia do desfile. Mas o saldo foi mega, mega, mega positivo. Parabéns à Ritmo Feroz e à Porto da Pedra. A expectativa para o desfile oficial é a melhor possível. O que vimos hoje foi só um aperitivo, porque no dia do desfile tudo envolve emoção, a galera estará fantasiada e o carnaval é completamente diferente. Não se espantem se o caneco atravessar a ponte Rio–Niterói e for direto para São Gonçalo; estou bastante otimista. Para o desfile, venho com duas bossas, bem bacanas, não são fáceis, mas estão super bem ensaiadas. A comunidade e toda a Ritmo Feroz estão presentes nos ensaios, e a gente quer entregar excelência na avenida. Podem esperar um show, não apenas uma bateria para jurado, mas uma bateria-show para todo mundo que for assistir, porque todos merecem esse espetáculo. Sobre o novo sistema de som, tudo ainda é muito novo para todo mundo. Estamos vivendo a primeira experiência, passando por vários testes, ajustando a cada ensaio para que, no dia do desfile, tudo seja perfeito. Não dá para dizer ainda se é bom ou ruim sem a experiência completa, mas a cada etapa está melhorando. Se Deus quiser, teremos excelência na avenida no dia do desfile oficial”, analisou mestre Pablo.

Leão ruge alto na Sapucaí e Estácio faz ensaio técnico de alto nível na busca pelo título da Série Ouro

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Por Guibsom Romão, Mariana Santos, João Gabriel Rothier e Luiz Gustavo

Fechando a última noite de ensaios técnicos da Série Ouro, a Estácio de Sá, no último domingo, fez um ensaio potente, aguerrido, organizado e com um canto impecável de sua comunidade. Com o enredo “Tata Tancredo: o Papa Negro no terreiro do Estácio”, assinado pelo carnavalesco Marcus Paulo, a Estácio de Sá será a quinta escola a desfilar no sábado de Carnaval e, se o desfile for semelhante ao ensaio técnico, o Leão está prontíssimo para a disputa do título da Série Ouro.

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COMISSÃO DE FRENTE

Sob o comando de Júnior Barbosa, a comissão de frente se apresentou com figurinos em azul-claro e branco, com pinturas corporais que referenciam a estética do universo afro-brasileiro. A apresentação coreográfica explorou gestos firmes e simbólicos, dialogando com a ancestralidade dos orixás e ocupando a pista de maneira equilibrada, com formações que se refletiam lateralmente e facilitavam a compreensão do público.

Um dos momentos mais marcantes da apresentação foi quando o grupo se abaixou por completo, abrindo espaço para que a pivô girasse ao centro da formação, simbolizando a incorporação de uma entidade, traduzindo em cena a homenagem que a escola presta a Tata Tancredo. A leitura foi imediata e impactante, com forte carga simbólica, conectando o público das arquibancadas à narrativa proposta. A comissão mostrou clareza de conceito e potencial para emocionar ainda mais no desfile oficial.

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“A minha avaliação do ensaio de hoje é sempre positiva, porque a gente vem entregando muita coisa nos ensaios, e hoje foi a prova disso: muita força, muita garra, muita sequência e muita entrega dos bailarinos em cena. A expectativa para o dia do desfile oficial está a mil, principalmente por conta de toda a logística que a gente prepara. Este é o meu segundo ano na Estácio, novamente vindo com dois elencos, trazendo sempre o que eu preciso levar para a avenida, que é a história de Tata, mostrando a força e a garra que precisamos apresentar. Sobre surpresas, não posso revelar, mas posso garantir que vai ser impactante e que vamos contar toda a história de Tata do início ao fim”, afirmou o coreógrafo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O experiente casal, Feliciano Júnior e Raphaela Caboclo, apresentou uma coreografia pronta, ágil, clássica, animada, leve, graciosa e bem executada. O casal demonstrou sintonia, sincronia e capacidade de gabaritar todas as cabines de jurados, pois, aparentemente, está tudo pronto. Os giros foram bem controlados e os cumprimentos respeitaram, com elegância, o pavilhão, sem excessos. A segurança demonstrada pelo casal reforça a impressão de um quesito sólido e altamente competitivo.

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Fotos: S1 Comunicação/Divulgação Liga-RJ

“Na verdade, hoje foi um grande termômetro do que a gente vai mostrar na avenida. A gente se preocupa com cada detalhe e sentiu a energia e a vibração do público, que foi o grande ponto alto desse ensaio para nós. Agora o foco é total no desfile, que acontece em menos de um mês, e acho que a missão foi cumprida hoje. Cada dia é um dia: a gente assiste aos vídeos, observa cada detalhe, porque somos muito exigentes com o nosso trabalho. Temos a Marluce ao nosso lado, que também pega no pé e se preocupa com tudo. Quando você vê o vídeo, tem a noção geral, mas sentir o público vibrando é a confirmação de que chegamos ao nível do homenageado. Fazemos carnaval para a comunidade, e o Tata Tancredo merece essa vibração, esse calor e esse carinho, porque é uma referência de comunidade, raiz, força e ancestralidade”, disse o mestre-sala.

“Somos muito exigentes conosco enquanto casal, porque é um pavilhão e precisamos honrar o peso que ele carrega, tudo o que representa e todas as pessoas que ele traz. Acho que foi uma das melhores apresentações que fizemos depois de a coreografia estar montada, e agora é daqui para melhor. Até o dia 14 de fevereiro, é lapidar e massificar, para que, felizmente, seja mais um ano com nota máxima”, completou a porta-bandeira.

EVOLUÇÃO

Com um número grande de componentes, a Estácio de Sá fez um ensaio tranquilo. Controlando muito bem o seu tempo na pista, o Leão manteve seu andamento por toda a Sapucaí no mesmo ritmo; não houve nenhuma intercorrência. A escola encerrou seu ensaio com 54 minutos e com muita tranquilidade. As alas evoluíram de forma coesa, sem buracos ou correria, permitindo boa leitura do conjunto. A fluidez do cortejo reforçou a organização da escola ao longo de todo o percurso.

Mas fica um ponto de atenção para o número elevado de pessoas da escola andando nos cantos da pista, atrapalhando harmonias e outros profissionais que precisam se locomover pela Sapucaí.

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“Saio muito satisfeito com o que vi e vivenciei. Foi exatamente o que a gente vem buscando. Como gosto de deixar claro, estamos passo a passo em um processo evolutivo para chegar prontos no dia 14 de fevereiro. Hoje, aquilo que viemos buscar aqui, eu saio feliz porque encontramos. Nada melhor do que o treino no campo de jogo; isso é muito importante para a gente, para sentir a escola, essa vibração. E essa escola realmente tem um chão que faz a diferença. Quero deixar aqui o meu agradecimento à comunidade e a cada segmento: vocês entregaram tudo o que pedimos. Estou sem voz, mas muito feliz”, citou Edvaldo Fonseca, diretor de carnaval.

HARMONIA E SAMBA

Com um samba ótimo e muito animado, a Estácio foi a escola que apresentou o melhor canto da noite, com todas as alas cantando. No refrão principal, “Macumba é macumba, canjerê, mojubá…”, foi cantado com explosão, sustentando o samba com firmeza ao longo do percurso, além do desempenho exemplar do carro de som comandado pelos intérpretes Tiganá e Serginho do Porto. A obra mostrou excelente comunicação com a comunidade, que respondeu de forma intensa e uniforme. A harmonia foi um dos grandes trunfos do ensaio, criando um ambiente de empolgação constante na avenida.

“A minha avaliação do ensaio de hoje superou todas as expectativas. A gente já vem ensaiando há bastante tempo na rua e na nossa quadra, e hoje mostramos a força do Leão, a força do Estácio na Sapucaí. No dia do desfile, pode ter certeza de que será um dos melhores desfiles; se Deus quiser, o Estácio de Sá vai usar esse desfile para chegar forte ao Grupo Especial. A expectativa para o desfile oficial está lá em cima, é a melhor possível. Toda a escola está feliz com o samba, com o trabalho feito na quadra e com o carnaval. Temos certeza de que o nosso presidente, junto com o carnavalesco e toda a diretoria, trabalha arduamente todos os dias para mostrar o que há de melhor na cidade. No ano passado já fizemos um bom desfile, e neste ano vamos fazer um três vezes melhor, mostrando à Sapucaí que merecemos o Grupo Especial. Sobre o novo sistema de som, é um teste, algo novo mesmo, diferente do modelo antigo com caminhão e passagem de som mais rápida. Estamos nos adaptando, não só a gente, mas todas as escolas. Hoje fizemos um tempo completo de desfile e, apesar de possíveis dificuldades, tenho certeza de que vai dar certo. É um bom som, com mais espaço para transitar, e acredito que será muito positivo para o carnaval”, comentou o intérprete Tiganá.

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“A gente está muito feliz, porque é mais um passo de todo esse trabalho para o desfile principal. Viemos ensaiando todas as segundas-feiras, e hoje foi um momento importante para tirar dúvidas, além de ser a primeira vez com o som, que funcionou muito bem — não viemos apenas para passar som. Estamos ainda mais felizes por termos uma comunidade forte; a Marquês de Sapucaí é o quintal da Casa da Estácio. A expectativa para o desfile oficial é grande, apesar de sabermos o quanto é difícil fazer carnaval na Série Ouro. Temos uma comunidade forte, uma bateria maravilhosa e um chão muito consistente aqui no Complexo de São Carlos. Mesmo com as dificuldades, inclusive financeiras, estamos nos preparando, a trancos e barrancos, para buscar o primeiro lugar e voltar ao Grupo Especial. Sobre o novo sistema de som, ele é maravilhoso e ajuda bastante, tanto com o fone quanto com a sonorização da avenida. A única preocupação é o excesso de pessoas à frente e atrás da bateria, algo que precisa ser controlado, porque desfile vale ponto. Isso será tratado em reuniões internas até o dia do desfile. Fora isso, a avaliação é extremamente positiva”, assegurou o cantor Serginho do Porto.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Medalha de Ouro”, do mestre Chuvisco, deu um show de ritmo e bossas no ensaio. Com paradinhas bem encaixadas e pressão sonora na medida certa, a bateria levantou arquibancadas e componentes. A sintonia com o carro de som reforçou ainda mais o impacto musical da apresentação.

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“Foi um ótimo ensaio, graças a Deus. A bateria está quase 100%, não vamos dizer que está pronta, porque ainda tem mais alguns dias, quase 20 dias para a gente poder aproveitar e ensaiar mais um pouco. Para chegar no dia 14 de fevereiro, aí sim, 100% pronta e mostrar o nosso melhor. Tudo que a gente está ensaiando ao longo desses meses, com esse samba maravilhoso que nossos compositores fizeram para a nossa escola, acho que tem tudo para ser um grande sucesso no dia 14 de fevereiro. Hoje foi um ensaio maravilhoso, que é para a gente ajustar algumas coisas, a gente sabe disso, mas falta muito pouco para estar próximo da excelência. São alguns detalhezinhos que a gente tem que consertar até o dia 14 estar realmente 100%. De bossa está tudo aí, largamos tudo hoje aqui, entregamos tudo”, garantiu mestre Chuvisco.

Mais coesa e vibrante, Camisa 12 evolui no segundo ensaio técnico e dá sinais de consolidação

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Por Letícia Sansão, Ana Carla Dias e Will Ferreira

A Camisa 12 apresentou um ensaio técnico mais consistente e animado no Anhembi, demonstrando evolução em relação à primeira passagem pela pista. Com uma comunidade mais entregue e resposta vocal mais homogênea, a escola reforçou a proposta do enredo “Princesas Nagô, Rainhas do Brasil — A Origem da Fé, Herança de Ketu”, que promete uma imersão profunda nas raízes do candomblé.

A escola homenageia Iyá Nassô, Iyá Detá e Iyá Akalá, Princesas Nagô que deram início à história do candomblé no Brasil.

O ensaio contou com a ausência de Clóvis Pê, que se recupera de um acidente, mas teve Tim Cardoso sustentando bem a condução do samba. A Camisa 12 desfilará pelo Grupo de Acesso e mostrou, neste ensaio, sinais claros de crescimento.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente apresentou uma leitura simbólica e bem definida do enredo. Três componentes representaram as Princesas Nagô, posicionadas à frente do grupo, enquanto os demais integrantes, em determinados momentos, saudavam Exu.

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A coreografia construiu a ideia da chegada dessas mulheres ao Brasil e da fundação das bases do candomblé. Em um dos momentos mais marcantes, os componentes rodeiam as três princesas e entoam gritos fortes, criando impacto sonoro e visual, reforçando a noção de ancestralidade e força coletiva. A leitura foi direta e de fácil compreensão para quem acompanha da arquibancada.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Luã e Estefany apresentaram uma dança com boa sincronia ao longo da pista. O casal executou os movimentos obrigatórios do quesito com correção técnica e apostou também em um gingado que dialoga com o samba e com o público, criando maior proximidade com a arquibancada.

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Em um momento pontual, um lenço da fantasia do mestre-sala se desprendeu e caiu. Não houve prejuízo à dança nem comprometimento da apresentação, mas fica o ponto de atenção visando ao desfile oficial.

“O bom de ter dois ensaios é isso: conseguimos consertar o que estava faltando, reconstruir alguns pontos e ir melhorando o trabalho. Ter um segundo ensaio foi aquela gotinha que faltava para ficar perfeito. Acho também que qualquer escola que sobe para o acesso ao Especial carrega uma responsabilidade maior e exige um olhar diferente. A nossa intenção é passar a imagem de que estamos prontos”, afirmou o mestre-sala.

“A gente deu uma melhorada, não que no outro estivesse ruim, mas ajustamos o que precisava, e isso acaba funcionando como uma garantia a mais. Acho que o vento pode vir a qualquer hora, em qualquer momento; se a gente não conduzir, não vai, então precisamos ter controle”, completou a porta-bandeira.

HARMONIA

A harmonia foi um dos quesitos que mais evoluíram em relação ao primeiro ensaio. Se anteriormente algumas alas apresentaram canto mais tímido, desta vez a escola demonstrou maior dedicação ao quesito. As três primeiras alas vieram cantando com mais intensidade, puxando o restante da escola.

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O carro de som e a bateria contribuíram para manter o canto constante, especialmente nos refrões, que favorecem a resposta coletiva. Não foram observadas oscilações graves de canto ao longo do desfile.

EVOLUÇÃO

A evolução da Camisa 12 se mostrou organizada. As alas vieram bem enfileiradas, com deslocamento regular pela pista. O uso de balões contribuiu para um efeito visual diferenciado, criando impacto no conjunto sem comprometer a fluidez do desfile.

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As alas apresentaram coreografias bem executadas, mantendo alinhamento e ocupação correta do espaço. Ao longo do percurso, referências a Exu surgiram de forma recorrente, reforçando a identidade religiosa e simbólica do enredo.

SAMBA

O samba apresentou bom rendimento ao longo do ensaio, com destaque para os refrões, que funcionaram como pontos de explosão do canto coletivo. As bossas da bateria abriram espaço para que a escola crescesse, criando momentos de destaque para a harmonia.

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A condução de Tim Cardoso foi segura, mantendo o andamento e garantindo que o samba não perdesse força, mesmo nos momentos de maior variação rítmica.

“Graças a Deus, demos o segundo passo para o Carnaval. Viemos de um ensaio árduo e espero que, na avenida, a gente venha com ainda mais garra. Hoje, o tempo nos ajudou um pouco à tarde; tomara que, no Carnaval, tudo aconteça direitinho. Também quero agradecer à comunidade, que foi maravilhosa — gostei muito. Sobre o samba-enredo, mando um abraço aos compositores, que fizeram uma obra-prima, e também ao Cove, que sofreu um acidente, mas está bem melhor e, na semana que vem, já estará com a gente”, disse o intérprete

OUTROS DESTAQUES

A bateria teve papel importante na dinâmica do ensaio, utilizando bossas que dialogaram bem com o samba e favoreceram a resposta do canto. O entrosamento entre bateria e harmonia foi mais perceptível neste segundo ensaio, contribuindo para um conjunto mais vibrante.

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“Desde o ensaio da bateria na semana passada até o de hoje, conseguimos ajustar bastante coisa, limpar algumas partes que estavam meio sujas, tirar alguns detalhes e também acrescentar novas possibilidades. Agora podemos dizer que estamos prontos para o dia do desfile. Quando a gente pensa em bateria e em samba, pensa em família: o samba é agregação, é oportunidade, é inclusão, é tudo. Família é eu, meus irmãos e meu pai, que é o nosso maior ídolo e deixou essa referência para nós. Fazemos hoje aquilo que aprendemos lá atrás, na época do Camisa Verde e Branco. Tenho primo, irmão, cunhado; é uma bateria de família mesmo”, contou mestre Lipe.

Independente Tricolor cresce no último ensaio e chega mais segura para o Carnaval 2026

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Por Naomi Prado, Ana Carla Dias, Letícia Sansão e Will Ferreira

A Independente Tricolor realizou seu último ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi, concluindo a preparação para o desfile de 2026. A escola encerrou sua apresentação em 55 minutos. Quesitos como harmonia e evolução foram ajustados neste último treino, superando o desempenho apresentado no primeiro ensaio técnico.

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A agremiação manteve como destaques a comissão de frente, que apresentou uma coreografia complexa e sincronizada, e o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jeff e Thaís, que apostaram em uma apresentação coerente, objetiva e criativa em relação a ciclos anteriores.

A Independente Tricolor será a oitava escola a desfilar no domingo de Carnaval pelo Grupo de Acesso 1 e levará para a avenida o enredo “N’Goma, a primeira festa na manhã do mundo”, assinado pelos carnavalescos Léo Cabral e Yuri Aguiar.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, coreografada por Edgar Júnior, desfilou com um tripé, no qual, durante a maior parte da apresentação, os bailarinos executaram a coreografia. Os movimentos foram marcados por forte expressão corporal e interpretação do enredo.

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Os componentes também realizaram encenações no chão e contaram com dois personagens centrais. Todo o grupo, assim como o idealizador e coreógrafo Edgar Júnior, merece destaque por apresentar uma encenação fora do convencional, instigando o público a querer conferir o desfile oficial.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Jeff Anthony e Thaís Paraguassu inovaram na performance do casal, trazendo coreografias mais marcadas e diretamente ligadas ao samba e ao enredo da escola. Com passos objetivos e de fácil leitura, a dupla executou corretamente todos os movimentos obrigatórios previstos no manual de julgamento.

Demonstrando segurança e convicção, o casal realizou uma de suas melhores apresentações dos últimos anos, elevando o nível técnico do Grupo de Acesso 1.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

“No primeiro ensaio, sentimos bastante a falta da marcação das cabines de jurados. Entramos com uma tensão maior, tentando acertar uma posição que ainda não conhecíamos. Neste ensaio, a pista já estava exatamente como será no dia do desfile, e acho que isso foi um diferencial. As expectativas são as melhores. A nossa escola sempre vem muito bem, impecável em alegorias e fantasias. Nós, junto com a comissão de frente, estamos trabalhando muito aqui no Anhembi para conquistar a nota e levar a escola para o Grupo Especial”, afirmou Thaís.

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“O andamento hoje foi o correto. A gente soube o tempo de todas as cabines, inclusive o recuo da bateria, que era algo que nos deixava um pouco apreensivos, porque não sabíamos o quanto ficaríamos expostos ali, próximos ao módulo. Mas deu tudo certo. Foi um ensaio que fecha esse ciclo de ensaios técnicos com chave de ouro. É uma escola que vibra muito, é uma energia muito forte. Hoje já deixou aquele gostinho; vocês podem esperar da gente essa vibração, que começou a ecoar hoje e vai estar ainda mais forte no dia do desfile. Vamos desfilar entre o amanhecer e o fim da madrugada, e tenho certeza de que vai ser um desfile lindo. Já estou ansioso para viver tudo isso. Não é o meu horário preferido, prefiro ali no meio termo, mas acho que o desfile da escola saindo no amanhecer traz um encerramento especial para o enredo”, garantiu Jeff.

HARMONIA

Diferentemente do ensaio técnico anterior, a Independente Tricolor mostrou evolução significativa no quesito harmonia. Os componentes cantaram com bom volume e regularidade, mantendo o mesmo tom do primeiro ao último setor, evidenciando maior assimilação do samba-enredo.

Nos momentos de apagão promovidos pela bateria e pelo carro de som nos refrões, o canto da comunidade se destacou ainda mais.

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“O clima é o melhor possível. Estamos focados em fazer um bom desfile e em buscar o nosso objetivo, que é voltar para o Especial. Mas o clima é de alegria, pelo menos na nossa parte musical. Acho que é um quesito que precisa transmitir alegria, não só para nós, mas para o povo, para a bancada, para todo mundo, com muita responsabilidade. Estamos em um clima leve, feliz, sabendo que precisamos fazer um bom trabalho na pista. Este ano, o acesso está muito difícil; há muitas escolas que já passaram pelo Grupo Especial, então sabemos da dificuldade, mas estamos ali também para brigar. A parte do entrosamento com a bateria a gente deu uma ajustada bem legal, ficou muito bom hoje. Vi a escola cantando bastante e se divertindo muito, e acho isso importante. A parte do chão conta muito, principalmente em alguns quesitos, e faz total diferença lá no final. A escola está bem leve, alegre e cantando; acho que isso é o que importa. O resto é alegoria, fantasia; o barracão também está repleto e muito bonito”, comentou o intérprete Chitão Martins.

EVOLUÇÃO

Neste último ensaio, a escola fez jus ao forte samba-enredo que possui. Os componentes desfilaram de forma mais solta, dançante e com maior entusiasmo. O primeiro setor apresentou evolução superior em comparação ao último.

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A Independente desfilou de forma compacta, com andamento adequado, encerrando o ensaio dentro do tempo, em 55 minutos.

SAMBA-ENREDO

O samba-enredo, composto por Cláudio Russo, Silas Augusto, Turko, Dário Silva, Zé Paulo Sierra, André Malheiros e Fábio Souza, é apontado como um dos melhores sambas do Carnaval paulistano de 2026. Com uma letra imponente, a obra ganhou ainda mais força na interpretação de Chitão, que contribuiu para a empolgação e o crescimento da melodia.

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A expectativa é de que, no dia do desfile, a escola abrace ainda mais o samba e compreenda plenamente a proposta do time de canto, que, neste ensaio, cumpriu seu papel com excelência, incentivando tanto o público quanto os componentes a cantar e dançar a obra.

OUTROS DESTAQUES

A bateria, comandada pelo mestre Higor, corrigiu os problemas apresentados no ensaio anterior. Nesta apresentação, optou por realizar menos bossas, priorizando os apagões para evidenciar a harmonia da agremiação.

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“O ensaio foi muito bom; ele veio em uma crescente do ensaio passado para este, fizemos algumas correções que precisávamos fazer, e tudo aconteceu como esperado. O que a gente fez hoje na avenida é o que vai vir no dia; essa é a certeza. Corrigimos o que tinha que ser corrigido, e é isso que vai acontecer. E o samba faz total diferença para a bateria”, disse Higor.

A rainha de bateria, Acássia Amorim, surgiu com tranças vermelhas e detalhes em dourado, demonstrando brilho e talento à frente dos ritmistas.

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A ala das baianas reafirmou que não há idade para dançar. Do início ao fim do ensaio, especialmente nos refrões, as matriarcas giraram e bailaram com leveza e beleza, encerrando a apresentação com grande destaque.

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Ensaio técnico do Pérola Negra une impacto cênico, samba contagiante e evolução segura

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Por Letícia Sansão e Will Ferreira

O Pérola Negra deixou claro, logo no primeiro e único contato com a pista do Anhembi, que vai brigar pelas primeiras colocações no Carnaval de 2026. Campeã do Grupo de Acesso 2, a Joia Rara do samba apresentou um ensaio técnico de leitura direta e forte carga simbólica, sustentado pela narrativa de Maria Bonita como figura central de coragem, fé e resistência. Desenvolvido pelo carnavalesco André Machado, o enredo “Valei-me, cangaceira arretada, Maria que abala a gira, valente e Bonita que vence demanda” ganhou corpo na avenida com escolhas claras e protagonismo feminino bem definido.

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Este foi o primeiro e único ensaio técnico do Pérola, por opção da escola. A apresentação durou aproximadamente 58 minutos, contados a partir do início do canto do samba-enredo. A agremiação será a sexta a desfilar no domingo, 15 de fevereiro, pelo Grupo de Acesso 1.

COMISSÃO DE FRENTE

O grande ponto alto do ensaio. Sem tripé, a comissão de frente apostou exclusivamente na força da coreografia e da narrativa corporal para contar o enredo. A apresentação simulou uma batalha no cangaço, retratando a emboscada das forças policiais que culminou na morte de Lampião e Maria Bonita.

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Lampião é morto pelos policiais e fica caído no chão da avenida. É quando a personagem central, Maria Bonita, surge como protagonista. Com uma peixeira, ela enfrenta os policiais em cena, riscando a faca no chão diversas vezes, gesto que dialoga diretamente com um dos versos do samba. A ação se repete ao longo da coreografia, reforçando a ideia de enfrentamento.

A performance é bem construída. Em vários momentos, Maria Bonita ergue a peixeira, ocupando o centro da cena e deixando explícito seu papel de liderança dentro da narrativa. A comissão conseguiu impacto sem recorrer a truques visuais, sustentando tudo na interpretação, no gesto e na intensidade dramática.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Kawe e Nathalia, que fazem sua estreia como primeiro casal do Pérola Negra, tiveram uma apresentação segura e muito bem caracterizada. Vestidos de Maria Bonita e Lampião, trouxeram para a dança elementos do cangaço que foram além dos movimentos tradicionais do quesito, como momentos em que realizaram movimentos que remetem a uma dança sertaneja.

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Além dos passos obrigatórios, o casal incorporou deslocamentos mais firmes, com batidas de pé marcadas no chão enquanto conduziam o pavilhão, gesto típico associado às figuras do cangaço. Nathalia utilizava botas, reforçando a caracterização. A leitura estética e simbólica funcionou bem e contribuiu positivamente.

HARMONIA

O Pérola apresentou bom rendimento geral de canto ao longo da pista. O samba foi bem sustentado pela maioria das alas, especialmente antes do refrão de cabeça, que ganhou força coletiva e causou impacto sonoro na avenida.

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Um ponto de atenção ficou para a primeira ala, formada por mulheres com saias de chita, elemento citado diretamente na letra do samba. Apesar da leitura visual muito clara, a ala apresentou menor intensidade no canto, destoando do restante da escola. Algo completamente reversível em ensaios, principalmente por se tratar de um samba forte.

EVOLUÇÃO

A escola desfilou de forma organizada, com andamento regular. As alas mantiveram bom espaçamento, sem registros de grandes buracos. A presença recorrente do tecido chita nas fantasias reforçou a unidade visual e indicou um caminho estético que deve ganhar ainda mais força no desfile oficial.

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Os componentes avançaram de maneira fluida, o que contribuiu para uma evolução consistente ao longo dos cerca de 58 minutos de ensaio.

SAMBA

A arrancada do samba é intensa e contagiante. Mesmo após a passagem do refrão de cabeça, o início da obra segue em ânimo crescente, levantando a escola e criando um impacto imediato na pista a cada repetição. “Mandacaru anuncia” um início de grande explosão, que foi correspondida no canto forte dos componentes no ensaio técnico do último domingo.

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Outro destaque importante foi a ala musical, que contou com a presença de mulheres ao lado dos intérpretes Lucas Donato e Juan Briggs, um ganho significativo para o canto.

O samba é curto e de fácil memorização, sem perder o tom poético e sensível na abordagem sobre Maria Bonita e sua importância enquanto entidade espiritual.

É, portanto, um samba dançante, divertido e capaz de descrever o enredo do Pérola de forma bastante visual.

OUTROS DESTAQUES

A bateria apresentou duas bossas com clara inspiração nordestina, remetendo ao xote, o que cria uma atmosfera coerente com o enredo. A retomada após as bossas foi sempre bem marcada pelo repique e remete às batucadas antigas. O andamento foi tranquilo e sem correria, mesmo com os momentos de explosão do samba.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

À frente da bateria, a madrinha Ana Paula Santos apareceu caracterizada como cangaceira, riscando uma faca no chão, como manda o samba. Já a rainha Joyce veio como onça, representando a braveza de Maria Bonita.

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O Pérola Negra deixou no Anhembi a impressão de um desfile coeso e com identidade. Assim como Maria Bonita, a Joia Rara mostrou que chega ao Acesso 1 com coragem.

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Viva o protagonista da sociedade! Fácil leitura da comissão de frente se destaca no segundo ensaio técnico da Tucuruvi

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Por Gustavo Lima, Ana Carla Dias, Letícia Sansão e Will Ferreira

Sem chuva, a Tucuruvi realizou seu segundo ensaio técnico no Anhembi neste domingo. Animado por um forte discurso do vice-presidente Rodrigo Delduque, o treino foi marcado positivamente pelo ótimo desempenho da comissão de frente, que mostrou com extrema facilidade o significado do enredo “Anti-herói Brasil”, a mistura do sofrimento com a diversão dos povos das ruas e a malandragem. Ponto bastante positivo para o ensaio. Vale destacar também a atuação do intérprete Hudson Luiz e de sua ala musical. A escola tem como enredo “Anti-herói Brasil”, desenvolvido pelo carnavalesco Nicolas Gonçalves.

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COMISSÃO DE FRENTE

Liderada por Renan Banov, a ala retratou fielmente o que é ser um anti-herói. O significado está em ser um protagonista sem os estereótipos tradicionais de herói, tão presentes em nosso cotidiano. De acordo com a Tucuruvi, o grande protagonista da sociedade é o trabalhador e aqueles que fazem o “corre” do dia a dia.

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Isso foi muito bem representado na comissão de frente. No início da encenação, havia uma mulher que aparentemente representava o sofrimento, com gestos que reforçavam essa ideia. Atrás dela, outros bailarinos, vestidos com óculos escuros e cabelos no estilo black, contribuíam para a narrativa e também dançavam. Estes representavam o protagonista que curte a vida, a malandragem e o povo das ruas, como diz a letra do samba.

Destaque para a bela pintura corporal, com brilhos e predominância da cor marrom, criando um belo contraste na avenida. Além disso, a comissão de frente cumpriu os itens obrigatórios de saudar o público e apresentar a escola.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Enfrentando um forte vento, Luan Caliel e Beatriz Teixeira imprimaram um ritmo intenso de dança na pista, principalmente nos giros horários e anti-horários, e soube lidar com a força da natureza. Foi possível perceber uma evolução maior do casal neste ensaio no Anhembi, já que, no anterior, a escola enfrentou chuva, algo que sempre dificulta a atuação do casal.

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Destaca-se o empenho da dupla na execução dos movimentos obrigatórios. Nitidamente, priorizaram a técnica em detrimento de uma coreografia mais elaborada dentro do samba. Vale ressaltar também o entrosamento, já que caminham para o terceiro desfile juntos, além da elegância e do sorriso constantes. O casal da Tucuruvi pode ser considerado uma verdadeira bola de segurança para a escola.

“Sou uma pessoa que não gosta de falar que é uma competição, porque venho para cá com a minha família para me divertir. É o meu momento de escape, estar com a comunidade que me acolheu bastante. Então, a gente virou uma família mesmo e acaba que não ligo muito para a competição. Aqui está todo mundo unido, sempre buscando o melhor, se apoiando ao longo desses anos, e isso já é um mérito”, disse a porta-bandeira.

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“É um ano muito difícil. A Tucuruvi caiu de novo injustamente, e eu posso falar isso com propriedade, porque entrei na escola quando ainda estava no Acesso. Logo depois, em outubro, veio a subida. A escola subiu com o enredo de Chico Anysio, e a história parece se repetir. A Tucuruvi vem muito bem há alguns anos, com enredos fora do sério e, injustamente, caiu novamente. Todo mundo sente esse gosto amargo. A escola vem com tudo, e eu e a Bia estamos trabalhando há muito tempo. É um ano difícil até para nós. No Especial, conseguimos fazer uma coreografia mais intensa, com mais tempo. No Acesso, precisamos reduzir um pouco, porque o tempo é menor. Qualquer erro custa caro, e isso é difícil de lidar. Mesmo assim, vamos entrar de cabeça erguida para buscar esse título novamente para a Cantareira”, completou o mestre-sala.

HARMONIA

É nítido que todos os componentes da escola sabem cantar o samba de ponta a ponta, porém houve falta de vigor e volume no canto na maioria das alas. Faltou imprimir a garra apresentada nos desfiles de “Ifá” e “Assojaba”.

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Toda a escola desfilou com a mesma camisa do enredo, que trazia, na parte de trás, o seu significado. Mesmo com a análise geral do canto, uma ala destoou positivamente das demais. A que trazia a frase “Um povo com voz é um perigo” se sobressaiu pelo canto forte. Ainda assim, vale ressaltar que o quesito Harmonia depende da sinergia entre canto, carro de som e bateria. Por isso, o volume é fundamental para a audição dos jurados.

EVOLUÇÃO

A primeira ala após a comissão de frente é coreografada e, em diversos momentos, os componentes evoluíam normalmente e, ao tentar entrelaçar as fileiras, abriam-se muitos espaços. Também foi possível observar integrantes perdidos, que não acompanhavam suas fileiras e acabavam ficando para trás. Em determinado momento dessa mesma coreografia, toda a última fileira permaneceu atrás enquanto as demais avançavam.

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Em um outro momento específico, as fileiras da ala das baianas também se separou, mas o ajuste foi feito rapidamente. Ainda assim, a Tucuruvi deve ficar atenta a esse tipo de situação, que aparenta ser simples de corrigir, mas que agora só poderá ser trabalhada em ensaios na quadra.

No entanto, é importante esclarecer que, no caso da primeira ala, o diretor de harmonia Ricardo Fervorini entrou em contato com o CARNAVALESCO e informou que se trata de uma ala de ação justificada. Dessa forma, quaisquer incidentes ocorridos não são passíveis de dedução de pontos. A ala das baianas também não é julgada e, conforme o regulamento, qualquer espaçamento entre os componentes, independentemente da distância em relação às grades, não pode gerar penalização por parte do jurado.

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Assim, apesar de ter havido falhas na execução, a escola se manifestou oficialmente, e não há impacto na avaliação do quesito.

SAMBA-ENREDO

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Na voz de Hudson Luiz, a obra cresceu de maneira impressionante. O intérprete tem um estilo que puxa o samba para si, sem transferir totalmente a condução para a comunidade ou para o público. Seu timbre se sobressai, e ele utiliza isso como trunfo para obter êxito em perfeita sintonia com a “Bateria do Zaca”. Os apoios femininos também combinam muito bem com o tom de voz do cantor.

OUTROS DESTAQUES

A “Bateria do Zaca”, comandada por mestre Serginho, destacou-se ao marcar bem o samba durante o ensaio e executar as bossas nos momentos corretos.

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“Depois do ensaio de bateria que fizemos na quinta-feira, voltamos para casa mais quietinhos e ajustamos o que precisava ser ajustado. Acertamos alguns detalhes que haviam passado despercebidos, e o resultado é isso que você está vendo. A galera curtiu, estamos trabalhando forte e sério. Agora é manter o trabalho em banho-maria e recuperar as peças. Estou muito satisfeito”, avaliou Serginho.

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Conjunto musical é destaque no primeiro ensaio técnico da Acadêmicos do Tatuapé

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

A Acadêmicos do Tatuapé realizou o seu primeiro ensaio técnico visando à preparação para o Carnaval 2026. Um forte temporal atingiu a cidade de São Paulo, sobretudo a Zona Norte, mas a chuva deu uma trégua para a escola, que conseguiu desfilar com a pista seca. Os destaques do treino ficaram por conta da comissão de frente, que apresentou diferentes ingredientes, do canto da comunidade e do rendimento do carro de som.

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O quesito Harmonia, como é de praxe na escola, se fez presente novamente e se manteve de forma linear, fator importante para o julgamento. A comissão de frente, coreografada por Leonardo Helmer, realizou diferentes movimentos e explicou de forma emocionante o enredo, a ideia do “Broto primordial” e o sucesso da colheita. Outro destaque foi a ala musical, com Celsinho Mody, que teve excelente desempenho no Anhembi, cuidando do timbre e mantendo-se animado o tempo todo para colocar o gás necessário nos componentes.

COMISSÃO DE FRENTE

A comissão de frente, coreografada por Leonardo Helmer, ensaiou representando o “Broto primordial”. Interpreta-se que tudo o que brota reluz e significa um novo começo. Com isso, os bailarinos foram à pista com vestimentas predominantemente brancas e cumpriram os requisitos principais, como a saudação ao público e a apresentação da escola.

Dentro da encenação, havia uma mulher posicionada à frente de todos os dançarinos, como se estivesse guiando o grupo. Essa personagem era o centro da apresentação, enquanto os demais componentes formavam uma roda ao seu redor, criando uma cena de forte apelo teatral.

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No tripé, os componentes pegavam folhas e as sacudiam. Interpreta-se como a colheita sendo realizada, a terra rendendo bons frutos. É válido destacar que a comissão de frente da Tatuapé mudou bastante em relação aos últimos anos. Antes, era conhecida por apenas cumprir os requisitos básicos do regulamento, mas agora a escola arrisca mais e aposta fortemente nas encenações para explicar melhor o enredo.

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

O casal Diego e Jussara mostrou resiliência neste ensaio. A bandeira saiu do mastro em frente à segunda cabine e, sendo assim, não houve apresentação voltada a ela. Foi a primeira falha em muitos anos, considerando ensaios e desfiles.

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A resiliência citada se deu pelo fato de a dupla ter demonstrado o entrosamento necessário conforme o manual do julgador. O emocional foi rapidamente recuperado e o casal conseguiu realizar um ensaio no padrão “Casal Foguinho”. Executaram todos os movimentos exigidos, principalmente os giros no sentido horário e anti-horário, com bastante intensidade, algo que sempre foi muito bem feito pela porta-bandeira desde que assumiu o pavilhão da agremiação.

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“Hoje foi o nosso primeiro ensaio técnico aqui com a escola completa, bateria e tudo mais. A gente conseguiu contar tudo o que estamos planejando apresentar para os jurados, a apresentação de pista e tudo mais. Inclusive, tivemos imprevistos. Tudo pode acontecer. Tem o tempo, que nos dá sol e vento, tem chuva. Tudo isso faz parte do nosso trabalho, mas, graças a Deus, hoje conseguimos apresentar tudo o que vínhamos planejando desde abril de 2025”, contou a porta-bandeira.

“Hoje tivemos um pequeno problema com o pavilhão, com a costura, mas dentro da pista mesmo resolvemos e continuamos a nossa trajetória, colocando em prática o que já tínhamos ensaiado. Os imprevistos estão aí para acontecer e, se acontecerem, não podemos perder o controle da situação. Vamos corrigindo”, completou o mestre-sala.

HARMONIA

É chover no molhado elogiar a força do canto da Tatuapé. O samba-enredo, que foi resultado de uma junção, desde o dia de sua apresentação foi completamente abraçado pela comunidade, como costuma acontecer todos os anos.

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A forte harmonia se destaca especialmente nos últimos versos do samba: “Que a esperança está no amanhã, e assim será, viver é partilhar e nada em troca esperar”. É um samba fácil de assimilar, e seus refrões comprovam isso. Vale ressaltar que o ótimo canto reflete diretamente no julgamento, visto que a escola manteve a constância, e a harmonia é avaliada do início ao fim do desfile. De fato, é um quesito que costuma causar poucos problemas para a escola.

EVOLUÇÃO

Um ponto de atenção para a escola: houve uma situação em que o casal de mestre-sala e porta-bandeira abriu 13 grades para a marcação do abre-alas, sendo que o regulamento permite, no máximo, 12. Fica o registro de que é até estranho notar esse tipo de erro na evolução da escola, já que a Tatuapé é referência na montagem de desfile. Sempre apresenta evoluções de alto nível no Anhembi, mas teve esse percalço logo em frente à cabine de jurados do Setor H. A escola ensaia no próximo fim de semana e terá a chance de corrigir.

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No mais, o quesito foi muito bem executado. Os componentes preencheram corretamente as fileiras e dançaram no padrão Tatuapé. Vale destacar que os desfilantes não têm a característica de dançar de um lado para o outro no mesmo lugar, mas também não caminham em linha totalmente reta. A expressão corporal é forte e dialoga diretamente com o samba-enredo.

SAMBA-ENREDO

Excelente atuação do intérprete Celsinho Mody e de sua ala musical. O cantor mostra que, mesmo com o passar do tempo, ainda desponta como um dos melhores do carnaval paulistano e segue em alto nível há muitos anos.

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Interagiu com o público usando frases como “agora é com vocês” e fez o mesmo com a comunidade. Durante o desfile, elogiava os componentes com expressões como “que escola linda!”. Um verdadeiro capitão, que chamou o samba para si e, pelo que se viu no ensaio, tende a ser um destaque ainda maior do que no ano passado. Isso faz total diferença para dar mais gás aos componentes. A ala musical também é formada por grandes nomes, com cordas dignas de elogios.

OUTROS DESTAQUES

A bateria “Qualidade Especial”, de mestre Cassiano Andrade, imprimiu um ritmo forte e acelerado. O estilo de Cassiano casou perfeitamente com a potência vocal e a melodia dos sambas da Tatuapé na voz de Celsinho Mody. As bossas foram bem executadas, com destaque para o apagão nos versos finais.

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“O ensaio foi muito bom. Agora vou me reunir com os diretores, porque há coisas que eu não consigo ter dimensão à frente da bateria. No fim, eles vão me passar tudo o que aconteceu. Vamos acertar para o próximo e, se Deus quiser, fazer um belo desfile. Acho que foi bem positivo pela alegria do pessoal. Vamos atrás dos detalhes que faltam e entregar um grande trabalho. É uma escola muito forte, que realmente trabalha bastante. Posso falar pela minha vivência dentro da escola: é uma comunidade que vai para a pista pensando em ganhar”, avaliou o mestre.

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Sob chuva, Acadêmicos de Niterói encerra ensaios de rua com canto forte e brilho do casal Emanuel e Thainara

Por Matheus Morais e Rhyan de Meira

A Acadêmicos de Niterói realizou no último domingo seu último ensaio de rua pela Amaral Peixoto, logradouro localizado no centro da cidade que nomeia a agremiação. Cantando apaixonadamente debaixo de chuva, a Azul e Branco da Cidade Sorriso mostrou muita animação e disposição no início da noite deste domingo, com o canto dos componentes sendo um dos pontos altos do ensaio, assim como a apresentação do casal Emanuel e Thainara, que veio à frente da escola. A “Cadência de Niterói” também teve uma grande apresentação neste último treino na Amaral. No domingo de carnaval, a agremiação abrirá os desfiles do Grupo Especial, onde estreia, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em homenagem ao presidente Lula e sua trajetória de vida e política, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

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Fotos: Matheus Morais e Rhyan de Meira/CARNAVALESCO

Com um desempenho muito bom sob a chuva que caía em Niterói, Emanuel Lima e Thainara Mathias abriram com muita elegância o último ensaio de rua da Niterói. O casal apresentou um bailado muito coeso e entrosado, com bastante vigor e uma coreografia mais tradicional, demonstrando muita sintonia entre eles, com Emanuel riscando bem o chão da Amaral Peixoto, com movimentos ágeis e tradicionais na dança e no cortejo à sua dupla, enquanto Thainara mostrou muita segurança nos giros e nas coreografias feitas pela dupla ao longo da apresentação, como no entremeio do samba entre “Vi a esperança crescer” e “No Brasil de Rubens Paiva”.

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SAMBA E HARMONIA

Com os componentes estando com o samba na ponta da língua, a escola niteroiense passou cantando muito firme na Amaral Peixoto, onde não se via nenhum componente sem cantar a obra de 2026. Em especial, para além dos refrões e do entremeio, alguns versos da segunda metade, como “Tem filho de pobre virando doutor / Comida na mesa do trabalhador / A fome tem pressa / Betinho dizia”, eram cantados com muita emoção por alguns, inclusive. Emerson Dias teve um grande desempenho neste último ensaio, conduzindo bem o hino da escola com muita força e mantendo o samba para cima mesmo com a chuva do início, sendo bem auxiliado pela ala musical da escola.

Ao CARNAVALESCO, o intérprete Emerson Dias comentou sobre essa temporada na rua para a Niterói e suas expectativas para a Sapucaí.

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“O balanço aqui na Amaral Peixoto foi sempre positivo desde o primeiro ensaio que a gente teve. A resposta da comunidade, do povo, foi muito forte. A Niterói foi muito abraçada por causa do samba, do enredo, da popularidade, do trabalho de harmonia, de ritmo no geral, do canto, dos carros de som e da bateria. A gente está chegando a um denominador comum muito agradável de andamento e de como o samba tem que ser executado. Acho que isso veio corroborar com o sucesso que a gente está tendo com esse samba a nível Brasil. Hoje, a Sapucaí é um termômetro pra gente. Se a gente conseguir, na hora da largada, botar o astral lá em cima e jogar a energia que a gente acredita que vai acontecer, vai ser um desfile de canto e de samba como há muito tempo não se vê na Sapucaí, devido à popularidade e ao alcance que o samba teve. Essa é a nossa expectativa, é isso que a gente está trabalhando. É o grande trunfo da Niterói neste Carnaval”, avaliou.

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EVOLUÇÃO

A Niterói passou com muito vigor em meio à chuva, com seus componentes bem soltos ao longo do treino realizado neste domingo. A escola evoluiu com bastante alegria, animação e fluidez, sem longas paradas, permitindo aos componentes essa leveza para evoluir ao longo do percurso. As alas coreografadas se destacaram ao longo do ensaio, em especial a que veio atrás da bateria, com uma coreografia inspirada na repressão da ditadura militar e na resistência a ela.

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O presidente Wallace Palhares também falou ao CARNAVALESCO sobre este último ensaio e o que espera do início dos ensaios técnicos da Sapucaí na próxima semana.

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“É um balanço bem positivo. A Niterói cantou desde o primeiro ensaio. Foi um samba, e não só um samba, mas um enredo também, que furou a bolha. Isso foi muito satisfatório. A cada ensaio houve uma progressão, e isso foi muito positivo. A minha expectativa é a melhor possível. Tudo o que eu estou vendo — do barracão, da galera que está ensaiando, da equipe dos carros — me faz esperar um ensaio técnico histórico pra gente. Não só pra gente, mas pro povo do carnaval. A gente está se preparando muito, não só para o ensaio técnico, mas também para o dia do desfile de fato. O samba já está sendo bem recebido, já saiu da bolha. A Niterói teve essa sorte, foi abençoada com um grande samba. Os compositores mandaram bem demais, e o carro de som também alcançou todas as expectativas”, disse.

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OUTROS DESTAQUES

A “Cadência de Niterói” teve um grande desempenho nesta última passagem pela Amaral Peixoto em preparação para o desfile na Sapucaí. Mestre Branco Ribeiro regeu muito bem os ritmistas, executando com precisão as bossas e garantindo um bom andamento. A rainha Vanessa Rangeli esteve presente à frente da bateria. A comissão de frente não esteve presente neste último ensaio de rua da escola.

Força locomotiva! Grande Rio vive noite de comunhão com a comunidade e alto nível de quesitos no ensaio de rua

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Por Maria Estela Costa e Júnior Azevedo

O grande dia está se aproximando, e a Grande Rio encerrou, neste domingo, a temporada de ensaios de rua. O último ensaio foi realizado na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, em Duque de Caxias, e foi marcado pela potência do canto da comunidade, pela sintonia entre a escola e os apaixonados por ela, pela performance da ala musical e pela presença da rainha de bateria, Virginia. Para 2026, a escola aposta no enredo “A Nação do Mangue”, criado pelo carnavalesco Antônio Gonzaga, que homenageia o movimento cultural Manguebeat, misturando ritmos musicais e interligando a cultura dos manguezais, vistos em Pernambuco, com as periferias da Baixada Fluminense. A escola mostrou que está pronta para os ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí, que acontecerão nos dias 1º e 8 de fevereiro.

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“No ensaio de hoje, deu para perceber o abraço da comunidade com a escola, uma coisa louca, uma coisa só. Graças a Deus, a escola está pronta para a Sapucaí. Hoje, como tradicionalmente no nosso último ou penúltimo ensaio, a comunidade abraça, e isso nos deixa com muito mais força para o carnaval. A gente já está ensaiando desde novembro e, na quadra, desde setembro. Então, realmente, estamos muito confiantes do que vai acontecer na avenida”, diz Thiago Monteiro, diretor de carnaval.

COMISSÃO DE FRENTE

Dando início ao ensaio, a comissão de frente, ensaiada pelos coreógrafos Hélio e Beth Bejani, chegou com as mãos para cima, indicando que eram um grupo em manifestação, em sincronia com o trecho da canção que diz “a revolução já começou”. Eles também realizaram movimentos simulando caranguejos, primeiro com as mãos e os passos, e depois dando pequenos pulos de um lado para o outro em círculos. A coreografia transmite a ideia de coletividade, deixando claro o local de pertencimento e a relevância dessa cultura. Nos momentos finais da apresentação, uma dançarina é erguida enquanto canta o refrão com força. Os dançarinos optaram por figurinos confortáveis e de fácil combinação: camisas que os identificam como integrantes da comissão de frente e shorts pretos.

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MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Mais uma vez, Daniel Werneck e Taciana Couto deram um show e reafirmaram a boa relação entre eles. Um dos destaques do casal é a capacidade de se comunicar pelo olhar; por isso, não se perdem de vista durante a apresentação. Daniel dança com um leque como adereço, o que confere charme e elegância aos movimentos, enquanto Taciana mantém o compromisso de deixar o pavilhão sempre erguido e em movimento, conectando seus passos aos do mestre-sala.

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Fotos: Maria Estela Costa e Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

Na coreografia, o casal consegue unir as raízes do quesito ao enredo, sem destoar da proposta central, que envolve os giros da porta-bandeira e a contemplação do mestre-sala. Essa conexão é perceptível no trecho “Casa de gueto, casa de gueto”, quando eles realizam movimentos de abre e fecha com as mãos, trocam de posição e executam um breve giro antes de prosseguir com a apresentação. No figurino, Taciana escolheu um vestido vermelho, com decote entre os seios, e botas da mesma cor. Daniel optou por camisa social sem mangas e calça social douradas, além de sapato branco.

HARMONIA

A energia deste último ensaio era de Sapucaí, com todas as alas cantando o samba com potência e sem confundir os versos, estimulando o público a cantar junto. Sem dúvidas, a ala musical e a bateria se conectam naturalmente, funcionando como complemento uma da outra, sem sobreposição, reflexo de uma boa relação, crucial para o rendimento do samba.

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Na noite, o intérprete Evandro Malandro se jogou na folia: subiu na simulação de carro de som feita pelos foliões e, em seguida, foi para a calçada cantar e pular com eles, fazendo o público vibrar e aumentando ainda mais a energia do ensaio. Além disso, foram realizadas paradinhas nos refrãos para que a comunidade cantasse sozinha, algo essencial para o desfile, considerando a ampliação do sistema de som da Sapucaí, que pode impactar a avaliação do quesito.

“Estou muito feliz com todo o desempenho do samba desde o início, desde a disputa. Assim que o samba venceu, houve uma aclamação geral da comunidade, embora houvesse outras obras muito boas. Esse samba vem na linha melódica que eu gosto de trabalhar e com a cadência que o Fafá também domina muito bem. Como diz nosso professor de canto, fomos acertando os ponteiros até chegar ao último ensaio. Se Deus quiser, vamos explodir na Sapucaí nos dias 1º e 8”, afirma Evandro Malandro.

EVOLUÇÃO

As alas estavam felizes, cantando e ensaiando com leveza e espontaneidade, mas sempre atentas às orientações dos diretores de ala, que exigiam concentração nas fileiras e nos momentos de progressão, ponto importante para o desempenho da escola. Apesar disso, a agremiação enfrentou algumas dificuldades devido à performance da rainha de bateria. Por ser um ensaio de rua, o acesso dos fãs a ela é maior, e Virginia fez questão de cumprimentar e interagir com a comunidade, o que é positivo e aproxima ainda mais o público da escola. No entanto, isso gerou alguns espaçamentos na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, controlados com a coordenação do diretor de carnaval, Thiago Monteiro. Essa situação tende a ser diferente na Sapucaí, onde há maior controle da progressão e do acesso à rainha.

A maioria das alas utilizava adereços, como pompons com as cores da agremiação, cabos de vassoura simulando lanças e guarda-chuvas de frevo, em referência à cultura pernambucana. A ala das baianas apresentou figurino mais elaborado, com estampa de círculos nas cores verde, laranja, branco e vermelho, combinada com tecido liso laranja. A ala dos passistas seguiu a mesma proposta de figurino elaborado: as mulheres vestiam body verde com decote, pedrarias da mesma cor e franjas verdes na parte inferior, responsáveis por dar mais movimento às roupas.

SAMBA

A comunidade adotou o samba, e os espectadores cantavam a plenos pulmões mesmo antes da escola passar. O samba da Grande Rio vem crescendo cada vez mais: melodia e refrãos ficam facilmente na memória, com letra potente que transmite bem o objetivo do enredo, celebrando o Manguebeat e conectando-o à Baixada Fluminense. O trabalho da bateria, comandada pelo mestre Fafá, e da ala musical, começando de forma mais cadenciada e aumentando gradualmente a potência, com batidas conectadas e paradinhas pensadas para integrar a comunidade, faz com que o samba seja muito bem recebido pelo público.

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“A expectativa é boa. Ter dois ensaios ajuda muito, porque podemos corrigir o que não funcionou no primeiro. Não à toa, a Grande Rio optou por fazer outro ensaio de rua em local diferente. Nosso samba está na boca da comunidade e tem crescido muito. A gravação do CD é uma coisa, ao vivo é outra: a escola está pulsando. Agora é silêncio e trabalho, com humildade e sabedoria, entregando tudo nas mãos de Deus”, contou mestre Fafá.

OUTROS DESTAQUES

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A rainha de bateria, Virgínia Fonseca, esteve presente com fantasia trabalhada em pedrarias vermelhas e salto dourado. Sua presença gerou grande emoção no público, retribuída com interação e carinho. As musas Alane Dias, Karen Lopes, Thainá Oliveira e Jaquelline também marcaram presença, demonstrando admiração pela agremiação e pela comunidade, entregando carisma na interação com o público. Thiago Monteiro e Evandro Malandro comentaram sobre as expectativas para os ensaios técnicos.

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“Ensaio é para testar. Ninguém ganha nem perde carnaval em ensaio. Se for para errar, que erre agora, para corrigir a tempo. O importante é chegar no dia do desfile sem erro”, destacou Thiago Monteiro.

“Estou muito esperançoso e ansioso. O pré-carnaval me deixa mais nervoso do que o dia do desfile, que é só alegria. Tenho certeza de que teremos uma grande aceitação nos ensaios técnicos e, se Deus quiser, vamos deslanchar no desfile”, concluiu Evandro Malandro.

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