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Série Barracões: Viradouro aposta em enredo inédito e forte em trabalho solo de Tarcísio

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Campeã pela última vez do carnaval em 2020, e desde 2019, quando voltou à elite do carnaval carioca, marcando presença no Top 3 do Grupo Especial, a Viradouro quer manter o alto rendimento dos últimos anos, e quem sabe levantar mais uma taça, apostando no inédito enredo sobre a santa brasileira Rosa Maria Egipcíaca. Baseado na obra “Rosa Maria Egipcíaca de Vera Cruz – uma santa africana no Brasil”, de Luiz Mott, o enredo se debruça sobre a história de Rosa Maria Egipcíaca, primeira mulher negra a escrever um livro no Brasil, também criadora do sagrado coração que hoje é adorado no mundo inteiro, entre outras grandes realizações.

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Fotos: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

Sua conexão com o cristianismo preto do Brasil é um aspecto que será bastante abordado no desfile da Vermelha e Branca de Niterói. O tema aliás é bem conhecido do carnavalesco Tarcísio Zanon, que contou a história do Cristo Negro na Estácio de Sá campeã do Grupo de Acesso em 2019. A diferença é que aquele enredo era focado no cristianismo preto do Panamá. Neste enredo, o carnavalesco, agora de volta a um trabalho solo na Sapucaí, terá a oportunidade de desenvolver a temática focando nas particularidades que a religião tem no nosso país. Ao site CARNAVALESCO, Tarcísio conta como surgiu a ideia de levar para a Sapucaí essa história riquíssima que é inédita no carnaval e que infelizmente ainda é desconhecida do grande público.

“Eu tenho esse enredo guardado a sete chaves há três anos. Eu gosto muito de pesquisar em sebos, e ler títulos de livros. Eu li o título do livro do Mott que foi lançado há trinta anos ‘Rosa Maria Egipcíaca de Vera Cruz – uma santa africana no Brasil’. Quando eu li o ‘santa africana no Brasil’, eu me interessei pelo livro e comprei, li a história. Eu não imaginava que fosse uma história tão maravilhosa e profunda. E até me admirei de ser uma personagem tão importante para a história do Brasil, e que ainda não foi contada, o grande público não conhece. A primeira mulher negra a escrever um livro no Brasil, primeira mulher a ser mais documentada na diáspora entre a África e o Brasil. É uma personagem riquíssima. Eu guardei e com a renovação na Viradouro, entendendo que a escola gosta de trazer enredos inéditos, femininos, místicos, eu achei que a Rosa tinha tudo a ver. Eu trouxe como uma segunda proposta, mas todos se encantaram com a história da Rosa e definimos como o enredo da Viradouro”, revela o carnavalesco.

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Rosa veio ao Brasil ainda menina e foi feita escrava e meretriz. Depois, já liberta conseguiu fazer grandes realizações por meninas que passaram por destino similar a ela. Neste meio tempo aprendeu a ler, escreveu um livro que foi publicado, o primeiro de uma mulher negra. Com uma história tão profunda e cheia de desdobramentos, o carnavalesco Tarcísio Zanon esclarece como fez o recorte para que a narrativa pudesse caber em um desfile.

“Quando você pega uma história muito densa, você precisa recortar ela e escolher qual é o fio condutor que você vai dar para essa narrativa. A Rosa tem uma parte da história dela que é muito triste, que é muito pesada e que não cabe hoje você colocar histórias tão pesadas e momentos tão pesados na Avenida. Carnaval é felicidade, é alegria, é um momento de extravasar tudo. Não estamos romantizando a história. A gente está usando uma face da Rosa que é a mais importante talvez dessa mulher que lutou, que conquistou e chegou onde ela chegou, a ponto dos senhores que a compraram se ajoelharem aos pés dela pedindo clemência. A gente entendeu essas frestas sociais que a Rosa, com toda a sagacidade, inteligência, conseguiu enfrentar e chegar no ápice para a época dela e nas condições que ela tinha. Era quase que inimaginável para aquele período uma mulher se alfabetizar. Quanto mais uma mulher negra. E deixaram o registro de um livro”.

Registros físicos da história de Rosa ajudaram no desenvolvimento do enredo

Após a sua iniciação no catolicismo e a participação em sessões de exorcismo, Rosa deixou claro que tinha dons especiais. Esse contato com o mundo espiritual, com o paranormal, será bastante retratado no desfile da Viradouro. A relação de Rosa com o catolicismo preto no Brasil, como santa que ajudou a desenvolver e difundir a religião entre o povo preto, é uma das faces da protagonista que mais encanta o carnavalesco Tarcísio Zanon.

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“Os delírios da Rosa são muito ‘carnavalizáveis’, são muito ilustrativos. É claro que ela tinha dons paranormais, inclusive ela dá o nome ao espírito que ela recebia. Duas coisas me deixaram muito intrigado durante o processo de pesquisa. O fato da Rosa conseguir ter liberdade e introduzir a cultura dela, a religiosidade originária do Acotundá, de transes, dentro da liturgia do catolicismo. Aí você começa a entender como que o catolicismo, o cristianismo preto se desenvolveu no Brasil. Hoje o Brasil é o país com maior número de cristãos no mundo, e a maioria negros. Por isso , talvez o catolicismo e o cristianismo como um todo tenha se desenvolvido de uma forma muito particular no Brasil. Aqui a gente adora os santos de uma maneira muito próxima. A gente coloca santo de cabeça para baixo, conversa, isso é muito do panteão africano, de entender a questão dos orixás, que são seres sobrenaturais, mas seres que são errantes também. Isso fez o cristianismo se desenvolver diferente. Eu adoro esses desdobramentos que nunca foram falados no carnaval”, relata o artista.

Ainda se fundamentando na pesquisa de Luiz Mott, o escritor descobriu que havia registros da vida de Rosa na Torre de Tombo em Lisboa, onde fica o arquivo nacional de Portugal, além de registros aqui no Rio de Janeiro. Nesta documentação tem os relatos do depoimento da santa na inquisição quando foi acusada de bruxaria.

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“Foi bacana poder encontrar no Rio de Janeiro um registro físico que a Rosa realmente existiu. No cruzamento de pesquisas, o Luiz Mott, quando pesquisou a vida da Rosa, descobriu todos os registros na Torre de Tombo, inclusive estes registros estão lá, documentados para quem quiser ver. Nos relatos dela na inquisição, ela disse que teve uma grande visão dos sagrados corações e que teria uma capela dentro do Convento de Santo Antônio no Largo da Carioca. E essa capela estaria dentro do claustro dos franciscanos. Essa capela existe e o Frei Roger no cruzamento de informações relatou isso para o Mott. A gente tem o registro físico de uma mulher do século XVIII, aqui no Rio de Janeiro, que de fato existiu e que teve essa visão que hoje é adorada no mundo inteiro. O sagrado coração foi uma visão da Rosa. Hoje é artigo de moda, uma série de artigos de arte no mundo todo”, comemora o carnavalesco Tarcísio Zanon.

Organização da Viradouro 

Na Viradouro desde 2020 e já campeão em seu primeiro ano no Grupo Especial, Tarcísio teve nesse e no carnaval de 2022 a parceira do profissional artístico e companheiro de vida, Marcus Ferreira, que este ano irá desenvolver o desfile da Mocidade. O trabalho solo não é novidade para Tarcísio, pois em 2019, desta mesma forma, foi campeão do Grupo de Acesso pela Estácio de Sá. Mas, agora a responsabilidade subiu um pouco de patamar. Pois, Tarcísio teve a confiança da diretoria para estar à frente do carnaval de 2023 da Viradouro. O profissional contou ao site CARNAVALESCO o que entende como vantagens e desvantagens ao desenvolver um projeto sozinho.

“Dividir, fazer parcerias é você negociar, apesar da nossa parceria, eu e o Marcus( Ferreira), que é meu companheiro de vida, nós tivemos sucesso e uma sinergia muito boa, mas é sempre uma negociação. Por um lado, é melhor e por outro é pior. O melhor é que você tem sempre um apoio para decidir algo. E o outro lado, é que você tem que estar sempre negociando para chegar em um ponto. Voar solo na Viradouro, uma escola que eu já estou indo para o quarto ano, se for contar com a pandemia, é muito bom porque eu já conheço a equipe, é uma escola extremamente organizada, estruturada, tudo isso me traz muita confiança nas decisões e nesse vôo solo no Especial”, acredita o carnavalesco.

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E essa confiança citada por Tarcísio vem muito do apoio que a direção de carnaval dá ao artista. Alex Fab e Dudu Falcão participam bastante do dia-a-dia do barracão da Viradouro. A dupla está na escola desde 2018 quando a Vermelha e Branca ainda desfilava pelo Grupo de Acesso. Voltaram com a agremiação ao Grupo Especial naquele mesmo ano, foram vice-campeões em 2019, e em 2020, já com Tarcísio, foram campeões do Grupo Especial, acabando com um jejum de mais de 20 anos. O carnavalesco Tarcísio Zanon conta que existe muito diálogo no processo de produção do desfile.

“É muita troca o tempo todo e negociando também. É claro que o Alex e o Dudu têm uma visão muito ampla do carnaval que são conhecimentos que eu não tenho, assim como eu tenho conhecimento de arte que eles não têm. A gente está o tempo todo conversando, dialogando, para chegar no melhor. No embrionário do projeto, a gente já teve a conversa com eles para que os dois possam pontuar algumas coisas, de acessório de mão, de volume de fantasia, de ergonometria, para que o componente possa desenvolver melhor. O Alex e o Dudu gostam de vestir as fantasias para entender tudo isso. É uma contribuição muito grande porque não basta plasticamente a escola estar bem se a escola não evolui. O trabalho do diretor de carnaval é também fazer essa engrenagem funcionar. É um apoio e uma direção maravilhosa sempre”, conclui o profissional.

Outro que participou bastante do processo criativo para o carnaval da Viradouro em 2023 foi o pesquisador Gustavo Melo, responsável pelo desenvolvimento do texto da sinopse do enredo.

“Quando eu chamei o Gustavo porque houve uma oportunidade para isso, eu falei pra ele que ele tinha uma missão. O Gustavo ficou me olhando, eu contei o enredo, aí foi muito legal. O Gustavo é uma pessoa extremamente inteligente, extremamente fácil de se lidar. A gente tem uma sinergia muito boa e em todo o tempo a gente sempre trocou com muito respeito e está sendo maravilhoso. É um parceiro, um amigo, uma pessoa que agregou muito a equipe”, revela o carnavalesco Tarcísio Zanon.

Dinheiro não é o segredo da Viradouro, acredita Tarcisio

Com uma estrutura de barracão bastante desenvolvida, e com uma administração que tem injetado muito dinheiro na escola nos últimos anos, a Viradouro ainda conta com apoio financeiro da Prefeitura de Niterói que não tem medido esforços para fortalecer o carnaval das escolas do município. Para a Viradouro, que está no Grupo Especial, o aporte foi de R$ 4 milhões de reais. Para muita gente o dinheiro tem facilitado o bom rendimento da Vermelha e Branca de Niterói nos carnavais recentes, mas o carnavalesco Tarcísio Zanon procura ver as coisas de outra forma.

“Existem os dois lados da moeda. As pessoas gostam de falar que é uma escola rica, mas é uma escola rica de trabalho. Todo mundo aqui trabalha muito e muito. Desde a presidência até todos os funcionários do barracão. Todos nós nos cobramos o tempo todo. É uma escola que hoje é considerada um padrão empresarial, é considerada uma referência para as outras escolas, mas pela organização e trabalho. Não basta você ter o recurso se você não sabe investir esse recurso. Montar esse time foi um trabalho muito sério feito pela nossa presidência, pela nossa direção e muito louvável”, aponta o artista.

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Tarcísio também entende que o estigma de escola rica colocado na Viradouro muitas vezes gera uma expectativa e uma cobrança pouco saudável.

“Existe uma pressão de público, de resultado que é muito grande e, às vezes, até desonesta, pelo fato de a escola estar nesta crescente. Eu acho que era para ser louvável e não depreciada por muitos torcedores, não da Viradouro, e até sambistas, que por conta da competição, deturpam as coisas. Acho que isso precisa ser revisto e a Viradouro precisa ser olhada como um parâmetro, uma referência, e que todas as escola possam se enquadrar em um padrão, não diminuindo as outras escolas de forma alguma, falando de gestão. Que todas as gestões possam chegar em um padrão Viradouro que hoje como profissional desta escola, louvo. E como sambista também louvo. E se estivesse fora daqui também louvaria”.

Para o sucesso desenvolvido pela escola nos últimos anos, Tarcísio acredita que o trabalho da gestão do presidente Marcelinho Calil e do presidente de honra Marcelo Calil tem sido fundamental.

“Eu vejo como uma gestão participativa e humana. Em todo o tempo, eles, como gestores, pensam nas pessoas, no profissional. É claro que tudo visando também um resultado. Todos aqui estamos pelo resultado e isso é sempre discutido, repensado de uma forma franca, sincera, respeitosa e está sendo um crescimento muito grande para mim como profissional, como pessoa e é muito bom estar aqui e viver esse momento como pessoa”, finaliza o carnavalesco.

Arte cinética é uma das grandes apostas da Viradouro para impressionar o público

Sem querer entregar muito do desfile, o carnavalesco Tarcísio Zanon revelou ao site CARNAVALESCO que a Viradouro tem um grande trunfo na parte estética para levantar o público na Sapucaí.

“A gente está investindo em uma coisa que não foi muito utilizada no carnaval. Primeiro que o trunfo, eu já acho o enredo, por ser inédito, e ser incrível. O segundo trunfo, plasticamente que eu poderia dizer, a gente está investindo em algo que foi muito pouco usado, que é a arte cinética. A gente tem muito de arte cinética em uma parceria de um estudo que eu venho fazendo junto aos profissionais de Parintins, que são artífices e incríveis na questão do movimento e agregam muito ao carnaval”.

O artista explicou mais sobre quais as possibilidades que a arte cinética pode trazer para este enredo, principalmente no que cabe a parte mais mística dos delírios da Rosa Maria.

“A arte cinética é quando você alia arte ao movimento. A gente consegue hipnotizar as vezes com a arte cinética. Existem várias técnicas, e esse ano eu estou usando meio que essa hipnose para fechar o desfile e deixar todos enlouquecidos na Marquês de Sapucaí. Eu sempre quis trabalhar mais com arte cinética, só que não adianta você colocar uma técnica artística gratuitamente sem ter relação com o enredo. Quando você consegue é maravilhoso. Eu não penso no efeito antes do conceito. Eu penso o conceito, e alio ao efeito. A arte cinética, dentro do enredo da Rosa é muito positiva porque a Rosa era uma mulher vertiginosa, era uma mulher delirante. E a arte cinética tem um pouco disso, de nos levar para este lugar meio de delírio. Acho que vai funcionar muito no desfile e vai trazer um frescor para as alegorias da Viradouro”, aposta Tarcísio.

Conheça o desfile da Viradouro

A Viradouro vai levar para a Sapucaí em 2023 um total de seis alegorias, um elemento alegórico da comissão de frente e três tripés.O contingente é de 2500 componentes. O carnavalesco Tarcísio Zanon contou um pouco do que pretende levar em cada setor do “Rosa Maria Egipicíaca”. “A gente dividiu a história da Rosa cronologicamente nas faces que ela se revelou”.

Primeiro Setor – A profecia das águas
“A menina da nação Courá. Na abertura, a gente vai ter uma certa liberdade poética porque entendemos que a Rosa já era predestinada ao sobrenatural. Rosa vem para o Rio de Janeiro com seis anos de idade. É uma abertura afro, lúdica e aquática, já que era uma menina ligada às lagoas e ao mar”.

Segundo Setor – Auri Sacra Fames (A Fome de Ouro)
“A rosa é comprada pelas Minas Gerais, a gente está em um período da exploração aurífera. Ela é comprada como uma escravizada meretriz. Ela tinha que cuidar, na fazenda em que ela era cativa, de cerca de 70 homens. Ela vive 10 anos como meretriz e ganha pó de ouro através da mineração. Quando ela tem uma visão e fica doente e se converte ao cristianismo, ela entrega tudo que ela tinha para os pobres. Ela inclui o Egipcíaca ao seu nome, porque ela associa a história dela a uma outra santa egípcia que também foi meretriz e entregou tudo aos pobres”.

Terceiro Setor – Ventanias, visões e possessões
“É quando ela já está introduzida ao catolicismo e ela começa a participar de sessões de exorcismo que era algo que a encantava. Participando dessas sessões de exorcismo ela entra em transe e para aquela sociedade mineira, Rosa passa a ser olhada como uma bruxa, como uma feiticeira porque entrava em transe, era uma das possessas. Só que de fato ela entrava em transe e o espírito que estava nela era real. Ela passa a ganhar fama em Minas Gerais, tanto que incomoda os olhos da inquisição. É o setor do misticismo, da Rosa bruxa, Rosa feiticeira”.

Quarto Setor – A Flor do Rio
“Rosa com mais ou menos trinta e poucos anos volta para o Rio de Janeiro que foi uma visão que ela teve e ela já vem com o padre Antônio Gonçalves Lopes, que compra ela, o padre exorcista, ela é abraçada pelos franciscanos e passa a ser adorada como uma santa. Ela aprende a escrever, escreve um livro, e aí é outra face que eu chamo de Rosa mãe criativa. Ela cria um convento para cuidar de meninas que passaram pela mesma situação que ela passou e se religa com a sua ancestralidade quando ela cria a sua própria família, suas filhas”.

Quinto Setor – A Derradeira Profecia
“No final da vida dela, ela foi para a inquisição. Ela foi presa, ela vai para Portugal e morre lá, sem ter a sentença do destino dela definida. A gente não queria dar um desfecho desse para a Rosa, uma vez que é uma mulher tão importante para a nossa história, tão significativa. A Rosa teve uma profecia que não se cumpriu lá mas que vai se cumprir na Viradouro. A gente não sabe se é uma profecia ou um delírio, mas ela teve uma grande visão de que o Rio de Janeiro iriam se inundar e que o convento que Rosa criou viraria uma grande arca como a arca de Noé, e que as filhas dela seriam salvas e que o “encantado”, Dom Sebastião iria emergir também em uma arca. Eles se casariam e iriam lavar todo o mal do Rio de Janeiro e fundaram aqui um novo império, um império de igualdade e de justiça. Lindo, mas louco. Mas isso é carnaval. É a face da Rosa rainha”.

Sexto Setor – Uma santa negra no céu
“A gente finda a história da Rosa em vida e passa para o legado que seria o nosso último setor. O que ficou de Rosa e o que a gente pode entregar para a Rosa. Seria o legado do cristianismo preto no Brasil. A gente quis fazer nesse final de desfile uma grande procissão de tambores e folguedos populares que estão associados ao cristianismo preto brasileiro, como a Folia de Reis, como a Congada, para aclamação dessa santa do povo. Uma santa que não foi reconhecida pelo Vaticano mas que foi aclamada pelo povo no passado e será aclamada de novo, e a gente entrega a Rosa o nosso símbolo maior, a coroa da Viradouro”.

Mestre Klemen elogia estrutura da Dragões da Real

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Ambicionando conquistar o troféu de campeã do Grupo Especial, do qual passou tão perto no final da última década, a Dragões da Real realizou uma grande reformulação em seu quadro de lideranças. Entre os nomes está o novo mestre de bateria, Klemen Gioz. Com a missão de liderar a bateria “Ritmo que Incendeia”, mestre Klemen conversou com o site CARNAVALESCO e elogiou a estrutura da nova casa.

DragoesDaReal et MestreKlemen
Foto: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

“Não tem como não se adaptar a uma escola tão boa e estruturada que nem a Dragões. É uma escola boa, com ritmistas ótimos, de bom coração e que querem trabalhar, que estão a fim de ser campeões do carnaval. Para mim é fácil”, declarou.

Nova casa, herança de um grande mestre

Após seis anos na Independente Tricolor, o ritmista chega à Dragões com a missão de substituir mestre Tornado, que comandou os ritmistas da escola em seus mais marcantes resultados. Um desafio que Klemen encara com maestria.

“A hegemonia que o mestre Tornado deixou acaba não sendo difícil, mas é complicado você acabar com uma hegemonia para começar outra, começar um trabalho novo. Mas está dando certo. Deus está iluminando”, garantiu.

A ligação entre bateria e carro de som

Após escolher um samba aclamado pela comunidade, a Dragões da Real ensaia semanalmente com entusiasmo e otimismo. A comunicação entre carro de som e bateria é fundamental para alcançar os objetivos da escola em 2023, e mestre Klemen vê com otimismo essa relação de trabalho.

“Trabalhar com o Renê no carro de som é muito fácil. Estamos com duas forças, uma do samba e outra trazendo o valor do povo nordestino para o meio de nós. está ótimo, está lindo. A bateria está respondendo às características nordestinas. Está dando tudo certo”, afirmou.

A Dragões da Real será a sétima e última escola a desfilar no Sambódromo do Anhembi na segunda noite de desfiles do Grupo Especial, que começa no dia 18 de fevereiro de 2023.

Coroada rainha de bateria da ‘Ritmo Responsa’, Camila Prins faz história no carnaval

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Em um mundo que está lutando cada vez mais por vozes, a rainha de bateria transexual, Camila Prins, da Colorado do Brás, tem uma representatividade imensa em uma comunidade que luta diariamente contra o preconceito. Pois no dia 28 de janeiro, conhecido como Dia Nacional da Visibilidade Trans!, conversamos com a Camila Prins e contamos um pouco sobre sua trajetória no carnaval.

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Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Dentro do carnaval, seja paulista, carioca ou de qualquer lugar do Brasil, sempre temos musas, destaques, passistas, componentes, Rei de Bateria, Rei Momo, ou seja, são muitos membros da comunidade LGBTQI+ em diversos setores. É natural no carnaval, e felizmente cada vez ganham mais espaço, assim Camila Prins deu um salto a mais nesta luta e foi coroada Rainha de Bateria.

“Sendo uma mulher trans, conseguir meu espaço de ser rainha de bateria oficial é uma grande honra, uma felicidade. Saber que conquistei meu espaço depois de 23 anos de carnaval, hoje sim, Camila Prins é uma rainha verdadeira”.

O início no carnaval e revelação da sexualidade

No tradicional Camisa Verde e Branco, Camila Prins começou sua trajetória nas escolas de samba. Inicialmente ‘escondida’, como muitos LGBT acabam ficando, principalmente nos tempos mais antigos do carnaval. Para o site CARNAVALESCO, Camila Prins contou sobre seu início no samba.

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“Foi nos anos 2000, pela escola Mocidade Camisa Verde e Branco, onde tive a honra de ser convidada pelo Tito Arantes, grandiosos, que Deus o tenha, que me fez o convite, e foi ali. Mas o carnaval vem da minha infância, através do carnaval, me transformei nessa mulher que sou hoje. Sou do interior de São Paulo, nasci em Leme, mas fui criada em Porto Ferreira. Na minha cidade tem uma brincadeira de homem se vestir de mulher e vice-versa. E aos 12 anos de idade, me vesti pela primeira vez de mulher. Meus familiares e pais disseram: ‘Filho, o carnaval acabou’, e para mim não. Sou essa pessoa que sou, foi onde assumi a minha sexualidade através do carnaval, e hoje sou essa mulher que me sinto incrível e honrada”.

Mas aos poucos, foi crescendo até que chegou a ser madrinha em 2018, assim dando um passo importante para chegar onde está hoje. Foi preciso, claro, dar as caras, e começar a mostrar sua relevância, sua representatividade, seu samba no pé e claro, sua carisma.

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“Comecei como destaque de alegoria, de carro, depois fui para musa, destaque de chão, estive no Rio de Janeiro, mas naquela época era uma musa anônima, não tinha coragem de assumir minha sexualidade, com medo de ser rejeitada. Vinha como uma simples modelo. Como eu moro na Suíça, era um modelo vindo da Suíça desfilar no carnaval e em 2017, eu assumi a sexualidade, quem realmente sou, Camila Prins. Em 2018 tive a honra de vir na bateria Furiosa do Camisa Verde e Branco, agradecida pela Magali Tobias, foi onde ela abriu as portas para minha pessoa. E hoje sou essa rainha”.

A luta e representatividade

Abrindo portas para uma comunidade inteira que luta pelo seu espaço em diversos setores sociais, Camila Prins sabe a importância da sua conquista, não somente pessoal, mas para o meio do carnaval. Vemos sempre na sua passagem pela avenida, muita vibração das arquibancadas, imprensa em si, comunidade reverenciando, um claro recado vindo de todas as partes.

“A minha representatividade é muito grandiosa, além de para mim ser essa grande conquista, para o meu mundo LGBTQI+, para as minhas meninas trans, onde somos apedrejadas todos os dias. Sendo uma mulher que eu sou, aplaudida pelo nosso mundo do samba. Que sabemos como é o mundo do samba, conseguir o respeito deles posso dizer que conquistei. Estou aqui, posso demorar, quero ficar dois, três, até cinco anos, honrando essa coroa, mas vou ter a honra de daqui para frente ter uma menina no meu lugar fazendo todo esse trabalho maravilhoso que eu comecei”.

A vida além do carnaval, também tem samba!

Interligada com o samba, a rainha da Colorado do Brás também tem sua história vinculada fortemente com o carnaval na Europa, o que é muito importante para a construção da Camila Prins como rainha.

“Sou bailarina, moro na Suíça, trabalho em Cabaré fazendo shows, e hoje em dia, com esse cargo, faço mais shows de carnaval, de samba. Fui rainha no maior festival de samba que tem na Europa, e sou madrinha de rainha da Unidos de Lausanne, na Suíça. Há sete anos na frente da bateria, mas na agremiação estou há 15 anos”.

As inspirações e o que representa o carnaval

Toda rainha de bateria tem suas inspirações, o que a Camila Prins planta hoje para as futuras rainhas, foi o que as rainhas dos anos 80, 90, plantaram para sua transformação nos dias atuais.

“Luma de Oliveira e Luiza Brunet, ainda Monique Evans, aquelas rainhas que quando assentava no chão, olhava e dizia ‘meu Deus, que mulheres incríveis’, e hoje me sinto uma delas, sinto uma Luma de Oliveira, como essas grandes inspirações que me tornou essa mulher que sou hoje”.

Sobre como será a rainha Camila Prins: “Me tornei uma personagem eu mesma. Elegante, alegre, sorridente, essa mulher que eu sou”.

Por fim, a rainha da Ritmo Responsa, que é comandada pelo Mestre Allan Meire, comentou sobre o que é o carnaval para ela: “É tudo, é minha alegria, minha inspiração, felicidade, tudo para mim o carnaval. Através do carnaval surgiu essa mulher que eu sou”.

A sua agremiação, Colorado Brás, esteve no Grupo Especial em 2022, a Camila Prins foi Rainha LGBT naquele ano. Em 2023 será a sexta escola a desfilar no domingo, dia 19 de fevereiro, no Grupo de Acesso I.

Opinião do CARNAVALESCO: importância da mensagem clara em um desfile

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PodCarnavalesco recebe agora o carnavalesco André Rodrigues

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Como encontrar o melhor website para jogos de casino em Portugal

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Foto: Unsplash/Divulgação

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Conclusão

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Emocionado com a Grande Rio, Perácio diz: ‘ninguém mais segura a gente. O que não falta aqui é vontade de vencer’

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Uma das escolas mais novas do Grupo Especial, a Grande Rio tem uma jornada interessante. Após altos e baixos, a agremiação conseguiu, enfim, chegar ao topo. Com uma vitória incontestável, a Tricolor de Caxias fez 2022 ser não apenas um ano glorioso para seus componentes, mas também um ano que ficaria marcado na história. Para os mais antigos, o sentimento de satisfação é ainda maior. Milton Perácio foi um dos fundadores da escola e segue como presidente até os dias de hoje. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, o homem de poucas palavras se emocionou diversas vezes e mostrou estar ainda mais motivado com o futuro.

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Foto: Luisa Alves/Site CARNAVALESCO

Estamos indo para o primeiro carnaval pós-título inédito da Grande Rio. Hoje, mais de 8 meses depois o que significou o título de 2022?

Perácio: “Esse título foi uma alegria não só para mim, como também para o povo caxiense. É muito bom agora você enxergar no semblante das pessoas, da comunidade de Duque de Caxias, o sorriso, a alegria… Esse título foi tudo. Eu dizia o tempo inteiro na Avenida, no grito de guerra, que estávamos perseguindo esse título há 33 anos. Conseguimos. Isso tem um significado enorme para a cidade e para os componentes, e sabemos que eleva o nome da nossa escola”.

Nos seus sonhos você imaginava que o desfile campeão da Grande Rio entraria no hall dos melhores da história do carnaval do Rio de Janeiro?

Perácio: “Eu acreditava, sim. Sempre acreditei porque o trabalho que foi desenvolvido pelos carnavalescos, pela diretoria, pela equipe… de todos os envolvidos, foi árduo. As pessoas estavam com esse grito entalado da garganta. Todos queriam evoluir, cantar e realmente vencer o carnaval. Tudo isso foi muito importante para todos nós porque se todos não estivessem empenhados, na mesma energia, não seria um título inédito e incontestável. Até as nossas coirmãs disseram que o nosso título foi merecido e isso é maravilhoso”.

Em todos os anos de títulos perdidos, qual foi o carnaval que mais doeu em você que poderia ganhar e não deu?

Perácio: “Foram vários. Temos quatro vice-campeonatos, muitos terceiros lugares… mas acredito que o que passou, passou. O que valeu foi a luta e a nossa vitória. O nosso pensamento é apenas um: partir já para o bicampeonato. E, se Deus quiser, vamos conseguir, porque a garra dos componentes é forte. Todos estamos trabalhando com afinco para essa onda de alegria continuar”.

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Qual é seu samba-enredo predileto da história da Grande Rio e por qual motivo?

Perácio: “É uma pergunta difícil. O meu preferido é sempre o atual, mas tem um que guardo na lembrança com carinho. É o de 2007, que falava sobre a nossa cidade: ‘Bom de bola, bom de samba, paixão//Com Perácio aprendi a sambar de pé no chão//E com Zeca Pagodinho, deixo a vida me levar//Eu me chamo Grande Rio e qualquer dia chego lá’ e chegamos. Esse samba me deixa muito sentimental”.

As pessoas brincam que a Grande Rio tem muitos caciques. Como é a relação e divisão de tarefas entre você, Helinho, Jayder e Leandrinho? Tem momentos mais  tensos e outros mais tranquilos?

Perácio: “Na verdade, temos um ambiente muito bom. Os nossos presidentes de honra sempre fazem de tudo para que a nossa escola consiga alcançar o melhor resultado. Eles realmente batalham pela Grande Rio, e eu vou junto com eles nessa”.

Hoje, os sambistas enaltecem a Grande Rio como uma escola de samba e de comunidade. Antes, era a escola dos globais. Como aconteceu essa virada de chave?

Perácio: “Tenho uma opinião sobre isso. Acho que a comunidade gosta dos artistas e os artistas gostam de estar com a comunidade. Essa mistura é muito boa e a Grande Rio soube aproveitar tudo isso. Eles gostam muito, você pode assistir no ensaio mesmo. A Paolla Oliveira vibra, as pessoas vibram… Em todos os nossos destaques, os nossos componentes parecem satisfeitos. É uma mistura que funciona”.

Qual é a importância da dupla de carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora nessa mudança da Grande Rio?

Perácio: “O Gabriel e o Leonardo são maravilhosos, estão fazendo um excelente trabalho, assim como no ano passado. Somos unidos”.

O Thiago Monteiro, diretor de carnaval, virou peça-chave de vocês. Qual é a importância dele hoje para a engrenagem da escola?

Perácio: “Ele é um grande diretor de carnaval. Está fazendo um trabalho incrível junto com a nossa comissão de harmonia, com o Cacá, o Jefferson, o Clayton Bola… as pessoas que comandam a harmonia de fato. Estamos muito felizes com a nossa equipe”.

Mestre Fafá conduziu a bateria em um ritmo que encanta e que foge aos padrões das baterias. A confiança é total nele e no ritmo que ele adota?

Perácio: “O Fafá é uma joia que moldamos. O garoto é maravilhoso. A prova está aí com os prêmios recebidos por ele”.

Outro gol da Grande Rio foi a chegada do intérprete Evandro Malandro. O que você pode falar da relação do Evandro com a escola?

Perácio: “O Evandro é um trovão na Sapucaí e só isso basta. Um dos maiores intérpretes de samba-enredo da atualidade, sem dúvida”.

Você já foi citado em desfile e em samba, agora foi campeão, o que mais o Perácio quer na Grande Rio?

Perácio: “Uma palavra: bicampeonato”.

O que representa para a Baixada Fluminense ter o título da Grande Rio e o vice da Beija-Flor em 2022?

Perácio: “São escolas da Baixada Fluminense, e escolas maravilhosas. A Beija-Flor, que é a nossa coirmã, é uma escola de samba absurda. Porém, como chegou a vez da Grande Rio, prefiro falar somente da Grande Rio porque sabemos o que estamos fazendo por aqui. Lá, o presidente Almir e o presidente de honra, Anísio, são pessoas que sempre batalharam pelo carnaval. A Grande Rio está aí. Peixinho novo, mas chegando no topo. Acho que a Baixada ficou orgulhosa”.

Ser a segunda a desfilar tão cedo no domingo assusta ou é carnaval para comprovar o momento especial da Grande Rio?

Perácio: “Já foi tempo de algo assim nos assustar. Hoje, com o samba que temos, vamos entrar firmes. A Grande Rio poderia ser a primeira, a segunda, a terceira, a quarta a desfilar… O que vale é o espírito sambista que temos. Agora, ninguém mais segura a gente. O que não falta aqui é vontade de vencer”.

Império Serrano recebe a Beija-Flor para ensaio nesta terça

Nesta terça-feira, o Império Serrano vai realizar mais um ensaio na Estrada do Portela. E será mais do que especial: a escola vai receber a Beija-Flor de Nilópolis, a partir das 20h, numa supernoite em Madureira com o “Encontro de Bandeiras”.

Para o presidente Sandro Avelar, ter a Beija-Flor ensaiando com o Império Serrano será motivo de muita honra. Ele destaca a parceria entre as escolas e garante uma noite de alegria para ambas as comunidades, com muito samba e emoção.

“A Beija-Flor é uma escola fantástica e é sempre prazeroso recebê-la. Será a primeira vez que iremos ensaiar juntos pelas ruas de Madureira, retribuindo o convite que tivemos quando fomos à Nilópolis. Tenho certeza que será mais um dia de confraternização para os apaixonados pelas escolas de samba”, afirma Avelar.

Para a realização dos ensaios, o Império Serrano conta com o apoio da Subprefeitura da Zona Norte e da CET-Rio. As ruas de Madureira terão esquema especial de trânsito, com as seguintes vias interditadas:

– Rua Carvalho de Souza, trecho compreendido entre a Rua Francisco Batista e a Avenida Ministro Edgard Romero;
– Estrada do Portela, trecho compreendido entre a Avenida Ministro Edgard Romero e a Rua Dagmar da Fonseca;
– Rua Dagmar da Fonseca;
– Avenida Ministro Edgard Romero, trecho compreendido entre a Rua Carolina Machado e a Estrada do Portela;
– Rua Maria Freitas;
– Travessas Almerinda Freitas e Travessa Natal.

Sheron Menezzes vai desfilar na Portela no Carnaval 2023

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Sheron Menezzes, que atualmente está no ar na nova novela das sete da TV Globo, “Vai na Fé”, retorna para Avenida em 2023. A atriz, que já foi rainha de bateria da Portela nos anos 2011 e 2012 agora retorna como convidada especial para o desfile do centenário.

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Foto: Divulgação/Portela

No último domingo, 29 de janeiro, Sheron Menezzes visitou o barracão da escola e relembrou momentos especiais vividos na Portela, já que mesmo após deixar o cargo de rainha de bateria participou de diversos desfiles da agremiação.

“Uma sensação de pertencimento. Acho que pertenço a Portela. Cada vez que piso na Portela ou que tenho a oportunidade de desfilar sinto como se nunca tivesse saído daqui. Sinto uma forte emoção, foi assim na primeira vez que desfilei e ela é sempre renovada, a emoção é a mesma de quando estreei”, explica a atriz.

Bianca Monteiro, que está há sete anos como rainha de bateria da Portela, recebeu Sheron Menezzes e falou sobre a expectativa para o desfile.

“O centenário da Portela é algo histórico, um momento marcante. E nada melhor do que trazer de volta pessoas que fizeram parte dessa trajetória linda da nossa escola. Será um prazer contar com a presença da Sheron nesse desfile”.

Localização privilegiada é o ponto chave do Ibis Styles Anhembi

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Com a sua localização estratégica, o hotel Ibis Styles Anhembi tem tudo para atrair novos hóspedes que estão em turismo pela cidade de São Paulo. Em frente, já tem um ponto de ônibus que leva a vários locais da cidade, principalmente, ao Centro. A Avenida Cruzeiro do Sul é movimentada, pois fica perto da Marginal Tietê e tem fácil acesso à Avenida 23 de Maio, que leva direto ao Centro de carro.

Ainda dentro da via, o acesso ao Sambódromo do Anhembi é ótimo. No próprio carnaval, componentes de escolas de samba se hospedam no hotel para facilitar a locomoção, pois muitos moram longe. Em poucos minutos, já está de cara com a folia paulistana. É uma das épocas mais movimentadas do local.

O hotel fica perto do estádio Canindé, onde joga a Portuguesa de Desportos. Mais do que os jogos, o espaço esportivo abriga inúmeros shows e festivais famosos. É outra grande opção estratégica para o hóspede escolher o Ibis Styles Anhembi.

“A nossa localização é muito importante. Se você vier de ônibus, a gente está praticamente na mesma calçada da rodoviária do Tietê. Quem quiser fazer algum passeio aqui na cidade de São Paulo, nós estamos do lado do metrô Portuguesa-Tietê e estamos a três minutos do sambódromo do Anhembi. O acesso é o nosso ponto forte. Estamos realmente em uma localização estratégica. A galera que vier para cá vai ter um custo super baixo. Ônibus e metrô o acesso é bem tranquilo”, explicou Juliana Diniz, gerente de contas do Ibis Styles Anhembi.

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O principal de tudo é que atravessando para o outro lado da avenida do hotel, já tem o Metrô Portuguesa-Tietê, que fica na Linha Azul. Todos sabem da velocidade que as linhas paulistanas têm. Para um turista que não quer ter um alto custo em carros de aplicativo ou táxi, o metrô é a melhor opção. Leva a pessoa de uma ponta à outra da maior capital do Brasil de maneira rápida e prática. O hotel também fica próximo da Rodoviária do Tietê, que recebe milhares de pessoas todos os dias vindo de vários lugares do Brasil.

Dentro de tudo isso, o Ibis Styles Anhembi é o único hotel da redondeza que deixa as pessoas na linha de frente com um metrô e rodoviária. A localização muito bem apurada é o seu diferencial.