InícioGrupo EspecialPorto da PedraLuta pela Amazônia faz o último carro emocionar seus componentes

Luta pela Amazônia faz o último carro emocionar seus componentes

Para encerrar o desfile, o terceiro carro da Porto da Pedra trouxe para a Sapucaí o manifesto do escritor Júlio Verne em defesa dos rios e da floresta. O nome da alegoria é “Amazônia viva – arte, luta e resistência”. É uma celebração das pessoas que lutam pela preservação da Amazônia e de seus habitantes. Foto de quatro personalidades ambientalistas estavam em posição de destaque: Bruno Pereira, Dom Phillips, irmã Dorothy e Chico Mendes. Além disso, ilustração de povos originários com tarja preta nos olhos ocupavam as laterais.

Para compor o colorido da alegoria, parte dos desfilantes vieram nas cores dos bois-bumbás Garantido e Caprichoso, tremulando bandeiras. Entre eles, estava Tyron Rangel, de 32 anos, que estava animado para desfilar novamente pela Porto da Pedra.
“O carro ficou ótimo e eu acho que está bem representativo. Ele faz alusão não só aos povos originários, mas também ao movimento de emancipação pela luta indígena e também uma realidade política que a gente tem sofrido e passado nos últimos anos. Ao mesmo tempo, ele está trazendo muita alegria”, comentou o componente.
Enquanto um carro com teor político, “galhos queimados” ladeavam a estrutura em tons de marrom, vermelho e branco representando as queimadas. Pessoas ligadas à causa ambiental desfilaram na posição mais alta, como a filha de Chico Mendes, Ângela Mendes.

A estreante na Avenida Érica Pinheiro, de 42 anos, se emocionou com a homenagem que a composição está fazendo aos indígenas, ao povo da Amazônia e aos ambientalistas. Érica ressalta a importância de reconhecer o bioma pelo seu potencial econômico conectado à preservação.

“É essencial defender a Amazônia por tudo e por todos que estão lá e por tudo que ela representa para nós daqui. Tem as questões industrial e farmacêutica. Então, nós precisamos cuidar mais da Amazônia sim”, argumentou Érica.

Nas plataformas laterais, em fantasias coloridas de penas, mulheres representavam a força indígena. Uma delas era Maria Eliza, de 19 anos, que cresceu na quadra da Porto da Pedra e desfila desde os 15 anos. Ela disse estar feliz por desfilar representando essa defesa ao bioma.

“Como diz o enredo, a gente luta pela Amazônia. É extremamente importante porque tem acontecido tanta coisa por lá como desmatamento e garimpo ilegal. Só de estar representando isso eu estou feliz. Significa muito para mim defender a Amazônia. Eu pego as dores para mim. Trazer esse tema para o Carnaval dá mais visibilidade para os habitantes da Amazônia, dá uma atenção maior”, refletiu a integrante.

A última alegoria finaliza com a escultura de uma criança indígena em movimento lendo o livro “A jangada”, do francês Júlio Verne. O livro deu origem à narrativa do desfile e o finaliza.

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