Especial Barracões SP: Acadêmicos do Tucuruvi traz Bezerra da Silva para falar do povo brasileiro através de sua vida e obra
A série “Barracões” hoje entra nas favelas do Brasil para conhecer as histórias que a malandragem conta através daquele que foi considerado “a voz dos morros” de sua época. Com o enredo “Da Silva, Bezerra. A Voz do Povo!”, os Acadêmicos do Tucuruvi celebrarão no Carnaval de 2023 a vida do sambista Bezerra da Silva através de sua obra, que denunciou décadas atrás problemas que até hoje enfrentam os brasileiros da periferia. Os carnavalescos Dione Leite e Yago Duarte conversaram com a equipe do site CARNAVALESCO sobre o tema escolhido e a preparação do desfile.

Escolha da homenagem a Bezerra da Silva
Após o encerramento da apuração do Carnaval de 2022, onde a Tucuruvi liderou por um longo período, mas acabou terminando em 11º lugar, o sentimento foi de frustração. Foi então que, de acordo com Dione, o diretor de Carnaval, Rodrigo Delduque, disse qual seria a linha do enredo a ser escolhido para o próximo ano.
“Esperávamos mais, mas aconteceram alguns problemas no nosso desfile e entendemos o resultado do Carnaval. Mas quando nós saímos da apuração, eu saí falando com o Rodrigo. A gente se olhou e o Rodrigo disse que esse ano o caminho seria uma homenagem. Nem sabíamos o que iria acontecer, se ficaríamos na escola, se a escola rescindiria o contrato, mas já sabíamos que seria o caminho de uma homenagem e daí começaram as nossas conversas”, declarou.

Apesar da proposta de realizar uma homenagem, a Tucuruvi decidiu seguir por uma linha de construção de enredos inspirados no mundo do samba. “Foi uma decisão da escola, da Direção de Carnaval, de permanecer nesse tipo de discurso, e cada vez mais aprofundar esses discursos. Teve essa decisão de se fazer uma homenagem a alguém do samba como se fosse, de certa forma, uma continuidade do discurso passado, então permanecemos com essa linha de raciocínio”, explicou Yago.
Já a escolha por homenagear Bezerra da Silva se deu principalmente pela oportunidade de ser a primeira escola a desenvolver um enredo em homenagem ao lendário sambista. “Na época tínhamos vários nomes que eu, Yago e o Rodrigo apresentávamos Nós tínhamos uns três nomes que estávamos bem contentes e que começamos as pesquisas. Veio um “start” de Bezerra da Silva porque tinha feito muito parte da minha infância, de um contexto, e era um sambista que ninguém tinha falado. Era difícil ter algum sambista que ninguém tivesse falado a respeito. Foi quase que inacreditável descobrir que Bezerra não tinha sido enredo de ninguém, e começamos a nos perguntar o porquê disso. A partir daí, se tornou uma ideia única de todos nós. Trabalhar essa ideia e descobrir os vieses dela foi o maior prazer desse trabalho que tivemos”, contou Dione.
Uma homenagem concebida de uma forma diferente: A pesquisa para o enredo
Enredos de homenagem a pessoas costumam seguir uma linha cronológica ao contar sobre a vida do homenageado, e para Rodrigo Delduque não poderia ser assim. Dione disse que era desejo de que a história de Bezerra da Silva fosse contada de maneira inovadora.

“Foi quando começou a vir a ideia do enredo, de atrelar a história do povo com a história do Bezerra da Silva. Fomos para a pesquisa sem saber para onde íamos, mas sabíamos que tínhamos que pesquisar. Descobrimos que existem milhares de defesas de TCC, de mestrados, documentos escritos por pessoas falando da vida de Bezerra da Silva. É quase que acadêmico, porque é muito material acadêmico sobre a história dele, e começamos a descobrir que tinham outros caminhos para se falar de Bezerra, e que quanto mais entrávamos na história de Bezerra, que não era só discografia, mas também os discursos dele, descobríamos o quanto Bezerra era parte do todo do povo, por isso que ele era considerado “porta-voz do povo”, e o quanto o povo era parte de toda a história profissional e pessoal da vida dele. Não tinha como não ser. Falar do povo através de Bezerra, porque Bezerra é o povo”, explicou.
‘Da Silva, Bezerra’, por Rodrigo Delduque
Ao longo da entrevista não foram poucos os momentos em que os carnavalescos exaltaram o papel de liderança de Rodrigo Delduque para que as engrenagens da concepção do enredo se encaixassem. Suas sugestões certeiras ajudaram os artistas a definirem a linha pela qual a narrativa seguiria. De acordo com Dione, foi de Rodrigo a ideia da desconstrução poética do nome de Bezerra da Silva, alçado de um simples homem a sinônimo da essência do povo periférico.

“Veio então a ideia dos “Da Silvas”, esses “Da Silva brasileiros”. E por que Da Silva? Se você tem boleto para pagar, você é Da Silva. Se você tem que pegar condução cheia para trabalhar de manhã, você é Da Silva. Se você conta moedas para colocar o pão na sua mesa, você é um Da Silva. Se você, no final do mês, estica tudo que dá e mesmo assim não consegue fechar suas contas, você é um Da Silva. Esse personagem “Da Silva” nada mais é do que todos nós. Não é uma questão de sobrenome, é uma questão de todos aqueles que são verdadeiramente brasileiros que lutam diariamente, principalmente para sobreviver, ou serem reconhecidos ou terem lugar de fala na sociedade, que é muito Bezerra da Silva. Aí que vem a ideia genial do Rodrigo, nosso vice-presidente, que chega para nós e diz: “Por que não colocar Da Silva antes de Bezerra?”. Aí que enredo muda de contexto, foi o que deu o “start”, o que abriu a escrita da sinopse. Dali a sinopse foi, e em quatro dias veio a sinopse pronta. Aquilo foi realmente um gatilho para podermos mergulhar nesse universo. Era um problema de simples troca de palavra. Aí a gente descobre o quanto Bezerra da Silva é do povo e o povo é dele”, declarou.
Bezerra como sinônimo de povo: A construção do enredo
A ligação que Bezerra da Silva possuía com a favela inspirou o artista a conceber o seu legado artístico como é conhecido pela maioria das pessoas. Em uma época cujo poder de comunicação em massa estava ao alcance de poucos, era preciso ser criativo para alguém se fazer ouvir. Bezerra soube fazer isso de uma forma que só nos dias de hoje, graças principalmente à internet, os moradores da periferia têm mais condições de ter sucesso.

“Não existe o personagem Bezerra da Silva, o ser humano Bezerra da Silva, separado do povo. É uma coisa só. Era impressionante o poder que ele tinha com as pessoas que moravam na favela, as pessoas que eram sofridas, abandonada na sociedade, porque era isso que a sociedade queria na época. Estamos falando dos Anos 1940, 50, 60, e é isso que a sociedade até hoje deseja para quem mora na periferia. Se não tratarmos nada com hipocrisia e pôr “na lata”, como o nosso samba diz, é sobre isso que falamos. É sobre esse descaso que a sociedade brasileira tem com quem mora na periferia. Só que hoje mudou. Quem dita a regra na moda, na dança, na música, sabemos que é a periferia. Esse enredo tem esse papel fundamental de exaltar, de defender, de organizar a nossa sociedade da favela, da periferia, porque todo aquele que, mesmo que more em um bairro no centro da cidade, mas que considera um “Da Silva” porque sabe de onde veio. Eu hoje não moro na periferia, mas é de lá que eu vim. Eu vim da favela, e tenho muito orgulho disso”, disse Dione.

Yago Duarte define a construção do enredo como uma homenagem mútua de Bezerra da Silva e do próprio povo brasileiro. “Nosso enredo é basicamente uma citação de Bezerra da Silva. Uma homenagem ao povo brasileiro através dele mesmo, que era o porta-voz desse povo. A gente não fala que ele nasceu ou morreu, cresceu, dentre outras coisas, não temos tempo no enredo. Estamos contando uma história, dissertando essa história do povo brasileiro através da história dele. E dentro de todos esses fatos, costumes, todas essas atitudes, características, são atemporais, porque ele contava lá atrás coisas que até hoje ainda acontecem, seja em aspectos bons, seja aspectos ruins. Ele apontava o dedo, botava o dedo na ferida, mas em contrapartida ele também falava daquele povo com muito orgulho, porque sabe da honestidade desse povo que trabalha e dá um duro danado para sobreviver. Realmente é atemporal essa citação de Bezerra da Silva”, explicou.
Das ruas deu voz às ruas: As curiosidades da pesquisa do enredo
Quem conhece a obra de Bezerra da Silva de maneira superficial nos dias de hoje pode deduzir que os sambas tinham um teor voltado ao bom humor e descontração. Dione, porém, definiu o teor da obra do sambista como sarcástico, utilizando dessa veia para tornar aceitável o inaceitável pela sociedade da época. A resistência à sua música fez com que Bezerra morasse por anos nas ruas de Copacabana até o momento em que foi recolhido e salvo por um terreiro de umbanda. Graças à religião, o Da Silva descobriu seus caminhos.

“O que mais me prende nisso, hoje olhando, sabendo o que passou, já que falamos desse enredo já há muito tempo, acho que é o poder de comunicação do cara, que é impressionante. Acho que é você doar sua vida para que seja a vida do outro. Bezerra sempre falou que ele não era um militante, que ele não militava nada. Ele não estava fazendo discursos programados de defesas, de direitos. Não, ele nunca falou isso, mas o papo dele era denunciar tanto de quem morava lá dentro quanto de quem morava lá fora. De alguma forma, eu encontro dentro das composições dele falas extremamente importantes para a sociedade. Se você tirar o “engraçado”, ler a composição e não escutar, ela é séria demais. Quem escrevia não era ele. O compositor dele era o cara que morava no morro. Ele escutava e pegava a composição de um cara, o cara gravava e ele levava, ele voltava com o dinheiro e o cara não acreditava que ele estava ganhando dinheiro com aquilo. É um poder que ele tinha”, explicou.
Yago contou que o que mais o fascinou durante as pesquisas para a sinopse foi ver a capacidade de Bezerra da Silva de transformar o cotidiano relatado pelas pessoas da periferia em obras de grande popularidade.
“Ele era muito entendido de música, e ele era multinstrumentista. Ele conseguia trazer aqueles depoimentos das pessoas, donos de bares, lixeiros, mecânicos, e transformava tudo aquilo em música. Essas músicas contam o cotidiano, e acho que isso que é uma das coisas mais fascinantes em Bezerra. Era uma missão dele. Era algo sobrenatural. Foi na casa de umbanda, onde ele foi acolhido, que ele seguiu esse caminho. Esse direcionamento foi feito por entidades. A gente cita o Pai Anacleto e a Vovó Catarina, que ele também citou em algumas músicas, e eles foram decisivos nesse caminho dele na música, nesse sucesso dele. Ele não desistiu porque ele teve essa ajuda espiritual. Veio de um outro plano. Esse dom dele, esse conhecimento dele, só sobrenaturalmente para explicar. Da origem dele por si só, não teria muito, não havia muita teoria ali, mas ele teve esse direcionamento, teve esse caminho que foi dado”, declarou.
‘Alô, malandragem! Otário não entra aqui!’
O samba da Tucuruvi possui na parte final da letra versos impactantes, com uso de palavras pesadas para se referir a situação vivida até hoje pelos excluídos da sociedade. Resume em música um desabafo que as pessoas indignadas com um contexto social que por décadas não se resolve. Dione é uma dessas pessoas, e reafirmou isso para falar do desfecho do enredo da Tucuruvi.
“Eu acho que uma coisa que é muito louca disso, porque antigamente o marginalizar era mais direto, era mais apontado. Hoje por causa das mídias sociais, da internet, as coisas mudaram na comunicação de todo mundo, que é eficiente e muito rápida para tudo acontecer. Hoje virou moda. A pandemia ensinou muita gente, graças a Deus, a participar, de ir pra rua dar comida, cesta básica, bábábá, bébébé. Só que essa mesma pessoa que vai lá e que posta essa foto, fazendo a tal ação social, é a mesma que está passando na rua fazendo de invisíveis os irmãos dela embaixo de viaduto. Esse “Um monte de dedos de seta, canalhas que a pátria pariu”, entendeu? “Alo malandragem, otário não entra aqui” é porque não tem que entrar otário no morro. É isso, é sério isso daí. Se nós tirarmos a parte bonita, a parte da poesia, estamos falando de coisa muito séria e que faz sentido só para quem entende e vive na pele todos os dias no Brasil o que é o descaso, o que é muito triste de se falar”, desabafou.
O samba tem elementos característicos das próprias obras de Bezerra da Silva. De acordo com Yago, para cada pessoa que ouvir e ler a letra, a música é capaz de impactar de uma forma diferente a depender do contexto social em que vive, e tem como objetivo conscientizar aqueles que não entendem as dificuldades vividas pelo povo periférico.
“Para cada bolha. Tem se falado muito em bolha, que cada um vive na sua bolha. Quando essa bolha é estourada, as pessoas ficam em choque. É diferente de um governante dizer que não há fome no Brasil. Não sei em que bolha é essa que ele vivia, até agora eu não entendo, mas existe fome no Brasil e está bem pior que há alguns anos. O papel do enredo é estourar a bolha. Era o papel de Bezerra da Silva e é o papel do Carnaval, da escola de samba. Estourar essas bolhas e contar com um pouco de esporro como que está o país”, explicou.
Conheça o desfile dos Acadêmicos do Tucuruvi
“Acho que no conjunto de fantasias o que podem esperar é um desfile plástico totalmente calculado, extremamente técnico. Nós elevamos a altura das nossas fantasias. Elas estão mais altas e leves, para que o componente possa evoluir. Reduzimos os riscos de margens de erro de materiais que poderiam cair. É esse tipo de estudo que nós fizemos para que pudéssemos chegar nesse Carnaval com uma tranquilidade. Pode dar tudo errado? Pode, mas se der tudo certo terão que engolir a Tucuruvi”.
Setor 1: “Pelas alegorias, a gente abre o desfile trazendo o batuque como a essência do povo brasileiro, e o surgimento de Bezerra da Silva como músico. Viremos com essa pegada de essência da ancestralidade, abriremos o desfile dessa forma. Posicionando bastante o símbolo da escola, queremos sempre posicionar bastante a marca da escola para esse momento. Temos sempre falado muito de mudança de mentalidade, de reafirmação e resgate da Tucuruvi como instituição cultural e social, então abrimos o desfile posicionando bem a marca, e trazendo esse contexto de ancestralidade e o batuque como a alma do povo brasileiro”.
Setor 2: “A segunda alegoria, a gente aborda a religiosidade, que é um aspecto muito importante dos “Da Silvas” brasileiros, assim como o próprio Bezerra da Silva, que era da umbanda. Trazemos essa questão da energia sobrenatural que sempre esteve próxima do povo brasileiro e de Bezerra independente de qual religião seja. Abordamos a umbanda porque era a religião dele”.
Setor 3: “Na terceira, trazemos a musicalidade no que diz respeito da valorização do produto nacional. Fazemos uma brincadeira com a capa de um disco, “Os Três Malandros”, uma paródia que eles fizeram de três artistas internacionais igual muita gente da alta sociedade sempre quis comprar o que é de fora e nunca valorizou o que é nosso. Trazemos essa contrapartida, o que é nosso tem o seu valor”.
Setor 4: “A última alegoria nós trazemos a favela como um lugar de orgulho, de força, de respeito, de união. De miscigenação e de mistura, que era aquilo que Bezerra da Silva contava. Trazemos esse orgulho de ser favelado. Com todo o respeito à palavra, nós desmistificamos isso. Reafirmamos que ser favelado não é um aspecto ruim. Tem gente honesta, tem gente que trabalha, que se esforça, que dá certo na vida seja qual for a área de atuação profissional dessas pessoas, mas elas dão muito certo mesmo sendo dali, o que é muito mal visto pela sociedade de fora, mas eles são felizes ali. Fechamos a escola com uma grande favela. Uma favela orgulhosa, feliz de ser favelada”.
Ficha técnica
Enredo: “Da Silva, Bezerra. A Voz do Povo!”
Alas: 17
Alegorias: 4
Componentes: 1900
Posição de desfile: Segunda escola a desfilar no sábado, 18 de fevereiro de 2023, pelo Grupo Especial
Barracões São Paulo 2023: ‘Guerreiro Valente’, Independente prepara rica aula pela história de Troia e mitologia grega
A Independente Tricolor, vice-campeã do Grupo de Acesso I em 2022, e que retornou ao Grupo Especial, será apenas a segunda vez. O enredo do retorno tem tudo a ver com tudo que passaram nos últimos anos: “Samba no pé, lança na mão, isso é uma invasão!”, será a primeira escola a desfilar na sexta-feira, dia 17 de fevereiro.

A Independente Tricolor passou por dois problemas graves recentes. O primeiro foi logo no seu auge, quando subiu pela primeira vez ao Grupo Especial em 2018. O abre-alas deu problema, a escola que fez um desfile interessante, acabou rebaixada. Depois, disputou normalmente em 2019, ficando em quarto lugar. Já em 2020, um incêndio atingiu o barracão e a escola não concorreu naquele ano. Veio a pandemia… Somente em 2022 disputaram, onde voltaram ao Especial. Transformando assim uma comunidade mais guerreira dentre as adversidades e ressaltando o trecho do samba “Um guerreiro valente eu sou. Se preciso for, eu vou. Além do infinito, defender você. Sou Independente até morrer””
Retorno e o enredo
Recebidos por Amauri Santos, carnavalesco da Independente, que entrou no projeto do carnaval de 2022. E tinha saído logo após o acesso, mas acabou retornando na vaga do Anselmo Brito, refez o projeto e explicou um pouco sobre a volta a Independente.

“O enredo no carnaval passado o presidente já tinha a ideia de fazer o enredo, havia comentado, só que não tinha entrado em um acordo e sai da escola. Contratou um outro profissional (Anselmo Brito), talvez não deu liga, não sei o que aconteceu. Pedi para retornar, e retornei. E tinha começado o projeto profissional, mas quis que tivesse mais a minha cara, já que no último carnaval quando cheguei já estava iniciado. Então queria que tivesse meu olhar desde o início”.
Após o tour pelo enredo, a sensação ficou que vai surpreender muitos sobre o que será passado, a ideia da Independente através do carnavalesco Amauri Santos é trazer ‘Toia’ em sua essência, mas junto toda a fama da escola que é guerreira e valente após tantos problemas em sua história. Em uma sala da escola, Amauri explicou todo o projeto, com as fantasias e alegorias, o que é uma passagem completa para todos os fãs da mitologia grega e troiana.

“O enredo é bastante simples, didático, segue muito a história. Apesar da história da guerra de Tróia ter várias interpretações, nós criamos a nossa em cima da mais original que possa ter, inclusive até do filme, só que dando nosso molho. A gente mistura um pouco, os deuses aparecem muito no nosso enredo. Então traçamos um paralelo com o que a escola está vivendo hoje, retornando ao grupo de elite do carnaval de São Paulo. Nossa intenção é chegar para ficar, mostrar que o Anhembi e o Grupo Especial é o nosso lugar, queremos conquistar a avenida. Assim como a Grécia conquistou Tróia, a gente quer conquistar a avenida e mostrar que é nosso lugar”.
Sobre a preparação das fantasias e o seu trabalho
Como citado acima, o carnavalesco Amauri mostrou para nós a sequência das alas, fantasias e toda a riqueza da história que será contada na avenida. Foram muitas pesquisas na história de Troia, nos deuses envolvidos, e isso que veremos em sua sequência da apresentação, promete arrepiar os fãs da mitologia grega. Em questões estéticas, Amauri contou sua ideia para o site CARNAVALESCO.
“Variei muito, escalonei, começo no branco, depois faço uma passagem, a nossa bateria tem uma cor mais neutra, depois começo do amarelo para o vermelho, vou fazendo essa passagem, brinco com as cores, fazendo toda uma escola de cores. Agrada muito esse visual, pois a gente não quebra muito de uma cor para outra. Estamos fazendo uma passagem mais suavizada, mais bacana, mas passamos pela escala todas cores, todas as cores possíveis da escola, está bem colorida”.

Ao ser perguntado sobre o seu estilo de trabalho, Amauri Santos contou: “Gosto de acompanhar tudo, preparo tudo. Escrevo enredo, desenho todas as alas, carros, faço plantas de carro, acompanho toda construção e toda parte de piloto, reprodução de fantasia, acompanho 100%. Passo meu dia aqui. Chego por volta de 10 horas da manhã e vou embora por volta de 21 ou 22 horas também. Gosto de pintar um pouquinho, às vezes alegoria, as fantasias estou pintando. Gosto de meter a mão, e estar com a galera, acompanhando 100%”.
Mudança de Grupo e meta da escola em 2023
Vice-campeão do Grupo de Acesso I na última temporada, a agremiação com as cores vermelho, branco e preto volta ao Grupo Especial somente pela segunda vez. E é a primeira vez do carnavalesco Amauri Santos em São Paulo. Portanto é algo muito novo para ambos, mas com pontos positivos avaliados pelo Amauri.
“Muda em vários sentidos, a dificuldade ainda permanece, a forma financeira, pois a escola acabou de sair do Grupo de Acesso. Mas diante de tantos problemas que a escola passou e teve que reconstruir. Não existe ainda uma estrutura de uma escola que estava no Especial há muito tempo, então tudo se torna um pouco mais difícil. Mas Grupo Especial, a verba melhora logicamente, os componentes se animam muito mais, a procura é outra, a Independente tem um contingente bacana, um povo que canta. No Especial você sente um clima, muda completamente. Para mim como profissional, tenho maior liberdade de criação também, nada como estar no Grupo Especial, que em São Paulo ainda não estive a frente, é a primeira vez. Então essa liberdade, espaço físico para se trabalhar. Na Fábrica do Samba você consegue centralizar toda a escola, fantasia, alegoria, pouca coisa sendo feita fora, só primeiro casal e comissão de frente. Restante tudo dentro de casa. E isso, o nosso olhar, estou aqui diariamente, desço, pinto, ajudo, consigo visualizar tudo de perto, diferentemente do que fosse em um ateliê fora. Então como profissional, é o melhor, estar aqui”.

Sobre a meta neste ano no Grupo Especial, o carnavalesco relatou: “Estou sentindo um clima muito bacana, que vai permanecer. Nossa luta hoje é permanecer, o que for acima disso é lucro. Não que nós estejamos fazendo um carnaval simplesmente para permanecer, além de fazer um carnaval com nível legal de especial sim, queremos trabalhar de forma muito técnico. Pois o julgamento de São Paulo é muito rigoroso, então monto toda pasta, mas tem pessoas para revisar. Estamos com esse cuidadozinho final”.
Conheça o desfile
Setor 1: “A brincadeira de que os Deuses interferem muito, desde que Afrodite que são nossas baianas, semeiam esse amor, é quase um acordo com o príncipe Páris, ela semeou esse amor e a gente começou a desenrolar. E quando falo que é paralelo, é porque esse enredo envolve vários sentimentos de ódio, vingança, principalmente o amor. E o amor que nossos guerreiros tricolores têm pela escola que vai fazer que nós consigamos esse êxito. Então começamos contando com Grécia, mostrando os guerreiros, e começamos a desenrolar nossa bateria que tem um exército bem bacana. E vamos encaixando dentro desta história da Guerra de Tróia com o que a gente vive, então assim tento representar nossos guerreiros ali, as armas que eles têm, para impulsionar para que chegamos ao objetivo. Estamos preservando alguma coisa, a nível do carnaval passado, pois achamos que deu muito certo. Estamos tentando passar o mais técnico possível, sem inventar demais. Porém temos alegorias com tamanho razoável, nosso abre-alas tem cerca de quarenta metros, com acoplado, a gente faz uma abertura não tão vermelha, mas clara, um pouco esse ano. Estamos trazendo as baianas na frente do abre-alas, e as cores das baianas ajudam a compor as cores do abre-alas também. E entre dourado, branco, é nosso maior carro”.
Setor 2: “Começa a contar história de forma didática, a traição, o desejo de vingança, essa travessia que faz pelo mar egeu, chega em Tróia, e eles chegam e desrespeitam os deuses, as virgens, sacerdotisas e isso causa uma revolta nos deuses. Nem tudo dá para falar, aí começa desenrolar. Mostramos a travessia para o Mar Egeu, é uma coisa muito lúdica, misturada com a rusticidade de um navio, daí brincamos com essa coisa lúdica do Mar Egeu”.
Setor 3: “Tem a parte da construção do cavalo enquanto eles estão comemorando achando, Tróia, que venceu essa batalha. Começa a construir esse cavalo, também é um detalhe do nosso enredo, que é um presente que está sendo preparado. Depois mostramos Tróia ainda de forma, com a construção preservada, toda a comemoração achando que venceu a batalha, enquanto o presente está sendo preparado. Depois mostramos Troia, preservamos uma cidade, uma coisa mais contida a nível de cores. Pois o segundo carro explode um pouco mais as cores”.
Setor 4: “Mais para o final, mostramos a invasão. Uma parte que gosto muito do enredo é uma ala que antecede o último carro – que é o Cavalo de Tróia – e a fantasia deles é uma mistura de um guerreiro grego com nossos guerreiros tricolores, então esse paralelo. É o momento de invadir. A invasão vai começar, rumo a vitória como diz o samba. Então no mesmo momento que a Grécia estará invadindo Troia, nós estaremos invadindo a avenida para mostrarmos que ali é o nosso lugar. O último vai surpreender pelo tamanho, da alegoria, não de comprimento, mas talvez de altura, também é rústico, vai ter uma ação neste. Inclusive ao ser perguntado sobre o ponto chave do desfile, o carnavalesco Amauri Santos destacou justamente o último setor que promete fortes emoções: “Gosto muito do último setor, a última alegoria vai surpreender. Não só pela estética, pela movimentação e também pelo coração da escola que vai estar neste momento, que estará batendo mais forte ainda”.
O recado que Amauri Santos mandou para a comunidade da Independente Tricolor
“O recado é que temos uma Independente renovada depois de algumas adversidades, está bastante renovada, com mentalidade que quer ficar no Grupo Especial. Não só neste ano, mas permanecer por muito tempo, pois é uma escola que tem um presidente que ama isso. Tem uma diretoria e um presidente muito vaidosos, que querem fazer, não se contentam com o mais ou menos, são muito exigentes, e isso é muito bom para o meu trabalho. É uma escola que vai permanecer, tenho certeza, faremos um trabalho bacana, só contamos com os componentes, os guerreiros apaixonados façam o papel deles, eu sei que vão fazer, e que o público goste também”.
Ficha técnica
Alegorias: Quatro
Componentes: 1.800
Alas: 19
Diretor de barracão: Emerson Branco
Supervisão de fantasias e ateliê: Direção de Carnaval
‘Deixa a tristeza pra lá’ Estrela do Terceiro Milênio promete desfile alegre em sua estreia no Grupo Especial
Dando continuidade com a Série Barracões São Paulo, o site CARNAVALESCO visitou o barracão da Estrela do Terceiro Milênio e conheceu o projeto de desfile da agremiação para 2023. O tema para o próximo carnaval será humorístico. A escola irá homenagear diversos artistas do humor e vai viajar pela história de como essa arte de fazer rir começou. A equipe conversou com o carnavalesco Murilo Lobo, que explicou tudo sobre o enredo. O tema é intitulado como “Me dê sua tristeza que transformo em alegria! Um tributo à arte de fazer rir”.

“A gente terminou o carnaval e ficou se perguntando qual enredo faria depois de um desfile consagrador como foi a homenagem às mulheres, se pensou qual caminho a gente faria. Para isso eu fiz olhar os enredos da própria escola e quem é essa comunidade, mas eu contei ao presidente um fato que durante o processo da pandemia e o processo emocional, o que me tirava desse estado ruim, era o humor através dos programas streamings. Eu buscava coisas para manter o meu estado de espírito. E aí eu percebi que o humor, o samba e o carnaval têm uma linha muito próxima, porque todos nos fazem felizes e dar risada, mas também colocam o dedo na ferida”, explicou o carnavalesco Murilo Lobo.
Pesquisa do enredo
O desfile vai contar com inúmeros personagens do humor, seja os brasileiros e os estrangeiros. É um desafio e tanto encaixar ícones do segmento humorístico dentro de quatro setores. Segundo Murilo Lobo, um grande humorista brasileiro foi fundamental no desenvolvimento do seu trabalho. “Eu tive de tudo para pesquisar, mas a minha última ajuda foi o Marcelo Adnet. Quando eu fechei toda a pesquisa e fechei os figurinos, me bateu uma certa insegurança. Tinha comprado livros, visto documentários e fiz de tudo. Eu não era um conhecedor. Precisei voltar na era do rádio, era de revista e tinha uma certa incerteza. Eu pensei no Marcelo Adnet que venceu um Grammy atualmente e acabei escrevendo para ele. A nossa assessora Lara conseguiu o contato e ele respondeu que adoraria. Eu fui ao Rio, nos reunimos, eu apresentei todo o desenvolvimento, fantasias e construção. Ele ficou feliz, disse que eu dei uma aula de humor e enredo. Daí eu tive a certeza que estava em um bom caminho. A verdade é que nesse enredo nós temos quatro setores, mas dá para fazer oito carros alegóricos e escolher vários homenageados, mas temos que fazer escolhas”, contou.

Carnaval plasticamente colorido
Quando se fala de temas desse tipo, logo se pensa em um desfile com excesso de cores, dando uma grande enriquecida. De acordo com o carnavalesco, realmente isso irá acontecer. Até porque os componentes do Grajaú são muito alegre e pedem isso. “A expressão e alegria da comunidade é um sorriso alegre. O visual que vai se apresentar, as cores que vão ser apresentar é que vai tocar as pessoas. O nosso papel é trazer uma trilha musical condutora compatível com essas emoções que eles vão sentir”, disse.

Ponto alto do desfile
O artista elegeu as alegorias com muita vida e a comissão de frente como pontos chave do desfile da coruja. “A comissão de frente é muito interessante, assim como a do ano passado, que foi muito certa. Acho que a gente vai fazer algo muito bacana. É um pouco segredo ainda, mas está dentro de uma frase do samba que acho que as pessoas devem começar a refletir sobre aquilo. As nossas alegorias com muita gente em cima, que tem 270 pessoas, vão dar vida e dar um colorido interessante. Nossas alegorias também têm leituras diferentes. Tem muita ousadia. Usar doze painéis de leds é bem ousado”, declarou.

Conheça o desfile: O carnavalesco não especificou setor a setor, mas contou sobre como será o toda a forma linear do desfile.
“A gente tem essa aberta à Dionísio e já vem para a era medieval, porque depois da Grécia com a rendição na Guerra do Peloponeso, vai vir a idade média. A comédia que existia ali fica adormecida e só vai presente pelo bobo da corte. Ela vai ressurgir no renascimento através na comédia da arte. A gente traz essa era medieval muito colorida, bonita e com muito humor em homenagem aos bobos da corte”.

“O primeiro setor, após o abre-alas, a gente entra na literatura. Depois entramos no teatro de revista e na era do rádio e do cinema, continuamos nas animações, como a Pantera cor-de-rosa, que faz sucesso até hoje. Vamos fazer homenagem ao humor brasileiro de Ariano Suassuna. O Auto da Compadecida é uma parte alta do nosso desfile com nosso teatro encenando ao vivo. Depois a gente segue para o grupo Monty Phyton que inspira os atuais comediantes como Porta dos Fundos, Casseta e Planeta e South Park. Todos beberam na fonte deles”.

“E aí vamos para a parte política e charges e entender que os chargistas foram as primeiras pessoas que lutaram pelo direito de nós votarmos através do humor. Eles conseguiram fintar a censura. Era muito interessante como eles faziam as pessoas se sentirem aliviadas e rirem daquilo”.
Após nós vamos chegar no carro da TV, fazendo homenagens aos grandes personagens, programas e filmes brasileiros importantes. E aí seguimos para a parte final falando sobre o poder do humor de subverter coisas. Depois vamos fazer uma homenagem a Roberto Bolaños. Chaves e Chapolin Colorado estão em 70 países. Atravessou todas as barreiras culturais possíveis há 40 anos. E aí vamos à TV Pirata, música, das animações do humor e fechamos com o carro do “mundo na palma da mão”, explicou.

A Estrela do Terceiro Milênio abrirá os desfiles no sábado de carnaval.
Ficha técnica
Quatro alegorias
1600 componentes
Carnavalesco – Murilo Lobo
Diretor de carnaval – Carlão
Diretor de barracão – Beto
Diretores de alegoria – Carol e Preto
Gestão de fantasias – Igor Carneiro
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Campeonato Brasileiro: Os melhores jogadores da Serie A na temporada
Com o fim da temporada da Série A, é agora oficial que os Palmeiras são coroados campeões. Tendo conquistado sucessivos títulos da Copa Libertadores da América, os finalistas da Copa do Mundo de Clubes ficaram a uma curta distância de vencer o Chelsea da Premier League no início do ano, mas podem encontrar consolo em seu quinto título do campeonato. Embora tenham sido derrotados por 3-0 no último dia da temporada pelo segundo colocado Internacional, eles podem refletir sobre uma forte campanha na qual conquistaram o título com um comando de oito pontos.

Foi uma grande temporada, e agora a atenção está voltada para a Copa Liberatdores, na qual você pode fazer uma aposta com sites como este: https://www.betfair.com/apostas/br/
Enquanto nos preparamos para a nova temporada do Campeonato Brasileiro, vamos refletir sobre a última campanha e escolher alguns dos jogadores estrelas. Continue lendo para saber mais.
Gabigol
O homem que garantiu ao Flamengo o título da Libertadores, Gabriel Barbosa teve o azar de perder uma vaga na seleção nacional para a Copa do Mundo depois de uma bela temporada na frente do gol. O atacante, que teve passagens pela Europa mas não teve sucesso, amadureceu muito nos últimos dois anos, e agora com 26 anos parece ser o produto final na costa sul-americana. Com 11 gols na liga, ele desempenhou um grande papel no quinto lugar do Flamengo, e será interessante ver se ele move times durante os meses de verão.
Pedro
Agora, o parceiro de Gabigol no crime no Flamengo e o homem que conseguiu entrar para a seleção, Pedro. O alto atacante provavelmente servirá como substituto de Neymar, Gabriel Jesus e Richarlison, mas tem mais do que justificado seu lugar no time depois de marcar 30 gols em todas as competições. Ele é uma ameaça direta ao gol e pode injetar algum ritmo nos jogos para o Brasil mais tarde se não chegar ao 11 inicial.
Danilo
Talvez o jogador estrela do lado do Palmeiras, não é de se admirar que as equipes de toda a Europa já estejam interessadas no imensamente talentoso Danilo. O brasileiro, que pode jogar como um meio-campista defensivo mais tradicional, assim como um corredor de boxe, desempenhou um papel maciço na vitória do título da liga, com sua tenacidade no ataque e fantástica habilidade no jogo de bola um passo acima do resto na Serie A. Para aqueles que os apoiam para manter o título em uma aposta esportiva, eles terão que fazê-lo sem Danilo depois que o meio-campista se mudou para Nottingahm Forest durante o verão para tentar mantê-los na Premier League.
Matias Zaracho
Agora, a um dos melhores jogadores criativos da divisão – Matias Zaracho. O armador argentino teve uma grande temporada com o Atlético Mineiro e, embora sua defesa do título não tenha corrido como planejado, ele foi um farol brilhante de esperança em uma temporada de outra forma sombria em Belo Horizonte. Com a saída de Diego Costa do clube, Zaracho é um de seus jogadores mais experientes e aos 24 anos de idade, tornou-se um verdadeiro líder no Estádio Mineirão.
Como jogar nas máquinas caça-níqueis de Pin Up casino app e carretéis
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Série Barracões: Inocentes de Belford Roxo promete desfile com alegorias volumosas
Desde 2013 longe do Grupo Especial, a Inocentes de Belford Roxo esse ano aposta em exaltar a força feminina com o enredo “Mulheres de barro”. O carnavalesco Lucas Milato está desenvolvendo um desfile contando a história e a rotina de trabalho da Associação das Paneleiras de Goiabeiras, grupo de mulheres artesãs em Vitória no Espírito Santo. Lucas está em seu segundo ano no cargo, a intenção do carnavalesco é fazer um desfile com alegorias maiores em relação a 2022.

Da gaveta de Lucas Milato, passando por Goiabeiras e chegando na Sapucaí
A equipe de carnaval estava trabalhando em outro tema antes de adotar “Mulheres de barro” como enredo oficial. No entanto, o presidente Reginaldo Gomes manifestou a vontade de exaltar a força feminina na avenida. Vendo esse desejo de Reginaldo, Lucas apresentou a história das paneleiras de goiabeiras para a diretoria. Semanas depois, após uma viagem da escola ao bairro de Goiabeiras em Vitória para conhecer o trabalho e a história das artesãs, o presidente se encantou e oficializou o enredo.
“As Paneleiras de Goiabeiras são mulheres que constroem as suas próprias bases de sustento, são os grandes pilares financeiro e psicológico das suas famílias. Assim que ele (Reginaldo Gomes) veio falar comigo sobre essa ideia, eu imediatamente apresentei o enredo para ele (…) Quando a gente conheceu de perto a história das Paneleiras, o processo de feitura da panela de barro, ele ficou encantado, e optamos por fazer ‘Mulheres de barro’, disse Lucas.

Apesar do projeto da prefeitura de Vitória e do governo do estado do Espírito Santo para ajudar Paneleiras, elas ainda trabalham em condições insalubres. Mesmo assim as artesãs têm força de vontade para estar todo dia de cabeça erguida. Essa garra impressionou a equipe de carnaval. Segundo Lucas Milato, a sinopse do enredo foi produzida com base nas vozes das mulheres de barro.
“A gente elaborou a nossa sinopse, e consequentemente todo desenvolvimento do desfile, com base nas vozes das Paneleiras. Tudo que estará presente no nosso desfile, e esteve presente na nossa sinopse foi baseado nas próprias falas das Paneleiras”, enfatizou Lucas.
Inocentes de Belford Roxo promete um desfile com alegorias volumosas
Lucas Milato está em seu segundo ano como carnavalesco da Inocentes de Belford Roxo. No ano passado, Lucas pôde conhecer a fundo toda estrutura de trabalho da escola. Nesse carnaval, o artista já conhece bem suas ferramentas e pretende levar alegorias mais volumosas em relação às do ano passado para a Marquês de Sapucaí.

“Levando em consideração o que a Inocentes vinha fazendo nos últimos carnavais, vai ser uma abertura bem grandiosa. A logística da divisão de alas e carros na abertura é um pouco diferente. A escola como um todo está bem grande, bem volumosa. É um carnaval que o diferencial são as formas das alegorias. Porque ano passado eu fui um pouco mais sucinto, afinal era o meu primeiro ano na Inocentes, eu ainda estava conhecendo a escola e a estrutura dela. Esse ano estou ousando um pouco mais na volumetria das alegorias. Esse pode ser um dos trunfos”, revelou Lucas.
Samba participativo
O presidente Reginaldo Gomes já vem há alguns anos encomendando sambas-enredo da parceria encabeçada por Cláudio Russo. No processo da composição do samba, os compositores trocaram muito com a equipe de carnaval. Isso enriqueceu a qualidade da obra no final do processo.

“O Russo e a equipe são muito abertos. A gente participou de todo o processo de feitura do samba. Ele (Cláudio Russo) sempre muito solícito atendendo todos os pedidos. Esse ano nós trouxemos o Leandro Thomaz, um dos autores do enredo, também está na composição. A gente fez o mais adequado possível para o que vai ser apresentado na avenida”.
Conheça o desfile da Inocentes de Belford Roxo
A Inocentes de Belford Roxo irá fechar os desfiles da Série Ouro no sábado, dia 18 de fevereiro. A escola vem com 20 alas, três alegorias, dois tripés, um elemento cenográfico na comissão de frente e em torno de 2200 componentes.
Setor 1: “A gente disserta sobre ancestralidade índigena na arte de moldar através do barro. Segundo dados e os próprios relatos das paneleiras, elas adquiriram essa arte das tribos Tupi-Guarani e Una que habitavam a região de Goiabeiras, onde as Paneleiras residem. O primeiro setor da escola é todo dedicado a essa ancestralidade muito presente na vivência das Paneleiras. Elas são muito gratas a essas tribos os ensinamentos dados pelos indígenas. A gente faz uma breve menção ao povo preto que também teve influência nessa arte. Hoje inclusive as Paneleiras se intitulam 86% pretas”.

Setor 2: “A gente começa a desvendar os processos de feitura da panela de barro. De forma bem lúdica, elas adquiriram esse conhecimento das índias. Nós destrinchamos todos os passos de feitura da panela de barro nesse segundo setor. Desde a extração do barro na barreira do Vale do Mulembá, até o último processo: o processo de queima, quando a panela ganha rigidez. A gente vai mostrar a extração, a modelagem, a secagem, o poliment. Tudo isso de forma carnavalizada. A gente se apropriou de elementos da natureza da região de Goiabeiras, fizemos menções a fauna e a flora para conseguir explicar isso”.
Setor 3: “Uma homenagem à região de Goiabeiras. Para isso, a gente exalta a cultura da região. Nós falamos de festejos e expressões culturais presentes em Goiabeiras. É um setor que tem a Folia de Reis, uma menção muito honrosa à Banda de Congo Panela de Barro, ao próprio Boi Estrela. Festejos típicos e tradicionais da região de Goiabeiras”.
Setor 4: “A gente encerra o desfile ampliando a nossa homenagem. Além de homenagear as Paneleiras de Goiabeiras, nós ampliamos essa homenagem a outras artesãs do Brasil. A gente faz uma grande ode às artesãs. Nós buscamos de alguma forma artesãs que tivessem alguma ligação com as Paneleiras, seja por moldar peças também com barro, seja por ser uma arte familiar. Uma grande homenagem a outras artesãs tendo como fio condutor as Paneleiras”.
Série Barracões: De volta à Imperatriz, Leandro Vieira traz Lampião para incendiar a comunidade leopoldinense
O carnavalesco Leandro Vieira e a Rainha de Ramos se reencontram depois de três anos agora em uma situação completamente diferente. Primeiro, a Imperatriz está no Grupo Especial e tem trabalhado com afinco para disputar o título da elite do carnaval. E desta vez, diferente do carnaval de 2020 no Grupo de Acesso, o carnavalesco está produzindo um enredo autoral. “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida” foi desenvolvido pelo artista e apresentado à diretoria da Imperatriz Leopoldinense. O desfile vai narrar de forma lúdica as aventuras de Lampião após sua morte tentando entrar no céu e no inferno, baseadas em algumas obras da literatura de cordel de José Pacheco e Guaipuan Vieira. Leandro conta como desenvolveu essa ideia de enredo.

“Todos os meus carnavais até aqui pelo menos, eles se debruçam sobre signos de brasilidade, em histórias de brasilidade, e é natural que um artista, que gosta da pesquisa, que gosta da leitura, vá acumulando algumas histórias que ele tem vontade de contar. Como eu sou um apaixonado pela cultura popular e pela brasilidade, é natural que a literatura de cordel desperte a minha atenção. Eu conhecia os cordéis que hoje servem como base para a construção do enredo que eu estou apresentando. Mas na verdade isso acontece de uma maneira muito natural. No mesmo balaio em que eu tirei o besouro do Império Serrano, é desse mesmo balaio que eu tiro o Lampião e os cordéis em torno do destino pós morte dele. Era uma coisa que em alguma instância estava no meu radar. Quando eu encontrei um corpo para apresentar isso, eu fui buscar qual é o contorno melhor para adaptar essa história que já estava no meu radar para ser apresentada para a escola que eu estou que é a Imperatriz”, explica o carnavalesco.
Dentro da pesquisa em cima da literatura de cordel, Leandro Vieira revela que havia uma quantidade muito expressiva de material para ser apresentado, mas escolheu justamente a história de Lampião para mexer um pouco com a Verde e Branca de Ramos.
“Eu descobri várias coisas interessantes. É um material muito rico, muito vasto. Mas eu achei que para esse momento de chegada na Imperatriz, o ideal seria usar essa energia um pouco caótica do Lampião. Por uma questão artística e por uma questão conceitual mesmo, para dar uma fervida no sangue da escola, para dar uma pitada de delírio, para trazer uma pegada mais quente. Nesse momento eu quis chegar ao enredo que tivesse a capacidade de esquentar a escola”, define o carnavalesco.
Novas possibilidades, mas sem perder a essência como artista
Antes desse retorno à Imperatriz, Leandro realizou seis carnavais na Mangueira no Grupo Especial com dois títulos. No Acesso estreou na Caprichoso de Pilares em 2015, fez o desfile campeão do Império Serrano no carnaval passado e o da própria Nação Leopoldinense vitorioso em 2020. É um carnavalesco que já possui um estilo consolidado. Para este carnaval de 2023, a proposta de enredo, inspirada em literatura de cordel e contando de forma lúdica a história de Lampião, Leandro foge um pouco da temática mais concreta e crítica que teve em boa parte dos seus desfiles na Estação Primeira de Mangueira. Mas o artista garante que seguirá neste desfile apresentando aquilo que faz parte da sua essência, seus gostos artísticos ainda que trazendo um novo componente nesta equação que é a relação com a nova agremiação.

“A Imperatriz me apresenta outras possibilidades de fazer. E eu estou usufruindo, estou desfrutando das possibilidades de fazer que a Imperatriz me apresenta. Mas isso não quer dizer que eu vou me tornar outro artista. Porque eu sou o artista que sou porque gosto de ser. As minhas predileções artísticas, as minhas predileções estéticas continuam. Eu não mudei de escola para me tornar outro. Eu sigo tendo os mesmos interesses, só que com outras possibilidades de fazer. São essas possibilidades que vão me apresentar de uma forma um pouco diferente. Mas, as minhas predileções artísticas continuam as mesmas. Eu não me tornei outro artista. Eu não me tornei o Leandro que vai levar luxo, pluma, quilometragem para a Avenida. Não é isso. Sou o mesmo artista, que levanta os mesmos debates porque sou o artista que sou. E acho que a Imperatriz só contratou o artista que ela conhecia. Eu não fui contratado pela Imperatriz para ser outro. Mas é claro que a escola me dá outra condição de realização, é nessa condição de realização que talvez eu seja outro”, entende o carnavalesco.

Com longa data em uma agremiação, seis anos na Verde e Rosa, Leandro deixou uma marca em sua antiga escola e há uma expectativa que possa trilhar caminho parecido e de longa duração nesta nova parceria com a Imperatriz. Assim como outros artistas que estabeleceram relações de longa data com agremiações tradicionais do carnaval carioca. Sobre a projeção de futuro, Leandro não pensa neste assunto no momento e garante que está focado apenas no próximo desfile.
“Eu estou com a cabeça voltada para o próximo carnaval. É preciso que haja o desfile que estou projetando para a gente saber das coisas, até porque existe o lado e a avaliação da escola também”, conclui o artista.
Desfile apresenta um Nordeste mais voltado para o sertão
Algo que foi pedido pelo próprio carnavalesco aos compositores no dia da apresentação da sinopse é que eles não se deixassem cair em clichês na hora de apresentar a região Nordeste. Ou seja, não generalizar e achar que tudo que se faz e apresenta em um estado, cidade é válido para ilustrar a região inteira ou o povo nordestino. Em seu desfile, por conta da caracterização de Lampião, Leandro esclarece que o Nordeste que será apresentado é a parte mais próxima do sertão, do semiárido, registrando os signos mais próximos ao cangaço.

“A minha projeção visual é ligada a ideia do sertão e do cangaço, é onde o meu carnaval está inserido. O meu carnaval está inserido no Nordeste do semiárido, no nordeste do sertão. Por exemplo, não é o nordeste praieiro. O nordeste também é praia. Mas o meu carnaval é talvez mais ligado ao universo sertanejo. A cultura do cangaço, a estética do cangaço, e a pluralidade que o sertão apresenta. E da sofisticação que o sertão apresenta”, esclarece Leandro.
Para o desenvolvimento do enredo, o artista da Rainha de Ramos se utilizou, como referência, de alguns cordéis que o carnavalesco já havia lido antes até do retorno à Imperatriz e que tratavam dessa temática lúdica e delirante sobre o pós-morte de Lampião.

“Me baseio em ‘A chegada de Lampião ao inferno de José Pacheco’, ‘A chegada de Lampião ao céu’ do Guaipuan Vieira, ‘O grande debate de Lampião com São Pedro’ de José Pacheco e ‘Lampião e Padre Cícero em um debate inteligente’. Cheguei a conversar com o Guaipuan, mas o José Pacheco, que inaugura o que a literatura de cordel chama de Ciclo Lampiônico do Cordel, que é justamente esses artistas que se debruçaram sobre a figura de Lampião, já é um autor falecido”, revelar o artista.
Carnaval competitivo mas sem pressão por resultado
Em Ramos há uma grande expectativa para este carnaval. A comunidade tem demonstrado em ensaios de rua, ensaios de canto, no ensaio técnico da Sapucaí, em eventos da escola, que pode sonhar com a conquista do campeonato que não vem desde 2001 com a professora Rosa Magalhães. Além de Leandro Vieira, a escola investiu em outras posições e trouxe o coreógrafo Marcelo Misailidis para cuidar da comissão de frente, trouxe o mestre-sala Phelipe Lemos para voltar a fazer dupla com Rafaela Theodoro, contratou o intérprete Pitty de Menezes, além de manter grandes quadros da agremiação que vem fazendo bons trabalhos como mestre Lolo. Mas apesar das boas perspectivas para este carnaval, Leandro não se deixa influenciar por nenhum tipo de euforia e nem permite que este tipo de sentimento externo possa gerar uma pressão extra em seu barracão.

“Meu trabalho não sofre pressão de absolutamente nada. Nunca sofreu em condição nenhuma. Em lugar nenhum onde eu trabalhei, eu permiti que pressão externa alguma pudesse macular o meu processo de criação. Eu nunca fui um carnavalesco envolvido com expectativas e nunca, mesmo tendo ganhado algumas vezes, eu nunca fui um carnavalesco que realizei nada com a pretensão de ganhar ou competir. Eu sempre realizei as coisas com a pretensão de fazer o melhor que posso. Se o melhor que eu posso resultar em algo que pode ser o campeonato, eu não vou ficar chateado. Mas eu não permito que essas pressões, que essa construção de favoritismo interfira no meu trabalho. Acredito que deva ser bem ruim isso. Toda expectativa só gera frustração. Eu desconheço a expectativa que não tenha gerado frustração. Não sofro pressão, não tenho expectativa”, afirma o carnavalesco.
Uma outra novidade para este carnaval da Imperatriz, não se trata de nenhuma contratação, mas sim a mudança de barracão da agremiação na Cidade do Samba. A diretoria da Rainha de Ramos requisitou fazer uso da antiga estrutura da União da Ilha que por conta das regras da Liesa e da Série Ouro, em seu segundo ano na divisão de acesso do carnaval carioca, teve que deixar a Cidade do Samba. Com isso, a Imperatriz agora ocupa o local de trabalho e esta mudança gerou uma ligeira melhora de logística para o desenvolvimento do seu carnaval.

“Quando eu fui contratado, a presidente falou para mim que queria fazer um carnaval campeão. Um carnaval campeão, é um carnaval competitivo para os moldes contemporâneos que a disputa impõe. O carnaval que eu estou fazendo hoje, que eu acho que é um carnaval competitivo, não sairia de dentro do antigo barracão da Imperatriz. Então, quando a União da Ilha vagou esse espaço, eu pedi que a presidente fosse a direção da Liga demonstrar o seu interesse de vir para cá. Porque o carnaval que ela me convidou para fazer, não caberia no antigo barracão e cabe aqui. É um barracão melhor de saída, é um barracão melhor geograficamente e a própria construção dele possibilita o desenvolvimento de um projeto que possa vir a competir de uma maneira diferente”, explica o artista.
Apesar de admitir que possui um carnaval que não caberia no antigo barracão da Imperatriz onde trabalhou para o carnaval do Acesso em 2020, Leandro procura não rotular seu projeto em termos de gigantismo ponderando que não tem o interesse de saber se este será em temos de comprimento ou largura o seu maior desfile.
“Não tenho essa ideia e não fiz nada pensando nisso. Carnaval de quilômetros não é minha praia. Estamos fazendo o maior carnaval possível “, limitou-se a dizer o artista.
Enredo autoral para 2023 satisfaz anseios do artista
O carnaval desenvolvido por Leandro Vieira em 2020 na Rainha de Ramos “Só dá Lala” rendeu um campeonato no Grupo de Acesso e o retorno para a Imperatriz ao Grupo Especial. Os objetivos primordiais da escola foram cumpridos, mas deixou em Leandro um sentimento de que faltava alguma coisa nessa sua relação de sucesso com a Imperatriz. O retorno do artista a Verde e Branca trouxe para Leandro a oportunidade de realizar e participar de algumas coisas na escola, que em 2020 no Grupo de Acesso e fazendo uma reedição de samba-enredo, o carnavalesco acabou não usufruindo.

“Uma das coisas que me frustrou bastante quando eu passei aqui em 2020, foi não ter tido a possibilidade de apresentar um enredo autoral. Quem gosta de carnaval, quem festeja samba de qualidade, inevitavelmente vai festejar a ala de compositores da Imperatriz e o que a ala de compositores da Imperatriz apresenta em termos de qualidade. Quando eu fiz o carnaval de 2020, em função de problemas políticos, o carnaval da Imperatriz de 2020 começou tardiamente. Não havia tempo para se realizar uma disputa para a escolha do samba-enredo com a qualidade que se esperava. Não havia mais tempo de apresentar enredo autoral com sinopse, dar tempo de qualidade para os compositores fazerem alguma coisa, e depois ter uma disputa. Não seria algo com qualidade. E aí eu optei pela reedição. Mas é claro que quando você opta pela reedição você perde a possibilidade de desfrutar do que os compositores da escola podem te oferecer. Que no caso da Imperatriz é sempre algo maravilhoso”, opina o profissional.

Leandro festeja poder ter participado de todo processo que um carnavalesco tem direito no trabalho de produção de um enredo inédito e desenvolvido pelo próprio artista.
“Eu gosto de sambas-enredo. Eu gosto dessa coisa da disputa, acho maravilhoso você desfrutar da interpretação de outro artista que vai transformar em música aquilo que você apresenta em quanto texto, enquanto visual. Então fiquei um pouco com essa frustração. E agora estou com a alegria de poder propor um enredo autoral para a Imperatriz, ter desfrutado de dezenas de artistas compositores que materializaram em canto e música aquilo que eu propus. E hoje posso desfrutar de um samba, e de um enredo autoral feito pela ala de compositores da Imperatriz. Isso é motivo de alegria. Eu fiquei um pouco com essa frustração de em 2020 não ter podido propor algo para a Imperatriz de maneira mais autoral. Estou podendo agora propor isso”, admite o carnavalesco.

Sobre o samba da Imperatriz 2023, Leandro elogiou a obra desenvolvida pela parceria de Me Leva. A música, segundo o artista, traz tudo aquilo que ele pensa ser necessário para o desfile da Rainha de Ramos.
“Esse samba me deu tudo que eu precisava, tudo que eu imaginava. É um samba de enredo mesmo. Os compositores foram muito felizes e mais do que felizes, eles foram muito inteligentes, eu achei o samba um máximo”.
Comunidade leopoldinense incendiada pela história de Lampião
Uma das grandes realizações da diretoria presidida por Cátia Drumond foi o resgate da comunidade da Imperatriz. É notável perceber a participação dos componentes em ensaios de quadra, rua e diversos eventos.
“O grande trunfo da Imperatriz neste desfile é o fato da comunidade estar extremamente envolvida e alegre com o desfile. Uma comunidade envolvida e alegre, é um grande trunfo de qualquer escola que vislumbra algo bom para acontecer na pista. Porque o carnaval é na pista, é no dia. E quem faz as coisas acontecerem no dia é a comunidade. Então, a comunidade feliz, a comunidade alegre, é uma comunidade que pulsa, que vibra positivamente para o desfile”, entende o carnavalesco Leandro Vieira.
Muitas vezes estereotipada como uma escola fria, até mesmo em seus grandes campeonatos, a Imperatriz Leopoldinense quer seguir com a sua eficiência, mas colocando um algo a mais, uma pitada de picardia, uma alegria irreverente que possa conquistar os jurados e principalmente todo o público do carnaval.
“Foi para isso que eu escolhi esse enredo, foi por causa disso que eu escolhi esse enredo. Foi por causa disso que eu desenvolvi a maioria das coisas que produzi. A Imperatriz que você vê agora, foi uma Imperatriz premeditada pela escolha do enredo que eu apresentei. Não é à toa. Depois da minha experiência feliz da Imperatriz e o Lamartine, eu segui acreditando que essa Imperatriz mais alegre ligada a essa temática é uma Imperatriz que na minha cabeça pode funcionar melhor. É premeditada. Essa alegria é uma alegria que o enredo permite. As fantasias foram pensadas para que essa alegria não se perca. As fantasias foram pensadas para que o componente possa brincar, no dia a gente só quer que dê tudo certo, e aquilo que foi premeditado funcione da maneira que nós premeditamos. A ideia é que Lampião ‘taque’ fogo com graça nos brios da comunidade”, espera Leandro.
Décima colocada em 2022, neste carnaval a Imperatriz Leopoldinense será a quarta escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial com o enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida”.

