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Componentes da Mangueira aprovam renovação dos segmentos da escola e se mostram confiantes

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Mangueira02 4A Estação Primeira apostou em jovens talentos para integrar seu time para o carnaval 2023. A porta-bandeira Cintya, o intérprete Dowglas, os carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon e o mestre de bateria Taranta Neto são exemplos dessa valorização. Os componentes da escola atribuíram a chegada da presidente Guanayra Firmino como fator determinante para que mudanças ocorressem dentro da verde e rosa.

O estudante de jornalismo Gibson Romão contou que a expectativa em torno do desfile foi construída por conta do pré-carnaval de aproximação da comunidade com suas origens, ele exaltou as escolhas da presidente Guanayra Firmino em dar oportunidade para figuras que se destacaram na Série Ouro e também dentro da própria Mangueira.

“A expectativa é alta, acho que a gente vai se surpreender bastante, tanto pelos dois carnavalescos que estão agora na escola, quanto pelo casal. A Cintya, que veio de uma outra escola, acho que a Guanayra também foi uma presença que ajudou muito a gente, hoje estamos com uma expectativa muito grande, acho que vai ser um enredo muito bonito, um samba que encanta, foi legal, que tá bacana, estou muito ansioso, é meu primeiro ano desfilando e tenho certeza que vai ser muito legal, eu moro morro da Mangueira, então acho que tem muita coisa conectada aí, a galera gostou do enredo, fala sobre África e Bahia, é sempre bom e importante”, disse Gibson.

Mangueira03 4A diarista Rejane Batista, de 55 anos, contou que não se lembra mais do número de vezes que desfilou pela sua escola, porém, ela destaca que esse ano tem um diferencial, o enredo. Para a diarista, o retorno da africanidade na escola foi fundamental para reacender a vontade de defender novamente as cores verde e rosa na avenida, a fantasia ”

“Como sempre, estou desfilando novamente pela minha escola do coração, vamos brigar por esse título, tenho certeza. Estou com uma expectativa maravilhosa, que a gente vai conseguir, esse campeonato, a chegada da presidente Guanayra mudou tudo, ela passou a olhar pra comunidade com mais respeito, olhar pra dentro da comunidade mesmo, respeitar, pra gente é legal ver figuras de dentro do morro ganhando destaque, o cantor, os mestres de bateria, a gente olha e se enxerga. Eu pensei em não desfilar, mas depois da divulgação do enredo tive a certeza que precisaria estar com a minha escola”, contou Rejane.

Viviane Martins, pedagoga, de 32 anos desfilou na segunda ala da escola, denominada “Cortejo de Rotins”, a ala foi coreografada e mostrou a construção dos cortejos negros na Bahia, referenciando aos préstitos originais das Áfricas. A pedagoga também ressaltou a importância da escola olhar pra dentro e valorizar os novos talentos, além de destacar que o enredo é um resgate das raízes ancestrais.

Mangueira01 4“Eu venho na ala coreografada pelo Fábio Batista, sou mangueirense desde que eu me entendo por gente, minha mãe e meu pai já desfilavam na Mangueira, e esse ano a Mangueira vem de novo mais uma vez com o enredo muito forte e que tem tudo pra levar o título. Quando a gente fala sobre as Áfricas que a Bahia canta, a gente volta o olhar para nossa ancestralidade, para as raízes, para toda a questão do próprio movimento preto dentro do Rio de Janeiro que tá totalmente entrelaçado à cultura baiana mesmo, minha mãe é baiana e a gente sabe bem como é isso. Então, esse enredo me pegou desde o início assim e bate justamente com o fato da escola estar retornando às suas origens, voltando a olhar pra própria comunidade, valorizando quem é de dentro da escola, a escola é uma família. Quando você olha pra baixo, você consegue ir mais longe, vai dar certo”, disse Viviane.

Quarta alegoria da Mangueira enaltece os blocos afro do carnaval da Bahia

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Mangueira01 3Com o enredo “As Áfricas que a Bahia Canta”, desenvolvido pela dupla de carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estevão, a Estação Primeira de Mangueira pisou forte na passarela do samba para exaltar toda a negritude e ancestralidade baiana. A quarta alegoria da Verde e Rosa de São Cristóvão foi batizada de “Blocos Afros – A África que a Bahia Criou”, encerrando o quarto setor: “O Florescer da Reafricanização do Carnaval de Rua”.

A alegoria enalteceu a revolução estética, política e racial dos blocos afro do carnaval baiano. Uma grande escultura de uma mulher negra com o rosto pintado e uma roupa de estamparia de zebra ocupava o centro da alegoria, que trazia muitos búzios e referências aos orixás. A parte inferior do carro veio em estilo tribal, com as cores do bloco Olodum: preto, vermelho, amarelo e verde.

Mangueira05 2Thayneise, de 33 anos, é gerente de projetos e desfilou como composição do carro, juntamente com outras mulheres negras que representaram as ‘Deusas de Ébano’ do bloco Ilê Ayê. “Nós somos um grupo que regularmente sai em blocos afro do Rio de Janeiro como o Òrúnmilá e o Lemi Ayò. E aqui a gente tem a oportunidade de unir os dois melhores mundos, que é o bloco afro e o carnaval da avenida”.

Laiza Bastos, de 37 anos, foi outra mulher negra que desfilou de composição no quarto carro, com a fantasia denominada ‘Resistir é Lei, Arte é Rebeldia’. “Esse é um carro de muita representatividade para exaltar a beleza da mulher preta, que os traços negróides são bonitos, o cabelo crespo, a pele retinta, o nariz mais largo”. Elas vieram reproduzindo na avenida os passos do Ilê Ayê.

Mangueira02 3O destaque central Cristiano Morato, de 50 anos, é designer e desfilou na parte frontal da alegoria com a fantasia ‘Muzenza: O Leão Indomável’. “Na verdade esse carro vem representando vários blocos afro do carnaval da Bahia, e um dos blocos mais importantes que tem em Salvador é bloco Muzenza do Reggae”.

Há mais de dez anos desfilando na Mangueira, Roberto dos Santos, de 55 anos, confessou que estava ansioso para entrar na avenida. “Mesmo depois de dez anos é sempre uma coisa nova, é sempre uma magia, é como se fosse a primeira vez”. Ele veio como destaque da parte traseira da alegoria, vestindo uma fantasia inspirada em Oxalá.

Velha-guarda brilhou como a “Realeza Negra” ao deixar de lado o traje tradicional

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Mangueira05 1Acostumados a desfilar o traje tradicional, a velha-guarda, neste ano, desfilou representando a “Realeza Negra” e toda sua ancestralidade. A fantasia era de um verde imponente e luxuosa, com uma capa, simbolizando a realeza da festa de Cucumbis. A ideia da inovação foi bem recepcionada pelos integrantes da ala.

A presidente da ala, dona Gilda Moreira, comentou que a vestimenta habitual é mais confortável que a usada para o desfile, mas tinha que ser desse novo jeito para este enredo.

“Eu me sinto com o meu pézinho na África, porque eu vim de lá. A bisavó, a Tia Fé, é fundadora da Mangueira e veio da África. Tem tudo a ver. Inclusive, o samba fala disso. ‘No ilê da Tia Fé’.

Mangueira07‘Ilê’ é casa, quer dizer casa da Tia Fé. É minha cor, é o cabelo black, coroa de preto. A velha-guarda está legal, muito linda. Saiu da mesmice, só terno e cartola, taê, luva e bolsa. Vamos variar”, comentou a presidente que está no segmento desde 1979.
Marilda Florentino, de 70 anos, completou 50 anos de Mangueira neste ano e, há 10, faz parte da velha-guarda. Segundo ela, a fantasia escolhida é muito quente, mas “lindíssima”. A integrante comentou que a roupa era leve e amou vir como realeza.

“Faz mais de 50 anos que eu desfilo na Mangueira. Estou aqui desde criança. É a primeira vez que a gente vem de fantasia, já que viemos sempre de blazerzinho. Eu estou me sentindo uma rainha, me sentindo a princesa”, brincou Maria Helena, de 69 anos.

Mangueira08Acreditando no impacto dessa inovação, o mangueirense Antônio Nemeczyk está curtindo muito a roupa da velha-guarda. O que o deixa mais confiante é a integração com o enredo que velha-guarda teve desta vez.

“Mangueira e Bahia têm tudo a ver. Eu comecei a desfilar em 1984, mas eu sou nascido e criado em Mangueira há 60 anos. Quando Mangueira fala de Bahia, com certeza a escola vem na frente. Mangueira e Bahia são uma coisa só”, contou o componente.

A velha-guarda sentiu uma conexão profunda com a proposta da ala. Como disse a integrante do segmento Mara Lúcia de Paula, de 68 anos, o conceito tinha tudo a ver com a raça. A realeza negra da Mangueira veio se divertindo e brincando muito no Sambódromo.

Baianas da Mangueira se inspiram na força das Yabás para exaltar a negritude

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Mangueira03 1 A Estação Primeira de Mangueira encerrou a primeira noite de desfiles de domingo do carnaval carioca trazendo para a Sapucaí o enredo “As Áfricas que a Bahia Canta”. O primeiro setor da Verde e Rosa era “A Semente do Recriar D’África em Cortejo”, contando um pouco das Áfricas que a Bahia recebeu por conta da diáspora.

“O Carnaval Preto Pós-Abolição” foi o tema do segundo setor do desfile da Mangueira, falando do início da ancestralidade negra no carnaval da Bahia. É nesse contexto que a ala das baianas está inserida no enredo, denominada de “Pândegos D’África – O Préstito da Rainha Negra”.

Mangueira05A roupa mesclava tons de lilás, roxo, prata, dourado e azul piscina; fazenda uma homenagem ao clube negro chamado Pândego da África, criado no ano de 1897. Toda a feminilidade e a força das yabás serviram de inspiração para a confecção do exuberante figurino das baianas.

“Meu grande sonho era ser baiana, quando veio a chance eu fiquei doida. Enlouqueci. Eu sempre quis ser baiana, porque as fantasias são lindas”, revelou Maria Nazaré, de 65 anos, que é médica pediatra e tem 34 anos de Mangueira, sendo 5 anos desfilando na ala das baianas. Ela ainda valoriza o samba-enredo da escola que diz que ‘quando o verde encontra o rosa, toda preta é rainha’: “Eu acho maravilhoso, porque isso empodera a mulher preta, a mulher pobre. A Mangueira tem essa ação social de fazer com que as pessoas se sintam bem. A escola tem vários trabalhos sociais…”.

Mangueira01 1Aos 71 anos de idade, sendo 22 de Mangueira, Regina ‘Sereia’ é costureira e enalteceu a fantasia que ela mesma ajudou a produzir. “Está gostosa, leve, confortável… Eu gostei muito. Está muito linda!”. Ela ainda comenta sobre a importância do enredo: “Vem falando de muita coisa, de muitas mulheres guerreiras, da nossa raça negra… Precisamos disso para as pessoas saberem. Esse enredo traz uma informação que algumas pessoas não têm. É muito importante e eu acho muito válido”.

Maria Ignês, de 60 anos, é arquiteta e ficou encantada quando viu a fantasia de baiana pela primeira vez. “Nós somos as pretas rainhas. Olha só como estamos lindíssimas!”. Ela completa, “Estou me sentindo a própria Tia Fé. Foi no terreiro dela aonde a Mangueira começou, lá atrás… Estou muito feliz e me sentindo empoderada!”.

Denise Gomes, de 67 anos, hoje é aposentada e desfila de baiana por conta da herança de sua mãe. “Minha mãe foi baiana e eu sempre falei para ela que quando ela fosse embora eu iria seguir o caminho dela. Então, enquanto eu tiver vida eu serei baiana”. Ela ainda exaltou a fantasia da ala: “Linda demais, confortável. Tudo de bom! Quando a gente entrar eles vão ver o que que é a Mangueira”.

Elza Gomes, de 63 anos, é doméstica e desfila como baiana na Mangueira há 25 anos . Ela foi outra baiana que declarou estar bem satisfeita com a roupa deste carnaval: “Leve e muito linda, super confortável… Está maravilhosa!”.

Cucumbis: festa dos escravizados é homenageada no abre-alas da Mangueira

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Mangueira03O abre-alas da Estação Primeira de Mangueira traz a festa dos Cucumbis carnavalescos. Os cucumbis são grupos de foliões negros que surgiram na metade final do século XIX que se manifestavam através do canto e da dança com dramaticidade. A festa celebrava o Reino do Congo, o que fazia com que os escravizados assumissem um lugar de destaque enquanto realeza. A alegoria tinha esse objetivo de traduzir as tradições e os costumes dos pretos com seu conceito político, espiritual e musical.

A escolha foi abrir o desfile bem verde e rosa. A base do carro tinha a representação de bambus verdes e grafismos africanos em rosa e dourado. Tambores enormes ladeavam a parte de trás do carro, enquanto, na parte da frente, sete estátuas rosas com instrumentos aparentavam ser talhadas em madeira. A composição também era decorada por folhas grandes nas cores da escola.

Mangueira02Os componentes do carro vieram de “Tesouro das miçangas”. Algumas fantasias eram douradas e outras eram verde e branca. Parte da velha-guarda veio no abre-alas com um vestimenta rosa claro e um chapéu kufi no mesmo tom. Uma das componentes de dourado era Emily Alves, de 17 anos, estava feliz e ansiosa para desfilar neste carro.

“Eu achei o carro maravilhoso. O coração está a mil! Minha roupa vem representando as mulheres negras e me sinto feliz fazendo isso. É emocionante porque fala sobre África e mulheres negras que passam por diversos preconceitos e racismo”, disse ela que está na Mangueira desde seus 6 anos de idade.

Athos Rafael, de 32 anos, está estreando na Sapucaí e ficou encantado com o tamanho do carro. Ele acredita que essa junção de Rio de Janeiro e Bahia que a Mangueira está proporcionando foi bem oportuna pela alegria de seus habitantes.

“Eu confesso que eu tenho uma queda pela Bahia. O povo baiano e o povo carioca são os dois povos que mais tem alegria no Brasil inteiro. Essa junção fez com que ficasse maravilhoso. Aqui no Rio, somos um dos estados que mais ouve axé, tem gingado, por isso eu acho que ficou bem compatível”, opinou Athos.

Mangueira01As desfilantes em dourado comentaram sobre a leveza que deu mais facilidade para dançar e sambar na alegoria. A mangueirense Beatriz Matos, de 27 anos, está confiante na criatividade dos carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estevão e relembra as últimas mudanças que ocorreram na escola.

“Esse samba é muito criativo, bonito, inteligente. A Mangueira está com muitas renovações: mestre de bateria, mestre-sala e porta-bandeira, nova presidente. Estamos com garra, força e fé que tudo já deu certo. Eu amei a minha fantasia porque dá para fazer tudo, dá para sambar, dançar, se sacudir”, afirmou a componente.

No abre-alas, a cantora e compositora Leci Brandão veio como destaque central. Ela representou a Rainha do Cucumbi dentro da narrativa criada nessa alegoria.

Em enredo com forte presença musical, ala de compositores da Mangueira representou um dos redutos do samba na Bahia no século passado

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e108176a 2cdd 46b9 bf78 b7e966ec2817Inspirados nas agremiações negras advindas de décadas anteriores, os compositores da Mangueira prestaram uma homenagem as “Batucadas”, espécie de grupos carnavalescos negros que se popularizaram no território baiano já no
início do século XX, como consequência da retomada das ruas a partir dos afoxés. A ala abriu o quarto setor do desfile. Muito elegante, o figurino era composto por um paletó que misturou o rosa com branco, e calça verde.

A Mangueira tem em sua história grandes compositores, que são referências não só para a agremiação, mas também para o cenário musical brasileiro, temos os exemplos de Cartola, Carlos Cachaça, Leci Brandão e Nelson Sargento. Em 2020 veio o reconhecimento e a ala se tornou patrimônio imaterial do estado do Rio de Janeiro.

07ec2a36 2b1f 49db af55 fe2c4f013abfPedro Terra é o presidente da ala de compositores da escola, o desafio é enorme, afinal, a ala é referência dentro e fora do carnaval. Para Pedro, além do desafio, é uma honra enorme conduzir o legado que foi deixado por tantos compositores geniais.

“É um desafio muito grande, ao mesmo tempo que é uma honra, uma satisfação poder conduzir esse legado que foi deixado por tantos compositores talentosos notáveis na música popular brasileira, no samba, na história das escolas de samba e a gente vem buscando uma renovação através da juventude dos compositores que hoje integram a ala dos compositores da Mangueira, mas sempre sendo como referência o olhar pra trás, os ensinamentos. Esse modo de olharmos para Mangueira é para que nos inspire, nos oriente”, contou o compositor.

6d693063 ac7c 435b a256 a5cebe8ec65cA relação da Mangueira com a musicalidade brasileira é enorme, fundada por Cartola, um dos maiores compositores de todos os tempos, a relação é ancestral e se perpetuou ao longo dos anos. Pedro diz que a Mangueira é a essência da música.

“A Mangueira é a própria essência da música, ela é uma escola de samba criada por compositores, fundada por compositores e movido a grandes sambas. Sambas históricos, sambas pra Carnaval, mas também de meio de ano, sambas de terreiro que se imortalizaram na música popular brasileira, na voz nas vozes de intérpretes famosos, e que propriamente foram homenageados pela Mangueira ao longo do tempo, como Braguinha, Caymmi, Chico Buarque, Maria Bethânia, os Doces Bárbaros e o próprio Nelson Cavaquinho também referência na história da Mangueira. No último ano tivemos também o Cartola”, finalizou Pedro.

O engenheiro Civil Roni de Oliveira faz parte da ala de compositores da verde e rosa desde 2017, ele, que é um dos autores do samba de 2019, que entrou para história, conta que é uma característica da escola ter sambas fortes e aguerridos, ele também acredita que o samba deste ano já está na galeria de grandes sambas do carnaval carioca.

Eu sou um dos compositores do samba de 2019, então nosso histórico de samba é forte. Contamos esse ano com um belo desfile, que o nosso samba seja mais uma vez premiado. O samba deste ano a quadra comprou a ideia desde a disputa, na minha opinião é um dos melhores sambas do carnaval, ele resgata a musicalidade da Bahia, a força da mulher preta, o valor da nossa ancestralidade está presente no samba de uma forma contínua e vai ser grande sucesso hoje com certeza”, contou Roni.

A história de Rodrigo Pinho com a ala de compositores é longa, já são 15 carnavais desfilando e representando tantos outros compositores, o comerciante acredita que o samba da Mangueira para o carnaval deste ano é o melhor e que toda a ala de compositores está muito emocionada, ele aproveitou para destacar a força da presidente Guanayra Firmino.

A relação da Mangueira com a musicalidade faz parte desde o começo. A gente tem Nelson Cavaquinho, a gente tem Cartola. A gente tem um ritmo de maiores nomes da música popular brasileira que nasceu no morro, cresceu e construiu a nossa história, nossa missão é continuar esse legado. Temos o melhor samba deste ano, ainda não começou o desfile, mas eu tenho certeza que vocês vão ver, eu não sei nem da arquibancada como vai ser a reação, mas vocês vão ver os compositores de toda a escola extremamente emocionados. A gente tá muito à vontade, sofremos uma mudança muito grande, a gente tem a Guanayra que é a mulher mais forte que poderíamos ter, a gente está junto dela sempre”, pontuou o compositor.

Ala 27 do Salgueiro finaliza o desfile transformando o lixo em luxo

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Salgueiro04 1A vigésima sétima ala do Acadêmicos do Salgueiro trouxe para avenida neste domingo, no primeiro dia de desfile do Grupo Especial, a história daqueles que tiveram a vida desprezada e, após encontrar o paraíso, transformam o lixo em luxo.

A ala coreografada veio com uma fantasia que tem duas versões ao virar. Uma parte da fantasia é amarela para representar o luxo e a outra parte preta para representar o lixo. Na cabeça, um capacete com um chifre vermelho.

A ala da escola representa Joaozinho Trinta, o João do Povo, uma grande referência para a cultura nacional. “Representar Joaozinho Trinta é uma coisa incrível, ainda mais, sendo do luxo ao lixo, é um dos enredos mais icônicos dele”, explica Carol Peixoto, ela desfilou pela primeira vez no Salgueiro e estava ansiosa pra representar a escola na Sapucaí.

Salgueiro01 2A ala fecha o setor da escola e tem a responsabilidade de finalizar o desfile. “Na minha opinião, a ala é muito responsável por fechar o setor da escola e representar o Joaozinho Trinta, disse Matheus Silva, também desfilando pela primeira vez na escola.

Para Carol, falar sobre sustentabilidade é uma pauta super importante da ala. “A fantasia fala também sobre sustentabilidade. Trazer essa visão sobre pensar no futuro é com certeza algo muito importante”, disse Carol.

A escola foi a penúltima escola a desfilar no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. A escola reflete sobre o certo e o errado, apresentando os “Delírios de um Paraíso Vermelho”.

Salgueirenses demonstram apoio e carinho por casal de mestre-sala e porta-bandeira

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Salgueiro03 4Prestes a completar dez anos no Acadêmicos do Salgueiro, Sidclei Santos e Marcella Alves seguem na construção de um legado que encanta não apenas a comunidade, como também o público que os assiste dançar. O casal de mestre-sala e porta-bandeira evidencia a sua conexão cada vez mais.

Apaixonados pelos dois, os salgueirenses não escondem o carinho e a apreciação que sentem pelo casal. Neste domingo, 19 de fevereiro, a agremiação foi a quinta do Grupo Especial a desfilar na Sapucaí, e a comunidade estava mais do que pronta para apoiá-los.

Desfilando no Salgueiro há treze anos, Peterson Shermnan, de 48 anos, acompanha alegremente a evolução e as transformações que a escola já passou. “Sou suspeito para falar do Sidclei e da Marcella, pois admiro o trabalho deles há muito tempo. Acho que eles arrebentam e são um exemplo de dedicação”, comentou.

Salgueiro01 4Ruthenberg Achilles, de 32 anos, representou a agremiação pela primeira vez na Avenida, mas sempre esteve presente para apoiar a namorada, que faz questão de participar anualmente. “Essa paixão que eles têm pelo Salgueiro faz toda diferença. Dá mais gás e emoção no desfile, além de nos contagiar”, abordou.

“Para mim, eles são o melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira da atualidade. Com certeza vão trazer bons frutos para a escola nesse carnaval”, afirmou Marcio Geippe, de 49 anos. Ele também contou que nunca é tarde para se sentir realizado, uma vez que fez sua estreia na Sapucaí. “Estou realizando um sonho aqui. Moro perto da quadra e acompanho a escola desde a adolescência”, completou.

‘Marechal do Exército Vermelho’ da Furiosa é destaque no desfile do Salgueiro

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Salgueiro02 3O Acadêmicos do Salgueiro trouxe para avenida, no primeiro dia de desfile do Grupo Especial nesta sexta-feira, uma reflexão sobre o certo e o errado, apresentando os “Delírios de um Paraíso Vermelho”. A fantasia, Marechal do Exército Vermelho, dita o ritmo das batalhas. Os tenentes tem o papel de julgar e ditar as condenações.

A furiosa veio fantasiada com uma roupa longa vermelha com detalhes dourados e pratas, uma imagem de caveira estampa o colete da bateria. Na cabeça, os componentes usam um chapéu com uma caveira com olhos acesos em luz vermelha.

“Toda vez que a gente está aqui no Salgueiro, é uma emoção diferente. É uma emoção que nos faz querer vibrar e estar aqui todo ano”, disse Fabio Aquino, professor. Para Fabio, a fantasia parece exagerada mas é tranquila de se usar. “Ela tem bastante peças, mas ao mesmo tempo, ela é muito fresca. Vai dar um visual muito legal na avenida por conta da coloração e por causa do chapéu que tem detalhe em led”, completou o componente da caixa da bateria.

Salgueiro01 3De acordo com Leandro Dale, todas as fantasias da vermelha e branca são confortáveis. “Sempre são pensadas, porque temos que fazer movimentação. Todas são 100% leves”, explicou o componente da marcação.

A escola foi a penúltima escola a desfilar no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial. A escola reflete sobre o certo e o errado, apresentando os “Delírios de um Paraíso Vermelho”.

Ala LGBTQIA+ traz representatividade para o Salgueiro

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Salgueiro01 5O Salgueiro foi a quinta escola de samba do Grupo Especial a desfilar pela Sapucaí neste domingo, 19 de fevereiro. O enredo buscava despertar olhares críticos sobre a concepção social de certo e errado, com uma grande mensagem de repúdio a qualquer tipo de preconceito.

A 21ª ala da agremiação, intitulada “Todes a bordo”, reuniu pessoas da comunidade LGBTQIA+ para convidar o público para navegar no barco da diversidade. As fantasias, de diversas cores, formavam as cores do arco-íris no conjunto.

Salgueiro03 5“Estou desfilando no Salgueiro pela primeira vez. No ano passado, estive na arquibancada. Olhe como o mundo dá voltas”, comentou o bem-humorado Kayque Barcellos, de 17 anos. “Ainda que pareça um tema cansativo, é a realidade. Precisamos trazer relevância para o combate à intolerância e esse momento é ideal. O Brasil inteiro está nos assistindo”, afirmou.

Laert Rodrigues, de 47 anos, voltou a desfilar após alguns anos e se mostrou extremamente satisfeito com o seu papel na apresentação. “Achei a fantasia linda, e realmente maravilhosa”, abordou.

“Essa ala é nova e necessária. Traz representatividade para todos nós no carnaval, e fico feliz de fazer parte desse momento”, citou Paola Nunes, de 33 anos, que desfila no Salgueiro pelo segundo ano.