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‘Espero poder fazer história’, diz Pitty de Menezes após estreia arrebatadora na Imperatriz

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Imperatriz01 1Ocupando o cargo que já foi de grandes nomes Dominguinhos do Estácio e Preto Jóia, Pitty de Menezes fez nesta segunda-feira sua estreia como intérprete da Imperatriz Leopoldinense. Elogiado pela crítica, pelos componentes e comunidade, Pitty diz esperar fazer história na Rainha de Ramos.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Pitty falou sobre a responsabilidade de estrear em um cargo ocupado por grandes nomes do mundo do samba e em meio ao favoritismo da escola de samba.

Pitty revelou que Dominguinhos do Estácio é sua inspiração e seu maior ídolo como intérprete. Para ele, estrear na Imperatriz ocupando um lugar que foi de dois grandes sambistas torna a responsabilidade ainda mais forte.

“É uma responsabilidade muito grande e uma alegria muito imensa poder fazer parte da família Imperatriz. Dominguinhos do Estácio é o meu grande ídolo. Poder pisar nesse palco sagrado em que ele pisou e foi campeão, assim como o Preto Jóia é uma imensa alegria. Espero poder ajudar a trazer o campeonato para Ramos, porque a nossa Imperatriz Leopoldinense precisa e merece muito”, contou o intérprete.

Ensaios com apoio da comunidade e muita preparação

O intérprete contou como foi o pré-carnaval para essa estreia no carro de som da Certinha de Ramos. Ele destacou que o trabalho hoje foi colocar em prática tudo que foi feito ao longo do ano.

“A preparação foi muito grande. Fonoaudiólogo, aulas de canto e muita preparação com os ensaios – que foram maravilhosos e de grande resposta. Hoje é o dia de brincar e colocar em prática tudo que viemos ensaiando e se preparando”, disse Pitty.

Assim como seu ídolo Dominguinhos e o grande Preto Jóia, Pitty de Menezes revelou esperar poder ter a oportunidade de fazer história na Imperatriz Leopoldinense. Descontraído, ele mandou um recado para a presidente da escola, Cátia Drummond.

“Eu quero ficar na Imperatriz por muitos anos, se assim a presidente Catia permitir. Presidente Cátia, vamos renovar, pelo amor de Deus (risos). Eu espero ficar na Imperatriz uns 30 anos e poder fazer história assim como Preto Jóia e Dominguinhos fizeram pela Imperatriz”, falou o intérprete Pitty de Menezes.

Imperatriz02 1Querido na comunidade, componentes elogiaram o trabalho do intérprete

Para Matheus Souza, gerente de 27 anos e componente da primeira ala da escola de samba, o trabalho que o intérprete veio apresentando não possui erros. Ele acredita que a Imperatriz estava precisando de um nome que tivesse uma conexão com a Rainha de Ramos.

“Sensacional. Acho que a Imperatriz estava precisando há muito tempo de um nome para dar ‘cara’ a escola, para quando você escutar a voz, já saber que quem está cantando é a Imperatriz. É sucesso total, não tem nenhum erro”, comentou Matheus.

Maria das Graças Carvalho, de 54 anos, é baiana da Imperatriz Leopoldinense e desfila na escola desde 2017. Ela falou sobre o grito do intérprete que, segundo ela, levanta a comunidade.

“Maravilhoso. Quando ele solta o grito, a gente canta. Nem precisa ele pedir para cantar, porque cantamos juntos com ele. É realmente maravilhoso, a voz dele nos contagia e tem muita emoção. É uma energia muito boa”, falou a baiana.

“Um dos melhores intérpretes do samba”. Para dona Maria das Graças, Pitty de Menezes tem tudo para ser um dos grandes nomes no cargo.

“É um grande nome para a escola, não só aqui no presente como no futuro também. Acredito que ele vá se colocar como um dos melhores intérpretes do samba e do nosso carnaval carioca. Está tudo maravilhoso. A nossa presidente Cátia também está trabalhando bem e presente na quadra”, falou.

Com a excelência musical de Pitty de Menezes, a Imperatriz Leopoldinense foi a quarta escola a desfilar na Marquês de Sapucaí nesta segunda-feira de carnaval.

Deu nome e entrou na briga pelo título! Vila Isabel faz desfile espetacular recheado do talento e criatividade de Paulo Barros

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A Unidos de Vila realizou um desfile espetacular na noite desta segunda pelo Grupo Especial do carnaval carioca. Contando com toda a criatividade do carnavalesco Paulo Barros, a azul e branca do bairro de Noel entrou na avenida extremamente feliz e se colocou na briga pelo título, muitos foram os destaques positivos, a começar pela apresentação da comissão de frente coreografada por Alex Neoral e Marcio Jahú, que fez os bailarinos flutuarem em plena avenida, a apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho Siqueira e Cris Caldas arriscou ao promover uma troca de roupas em frente às cabines de julgamento, porém, em todos os módulos a ideia funcionou e serviu para que o público se entregasse. A comunicação com as arquibancadas foi incrível, a cada alegoria que entrava na Sapucaí, as pessoas paravam para admirar e observar a beleza e os truques, marca registrada de Paulo Barros. Aliás, o conjunto visual foi um dos melhores já desenvolvidos por Paulo em toda a sua carreira, ele derramou sobre a Vila todo o seu talento e bom gosto, a escola saiu da avenida com gritos de ‘é campeã’, e o carnavalesco, que teve sua contração contestada no pré-carnaval, foi aclamado. * VEJA AQUI FOTOS DO DESFILE

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Apresentando o enredo “Nessa Festa, Eu Levo Fé!”, assinado pelo carnavalesco Paulo Barros, a azul e branca do bairro de Noel levou para a avenida as festas religiosas espalhadas pelo Brasil, foi um passeio pela cultura festiva da Grécia antiga representada pelo Deus Baco, passando por festas no mundo todo, festas típicas do Brasil, as celebrações do dia dos mortos, até finalmente aportar no carnaval. A escola foi a terceira a cruzar a passarela do samba na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A escola terminou sua apresentação com 70 minutos.

LEIA ABAIXO MATÉRIAS ESPECIAIS DO DESFILE
* Paulo Barros volta para Vila e encanta componentes com a beleza de fantasias e alegorias
* Passistas da Vila Isabel foram noivos e noivas em celebração a Santo Antônio
* Carro da Vila celebra o Dia dos Mortos mexicano com muita cor e empolgação dos componentes
* Salve São Jorge! Festa do santo guerreiro é o tema do terceiro carro da Vila Isabel
* Última alegoria da Vila Isabel exalta o carnaval e traz o Rei Momo em veículo que descia até a pista
* Baianas de Vila Isabel simbolizaram a lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim

Comissão de Frente

A comissão de frente coreografada Alex Neoral e Marcio Jahú abordou a origem mitológica do carnaval através da lenda do Deus Baco, os componentes estavam fantasiados de ninfas e sátiros, em fantasias extremamente bem confeccionadas. A coreografia representou o êxtase provocado pelo vinho, um estado da alma em que os sentidos se desprendem das coisas materiais, um prazer capaz de conduzir os seres à inspiração absoluta, de tirá-los do chão e aproximá-los da divindade a quem cultuam.

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Os coreógrafos optaram pelo uso de um elemento cênico, de dentro dele, saiu um palco que utilizado para apresentação aos jurado, ele se abriu em cinco partes e as ninfas flutuaram pela avenida, o truque foi observado com empolgação e curiosidade pelo público, ao final da apresentação, Baco se transforma e em Rei momo, outro momento de muita empolgação. No geral, a comissão se apresentou de forma clara, leve e irônica, o enredo foi contado com maestria e a surpresa funcionou muito bem, a apresentação impulsionou o início do desfile da azul e branca.

Mestre-sala e Porta-bandeira

A dupla Marcinho Siqueira e Cris Caldas vai para o segundo carnaval defendendo o pavilhão da Vila e possivelmente realizaram um dos desfiles mais desafiantes de suas carreiras, eles trocaram de roupa na frente da cabine de jurados, a transformação causou um efeito poucas vezes vistos na avenida, com vestes simples no início representando o povo humilde, em poucos segundos eles colocaram o figurino e deram lugar a realeza, nesse momento, o público vibrou com muita intensidade.

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O que poderia ser um risco para a apresentação deles, parece ter servido de combustível para uma das maiores apresentações que já realizaram, o entrosamento entre os dois é nítido, visto que apenas com o olhar se entendem. A intensidade da dança impressionou, assim como os giros de Cris que foram muito rápidos e precisos, a bandeira em todo o mundo se manteve desfraldada, o desempenho de Marcinho também merece elogios, ele riscou o chão da Sapucaí sempre com um sorriso no rosto.

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Harmonia

Um show da escola de ponta a ponta, o desempenho do intérprete e de carro de som foi excepcional, a união entre o canto dos componentes, a forma que se entrosou com o ritmo da bateria e a entonação do intérprete foi um dos pontos altos do desfile, a comunicação com o público também foi assertiva, o que parece ter impulsionado ainda mais os componentes. A bateria Swingueira de Noel fez mais uma exibição de alto nível, a escola de Noel brincou o carnaval e saiu da avenida da mesma forma que entrou, cantando com muita garra.

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Enredo

De volta à Vila Isabel, o carnavalesco Paulo Barros foi o responsável por desenvolver o enredo “Nessa Festa, eu levo fé”, inspirada pelas comemorações divinas e populares espalhadas ao redor do mundo, a Vila Isabel convidou a todos para esse passeio. O desfile foi dividido em cinco setores e passou com clareza o tema.

O primeiro setor, denominado “Quem nos ensinou a festejar… Foram os deuses milenares!” Começou o desfile mostrando o Deus Grego Baco, o setor também mostrou festivais em homenagem a outros deuses. O segundo setor, “Tem protetor e padroeiro no mundo inteiro”, mostrou as festas da fé, com destaque para São Jorge.

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No terceiro setor as festas brasileiras foram as grandes protagonistas, festas juninas, Caprichoso e Garantido, Iemanjá, todas as festas relacionadas ao Brasil estiveram presentes. O quarto setor, denominado “A morte é uma festa”, levou para a avenida celebração dos povos em torno da morte. A escola encerrou seu passeio com o setor “Carnaval: nessa festa, eu levo fé!”, a viagem pelos carnavais de Veneza, blocos de rua e uma homenagem às escolas de samba encerrou o desfile.

Evolução

Os 2600 componentes que desfilaram pela escola deram um show de evolução. Foi um desfile desfile quase perfeito nesse quesito, tirando um pequeno espaço deixado pelo último carro em frente a primeira cabine de jurados, a Vila passou pela avenida com muita desenvoltura e organização, as alas, em sua totalidade estavam muito compactas, os ensaios realizados no Boulevard 28 de setembro pôde ser visto no desfile. O enredo da Vila promovia uma grande festa, e foi justamente o que a Vila fez na avenida, a escola se divertiu na avenida e encantou do início ao fim.

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Samba-Enredo

O samba-enredo composto por Dinny da Vila, Kleber Cassino, Mano 10, Doc Santana e Marcos foi a obra que a comunidade queria desde o início da disputa, a prova disso foi a forma que eles cantaram. De melodia e letra simples, o samba tem características que fizeram com que ele fosse cantado com muita força, porém, a segunda parte gerava uma explosão maior, com destaque para a parte “Pulei fogueira, anarriê no arraiá brinquei”, a explosão vista nesta parte continuou com o refrão principal e o “Evoé Evoé” logo caiu nas graças do público.

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Alegorias e Adereços

A Unidos de Vila Isabel levou para a avenida um conjunto alegórico com todas as características marcantes do carnavalesco Paulo Barros, muito inspirado, Paulo presenteou o público com um conjunto de alegorias de muita criatividade, apuro estético e claro, trajes e surpresas, primando pelo acabamento e com efeitos especiais, as alegorias contaram o enredo com maestria. No total, foram 6 alegorias, uma delas acoplada, além de 2 tripés, e um elemento cenográfico da comissão de frente.

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À frente da Escola, Martinho da Vila desfilou em um Pede-Passagem, ornamentado por uma composição de coroas, símbolo da Unidos de Vila Isabel e com elementos de algumas das mais importantes festividades religiosas que iriam ser retratadas na Sapucaí. O abre-alas, “Culto ao Baco na Roma Antiga”, encenou as homenagens para o deus do vinho, que representava uma transgressão às separações sociais, pois as pessoas gozavam de maiores liberdades, unidas pelo êxtase e pelo entusiasmo de festejar. Predominante branco, o carro jorrou vinho pela Sapucaí, o efeito funcionou por toda a avenida, um detalhe na traseira da alegoria, que passou com um pano cobrindo o que parecia ser o moto do carro pode tirar pontos.

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O carro dois, “Festival das lanternas”, mostrou o festival criado no período da Dinastia Han, que encerra as comemorações do Ano Novo Chinês, a riqueza de detalhes e o acabamento promoção foram marcas desse carro, em alguns momentos, o grupo de dragões descia e interagia com a ala da frente. O terceiro carro, “Festas de São Jorge”, levou as festas e a imagem de São Jorge reluzindo em metal, para evidenciar a proteção rogada em sua oração, essa talvez seja a alegoria mais bonita que passou pela avenida neste carnaval, as esculturas vazadas causaram um efeito incrível.

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Logo depois, a alegoria “Festival de Parintins”, apresentou a manifestação cultural do Norte do Brasil, que gira em torno da competição entre os bois: Garantido, o vermelho e o branco, e Caprichoso, o preto e o azul. O tripé “A caminho de Valhala”, reproduziu uma embarcação viking que faz parte do Festival do Fogo, a sensação causada era de que o elemento realmente estava sendo incendiado. O quinto carro, “Dia dos Mortos”, embarcou para o México e mostrou os cultos praticados pelos astecas, que, em homenagem aos mortos, conservavam seus crânios e os exibiam para celebrar o ciclo da vida e o renascimento. A Vila encerrou seu desfile com o carnaval, a morada do Rei Momo. O carro apostou em elementos típicos da folia, como a presença do Rei Momo que em alguns momentos descia a rampa em um carro e passeava pela ala da frente. Sem dúvidas, foi um dos melhores trabalhos plásticos de Paulo Barros, criticado em anos anteriores, ele mostrou todo seu talento neste desfile.

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Fantasias

O conjunto de fantasias apresentado pela azul e branca seguiu o conjunto visual das alegorias, as fantasias impressionaram pela facilidade de leitura e pelo uso de materiais requintados, em sua totalidade, os figurinos estavam muito bem acabados. Paulo tem por característica a inventividade, esse ano, porém, ele aliou sua criatividade com o tradicional, o resultado foram fantasias volumosas, com costeiros bem trabalhados e muitos adereços de mão, o uso das cores também foi um dos pontos altos do conjunto, o azul, marca registrada da agremiação, esteve presente, mas o desfile foi extremamente colorido. A ala das baianas representou uma das maiores manifestações religiosas populares da Bahia, a lavagem das escadarias da Igreja do Senhor do Bonfim, o figurino foi um dos melhores que passaram pela avenida neste ano.

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Outros Destaques

A presença de Sabrina Sato é sempre um acontecimento, esse ano, a rainha de bateria da Swingueira de Noel representou as festas juninas, ela levantou a Sapucaí sua alegria contagiante. O carnavalesco Paulo desfilou no final da escola, muito feliz, ele recebeu muitos aplausos do público.

Cangaceiras e leopoldinenses, as baianas da Imperatriz vieram com a força de Maria Bonita

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Imperatriz03Cangaceiras e leopoldinenses, assim vieram as baianas da Rainha de Ramos. As componentes estavam representando Maria Bonita, esposa de Lampião, o líder do cangaço. Para elas, apesar do calor, a fantasia estava leve, confortável e rendeu belos giros na Avenida.

A fantasia é inspirada nos trajes das cangaceiras. Consiste em um vestido azul claro com detalhes coloridos, floridos e em xadrez, mangas em bege, um lenço vermelho com bolinhas pretas, além de um chapéu bege e óculos escuros. A grande surpresa foi a espingarda que as baianas portaram em homenagem a Maria Bonita.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente da ala das baianas, Raul Marinho, de 75 anos, falou brevemente da satisfação das baianas com a caracterização.

“Estão satisfeitas. É um pouco difícil de vestir, mas estão satisfeitas”, afirmou Raul.

Imperatriz02Lúcia Brito, costureira de 75 anos, achou que a fantasia não era tão leve. Porém, Lúcia estava satisfeita.

“Estou bastante satisfeita. Vai dar pra rodar tranquilamente na Avenida. Não está nem leve, nem pesada, está média (…) Está muito calor, mas na hora a gente não sente nada, só no final (…) Eu estou achando maravilhoso representar a Maria Bonita”, disse Lúcia.

Maria da Conceição Rodrigues, confeiteira de 56 anos, não sentiu o peso da fantasia. Após a ideia do enredo do carnavalesco Leandro Vieira, Conceição conheceu melhor a história de Lampião e Maria Bonita.

Imperatriz01“A fantasia está leve, gostosa, estou sentindo uma energia muito positiva (…) Vai dar pra rodar bastante, estamos aqui para isso. Eu não conhecia a Maria Bonita e o Lampião. Agora eu sei quem foi Lampião: ele foi o Robin-Hood do sertão”, falou Conceição.

Maria Inês Silva, arquiteta de 63 anos, acredita no título da Imperatriz. Como Conceição, Maria Inês elogiou o carnavalesco Leandro Vieira. Para ela, o carnaval tem o papel de valorizar a cultura brasileira.

“Vai dar para rodar bastante na Avenida, levar a Imperatriz para o campeonato e vamos nós (…) Para mim, o importante é o carnaval de a gente ir brincando e contando histórias para as próximas gerações. Está vindo muita cultura americana para a gente, nós estamos perdendo o bonde da cultura brasileira.

“Virgulino no comando!”: Abre-alas da Imperatriz representou a invasão de Lampião ao sertão nordestino

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O abre-alas da Imperatriz Leopoldinense, “Virgulino no comando”, veio imponente. A alegoria retrata a invasão do bando de Lampião ao sertão nordestino. Havia componentes caracterizados como Lampião e seu bando.

A dianteira da alegoria veio com dois bois e Lampião montado em um cavalo. A paleta de cores presentes no carro eram típicas do semi-árido, além de trazer também a vegetação e características do sertão na época do cangaço.

André Fabiano, educador físico de 44 anos, sai em carros alegóricos na Rainha de Ramos desde 2016 e estava caracterizado de Corisco. Por conta de sua mãe pernambucana, André se identificou com a alegoria. Além disso, ele rasgou elogios a harmonia da escola.

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“É a melhor harmonia do carnaval, é por isso que eu estou aqui (…) Eu sou filho de português com pernambucana (…) É bem interessante a literatura de cordel. A importância desse carro, na minha opinião, é cultuar a memória de Lampião. É importante a gente entender que ela não era bom, nem ruim, ele vive no imaginário popular nordestino (…) Eu sou um dos cangaceiros do bando de lampião, estou representando o Corisco, é bem legal (…) É uma honra, porque foi uma seleção feita a dedo”, explicou André.

Max Cassiano, aderecista de 30 anos, esteve presente em alegorias durante dez anos e estreou pela Imperatriz hoje. Nesse desfile, Max está representando Lampião.

“É tudo. O enredo do carnavalesco Leandro Vieira está muito bonito. O Leandro também me apresentou a literatura de cordel”, revelou Max.

Nair Oliveira, auxiliar de enfermagem de 83 anos, é baluarte da Imperatriz Leopoldinense. Há 53 anos na escola, Nair está muito feliz com o carnavalesco Leandro Vieira e a diretoria da escola. No carro alegórico, Nair estava representando Maria Bonita.

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“Já assisti muita literatura de cordel aqui no Sapucaí. O nosso carnavalesco é o ápice, o melhor carnavalesco do momento. Uma pessoa solidária, amiga, se preocupa com bem estar dos baluartes (…) Eu tenho 53 anos de Imperatriz com muito orgulho, eu amo essa escola, apaixonada por Luizinho, meu padrinho. A Kátia cai junto com a gente no samba, é espetacular, oro por ela sempre (…) Estou de Maria Bonita. É uma roupa linda, Leandro caprichou. O Lampião é uma história nossa, uma história de guerra. Eu não sei decifrar a luta dele, mas ele fez tanta coisa que o nome dele entrou para a história”, expressou Nair.

Passistas da Vila Isabel foram noivos e noivas em celebração a Santo Antônio

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Vila Isabel05 3Não tem como falar das festas religiosas e populares do Brasil sem mencionar a festa junina. Coube aos passistas da Vila Isabel interpretarem o “Casamento na Roça”, em homenagem à santidade junina Santo Antônio. As integrantes femininas da ala usaram representaram noivas com véu e sutiã de pérolas e muitos babados no braço e na saia, enquanto os homens desfilaram como noivos em branco de chapéu, gravata azul e bandeirinhas de festa junina costuradas pelo traje.

Kátia Suzuki, de 53 anos, apoio da ala de passistas, comentou como os integrantes do segmento ensaiaram bastante e estavam preparados para pisar na Sapucaí. Para ela, a emoção de estar na festa junina é próxima da sensação de estar no Carnaval.

Vila Isabel03 3“A festa junina é uma das festas mais populares. Vamos dizer que festa junina e carnaval estão páreo-a-páreo. Eu fui quadrilheira durante 25 anos. É uma emoção tão grande quanto a do carnaval. A gente poder falar dos nossos ancestrais, porque a festa junina começou lá trás como uma simples festa de roça e agora se tornou um espetáculo tão quanto o carnaval”, afirmou Kátia.

Em seu 16º ano de Vila, Vagner Gaspar, de 40 anos, apontou o quão leve estava a fantasia de noivo. Além disso, comentou o efeito nostálgico que a roupa provocou.

Vila Isabel04 3“A fantasia está ótima, leve e dá para sambar. Fala da festa junina. Lembra o tempo de escola. Tem bastante nostalgia. A comida boa”, relembrou o passista.

Laura Micaela, de 24 anos, desfilou pela segunda vez na azul e branca e ressaltou que passistas precisam de roupas leves para sambar e dar o seu melhor. O objetivo foi alcançado com sucesso este ano.

“Eu gosto de ir para as festa de Arraiá, eu gosto para me divertir, nunca dancei nas festas juninas. Mas é uma festa muito bonita e muito enriquecida. É uma das nossas principais festas do Brasil”, opinou a componente, que vive o carnaval desde criança.

As passistas revelaram que não fariam nenhuma coreografia específica. A ideia principal é mostrar, de fato, o samba no pé. Mesmo assim, Carolina Fortes, de 25 anos, indicou que existem passos sincronizados que surgiram espontaneamente pela ala.

“Na verdade, a gente não tem uma performance específica coreografada, mas às vezes um passista ou outro faz um passo e a ala inteira pega e repete. A Vila tem muito disso. Nossa questão é o samba, mas a gente tem essa harmonia”, contou a integrante.

Problemas em evolução e alegorias afetam desfile emocionante do centenário da Portela

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Por Diogo Sampaio

Um sonho que virou pesadelo. Esta é uma forma que podemos definir o desfile da Portela, que deveria celebrar o seu centenário, mas que ficou marcado por uma série de erros em evolução e alegorias. Com uma abertura impactante e emocionante, a escola coloriu os céus com o nome de seus dois principais baluartes e despontou com um canto forte, que acabou afetado pelos problemas na pista. Além disso, quesitos como comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira cometeram “escorregadas” durante apresentações em cabines de jurados, podendo perder pontos preciosos para a agremiação. * VEJA AQUI FOTOS DO DESFILE

Com o enredo “O Azul que Vem do Infinito”, assinado por Renato e Márcia Lage, a agremiação foi a segunda escola a passar pela Marquês de Sapucaí neste último dia do Grupo Especial. A azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira encerrou a sua apresentação com 69 minutos, um a menos que o tempo limite.

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LEIA ABAIXO MATÉRIAS ESPECIAIS DO DESFILE
* Quarto carro da portela faz referencia ao enredo campeão de 1980
* Baianas da Portela representaram Nossa Senhora da Conceição
* Portelenses se emocionam ao celebrar o centenário da escola
* Portela encerra desfile homenageando figuras históricas da agremiação
* Lendas vivas da escola, Vilma Nascimento e Jerônimo se emocionam no centenário da Portela
* Emocionados, componentes da Portela se encantam com águia do centenário

Comissão de Frente

Com o nome de “Como Tudo Começou”, a comissão de frente, assinada por Léo Senna e Kelly Siqueira, apresentou de forma poética os momentos de inspiração de Paulo, Caetano e Rufino que levaram ao surgimento da Portela e desenvolvimento de seus símbolos sagrados: o pavilhão e a Águia. Em um primeiro ato, os componentes vinham no chão, representando moradores de Oswaldo Cruz e Madureira, na época da fundação da escola. Na sequência, eles subiam em um elemento cenográfico que retratava um espaço de criação.

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Já neste local, a coreografia recriava os momentos de concepção dos símbolos, iniciando com a bandeira. O ápice da apresentação ocorria na hora em que era encenada a criação da Águia, com o componente representado Paulo Benjamin de Oliveira “voando” em cima de sua obra.

No entanto, apesar de criativa e da reposta positiva do público, a comissão deve perder pontos na segunda cabine de julgamento. Neste módulo, a apresentação não foi executada de maneira completa, uma vez que o integrante que representava Paulo da Portela não conseguiu subir na Águia.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Lamar e Lucinha Nobre, vieram com a fantasia “A Nobreza que Desfila Humildade”. O figurino, dourado com penas em tons de laranja e marrom, era bastante luxuoso, mas uma falha na peruca de Lucinha deve acarretar na perda de décimos em dois módulos de julgamento.

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Na segunda cabine, a porta-bandeira teve de segurar o acessório durante toda a apresentação oficial para os jurados. Já no último módulo, Lucinha se apresentou sem a peruca, após ela se soltar na altura do setor 08 e não conseguirem ajeitar.

Mesmo com estes problemas na indumentária, a dança do casal foi pouco comprometida. Com movimentos velozes, os dois mesclaram bailado tradicional com passos coreografados, com boa interação entre eles e bastante sincronia. O giro completo do pavilhão por cima da cabeça, que já virou característico de Lucinha, arrancou aplausos do público.

Harmonia

Com um início promissor, a harmonia da Portela foi um dos quesitos comprometidos pelos problemas que ocorreram na pista. Quando o cronômetro foi disparado, o canto das primeiras alas da azul e branca podia ser ouvido a distância. Além disso, pessoas nas arquibancadas e frisas acompanhavam os componentes e entoavam com força os versos da obra composta por Wanderley Monteiro, Vinícius Ferreira, Rafael Gigante, Edmar Júnior, Bira, e Marcelão.

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Porém, conforme as falhas foram acontecendo, o canto da escola foi diminuindo, chegando a ficar tímido em alguns momentos. O intérprete Gilsinho, em uma noite de excelente performance, ainda tentou animar os desfilantes, no entanto sem muito efeito.

Evolução

Acostumada a ter nos chamados quesitos de chão o seu maior trunfo, a evolução foi o ponto mais problemático do desfile da Portela. A primeira falha ocorreu quando a terceira alegoria, intitulada “Carnavais de Guerra”, apresentou problemas de deslocamento e um clarão foi aberto em frente ao primeiro módulo de jurados. Enquanto tentava solucionar, este mesmo carro colidiu com uma frisa do setor 3, gerando um dos maiores momentos de tensão da noite.

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O acidente travou a escola e um buraco de proporções gigantescas foi aberto entre a terceira alegoria e a ala “Seis Datas Magnas”. Demorou quase dez minutos até que o carro fosse retirado das grades e voltasse a andar. Para recuperar o tempo perdido, uma correria foi iniciada.

No decorrer do restante da apresentação portelense, outras falhas surgiram, mas de menores proporções. Houve abertura de um buraco na altura do módulo um durante a passagem do quarto carro, chamado “A Brisa Me Levou”; além de outro entre a quinta alegoria, “O Céu de Madureira É Mais Bonito”, e a ala “Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar ao Ver Esse Rio Passar” na altura do segundo recuo da bateria, no campo de visão da última cabine de jurados.

Samba-Enredo

A obra composta por Wanderley Monteiro e companhia dividiu opiniões de sambistas, principalmente os portelenses, quando foi escolhida para embalar o desfile do centenário da Majestade do Samba. No entanto, com o crescimento do samba nos ensaios, ele foi se consolidando e provou sua força na abertura da apresentação oficial.

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Entretanto, assim como a harmonia, acabou impactado pelos problemas que ocorreram na Avenida. Apesar disso, o desempenho do carro de som, comandado por Gilsinho, não decepcionou e segurou o rendimento da obra até o final.

Enredo

Para o Carnaval de 2023, os carnavalescos Renato e Márcia Lage desenvolveram o enredo “O azul que vem do infinito”, em homenagem ao centenário da Portela, celebrado em abril deste ano. Com o intuito de condensar os cem anos de história em um desfile de até 70 minutos, os artistas escolheram cinco baluartes da agremiação para conduzir a narrativa: Paulo da Portela, Natal, Monarco, Tia Dodô e David Corrêa.

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Ao escolher tais figuras emblemáticas para nortear o enredo, a intenção dos carnavalescos era apelar para o emocional e atingir o coração dos torcedores, objetivo atingido com sucesso. A plástica de leitura clara e direta, em alegorias e fantasias, fez ainda que mesmo quem estivesse na Marquês de Sapucaí e, por um acaso do destino, não conhecesse a história da Portela, conseguisse compreender o enredo facilmente.

Alegorias e Adereços

A Portela levou para Marquês de Sapucaí um conjunto alegórico bonito, mas com problemas. Formado por três chassis, o abre-alas, intitulado “Deu Águia, a Majestade”, trouxe referências ao Carnaval de 1935, que rendeu o primeiro título da escola. A parte da frente do carro apresentou as “joias da coroa”, com membros da velha guarda, velha guarda show, artistas identificados com a agremiação e alguns dos portelenses mais representativos, como Noca e Tia Surica.

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Já a grande Águia, símbolo maior da Majestade do Samba, veio no segundo chassi. Dourada com detalhes em azul, ela veio com asas abertas para o alto e uma coroa na cabeça. Já a terceira e última parte do abre-alas trouxe um globo terrestre em destaque, no alto, remetendo à abertura do desfile campeão de 1935.

Com o nome de “Pelas bandas de Oswaldo Cruz”, a segunda alegoria destacou o tipo de vida rural que caracterizava o bairro no período da fundação da Portela e retrava uma estação ferroviária, com o trem partindo.

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Já o terceiro carro retratou, sob olhar da porta-bandeira Dodô, as vitórias portelenses nos carnavais realizados durante a Segunda Guerra Mundial, período no qual a Majestade do Samba conquistou sete campeonatos consecutivos. Na parte dianteira da alegoria, uma bomba veio cercada de composições denominadas “Guardiões da Democracia”, numa alusão ao conflito. Nas laterais, as esculturas reproduziram personagens carnavalescos.

Ainda neste terceira alegoria, no alto e ao centro, uma escultura do Rei Momo simbolizou o Carnaval do Rio reinando absoluto apesar da guerra. Além dos problemas de locomoção, esse carro teve falhas de acabamento em esculturas e os efeitos do fogo na parte da frente não funcionaram em alguns momentos do desfile.

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Em seguida, o tripé “Lenda e Mistérios da Amazônia” veio relembrando o título de 1970. Todo azul e com esculturas de animais, o elemento desfilou com erros graves de acabamento, como parte do forro se soltando na traseira.

Intitulada “A Brisa Me Levou”, a quarta alegoria homenageou o Carnaval de1980, “Hoje Tem Marmelada”. Com um grande palhaço na parte da dianteira, o carro tinha como destaque, no alto, um carrossel com trapezistas e equilibristas. Singelo e belo, ele também tinha um trabalho de iluminação, que falhou em diversos trechos da Avenida.

Fechando o desfile do centenário, o quinto carro, chamado de “O Céu de Madureira É Mais Bonito”, teve como grande atração uma enorme escultura de Águia. Prateada e estilizada, ela veio de asas abertas e foi inspirada na emblemática Águia Redentora, apresentada no Carnaval de 2015.

Fantasias

O conjunto de fantasias da Portela penou do mesmo mal das alegorias: bonito visual, porém com falhas de acabamento. Entre os principais problemas, a ala das baianas, chamada “Sobre a Tua Bandeira, Este Divino Manto”, que tinha um figurino predominante branco, com um pano da costa azul e detalhes em dourado, veio com a barra das saias se desfazendo na Avenida.

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Já a ala 03, de nome “Vai Como Pode”, sofreu com as cabeças das indumentárias que estavam soltas. Diversos componentes desta ala tiveram de atravessar o Sambódromo segurando elas para não caírem.

Outros Destaques

Mesmo com os problemas em vários quesitos, a Portela abriu o desfile em grande estilo. Por meio de 80 drones, a escola realizou um efeito nos céus, em que escreveu mensagens como “Portela 100 Anos” e os nomes de Natal e Paulo.

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Outro ponto de destaque foi a passagem de Vilma Nascimento e Jerônimo Patrocínio, que arrancou aplausos e gritos do público. Os dois vieram representando o Carnaval de 1964, no qual a Portela ganhou mais um título para sua coleção com o enredo “O Segundo Casamento de D. Pedro II”.

Carro da Vila celebra o Dia dos Mortos mexicano com muita cor e empolgação dos componentes

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O quinto carro da Vila Isabel a passar na Marquês de Sapucaí foi o representante da celebração mexicana Dia dos Mortos. A data é comemorada no dia 2 de novembro, no México, para homenagear e se sentir perto dos entes queridos que se foram. É costume levar alimentos, flores, velas e outros itens e esse festejo é conectado com tradições indígenas dos povos Astecas.

Para a Avenida, o carnavalesco Paulo Barros optou por trazer um visual bem colorido com referências ao filme do estúdio Pixar “Viva – A vida é uma festa”. O cachorro alado da animação vinha na frente da alegoria, enquanto, um pouco acima, a tradicional caveira pintada do Día de los Muertos. Nas laterais do carro, esqueletos pendurados e velas o decoravam. Os componentes vieram com o rosto pintado de caveira e performaram ao entrar e sair das cortinas que havia na lateral da composição.

“Eu achei o carro maravilhoso! Lindo, colorido, neon. A fantasia também é lindíssima, não precisei ajustar nada. Acredito que vai ter um efeito belíssimo na Avenida. Vamos fazer uma coreografia bem simples, mas perfeita para o carro”, disse Márcia Perri, de 51 anos, estreante na Vila Isabel.

Vila Isabel12Em seu segundo entre o povo de Noel, Marcos Rodrigues, de 36 anos, disse que a alegoria superou suas expectativas. Ele gostou da fantasia dos integrantes do carro em que homens usavam terno e mulheres, um vestido de babados, ambos em branco. A coreografia dos componentes foi feita em casal, mas também incluiu partes livres para sambar e pular.

Alguns desfilantes vieram com uma fantasia diferente, com uma capa colorida, chapéu com uma caveira colorida e a roupa preta com um esqueleto. Essas pessoas vieram nas plataformas que rodeavam o carro. Ana Carolina, de 27 anos, era uma dessas componentes.

“O carro é lindo, maravilhoso, perfeito! A fantasia é tudo. Toda ornamentação dele e as cores ficaram incríveis!”, elogiou a integrante.

O carro ganhou movimento na Avenida com a animação das pessoas que estavam nele se divertindo e performando. Eles fizeram uma verdadeira celebração ao ciclo da vida e ao renascimento.

Salve São Jorge! Festa do santo guerreiro é o tema do terceiro carro da Vila Isabel

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Inspirada em diferentes festas e comemorações, a Unidos de Vila Isabel foi a terceira agremiação a passar pela Sapucaí nesta segunda madrugada de desfiles do Grupo Especial do carnaval carioca. A Azul e Branco teve como enredo: “Nessa Festa, Eu Levo Fé” e literalmente foi recebida com festa pelo primeiro setor do sambódromo.

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O terceiro carro alegórico da escola veio representando as “Festas de São Jorge”, que é uma das mais populares comemorações religiosas no Rio de Janeiro. A alegoria continha uma imensa imagem vazada de São Jorge montado em seu cavalo, toda prateada, derrotando um dragão, que também foi produzido no mesmo estilo. No interior das esculturas, também na cor prata, estava o pessoal que dá movimento à alegoria, proporcionando um efeito muito interessante.
Um dos integrantes que desfilou dentro do São Jorge foi o Fábio Junior, de 17 anos, pela segunda vez na escola. Ele contou ao site CARNAVALESCO como foi a preparação para esse momento. “Foram mais de seis semanas de ensaios na Cidade do Samba. A gente lutou muito pra gente hoje vir desfilar aqui”.
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Gleice Souza, de 36 anos, é gari na cidade de Niterói e desfila na Vila desde o carnaval de 2012. Ela, que já foi apoio da escola, veio como composição do terceiro carro, simbolizando a força da fé em São Jorge. Gleice elogiou a plástica do conjunto de fantasias e alegorias deste ano. “Minha fantasia está belíssima. O carro também está lindo. Não só esse, como os outros carros. A escola toda está maravilhosa”.
Outra composição que saiu no terceiro carro foi Mariana Chaffim, de 29 anos, que hoje realizou o seu sonho de desfilar na Vila Isabel. Ela exprimiu o seu sentimento por São Jorge: “É muita devoção… Ainda mais no Brasil, que a gente tem que ser guerreiro mesmo, todos os dias”.
A vendedora Priscila Maranhão, de 36 anos, também veio como composição no carro do santo guerreiro; e falou um pouco sobre a sua fé. “Sou da umbanda, então São Jorge é nosso protetor. Nosso padroeiro. É ele quem me livra das demandas, faz vencer e abrir os caminhos”.
Aline Coelho, de 36 anos, fez sua estreia desfilando pela Vila e estava muito empolgada na concentração com o visual do carro alegórico em que desfilou. “Achei lindo o carro. Pra mim é o mais bonito de todo carnaval”.

Fotos: desfile da Vila Isabel no Carnaval 2023

Freddy Ferreira analisa a bateria da Portela no desfile

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A bateria da Portela fez um bom desfile, comandada por mestre Nilo Sérgio. Em seu centésimo desfile, a “Tabajara do Samba” exibiu um ritmo de classe e garbo, pautado por suas tradições, além de virtudes musicais. Arranjos de efeito sonoro notável foram realizados, sendo sempre alinhados de modo integral à melodia.

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Na cozinha da bateria, um trabalho de virtude sonora foi realizado por repiques, assim como as caixas de guerra da Majestade do Samba ecoaram de modo uníssono por toda a pista, dando uma base de sustentação musical sólida para todos os naipes do ritmo. Com uma afinação tradicionalmente mais grave, os marcadores de primeira e segunda foram firmes, além de precisos. Surdos de terceira foram sublimes, tanto no ritmo, quanto em paradinhas, com alto nível técnico sonoro.

Uma parte da frente do ritmo de qualidade musical contribuiu de forma evidente com a bateria da Portela. Uma ala de cuícas tecnicamente diferenciada auxiliou também nas constituições das bossas com detalhes musicais. Agogôs seguros integrando seu toque à partir da melodia do samba ajudaram na sonoridade das peças leves, inclusive na finalização da paradinha do refrão do meio. Um naipe de chocalhos profundamente diferenciado produziu um ritmo de inegável talento sonoro. Uma boa ala de tamborins exibiu um desenho rítmico consolidado através das nuances melódicas da obra portelense com precisão.

A paradinha do refrão do meio demonstrou elaboração musical plenamente integrada a canção portelense, se aproveitando de sua melodia dolente. Depois de um corte seco, diversos naipes dão tapas que ajudam na pressão, dando um envolvente balanço à “Tabajara”. O arranjo tinha frases rítmicas muito bem construídas, com uma sonoridade que propiciou swing, graças às marcações, que completadas por repiques e caixas consolidaram o ritmo com precisão.

A bossa ainda contou com um belo nível de detalhamento sonoro, com ar de refino, além do luxuoso auxílio das peças leves. Cuícas efetuando uma subidinha, chocalhos dando molho e agogôs tocando exatamente como a melodia no trecho “Deixa a Portela passar”. A conclusão fica à cargo das talentosas terceiras Portelenses, com um toque ousado sendo responsável pela chamada durante a retomada. As nuances melódicas ditaram a construção musical com profundidade, graças a uma conjunção sonora impecável durante a convenção.

A bossa do fim da segunda mostrou um arranjo conectado ao samba da Águia. Com esse alinhamento musical, mais uma vez houve a junção de balanço com pressão para consolidar o ritmo. Diversos naipes produzem uma sonoridade de destaque na convenção, que ainda conta com um telecoteco curto do tamborim no início do refrão principal, antes dos repiques chamarem para a retomada, dando valor sonoro à bateria da Portela.

A apresentação no último módulo de julgadores foi realizada de forma ligeira, por causa do tempo próximo do limite. Acabou sendo somente a bossa da segunda, que termina no refrão principal, em virtude disso. As demais exibições ocorreram com segurança. Um bom desfile da bateria “Tabajara do Samba”, regida por mestre Nilo Sérgio.