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Confira sinopse do enredo do Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2024

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Enredo: GLÓRIA AO ALMIRANTE NEGRO!

Nós nem cremos que escravos outrora tenha havido em tão nobre País. Hoje o rubro lampejo da aurora acha irmãos, não tiranos hostis. Somos todos iguais! Brasil, entre o crepúsculo do século dezenove e a alvorada do século vinte.

tuiuti enredo2024

João Cândido Velho e Inácia Cândido Velho conheceram bem a escravidão e o suor cotidiano do trabalho duro insistia em não reconhecer diferença entre presente e passado; mas o filho deles, João Cândido Felisberto, nascera sob a sombra da liberdade que abriu as asas sobre nós, porém ele não escaparia de sua herança.

Altivo como um lanceiro negro de lenço encarnado lá se ia o menino montando o alazão pelas terras gaúchas da fazenda na vila da Encruzilhada. Negrinho do pastoreio na lida com a boiada de guizos e fitas, guri pés na terra, vento nas ventas, olhos no horizonte e cabeça nas embarcações que via flutuarem pelos rios levando arroz, trigo, animais… Vagando… Navegando… Era a vida, árdua labuta vestida de sonho para melhor ser cumprida.

Já rapazote, sem arreio que lhe coubesse e futuro que garantisse, seu fado foi ancorar na Marinha. Destino este, aliás, de muitos dos desamparados pela tal liberdade alada. Lutadores inglórios, piratas, farofeiros, cachaceiros, feiticeiros, os que não tinham a dignidade de um mestre-sala serviriam para serem marinheiros. Entre alistamentos desesperados, delegacias e casas de correção se recrutava a marujada, enquanto a boa cepa das classes sociais superioras estrelava os cargos de chefia, altas patentes.

Hierarquia distintiva tradicionalmente mantida à força bruta. Maus-tratos e pagamento vergonhoso aos marinheiros eram legitimados pela “casa grande”, sempre com sua estimada chibata em punho. Convés era altar para o fetiche colonial que sangrava as costas dos santos entre cantos e rufar de tambores em solenidade normalizada. Tronco tocaiado de mastro. Porão de negreiro. Tatuagens da escravidão que marcavam as carnes do pessoal do porão.

O tempo e o vento na capital federal fizeram o jovem João Cândido, habilidoso, dedicado, carismático entre os parças e bem aceito pelos oficiais, tornar-se marinheiro de primeira classe. A carreira militar o levou a singrar mares nunca dantes imaginados pelo menino da fazenda: conheceu portos de vários países, navegou pela Amazônia e até rompeu mata em luta armada na floresta pela expulsão dos bolivianos das terras acreanas. Viajou a Inglaterra para acompanhar a construção e aprender o manejo dos poderosos encouraçados ‘dreadnoughts’, batizados Minas Gerais e São Paulo, encomendados pelo Brasil para reforçar o poder de fogo e valorizar a Armada.

Considerada por muitos uma ação deveras ostentosa num cenário sem guerra iminente para enfrentar e com o quadro de praças tão debilitado. Lá assistiu com seus companheiros uma reunião sindical pela primeira vez. Os ouvidos da marujada foram semeados com histórias sobre greves, movimentos pela melhora da situação dos marinheiros, a grande rebelião ocorrida no encouraçado russo Potemkin, que se levantou contra a má alimentação a bordo. Sentiram soprar um vento fresco sobre seus cascos cansados de humilhações ao saberem das conquistas de melhores condições e tratamento pelos colegas estrangeiros. Com lições na bagagem e coragem no peito, voltariam diferentes. Determinados a se levantar contra as injustiças sofridas.

Ao cruzar a linha do Equador no regresso à pátria, a bordo do Minas Gerais, com galões de comandante nos punhos, João Cândido é aclamado deus Netuno pela guarnição na tradicional comemoração de retorno. Salve as sereias, baleias, tritões-marinheiros! Salve o Netuno negro! Era o símbolo de uma aliança. Nascia um líder.

A insatisfação da marujada ficaria cada vez mais evidente, externada até, e o movimento de insurreição foi tomando forma entre os porões dos navios e em comitês. Rebelar era preciso.

Foi então que um acontecimento fez precipitar os planos. Uma ordem de aplicar duas centenas e meia de chibatadas num marinheiro acusado pelo “crime” de levar cachaça para o navio avermelhou as águas da Guanabara em um espetáculo de crueldade. O sentimento de indignação, que há muito se represava, estourou e, como diz a famosa canção de gesta moderna, o Dragão do Mar do Ceará reapareceu no bravo marinheiro João Cândido em plena baía carioca. Naquela noite os toques de clarim do Minas Gerais não pediram recolhimento e sim combate. Bradando “liberdade” e “abaixo a chibata” os revoltosos travaram batalha contra os oficiais, rubras cascatas jorraram das fardas brancas, e tomaram o controle. Líder da revolta, João, de lenço vermelho no pescoço tal qual um lanceiro negro do Rio Grande, comandou as etapas. O Rio de Janeiro, então capital da República, se deparou com navios de guerra dos mais modernos e poderosos do mundo com os seus canhões direcionados para ele, de bandeiras vermelhas hasteadas e exigindo o fim da fome e da chibata. Os estrondos dos primeiros tiros de canhão tremeram a cidade. O recém-empossado presidente, marechal Hermes da Fonseca, deixou o baile no Clube da Tijuca à toque caixa para o Palácio do Catete onde recebeu o aviso vindo dos amotinados com suas reivindicações e a ameaça de bombardeio a cidade e as embarcações que não aderiram ao movimento em caso de recusa do governo. Foi um assombro tamanha audácia.

Pela manhã, a população se amontoou nas praias e morros para ver a movimentação magistral dos imponentes Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro pela baía, a maravilha daquele momento, mas a curiosidade logo cedeu assento para o desespero quando mais alguns tiros de canhões de baixo calibre foram disparados para assustar os governantes e provocou uma movimentação de fuga desesperada (dos mais abastados) para a região serrana e (dos menos favorecidos) para os bairros do subúrbio. Jornais e periódicos repercutiram a situação extraordinária mais alto que o som dos disparos. Rapidamente fizeram famosa a figura do tão comentado “almirante negro”, como o escritor João do Rio passou a chamá-lo no Gazeta de Notícias.

Depois de alguns dias de trapalhadas políticas frente a algo tão inusitado, o governo cedeu e prometeu melhorar as condições de tratamento, trabalho, e extinguiu a chibata do modus operandi da Marinha. O senado, apoiado pelo inflamado discurso de Rui Barbosa, aprovou uma lei de anistia para os marinheiros revoltosos. Com essas medidas as bandeiras vermelhas foram arriadas, os canhões se desarmaram. A marujada conseguiu. O almirante negro venceu. Ninguém mais passaria fome. Ninguém mais apanharia da chibata.

Só não contavam com a traição do marechal presidente em não cumprir o acordo de anistia e mandar parte dos revoltosos para prisão e o restante para tenebrosa viagem sem volta no navio Satélite. Jogado mais de uma dezena de companheiros numa pequena cela insalubre na ilha das cobras, João os viu sucumbir envenenados pela cal jogada no cárcere. Sobreviventes? Apenas ele e mais um. Mesmo com a saúde abalada continuou preso. Agrilhoado às alucinações e pesadelos daquela câmara do terror, devolveu ao mundo delicadeza bordando em velas-tecidos de esperança que desfraldavam seu “amôr” e desejo de liberdade. A forte tormenta que atravessava o marinheiro o fez atracar no Hospital de Alienados na praia Vermelha. Diziam estar louco aquele homem do mar.

Tempos depois, livre da fantasia da insanidade, sob o manto protetor da Irmandade da Igreja Nossa Senhora do Rosário que providenciou sua defesa, foi julgado pelo Conselho de Guerra. Finalmente absolvido, mas desligado da Marinha, continuou sendo perseguido pelas autoridades. O grande chefe rebelde que garantiu a vitória da revolta da esquadra passaria a ganhar a vida como pescador nas mesmas águas da baía que foi palco de sua aventura, nas pedras pisadas do cais da Praça XV. O mar era seu amigo, nunca deixou faltar.

Brasil, depois do século vinte e caminhando no século vinte e um.

João Cândido Felisberto conheceu a herança da escravidão, virou símbolo de luta contra injustiças, de liderança. É saudado no povo. Cantado, versado, escrito, representado, pintado, tatuado, homenageado em escolas de samba… Salve o Almirante Negro! O maior herói da NOSSA pátria. O herói do povo. Erguido em bronze, assentou praça de frente para a baía de Guanabara. Necessário monumento amplificador de vozes contra a chibata que ainda insiste em ser acionada em nossa sociedade atualmente.

Nós nem cremos que os escravos de outrora ainda sejam vistos e tratados como em tão nobre País. Hoje o rubro lampejo da aurora não acha irmãos, mas tiranos hostis. Não somos todos iguais!

Enquanto houver quem defenda ditaduras haverá uma chibata empunhada, afinal não faz muito tempo…

Jack Vasconcelos

REFERÊNCIAS:
ANDRADE, Edwilson da Silva. Um herói, uma história, uma canção. O discurso poético e os processos de significação em O mestre-sala dos mares, de João Bosco e Aldir Blanc. Cadernos da FaEL. Nova Iguaçu/RJ, vol. 2, no 5, 2009.
BOMFIM, Flávia. O adeus do marujo. Rio de Janeiro: Pallas, 2022.
CARVALHO, José Murilo de. Pontos e bordados: escritos de história e política. Rio de Janeiro: Topbooks, 2021.
CHEUICHE, Alcy. João Cândido, o almirante negro. Porto Alegre/RS: L&PM, 2020.
GRANATO, Fernando. João Cândido / Fernando Granato. São Paulo: Selo Negro, 2010.
MAESTRI, Mário. Cisnes negros: uma história da revolta da Chibata. São Paulo: Moderna, 2000.
MAESTRI FILHO, Mário José. 1910: a revolta dos marinheiros. São Paulo: Global, 1982.
MOREL, Edmar. A revolta da chibata / Edmar Morel; (organização Marco Morel). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2021.
NASCIMENTO, Álvaro Pereira. A ressaca da marujada: recrutamento e disciplina na armada imperial. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2001.
SILVA, Marcos Antonio. Contra a chibata: marinheiros brasileiros em 1910. São Paulo: Brasiliense, 1982.

Festa de premiação do Estrela do Carnaval do Grupo Especial é dia 7 de maio na Imperatriz

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Vem aí a 15ª edição da premiação do Estrela do Carnaval, oferecido pelo site CARNAVALESCO aos melhores do Carnaval 2023 no Grupo Especial. A festa está marcada para o dia 7 de maio, a partir das 13h, na quadra da Imperatriz Leopoldinense (Rua Professor Lacé, 235, em Ramos), com direito a tradicional feijoada da escola. Valores: Pista: R$ 20,00 (Primeiro lote) e Mesa (4 lugares): R$ 120,00 (Primeiro lote); Feijoada: Antecipado: R$ 30,00 e No dia: R$ 35,00; Reserva: (21) 98317-6137.

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Bora e Haddad foram os vencedores no Carnaval 2022

“É uma honra para Imperatriz receber, pelo segundo ano consecutivo, a festa de premiação do Estrela do Carnaval. Tenho certeza que, mais uma vez, será um grande evento, com a presença de grandes sambistas”, disse João Drumond, diretor executivo da Imperatriz.

Para celebrar as 15 edições do prêmio haverá uma premiação especial. O público poderá votar e escolher os melhores da história do prêmio nas categorias: “Desfile”, “Bateria”, “Intérprete”, “Samba-Enredo”, “Comissão de Frente” e “Mestre-Sala e Porta-Bandeira”.

“Temos que celebrar 15 edições do prêmio. Por isso, vamos premiar seis categorias históricas, além de homenagear algumas pessoas que são fundamentais nos 15 anos do CARNAVALESCO“, revelou Alberto João, diretor executivo do site.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

O Estrela do Carnaval do Grupo Especial contou com 16 categorias. O “Desfile do Ano” ficou com a Viradouro. A escola de Niterói ainda faturou mais dois prêmios: Tarcísio Zanon (melhor carnavalesco) e ala de baianas. A Imperatriz também conquistou três categorias: Bateria, Conjunto de Fantasias e Enredo.

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A Vila Isabel ganhou em quatro categorias: Marcinho e Cris (melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira), Conjunto de Alegorias, Tinga (melhor intérprete) e Originalidade para o carro de São Jorge.

O samba-erendo do ano ficou com a Estação Primeira de Mangueira. O intérprete Dowglas Diniz foi eleito a Revelação do Carnaval 2023. A Beija-Flor foi premiada em duas categorias: melhor Harmonia e Lorena Raissa (melhor Rainha de Bateria). O Paraíso do Tuiuti ganhou como melhor ala de passistas do Grupo Especial.

Vencedores do Estrela do Carnaval 2023 – Especial Rio
Desfile do Ano: Viradouro
Comissão de Frente: Unidos da Tijuca
Bateria: Imperatriz Leopoldinense
Mestre-sala e Porta-bandeira: Marcinho e Cris (Vila Isabel)
Samba-Enredo: Mangueira
Intérprete: Tinga (Vila Isabel)
Baianas: Viradouro
Ala de Passistas: Paraíso do Tuiuti
Conjunto de Alegorias: Vila Isabel
Conjunto de Fantasias: Imperatriz
Harmonia: Beija-Flor de Nilópolis
Enredo: Imperatriz Leopoldinense
Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Rainha: Lorena Raissa (Beija-Flor)
Originalidade: Alegoria São Jorge (Vila Isabel)
Revelação do Carnaval 2023: Dowglas Diniz, intérprete da Estação Primeira de Mangueira

A festa de premiação do Estrela do Carnaval da Série Ouro 2023 será no dia 13 de maio, na quadra do Paraíso do Tuiuti.

Pixulé canta sambas-enredo do Tuiuti em apresentação oficial na escola

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Comemorações pelo centenário da Portela com atividades gratuitas neste fim de semana

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A comemorações pelo centenário da Portela, celebrado no último dia 11, seguem neste final de semana! No sábado, 15, haverá show da Velha Guarda da Portela e convidados, no Parque Madureira Mestre Monarco (Rua Soares Caldeira, 115). A entrada é gratuita e está previsto para começar às 18h.

No domingo, 16, vamos reunir a família portelense em uma celebração pelas ruas de Madureira. Haverá um mini desfile com a participação de todos os segmentos da Majestade do Samba, começando na Estrada do Portela e indo em direção à Rua Clara Nunes. Durante o percurso serão cantados sambas históricos e obras que embalaram campeonatos da escola.

Venha e traga a sua família para comemorar conosco os 100 anos da Portela! Entrada gratuita! Concentração às 18h, em frente à Portelinha.

Liga-SP abre a Fábrica do Samba para eventos das agremiações

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O lugar onde os sonhos carnavalescos se realizam antes de irem para a avenida já era palco da festa de lançamento do CD de sambas-enredo, mas agora abre para eventos organizados pelas agremiações. A partir deste mês de abril, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo inaugura a nova fase da Fábrica do Samba I, na Barra Funda, como espaço para receber as comunidades, sambistas e convidados em geral.

E quem estreia o novo espaço é a Dragões da Real, que recebe a comunidade em um dos galpões para a Superfeijoada. Tradicionalmente, o evento acontece na quadra, na Vila Anastácio, e os ingressos são disputadíssimos. Na Fábrica do Samba, há capacidade para um público maior. Tiee é a atração desta edição, com 100% dos ingressos vendidos.

Já no mês que vem, a festa é da grande campeã do Carnaval SP 2023. No dia 13 de maio, sábado, a Mocidade Alegre faz a Festa das Campeãs, também na Fábrica do Samba, com convidados como os cantores Arlindinho, Keilla Regina, e as coirmãs Imperatriz Leopoldinense (RJ) e Vai-Vai, campeã do grupo de Acesso. E como nem só de comemoração vive a Morada do Samba, o enredo que é aposta para o próximo título vai ser lançado durante o evento. Para garantir um lugar, clique neste link.

Fábrica do Samba

O complexo é um espaço seguro para a montagem das alegorias e fantasias de um desfile de escola de samba, com o espaço adequado para as proporções que tem o Carnaval de São Paulo. Treze agremiações ocupam os galpões, mais a nova sede da Liga-SP, inaugurada em 2022. Antes mesmo de ser 100% entregue, desde 2017, o espaço já era palco para um dos eventos mais importantes do Carnaval paulistano: a festa de lançamento do álbum de sambas-enredo, que popularizou o formato com minidesfiles de todas as agremiações filiadas, aderido por outras praças.

Ainda em 2022, a Fábrica do Samba recebeu outros dois eventos: o sorteio da ordem dos desfiles, que tradicionalmente acontece em junho, e a exposição Bicentenário – Contado por Enredos e Fantasias, uma iniciativa da Liga-SP em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

A Fábrica do Samba fica localizada na avenida Doutor Abraão Ribeiro, nº 497, na Barra Funda.

Porta-bandeira do Paraíso do Tuiuti estreia circuito de shows e rodas de samba

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Nos últimos cinco anos tem sido assim: acaba o Carnaval e Dandara Ventapane troca a fantasia de porta-bandeira e o bailado na Marquês de Sapucaí e sobe ao palco para interpretar um novo papel, o de cantora de samba e herdeira de uma família de bambas. Atual porta-bandeira do Paraíso do Tuiuti, Dandara forma com o irmão Raoni Ventapane uma dupla de samba que já gravou um EP pela Sony, comanda uma roda de samba e logo logo sai em turnê com seu show. E será sob as bênçãos de São Jorge o início da temporada 2023. No próximo dia 23 de abril, feriado dedicado ao santo guerreiro, os netos de Martinho da Vila levam ao palco do Sesc São João de Meriti, a partir de 19h, o show ‘Atravessando gerações’, com repertório baseado no primeiro EP dos irmãos Ferreira, além de grandes sucessos da carreira do avô.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

O espetáculo marca o início de um circuito de 14 apresentações que Raoni e Dandara farão em 9 unidades do Sesc Rio, dentro da programação Sesc Pulsar 2023. Entre abril e outubro, os cantores percorrerão vários municípios do estado do Rio de Janeiro, apresentando-se ora com o show ‘Atravessando Gerações’, ora com a roda de samba ‘Canta, canta, minha gente’, projeto que completou cinco anos e marcou a estreia da dupla no roteiro cultural carioca. A estreia da roda de samba será em outra data representativa, o 1º de maio, Dia do Trabalhador, no Sesc São Gonçalo, às 15h.

“É um momento muito especial na nossa carreira cantar no roteiro Sesc Rio, que sempre oferece uma programação de qualidade e possibilita o contato do artista com públicos de todos os cantos do nosso estado”, afirma Dandara. “Esse circuito musical do Sesc Pulsar coincide com uma fase em que nos sentimos mais maduros e queremos mostrar nosso trabalho independente, nossas músicas autorais e os sambistas que nos influenciam, sem perder o clima familiar, essa ligação que nos fez estar aqui hoje, o samba lá de casa, o samba dos Ferreiras, o samba de Martinho”, afirma Raoni.

Show Atravessando Gerações

Com direção musical de Ana Costa, cantora que é madrinha da dupla, e direção artística do tio Martinho Filho, o show Atravessando gerações apresenta um repertório em que as canções do EP homônimo da dupla, gravado pela Sony Music, dividem a cena com obras marcadas pela herança musical da família.

As cinco composições do EP, quatro delas de autoria de Raoni, estão no roteiro: Atravessando Gerações, Seja Feliz (parceria com Ana Costa), Meu Enredo (parceria com Mart´nália e Thiago da Serrinha), Que preta é essa, e Namoradeira, composição lançada por Martinho da Vila em 1995, no disco Tá Delícia, Tá Gostoso.

Obras antológicas do avô também desfilam no palco, entre elas Canta, Canta, Minha Gente e Casa de Bamba. Outro destaque é Odilê, Odilá, de João Bosco e Martinho, em que a dupla de irmãos divide a interpretação com o avô no mais recente álbum do artista, Mistura Homogênea.

Ninguém fica parado com a set list, que abriga ainda obras consagradas da tia Mart’nália e autores como Reinaldo e Arlindo Cruz, além de nomes da nova geração, como Ferrugem.

O show percorrerá 8 unidades do Sesc: São João de Meriti (23/04), Duque de Caxias (29/04), Madureira (30/06), Nova Iguaçu (07/07), São Gonçalo (15/07), Niterói (21/07), Valença (Teatro Rosinha de Valença, 04/08) e Ramos (20/10).

Roda de samba Canta, Canta, Minha Gente

Foi com o formato de roda de samba que a dupla Raoni e Dandara Ventapane começou a carreira. Com o ritmo marcado na palma da mão, eles vão colocar todo o mundo pra cantar e sambar ao som de grandes sucessos do gênero. A influência feminina no repertório dos irmãos entra na roda com Dona Ivone Lara e Jovelina Pérola Negra, em clássicos como Foram me chamar, Sonho Meu e Sorriso Aberto.

Da obra de Martinho da Vila, estão lá Ex-Amor, Disritmia e Canta, Canta, Minha Gente , entre outras. Sucessos consagrados nas rodas de partido alto e de novas gerações de sambistas também marcam presença, caso de Nossa Escola, verdadeiro hino de exaltação a grandes partideiros, surgido nas rodas de samba, que se reveza com obras antológicas de nomes como Almir Guineto, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho.

A dupla de sambistas entra em cena escoltada por uma banda formada por músicos que os acompanham pelas rodas de samba (cavaco, banjo, violão e percussão) e, ainda, pela mãe Analimar Ventapane (vocais e percussões) e o irmão mais novo Guido Ventapane (percussão).

A roda Canta, Canta, Minha Gente fará seis apresentações, sempre às 15h, nas seguintes unidades do Sesc Rio: São Gonçalo (1º/05), Niterói (12/08), Tijuca (13/08), São João de Meriti (18/08), Nova Iguaçu (27/08) e Madureira (16/10).

Wanderson Sodré retorna para Em Cima da Hora como diretor geral de Harmonia

A Em Cima da Hora resolveu repatriar um velho conhecido, que assume agora uma nova função na escola. Mestre-sala da Azul e Branco no Carnaval 2001, Wanderson Sodré retorna como diretor geral de Harmonia. Experiente e com passagem em diversas escolas, inclusive como diretor de carnaval, Wanderson é mais um que chega para reforçar o time da agremiação de Cavalcanti para 2024.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Estou muito feliz com este retorno à Em Cima da Hora. Como mestre-sala, defendi o pavilhão azul e branco com o enredo ‘O Campo das delícias’ e agora volto com a missão de comandar a harmonia da escola. Estamos juntos, Cavalcanti. Vamos fazer um grande trabalho”, destacou Wanderson Sodré.

Como Mestre-Sala, Wanderson iniciou no projeto do mestre Dionísio e passou por Lins Imperial, Caprichosos de Pilares, Viradouro, Unidos de Padre Miguel, além de União do Parque Curicica, onde foi também diretor de harmonia e carnaval, funções que desempenhou em outras escolas como Jacarezinho, Cubango e Flamanguaça.

O novo diretor de Harmonia, Wanderson Sodré, é mais um reforço da Em Cima da Hora, que anunciou recentemente sua nova diretoria comandada pelo Presidente Deodônio Neto, além das contratações dos intérpretes Rafael Tinguinha e Lissandra Oliveira, dos carnavalescos Rodrigo Almeida e Ricardo Hessez, do casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego Falcão e Winnie Lopes, além da coreógrafa da comissão de frente Luciana Yegros.

Fundo de Quintal é atração da Feijoada do Salgueiro neste domingo

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Domingo é dia de Feijoada do Salgueiro e a edição de abril promete agitar o público que é fiel e não perde os eventos que, mesmo após o Carnaval, seguem acontecendo na quadra. Para celebrar o mês de São Jorge, a escola que tem as cores do Santo Guerreiro, preparou um rol de atrações de tirar o fôlego. Abrindo a tarde, Moysés Santiago, compositor salgueirense aquece os sambistas que receberão o Samba do Xoxó levando muito samba e pagode para quem curte o gênero. Em seguida, o Grupo Fundo de Quintal mostra, em show completo, a razão pela qual se mantém no topo dos mais queridos do Brasil. Liderados por Bira Presidente, os bambas irão revisitar as mais de quatro décadas de sucesso que embalam os sambistas até os dias de hoje.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Para terminar o domingão regado a muito samba, cerveja gelada e uma das mais elogiadas feijoadas do Rio de Janeiro, a Bateria Furiosa e todo o elenco show salgueirense se apresentam dando aquela prévia para o início dos ensaios de sábado que aos poucos se aproximam.

Os ingressos para o evento que começa às 13h custam a partir de R$60 (pista) já com o prato de feijão incluído. Informações pelo telefone (21) 3172 0518. Todas as vendas acontecem no site da Guicheweb, pontos de venda parceiros ou na quadra da escola.

Valores sujeitos a alteração no dia do evento. A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104- Andaraí.

Serviço: Feijoada do Salgueiro edição de abril
Data: 16 de abril, domingo
Horário: a partir das 13h
Atrações: Samba do Xoxó, Fundo de Quintal; abetura Moysés Santiago, encerramento Bateria Furiosa e elenco show do Salgueiro.
Valor com direito a feijoada (sujeito a alteração no dia do evento): R$60 (pista); R$240 (mesa 04 lugares); camarotes laterais com 10 lugares R$700; camarotes frontais R$1000
Vendas: https://www.guicheweb.com.br/feijoada-do-salgueiro_21542
Informações: (21) 3172 0518
Classificação: livre

Vigário Geral renova com primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira

A Vigário Geral anunciou nesta quinta-feira a renovação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Jenkins e Thaína Teixera, para o Carnaval 2024. Confira abaixo o comunicado da escola.

“Diego Jenkins e Thaína Teixera seguem defendendo o primeiro pavilhão da Acadêmicos de Vigário Geral para o carnaval 2024! O casal vai para o seu terceiro ano consecutivo dançando na tricolor da Zona Norte. Vamos construir mais um lindo carnaval! Avante, Vigário Geral”.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Guto é o novo Intérprete oficial do Acadêmicos de Niterói

O Acadêmicos de Niterói já tem um novo intérprete para o carnaval de 2024. Guto será a voz oficial da comunidade niteroense na Marquês de Sapucaí no próximo desfile. Com passagens no carnaval carioca e de Nova Friburgo, o cantor é mais um reforço da azul e branca caçulinha da Série Ouro, que irá em busca de uma vaga no Grupo Especial.

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Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação

Oriundo do Carnaval de Nova Friburgo, Guto iniciou sua carreira no Bloco Carnavalesco Raio de Luar, aos 9 anos de idade, em 1996. Passou pela Vilage do Samba e em 2013 foi para Unidos da Saudade, onde ficou até o ano de 2019, vencendo ao todo 5 títulos, 6 prêmios da Associação Friburguense de Imprensa e 6 Prêmios Samba Friburguense na categoria Melhor Intérprete. Em 2023 foi o intérprete oficial do Alunos do Samba, a agremiação mais antiga do interior do estado, também do Grupo Especial do Carnaval de Nova Friburgo.

Sua trajetória no Carnaval do Rio de Janeiro se inicia em 2010, no Império da Tijuca como intérprete de apoio, onde permaneceu até o ano de 2018, conquistando o título da Série A em 2013. Guto tem também uma passagem pelo Império Serrano em 2016. No ano de 2019, assume o microfone oficial da Acadêmicos do Sossego. No ano seguinte, em 2020, passa a integrar o carro de som da Unidos do Viradouro, seguindo até os dias atuais na agremiação. No ano de 2022 foi também intérprete oficial da Unidos de Padre Miguel, dividindo a função com o intérprete Diego Nicolau.

“Chegar no Acadêmicos de Niterói representa um grande recomeço, mais um passo importantíssimo para minha carreira e uma oportunidade sem igual para mostrar novamente meu trabalho na Sapucaí, sendo a voz de uma cidade na avenida. Agradeço à presidência, aos diretores, segmentos e a toda comunidade pelo carinho e recepção, espero retribuir com muita garra e dedicação para que possamos fazer mais um desfile incrível”,  revelou Guto.

Paralelamente ao samba, Guto é o vocalista da Big Black Band, uma banda de Black Music com 8 anos de estrada e que concorreu ao Grammy Latino na categoria Melhor Gravação do Ano em 2022, com a música “Dança da desilusão”, de sua autoria.