O Paraíso do Tuiuti, quinta escola a desfilar na segunda-feira no Carnaval 2024, fechou o retorno da cantora Grazzi Brasil. O presidente da escola, Renato Thor, revelou ao site CARNAVALESCO a novidade e celebrou a volta da artista.
Foto: Álbum pessoal
“Grazzi está no nosso coração. É uma grande cantora. Brilhou com a gente e nos ajudou muito em 2018 (Tuiuti foi vice-campeã). É um prazer ter seu talento com a gente. Entra com participação especial no nosso carro de som”, explicou Thor.
Para o desfile de 2024, o Tuiuti conta com Pixulé no comando do carro de som. A escola levará para Avenida o enredo “Glória ao Almirante Negro”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.
A escola de São Cristóvão vai, mais uma vez, utilizar a forma que vem dando certo e vai encomendar seu samba-enredo. A apresentação oficial da obra será no início de agosto.
A Unidos de Vila Isabel irá levar para a Marquês de Sapucaí uma reedição no Carnaval de 2024. O enredo que será revisitado trata-se de “Gbalá – Viagem ao templo da criação”, apresentando originalmente em 1993. O desfile na ocasião foi desenvolvido por Oswaldo Jardim, a partir de uma ideia do próprio carnavalesco, e contou com um samba assinado pelo cantor e compositor Martinho da Vila, considerado o maior baluarte da história da agremiação. Três décadas depois, caberá ao multicampeão Paulo Barros a responsabilidade de recriar. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o artista comentou sobre o desafio e exaltou o simbolismo de refazer este tema.
Foto: Maria Zilda Matos/Divulgação Liesa
“O ‘Gbalá’ é um desfile simbólico para a Vila e para mim. Eu presenciei, vi de perto aquele Carnaval de 1993. O Oswaldo Jardim, há trinta anos, era uma das maiores referências. Ele fez trabalhos inesquecíveis. Inclusive, eu desfilei como componente em carnavais do Oswaldo Jardim. E agora estar tendo a oportunidade de reeditar um enredo que foi criado pela cabeça dele, é algo único. Ainda mais se tratando de ‘Gbalá’, que foi uma coisa que meio que mudou um pouco do conceito estético de alegoria. Muitas inovações vieram daí, vieram do Oswaldo, vieram do Fernando Pinto, e eu acho que bebi um pouquinho dessa fonte. A procura deles por essa característica de tentar trazer uma estética, não revolucionária necessariamente, mas diferenciada para o carnaval. A gente tem carro alegórico, seguido de carro alegórico, que passam e no final poucos ficam na memória. Vai ser uma oportunidade de ter uma estética diferenciada outra vez”, garantiu Paulo.
Antes de bater o martelo por “Gbalá”, a azul e branca do bairro de Noel cogitou também a possibilidade de refazer “Raízes”, desfile de 1987 assinado por Max Lopes, que rendeu uma quinta colocação. Ao ser questionado sobre como foi o processo de definição, Paulo Barros disse não ter tido participação, mas se declarou contente com a decisão da diretoria da agremiação.
“Eu não participei do processo de escolha. Foi uma decisão da escola. Particularmente, estava torcendo para que fosse ‘Gbalá’, até porque ‘Raízes’, que também seria um belo enredo, está escrito. ‘Gbalá’ não, é algo imaginário. Tudo que está dentro pode sair da minha cabeça. Afinal, estamos falando de um reino da criação, que eu vou dar vida de acordo com a minha estética. A escolha, para mim, foi muito acertada e estou muito animado com isso”, afirmou.
Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
E a reedição de “Gbalá” no Carnaval de 2024 contará com a participação ativa do autor do samba, Martinho da Vila. O carnavalesco da escola do bairro de Noel relatou que pretende se reunir com o baluarte, mas não quis entrar em muitos detalhes.
“O Martinho, para mim e para todo mundo, é um cara fora da curva. O samba que ele fez para esse enredo, ‘Gbalá’, é uma obra extremamente descritiva. O que não me impede de criar a minha versão dentro do samba dele. Mesmo assim, pretendo sim me reunir com ele, mas por outros motivos. Hoje, eu tenho uma ligação com o Martinho que é segredo, mas que daqui a pouco vocês vão descobrir”, disse Paulo Barros, em tom de mistério.
Momento atual com a Vila Isabel
Paulo Barros está em sua terceira passagem pela azul e branca do bairro de Noel. Na primeira, no Carnaval de 2009, ele assinou junto com Alex de Souza o enredo “Neste palco da folia, minha Vila anuncia: Theatro Municipal, o centenário maravilha”, que obteve um quarto lugar. Já na segunda, no ano de 2018, o artista desenvolveu sozinho “Corra que o Futuro vem aí” e, apesar de todo o investimento, o resultado não foi muito feliz para a escola, que terminou a apuração na nona colocação.
Nesta terceira passagem, Paulo Barros estreou levando para Avenida o enredo “Nessa Festa, Eu Levo Fé!” e alcançou até aqui a sua melhor classificação na Vila Isabel: um terceiro lugar. Na entrevista ao site CARNAVALESCO, o artista falou sobre o atual momento dele com a agremiação e a diferença para os anteriores.
“A diferença principal é administração. A escola, para ir bem e ter resultado, depende disso. Se engana quem acha que o Carnaval ainda é feito nas coxas, não é mais. A Imperatriz é um exemplo disso. Não estou lá dentro, mas a gente ouve falar, a gente escuta. A imperatriz fez uma gestão empresarial da escola que foi excepcional, vimos o reflexo disso na Avenida. Tudo que a escola faz durante o ano se reflete no desfile. Obviamente, existem coisas que estão acima do nosso controle. A Vila teve a infelicidade de ter um problema no carro abre-alas. O problema foi resolvido parcialmente e a gente perdeu um décimo em três jurados de Alegorias e Adereços por conta dessa infelicidade. Foi falta de gestão? Não. Foi uma fatalidade, mas que a gente conseguiu dar uma solução rápida. Não foi totalmente resolvido, tanto que os jurados perceberam e corretamente descontaram um décimo. Eu espero que a gente continue nessa mesma pegada administrativa para que façamos de novo um grande Carnaval”, avaliou.
São Jorge na Cidade do Samba
Considerada a imagem do Carnaval de 2023, a alegoria da Vila Isabel que trazia um São Jorge todo em ferro e estilizado arrebatou o público presente na Marquês de Sapucaí e faturou o prêmio Estrela do Carnaval na categoria Originalidade. Agora, após o fim da folia, a escultura ganhou uma sobrevida.
Ela ficará exposta para quem quiser conferir de perto na Cidade do Samba, localizada na Zona Portuária do Rio. Durante o bate-papo com o site CARNAVALESCO, o criador da peça, Paulo Barros, respondeu sobre a sensação de ver a obra ganhar esse novo espaço.
“Chega a ser algo engraçado. Tentei de algumas maneiras e de algumas formas que esse trabalho não virasse lixo. Até para Miami eu tentei levar essa escultura do São Jorge. Só que a gente sabe que essa logística é complicada, que depende de várias coisas, principalmente financeiramente. Não seria um projeto barato. Porém, no frigir dos ovos, acho que ele veio parar no lugar certo, que é onde a gente produz e contempla o Carnaval. Que o São Jorge seja muito bem-vindo ao seu devido lugar”, declarou o artista.
A Imperatriz Leopoldinense, atual campeã do Grupo Especial, anunciou nesta segunda-feira a saída da segunda porta-bandeira Laryssa Victória e a chegada de Alcione Carvalho, que no Carnaval 2023 foi a primeira da Estácio de Sá. Em 2023, Laryssa Victória foi campeã como primeira porta-bandeira da Série Ouro pela Porto da Pedra. Segundo a Imperatriz, ela não poderá permanecer por motivos pessoais.
Foto: álbum pessoal
“Gostaríamos de agradecer à Laryssa Victória, Porta-Bandeira que defendeu nosso Pavilhão no último Carnaval, por todo empenho, dedicação e respeito às cores da Imperatriz. Por motivos pessoais, não poderá permanecer para o Carnaval 2024. Estamos juntos com você, Laryssa”, publicou a escola.
Laryssa Victória agradeceu o carinho da Imperatriz. “Verde e branco, meu cantar, minha vida, meu pulsar…” Uma pausa no carnaval 2024 para seguir com o plano que o Pai maior colocou em minha vida pessoal. Nação Leopoldinense, meu amor, respeito e carinho por todo apoio até aqui! Estarei daqui torcendo por mais um campeonato que Ramos tanto merece. Presidente @catiadrumond sem palavras pelo seu apoio e acolhimento! Até breve minha amada GRES Imperatriz Leopoldinense! “Uma vez Leopoldinense, sempre Imperatriz”.
Após a saída de Laryssa, a Verde e Branco anunciou a entrada de Alcione Carvalho. “Tem gente nova chegando para o próximo Carnaval! Alcione Carvalho se junta à equipe da Imperatriz como 2º Porta-Bandeira e fará dupla com Marcos Ferreira. A Família Imperatriz deseja muito sucesso e lhe recebe de braços abertos. Seja muito bem-vinda à Ramos, sua nova casa. Gostaríamos de agradecer à Laryssa Victória, Porta-Bandeira que defendeu nosso Pavilhão no último Carnaval, por todo empenho, dedicação e respeito às cores da Imperatriz. Por motivos pessoais, não poderá permanecer para o Carnaval 2024. Estamos juntos com você, Laryssa”.
A diretoria da Portela definiu que a grande final do concurso de samba-enredo para o Carnaval 2024 será no dia 06 de outubro. O evento começa às 22h, na quadra da escola (Rua Clara Nunes, 81 – Madureira).
Os compositores que desejarem participar da disputa precisam fazer a inscrição nesta quarta-feira, dia 05, na quadra, entre 16h e 22h.
Confira a seguir o calendário oficial do concurso de samba-enredo para o carnaval de 2024 da Majestade do Samba. As disputas serão realizadas sempre aos domingos, a partir das 16h, na quadra da agremiação.
16/07 (domingo) – 16h – Apresentação dos sambas na quadra sem cortes
23/07 – Não haverá disputa
CHAVE A (30/07)
CHAVE B (06/08)
13/08 (Dia dos Pais) – Não haverá disputa
CHAVE A 20/08
CHAVE B 27/08
CHAVE A 03/09
CHAVE B 10/09
Fusão chave única
CHAVE ÚNICA – 17/09
CHAVE ÚNICA – 24/09
O Águia de Ouro apresentou na noite do último sábado seu enredo para o carnaval de 2024: “Águia de Ouro nas ondas do rádio”. O tema vai abordar os 100 anos da Rádio Nacional, que foi completado no dia 7 de setembro de 2022, e terá como grande parceiro Eli Corrêa, radialista de longa data.
Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO
A primeira transmissão radiofônica no mundo foi feita nos Estados Unidos, em 1906. Pois no Brasil, no dia 7 de de setembro de 1922, com transmissão de receptores, o presidente Epitácio Pessoa abriu a ‘Exposição Internacional do Centenário da Independência’. E no mesmo dia a ópera ‘O Guarani’, de Carlos Gomes, foi transmitida em alto-falantes. Era o início da rádio no Brasil, e da primeira estação, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Edgar Roquette-Pinto.
Na apresentação do Águia, a história apareceu, iniciando com Padre Landell, depois o presidente Epitácio e também a ópera, além do momento tenso da guerra e da vibração com a Copa de 1958.
Enredo
De volta a casa, Victor Santos, está totalmente envolvido com o enredo escolhido em seu retorno à agremiação da Pompeia, Zona Oeste de São Paulo, em conversa com o site CARNAVALESCO falou sobre sua volta e também a escolha do enredo.
“Primeiramente estou assim, estado de graça de voltado ao Águia de Ouro, pois foram grandes carnavais que fizemos aqui, carnavais muito polêmicos, falamos de pedofilia, tivemos santa proibida pela igreja, enfim, muitas histórias bacanas. E a proposta do enredo, analisamos várias propostas, mas precisávamos de uma que desse condições de desenvolver um desfile de escola de samba, que às vezes tem o tema, mas não tem condições, elementos, de ir até o fim e desenvolver um bom desfile. E o rádio, dá esses elementos para você, traz uma nostalgia, ele marcou momentos importantes para o nosso país. Além do fato da questão das ondas, que identificamos mais na história do Padre Landell, que foi um pesquisador que desenvolveu o rádio e que tinha esse contato com as energias, falava de energias do corpo também, descobriu a energia que hoje conhecemos como áurea, fotografadas pelas fotos Kirlian”.
Em complemento sobre o enredo, o carnavalesco da agremiação contou: “É um enredo que você passeia pela história do país, vários momentos do país, e você se lança para o futuro. Pois hoje em dia nós temos o wi-fi, internet, todas as possibilidades que nós temos, mas esquecemos que isso começou lá na invenção do rádio como eles falavam na época do Landell, a caixa mágica, pois ninguém achava que era possível. Os próprios pesquisadores, cientistas, diziam que era impossível transmitir o som sem utilização de fios, já tinha o telégrafo, os códigos, mas assim, a voz, o som, eles achavam uma coisa sobrenatural, foi acusado de bruxaria, satanismo. É uma variedade de situações que vamos poder apresentar na avenida. Esse tema ganhou por causa disso”.
Outro artista que retornou para o Águia de Ouro é o Claudio Cebola, mas em uma nova função, como um diretor artístico geral da agremiação. E colaborou na apresentação que a escola fez do enredo.
“Estou na função de diretor artístico geral do Águia de Ouro, Victor vem como carnavalesco, e estamos junto nessa parceria, junto com o presidente, trazendo o aparelhinho que revolucionou a história do Brasil e do mundo que é o rádio. O que seria da evolução do ser humano sem o rádio, e através dessas nuances que mostramos hoje, será contado o carnaval do Águia em 2024. A importância e relevância de momentos históricos. O rádio ele engloba muita coisa, primou pelos momentos mais relevantes do rádio no Brasil, e com certeza desde o Padre que foi o causador disso tudo, padre cientista, deu no que deu. O rádio foi uma expressão fundamental para o brasileiro, desde o alfabetismo, de tentar reeducar as pessoas, e o mundo imaginário, de ondas sonoras, você está viajando naquilo que o locutor está transmitindo, essa é a mensagem que o Águia vai deixar. Vem de um fato importante que foi o centenário da Independência e foi justamente no Theatro Municipal, que foi o Guarani, de Carlos Gomes, temos também as cantoras do rádio, a época de ouro da Rádio Nacional, o rádio como veículo introspectivo, trazer o humor, esporte, lazer, rádios novelas, e vamos vir com essa homenagem dos 100 anos”.
Não para por aí, somente na história, o passado, os 100 anos serão contados desde a base, e chegando na atualidade, como o rádio tem sido atualmente. Hoje vemos muitos podcasts, rádios com transmissão ao vivo através da internet.
“Isso também não podemos deixar, é uma nova forma de apresentar aquele mesmo modelo, só que de uma nova maneira. Agora você vê as pessoas no estúdio e tal, mas a gente vai chegar neste ponto, pois hoje em dia se tem o wi-fi e toda essa capacidade fantástica da internet, isso tudo devemos ao nosso iniciador que foi o rádio”.
Presença do Eli Corrêa
O presidente Sidnei Carrioulo também teve participações durante toda apresentação envolvendo o rádio, e sua história, comentou principalmente sobre Eli Corrêa: “Foi uma série de conversas, a gente tinha mais ou menos esse enredo já pré-desenvolvido e aí depois da chegada do Eli (Corrêa) para poder dar uma incrementada melhor nesta história. Pois nós sabemos muito bem a história de 50 anos para trás, muito registrada. Mas a fase dele, de 50 anos, começou em 1959, são 53 anos, é muito tempo. Acrescenta muito, sem dizer que é uma muito querida, humilde, e assim, estamos em desenvolvimento. O enredo não é sobre o Eli, é sobre as ondas de rádio. Mas é uma pessoa que vai somar muito para gente”.
Seguindo o seu presidente, o diretor de carnaval, Cebola deixou sua opinião sobre presença do Eli Corrêa: “Nesses 100 anos não dá para falar do rádio sem falar de Eli Corrêa que é um dos maiores locutores da história do rádio, é essa figura carismática, sempre sorrindo, e é com esse homem sorriso que o Eli vem contando a trajetória do rádio e termina neste grande podcast, o que será, uma interrogação, o que será 100 anos com o rádio”.
Quem é Eli Corrêa? Radialista de 71 anos, marcado pelo bordão “Oiiiii, gente!” e conhecido como homem sorriso do rádio. Tem uma vasta experiência e carreira dentro das rádios brasileiras, portanto terá um papel importante guiando a agremiação no projeto.
Com isso, Sidnei disse que espera contar bastante com essa ligação junto ao grande radialista: “Até colocando todo staff dele, que é grande, com a gente para conhecermos melhor. Apesar de que temos pesquisado muito e já estou quase especialista de rádio”.
Setorização e estética
Em relação a toda apresentação da escola que durou cerca de 30 minutos no palco, com direito a momentos específicos marcantes do rádio como Padre Landell iniciando, a guerra, a Copa de 1958, entre transformações, o carnavalesco Victor Santos pediu calma em relação a setorização e detalhes do desfile.
“Ali a coisa não está mostrada como setores da escola, nós demos uma pincelada no que nós vamos apresentar, mas assim, tem muitos segredos, o carnaval tem que ter, você sabe qual o tema, mas tem aquele momento da avenida que você não esperava. Já temos pontos estratégicos que sabemos que vão causar muita emoção nas pessoas que vão assistir”.
Já em relação a estética deu um recado interessante: “Tenho analisado a forma de desfilar do Águia de Ouro, a gente nota que quanto menos peso, o componente tiver, mais ele pode evoluir, claro que a fantasia precisa ter uma volumetria para ela poder montar uma ala. Temos também que pensar em que tipo de quadro vamos compor com aquela ala, mas vou procurar ao máximo tirar o peso de cima das pessoas, fazer fantasias que realmente você possa estar belo na fantasia, e possa evoluir colaborando com o conjunto, que não atrapalhe o movimento”.
Vivência com o rádio
O carnavalesco Victor Santos também relatou sobre seus momentos com o rádio: “Ali ficou a coisa, não está mostrada como setores da escola, nós demos uma pincelada no que nós vamos apresentar, mas assim, tem muitos segredos, o carnaval tem que ter, você sabe qual o tema, mas tem aquele momento da avenida que você não esperava. Já temos pontos estratégicos que sabemos que vão causar muita emoção nas pessoas que vão assistir”.
Em busca do vigésimo carnaval no Águia de Ouro, Serginho do Porto também falou sobre sua relação com o rádio e comentou sobre o próprio carnaval ter iniciado com transmissão no rádio.
“Vou te falar mais ainda, vou falar da minha vivência no Rio de Janeiro, lá tinha o banho de mar a fantasia, você não via na televisão, você ouvia no rádio, era uma emoção louca, pois a gente sintonizava o rádio na Rádio Nacional e fazia uma peça dentro de casa, você imagina, muitos do que estarão lá vendo o desfile, não só no Anhembi, mas dentro de casa, vai reacender a memória de todos aqueles momentos gostosos que a gente curtiu. Águia acertou no enredo, quando você fala do rádio, todos são pioneiros, todo povo do carnavalesco veio da comunicação e a comunicação é o rádio, não podemos deixar morrer essa válvula acesa”.
Intérpretes opinam e já falam sobre o samba
A cara, ou melhor, as vozes da Pompeia têm Douglinhas Aguiar e Serginho do Porto, dupla que tem bastante história na casa, e seguem para 2024. Em relação ao enredo escolhido, ambos opinaram em conversa conosco. Primeiramente, Douglinhas mostrou otimismo com o que está por vir.
“Foi emocionante o lançamento do enredo, é um grande enredo, 100 anos da história do rádio é um assunto muito rico para história do Brasil. Tenho certeza absoluta que vamos vir se não for o melhor samba do carnaval, será um dos melhores”.
Serginho do Porto seguiu seu parceiro de palco, e relatou: “É muito importante o enredo do Águia de Ouro, tinham outros quatro enredos para serem escolhidos, mas como a escola optou por esse enredo para falar do centenário do rádio no Brasil, é muito importante até mesmo fazendo uma homenagem ao Eli, vejo a Águia com o carnaval de 2007, quando falou do artesanato, e de 2013 quando falou de João Nogueira, estamos falando do que é nosso, do que representa. Eu, com pouca idade, mas vivi um pouco da era do rádio. Ouvia rádio o tempo todo, ouvia Rádio Globo, Rádio Tupi, Rádio Nacional, eu me vi, o Victor contando ali, eu vivi momentos ouvindo meu pai e minha mãe contar do programa do Ary Barroso, que era um programa musical onde os calouros iam cantar, ouvir o Paulo Gracindo na rádio Nacional fazendo rádio novela, então isso é muito importante. E assim, te leva uma nostalgia muito louca, aguarde que 2024, o coro vai comer e o bicho vai pegar sério”.
Em relação às eliminatórias, Águia fará aberto, e Serginho do Porto explicou um pouco de como funcionará o sistema da agremiação para o samba-enredo de 2024.
“Vai ter eliminatórias, a escola vai distribuir a sinopse e vai entregar aos compositores, só que vão ser todos entregues no barracão ao presidente, e ali a escola vai fazer a escolha, não sei quantos sambas vão dar. Se der 10 sambas, a escola vai escolher três ou quatro, e o carro de som vai cantar para a comunidade e ver qual fica melhor na avenida. Apresentação aberta para o público”.
O desfile do Águia de Ouro, está marcado para o sábado, dia 10 de fevereiro, às 2h50, e será no embalo das ondas de rádio no carnaval de 2024.
Estácio é minha escola
Vermelho e branco
Meu pavilhão, pavilhão
A força que vem desse manto
Na dança e no canto
No meu coração, coração
O negro na vida não cala
Tem chama na alma
Tu és a cor da razão
Pro samba, magia tem ginga
É forte na briga
Seu rei é leão
E toda corte africana
Mães soberanas
Vem nos proteger, arerê
No gongar da Preta Velha
Em dia de festa tem batuquegê
Embala eu
Embala vovó
Embala eu, embala
Quem é da gira não tem medo
Este segredo vem da fé, capoeira
Jongo traz felicidade
Pro povo do samba com muito axé
Quem é Estácio aí
Levante a mão
Vem pra Avenida
Enche o chão de devoção
Fotos: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
“A vontade era encerrar. A Imperatriz está preparada para encerrar o domingo. A gente ou a Viradouro, que era a chave, teriam condição de brigar pelo campeonato no domingo ou na segunda. Não é fácil, mas vamos trabalhar. Faço parte do grupo do dia 11 e a cigana diz que 12 não é um dia bom”. * LEIA AQUI A SINOPSE DO ENREDO DE 2024
A dirigente leopoldinense falou ainda sobre a importância do trabalho do carnavalesco Leandro Vieira na conquista do título em 2023.
“Não poderia ter o peso. É difícil. A Imperatriz não ter caído já causou uma diferença na avaliação. Saímos do décimo lugar e chegamos no primeiro. O carnaval muda. Cada ano é mais cobrado. Cada escola quer apresentar sua maior versão. Quando sentei com o Leandro (Vieira) falei que queria ser campeã, falei que faltava ele no meu time, precisava dele”.
Durante a live “Galera no CARNAVALESCO“, Guilherme Campagnuci, Leonardo Antan, Freddy Ferreira e Renata Campagnuci falaram sobre o enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2024. Escola levará para Marquês de Sapucaí no ano que vem “O Conto de Fados”.