Com 18 anos de reinado, Laynara Telles segue firme à frente da “Sinfonia Imperial” para o próximo carnaval. Apesar de inicialmente Laynara ter anunciado a sua saída do posto, ela decidiu seguir. Sempre elogiada pelo seu samba no pé e carisma, a rainha pretende encerrar sua carreira em breve para dar lugar a uma sucessora. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, ela explicou como está o processo de encerramento desse ciclo.
Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
“Eu estou em um processo de realmente encerrar minha carreira. Eu vou encerrar ou com 19, ou com 20 anos. Estou começando a falar que vou me despedir, porque 20 anos de reinado é muita coisa. Acho que está na hora de eu dar lugar para uma nova rainha”, disse Laynara
Mesmo com tanto tempo de reinado, Laynara se empolga a cada desfile. Segundo ela, sempre há algo novo a cada carnaval.
“Para mim é uma honra. Por mais que eu esteja há 18 anos, sempre tem uma novidade, o coração acelera, é uma coisa diferente. A emoção vai ser sempre como se fosse a primeira vez”, expressou Laynara.
Os elogios ao samba no pé de Laynara a acompanham desde sempre. Segundo ela, esse dom vem de nascença.
“Eu acho que isso já nasceu comigo. A gente só vai aprimorando, como qualquer outra profissão, faz aulas… Fico muito lisonjeada por até hoje estar recebendo muitos elogios”, revelou Laynara.
O carnavalesco Wagner Santos é um dos artistas que está mais tempo no mercado do carnaval paulistano, com trabalhos consecutivos e entregando resultados importantes para suas agremiações. Desde o fim dos anos 90, Wagner Santos passou por Mocidade Alegre, Vila Maria, Tucuruvi, e está indo para o sexto carnaval consecutivo na Tatuapé. Em conversa com o site CARNAVALESCO, o artista falou sobre a carreira, momento e deu recados importantes.
Foto: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
Primeiramente, Wagner Santos refletiu sobre o carnaval como um todo, e a importância da formação artística que acontece no mundo das escolas de samba. Mas demonstrou receio em relação ao futuro.
“Carnaval é sempre um desafio. Não importa o ano, a data, você cada vez que passa, ano que passa, fica mais difícil se fazer o carnaval. Porque está tendo uma mudança cultural muito grande no povo, na população. Hoje em dia as pessoas não querem mais. As formações artísticas são tudo através de computadores, muita tela, programas, mas na verdade, as pessoas, o espetáculo tendem a ter dificuldade no futuro. Pois não vamos ter artistas para trabalhar na confecção e realização deste espetáculo”.
Em relação ao que abordou acima, Wagner complementou falando também da maneira que o carnaval é julgado e refletiu sobre a maneira que leva em seus enredos.
“O carnaval ainda é uma vertente que conseguimos formar diversos artistas, pois se não existisse o carnaval, a cultura estaria mais desfalcada ainda, pois temos uma deficiência grande na cultura. As gerações, cultura é só teclado, fica muito difícil cada vez mais concluir um espetáculo, carnaval, levar arte para avenida, levar cenografia, carnaval não é simplesmente luxo. As pessoas tem que entender que carnaval não é um luxo, carnaval é um espetáculo, onde você tem que retratar aquela história que você se propôs, não é sua história, seu desejo, sua vaidade de apresentar um carro bonito. Mas aquele carro não conta história e informação. Carnaval é cultura e informação, só que para quem leu a sinopse, para quem tem o entendimento, quem tem esse acesso, para quem não tem esse acesso fica muito difícil, por isso que as pessoas julgam o carnaval totalmente diferente. Pois poucas têm acesso à informação que é a sinopse”.
Carreira e os desafios
Wagner Santos está em atividade no carnaval paulista desde 1998, mas contou seus primeiros passos como um artista, e foi na sua infância no Maranhão.
“A minha história começou na arte muito cedo. Eu sou artista desde muito cedo, desde que me conheço por gente, já era um admirador de arte. Era do tipo de pessoa, criança, que ia muito na igreja, era admirador de peças religiosas, e sempre fui frequentador de procissões, manifestações folclóricas sempre estive presente. Nasci em São Luís do Maranhão, nasci em uma ilha, repleta de folclore, cultura, tradições, diversos tipos de tradições, desde africanas, folclóricas, religiosas, vivi muito isso. Tenho um aprendizado desde criança. Adoro ter a possibilidade de ter sido parte da modificação de todo esse espetáculo que é o carnaval de São Paulo. Faço parte do carnaval de São Paulo, desta história. Sou um dos carnavalescos que mais tempo está no carnaval de São Paulo e passei por todas as transformações, ficar no carnaval é muito difícil”.
Complementando, o carnavalesco deu recado importante sobre toda a criação e a essência da parte artística: “Não é qualquer pessoa que põe e que ganha o carnaval, o carnaval não é um espetáculo que as pessoas ganham, porque apresentou um carro alegórico bonito, não é a beleza, é a informação artística que o enredo leva. É assim que o jurado julga o carnaval, informação que está contida, se você trouxe informações naquele carro. Não é um espetáculo fácil de criar, as pessoas estão viajando muito só pelo lado bonito da coisa, mas não é, é a informação que você tem que passar”.
Sexto carnaval consecutivo na Tatuapé
Quando conversamos com algum carnavalesco chegando em uma casa nova, é falado sobre o tempo de adaptação, conhecimento da escola, e tudo mais. Wagner Santos vai para o sexto carnaval consecutivo na Tatuapé, e explicou um pouco deste processo.
“Quando o carnavalesco fica muito pouco tempo na escola, o primeiro ano é muito difícil, quando chega em uma agremiação. Pois quando chega em uma agremiação, você primeiramente precisa saber onde você está pisando, quem são as pessoas que você está trabalhando, como é aquela escola. Você tem que fazer o carnaval de acordo com as condições daquela agremiação. Não é o carnaval dos seus sonhos, é o carnaval do bolso da escola, do sonho da escola. A agremiação está colocando aquilo que ela tem condição de botar na avenida”.
Importância do trabalho de reciclagem
O enredo da agremiação da Zona Leste de São Paulo será Mata de São João, cidade baiana, e logo vieram comparações com o enredo de 2023 que foi Paraty. Ao ser perguntado sobre alegorias, estruturas e conceitos, Wagner Santos foi enfático e deu um recado sobre reciclagem e material.
“Ideia do ano passado não, cada carnaval é um espetáculo diferente. Não existe carnaval do ano passado, existe sim, se estiver falando sobre isso, existe reaproveitamento, no Rio de Janeiro já é uma lei dentro dos barracões. Aqui em São Paulo ainda existem agremiações que todo ano desmontam seus carros alegóricos, desmancham suas estruturas, e fazem outro carnaval novo. O carnaval já começou um espetáculo se aproveitando materiais, reciclando, eram de tampinhas, hoje em dia existe um desperdício e jogam os trabalhos do último carnaval, como se não fosse nada. Muitas pessoas não sabem reaproveitar o material, hoje em dia, se não souber trabalhar com material, não consegue desenvolver nada, tem que saber trabalhar. Material está muito caro, vai chegar uma época que as pessoas não terão condições de comprar material. Material cortado, isopor, tudo muito caro, não é pouco”.
A Tatuapé foi campeã com Wagner Santos em 2018, depois teve um 7ª lugar em 2019. Já em 2020 e 2023 ficou no 4ª lugar, voltando no desfile das campeãs. Em 2022 acabou ficando na 12ª colocação devido a utilização de um maquinário.
Dando ponta pé inicial para o Carnaval 2024, a Acadêmicos de Vigário Geral realizará o lançamento do enredo e apresentação de todos os segmentos da agremiação, no dia 30 de junho, às 19h, com entrada franca, em sua quadra.
Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
A agremiação levou no Carnaval 2023 para Marquês de Sapucaí o enredo “A Fantástica Fábrica da Alegria”, pedido feito pela mandatária Elizabeth da Cunha, Betinha, e, neste ano não será diferente. A presidente, mais um vez, fez um super pedido para o trio de carnavalescos, Lino Sales, Marcus do Val e Alexandre Costa.
“Se vocês gostaram do carnaval de 2023, aguardem o nosso próximo enredo. Eu quis mais um enredo super alegre e contagiante. Minha comunidade pediu muito este enredo e olhei com um carinho especial e prontamente falei ‘é este!’. Estou muito contente e animada. Não temos dúvidas que a Vigário Geral levantará mais uma vez o público na Marquês de Sapucaí. Faremos um desfile lindo! Se preparem! Para cima deles, Vigário Gera”, disse.
Para o vice-presidente João Bororó, o enredo será mais um momento inesquecível para a azul, vermelha e branca. “Não tenho dúvidas que será mais um grande evento para nossa comunidade de Vigário Geral. Todos estão convidados para esta noite super especial conosco. Vigário Geral é uma enorme família. Estamos preparando um maravilhoso lançamento. Estou muito contente com o enredo. Quando me apresentaram não tive dúvidas que seria um grande carnaval”, finalizou o vice-presidente.
Para o próximo carnaval, a agremiação será a terceira escola de sexta-feira a pisar na Marquês de Sapucaí, no dia 9 de Fevereiro de 2024, pela Série Ouro.
Os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad, durante a apresentação da sinopse do enredo “Nosso destino é ser onça” ressaltaram a importância de um samba que compreenda o tema de 2024. De acordo Bora, “O sucesso é compreender a poética e o universo do enredo. Quem conseguir viajar pela correnteza que apresentamos hoje, vai se dar bem”.
Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO
Com carnavais elogiados pela crítica nos últimos anos, a Acadêmicos do Grande Rio aposta no samba-enredo como carro chefe de um bom desfile. Em entrevista ao site CARNAVALESCO e na fala para os compositores presentes, Gabriel Haddad e Leonardo Bora detalharam o que será o enredo da escola de Caxias e o que esperam do samba.
“A gente precisa de um samba, acima de tudo, valente. Um samba que não é oba-oba e que obviamente não tem que ser descritivo. É um samba que precisa compreender esse universo do enredo, que é um universo de luta, bravura, força, coragem e encantamento. Sem coragem a gente não irá fazer este carnaval. Precisamos entrar na Avenida ‘mordidos’ e ‘mordendo’”, enfatizou Bora.
“A gente sabe que cada compositor tem a sua característica própria de compor e isso que é o bacana e dá diversidade, tanto ao CD da liga em si, mas também dentro de uma disputa de escola de samba. A gente imagina um samba que traduza o enredo e tudo aquilo que estamos pensando em levar para a Avenida”, comentou Gabriel Haddad.
Com um trabalho iniciado em 2016 e baseado na obra de Alberto Mussa, o enredo “Meu destino é ser onça”, levará para a Avenida o mito tupinambá da criação do mundo, propondo uma reflexão sobre a simbologia da onça no cenário artístico e cultural do Brasil. Os carnavalescos detalharam o que será apresentado na Marquês de Sapucaí.
“É um desdobramento de ‘Meu destino é ser Onça’, de Alberto Mussa, onde a gente começa com o mito tupinambá de criação do mundo e, a partir daí, a gente destrincha toda forma cultural e toda manifestação artística que a gente tem e que envolvem as onças – não só como animal, mas também o símbolo da onça, como um símbolo de luta e resistência no Brasil. Daí a gente fala das questões que envolvem a onça para os povos originários, depois do desbravamento do mito tupinambá e então nós vamos construindo o nosso desfile”, explicou Gabriel Haddad.
Leonardo Bora ressaltou que o enredo deste ano é um trabalho que foi iniciado pela dupla nos últimos anos. “Começamos a aprofundar a pesquisa com base na obra do Alberto Mussa em 2016. Foi uma caminhada e um processo de amadurecimento muito legal até esse momento em que a onça, esse símbolo tão poderoso, essa divindade, entidade – tudo isso iremos mostrar na Avenida – se impôs e falou: agora é a minha vez. Era a hora dela rugir”.
Questionado se é um enredo denso e como carnavalizar o tema, Bora afirmou que é algo próximo do cotidiano brasileiro e que aborda questões que precisam ser tratadas na atualidade.
“Olha, a gente não acredita muito nessa nomenclatura. É um enredo que fala de muitos ‘Brasis’, o que há de mais profundo em relação com o que é ser brasileiro. Fala das cosmogonias e cosmovisões dos povos originários. Fala da diversidade de culturas que coexistem dentro deste território, dos desdobramentos pelos quais o símbolo da onça passou. É algo muito próximo da nossa vivência enquanto brasileiros e que fala de muitas questões urgentes da contemporaneidade. Eu tenho certeza que todo mundo vai compreender e vai se identificar com a força deste enredo”, explicou o carnavalesco.
Para Gabriel Haddad, é natural que descobertas sobre o enredo aconteçam ao longo de toda a preparação para o carnaval, principalmente em um tema que possui uma história oral presente.
“Na verdade, acho que isso vai acontecer até o desfile (descobertas), como aconteceu em 2020, em 2022 e, surpreendentemente, com o Zeca também – que tiveram histórias que chegaram para a gente já no final, quando quase estávamos entrando na Avenida. Então, quando a gente produz um desfile, estamos suscetíveis a mudanças de enredo, leitura e histórias que chegam. Isso vai acontecendo até o final. Ainda mais quando é a respeito dos povos tupi-guarani, dos povos tupinambá, é claro que nós vamos ouvir coisas sempre novas. São povos que têm a história oral presente nas suas manifestações”, comentou.
Em relação a saída do pesquisador Vinícius Natal, a dupla afirmou que o trabalho de pesquisa sempre foi compartilhado. Segundo a dupla, eles já possuem outros enredos prontos.
“A pesquisa a gente já realiza desde o início dos nossos trabalhos. Eu comecei no carnaval trabalhando como pesquisador. O Leo veio do Paraná para morar no Rio de Janeiro para fazer o mestrado no setor de teoria literária. A partir daí a gente vai desenvolvendo os enredos. Já temos alguns enredos prontos. O Vinicius é um grande amigo e pesquisador que a gente admira bastante. Vamos continuar a amizade sempre”, disse Gabriel Haddad.
A Independente Tricolor retornou ao Grupo Especial após vice-campeonato em 2022, e conquistou o 7ª lugar, ficando perto do desfile das campeãs, o que não foi nenhuma surpresa para a comunidade da jovem agremiação da Zona Norte de São Paulo.
Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO
Para falar de Independente, precisamos relembrar que em 2018, a agremiação esteve no Grupo Especial, mas um problema no elemento alegórico da comissão de frente, complicou o carnaval que vinha forte e acabou sendo rebaixada. Em 2019 ficou em quarto lugar no Acesso I e em 2020 não concorreu devido ao fogo no barracão. Assim foi moldando a comunidade guerreira da Independente.
No comando artístico da Independente nos últimos carnavais, Amauri Santos chegou em 2022 e foi vice-campeão do Acesso I com o enredo: “Brava Gente… É hora de acordar!”. Estreou no Grupo Especial de São Paulo em 2023, e com um carnaval forte “Samba no Pé, Lança na Mão, Isso é uma Invasão!”.
Em conversa com o site CARNAVALESCO, Amauri Santos fez questão de analisar sobre o desempenho da agremiação no carnaval de 2023, quando passou perto de uma colocação inédita para uma recém-promovida.
“Aprendi que a Independente é uma escola que corre atrás, que quer fazer carnaval, não posso dizer que quer ser grande, pois já considero ela grande. E não perde para nenhuma escola do especial, vai nos dar estrutura para fazer um belíssimo carnaval, assim como deu no carnaval passado que estava chegando no grupo, e agora se reforça um pouco mais, a confiança aumenta, a confiança dos componentes. E acredito que tem tudo para a gente brigar, chegar, nossa intenção agora é voltar nas campeãs”.
Conversando com carnavalescos pelas quadras, sempre é citado sobre a importância da continuidade no trabalho, e Amauri é um dos profissionais que tem tido uma sequência na Independente Tricolor. Mesmo que entre idas e vindas dentro da escola nos últimos carnavais, no carnaval de 2022, o projeto começou com Fábio Gouveia, e iria iniciar com Anselmo Brito o de 2023. Mas neste último foi totalmente com sua cara, e contou um pouco sobre essa ligação na escola tricolor.
“Meu terceiro carnaval, e acho que fortalecendo cada vez mais essa união minha com a escola”, e ressaltou sobre a importância da continuidade “Minha relação é muito boa, e é o que você falou, vamos lapidando os olhares com a escola, por mais que não exista perfil de escola. A gente vai aprendendo a trabalhar em cada escola que passamos. Com a Independente não será diferente, peguei no acesso, nós fomos para o primeiro ano do Especial e neste ano estou sentindo tudo mais fortalecido. A minha empatia com a escola e a empatia da escola comigo, acredito que está dando muita liga”.
O que esperar a Independente e Amauri no carnaval de 2024: “Um belíssimo carnaval, forte, e a Independente vai surpreender muito, uma escola jovem que está demonstrando uma força, característica própria, e o enredo africano veio a calhar, para mostrar justamente essa versatilidade”, e sobre ele próprio disse: “Aprendizado a cada dia”.
Para 2024, a Independente Tricolor trará o enredo ‘Agojie, A Lâmina da liberdade!’, homenageará o único exército feminino, que surgiu na África, e é somente o segundo enredo afro da escola. O sorteio da ordem de desfile acontecerá no dia 19 de junho, mas a Independente Tricolor já sabe que desfilará na sexta-feira, 9 de fevereiro, resta saber em qual colocação. Será a primeira vez que não abrirá um dia no Grupo Especial como foi em 2018 e 2022.
Através de seu departamento Cultural, a Unidos de Padre Miguel lançou a exposição fotográfica “Origens da UPM”, que visa apresentar a origem e a importância da Vermelha e Branca da Zona Oeste para a comunidade do Boi Vermelho e para os amantes do samba.
Foto: Divulgação
Entre os documentos selecionados pelo Departamento Cultural da escola, estão registros da origem do símbolo do Boi Vermelho, a construção da quadra, além de grandes nomes do carnaval que fizeram parte da história da agremiação como o carnavalesco Arlindo Rodrigues, responsável pelos desfiles nos anos de 1984 e 1985, Mestre Cinco, um dos fundadores da escola e que atuou como mestre de 1957 até 1965, além de Mestre André, que esteve no comando da bateria Guerreiros de 1969 até 1972.
“Este é um momento de muita alegria para todos nós do Departamento Cultural. Estamos, aos poucos, resgatando a história de nossa escola, e sentimos a necessidade de apresentar uma parte dos dados que já coletamos. Nosso objetivo é fazer com que as novas gerações sintam ainda mais orgulho de ser Boi Vermelho”, disse Alessandro dos Reis, integrante do Departamento Cultural.
Outro detalhe que chama atenção na exposição é a participação feminina liderando o carro de som da escola. Desde sua fundação, a Unidos de Padre Miguel teve três intérpretes oficiais, Yolanda Borges nos anos de 1963,64 e 65, Leda Silva em 1982 e Rutinha de 1985 até meados nos anos 90. A exposição também apresenta a figura de Waldomiro José, que, na década de 60, atuava como o 1º Mestre-Sala da agremiação, aos 72 anos de idade.
“A Unidos de Padre Miguel vive um momento muito especial e esta exposição veio para coroar a nossa história e a importância de nossa agremiação para o carnaval e para a Zona Oeste. Estamos muito felizes com o trabalho de resgate que vem sendo feito pelo cultural”, contou Lara Mara, diretora de carnaval da Unidos de Padre Miguel.
A exposição “Origens da UPM” pode ser conferida de segunda a sábado, das 09h às 18h, na quadra da escola, que fica na Rua Mesquita, 8, Padre Miguel.
A bateria “Pura Cadência” da Unidos da Tijuca retoma nesta quinta-feira os ensaios de bateria visando o Carnaval 2024. Os ensaios acontecem a partir das 20h na quadra da agremiação. Faltando aproximadamente oito meses para o desfile, a bateria do mestre Casagrande vai começar a ensaiar seu ritmo a fim de conquistar a manutenção da nota máxima do quesito no próximo carnaval. A diretoria convoca todos os ritmistas para o recadastro e informações sobre o trabalho que será realizado para o Carnaval 2024, calendário de eventos, bem como a devolução das fantasias. A quadra da escola fica situada à Avenida Francisco Bicalho, 47, Santo Cristo.
A “Pura Cadência” mantém a sua identidade característica e executa a renovação e manutenção dos ritmistas, sempre imprimindo um ritmo cadenciado e com desenhos e bossas objetivas, proporcionando o canto, apresentando um bom andamento que sustente o desfile, auxiliando todos os outros quesitos.
Sob a regência de mestre Casagrande desde 2008, a bateria da Unidos da Tijuca, com o dedicado trabalho do mestre, junto aos seus diretores e ritmistas, buscará novamente atingir seu nível de excelência.
Campeã do Grupo Especial no Carnaval 2023, a Imperatriz Leopoldinense trocou a lona da fachada do barracão, na Cidade do Samba. Agora, a escola menciona que é dona de nove títulos.
Fotos: Divulgação/Imperatriz
Além disso, a arte da lona traz o trem, o verso “linda, majestosa, tão querida”, e faz referência a Fábrica de Sonhos, como é carinhosamente chamada a Cidade do Samba.
Quem falou que não temos novidade no barracão? 🤩
Com o atual título, nada mais justo que atualizar as lonas da Fábrica de Sonhos com nossos campeonatos e, também, um com pouco de nossa história.
A Dragões da Real segue em um ritmo interessante de resultados no carnaval paulistano, mas almeja algo mais, o título. Em 2023 ficou no quinto lugar após uma chuva intensa durante seu desfile do ‘Paraíso Paraibano’, pois para 2024 cantará: “África – Uma constelação de reis e rainhas”. No dia do lançamento do enredo, o presidente Renato Remondini, Tomate, comemorou bastante a renovação de seu elenco para o próximo carnaval.
Foto: Fábio Martins/CARNAVALESCO
“Muito satisfeito, tenho certeza que vai ser mais um grande trabalho, se Deus quiser. O pessoal tendo muita dedicação, jamais vamos falhar”.
Vice-campeã em 2017 e 2019, voltando nas campeãs em sete anos dos onze que estão no Grupo Especial, a Dragões vem amadurecendo o sonho do título. O site CARNAVALESCO perguntou para Tomate sobre o que falta para o título, e ele relembrou últimos dois anos.
“Vou falar o seguinte, em 2022 faltou não desmaiar, infelizmente aconteceu a tragédia com o porta-bandeira (Evelyn), única escola que tomou nota 30 em todos os quesitos, com exceção a casal e enredo, mas só nós tomamos 30, ou seja, o resultado seria outro. E esse ano se a chuva não castigasse do jeito que castigou, a história seria outra também”.
Em relação à parceria com Simone Sampaio, que foi rainha até o carnaval de 2020, quando virou madrinha da escola, e foi fundamental no desenvolvimento do projeto do enredo para 2024, o presidente da Dragões contou um pouco.
“Simone é nossa eterna rainha, rainha das rainhas do carnaval, madrinha, esse ano vai ser nossa embaixadora, que vai conduzir tudo isso com a gente. Junto com nossa equipe de carnaval, mas a Simone, preciso nem falar, o que falar dela, vai chover no molhado. É uma pessoa que ama a escola, uma pessoa que está há mais de doze anos, temos uma relação maravilhosa”.
A Dragões da Real vai desfilar na sexta-feira, dia 9 de fevereiro, e aguarda apenas em qual ordem estará, nos últimos dois anos fechou o dia, em 2022 na sexta e em 2023 no sábado. O sorteio acontece no dia 19 de junho.