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Série Barracões: Rodrigo Almeida conta como a Em Cima da Hora irá apresentar a Pombagira e o empoderamento feminino na Sapucaí

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A chegada de Vinícius Drumond à Em Cima da Hora foi marcada por garra e protagonismo. O novo patrono foi o principal responsável pela mudança de rumo do desfile de 2026. Antes de sua chegada, a agremiação já havia anunciado um enredo em homenagem à cidade de Saquarema, na Região dos Lagos.

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No entanto, Vinícius apresentou uma nova proposta temática, prontamente acolhida pela escola e pelo carnavalesco Rodrigo Almeida.
Assim, a Em Cima da Hora levará à Marquês de Sapucaí o enredo “Salve Todas as Marias: Laroyê, Pombagiras”, uma homenagem às Pombagiras, com foco na emancipação feminina, na resistência e no poder das mulheres.

Durante visita do CARNAVALESCO ao barracão da escola, Rodrigo Almeida comentou sobre a origem do enredo e a evolução dos preparativos.

“O enredo em homenagem às Pombagiras veio da ideia do nosso patrono, Vinícius Drumond. A gente já tinha um outro enredo, inclusive anunciado, e quando ele chega à escola traz essa ideia de fazer essa homenagem. O enredo surgiu dele”, contou o carnavalesco.

Ao aprofundar sua pesquisa, Rodrigo afirma ter compreendido o verdadeiro significado das Pombagiras, entendidas não como figuras estigmatizadas, mas como símbolos coletivos de resistência, sabedoria e poder feminino.

“O que mais chama a atenção é entender que Pombagira não é uma coisa. Pombagira é um somatório de mulheres que lutaram, que amaram, que guerrearam, que governaram, que sabiam um pouquinho a mais e foram condenadas à fogueira. O mais interessante é descobrir que essas mulheres eram empoderadas, estavam à frente do seu tempo e foram tachadas de bruxas e feiticeiras. Essa é a parte mais rica do enredo”, explicou.

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Comparando com os últimos dois carnavais, Rodrigo se mostrou confiante de que 2026 marcará um salto qualitativo da agremiação, impulsionado pela força do samba e pelo engajamento da comunidade.

“A gente vem num crescente. Há dois anos fazemos carnavais mais imponentes, mas acho que este ano casa samba, comunidade e investimento. Um bom carnaval é feito de comunidade feliz, samba bom e estrutura financeira. Tudo isso junto gera um grande desfile. Estamos com mais garra, mais vontade, a comunidade decidiu vir para a avenida, então estamos cantando muito e brincando carnaval. Essa é a grande diferença”, analisou.

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Para o carnavalesco, o grande trunfo da Em Cima da Hora será justamente essa combinação.

“Samba e comunidade. Sem esses dois elementos, você pode estar pintado de ouro, riquíssimo e belíssimo, mas não adianta. Com samba e comunidade você tem tudo. Esse vai ser o nosso trunfo, somado à energia das Pombagiras, que com certeza estarão presentes no desfile”, afirmou.

O samba-enredo tem extrapolado os limites de Cavalcanti, conquistando o público e sendo cantado para além da comunidade da escola. Rodrigo explicou o diferencial da obra.

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“O samba narra a história, mas não é descritivo em sua essência. Ele dialoga com a linguagem das Pombagiras, com os pontos populares. Quando você canta ‘Abre a roda’ ou ‘A dona da casa chegou’, são expressões que estão no imaginário coletivo das Pombagiras e das macumbas. Isso cria uma troca muito forte entre escola e público. É carnaval de macumbeiro, carnaval é de macumba, e ter Pombagira está sendo tudo”, comentou.

Reforçando o compromisso com o bem-estar dos componentes, Rodrigo também falou sobre a concepção das fantasias.

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“Acreditamos em roupas imponentes, mas sempre pensando no conforto. Não teremos nada gigantesco, porque isso atrapalha a evolução. O calor do Rio está desumano, seja com sol ou com chuva. Não dá para manter um componente preso embaixo de veludo, renda e ainda carregando um edifício nas costas. Estamos fazendo um carnaval que permita brincar, cantar e evoluir. Apostamos em samba forte, plástica bem feita e uma história bem amarrada”, explicou.

Entenda o desfile

Para homenagear as Pombagiras na Sapucaí, a Em Cima da Hora se apresentará com três alegorias e 19 alas, reunindo cerca de 1.800 componentes. O desfile terá como eixo central a figura de Maria Padilha, desde sua chegada como rainha em vida até sua consagração espiritual.

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“A gente começa narrando a chegada das Pombagiras, especialmente Maria Padilha, ao seu castelo em Sevilha, na Espanha. Tratamos da Pombagira como rainha em terra, viva. Em seguida, mostramos o imaginário coletivo dessas mulheres: a Bruxa de Évora, Joana d’Arc e outras figuras femininas poderosas da história. Toda mulher é uma Pombagira, porque Pombagira não é um termo, é um ato de ser, de se respeitar e de ser empoderada”.

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“Depois mostramos onde esses espíritos foram cultuados: o Batuque no Rio Grande do Sul, a Umbanda, o Catimbó, a Jurema, até chegar à Quimbanda, onde ela se consagra rainha espiritual. Temos uma alegoria que representa esse reino espiritual: ela foi rainha na terra e agora é rainha no plano espiritual”.

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“No último setor, oferecemos presentes às Pombagiras — flores, velas, champanhe, padês, rosas — e encerramos com um grito contra a intolerância religiosa. Desmistificamos histórias e ressignificamos imagens que estão no imaginário coletivo. É um carro que vai mexer com as pessoas de alguma forma”, concluiu Rodrigo Almeida.

Componentes da Imperatriz exaltam gestão de Cátia Drumond, vibram com Pitty e festejam o rendimento dos ensaios na Euclides Faria

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A Imperatriz Leopoldinense vive um momento de confiança e afirmação às vésperas do Carnaval 2026. Segunda escola a desfilar no domingo, a verde e branca de Ramos apresentou um ensaio marcado por canto forte, leveza e vibração coletiva, mesmo sob um forte temporal. Na concentração, componentes exaltaram a gestão da presidente Cátia Drumond, o trabalho social desenvolvido na comunidade, a identificação do intérprete Pitty de Menezes com a escola e o crescimento visível da agremiação nos ensaios de rua realizados na Euclides Faria.

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Para o Carnaval 2026, a Imperatriz levará à Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, uma homenagem à trajetória revolucionária de Ney Matogrosso. Desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, o desfile vai celebrar mais de 50 anos de carreira do artista, destacando sua constante reinvenção, a liberdade artística, a performance transgressora e a quebra de fronteiras entre o masculino e o feminino.

Guilherme Marques, de 28 anos, analista de sistemas, desfila na Imperatriz há 13 carnavais e acompanhou diferentes fases da escola. Para ele, a atual gestão representa uma virada histórica.

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“Nesses 13 anos passei por várias gestões, desde a queda até a subida novamente. Desde que a presidente Cátia assumiu, a Imperatriz é outra escola. Acho que desde os anos 2000 a gente não via a Imperatriz tão competitiva. É uma escola que se dedica à comunidade. Teve época em que era normal ver metade de uma ala vendida; hoje, 100% é comunidade. Essa mudança é muito positiva”, comentou.

Sobre o intérprete Pitty, Guilherme ressaltou a identificação do cantor com a verde e branca.

“Eu adoro o Pitty. Ele encaixou perfeitamente na Imperatriz. Foi a voz que a escola precisava. Há anos a gente não tinha uma voz assim. É a primeira desde o Dominguinhos que mexe de verdade com a escola”, declarou.

Ao falar dos ensaios, o componente destacou o clima leve e festivo. “O ensaio é um dos melhores momentos pra gente se divertir. Não tem a pressão do desfile. A gente brinca, evolui, canta e é feliz”, relatou.

Andressa Gesteira, de 40 anos, secretária, retorna à Imperatriz após dez anos afastada por conta da gravidez. Antes da pausa, desfilou ao menos cinco carnavais e agora vive seu primeiro ano de volta à verde e branca.

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“A gestão da presidente Cátia é muito boa. Inclusive, meu filho também participa de muitas atividades da escola. A gente gosta bastante. Ela e o João Drumond estão trazendo muitas coisas boas para a comunidade”, observou.

Sobre o intérprete, Andressa foi direta: “Ele é a voz da Imperatriz e não pode sair da escola. É o cara!”, afirmou.

Ela também destacou a evolução do samba e do canto coletivo nos ensaios de rua.

“A escola cresceu muito a cada ensaio. O samba amadureceu, a ala inteira canta, as pessoas em volta da rua também cantam. O samba está na boca da escola, está muito bom mesmo”, disse.

Aposentada, de 55 anos, Elis Regis desfila há 20 anos na Imperatriz e integra um dos projetos sociais desenvolvidos pela escola, o Balé da Rainha.

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“Faço parte desse trabalho social e, este ano, foi a realização de um sonho de menina. Esse projeto da Cátia, pra mim, foi a realização de um sonho. É maravilhoso”, contou.

Sobre Pitty, Elis não poupou elogios. “Hoje, para mim, ele é o melhor intérprete de samba. Respeito todos, mas ele é o melhor. Temos muita sorte de ter o Pitty. Ele tem a cara da escola, trouxe uma nova roupagem, uma energia que a gente precisava. E com essa presidenta, veio o feminino, porque a Imperatriz é feminina. Melhor do que ela, acho que ninguém”, acrescentou.

Para Elis, os ensaios de rua dialogam diretamente com o espírito da escola e com o enredo.

“Desde que a Imperatriz passou a fazer ensaio aos domingos, trouxe essa alegria para a comunidade. É contagiante. Não tem como não vibrar. A escola é irreverência, é liberdade, é isso que a gente está fazendo”, concluiu.

Químico, de 29 anos, Bernardo Jordão desfila pela primeira vez na Imperatriz Leopoldinense, mas acompanha a escola de perto desde 2019, ainda antes do atual momento de ascensão.

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“Desde que a Cátia assumiu, a escola deu um salto enorme na parte administrativo-organizacional. Antes havia atraso de fantasia, hoje é tudo organizado. A presença na comunidade aumentou muito. A Imperatriz tem aparecido nas cabeças nos últimos anos, e isso passa muito por ela, pelo João, pelo André Bonatti, pelo Leandro Vieira e pelo Pitty. Ela montou uma equipe muito competente”, analisou.

Sobre o intérprete, Bernardo destacou a entrega de Pitty nos ensaios de rua. “Eu amo o Pitty. Ele canta com a gente no ensaio de rua, interage muito com a ala. A voz dele é incrível. Para mim, é o melhor intérprete. Mas, para não criar polêmica, coloco facilmente no top 3, e ninguém consegue argumentar contra isso. Quando ele começa a cantar, a energia da Euclides, da quadra, tudo muda. Ele é especial”, ressaltou.

Ao final da entrevista, Soraia, mãe de Bernardo e também componente da escola, completou: “Pitty é a frequência cardíaca da escola. Sem ele, a Imperatriz não funciona”.

Encerrando, o estreante reforçou o clima de confiança vivido pela verde e branca neste Carnaval.

“Hoje, como desfilante, sinto que esse samba é especial. Me lembra muito a energia do desfile do Lampião, quando a escola foi campeã. Dá essa crença de que dá para buscar mais um campeonato”, finalizou.

Daniel e Taciana conduzem a leitura do Manguebeat no ensaio técnico da Grande Rio

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A Grande Rio segue em ritmo intenso de preparação para o Carnaval 2026, ajustando os últimos detalhes para levar à Marquês de Sapucaí o enredo “A Nação do Mangue”. A proposta da escola de Duque de Caxias é celebrar o movimento cultural e musical Manguebeat, surgido no Recife nos anos 1990, estabelecendo um paralelo entre a lama dos manguezais, a resistência periférica nordestina e a realidade da Baixada Fluminense.

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Sob a assinatura do carnavalesco Antônio Gonzaga, o desfile promete unir ecologia, música e crítica social, transformando a Avenida em um verdadeiro manguezal tecnológico.

Durante a concentração da escola para o ensaio realizado neste domingo, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Daniel Werneck e Taciana Couto falou sobre a importância do enredo, a responsabilidade do quesito e os desafios impostos pelo novo formato de julgamento. A dupla será uma das principais responsáveis por traduzir em dança e simbologia toda a força do tema proposto pela tricolor caxiense.

Taciana destacou a riqueza artística do enredo e o impacto pessoal de vivenciar mais um mergulho cultural proporcionado pelo carnaval.

“Esse ano está sendo muito especial. O enredo reúne muitas influências de diversas artes. É um tema que nos permite explorar bastante e conhecer mais uma cultura. Mais uma vez, o Carnaval proporciona esse contato para a gente. Está sendo um momento incrível e uma honra falar do Manguebeat”, afirmou a porta-bandeira.

Daniel ressaltou o viés social do enredo e a mensagem que a Grande Rio pretende transmitir ao público e aos jurados.

“É um enredo muito importante para nós, porque fala sobre a desigualdade existente. A Grande Rio vem mais uma vez trazendo uma mensagem de conscientização, para que as pessoas tratem todas com igualdade, sem diferença de classe social, já que essa é uma luta constante pelos nossos direitos”, declarou o mestre-sala.

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A dupla também comentou sobre a pressão de disputar os tão sonhados 40 pontos em um dos quesitos mais técnicos e decisivos do Carnaval.

Taciana destacou o peso da responsabilidade, mas reforçou o comprometimento do casal com a escola.

“É uma responsabilidade imensa, que abraçamos com muito carinho e respeito. É mais um ano de completa dedicação do casal para alcançar um bom resultado e ajudar a escola. É difícil, pois se trata de uma responsabilidade nas costas de apenas duas pessoas, mas temos conseguido cumprir com maestria e pretendemos continuar nesse caminho de busca e evolução para trazer um resultado positivo”, explicou.

Daniel avaliou que a experiência ajuda a lidar melhor com a cobrança ao longo das temporadas.

“Já estamos acostumados com isso. Mas, de fato, é uma responsabilidade muito grande, porque são apenas duas pessoas disputando esses 40 pontos. A partir do momento em que se entende essa importância, é possível atravessar o desfile com mais tranquilidade. A cada ano existe uma proposta e um enredo diferentes, o que exige estar sempre entregando o melhor”, pontuou.

Ao abordar a construção do bailado para o desfile de 2026, Daniel falou sobre sua formação clássica e a adaptação da dança às exigências do enredo.

“Venho de uma escola marcada pela influência do mestre-sala Ronaldinho, um artista extremamente elegante e clássico. Consegui trazer um pouco desse lado para a minha formação. Tive a oportunidade de ter aulas com ele e aprender bastante. Hoje entendemos que cada enredo pede algo diferente ou um complemento a mais. Por isso, misturamos a dança do mestre-sala e da porta-bandeira com movimentos que representam o que está sendo retratado no enredo, como maracatu, coco e dança afro, que também estão enraizados na origem do nosso bailado e dialogam diretamente com o Manguebeat”, relatou.

Taciana explicou como o casal busca equilibrar tradição e inovação, respeitando os fundamentos do quesito.

“Temos conseguido encontrar o equilíbrio entre a dança tradicional do mestre-sala e da porta-bandeira, que é o que prezamos e defendemos, e o novo. Com o passar do tempo, tudo evolui, e não podemos ficar para trás. No entanto, é fundamental não perder a essência e aquilo que realmente precisa ser apresentado, que é a dança do casal. Buscamos sempre trazer movimentos dentro da temática, priorizando os fundamentos obrigatórios do quesito”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a implementação da cabine espelhada, que exige que os casais dancem em 360 graus ao longo do desfile. Daniel avaliou a mudança como positiva para o espetáculo.

“Todos estão começando do zero. Cada casal vem com uma proposta diferente, mas entendemos que o importante é dançar em 360 graus, para todos os lados. Havia uma zona de conforto nas apresentações anteriores, mas essa mudança é válida. Tudo que agrega e engrandece o Carnaval é positivo, inclusive para o público que fica do lado oposto aos jurados, que também merece ser prestigiado com o bailado do mestre-sala e da porta-bandeira”, destacou.

Taciana finalizou ressaltando o caráter desafiador e estimulante da novidade e projetou um grande espetáculo para o público.

“É uma novidade e uma responsabilidade imensa, mas todos partem do zero. Acompanhamos o trabalho dos colegas e cada casal apresenta uma proposta diferente. As pessoas estão se adaptando e trazendo novidades para o espetáculo, o que engrandece ainda mais a festa. Ver todos se testando e se desafiando é algo muito positivo. Sair da zona de conforto é importante, e o público pode esperar um grande espetáculo da Grande Rio”, concluiu.

Mestre Rodney fala sobre momento especial da Beija-Flor e a busca pelo bicampeonato

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Há 16 anos o mestre Rodney comanda a bateria da Beija-Flor de Nilópolis e, após o título de 2025, a agremiação vem vivendo um momento especial, com muita confiança e expectativa de ser campeã novamente, no Carnaval 2026. No último domingo, a escola encerrou o primeiro final de semana de ensaios técnicos, um dos destaques foi o canto forte da comunidade e o trabalho da bateria. Em 2026, a Beija-Flor levará à Sapucaí o enredo “Bembé”, idealizado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, em celebração a maior manifestação de Candomblé do mundo, conhecida como Bembé do Mercado, que ocorre na cidade de Santo Amaro, na Bahia. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre Rodney comentou sobre o trabalho que vem fazendo com a bateria e as expectativas para o Carnaval 2026.

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“É mais um trabalho, com um samba maravilhoso, um enredo que tem a ver com a nossa ancestralidade, com a minha religião, com a minha cultura… não tem preço”, diz Mestre Rodney.

Rodney não quer contar vantagem antes da hora, apesar de querer ganhar o campeonato e estar trabalhando com esse objetivo, ele prefere esperar o desfile acontecer, para saber como, de fato, foi o desempenho da agremiação.

“Eu acho que primeiro a gente tenta fazer um grande desfile. Isso vai ser consequência do nosso grande desfile, entendeu? Todo mundo pensa assim, eu também não vou ser leviano que não quero, lógico que quero, mas a gente vai trabalhar para isso, papai do céu abençoar e a gente vai conseguir na avenida”, afirma mestre Rodney.

Sobre o que esperar da bateria Soberana no desfile, o mestre falou que entregarão o de sempre: os ritmistas vão se doar, com dedicação, empenho ao máximo, até “a mão sangrar”. Farão tudo pela agremiação, para levar a taça novamente para Nilópolis.

O quesito Bateria recebeu um novo subquesito, que pede criatividade nas baterias. Mestre Rodney afirmou que irá atender o regulamento, mas acredita que é algo subjetivo, pois cada pessoa entende o significado de criatividade de uma forma.

“Eu acho muito subjetivo o que seria criatividade para ele, para mim pode ser uma coisa. Mas o que está dentro do regulamento, a gente procura atender o regulamento para não ser penalizado. Com relação a isso, eu estou muito feliz, muito tranquilo, porque o nosso arranjo, graças a Deus, mais uma vez a gente foi muito feliz na concepção do arranjo. A gente está tranquilo, trabalhando muito, ensaiamos exaustivamente. Agora é esperar a hora H, que papai do céu abençoe a gente, brigar pelo carnaval, para ser campeão mais uma vez”, afirma Rodney.

Para o mestre, a Beija-Flor voltou a viver um momento especial. Vale lembrar que antes do campeonato de 2025, a agremiação passou 6 anos sem ganhar, assim, o título do último carnaval deu um ar de esperança à agremiação.

“Beija-Flor com cara de Beija-Flor. Tivemos a felicidade de ter dois grandes sambas, dois grandes enredos e tudo bota no lugar devido, eu acho que a gente está no caminho certíssimo”, conclui mestre Rodney.

‘Legado do mestre Caveira! Componentes da Viradouro se emocionam com homenagem para mestre Ciça

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Num ano marcado por homenagens, a Sapucaí viverá, pela primeira vez, a celebração de um de seus grandes sambistas ainda em vida. Mestre Ciça, ícone do carnaval carioca e dono de um extenso legado na Unidos do Viradouro, onde comanda a bateria “Furacão Vermelho e Branco” desde 2019, será o grande homenageado da escola em 2026.

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Cria do Estácio, passista, mestre-sala e consagrado diretor de bateria, Ciça reúne inúmeros motivos de orgulho e identificação para a comunidade de Niterói. Em conversa com o CARNAVALESCO, componentes da Viradouro compartilharam a emoção de reverenciar aquele que representa muito mais do que um mestre: representa a própria história da escola.

Quem acompanhou sua primeira passagem pela Viradouro, em 1999, logo percebeu as mudanças e a evolução da bateria. É o que relembra Lindomar, integrante da Velha Guarda.

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“O Ciça, para nós, é uma referência. Com ele houve uma mudança muito grande na escola, especialmente na bateria. Ele é uma alegria constante entre todos os componentes. É uma realização para a comunidade. Ele se comunica com todo mundo, instrumentalmente falando, com aquele dedinho que vai para lá e para cá, formando ritmistas que são, literalmente, alunos dele. Para nós é gratificante ver esse reconhecimento de um profissional do samba. Para a Velha Guarda, o sentimento é o mesmo. E o samba está maravilhoso, a gente se descarrega de tudo e cai na folia mesmo”, afirmou.

Com 64 anos de Carnaval, o baluarte Jorge Lambreta, de 82 anos, destacou o caráter inédito da homenagem e ressaltou que falar de mestre Ciça é falar da própria comunidade da Viradouro.

“Mestre Ciça é um ídolo dentro da escola. Na comunidade da Viradouro não há ninguém que não goste dele. Quando a escola homenageia o Mestre Ciça, está me homenageando também, está homenageando todos os sambistas. É a alegria do sambista em geral, porque ele representa todos nós. E dentro da Viradouro, no desfile, somos um só”, declarou.

Além de popular e querido, contar a história de Ciça é revisitar a própria trajetória do Carnaval, marcada por carnavais históricos, reconhecimento e passagens por escolas coirmãs. Representando a ala Bambas do Estácio, que homenageia o início da carreira do mestre na Estácio de Sá, Rodrigo ressaltou o tom nostálgico que o desfile promete levar à avenida.

Componente Rodrigo.HEIC

“A gente que convive com o mestre Ciça há tanto tempo sente uma emoção ainda maior. Existe um carinho especial por aquela pessoa que está ali todos os ensaios, toda semana. Ele é simples e tem uma história linda de muitos carnavais que a Viradouro vai contar de forma incrível e nostálgica. Tenho certeza de que todos os setores da escola vão nos fazer lembrar dos carnavais da nossa infância, da adolescência, de quando assistíamos aos desfiles com nossos pais. Vai ser um saudosismo delicioso. É muito importante homenagear esse homem do samba, que foi passista, mestre-sala e hoje é um dos grandes nomes da avenida”, afirmou.

Relembrando o início da trajetória do homenageado, a passista Eloísa Ribeiro destacou a identificação com o mestre, que antes de comandar baterias também foi passista e mestre-sala, simbolizando reconhecimento e esperança para as novas gerações.

Passista Eloisa.HEIC

“É meu primeiro ano na escola como passista, na minha escola de coração, e entrar justamente num ano que homenageia uma das minhas referências é muito gratificante. O Ciça começou como passista, e isso nos dá esperança de que também podemos alcançar outros espaços dentro do carnaval”, disse.

O legado de mestre Ciça já ecoa nas novas gerações da escola. Carol, ritmista da Virando Esperança, escola mirim da Viradouro, e integrante da Ala Jovem, revelou o sonho de aprender com o Mestre dos Mestres no futuro.

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“Tudo o que eu sinto é emoção. Ele é uma das maiores referências como mestre de bateria e como sambista. Para quem está começando agora, como eu, é um sonho trabalhar com o Ciça. Imaginar estar ao lado dele, reverenciando, vivendo esse momento, participando de tantos títulos… é um sonho mesmo”, declarou.

Liberdade que dança: Phelipe e Rafaela levam a alma de Ney Matogrosso à Sapucaí

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Momentos antes de entrarem na avenida para o primeiro ensaio técnico da Imperatriz Leopoldinense na Sapucaí, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, falou com o CARNAVALESCO sobre expectativas, preparação, pressão e a emoção de iniciar oficialmente a caminhada rumo ao desfile de 2026. Nem mesmo a forte chuva, acompanhada de trovões, espantou os torcedores, que lotaram as arquibancadas e viram o casal brilhar com muita entrega, fruto de uma intensa preparação.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

Para Rafaela, a temporada carrega um sentimento especial dentro da Verde e Branca de Ramos por conta do enredo “Camaleônico”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que homenageia o ícone da música brasileira Ney Matogrosso.

“É um misto de emoções e sentimentos. Esse enredo do Leandro, mais uma vez, nos desafia. Desde que ele está à frente da escola, a cada ano nos presenteia com enredos maravilhosos e se transforma constantemente. Por isso, o nome ‘Camaleônico’ tem tudo a ver com ele. Isso é muito bom para a dupla e para a parceria, porque a cada ano a gente se renova, se desafia e busca algo a mais. Não ficamos na estaca zero: queremos sempre alcançar o êxito, nos transformando a cada dia”, afirmou.

Já Phelipe falou com emoção sobre a identificação pessoal com o enredo, no qual se vê refletido como pessoa e profissional.

“Para mim, o enredo sobre o Ney Matogrosso é libertador. Ele me representa muito. Todo mundo fala: ‘Ah, o Phelipe é maluquinho’, mas eu não ligo. Acho que não é loucura, é liberdade, é ser feliz. Todo mundo tem um CPF diferente, e eu sou uma pessoa diferente das que tentam ser normais. O Ney é isso: liberdade, não ser mais um. O que eu sempre busquei dentro do carnaval foi exatamente isso, não ser mais um. Como a Rafaela falou, não somos um casal estagnado. Somos um casal que busca novos desafios e inovações, e vamos continuar fazendo isso. Representar o Ney Matogrosso na avenida é também representar um pouco da história do Phelipe Lemos no carnaval”.

A porta-bandeira destacou ainda a importância do primeiro ensaio técnico no Sambódromo como um marco simbólico para o início do carnaval oficial.

“Pisar na avenida hoje é muito importante, é o pontapé inicial para o grande dia. É executar um pouco daquilo que a gente vem trabalhando ao longo dos meses, nos ensaios de quadra, de rua e internos, e entregar um pouco do que está sendo construído. No grande dia, não temos que nos entregar 100%, mas 101%. Hoje queremos transmitir alegria e leveza, porque o público que está aqui merece ser contemplado com a alegria de todos os componentes que desfilam na Sapucaí”.

Sobre a pressão por alcançar os tão sonhados 40 pontos, o mestre-sala, com apoio da porta-bandeira, não demonstrou abalo com o novo modelo de cabine espelhada e ressaltou a confiança na liderança da agremiação como fator fundamental para a tranquilidade do casal.

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“Para nós, não é exatamente uma pressão. A presidente Cátia confia muito no nosso trabalho, e isso nos deixa tranquilos. Tudo o que fazemos é com muito amor e entrega, buscando sempre o nosso melhor. Claro que o julgamento dos jurados é muito importante, porque é uma disputa, mas nos sentimos felizes em empunhar o pavilhão da Imperatriz e entregar a nossa melhor performance, que agrade à plateia e também aos jurados, para que a nota máxima venha”.

Rafaela também comentou sobre as mudanças provocadas pela nova modalidade de julgamento, que tem influenciado diretamente a apresentação dos casais na passarela do samba.

“Acompanhando os ensaios técnicos, eu até comentei com o Phelipe que muitas vezes o público dizia que alguns casais estavam muito parecidos na parte coreográfica. A cabine espelhada trouxe um ponto positivo nesse sentido, permitindo que cada casal mostre mais a sua identidade. O resultado definitivo só vamos saber depois da Quarta-feira de Cinzas, mas, pelos ensaios e pela claridade da cabine, dá para perceber os casais se reinventando e trazendo mais personalidade. Isso acabou sendo um desafio positivo para o carnaval, porque todo mundo teve que sair da caixinha”.

Ao falar sobre o equilíbrio entre a tradição do bailado e a narrativa do enredo, Phelipe fez um paralelo entre o lado artístico e o caráter narrativo da dança do casal.

“A dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira é muito particular, tem um movimento cultural específico. Nós dançamos personagens, lugares e histórias. Assim como no teatro e no musical, o corpo precisa contar essa história. Eu e a Rafaela buscamos sempre contar o enredo dentro da nossa arte, que é a arte do mestre-sala e da porta-bandeira”.

Questionados sobre a fantasia que usarão no desfile oficial, os dois mantiveram o mistério, mas deixaram uma pista no ar.

“A fantasia é muito óbvia, mas não podemos dar spoiler. Se vocês observarem bem as nossas vestimentas ao longo dos ensaios e os trejeitos, talvez consigam descobrir o que a gente vem representando”, disseram em conjunto.

Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro mostraram que estão prontos para mais um grande carnaval, reafirmando sua identidade e, como diria Ney Matogrosso, a ousadia que um primeiro casal precisa ter para ser destaque na avenida.

Série Barracões SP: Com estética renovada, Tatuapé aposta em desfile sobre a defesa da terra e da agricultura

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A Acadêmicos do Tatuapé é uma das escolas mais competentes do carnaval paulistano. Ao analisar a tabela da última década, a escola deixou de figurar no Desfile das Campeãs em apenas duas ocasiões. Bicampeã, a agremiação também acumula dois vice-campeonatos. Todos os integrantes estão bastante animados com a crescente evolução que a Tatuapé vem apresentando desde 2023. O ano de 2022 foi marcado por problemas no abre-alas, o que resultou na perda de pontos na apuração e em um quase rebaixamento. Desde então, a escola conquistou o quarto lugar em 2023, a terceira colocação em 2024 e o vice-campeonato em 2025. Seguindo essa lógica de ascensão em busca da taça, 2026 desponta como um ano de briga direta pelo título. E quesitos não faltam na Rua Melo Peixoto. Para isso, a escola aposta em um enredo de reforma agrária, que luta pelas terras, fazendo o uso correto delas para o bem da agricultura.

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Dentro do barracão, a escola está produzindo um carnaval com alto investimento, com alegorias grandiosas, belo acabamento e uma mudança estética relevante em relação aos desfiles anteriores. Quem afirma isso é o próprio artista Wagner Santos, que abriu as portas do barracão para o CARNAVALESCO e falou sobre o projeto para o próximo desfile.

Com o enredo “Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra Sem Gente, Tem Muita Gente Sem Terra”, a Tatuapé será a quarta agremiação a desfilar na sexta-feira.

Chegada do tema

O carnavalesco contou como o tema chegou à escola e falou sobre a importância do enredo que a Tatuapé levará para a avenida.

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“O enredo chegou por meio da nossa diretoria. Foi uma escolha entre alguns temas que já haviam sido apresentados, mas é um enredo de que eu gostei muito. Gostei porque ele traz um olhar importante sobre a terra, o cuidado que precisamos ter com ela, já que é o nosso alimento. Por isso, devemos preservá-la e cuidar dela da melhor maneira possível, pois precisamos retribuir tudo o que ela nos oferece. Só estamos vivos porque temos a terra e as águas. Se não aprendermos a preservar a natureza, o meio ambiente e as plantações, com certeza não teremos futuras gerações saudáveis, com qualidade de vida suficiente para sobreviver neste mundo. Portanto, é importante que as pessoas enxerguem esse enredo por esse lado. Além de abordar a questão da reforma agrária, defendendo uma reforma justa no nosso país, o enredo também ajuda as pessoas a entenderem os cuidados necessários com a preservação e a manutenção da terra, os limites do que podemos explorar e o que podemos depositar nela. A Terra é um ser vivo, e tudo o que exploramos nela a enfraquece cada vez mais. O petróleo, por exemplo, é como se fosse o sangue de um ser humano. A Terra é um organismo vivo”, explicou.

Virada de chave no enredo

Wagner disse que, de início, houve certa resistência da comunidade com o tema, mas que, com o passar do tempo, ele foi abraçado, após ter sido dissecado para todos.

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“No começo, algumas pessoas criticaram o enredo, inclusive membros da própria comunidade. Isso foi o que chegou até mim. No entanto, essas mesmas pessoas hoje já voltaram para a escola, você tem ideia? É sempre difícil apresentar um enredo para a comunidade, porque há quem concorde e quem não concorde. Ficamos sempre naquela situação entre a cruz e a espada, tentando decidir o melhor caminho, pois nunca conseguimos agradar gregos e troianos. Mas este ano não foi diferente, e estamos conseguindo avançar com luta e trabalho. Estamos preparando um grande carnaval. O investimento que a escola está fazendo é significativo, buscando apresentar um excelente trabalho para a comunidade e para o público que vai assistir”, comentou.

Ponto alto do desfile

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Questionado sobre um clímax do desfile, Wagner não titubeou em falar da abertura. A comissão de frente e o abre-alas irão gerar um impacto positivo, de acordo com o artista. “Um ponto alto do desfile, eu acredito que vai ser o abre-alas. Vai ser um carro impactante. Junto com a comissão de frente, vai ser um impacto visual muito legal. O elemento alegórico da comissão de frente casando com o primeiro carro, acredito que será de ótimo valor para o nosso desfile”, disse.

Alegorias e fantasias de alto nível

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Em 2025, a escola mudou o formato de sua estética de maneira significativa. Foram carros grandiosos e esculturas com mais detalhes, além de um enredo diferente. De acordo com o artista, esse tipo de trabalho voltará à tona. “Vai se repetir, porque eu tenho um presidente que ama o carnaval. Ele gosta de um carnaval grande. O presidente Erivelto trabalha muito dentro do barracão e junto com a gente, e sempre pede que os carros sejam grandiosos. Por isso, as alegorias vão vir muito volumosas e imponentes. Acredito que a proposta visual será muito bacana, algo que eu, particularmente, nunca fiz antes. É um tipo de trabalho e uma linha estética nova para mim”, contou.

Briga pelo título

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Após o incidente com a alegoria no ano de 2022, a escola escalou na tabela nos anos seguintes. Em 2023, conquistou a quarta colocação; em 2024, ficou na terceira colocação; e, em 2025, foi vice-campeã. Para os mais supersticiosos, seguindo a lógica, a Tatuapé será campeã de acordo com essa escalada. Wagner comentou sobre a briga pelo título. “Claro que a gente almeja o título. Estaríamos mentindo se disséssemos que não, porque não haveria motivo para disputar. Todo mundo que está competindo quer ser campeão do carnaval, e conosco não é diferente. Temos, sim, o objetivo de conquistar o título e estamos trabalhando para isso. A comunidade está engajada, cantando muito, e as festas têm sido bonitas. Acredito que teremos um grande carnaval. Vamos ver como será essa nova relação com as mudanças no regulamento e como a cabeça dos jurados vai se comportar, como cada um vai interpretar essa nova forma de julgamento”, finalizou.

Setor 1
“O sopro de Tupã: a origem de toda a vida concebeu a agricultura para os povos originários, filhos desse chão”

Setor 2
“O invasor português chegou à ganância e imperou, tornando a terra onde a dor se instalou. Novos plantios brotaram pelas mãos de quem aqui aportou, mas foi da cobiça do invasor que floresceu a luta do povo, em rebeldia e resistência”

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Setor 3
“O terceiro setor é a lição camponesa. A lição camponesa para a humanidade. A agroecologia, área de reforma agrária popular. Quando a natureza vira aliada da agricultura. O sonho que brota da terra se torna possível. E a recompensa é a festa da agricultura”

Ficha técnica
Quatro alegorias
2.600 componentes
Um elemento alegórico (comissão de frente)
Diretor de barracão – presidente Toninho

Iluminação cênica da Sapucaí promete surpreender no Carnaval 2026

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Após a rodada inicial de ensaios, as escolas de samba aproveitaram a passagem pela Marquês de Sapucaí para experimentar e ajustar um dos quesitos que mais vêm ganhando destaque nos últimos carnavais: a iluminação cênica. Às vésperas do Carnaval 2026, o uso criativo e estratégico dos jogos de luz se consolida como um elemento para enriquecer a narrativa dos desfiles e emocionar o público na Avenida.

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Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio

Neste ano, o Grupo Especial e a Série Ouro investem em recursos luminosos para valorizar alegorias e fantasias, evidenciar a performance do casal de mestre-sala e porta-bandeira e até dialogar com o ritmo da bateria, criando cenas de forte apelo visual ao longo da pista. Escolas como Império Serrano, Mocidade Independente de Padre Miguel e Acadêmicos de Niterói, entre outras, utilizaram os ensaios técnicos para testar suas propostas de iluminação e efeitos especiais, preservando, no entanto, surpresas que só serão reveladas nos dias oficiais dos desfiles.

A Marquês de Sapucaí conta com um moderno sistema de iluminação operado pela RioLuz e composto por 570 refletores, dos quais 510 são voltados diretamente para a pista de desfile. Cada torre instalada sobre as arquibancadas dispõe de três moving lights, capazes de projetar luzes coloridas sobre diferentes pontos da Avenida, além de três refletores RGBW. A estrutura é complementada por 24 quilômetros de fibra óptica e 14 câmeras de monitoramento, que possibilitam o acompanhamento em tempo real de toda a operação.

O funcionamento do sistema é coordenado a partir da sala de controle da iluminação cênica, localizada no setor 10 do Sambódromo. No espaço, os profissionais acompanham os desfiles por meio de quatro monitores com imagens ao vivo de todos os setores, além de uma projeção em 3D que simula a percepção dos efeitos luminosos pelo público presente nas arquibancadas.

Até o início do Carnaval, as escolas seguem com a possibilidade de programar antecipadamente a iluminação de seus desfiles, em conjunto com a equipe técnica da sala de controle, e realizar novos testes práticos. O objetivo é garantir que cada detalhe esteja perfeitamente alinhado para transformar a Sapucaí em um grande espetáculo de luz, cor e emoção nos dias de desfile.

Iphan e Riotur lançam campanha de conscientização no Carnaval

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Com a chegada do Carnaval de Rua no Rio de Janeiro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Riotur lançam a campanha “Quem samba cuida”, voltada à conscientização dos foliões sobre a importância da preservação dos bens culturais tombados em nível federal durante a festa.

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Foto: Divulgação/Riotur

A iniciativa é desenvolvida em parceria pelo Iphan, Riotur e Dream Factory, empresa vencedora do Caderno de Encargos da Riotur e responsável pela operação logística da festa popular mais emblemática do país junto à Prefeitura.

Desde o ano passado, Iphan e Riotur vêm desenvolvendo ações de conscientização direcionadas ao público que frequenta os blocos de rua, com o objetivo de incentivar atitudes responsáveis e conciliar a celebração da maior festa popular com a proteção do patrimônio histórico do Rio de Janeiro.

A campanha poderá ser vista no aplicativo Blocos do Rio, que traz a programação oficial de blocos de rua do Rio de Janeiro, e no site oficial Blocos do Rio da Riotur, além de estar presente em pontos estratégicos próximos a bens tombados, por meio de cartazes e lonas informativas instaladas nos cercamentos, que trazem a história de prédios e monumentos históricos com logo da campanha, especialmente em áreas por onde passam os cortejos carnavalescos.

Um hotsite do Iphan dá visibilidade à ação.

A campanha é ainda veiculada no CarnaLED, um cubo de dimensões gigantes instalado na Praia de Copacabana, que veicula informações relevantes sobre a festa popular e campanhas públicas de conscientização e educação. Também acontece divulgação nas redes sociais, que reforçam a importância da colaboração do público e orientam para que não subam nos monumentos e que não pratiquem qualquer forma de depredação dos bens históricos. Durante o período de desfiles, acontecem conversas constantes com a direção dos blocos do calendário oficial para um trabalho em conjunto da disseminação de informações.

 

Para a superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Wanzeller, a participação dos foliões é decisiva para a proteção destes bens. “Os monumentos históricos contam a história da cidade e do país. Preservá-los é um ato de respeito à nossa memória coletiva. O Carnaval é uma manifestação cultural potente, que pode e deve acontecer com cuidado e responsabilidade em relação ao patrimônio”, afirma a superintendente.

 

 

Segundo o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, o Carnaval de Rua do Rio ocupa alguns dos espaços mais simbólicos da nossa cidade, e essa campanha é um convite para que todos os foliões celebrem com consciência. “Preservar os bens históricos é cuidar da memória, da identidade e do futuro do Rio. É possível curtir a festa com alegria e, ao mesmo tempo, com respeito ao nosso patrimônio cultural”, completou ele.

Ingressos populares para o desfiles do Grupo Especial do Rio Carnaval 2026 serão vendidos nesta quinta-feira

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) realiza nesta quinta-feira (5) a venda dos ingressos populares para o Rio Carnaval 2026. Com o preço de R$ 10 (R$ 5 a meia-entrada), será possível garantir um lugar nos setores 12 ou 13 da Marquês de Sapucaí para os desfiles do Grupo Especial.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Assim como no último ano, as vendas acontecerão na plataforma da Ticketmaster Brasil, a partir das 10h. Será possível adquirir entradas para todos os dias de desfiles competitivos – domingo, segunda e terça-feira –, além do Sábado das Campeãs. Basta acessar o link https://www.riocarnaval.com/ingressos e clicar em Arquibancada.

Ingressos gratuitos para o Setor 1

Um dos locais preferidos dos sambistas que gostam de acompanhar o tradicional “esquenta” das escolas de samba, o Setor 1 receberá uma nova etapa de cadastro gratuito neste sábado, a partir das 8h. Depois de percorrer as quadras das agremiações para receber torcedores e componentes, chegou a vez do Sambódromo, onde cada espectador poderá registrar, no espaço montado atrás do Setor 11, na Avenida Salvador de Sá, a biometria facial para um dia de desfile competitivo à escolha, além do Sábado das Campeãs.

Para validar a participação, basta levar um documento oficial que contenha foto e CPF, como RG ou CNH. Menores de idade devem estar obrigatoriamente acompanhados dos responsáveis. O cadastro irá até as 14h ou até esgotarem as vagas disponíveis.

Os desfiles competitivos do Rio Carnaval 2026 acontecerão nos dias 15, 16 e 17, com as seis melhores colocadas voltando para comemorar no Sábado das Campeãs, dia 21.