A influencer e empresária Monique Rizzeto está de volta ao Império Serrano. Ex-passista e rainha da escola da Serrinha, ela regressa à agremiação para brilhar no Carnaval 2024. Contudo, o seu novo cargo será divulgado somente na Feijoada Imperial, em 15 de julho, quando também haverá o anúncio do enredo oficial para o próximo ano.
Foto: Divulgação
Monique chegou ao Império Serrano como passista. Depois, passou a reinar à frente da ala como madrinha, foi musa e rainha da escola, no Carnaval 2019. O presidente Flávio França demonstrou muita alegria com o retorno dela ao Reizinho de Madureira, metendo o suspense em relação à sua função visando o próximo desfile.
“A Monique Rizzeto é uma apaixonada pelo nosso Império Serrano. Ela tem raízes aqui, foi rainha da escola, passista, musa e é querida por todos nós. Essa volta dela é algo que nos deixa felizes, pois é uma pessoa que tem uma grande paixão por toda a família imperiana. Estamos preparando uma grande festa para apresentar o enredo para 2024 e o cargo que ela vai ter neste novo ciclo. Não tenho dúvidas que os imperianos vão ficar contentes”, destacou o presidente.
A apresentação e a revelação da função de Monique Rizzeto será na Feijoada Imperial do dia 15 de julho. O evento terá show do Fundo de Quintal, lançamento do enredo para o próximo ano e, claro, a apresentação dos segmentos do Reizinho de Madureira, com os sambas históricos. Os ingressos já estão à venda através do site Sympla, na quadra da escola e na Loja Oficial do Império Serrano no Madureira Shopping.
Podemos dizer que Milton Cunha virou coordenador do carnaval de Brasília. Ele está engajado e ativo em tudo que envolve o evento na cidade. Conhece tudo e mais um pouco das escolas. O artista por onde anda é cortejado com pedido de fotos, além de sempre estar recebendo palavras carinhosas e retribuindo-as.
Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
Milton e desfiles de Brasília viraram um só. O apresentador conversou com o CARNAVALESCO e disse tudo o que está sentindo sobre a cultura do Distrito Federal.
“Eu estou aqui há dois anos. A secretaria de Cultura e Economia e Criativa, no braço da difusão cultural e artes populares, através da Sol, criou em 2021 a escola de carnaval, que é o primeiro passo do sonho de ter um desfile. A gente montou um curso de disciplinas, como mestre-sala e porta-bandeira, passistas, compositores, alegorias em 3D, croqui de fantasias, como escrever o enredo, comissão. Foram 12 meses com uma disciplina por mês. Quando terminou, a gente já tinha feito fantasias com espumas e plumas. Os alunos estavam com o coração na boca. E aí a Sol começa a soltar os editais de competição. Quanto a escola vai ganhar, CNPJ e tudo mais. Cada escola dessa tem uma cara de comunidade que eu conheci durante esses dois anos e eu estou torcendo muito por eles. Eu vejo que é uma luta”, disse.
Emoção do componente
No evento da lavagem dava para sentir o brilho no olhar e a emoção tomando conta com essa volta dos desfiles após nove anos. Perguntado sobre isso, Milton respondeu que todas as pessoas se sentem valorizadas. Além do mais, o sambista também fez uma previsão positiva, falando que daqui alguns anos os desfiles de Brasília irão caminhar sozinhos.
“Eles se sentem valorizados. Houve um investimento gigante no palco, na luz, som e telão. Fora isso, o samba é a única vitrine que essas pessoas têm para ocupar o centro da cidade. Nós estamos na Torre de TV, Congresso e chafariz. Estamos perto de todos esses pontos importantes. É uma vitrine e uma possibilidade de aparecer mostrando uma notícia positiva. Com suas costureiras, ferreiros e escultores, pouco importa se eles têm as escalas das artes belas e da academia para fazer suas esculturas. O importante é que elas vão passar e ano que vem vão melhorar. O pessoal aqui ainda está importando muito casal de mestre-sala e porta-bandeira, cantor e chegará uma hora que eles terão um ‘player’ de estrelas onde os artistas do Rio serão convidados para aplaudir e fazer participação especial. Vai ser um chororô, gritaria e representa a luta de voltar”, declarou.
Dinheiro aplicado nas agremiações
Milton falou da questão financeira aplicada nas escolas. Questionou o motivo das verbas para o carnaval serem menores e o investimento em outras artes e culturas terem um porte maior. Uma agremiação leva pessoas mais humildes aos ensaios e avenida. Há de ressaltar que todos estão trabalhando incansavelmente para fazer acontecer e o apresentador valorizou tudo isso.
“Você tem dinheiro carimbado para o balé, teatro, ópera, orquestra sinfônica e fica esse desprezo contra o dinheiro carimbado da arte popular. Por que essas feirinhas não tem dinheiro carimbado? Elas são patrimônio cultural do povo. É engraçado achar que as artes clássicas brancas e o cinema são inatingíveis. Cadê os cineastas e as bailarinas da comunidade? A comunidade é direta. Investimento para as escolas de samba não tem que ter vergonha nenhuma. Saem daqui 13 comunidades mais felizes, menos violentas e que não levam mensagens ao seu povo. É investimento de qualidade de vida. Se você tem equipamentos culturais que mamam dessa verba, por que as escolas de samba não podem pegar sete milhões dessa verba? Eu ainda acho pouco, mas a máquina está girando. A luta deles é ter sede. Não tem barracão, é tudo muito longe e tem carro que demora 1h30 meia para chegar. Mas todas as 13 escolas estão aí”, completou.
Neste sábado, 24 de junho, a quadra da Unidos de Padre Miguel abrirá suas portas para o “Festival de Samba do Boi Vermelho”, com um super show do cantor Leandro Sapucahy e convidados especiais como o grupo Caju Pra Baixo, Lelê Carlos e Bruna Almeida. A festa conta ainda com a apresentação da Bateria Guerreiros da Unidos, o Dj Du L da Vintém e Dj Lequinho.
Foto: Diego Mendes/Divulgação
O festival terá início às 20h e a abertura fica por conta do Grupo Nossa Escolha. A entrada é gratuita até às 23h, com lista VIP. Camarotes podem ser adquiridos através dos telefones 2197033-2599 / 2196427-9884. Mesas e ingressos estão à venda na quadra da escola, ou on-line através do site Bilheteria Digital.
A quadra da Unidos de Padre Miguel fica na Rua Mesquita, 8- Padre Miguel.
Serviço:
Festival de Samba do Boi Vermelho: Caju Pra Baixo, Leandro Sapucahy, Lelê Carlos, Bruna Almeida, Grupo Nossa Escolha, bateria Guerreiros da Unidos, Dj Du L da Vintém e Dj Lequinho.
Quadra da Unidos de Padre Miguel: Rua Mesquita, 8 – Padre Miguel
Sábado, dia 24 de junho, a partir das 20h
Ingressos: Pista: R$ 15,00
Televendas: 2197033-2599 / 2196427-9884
Vendas on-line: https://bilheteriadigital.com/festival-de-samba-do-boi-vermelho-24-de-junho
Fotos: Divulgação
A Lins Imperial, agremiação que desfilará na Ernani Cardoso pela Série Prata em 2024, voltará a ter como voz oficial para o próximo carnaval, apenas o intérprete Rafael Tinguinha. O cantor, que chegou à agremiação como reforço para o Carnaval 2017, assumirá pelo sétimo ano consecutivo o comando do carro de som da verde e rosa do Lins de Vasconcelos.
Foto: Rafael Arantes/Divulgação
Filho do intérprete oficial da Unidos de Vila Isabel, Rafael Tinguinha é cantor e compositor e teve em 2018 sua primeira experiência como intérprete oficial em carreira solo. Oriundo da Herdeiros da Vila, escola de samba mirim pela qual cantou dos oito aos dezoito anos de idade, Tinguinha já teve passagem também pela escola de samba mirim Tijuquinha do Borel. No Grupo Especial já cantou ao lado de Tinga, seu pai, na Unidos de Vila Isabel e na Unidos da Tijuca, como apoio. No próximo carnaval também será intérprete oficial da Em Cima da Hora, na Série Ouro.
“Fiz um grande trabalho com o Lucas Donato. Tenho certeza que juntos trocamos muitas experiências e amadurecimento profissional. É uma amizade que cultivarei para o resto da minha vida. Desejo sorte e sucesso na sua nova caminhada, agora em São Paulo. Reassumir o comando sono do microfone é uma honra. A Lins Imperial é a minha casa, é a minha família. Me sinto totalmente à vontade por aqui”, revela o intérprete.
A agremiação do Grande Méier prepara festa de lançamento e apresentação da equipe do Carnaval 2024 para o dia 23 de julho. Para voltar a ser protagonista e retornar à Sapucaí, a escola planeja um pacote de reforços.
A Unidos da Tijuca vai selecionar componentes para a Comissão de Frente que vai para a Avenida no próximo carnaval. A audição acontece neste sábado, 24 de junho, às 16h, na Escola de Dança Petite Danse, na Tijuca. Não é necessário fazer uma inscrição prévia.
O coreógrafo Sérgio Lobato busca por homens e mulheres de qualquer raça, acima de 18 anos, com aptidão para dança e disponibilidade para ensaios. O pré-requisito é ter experiência em algum tipo de dança: clássica, jazz, moderna ou urbana, carisma, projeção cênica e comprometimento. Para participar da audição, basta comparecer ao local da seleção, usando trajes leves.
No carnaval 2023, Sérgio Lobato fez história com a Tijuca na Sapucaí sendo a primeira escola a utilizar a iluminação da Avenida na projeção da apresentação para as cabines julgadoras. Cria da casa, foi na Unidos da Tijuca em 2006 que o artista assinou seu primeiro trabalho no Grupo Especial com o então carnavalesco Paulo Barros, no ano em que a agremiação falou sobre a música. Lobato, que já foi diretor artístico do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e do Teatro Bolshoi no Brasil, iniciará os trabalhos imediatamente após a audição e seleção do elenco.
Em 2024 a Unidos da Tijuca será a quinta escola a desfilar no domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro na Marquês de Sapucaí pelo Grupo Especial com o enredo “O Conto de Fados”. A Escola de Dança Petite Danse fica localizada na rua Uruguai nº 463 – Tijuca
Enfim, a espera acabou! Na noite da última sexta-feira os desfiles das escolas de samba de Brasília voltaram após nove anos. Sete agremiações passaram pela passarela Marcelo Sena, sendo quatro do Grupo de Acesso e três do Grupo Especial. Para entender como funciona, sete entidades da segunda divisão vão desfilar e terá um acesso e um descenso. Essa é uma nova regra implantada provisoriamente devido aos anos sem a realização das apresentações no Distrito Federal. Sendo assim, as destaques da noite foram Vicente Pires e ARUC. As escolas que desfilam no sábado terão que batalhar muito para alcançar as duas. Cumpriram toda a cartilha de uma agremiação de campeonato.
A Vicente Pires investiu e levou para o desfile o grande intérprete Wantuir e o casal de mestre-sala e porta-bandeira Sidclei Santos e Marcella Alves. Todos são experientes e renomados no carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação que tem o verde como predominante ainda brincou com sua bateria e também teve destaque para a comissão de frente.
Gritados pela torcida na arquibancada, a ARUC foi impecável. Levou um contingente enorme de componentes. Alegorias, fantasias e toda a parte plástica da escola estavam alinhadas com o propósito e ambições que a maior campeã sempre teve. A frente do desfile com a comissão de frente, o casal de mestre-sala e porta-bandeira foi o destaque principal.
Grupo de Acesso
Coruja Serrana de Sobradinho II
Desfilando pelo Grupo de Acesso, a escola foi a responsável por abrir os desfiles de Brasília após nove anos. Porém o desempenho não foi satisfatório. Devido ao pequeno número de componentes, a Serrana não soube se comportar na pista e abriu vários buracos. Esses espaçamentos também se notaram entre as fileiras da ala. Além disso, deu para notar que a maioria dos desfilantes não sabiam o samba-enredo, que foi cantado pelo renomado intérprete Nêgo. Analisando a comissão de frente na cabine do meio, observou-se componentes fazendo danças e passos com os pés sem sincronismo.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Os pontos positivos ficam para o conjunto de fantasias. A escola optou por usar o colorido em praticamente todas as alas, principalmente, nas vestimentas da comissão de frente.
Outro fator a se destacar foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Executaram o bailado corretamente, mas a ala posterior não soube lidar com o tempo que a dupla precisou para se apresentar frente à cabine dos jurados e avançou um espaço considerável, configurando o buraco.
A bateria, que tinha o mestre Dinho, da Unidos de Padre Miguel, ajudando o mestre Rodrigo, teve um comportamento correto. Destaque para os surdos de marcação, que desfilaram com uma afinação grave.
Unidos de Vicente Pires
Uma grande apresentação! Com o enredo: “Nas águas sagradas desperta a Senhora da fertilidade do espelho de Oxum ao reflexo da força da mulher”, a Vicente Pires, segunda escola a desfilar na passarela, fez grande exibição de ponta a ponta. Começando pela comissão de frente, onde os integrantes desfilavam livremente e representavam certas entidades, como Exú ou Zé Pilintra carregando uma garrafa na mão. A personagem do enredo, a orixá Oxum foi a protagonista e desfilou com uma fantasia toda dourada.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
Um dos destaques principais foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidclei Santos e lAlves, que pegaram um avião diretamente do Rio de Janeiro, pediram licença ao Salgueiro e ostentaram o pavilhão da Vicente de forma brilhante.
Outro ponto que vale destacar de forma extremamente positiva é o intérprete Wantuir. O cantor teve uma noite exatamente de Rio de Janeiro. Se ele falava que estava se sentindo em casa, realmente – fechou os olhos e se imaginou na Sapucaí. Elevou de patamar o samba-enredo da agremiação, que é composto por Diego Nicolau, Dilson Marimba e Luciano Ibiapina.
Bateria com bossas nos refrões empolgaram, além de fantasias bem acabadas e criativas. Destaque para a primeira, que era toda preta e levava um escudo com uma frase escrita “O Brasil é Preto!”.
Unidos da Vila Paranoá
Terceira escola a desfilar, a Vila Paranoá teve grandes problemas de evolução. Perto do minuto 21 o abre-alas quebrou e começou a andar devagar. Isso criou um grande espaçamento entre a comissão de frente, carro abre-alas e casal de mestre-sala e porta-bandeira, o que ocasionou estresse nos integrantes de harmonia. A agremiação pode ser fortemente penalizada por isso, pois o fato ocorreu perto da cabine de jurados que fica localizada no centro da pista.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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De resto se viu um desfile regular. Destaque para a bateria, que abusou das bossas em todas as partes do samba. O surdo de terceira foi predominante e pode ser registrado como característica do ritmo da agremiação.
As fantasias e alegorias eram monocromáticas e feitas com materiais simples, mas de fácil entendimento. Algumas com teor de praticamente roupas normais, como a fantasia da bateria. Os ritmistas desfilaram de regatas, chapéus e calças. Destaque para o abre-alas em vermelho e preto, que são as cores de Zé Pilintra, enredo da Vila Paranoá.
O tema da escola é intitulado como “Paixão, boemia, malandragem e fé, pode me chamar de seu Zé”. Uma homenagem à entidade da umbanda, Zé Pilintra.
Unidos do Varjão
Fechando os desfiles do Grupo de Acesso no primeiro dia, a Unidos do Varjão teve como enredo “Tim Maia”. Falando de componentes na pista, a parte de evolução foi segura. Não houve buracos e nem falhas do tipo. Porém, ninguém da escola sabia o samba e o canto foi nulo. Os desfilantes apenas dançavam de um lado para o outro.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Analisando o casal de mestre-sala e porta-bandeira frente à cabine do meio, foi observado que executaram somente a coreografia dentro do samba. Os giros horário e anti-horário não foram feitos.
O destaque principal vai para a bateria. Apesar do samba não render na voz dos componentes, o carro de som e o ritmo da agremiação corresponderam fortemente. A bateria brincou, fez festa e executou bossas dentro do hino inteiro da escola.
O mais importante é que a escola se preocupou em todo momento respeitar a história de Tim Maia e fazer a homenagem correta. As alegorias representaram muito bem isso, principalmente, a última que representava o “Edifício MPB”.
Grupo Especial
Unidos da Vila Planalto
Abrindo os desfiles do Grupo Especial, a Vila Planalto levou o enredo infantil intitulado como: “Gira Gira, Vamos Todos Cirandar, Vamos Dar a Meia Volta e Meia Volta, Vamos Dar, Pluft Plaft Zum, Não Vai a Lugar Nenhum…”. Com enredo leve, a escola teve um desfile de altos e baixos. Teve aspectos positivos e apresentou alguns problemas. O canto foi bastante prejudicado. A maioria dos componentes sabiam poucas partes do samba, principalmente, o refrão do meio que é a parte mais fácil de ser cantada. Em contrapartida, os integrantes que conheciam a letra, cantavam a plenos pulmões.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Outro problema é que nas duas alegorias, a Planalto apresentou falhas no acabamento. Especificamente na pintura das esculturas, sendo o abre-alas com partes brancas graves. Vale ressaltar que as ideias foram ótimas. O segundo carro da bruxa levando o terror foi muito bem elaborado, tinha iluminação, mas as falhas na pintura podem comprometer a escola.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira apresentou um bailado correto e aparentemente estavam bastante emocionados. A estratégia feita foi principalmente usar os giros horários e anti-horários.
A parte principal foi a comissão de frente. Uma entrada sensacional. Haviam duas crianças (um menino e uma menina) brincando em uma espécie de carrinho que tinha uma bola. Ainda dentro da comissão de frente, apresentavam componentes vestidos em coloridos com belas fantasias. Em determinada parte da coreografia, todos coreografavam juntos e faziam uma atuação brilhante. Remetendo a magia da infância. De fato, a melhor credencial apresentada.
Por fim, as fantasias tiveram um colorido predominante, visto que o tema pedia isso. Sem erros de acabamento e o material usado foi satisfatório.
Águia Imperial de Ceilândia
“África, berço da humanidade e do conhecimento” é o enredo que a segunda maior campeã do carnaval brasiliense levou para a avenida. Para contar o tema, a escola nove vezes campeã apostou em duas alegorias de estruturas impecáveis. Destaque para o abre-alas, com uma águia, que como diz no nome é o símbolo maior da agremiação. O segundo carro alegórico levou a savana africana com uma grande escultura de leão e outros animais.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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Outro grande acerto da Águia foi a evolução. Diferente de todos os outros desfiles, a escola optou por fazer uma montagem diferente. Não fizeram o padrão de comissão, casal e alegoria. Isso deu problemas e ocasionou problemas nas outras adversárias. A montagem da Imperial consistia em: comissão de frente, abre-alas, duas alas e após os dois casais apareceram. Evitou os espaços indesejados.
Vale ressaltar a bateria. Forte pegada, bossas e grande empolgação dos ritmistas. Desenho dos tamborins, caixas e surdos se sobressaíram para a sonora da bateria se destacar.
O belo casal de mestre-sala e porta-bandeira foi um dos destaques da noite. Fizeram a coreografia dentro do samba, os giros rápidos e mostraram o pavilhão para a cabine com segurança.
Porém, a Águia foi outra escola que teve problema no canto. Muitas pessoas sabiam o hino, mas dava para notar que outros componentes estavam ali apenas compondo espaço para vestir a sua fantasia, se divertir e compor a evolução.
ARUC
A soberana, maior campeã do Carnaval do Distrito Federal com 31 títulos, foi a melhor entre as três do Especial na noite. Cumpriu todos os requisitos que uma escola precisa para ser vencedora. Os componentes cantaram, dançaram e vibraram com a volta dos desfiles na cidade. Teve festa na arquibancada assim que a ARUC foi anunciada. A torcida gritava o nome da agremiação. Serviu de combustível para os desfilantes darem o seu melhor. Até o momento, a ARUC é a escola a ser batida.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
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A entrada da escola foi sensacional. A comissão de frente mostrou um repertório de coreografia. Diferente das outras, a ala parou e se virou para as cabines de jurados com o objetivo de mostrar a sua dança.
O acabamento das alegorias ficou incrível. A águia, que é o símbolo da entidade, veio no abre-alas e a escultura apresentava um grande realismo. As fantasias usaram bem a palheta de cores e estavam bem feitas.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira teve um desempenho satisfatório. Destaque para a dança que não se viu em outro dançarino das escolas do Grupo Especial.
“Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima” é o enredo. Se trata justamente da volta dos desfiles das escolas de samba e da resistência do samba.
Está chegando a hora para a volta dos desfiles das escolas de samba de Brasília! O site CARNAVALESCO transmite nesta sexta-feira (19h50 – VEJA AQUI) e no sábado com o comando de Milton Cunha. A análise da estrutura da passarela Marcelo Sena foi feita e dá para dizer que está em perfeitas condições. As arquibancadas são de ferro, duas delas ficam localizadas ao lado do recuo, o que é sensacional para sentir a bateria a todo instante. Os jurados ficarão em cabines e terão camarotes para diretorias das escolas, artistas, convidados e políticos do Distrito Federal. A passarela foi feita para receber aproximadamente seis mil pessoas.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
No evento da lavagem que ocorreu na última quinta-feira, os testes de som e iluminação deram certo. Tocou-se sambas-enredo, houve discursos e nada falhou. Ainda terá um telão no recuo de bateria, provavelmente com o pavilhão da agremiação do momento, atrás de onde os ritmistas vão ficar posicionados.
A pista mede aproximadamente 220 metros e 10 de comprimento. O chão está sendo pintado diariamente com tinta branca. O objetivo é deixar cada vez mais brilhante para o componente passar. Para sexta e sábado a entrada é gratuita. O sambista irá curtir os desfiles livremente, além do investimento feito ser reconhecido juntamente com o povo.
O coordenador geral do evento, Luciano Ibiapina, conversou com o CARNAVALESCO e deu mais detalhes de como tudo foi feito.
“Essa estrutura foi pensada com muito carinho, tanto para a população do Distrito Federal, como para as escolas. São nove anos de desfiles, estamos com uma estrutura de capacidade para 6 mil pessoas. Todos estão liberados para trazer a sua latinha para curtir na avenida. Tem que ser lata, não trabalhamos com vidro. A gente vai ter muitas novidades legais. Nós temos camarotes que estão sendo montados para as próprias escolas com o objetivo de homenagear presidentes. Nós temos também camarotes para autoridades do Distrito Federal que vão estar prestigiando esse evento, tanto do Ministério Público como da prestação de contas. Isso é muito importante para o andamento para que a gente possa almejar um Carnaval maior no ano que vem”, explicou.
Jurados e cabines
Um dos destaques da passarela é a visão dos jurados. Principalmente a cabine do meio, que fica em frente ao recuo da bateria. “Esse ano nós temos três cabines de jurados. Na concentração já começamos com uma, depois outra no meio da avenida e fecha com uma no final. Nosso regulamento prevê que os quesitos tenham que fazer apresentação aos jurados. Estamos com 29 jurados, uma lisura bem transparente para não correr risco de interferência no resultado”, declarou Luciano.
O sonho de um Sambódromo é antigo e, de acordo com Luciano, a Liga está junto com o governo para tentar fazer acontecer. “Nosso objetivo enquanto Liga também é construir o nosso Sambódromo em breve. A gente vai conversar com o governo para ver como vai ser essa construção do espaço em Brasília. Temos um projeto belíssimo do Oscar Niemeyer. Pode ser que para o ano que vem não aconteça, mas vamos estar juntos com o governo. O objetivo é melhorar ano que vem ou manter”, disse.
A temporada de ensaios técnicos para o Carnaval SP 2024 já tem data para começar. A partir do dia 12 de janeiro, as 33 escolas de samba filiadas à Liga-SP passam pelo sambódromo do Anhembi. Ao todo, são mais de 50 ensaios técnicos abertos ao público, com entrada gratuita, de quinta a domingo. A grade de ensaios está sujeita à alteração. Veja a programação:
Foto: Felipe Araujo/Liga-SP
12/01 – Sexta-feira
20H30 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
21H35 – COLORADO DO BRÁS
22H40 – UNIDOS DE SÃO MIGUEL
13/01 – Sábado
17H40 – TORCIDA JOVEM
18H40 – UNIDOS DE VILA MARIA
19H40 – BARROCA ZONA SUL
20H45 – INDEPENDENTE TRICOLOR
21H50 – VAI-VAI
22H55 – TOM MAIOR
14/01 – Domingo
16H00 – ROSAS DE OURO
16H50 – IMPERATRIZ DA PAULICEIA
17H40 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
18H40 – DRAGÕES DA REAL
19H45 – MOCIDADE ALEGRE
20H50 – IMPÉRIO DE CASA VERDE
18/01 – Quinta-feira
21H35 – ÁGUIA DE OURO
19/01 – Sexta-feira
20H30 – X-9 PAULISTANA
21H35 – MANCHA VERDE
22H40 – NENÊ DE VILA MATILDE
20/01 – Sábado
16H00 – UNIDOS DE SÃO LUCAS
16H50 – AMIZADE ZONA LESTE
17H40 – UIRAPURU DA MOOCA
18H40 – TORCIDA JOVEM
19H40 – ROSAS DE OURO
20H45 – BARROCA ZONA SUL
21H50 – INDEPENDENTE TRICOLOR
22H55 – CAMISA VERDE E BRANCO
21/01 – Domingo
16H00 – PRIMEIRA DA CIDADE LÍDER
16H50 – UNIDOS DO PERUCHE
17H40 – PÉROLA NEGRA
18H40 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
19H45 – GAVIÕES DA FIEL
20H50 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
25/01 – Quinta-feira
18H40 – IMPERADOR DO IPIRANGA
19H40 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
20H45 – ROSAS DE OURO
21H50 – GAVIÕES DA FIEL
26/01 – Sexta-feira
20H30 – MORRO DA CASA VERDE
21H35 – ACADÊMICOS DO TUCURUVI
22H40 – CAMISA VERDE E BRANCO
27/01 – Sábado
16H00 – VAI-VAI
16H50 – NENÊ DE VILA MATILDE
17H40 – DOM BOSCO DE ITAQUERA
18H40 – UNIDOS DE VILA MARIA
19H40 – ÁGUIA DE OURO
20H45 – MANCHA VERDE
21H50 – MOCIDADE ALEGRE
22H55 – IMPÉRIO DE CASA VERDE
28/01 – Domingo
16H00 – CAMISA 12
16H50 – MOCIDADE UNIDA DA MOOCA
17H40 – ESTRELA DO TERCEIRO MILÊNIO
18H40 – TOM MAIOR
19H45 – ACADÊMICOS DO TATUAPÉ
20H50 – DRAGÕES DA REAL
Ensaios técnicos
O momento de preparação técnica das escolas de samba tornou-se, ao longo dos anos, um dos eventos públicos que compõem a agenda do Carnaval paulistano. Muito esperados pelos sambistas mais assíduos, os ensaios técnicos gerais são como uma prévia do desfile oficial, sem fantasia e sem alegoria. Para as escolas, um passo importante para testar a eficácia do planejamento do espetáculo. Para o público das arquibancadas, uma oportunidade de ter um spoiler do que vem por aí, encontrar e fazer novas amizades, além de escolher o melhor lugar para assistir aos desfiles oficiais. Os ensaios técnicos acontecem no sambódromo do Anhembi, com entrada gratuita.
Pela primeira vez em sua história, a Beija-Flor será a segunda agremiação a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí em um domingo de Carnaval. Devido ao histórico de notas baixas e colocações ruins de quem desfila nesta ordem, a missão da escola de Nilópolis é desafiadora. Episódios recentes provaram ser possível quebrar este estigma.
Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO
Em 2019, a Unidos do Viradouro, que retornava ao Grupo Especial, terminou com um vice-campeonato desfilando nesta posição, com o enredo “Viraviradouro”, assinado por Paulo Barros. Já no ano seguinte, a mesma vermelha e branca de Niterói foi além e faturou o título se apresentando como segunda de domingo com “Viradouro de Alma Lavada”, desenvolvido pela dupla Tarcísio Zanon e Marcus Ferreira. Esses dois casos de sucesso servem como provas para que João Vitor Araújo, carnavalesco que fará sua estreia na Beija-Flor em 2024, siga confiante e apostando suas fichas em um possível título nilopolitano.
“Eu tenho a Viradouro como um grande exemplo. Uma escola grande, forte, de comunidade, que canta, que sabe desfilar, e que foi campeã nesta posição. A Beija-Flor também pode ser, afinal somos uma escola gigantesca, de uma comunidade apaixonada, que canta a plenos pulmões… Então, obviamente, é uma posição que olhando rapidamente choca. Porém, a Beija-Flor sabe desfilar independente de qualquer coisa. Com todo respeito as coirmãs, agora é trabalhar, escolher um excelente samba, que tenho certeza que a comunidade de Nilópolis vai dar conta do recado”, garantiu João Vitor em entrevista ao site CARNAVALESCO.
Por ter caído em uma posição de desfile com numeração par, a Beija-Flor irá se concentrar no lado do Balança Mas Não Cai em 2024. Ao ser questionado sobre isso, João Vitor Araújo não escondeu que preferia os Correios, mas ressaltou que ainda há bastante tempo para fazer todos os ajustes necessários para não enfrentar problemas no grande dia.
“A gente sempre torce para cair do lado dos Correios pela facilidade da montagem da escola. O sorteio é importante, porque a gente a partir dele, já com a definição entre Correios e Balança, trabalha com um determinado tipo de estratégia na hora de executar as alegorias. Então, no caso do Balança, a gente tem todo um cuidado a mais, todo o processo tem que ser feito muito rápido, o viaduto está logo na esquina… Então, tudo isso vai ser trabalhado, pensado e repensado para que no dia do desfile saia perfeitamente”, afirmou.
Chegada de João Vitor Araújo a Deusa da Passarela
João Vitor Araújo foi anunciado como novo carnavalesco da Beija-Flor de Nilópolis no começo de março deste ano. Ele assumiu o posto depois das saídas de Alexandre Louzada e André Rodrigues. Sobre a recepção e o início do trabalho na nova casa, João comentou:
“Estou muito feliz com essa minha chegada na Beija-Flor. Estou sendo muito bem amparado, muito bem conduzido, e a única resposta que posso dar para esse carinho que a escola está tendo comigo é trabalhando arduamente. Está sendo algo delicioso, que está sendo feito com muito esmero, e que o resultado terá o padrão Beija-Flor de Nilópolis”, declarou o artista durante conversa com o site CARNAVALESCO.
Com passagens por Viradouro, Rocinha, Unidos de Cabuçu, Unidos de Padre Miguel e Cubango, João Vitor foi contratado pela Deusa da Passarela após realizar um trabalho elogiado por público e critica em 2023. Na ocasião, ele assinou o enredo “Mogangueiro da Cara Preta”, junto da consagrada carnavalesca Rosa Magalhães, que rendeu um oitavo lugar para o Paraíso do Tuiuti.
“Todo artista, principalmente aqueles que como eu enfrentaram muitas dificuldades nos trabalhos anteriores, merecem um pouco de estrutura. Eu acho ruim quando as pessoas atribuem o merecimento de um trabalho em uma escola com uma condição melhor só aos consagrados. Aqueles também que passaram por dificuldades na Série Ouro ou até mesmo em escolas do Grupo Especial merecem conhecer um pouco de uma estrutura melhor. Costumo dizer que o sol nasce para todos e que todos merecem o céu. Então, eu acho que isso faz toda a diferença”, argumentou.
Antes mesmo de receber sua primeira chance como carnavalesco principal, João Vitor exerceu diferentes funções nos mais diversos barracões. A estreia foi na Portela, ao lado de Alexandre Louzada, durante os preparativos para o Carnaval 2001. Na sequência, passou cinco anos na Mangueira, como aderecista e chefe de adereços de Max Lopes. Ele trabalhou ainda com Paulo Barros na Viradouro e Fábio Ricardo na Rocinha.
“Ninguém merece sofrer a vida inteira. Fazer o falso luxo parecer luxo de fato, fazer com pouco e dar a impressão que é muito, é extremamente desgastante. Todo mundo pensa que é muito fácil, mas você tem que pensar 20 vezes mais, testar 30 vezes mais, para chegar naquele efeito. E a quantidade de dias e de energia que se perde com isso, você acaba envelhecendo uns 30 anos em um Carnaval”, relatou João Vitor.
Enredo patrocinado
Em 2024, a Beija-Flor levará para a Avenida o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”. O tema irá explorar a cultura popular da capital alagoana e terá como ponto central a história de Benedito dos Santos, um homem analfabeto, que ganhava a vida como engraxate, mas que se tornou um famoso folião soberano. Ele era conhecido por suas histórias, entre as quais a envolvendo um parentesco direto dele com o último imperador da Etiópia.
O desfile contará com um aporte financeiro da Prefeitura de Maceió, que por meio da Secretaria Municipal de Turismo, destinará uma quantia de R$ 8 milhões para ajudar a custear o Carnaval da Beija-Flor. Para o site CARNAVALESCO, João Vitor falou sobre a experiência de trabalhar com um enredo patrocinado e recordou que esta não é a primeira vez.
“Já estive em Maceió e ainda vou mais uma vez. Esta é minha segunda experiência com enredo patrocinado. Há 10 anos, fui campeão com Viradouro fazendo um enredo com patrocínio… Quem sabe a história não se repita?” sugeriu João, com bom humor, fazendo menção ao desfile de 2014 da vermelha e branca de Niterói, que marcou a estreia dele como carnavalesco e rendeu o título da então Série A.
Visual identificado com a Beija-Flor
A chegada de João Vitor Araújo na Beija-Flor ocorre em um momento no qual a escola enfrenta uma crise na parte visual. Desde o Carnaval de 2017, a Deusa da Passarela não tira nota máxima em Alegorias e Adereços. Já a última vez em que a agremiação não perdeu pontos nos quesitos plásticos foi no ano de 2015.
Neste período, apesar do campeonato de 2018, a Beija-Flor passou por uma série de reformulações estéticas e discursivas. A tradicional comissão de Carnaval chegou ao fim após mais de duas décadas. Além disso, nomes importantes na história da azul e branca de Nilópolis, como os carnavalescos Cid Carvalho e Alexandre Louzada, retornaram e novamente deixaram a agremiação.
Agora, a escola busca uma nova repaginação. Responsável por essa missão, João Vitor antecipou que o trabalho de 2024 terá como intuito resgatar um visual mais condizente com a identidade criada pela própria Beija-Flor ao longo das décadas, marcado pelo luxo e imponência.
“Eu adoro o visual mais requintado e luxuoso que virou uma marca da Beija-Flor. Gosto da grandiosidade, da beleza, assim como a escola. Então, o torcedor pode esperar isso novamente: Carnaval com cara de Carnaval! Nada contra aos outros estilos e as demais características, mas vou fazer aquilo que eu gosto de ver e o que o público gosta também. Então, aguardem uma Beija-Flor lindíssima”, concluiu o carnavalesco.