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Beija-Flor define chaves para a próxima etapa do concurso de samba-enredo

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Depois de receber a inscrição de 22 sambas para o concurso que definirá o samba-enredo oficial do Carnaval 2024, a Beija-Flor de Nilópolis realizará a próxima etapa na quadra, com entrada franca, em duas datas: quinta-feira e segunda-feira. A TV Beija-Flor transmitirá todas as apresentações no YouTube, a partir das 20h30.

beijaflor enredo2024

Em reunião realizada com representantes das parcerias e das direções de Harmonia e Carnaval, ficou definido que quatro obras de cada dia serão eliminadas, seguindo 14 para a próxima fase. Aquelas que chegarem ao top 10 terão os sambas gravados pela agremiação na voz do intérprete Neguinho da Beija-Flor.

No próximo ano, a Beija-Flor levará para a Sapucaí o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”.

Confira a ordem de apresentação:

Quinta-feira (20/7)
Samba 201 – Guilherme Gonçalves
Samba 203 – Fernandinho Bilhalva (Cova da Onça), Oscar Favila e Thiago Andrade
Samba 03 – Zé Carlo do Cavaco, Valdir do Samba e Ademir Cipriano
Samba 20 – Moisés Silva, Eliezer Setton, Kadinho da Ilha, Almir Sereno, Marcelo 100 e Leo Berê
Samba 17 – João do Cazulo, Sereno do Cabral, Henrique Nova Cidade e Leo Barroso
Samba 12 – João Conga, Cesar Reis, Beto Bombeiro e Ademar Barbosa
Samba 01 – Leo do Piso, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Júlio Assis, Manolo e Wilson Tatá
Samba 02 – Junior PQD, Rodrigo Tinta, Marcio França, Nando Souza, Robinho Donozo e José Saraiva
Samba 30 – Robson Batalha, Carlinhos da Xerox, Marcelo Machado, Vinicius Pacífico, Breno Machado e Edinho da Saúde
Samba 05 – Junior Trindade, Romulo Presidente, Gilberto Oliveira, Samir Trindade, Robson Bastos e Thiago Portela
Samba 09 – Carlos 2C’s, Grazi Barbosa, MK Sullivan, Waldemar da Silva

Segunda-feira (24/07)
Samba 202 – Ivandro Luiz Asquidamini
Samba 204 – Serginho SP, Paulo das Neves, Ney Ortiz, MC Duda, Aloísio Dias e Péricles Daniel
Samba 06 – Adelson e Joel
Samba 25 – Alencar de Oliveira, Leo Oliveira, Serginho do Porto e André Fullgaz
Samba 300 – Nurynho Almawi, João Fernandes, Marcio Oliveira, Profª Tânia, Gylnei Bueno e Profª Marli Jane
Samba 54 – Serginho Sumaré, Xande Ribeiro, Neilson Oliveira, André do Cavaco, Filipe Zizou e Ali Gringo Jabr
Samba 23 – Kirazinho, Lucas Gringo, Wilsinho Paz, Venir Vieira, Marquinhos Beija-Flor e Dr. Rogério
Samba 10 – Ademir, Cleber e Alexandre Pipoca
Samba 39 – Sidney de Pilares, Jorginho Moreira, Orlando Ambrosio, Lico Monteiro, Claudio Gladiador e Ailson Picanço
Samba 51 – Picolé da Beija-Flor, Arnaldo Matheus, Ted Carvalho, Careca Z1 e Egildo de Nilópolis
Samba 15 – Gabriel Maia e Arlene Cortez

Artista do Grupo Especial explicam a relação entre materiais e as narrativas de enredo

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Em pouco mais de três horas de conversa com alunos do Instituto de Artes da Uerj e simpatizantes do assunto, os carnavalescos Leandro Vieira, Leonardo Bora e Jack Vasconcelos, entre outros temas, falaram sobre a sua relação com os enredos. O quesito de alguns anos para cá ganhou um peso muito maior em relação a toda a organização dos desfiles. O objetivo do Seminário Escritas do Carnaval é o de formar estudantes do Instituto de Artes da UERJ para realizar uma cobertura crítica e ensaística do Carnaval 2024 na Revista Caju.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

Na mesa, foi realizado o corte específico de 2018, considerado pelos organizadores do evento como um momento de guinada narrativa para os enredos. Ao falar da organização do desfile vice-campeão de 2018, Jack Vasconcelos contou um pouco de como conseguiu chegar a um entendimento de qual deveria ser o fio condutor do enredo “Meu Deus, Meu Deus.Está extinta a escravidão?”.

“A gente (a escola e o carnavalesco), anos antes daquele desfile, tinha chegado à conclusão de que íamos mudar o foco dos enredos. A ideia era fazer enredos que nos representassem, não ia rolar patrocínio neste grupo (na época na Série Ouro), vamos fazer o que a gente acredita então. Para todo carnavalesco isso é música. O que a gente quer é trabalhar em uma boa história. A gente quer passar o ano feliz. A gente queria trazer uma história bacana e uma história que botasse a gente para pensar. O processo de pesquisa desse enredo foi muito intenso para mim. Esse era um enredo que acabou me levando para um lado e para outro. Vinha muita coisa diferente. E já no final, mais ou menos uma semana para apresentar o enredo, eu me deparei com um livro chamado ‘Elite do Atraso’, e esse livro foi o que me fez costurar todo o raciocínio. Aí que eu pensei, ‘cara como eu sou burro’, a resposta estava na minha cara o tempo inteiro. E eu sei disso, porque eu sou uma pessoa pobre (risos). Você sabe que você faz parte desse jogo. Não há essa separação que eu estava dando na pesquisa. Eu estou dentro desse jogo. Eu senti que tinha perdido semanas tentando amarrar uma coisa que não ia encaixar. Meu olhar sobre a questão estava errada e isso me ajudou a crescer como pessoa. Tudo é uma relação de poder,tudo é uma relação de dinheiro”, entendeu o profissional.

Uma questão importante tratada também por Jack foi a relação intrínseca que o artista entendeu que precisava estabelecer entre a narrativa apresentada e os materiais e identidade visual que o desfile precisava ter.

“Para apresentar essa relação de submissão, aprisionamento eu criei nas fantasias braços sem cérebro, pensei em alimentar essa máquina. Trouxe equipamentos de aprisionamento, entendi que o enredo deveria ser metálico, porque o metal é o que aprisiona. Então ele que foi o condutor desse desfile, a parte visual.A ideia era trazer a sensação de aprisionamento. Não poderia usar nada confortável de se ver. Não queria que chegasse a um mau gosto, claro, mas queria que tivesse uma dureza clássica para quem estivesse assistindo”, explicou Jack.

Já o carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, Leandro Vieira também comentou um pouco sobre esta relação entre narrativa e identidade visual, frisando que tudo apresentado para um desfile pode ter significado.

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“Essa ideia de enredo eu sempre penso e sempre falo que o material conta enredo. O enredista é aquele que enreda, vem de rede e você precisa montar essa rede que transmite, que comunica. Sempre acho que tecido conta enredo, a linha escolhida conta enredo, ter paetê, não ter paetê conta enredo. Tudo conta enredo. O sapato conta enredo. O formato de uma cabeça conta enredo. Acho que o grande prazer de quem trabalha com a criação é de se entregar a isso, a esse caminho, que é cheio de subjetividade. A decisão da dureza ou delicadeza, o que transmite a delicadeza para um, o que transmite dureza para outros está na escolha dos signos e artigos”, avalia o profissional.

Leandro usou como exemplo o trabalho apresentado na Mangueira em 2018 com o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” estabelecendo esta relação entre a escolha de materiais para o enredo utilizado.

“Sobre especificamente o carnaval de 2018, tinha muito essa ligação com o carnaval da rua e eu tinha um momento de fantasias que eu acho particularmente muito bonitas que era o momento de construção de fantasias feitas com artigos muito ordinários, de serem artigos que as pessoas vão usar para fazer uma fantasia para ir no bloco de carnaval, usam o que tem em casa. Nas fantasias da Mangueira deste ano tinham toalhas de banho, tecido de toalha de mesa, tnt, o tecido mais vagabundo que tem. E eu fiz isso com a vontade de juntar o retalho, o remendo. O enredo está muito atrelado ao material”, acredita o carnavalesco.

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Leonardo Bora lembrou de como a construção do enredo e sua parte visual nem sempre acontecem de forma linear como outros tipos de arte e de construção narrativas

Também apresentando sua visão sobre o trabalho nas escolas de samba, Leonardo Bora lembrou de como a construção do enredo e sua parte visual nem sempre acontecem de forma linear como outros tipos de arte e de construção narrativas.

“Somos narradores e a construção narrativa de um desfile de escola de samba que é uma obra de arte e também um ritual, um espetáculo, e é algo que deve ser julgado, esse processo de construção da narrativa é muito complexo. Não é um trabalho exato que fica restrito a uma sala de criação. A gente leva o enredo para todo lugar. No banho eu começo a pensar em ala, e fazer lista. Essa coisa da materialidade, dos materiais é fundamental. Texto também tem a ver com tecido”, entende o carnavalesco.

Leonardo lembra que em 2018 na Cubango, devido a escassez de dinheiro, o artista e sua dupla Gabriel Haddad, se utilizaram bastante das características do enredo e da obra do artista Bispo do Rosário para fazer um carnaval criativo, cheio de ressignificados como o enredo pedia.

“No caso deste carnaval de 2018 era fundamental, porque era o que a gente tinha. Tecido a gente tinha, ainda que os mais puídos das lojas. Agora, placa de acetato não tinha. Tinha só uma ala que eram anjos, os que conduziram o Bispo por Botafogo. Era o São Miguel da Igreja de Santo Inácio. Era uma coisa muito básica porque não tinha como fazer formas. Tinha que negociar com alguém que fazia para outras escolas. Dava uma dor de cabeça muito grande. Vários elementos que a gente utilizava nas roupas eram semi prontos como o Bispo fazia, e colocava na roupa, ou era costurado. E tinha uma coisa que era a questão do acabamento. E a gente tem um terminologia no julgamento do nosso trabalho se uma coisa está bem acabada, mal acabada. E nesse caso no trabalho do Bispo a gente discutia sobre isso o tempo todo. Tinham roupas que não tinha acabamento em parte porque não tinha dinheiro, em parte porque a gente não queria. Mesmo que pudesse ter”, conta o carnavalesco.

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Jack Vasconcelos contou um pouco de como conseguiu chegar a um entendimento de qual deveria ser o fio condutor do enredo “Meu Deus, Meu Deus.Está extinta a escravidão?”

Leonardo Bora, que é professor na UFRJ no Departamento de Ciência da Literatura da Faculdade de Letras, encerrou o debate também falando sobre a relação entre a academia e o samba e como ambos podem estabelecer uma relação importante no que tange a arte e a cultura.

“Acho que a contribuição começa com a participação, entendendo a importância de abrir esses espaços e quebrando visões pré concebidas. Visões preconceituosas com escolas de samba e também com esses espaços acadêmicos. As coisas são muito maiores e muito mais complexas do que pode parecer em um primeiro momento. Me incomoda bastante, às vezes uma tentativa de ou olhar escola de samba como algo exótico, primitivo, simples, que pode ser arte dependendo de quem está fazendo, que é uma visão racista, elitista, tudo de ruim. Da mesma forma que causa para mim um incômodo de simplesmente creditar o problema porque o carnaval hoje não tem uma transmissão televisiva de sucesso como nos anos 80. Ou a receita pelo academicismo dos enredos. Isso para mim não quer dizer nada. Se a comunidade da escola está pulsando , está com um grande samba, se o desfile aconteceu, se as fantasias são bonitas, deu certo. E aí se alguém quiser mergulhar em uma pesquisa um pouco mais elaborada no sentido acadêmico, beleza”, finaliza o artista.

Concurso Rainha do Carnaval 2024: conheça candidatas da ‘Bangu’, ‘CCBC Vai Barrar? Nunca!’ e ‘Bangay’

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Por Augusto Werneck, Raphael Lacerda e fotos de Nelson Malfacini

Ana Carolina de Souza (@carolindastrassy) – Unidos de Bangu

ana bangu

O que representa ser sambista? “Muito amor, a arte do samba é reconhecimento profissional que através do mesmo eu levo para todo mundo a maior festa cultural do país.

Quais os atributos que uma rainha do carnaval precisa ter? “Simpatia, alegria e amor”.

Ana Cristina de Paula (@depaula2x) – CCBC Vai Barrar? Nunca!

ana ccbc

O que representa ser sambista? “Eu sou nascida e criada samba. Minha família é toda do samba. Representa o amor e o carinho.

Quais os atributos que uma rainha do carnaval precisa ter? “Saber se impor, ter postura e boa fala”

Catiane Monsores (@catianemonsoresoficial) – Bangay – Série Bronze

catiane monsores

O que representa ser sambista? “Levar alegria e passar energia”.

Quais os atributos que uma rainha do carnaval precisa ter? “Samba no pé e vivência no Carnaval”.

Arraiá da Cidade do Samba está com camarotes esgotados e ingressos promocionais a R$ 25 para pista

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Está chegando a hora de ver o Nordeste invadir a Cidade do Samba! A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) realizará uma Festa Julina inédita na Cidade do Samba nos dias 21, 22 e 23 de julho (sexta, sábado e domingo). O evento contará com shows de Lucy Alves, Falamansa e Forroçacana, além de comidas típicas e um concurso de quadrilhas juninas. A Imperatriz Leopoldinense, atual campeã do Grupo Especial com um enredo sobre o Rei do Cangaço, também irá desfilar no local, trazendo o clima do último Rio Carnaval. * COMPRE AQUI SEU INGRESSO arraia cds

Além dos shows de artistas consagrados no ritmo nordestino, o local estará equipado com food trucks, barracas de comidas típicas e brincadeiras, como o tradicional “touro mecânico”. Em todos os dias, haverá um concurso de quadrilhas juninas, com prêmios em dinheiro para as vencedoras em duas categorias: roça e salão.

Para encerrar o evento, o samba-enredo se misturará ao baião com direito a componentes fantasiados, bateria, casal de mestre-sala e porta-bandeira, além de outros segmentos que ajudaram a Imperatriz Leopoldinense a conquistar o Grupo Especial em 2023. A agremiação levou para a Sapucaí o enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com ‘má-querença’ e o santíssimo não deu guarida”, contando uma história vivida pelo cangaceiro Lampião.

Os ingressos já estão à venda pela internet, no site https://totalacesso.com/events/arraiadosamba, ou na Cidade do Samba (segunda a sexta, entre 10h e 17h), e custam a partir de R$ 25 (meia-entrada) dentro do lote promocional, que está disponível por tempo limitado. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (21) 99811-7953.

Arraiá da Cidade do Samba
Datas: 21, 22 e 23 de julho
Local: Cidade do Samba – Rua Rivadávia Corrêa, 60 – Gamboa
Horário: 19h (21 e 22) e 18h (23)
Preços: Lote promocional pista – R$50 (inteira); R$ 25 (meia)
Arquibancadas numeradas – R$150 (inteira) / R$ 75 (meia)
Passaporte pista promocional (3 dias) – R$100
Passaporte arquibancadas promocional (3 dias) – 300,00
Venda de ingressos e informações: (21) 99811-7953

Ouça o samba da Dom Bosco de Itaquera para o Carnaval 2024

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A Dom Bosco de Itaquera se antecipou à data de lançamento e apresentou o samba-enredo que vai levar para a avenida em 2024 através das mídias sociais. A obra divulgada no último sábado (15) é assinada por Turko, Maradona, Rafa do Cavaco, Fábio Souza e Diogo Souza. Acompanhe abaixo:

 

É VALENTE ESSE POVO DO NORDESTE
INDEPENDÊNCIA É VERDADE OU ILUSÃO?
DE PÉ DESCALÇO EU PERCORRO O MEU AGRESTE
QUE FAZ DO ARADO A RIQUEZA DO SEU CHÃO
O SOL QUE QUEIMA TRAZ A FORÇA E A CORAGEM
A FORTALEZA DESSE SOLO VARONIL
“MUIÉ RENDEIRA TU ME ENSINA FAZER RENDA”
É “ASA BRANCA” O HINO DE UM POVO GENTIL

E E E E CABRA DA PESTE SOU CANGACEIRO
SOB A LUZ DO MEU SERTÃO
FIZ DO CORDEL UM LINDO CONTO ARRETADO
SANFONEIRO DA ALEGRIA, PRESIDENTE É GONZAGÃO

IMAGINE MINHA GENTE
O MEU NORDESTE HOJE É UMA NAÇÃO
NOSSA IGUARIA SE TORNANDO COBIÇADA, PRODUTO TIPO EXPORTAÇÃO…
FEITO REPENTE ETERNIZO O MEU LEGADO
COM VITALINO FIZ DO BARRO A TRADIÇÃO
O MEU HERÓI VIRGULINO É QUESTIONADO
PRA MUITOS, ETERNO VILÃO
“Ô SEU MININO” VEM PRA CÁ FORROZEAR
SE TEM XAXADO, TAMBÉM TEM ARRASTA PÉ
GENTE FESTEIRA QUE NÃO PERDE A ESPERANÇA
OH “PADIM CIÇO” ILUMINA MINHA FÉ

DO MEU SONHO ACORDEI,
MINHA TERRA, MEU LUGAR, QUE NÃO PRECISA DO BRASIL SE SEPARAR
NESSE CORTEJO EU FESTEJO A NOITE INTEIRA
COM A DOM BOSCO… “PRA MODE” A GENTE PROSEAR

Independente Tricolor anuncia Graci Araujo como porta-bandeira oficial

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Graci Araujo será a nova parceira do mestre-sala Jeff Antony. Thais Paraguassu, ex-porta-bandeira da agremiação, anunciou gravidez nos últimos dias e, posteriormente, o desligamento para o próximo Carnaval. Graci estava na Mocidade Unida da Mooca em 2023. Agora, tem a missão de ostentar o pavilhão tricolor no próximo desfile.

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Foto: Divulgação

Veja a nota oficial da escola:

“Alô Família Tricolor, é com imenso prazer que apresentamos a vocês @graci.araujo_ que chega para somar conosco no carnaval 2024, ostentando o nosso pavilhão junto ao @jeffantonyms 🇾🇪🇾🇪🇾🇪

Com 20 anos de vivência no Carnaval, Graci iniciou em 2003 e seguiu até 2018 na GRES Nenê de Vila Matilde, desfilante em diversos departamentos, dentre eles alas, harmonia, comissão de frente e porta bandeira no desfile em homenagem à Portela.

Com experiências de jazz, ballet clássico, ballet contemporâneo e danças afro brasileiras, iniciou sua história como Porta Bandeira em 2018, onde após 11 desfiles como comissão de frente, decidiu dedicar-se a arte de MSPB devido à imensa admiração por toda a cultura de MSPB, tinha o grande desejo de ser a guardiã do bem maior de uma comunidade, o sagrado Pavilhão.

Iniciou como aluna da AMESPBESP e Academia de Casais, e segue sua trajetória com nota máxima em todos seus desfiles como 1ª Porta Bandeira, além dos prêmios “Melhor do Acesso II SP” em 2022 e “Melhor do Acesso I” em 2023.

Desde 2021 é a 1ª Porta Bandeira da GRCES União Imperial, e conta também com lindos desfiles na X9 Paulistana, Nenê de Vila Matilde, Mocidade Unida da Mooca, Tradição Albertinese e Imperatriz da Pauliceia.

VAMOS PRA CIMA! 🇾🇪

Seja muito bem vinda Graci!”

União de Maricá vai apresentar ‘O Esperançar do Poeta’ em sua estreia na Sapucaí em 2024

Preparando-se para estrear na Marquês de Sapucaí, a União de Maricá definiu o seu enredo para o Carnaval 2024. Com autoria do carnavalesco André Rodrigues, Igor Trindade, João Vitor Silveira e Kamila Maria, membros da equipe de pesquisa e desenvolvimento, a escola vai apresentar “O Esperançar do Poeta”, uma grande homenagem aos compositores que mudam vidas a partir de seus versos e melodias.

esperancar marica

O enredo terá como fio condutor o compositor Guaracy Sant’anna, o Guará, autor de sambas marcantes, como “Sorriso Aberto”, “Problema Social” e “Singelo Menestrel”. Ganhador de três Estandartes de Ouro, sendo um com a Em Cima da Hora, com histórico “33 – Destino Dom Pedro II” (1984 e reeditado em 2022), e dois com o Acadêmicos do Engenho da Rainha (1985 e 1986), ele faleceu em 1988 e deixou um grande legado para a música brasileira.

Para o carnavalesco André Rodrigues, o enredo visa mostrar a importância desses compositores que inspiram pessoas com suas músicas.

“O nosso enredo nasce quando paramos para pensar como compositores que dialogam tanto com o nosso mundo são, infelizmente, desconhecidos e não recebem os devidos louros. Quando analisamos o quanto essas letras falam com a gente, acabamos pensando no conceito do “esperançar”, do Paulo Freire, que diz sobre ter esperança a partir de uma ação ativa e não de espera. “O Esperançar do Poeta” vai pelo viés de como os compositores criam suas músicas e como as dinâmicas das letras são exemplos do “esperançar”, sendo também plano de fundo de instrumentos de mudanças de outras pessoas, que tornam essas letras inspiração para que possam transformar suas realidades”, disse André.

Um dos pesquisadores do enredo, João Vitor Silveira destacou que o carnaval é um meio de levar esperança para a camada mais pobre da sociedade, especialmente a partir de sambas que trazem em suas letras reflexões sobre o cotidiano difícil enfrentado pela grande massa.

“O enredo também vai mostrar as dinâmicas de realidade que acabam inspirando as composições, pensando nas dificuldades que a vida impôs numa camada majoritariamente preta e pobre da nossa população e que precisam ser superada todos os dias para construírem um amanhã melhor. Pensamos o que é a violência, a falta de acesso a estudo, trabalho e moradia para essas pessoas e trazemos como a música, destacando o samba-enredo, é um instrumento de construção de um amanhã melhor, onde transformamos essa população em reis e rainhas da nossa realidade no carnaval. São sambas que questionam, falam do povo preto, crianças e pessoas que passam por percalços e são exaltados na folia”, explicou o enredista.

Filme é lançado para a anunciar o enredo

A apresentação do enredo reuniu centenas de componentes e moradores de Maricá, em sua quadra, na noite desta segunda-feira. No evento de lançamento, foi exibido o curta-metragem “O Esperançar do Poeta”, que dá nome ao enredo. Com direção de André Rodrigues e Luciano Xavier, o filme tem 15 minutos e está disponível abaixo.

Rose Nascimento é coroada rainha de bateria da União do Parque Acari

Foi com uma grande festa na quadra que Rose Nascimento foi coroada como a nova rainha de bateria da União do Parque Acari. A empresária reinará à frente dos ritmistas da “Fora de Série”, comandada pelos mestres Erick Castro e Daniel Silva. Para a ocasião especial, a beldade utilizou dois looks para a recepção dos seus convidados e o momento da coroação.

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Fotos: Diego Mendes/Divulgação

Rose recebeu amigos e familiares no evento e ainda posou com o “Vovô” Antônio Carlos, fundador do bloco Ilê Aiyê, que será o enredo da agremiação no carnaval de 2024, na Marquês de Sapucaí. A nova rainha recebeu a faixa das mãos de Fabiana Oliveira, sua professora de samba e foi coroada pelos amigos Léo e João Torres, do “Rainhas e Reis”

“Foi uma noite que ficará marcada em minha vida. Pude receber o carinho da comunidade, da diretoria e dos amigos e familiares. Será o começo de uma bela história com a Acari. Agradeço ao Presidente Dudu e toda a diretoria pela confiança. Aos meus mestres, darei o meu melhor para irmos em busca do campeonato e a vaga no Grupo Especial”, revelou Rose.

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A beldade será a primeira rainha de bateria a pisar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no dia 09 de fevereiro. A União do Parque Acari abre os desfiles da Série Ouro, comandados pela Liga RJ no carnaval de 2024.

Vídeos: apresentações dos sambas concorrentes da Portela na quadra

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‘Pula fogueira, amor!’ Em uma das maiores finais da história da escola, Colorado do Brás define samba para o Carnaval 2024

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A Colorado do Brás definiu na noite de domingo o samba-enredo que irá embalar o seu Carnaval 2024. É sabido que em todas as finais, sempre há aquela tensão e ansiedade, mas nesta, especificamente, notou-se um clima leve e de amizade entre compositores e torcidas. As quatro obras finalistas fizeram questão de fazer jus à importância de uma disputa com público. Após as quatro apresentações, houve uma certa demora na reunião entre a comissão julgadora e diretoria. Depois disso, houve discurso do presidente até o anúncio do samba-enredo na voz do intérprete do Léo do Cavaco. O samba 1 foi o grande campeão e o primeiro a se apresentar na noite. A obra, que foi defendida pelo intérprete Celsinho Mody, é fruto de uma ponte aérea entre São Paulo e Rio de Janeiro. Os compositores são: Lico Monteiro, Richard Valença, Leandro Thomaz, João Perigo, Lucas Macedo, Jefferson Oliveira, Telmo Augusto, Felipe Zizou e Mingauzinho. * OUÇA AQUI O SAMBA CAMPEÃO

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Parceria campeã na Colorado. Fotos de Fábio Martins/CARNAVALESCO

Escolha difícil e confiança para 2024

Foi uma final bastante acirrada. Cada samba tinha a sua característica, mas todos levaram torcidas que empolgaram. Isso se confirma pelo fato do diretor de carnaval, Jairo Roizen, que faz parte da escola desde 2015, revelar que tal disputa foi a mais complicada de se resolver e entrar em um consenso durante esses anos. Além disso, o diretor também falou sobre os critérios adotados junto da comissão julgadora.

“Essa foi a decisão mais difícil desde 2015. Foi uma disputa muito acirrada. A gente tinha seis sambas que em um primeiro momento a gente achou que poderia ir para a avenida. Nas nossas finais nós sempre levamos três sambas, mas neste ano tivemos que levar quatro. Vários amigos me perguntavam qual iria ganhar e realmente eu não sabia. Tenho que falar que quando eu cheguei ali na sala, me surpreendi com o resultado. A final aqui foi decisiva com a reação da bateria, componentes e desempenho no palco. Colorado é assim. É uma escola que vai na paixão. O critério foi esse. Todos os sambas teriam que mexer em alguma coisa, o que é normal. Mas a gente identificou que para esse projeto o samba 1 é perfeito. É assim que a gente vai para a avenida querendo subir para o Grupo Especial”, declarou.

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A hora da consagração da parceria campeã

O Colorado do Brás teve todo um processo de escolha com audições de faixas internas até chegar aos finalistas. Porém, Jairo ressaltou a importância de ter o calor do público para tomar uma decisão com mais afinco.

“Eu sou um entusiasta de disputa de samba-enredo. Eu acho que ela é o começo de tudo. O samba que foi escolhido hoje vai fazer com que a gente mude o nosso projeto também. A gente vai adaptar. Para mim a disputa de samba-enredo é fundamental. Têm escolas que preferem fazer por encomenda, outras no CD ou na quadra. Nós, por estarmos no Grupo de Acesso, preferimos fazer só a final. Nós fizemos uma semifinal também, mas só com o nosso cantor, mas a gente faz questão de fazer a final. Não dá para fazer mais semanas porque no Acesso o investimento e a verba são menores, apesar de que vamos dar 3 mil reais ao samba vencedor deste ano. Talvez em uma disputa no CD a gente poderia errar ou não. Mas na disputa de samba-enredo a gente consegue formar sambistas, compositores e pessoas que comecem a se interessar pelo carnaval”, disse.

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Jairo Rozen, diretor de carnaval da Colorado

Para os próximos passos, o diretor revelou que em breve os ensaios com a comunidade já vão começar visando o Carnaval de 2024. Os componentes devem se preparar entre agosto e setembro. “Agora a gente vai se reunir com os compositores para ver se o samba precisa de ajustes, depois de 10 a 15 dias nós vamos para o estúdio gravar e, a partir disso, nós vamos definir as datas, mas provavelmente nós vamos começar os ensaios no final de agosto e começo de setembro, sendo aqui na Rua Itaquí ou na Portuguesa Canindé”, contou.

Estratégia de desfile e o encaixe com a obra

O presidente Antônio Ka, seguiu a mesma linha do diretor de carnaval e disse que foi a escolha mais difícil dos últimos anos. Em meio às discussões de critérios de julgamento, o mandatário tocou em um ponto muito importante, dizendo que irá desfilar com o regulamento a seu favor. Entrando em uma análise rápida, isso pode pesar para um lado favorável ou não, pois nada se sabe do que pode acontecer nessas mudanças em um primeiro ano. Entretanto, deu para notar que a escola quer estar pronta de qualquer forma.

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Presidente Antônio Ka

“Na verdade, foi muito difícil, falei no microfone, não sei se gravaram, mas assim, eu como presidente, todos esses anos, foi o mais difícil. Mas dividido a diretoria, bateria, foi o mais difícil de todos, então foi muito louco. Fomos no critério mesmo do regulamento, para tentar vir com o regulamento debaixo do braço. E hoje assim, vamos trabalhar muito para não errar, fazer um carnaval diferente, mudamos o conceito de mudança de samba. Fomos para um lado diferente que vínhamos. Tinha um samba nosso já meio característico da escola, e optamos por um lado diferente, não ficar na mesmice, a gente vem renovando algumas coisas, alguns setores, e agora é pedir para Deus. Estamos trabalhando muito, e vamos pedir para que dê tudo certo, que a gente consiga alcançar nosso objetivo maior que é voltar para o Especial”, contou.

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Direção da Colorado do Brás

Ka também revelou que, apesar da disputa acirrada, tiveram dois que a comissão julgadora ficou mais dividida. “A gente sabe que o samba 5 e o samba 1, foram os mais funcionais dentro da comunidade. Os dois que mais ficamos divididos realmente. Mas os quatro sambas escolhemos a dedo mesmo, tinham treze sambas, e falamos qualquer um dos quatro sambas tem condições totais de ir para a avenida. Então assim, fomos por detalhes, realmente, qual samba que tinha que mexer menos, qual samba que ia estar em uma crescente, o samba mais funcional e chegou no consenso no final, depois de muito tempo, você acompanhou, que era o samba 1 neste momento, o melhor para a escola”, completou.

A obra e a chegada na escola

O intérprete Léo do Cavaco, que está indo para o seu segundo Carnaval pela escola, também falou da dificuldade de escolher, mas enalteceu a obra, dizendo que é a essência da Colorado, com uma característica alegre.

“Foi um processo tranquilo e complicado ao mesmo tempo. Tranquilo pelo fato que tivemos grandes sambas, acredito que isso influenciou na qualidade da disputa. Conversando entre nós mesmos chegamos em um consenso que foi a escolha mais difícil que tivemos na escola, até em ano que eu não estava ainda. Mas o samba 1 tem muito a cara da escola, a cara da Colorado alegre, para frente, um samba valente. Os outros sambas também eram muito bons, então foi muito difícil escolher. Mas acredito que escolhemos o melhor, e se Deus quiser vai dar tudo certo”, disse.

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Intérprete Léo do Cavaco

O cantor disse que a agremiação o recebeu muito e contou sobre as questões técnicas, visto que o carro de som será julgado a partir do próximo ano. “Muito boa, feliz, fui muito bem recebido no ano passado, depois de uma saída complicada da X-9. Em um momento que estava até pensando em parar de cantar, não esperava vir para o Colorado naquele momento e apareceu. Parecia que eu já cantava aqui há uns vinte anos. A escola me abraçou muito e eu também. E agora é isso, esse ano carro de som vai ser julgado em samba-enredo, então o trabalho aumenta, temos muita responsabilidade em garantir a nota do samba, fazer uma boa execução, interpretação. Então é isso, começar ensaiar com time de canto, ensaios no estúdio, quadra, de bateria, agora até o carnaval ninguém dorme mais”, declarou.

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Acerola de Angola, mestre de bateria estreante na agremiação, está empolgado com o que está por vir. O profissional, que estava no Peruche, opinou sobre o samba e disse que venceu o seu favorito.

“Na minha opinião é o samba mais completo. Os quatro da final dava para chegar na avenida, mas na votação lá em cima a gente escolheu o melhor para a escola. Eu até tinha um diretor de bateria que gostava de outro samba. Mas assim, o samba não é para ele, para mim, presidente, diretor de harmonia e sim para a escola”, disse.

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Acerola de Angola, mestre de bateria estreante na agremiação

O mestre falou sobre as disputas junto à comunidade. Foi na contramão das outras personalidades e revelou que é muito mais difícil fazer isso no dia do evento. “Eu costumo dizer que é mais difícil. Eu sou compositor e passo por isso também, porque nem sempre o que o samba ganha é o que o povo quer. Às vezes vence a vontade do povo, mas nem sempre é o melhor no decorrer do projeto, a escola sofre com dificuldades. Não é fácil”, opinou.

Após a escolha, sempre há a empolgação e o desejo de saber como a bateria irá se adaptar ao samba, ainda mais recente, que as bossas, apagões e paradinhas são tão corriqueiros no Carnaval paulistano, até pelas notas a serem atingidas.

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Apresentação da parceria vencedora na Colorado

“O procedimento agora é estudar ele. É um enredo muito característico, tem um forró. Para quem não percebeu, tem uma parte que é do candomblé. Dá para fazer duas coisas no mesmo samba e isso nos dá liberdade de criar. Mas o processo é longo e normalmente a gente faz uma parte para o CD e depois vamos trabalhando com mais cuidado, dentro de um regulamento e avenida. A gente tem uma escola para carregar. Lá para outubro e novembro, as bossas estão prontas e vamos ensaiando até o dia do desfile”, contou Acerola.

O diretor de bateria aproveitou para agradecer a agremiação e mostrou ambição. Sente que o Colorado pode buscar o campeonato do Grupo de Acesso. “Eu gostaria de agradecer todo mundo. O presidente fala e eu concordo, pois realmente é uma escola de família. Tive apenas alguns contatos, apesar de estar ensaiando com a bateria. É muito bom estar aqui, a escola está com garra, quer subir e eu falei para o presidente que quero ser campeão e não apenas conquistar o acesso”, declarou.

Sentimento da vitória

É sempre importante ouvir o que os donos da obra têm a dizer. Afinal, eles são os responsáveis por toda a cantoria que as escolas promovem na avenida. É o hino que também irá inspirar fantasias e alegorias. Um dos compositores, Leandro Thomaz, falou sobre o sentimento de vencer a disputa no Colorado do Brás.

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Dois compositores que fazem parte da parceria campeã na Colorado

“O que a gente viu aqui foi uma grande festa. A gente ficou muito honrado de alguma forma a ser coroado com nosso samba. Estamos encantados e parece que não caiu a nossa ficha. Depois que acabou a disputa dos quatro sambas, fiquei ali no meu canto preparado para tudo. Até porque a gente não sabe o que se passa na cabeça da diretoria. O samba é 70 ou 80% do desfile. São muitos fatores que passam pela cabeça de um júri que representa a comunidade. Quando essa comunidade acredita no nosso trabalho, não tem maior emoção. A gente pensou em um samba para envolver a comunidade e a arquibancada”, contou.

Leandro explicou detalhes técnicos do samba. Há de se observar, principalmente, a parte em que se cita o Nordeste. “A gente tentou juntar os elementos do enredo, do nordeste. Tentamos fazer uma melodia mais balanceada, que eu acredito que a gente tenta fazer em nossos sambas. Eu acho que a expressão é o ‘Arraiá do Brás’. A gente também usa o carinho, quando se fala da parte ‘Minha escola, Meu xodó’. Talvez tenha sido isso que tenha gerado essa identificação e alegria. Agradeço a todos os nossos parceiros e desejo parabéns aos nossos concorrentes pela grande disputa. Vai ter arraiá em fevereiro e eu estou muito feliz por isso”, explanou.

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Leandro explicou detalhes técnicos do samba na Colorado

O compositor explicou a importância de ter uma final apresentada com samba ao vivo, pois para ele é onde tudo acontece, sendo uma simulação de ensaio. “Aqui foi a primeira vez em que o samba foi apresentado ao vivo. Do estúdio até a quadra aconteceu muita coisa. A gente já viu grandes sambas aclamados na internet que foram derrubados na quadra. É aqui que a magia acontece. A simulação do dia da avenida. Temos a bateria e cantores. A ansiedade nos acompanhou, mas que bom que fomos escolhidos. Acima de tudo vamos brincar, não tem coisa mais gostosa do que um arraiá, influência de ritmos e isso já deu samba”, completou.

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A Colorado do Brás será a quinta agremiação a desfilar no domingo de Carnaval pelo Grupo de Acesso I. O enredo da escola para 2024 é intitulado como “Os encantos da raiz do Mancadaru”.