Início Site Página 81

Série Barracões: Incêndio não cala a Vigário: escola reage e leva à Avenida um Brasil de monstros e heróis

0

Em outubro de 2025, a Acadêmicos de Vigário Geral se deparou com um grande obstáculo: o incêndio em seu barracão. Naquele momento, a escola já havia iniciado os preparativos para o Carnaval — tinha os chassis das alegorias, as madeiras necessárias e até esculturas. Porém, com o fogo, houve perda total. A agremiação não teve muito tempo para se lamentar; afinal, o Carnaval se aproxima e a necessidade de retomar os trabalhos o quanto antes falou mais alto.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Screenshot 20260206 202119 Gallery
Fotos: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

Em 2026, a escola levará à Sapucaí o enredo “Brasil Incógnito: o que os seus olhos não veem, a minha imaginação reinventa”, idealizado pelos carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini, com o intuito de recontar a história do Brasil a partir da perspectiva dos monstros e seres mitológicos criados pelos colonizadores. Nessa narrativa, essas figuras são os verdadeiros heróis do país, pois, sem elas, não existiria o famoso “jeitinho brasileiro”. A história será apresentada de forma cômica e sarcástica, sem deixar de lado a crítica proposta.

Durante visita do site CARNAVALESCO a uma das alegorias, Alex e Caio falaram sobre os preparativos e as expectativas para o Carnaval 2026.

“Foi uma missão muito grande se reestruturar. Primeiro, processar tudo o que aconteceu. A gente estava com o barracão bem encaminhado, em um andamento muito bom. O Carnaval não estava pronto, mas estava tudo muito adiantado: madeira, ferragem, escultura. Tivemos um prejuízo muito grande e tivemos que processar tudo muito rápido. Não tivemos tempo de sofrer. O próprio Caio fala que ainda não teve tempo de chorar toda aquela perda. Foi um baque enorme, mas tivemos que virar a chave. Não podemos abaixar a cabeça — e nem é o nosso perfil fazer isso, nem o da Betinha. Em nenhum momento ficamos nos lamentando. Erguemos a cabeça e vamos botar o Carnaval na rua”, disse Alex Carvalho.

Caio Cidrini detalhou os desafios logísticos: “A gente planejou carro, desenhou carro, fez escultura, comprou escultura. Já estávamos com dois carros na madeira — o que, para outubro, é bem adiantado na Série Ouro. Quando pegou fogo, não podíamos nem entrar para retirar nada. E, mesmo se conseguíssemos, teríamos que reconstruir toda a parte mecânica, o que seria muito caro. O primeiro passo foi correr atrás de chassis. Conseguimos um na Estácio, um na Maricá e um no Salgueiro. Depois, percebemos que o mais difícil não era isso, mas encontrar espaço. Tentamos terrenos, buscamos apoio da prefeitura e da Liga. Conseguimos fazer o carro da Estácio no próprio barracão deles, outro próximo à Maricá e um no Arranco. Trabalhar em três lugares ao mesmo tempo muda projeto, estrutura e gera custos de logística. Não tem sido fácil, mas estamos satisfeitos com o que estamos construindo e vamos passar competitivos.”

Apesar da tragédia, a dupla destaca o fortalecimento da comunidade, que tem sido fundamental no processo.

Screenshot 20260206 202104 Gallery

“Diante da tragédia, tentamos enxergar o lado positivo. Isso deu um gás na escola. A comunidade se comoveu, as pessoas estão somando. Todos abraçaram a situação. Isso fortaleceu o projeto e nos fez acreditar em algo ainda maior”, afirmou Alex.

Caio completou: “Toda a equipe já estava com a gente antes do incêndio. Existe um sentimento de doação maior. É uma montanha-russa de emoções, mas hoje, olhando para o que estamos produzindo, acredito que podemos manter o nível ou até superar o ano passado.”

A ideia do enredo surgiu anos atrás, a partir de anotações de Caio. “Eu já tinha esse enredo há muito tempo. Quando surgiu a oportunidade, fomos pesquisar e percebemos que era contemporâneo, com aspecto decolonial e irreverente, algo que combina com a Vigário.”

Sobre a abordagem estética e narrativa, Alex explicou o equilíbrio entre crítica e humor:

“A gente traz irreverência para dialogar com a crítica. Passamos por três biomas, litoral, floresta e sertão, sempre equilibrando estética bonita, crítica e leveza”.

Screenshot 20260206 202110 Gallery

Caio acrescentou: “Poderíamos ter sido mais agressivos, mas encontramos humor nessa narrativa. Transformamos o olhar preconceituoso do colonizador em caricatura.”

O grande trunfo, segundo eles, será conseguir colocar o desfile na Avenida com qualidade, apesar de tudo.

“Chegar inteiro já será nossa coroação. Estamos caprichando muito, mesmo com três barracões e logística monstruosa”.

A dupla também aposta no samba-enredo como peça-chave do desfile, fruto de maior aproximação com os compositores neste segundo ano.

Nas fantasias, prometem leveza com volumetria variada, apostando em cores fortes e leitura visual clara.

Entenda o desfile

A Vigário Geral apresentará três alegorias, passando por três biomas brasileiros — litoral, floresta e sertão — com 17 alas e cerca de 1.200 a 1.300 componentes.

Setor 1 – Litoral: estética marítima, com caravela híbrida e criaturas fantásticas.

Setor 2 – Floresta: invasão europeia, imaginário indígena distorcido e alegoria com movimentos inspirados em Parintins.

Setor 3 – Sertão: sincretismo religioso, estética de cordel e o Cramulhão como herói simbólico.

O desfile ressignifica os “monstros” como símbolos da formação cultural brasileira, defendendo que a história de um país também é a história de suas criaturas imaginadas.

Série Barracões: ‘Podem esperar o melhor leão da minha vida para homenagear o Ciça’, promete Tarcísio Zanon

0

Falar de Moacyr da Silva Pinto, o mestre Ciça, é lidar com a responsabilidade de transformar em enredo alguém que está vivo, presente e em plena atividade. Para o carnavalesco Tarcísio Zanon, a homenagem que a Viradouro levará à Sapucaí em 2026 nasce de um desejo: falar “de um dos nossos” com paixão e ousadia.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

tarcisio viradouro
Carnavalesco Tarcísio Zanon. Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Com participação direta do homenageado em todas as etapas do processo, o enredo se constrói como uma metalinguagem do próprio carnaval, transformando ritmo em fantasia, memória em alegoria e a trajetória de um grande personagem do carnaval carioca em afirmação coletiva de escola de samba.

“É bem desafiador porque, quando a gente fala de um dos nossos, precisamos nos dedicar ainda mais. Falar do Ciça em pleno exercício da função é motivar toda uma geração de sambistas. Estamos vendo o Ciça feliz, motivado, vivo mais do que nunca e em um momento genial da carreira dele”, declarou Tarcísio Zanon.

Ciça além da bateria

A decisão de homenagear Ciça no Carnaval 2026 partiu da diretoria da Viradouro e foi recebida com entusiasmo pelo carnavalesco Tarcísio Zanon. A proposta ganhou contornos ainda mais simbólicos por reunir, em um mesmo desfile, três marcos históricos: os 55 anos de trajetória de Ciça no samba, seus 70 anos de vida e os 80 anos da própria escola.

Para Tarcísio, tratar de um personagem importante da história do samba, ainda em plena atividade, impôs desde o início um desafio.

“Foi muito difícil recortar o enredo”, afirmou o carnavalesco, ao comentar o volume de histórias, funções e invenções acumuladas por Ciça ao longo de mais de cinco décadas de atuação no carnaval. A longevidade do mestre de bateria, somada à sua presença ativa no cotidiano da escola, exigiu um processo de pesquisa cuidadoso, capaz de transformar uma trajetória extensa em desfile.

IMG 20260121 192521

Ao longo desse trabalho, surgiram aspectos pouco conhecidos do público, que ajudaram a ampliar a compreensão sobre a formação de Ciça para além da bateria. Um deles foi a descoberta de que o mestre já havia atuado como mestre-sala de um bloco no início de sua trajetória.

“Se você sentar para conversar com o Ciça, descobre muita coisa inusitada”, disse Tarcísio, que revelou que Ciça chegou a demonstrar alguns riscados quando questionado sobre o passado bailarino. “Ele mostrou que tem um ‘molho’ para o negócio”, resumiu.

Do menino ritmista ao mestre de bateria

A partir das descobertas da pesquisa, o enredo da Viradouro se organiza como uma narrativa que acompanha Ciça desde a infância até a consolidação como mestre de bateria. Segundo o carnavalesco, a proposta vai além de uma narrativa biográfica e busca apresentar um personagem formado integralmente dentro da escola de samba.

“Ciça é uma escola de samba inteira em si”, afirmou.

“O Ciça foi formado e forjado em escola de samba. Toda a estética, todo o carnaval do Ciça é escola de samba em todos os seus segmentos, em todos os seus fundamentos, porque ele carrega tudo isso com ele.”

A proposta é mostrar Ciça para além da função de mestre de bateria, conectando ritmo, dança e experimentação artística em uma mesma trajetória.

“É um enredo de metalinguagem”, explicou Tarcísio, ao indicar que a história do homenageado se confunde com a própria história da escola de samba. No visual, o ritmo, elemento fundamental da atuação de Ciça, deixa de ser apenas musical e passa a ser traduzido em fantasias e alegorias, influenciando a estética do desfile.

A ousadia, marca recorrente da trajetória do mestre, também aparece como princípio criativo do projeto. Tarcísio prometeu reviver momentos marcantes da carreira do mestre de bateria, como o desfile “A Viradouro Vira o Jogo” (2007), no qual Ciça sobe com os ritmistas da bateria Furacão Vermelho e Branco em uma alegoria.

“Toda vez que vamos fazer um ‘revival’, precisamos trazer um tempero a mais. E o tempero a mais é o que se espera do Ciça”, declarou o artista, relembrando a frase do homenageado: “Eu não vou para a Avenida para fazer feijão com arroz”.

O Leão da Estácio coroado na Viradouro

Símbolo da Estácio, escola de coração de Ciça, o Leão ocupa lugar carinhoso na construção visual do enredo da Viradouro para 2026. Ao comentar o tema, Tarcísio Zanon chegou a brincar com a expectativa em torno do símbolo.

“Nem sei se vai ter leão”, disse, em tom de brincadeira, antes de detalhar o cuidado envolvido na criação da imagem.

Segundo ele, o Leão foi objeto de um estudo detalhado, que levou em conta tanto a trajetória de Ciça quanto sua própria relação com as duas escolas, ambas vermelha e branca. O carnavalesco já atuou na Estácio antes de assumir a Viradouro, fator que, segundo ele, reforça o cuidado no tratamento visual do símbolo estaciano.

“Podem esperar o melhor leão da minha vida para homenagear o Ciça”, prometeu.

Fantasias: leveza e conforto para os componentes

Para o Carnaval 2026, a Viradouro aposta em fantasias mais leves, com atenção especial à ergonomia e ao conforto do componente. Segundo Tarcísio Zanon, a decisão dialoga diretamente com o enredo e com a trajetória de Ciça, marcada pela valorização dos ritmistas.

O projeto de figurinos retoma referências de carnavais das décadas de 1970 e 1980 — períodos vividos intensamente pelo mestre — conhecidos por indumentárias menos pesadas e maior liberdade corporal. A releitura, no entanto, incorpora materiais contemporâneos e soluções técnicas atuais.

“Queremos reviver esses carnavais utilizando tecnologia como o tecido dry fit, tecido de atleta que troca calor, para possibilitar maior conforto para a temperatura corporal do componente. Estamos fazendo tudo para trazer esse conforto, até porque esse enredo pede muito a espontaneidade do componente. É um enredo vivo, um enredo folião, um enredo leve”, revelou ao CARNAVALESCO.

A expectativa é que o conjunto contribua para uma leitura mais fluida da escola na Avenida, sem comprometer o impacto visual.

Estética do metal

A presença do metal como eixo da estética da Viradouro em 2026 não é apenas uma escolha visual, mas parte da narrativa construída em torno da trajetória de mestre Ciça.

IMG 20260121 192458 1

“O que tem permeado muito a estética desse desfile é o metal, porque a bateria é feita de metal”, explicou Tarcísio. Para além dos instrumentos, ele lembrou que o material também remete à história pessoal do homenageado fora do samba.

“O primeiro ofício do Ciça foi trabalhando com solda, com mecânica. Então o metal vai estar presente em todos os setores da escola.”

A proposta dialoga com uma linguagem assumidamente carnavalesca, que o artista define como “pamplonesca”, sem abrir mão do rigor técnico.

Entre os setores está o chamado “Bonde do Caveira”, que traduz, em linguagem alegórica, a forma como Ciça exerce sua liderança à frente da bateria.

“A gente não pode falar do Ciça sem a jocosidade. Ele é um cara leve, divertido, mas, ao mesmo tempo, de muita responsabilidade. É o primeiro a chegar e o último a sair.”

Permanência e vínculo com a escola

À frente do carnaval da Viradouro desde 2020, Tarcísio Zanon afirma o desejo de seguir na escola, embora ressalte que qualquer definição depende do resultado do desfile.

“Querer estar na Viradouro, sempre. É claro que a gente só sabe quando termina o carnaval. Depende de muitas coisas, de resultado.”

O envolvimento com o enredo de 2026 reforça esse sentimento:

IMG 20260121 192510

“Amo estar aqui, amo essa equipe, amo essa escola, amo essa comunidade, amo essa presidência. Amo estar fazendo Ciça. Tudo aqui é só amor esse ano”, finalizou.

Conheça o desfile

A Viradouro levará para a Marquês de Sapucaí, no Carnaval 2026, um desfile estruturado em seis alegorias, dois tripés e o elemento alegórico da Comissão de Frente. Ao todo, a escola contará com 23 alas e um contingente estimado entre 2.500 e 2.700 componentes.

O enredo acompanha a trajetória de Moacyr da Silva Pinto, o mestre Ciça, desde a formação no samba até o legado construído como mestre de bateria. Em vez de setores, o carnavalesco chama os segmentos de cabines.

1ª Cabine

Apresenta o berço do samba e a origem do menino ritmista, destacando o contato inicial com o ritmo, sobretudo pela dança. O desfile aborda a passagem de Ciça como passista e mestre-sala, evidenciando sua relação com o corpo e a cena.

2ª Cabine

Ciça surge como percussionista na bateria do São Carlos, período em que ganha destaque. O setor retrata sua formação rítmica, o apelido de “Rei dos Naipes” e momentos como o campeonato de 1992 com “Pauliceia Desvairada”, da Estácio.

3ª Cabine

Marca a fase das grandes ousadias, com passagens por diferentes escolas e inovações coreográficas: tambores erguidos, bateria ajoelhada em “Sete Pecados Capitais” (Viradouro 2001) e ritmistas sobre alegorias em “A Viradouro Vira o Jogo” (2007), até os títulos de 2020 e 2024.

4ª Cabine

Apresenta o Bonde do Caveira, simbolizando sua liderança e a formação de novos mestres de bateria.

5ª Cabine

Encerra o percurso com grande celebração: os 70 anos de Ciça, 55 de samba e 80 da Viradouro, além do futuro da escola, com participação de jovens da mirim Virando Esperança.

Das sombras do manicômio à luz da arte: Curicica homenageia Arlindo Oliveira

0

Os carnavalescos Braulio Malheiro e Gleydson Castro falaram ao CARNAVALESCO sobre o enredo “As Viagens de Arlindo – Minha Loucura é Ser Artista”, da União do Parque Curicica, escola da Intendente Magalhães, que homenageia Arlindo Oliveira, artista plástico que ressignificou os desafios da saúde mental no Ateliê Gaia, localizado na Colônia Juliano Moreira, em Curicica (Zona Oeste do Rio de Janeiro). O espaço foi um dos maiores e mais antigos complexos manicomiais do Brasil, inaugurado em 1924 para abrigar pacientes psiquiátricos.

IMG 0833

“O enredo não é nosso. O enredo é do professor Nilton Gamba Jr., da PUC. Ele teve contato com o Arlindo por muitos anos e fez uma exposição de obras dele na própria PUC. A partir disso, levou esse enredo para a escola. Nós setorizamos e fizemos a sinopse”, explicou Braulio.

“Todo o processo criativo partiu da gente junto com ele, para construir essa narrativa ali na Intendente”, complementou Gleydson.

O grande destaque do enredo

Para os carnavalescos, o maior trunfo está no resgate do território e das histórias que ele produz.

“Falar dele já é um grande trunfo, porque a ideia do enredo é falar da localidade, resgatar esse lugar, que é a região da Colônia, ali em Curicica, com bairros muito próximos. O enredo é, na verdade, olhar para dentro de si, para dentro dos artistas que a comunidade produz. Por mais que o Arlindo não seja nascido ali, ele viveu a vida naquele local”, afirmou Gleydson.

Braulio pontuou que Arlindo se tornou parte do imaginário popular da região. “Existem histórias folclóricas sobre ele em Curicica, como a do boi que ele matou, um mito que assombrava o bairro. Quando ele saiu com a cabeça do boi, tornou-se, para ele e para os moradores, o herói de Curicica”.

Gleydson ressaltou a importância de mostrar a criatividade que existia dentro da Colônia.

“Também mostramos todo o processo artístico que aconteceu durante o período em que ele esteve internado. É engrandecedor falar disso e mostrar para o mundo que ali existia uma semente artística, como Bispo do Rosário, Estela do Patrocínio, Arlindo de Oliveira e tantos outros do Ateliê Gaia. Muita gente conhece o Bispo do Rosário, mas a colônia produziu muitos artistas visuais e também vocais, como Estela do Patrocínio. Existe uma potência artística enorme ali, na Zona Oeste, em Jacarepaguá, que muitas vezes passa despercebida. Hoje ainda existem artistas atuando lá, no Ateliê Gaia, com diversas vertentes. A colônia, que nos anos 60 e 70 chegou a ter mais de três mil pessoas internadas, hoje é um espaço que respira arte e vida. Nos anos 80 e 90 havia ali um espaço voltado para o carnaval. Escolas levavam alas para serem produzidas junto com os internos. O carnaval sempre esteve presente naquele espaço”.

Braulio lembrou o estigma histórico do local e a necessidade de ressignificação, destacando personagens fundamentais dessa história e fazendo um convite:

“Jacarepaguá, por muito tempo, foi conhecido como o ‘bairro dos loucos’. No final, fazemos uma homenagem ao centenário da Colônia Juliano Moreira, que completa 100 anos, destacando essa contribuição artística que ela deu e ainda dá para a cidade do Rio de Janeiro. Quem ainda não conhece o museu que existe dentro da colônia, vale muito a pena visitar. Durante as visitas, descobrimos também que Dona Ivone Lara foi terapeuta ocupacional e enfermeira de saúde mental, e que ela, junto com Nise da Silveira, ajudou a romper com o estigma do manicômio, trabalhando com pintura e música para resgatar os internos”.

A parte plástica e estética do desfile

Visualmente, a União do Parque Curicica promete evolução em relação ao último carnaval.

“A gente aumentou a escola em relação ao último desfile. Como a escola saiu da posição 11, trouxemos fantasias mais altas, sempre respeitando o espaço da Intendente Magalhães. Utilizamos materiais que favorecem a luminosidade, como muito acetato, para potencializar o brilho. As alegorias terão mais cenografia e menos pessoas”, explicou Braulio.

Gleydson adiantou que a estética nasce das próprias referências do território:

“Todo esse processo artístico é alimentado pelas referências que encontramos naquele local. Queremos entregar para a comunidade uma escola bonita, com volume, uma estética interessante, buscando o grande objetivo, que é o título e o retorno à Sapucaí”.

Desafios da Intendente Magalhães

Para driblar as dificuldades financeiras e estruturais, o reaproveitamento é palavra-chave.

“Inicialmente, olhamos tudo o que a escola tinha do último carnaval: materiais que sobraram, bases, cores. Aproveitamos tudo o que foi possível encaixar no novo projeto. Trabalhamos com métrica muito certinha, comprando exatamente o necessário e evitando desperdício”, contou Braulio.

Gleydson explicou que o processo envolve garimpo e resumiu a filosofia da dupla:

“Também trabalhamos com doações, sempre deixando clara a nossa assinatura estética.”

Braulio reforçou: “Reaproveitar não significa que alguém verá fantasia do ano passado. Nosso processo é técnico e artístico ao mesmo tempo. Sabemos quanto custa cada fantasia. É um trabalho pensado também no bolso da escola. A escola está feliz com o enredo, a comunidade está orgulhosa. Falar do próprio bairro é muito significativo para eles”.

Assim, a União do Parque Curicica dá luz a uma história rica da cultura brasileira que surgiu — e segue viva — na Zona Oeste carioca através da arte.

TV Brasil transmite desfile do Grupo de Acesso 2 de São Paulo com exclusividade na televisão aberta

0

Com exclusividade na televisão aberta, a TV Brasil exibe o desfile das escolas de samba do Grupo de Acesso 2 de São Paulo neste sábado, ao vivo, a partir das 21h, no Sambódromo do Anhembi, apenas para São Paulo. No YouTube da emissora, a programação começa mais cedo, às 20h.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Carnavais do Brasil 2026 Barbara Pereira e Muka 02 Credito Rodrigo Peixoto TV Brasil 1
Fotos: Rodrigo Peixoto/Divulgação TV Brasil

Nos demais estados, a TV Brasil apresenta a segunda noite do desfile do Grupo Especial do Carnaval de Vitória, em parceria com a TVE/ES, direto do Sambão do Povo, a partir das 22h. No dia anterior, o canal público mostra a primeira noite das agremiações capixabas. Ao todo, são dez escolas de samba, sendo cinco em cada dia.

A TV Brasil está com uma programação temática com várias atrações da folia na faixa especial Carnavais do Brasil que exibe a festa momesca de diversas regiões do país, com blocos de rua e shows nos principais circuitos de Salvador – Barra-Ondina, Campo Grande e Pelourinho – em parceria com a TVE Bahia.

A transmissão do Grupo de Acesso 2 de São Paulo será conduzida pelos jornalistas Bárbara Pereira e Muka, com a participação de comentaristas no estúdio. Os apresentadores recebem como convidados especiais a jornalista Suelen Martins, o pesquisador Felipe Gabriel Oliveira e o jornalista Felipe Rangel. O repórter Lincoln Chaves traz as notícias direto do Sambódromo do Anhembi.

O desfile paulista reúne dez tradicionais escolas de samba que buscam garantir presença no Grupo de Acesso 1 do Carnaval de São Paulo em 2027. Este ano, duas agremiações sobem, enquanto outras duas são rebaixadas para o Grupo Especial de Bairros.

A programação dos desfiles prevê a entrada no Anhembi das escolas de samba na seguinte ordem: Amizade Zona Leste, Imperatriz da Pauliceia, Torcida Jovem, X-9 Paulistana, Unidos de São Lucas, Unidos do Peruche, Morro da Casa Verde, Imperador do Ipiranga, Uirapuru da Mooca e Primeira da Cidade Líder.

O regulamento exige no mínimo 500 componentes para a apresentação de 40 a 50 minutos. As agremiações do Grupo 2 precisam percorrer o Sambódromo com duas alegorias. A comissão de frente tem que reunir entre cinco e 15 integrantes. As escolas de samba ainda devem desfilar com no mínimo seis alas de enredo, 20 baianas e um casal de mestre-sala e porta-bandeira.

Programação da faixa Carnavais do Brasil na TV Brasil

Desfile das Escolas do Grupo de Acesso 2 de São Paulo

7 de fevereiro (sábado), às 21h, exclusivo para São Paulo, na TV Brasil

7 de fevereiro (sábado), às 20h, no YouTube da TV Brasil

Dez escolas, duas vagas e muita disputa: Acesso II abre o carnaval paulistano

0

No próximo sábado acontece a abertura do carnaval paulistano, com a passarela do Anhembi abrindo seus portões para as escolas de samba do Grupo de Acesso II, terceira divisão das disputas entre as agremiações da folia paulistana. Organizada pela Liga-SP, a competição terá 10 escolas na briga pela tão sonhada vaga no Grupo de Acesso I. Duas sobem para a segunda prateleira e duas caem para o Grupo Especial de Bairros da UESP.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

obras anhembi3
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Assim como em 2025, a festa começa com as crianças. Algumas agremiações filiadas à Liga-SP farão os desfiles mirins, com início às 18h. Vale ressaltar que a entrada é franca nas arquibancadas, mantendo a iniciativa de sucesso que ocorre desde 2022.

Abrindo os desfiles, temos a vice-campeã do Especial de Bairros, a Amizade Zona Leste, seguida por Imperatriz da Pauliceia, Torcida Jovem, X-9 Paulistana, Unidos de São Lucas, Unidos do Peruche, Morro da Casa Verde, Imperador do Ipiranga, Uirapuru da Mooca e Primeira da Cidade Líder.

Assim como no ano passado, a apuração acontece no próprio domingo, às 17h.

Amizade Zona Leste – 20h

Vice-campeã do Grupo Especial de Bairros da UESP em 2025, o Trevo da Zona Leste conquistou sua vaga de volta ao Grupo de Acesso II após a queda no Carnaval 2024. A escola foi a primeira a lançar enredo entre as 32 agremiações filiadas à Liga-SP. O tema é intitulado “Xangô e Iansã, o Casal do Dendê no Ilê do Amizade”, apostando em uma narrativa afro nesta volta imediata ao grupo.

O carnavalesco Rogério Sapo comentou:

“A ideia do enredo nasceu no dia do desfile das campeãs do Carnaval 2025. O presidente teve a ideia e propôs um enredo afro-religioso. Juntos, chegamos a esse enredo, que teve um desenvolvimento satisfatório. A escola, diferente do último carnaval, abraçou logo de cara. Os componentes vieram com tudo para esse projeto”.

Fundação: 1995

Melhor resultado: 9º lugar (2022)

Colocação em 2025: vice-campeã do Especial de Bairros (UESP)

Imperatriz da Pauliceia – 20h50

A escola da Vila Esperança almeja melhores colocações. O Carnaval 2025 foi o segundo consecutivo em que a Imperatriz da Pauliceia ficou à beira do rebaixamento para o Especial de Bairros. Assim, mudanças foram feitas: agora a agremiação conta com um trio de carnavalescos e o reforço do intérprete Dom Júnior.

Com tema afro, o enredo será “Congá, o Altar Sagrado da Minha Fé”, assinado por Leandro Santana, Francis Santos e Fran da Vila.

“Já era interesse da escola abordar a espiritualidade em um enredo, levando isso para o campo da exaltação. O enredo surge como vontade da própria agremiação, é um enredo interno. Quando analisamos a trajetória da Pauliceia, percebemos uma coesão e uma preocupação constante em valorizar manifestações culturais do Brasil, o que virou identidade da escola”, contou Leandro Santana.

Fundação: 1980

Melhor resultado: 5º lugar no Acesso II

Colocação em 2025: 8º lugar no Acesso II

Torcida Jovem – 21h40

A agremiação alvinegra repete a estratégia recente e segue pelo viés afro. Após homenagear o Maranhão, agora aterrissa na Bahia com “Axé, Raízes e Ritmos da Cultura Afro-Baiana”, assinado por uma comissão de carnaval. A escola terá a estreia do intérprete Ivanzinho.

Fundação: 1969

Melhor resultado: campeã do Acesso II (2023)

Colocação em 2025: 6º lugar no Acesso II

X-9 Paulistana – 22h30

Vivendo uma gangorra recente entre acessos e quedas, a escola aposta no enredo indígena “Yvy Marã Ei: a busca pela terra sem mal”, de Amauri Santos, mirando o retorno ao Acesso I.

“Queria um enredo que falasse dos povos originários de forma positiva e deixasse uma reflexão sobre mudança para a humanidade. Vivemos um momento de superação e é hora de encontrar novos caminhos”, disse o carnavalesco.

Fundação: 1975

Melhor resultado: bicampeã (1997 e 2000)

Colocação em 2025: 7º lugar no Acesso I

Unidos de São Lucas – 23h20

Mesmo rebaixada, a escola vive ascensão recente, com acessos consecutivos até chegar ao Acesso I. Agora tenta retornar com “Meu Tambor é Ancestral… Heranças e Riquezas de um Povo… Um Brasil de Festas Pretas!”, de Anselmo Brito.

“A ideia surgiu do presidente Nanão. O tema é riquíssimo culturalmente e plasticamente”, destacou o carnavalesco.

Fundação: 1980

Melhor resultado: 8º no Acesso I

Colocação em 2025: 8º no Acesso I

Unidos do Peruche – 00h10

A pentacampeã tenta o acesso com renovação de segmentos. O enredo “Oi! Esse Peruche Lindo e Trigueiro. Terra de Samba e Pandeiro, 70 Anos” conecta a história do instrumento à trajetória da escola.

Fundação: 1956

Melhor resultado: pentacampeã (1957, 1962, 1965, 1966, 1967)

Colocação em 2025: 3º no Acesso II

Morro da Casa Verde – 01h00

Com samba apontado como um dos melhores da safra, a escola aposta em “Santo Antônio de Batalha Faz de Mim Batalhador”, de Ulisses Bara, buscando retorno ao Acesso I.

Fundação: 1962

Melhor resultado: 6º no Especial (1970)

Colocação em 2025: 5º no Acesso II

Imperador do Ipiranga – 01h50

Fechando trilogia infantil, a escola leva “Bejiróó, Onipé Doum – Ibeji”, de Rômulo Roque, unindo religiosidade afro e universo lúdico.

Fundação: 1968

Melhor resultado: 5º no Especial (1973)

Colocação em 2025: 7º no Acesso II

Uirapuru da Mooca – 02h40

Campeã do Especial de Bairros, retorna com ousadia: três alegorias. O tema é “Maria Felipa, no Balanço da Maré, a Heroína da Independência”.

Fundação: 1976

Melhor resultado: 6º no Acesso (2010)

Colocação em 2025: campeã do Especial de Bairros

Primeira da Cidade Líder – 03h30

Promessa de ousadia, homenageia Paulo Barros com “Paulo Barros, o Gênio do Carnaval”, desenvolvido por Anderson Rodrigues e os irmãos Minuetto.

Fundação: 1993

Melhor resultado: 4º no Acesso II

Colocação em 2025: 4º no Acesso II

Tradição leva à Intendente a força do Sertão na história de Gardênia Cavalcanti

0

A Tradição levará para a Intendente Magalhães uma história que alcançou a rede nacional. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o carnavalesco da escola, Leandro Valente, contou detalhes do enredo “A Menina do Sertão que Virou Estrela de TV”, que homenageia a trajetória da jornalista e apresentadora Gardênia Cavalcanti, nascida em Santana do Ipanema, no Sertão nordestino, e que construiu, a partir da superação, um caminho de sucesso na televisão brasileira. Segundo ele, mais do que uma biografia, o desfile propõe a valorização do povo nordestino e, especialmente, da mulher nordestina.

IMG 20260206 WA0107

Leandro explicou que a escolha do tema nasceu de um desejo antigo da escola.

“Eu e a presidente Rafaela Nascimento sempre tivemos muita vontade de levar um enredo nordestino para a Tradição. Em 12 anos como carnavalesco da escola, a gente nunca tinha conseguido realizar isso. A Gardênia vem como narradora-personagem, como protagonista da história que a gente vai contar e cantar.”

Valente acredita que o enredo tem tudo a ver com a tradição da escola em abordar temas de empoderamento e desconstruir estigmas.

“Assim como fizemos no Trono Negro, agora a gente quer colocar o povo nordestino num lugar de realeza. Existe esse inconsciente de que o nordestino chega ao Sudeste em um lugar de subserviência, e a gente quer desconstruir essa imagem. Mostrar que uma mulher nordestina pode chegar e vencer, sim.”

O grande destaque do enredo

O grande trunfo, segundo o artista, está na emoção que será transmitida ao cruzar a avenida.

“A entrada vai ser muito emocionante, trazendo a infância dela em Santana do Ipanema e esse deslocamento pelo Nordeste, passando por Paulo Afonso e Recife, com toda essa herança cultural. O setor inicial reúne referências como Bumba Meu Boi, Chegança, Reisado, Maracatu e Frevo, culminando em um final simbólico. A gente volta para esse sertão, para essa terra seca, mas agora iluminada pelas luzes de uma estrela que subiu aos palcos.”

A parte plástica e estética do desfile

No que diz respeito ao visual, Leandro adiantou um projeto ambicioso: equilibrar tradição e modernidade.

IMG 20260206 WA0105

“Dentro de todos os trabalhos que eu e a Rafaela já fizemos juntos, esse é o projeto mais volumoso da Tradição. A gente fala de sertão, de herança nordestina, com muito artesanal — fuxico, renda, detalhe —, mas em contraponto com tecnologia, LED, iluminação e uma estética high-tech. Desse lugar também é possível se comunicar de forma midiática, potente e grandiosa. O desfile terá mais recursos tecnológicos do que projetos anteriores da escola.”

Desafios da Intendente Magalhães

Com longa experiência na avenida, Leandro fala com propriedade sobre os obstáculos de colocar um carnaval na Intendente Magalhães, na Zona Norte, e explica como, neste ano, o enredo ajudou em todo esse processo.

“Posso dizer que sou um expert da Intendente Magalhães. São mais de dez anos fazendo carnaval lá. Já fizemos carnaval sem recurso nenhum, tirando da cartola o que não tinha na carteira. Mas a força desse enredo me abre possibilidades de parcerias, de apoios, de pessoas ligadas à Gardênia, o que permite entregar um carnaval mais rico e confortável. Hoje consigo brindar o público sem precisar me preocupar tanto com essa pressão financeira.”

Mais do que contar a história de uma estrela da TV, a Tradição leva para a avenida uma narrativa de inspiração. Ao transformar a trajetória de Gardênia Cavalcanti em samba, a escola mostra que, no sertão, também nascem sonhos capazes de brilhar para o Brasil inteiro.

Acadêmicos da Abolição propõe reflexão afro-indígena sobre terra e ancestralidade

0

O CARNAVALESCO conversou com Thayssa Menezes e Pedro Duque, carnavalescos da Acadêmicos da Abolição, e eles contaram detalhes do enredo “Chão é Gente: Cultivar, Cultuar e Colher Ancestralidade”, que será o tema do desfile deste ano na Intendente Magalhães.

IMG 0848

Segundo os dois, a temática foi inspirada nos ideais de Nego Bispo e Ailton Krenak, representantes dos saberes quilombolas e indígenas, respectivamente, e propõe uma reflexão afro-indígena sobre a relação entre humanidade, terra e ancestralidade, já que tudo o que envolve nossa cultura e saberes sociais veio desses povos originários e foi se transformando ao longo do tempo.

“A gente estava pensando inicialmente em abordar as ideias do Nego Bispo, mas achamos que poderia ser uma boa convergência juntá-las às ideias do Ailton Krenak. Então pensamos nesse enredo justamente a partir da posição desses dois autores, refletindo essa visão afro-indígena e como ela pode trazer uma outra forma de enxergar a terra, pensando o ser humano como parte da natureza”, contou Thayssa, sobre como surgiu a ideia do enredo.

Pedro complementou, explicando como a narrativa também dialoga diretamente com a história da escola, já que o carnaval é uma festa formada, até hoje, pela comunidade afro-indígena: “Em 2026, a camisa acadêmica da Abolição completa 50 anos. Então, trazer o nosso chão, o chão da escola de samba, confluindo com todas essas ideias do Ailton Krenak e do Nego Bispo, foi uma grande junção que fizemos pensando em valorizar esse chão que é nosso”.

O grande destaque do enredo

Na opinião de Thayssa, o grande trunfo está na forma como o ser humano, em geral, precisa enxergar o conceito de terra. Para ela, é preciso pensar fora da caixa.

IMG 0851

“A gente tenta pensar essa terra não só como espaço de cultivo, mas também como espaço de celebração, como um lugar que fornece outros tipos de saberes. Não é exatamente indígena, nem um enredo ‘afro’ no sentido tradicional, mas como essas visões podem gerar uma materialidade e uma experimentação diferentes”.

Pedro concorda com essa ideia e afirma que, apesar de temas como chão e colheita já serem recorrentes no carnaval, a proposta da Abolição é outra.

IMG 0853

“A gente quer trazer uma outra vertente de pensamento, tanto visual quanto conceitual. Acho que esse é o nosso grande trunfo para o Carnaval do ano que vem”.

A parte plástica e estética do desfile
Sobre a estética do desfile, Pedro adianta que a narrativa também será construída visualmente a partir das cores e da luz, conectando-se ao carnaval apresentado pela escola em 2025.

“O nosso desfile parte de uma escolha cromática muito clara. Ele começa mais escuro e vai, aos poucos, quase amanhecendo, caminhando para essa clareza. Tivemos vontade de vir mais grandiosos no sentido de volumetria este ano. É uma continuidade do trabalho do último carnaval, de trazer uma Abolição muito rica e grandiosa, como ela merece ser”.

Desafios da Intendente Magalhães

Ao falar das dificuldades de realizar um carnaval na Intendente Magalhães, Thayssa destacou a relação com a escola como um ponto fundamental.

“A nossa agremiação nos dá muita estrutura de trabalho no sentido de liberdade criativa, de confiar na gente, no que a gente quer apresentar e experimentar. Essa construção entre a nossa equipe e a escola funciona muito bem.”

Pedro encara esse desafio como um estímulo criativo e uma oportunidade para experimentar novas técnicas artísticas.

“A gente sabe que existem dificuldades, como todas as escolas da Série Prata, mas é aí que mora a criatividade: pegar o mínimo e transformar no máximo. É nesse espaço que a experimentação com materiais não usuais entra em cena, para conseguir apresentar um trabalho imponente e grandioso.”

Com muita pesquisa, sabedoria e emoção, o desfile da Acadêmicos da Abolição virá para provar que o carnaval é mais do que um espetáculo visual. Com esse enredo, a escola convidará o público a refletir sobre uma nova forma de pensar a vida a partir da ancestralidade e dos saberes naturais, lembrando que também fazemos parte da natureza, mesmo que nos esqueçamos disso no dia a dia.

TV Brasil prepara programação temática para o Carnaval com atrações especiais

0

A folia embala diversas produções especiais na telinha da TV Brasil no mês de fevereiro com a faixa Carnavais do Brasil. A emissora pública valoriza as manifestações da cultura popular em diversas regiões do país ao mostrar o desfile das escolas de samba e exibir shows com grandes astros da cena musical brasileira.

Carnavais do Brasil 2026 Tiago Alves Bia Aparecida e Flavia Grossi 01 Credito Rodrigo Peixoto TV Brasil
Tiago Alves, Bia Aparecida e Flavia Grossi Credito: Rodrigo Peixoto / TV Brasil

O canal transmite a performance das agremiações do Grupo Especial de Vitória, no Espírito Santo, na sexta (6) e sábado (7), com a TVE/ES, em rede; o desfile das escolas de samba do Grupo de Acesso 2 de São Paulo, apenas para o estado, no sábado (7); e a apresentação das agremiações da Série Prata, do Rio de Janeiro, no domingo (15) e segunda (16), direto da Intendente Magalhães, para todo o país.

O clima de Carnaval também contagia com os shows dos principais circuitos da folia em Salvador. A programação especial acompanha os espetáculos dos circuitos Barra-Ondina, Campo Grande e Pelourinho durante vários dias, na sexta (13), sábado (14) e terça (17), em diversos horários, com a TVE Bahia, em rede. A emissora ainda tem edições temáticas dos programas Sem Censura e Samba na Gamboa.

Destaques do pré-carnaval

A TV Brasil antecipa a programação de Carnaval neste final de semana. Em rede, o canal exibe o desfile das escolas de samba do Grupo Especial de Vitória nesta sexta (6) e sábado (7), ao vivo, às 22h, em parceria com a TVE/ES, emissora que integra a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

A primeira noite do desfile direto do Sambão do Povo, na capital capixaba, reúne cinco agremiações: Pega no Samba, Novo Império, Unidos de Jucutuquara, Mocidade Unida da Glória (MUG) e Imperatriz do Forte. No segundo dia, o Carnaval de Vitória traz para o palco as escolas Rosas de Ouro, Unidos da Piedade, Independente de Boa Vista, Chegou o Que Faltava e Andaraí.

Carnavais do Brasil 2026 Barbara Pereira e Muka 02 Credito Rodrigo Peixoto TV Brasil

Já no sábado (7), apenas para São Paulo, a TV Brasil apresenta o desfile das escolas de samba do Grupo de Acesso 2 de São Paulo, com exclusividade na televisão aberta, às 21h. Mais cedo, a partir das 20h, a festa já pode ser acompanhada no YouTube da emissora.

A transmissão comandada pelos jornalistas Bárbara Pereira e Muka tem a participação de comentaristas no estúdio. Os apresentadores recebem como convidados especiais a jornalista Carolina Grimião, o pesquisador Felipe Gabriel Oliveira e o jornalista Felipe Rangel. O repórter Lincoln Chaves traz as notícias direto do Sambódromo do Anhembi.
 
O desfile paulista reúne dez tradicionais agremiações que buscam garantir presença no Grupo de Acesso 1 do Carnaval de São Paulo em 2027. Este ano, duas escolas de samba sobem, enquanto outras duas são rebaixadas para o Grupo Especial de Bairros.
 
Samba na Gamboa e Sem Censura no clima de festa
 
Para esquentar os tamborins, a TV Brasil recorda duas edições especiais da mais recente temporada do programa Samba na Gamboa com a presença de personagens conhecidos da folia. Com histórias e repertório da festa momesca, a apresentadora Teresa Cristina traz o carnavalesco Milton Cunha neste domingo (8), às 13h, e recebe o bamba Neguinho da Beija-Flor, no domingo de Carnaval (15), no mesmo horário.
 
Especialista no assunto, o comentarista Milton Cunha aborda desfiles inesquecíveis das escolas de samba do carnaval carioca. Entre a análise de um sucesso e outro, a anfitriã interpreta clássicos com os maiores sambas-enredo de todos os tempos.
 
A cantora Teresa Cristina entoa músicas que atravessam gerações como “Bum Bum Paticumbum Prugurundum”, samba campeão do Império Serrano, em 1982; “Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”, canção do vice-campeonato da Beija-Flor, em 1989; “O Ti Ti Ti do Sapoti”, obra da Estácio de Sá, em 1987; e “Histórias Para Ninar Gente Grande”, samba que deu o título à Mangueira, em 2019, entre outras.
 
No domingo de folia (15), o cantor e compositor Neguinho da Beija-Flor é pura emoção no Samba na Gamboa. Durante o papo com a apresentadora Teresa Cristina, o convidado celebra os 50 anos como intérprete, menciona passagens marcantes de sua trajetória artística, destaca a paixão pela sua escola de samba e se comove ao falar de superações e performances na Marquês de Sapucaí.
O veterano canta obras de seu repertório autoral como “Deusa da Passarela”, “Malandro é malandro, mané é mané”, “Gamação Danada”, “Malandro Também Chora” e “O Campeão (meu time)”. Ainda solta a conhecida voz para lembrar clássicos como “Ângela” e “Sorriso Negro”, entre outros sucessos do gênero.
O Sem Censura também está com programas temáticos. A roda de conversa comandada por Cissa Guimarães apresenta desde o dia 26 de janeiro uma série de edições ao vivo sobre o enredo das 12 escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro com entrevistas de convidados ilustres.
Carnavais do Brasil 2026 Barbara Pereira e Muka 01 Credito Rodrigo Peixoto TV Brasil
Em clima animado nos dias que antecedem o início do Carnaval, o vespertino entra na terceira e última semana de conteúdos especiais com atrações da festa popular no palco e na bancada a partir desta segunda (9). A produção reúne representantes das agremiações que brilham na Marquês de Sapucaí.
O bate-papo inclui intérpretes, rainhas de bateria, passistas, casais de mestre-sala e porta-bandeira, além de ritmistas da bateria das escolas de samba para performances ao vivo, no estúdio do canal público de segunda a quinta, às 16h. Já às sextas, a TV Brasil destaca os melhores momentos da semana.
Folia nas ruas de Salvador e do Rio de Janeiro
Durante o Carnaval, a partir de sexta (13), a TV Brasil acompanha os blocos de rua e os grandes shows de ícones da música nacional, principalmente dos ritmos baianos, com as atrações dos mais importantes circuitos de Salvador.
O canal mostra as apresentações de fenômenos da cultura popular que arrastam foliões nos circuitos Barra-Ondina, Campo Grande e Pelourinho, com as imagens da TVE Bahia, em rede. A programação com as atrações de Salvador ganha a telinha na sexta (13), às 23h; no sábado (14), às 21h; e na terça (17), também às 21h.
Já no domingo (15) e segunda (16) de folia, a TV Brasil transmite para todo o país o desfile das escolas de samba da Série Prata, do Rio de Janeiro, na Intendente Magalhães, na Zona Norte da capital fluminense, para todo o país. A programação começa mais cedo, às 18h, no YouTube da emissora. Já na telinha, a festa das agremiações entra no ar às 20h30 no domingo (15) e às 21h na segunda (16).
Os jornalistas Tiago Alves, Bia Aparecida e Flávia Grossi comandam a apresentação. A repórter Anna Karina acompanha os preparativos das escolas no início dos desfiles, direto da concentração. Já o noticiário da dispersão pauta os repórteres Fernanda Cruz no domingo (15) e Vladimir Platonow na segunda (16).
Ao todo, 29 escolas de samba atravessam a Estrada Intendente Magalhães em dois dias de performances. As agremiações mostram a evolução dos enredos na passarela popular do samba da Cidade Maravilhosa com o objetivo de subir para a Série Ouro e desfilar na Sapucaí em 2027.
No estúdio da emissora pública, Tiago Alves e Bia Aparecida conduzem a transmissão de domingo (15), enquanto Flávia Grossi faz dupla com o jornalista na segunda (16). Os anfitriões recebem convidados especiais para analisar o desempenho das agremiações.
Programação da faixa Carnavais do Brasil na TV Brasil
Desfile do Grupo Especial de Vitória
6 e 7 de fevereiro (sexta e sábado), às 22h em rede
Desfile das Escolas do Grupo de Acesso 2 de São Paulo
7 de fevereiro (sábado), às 21h, exclusivo para São Paulo
Carnaval de Salvador
13 de fevereiro (sexta), às 23h, em rede
14 e 17 de fevereiro (sábado e terça), às 21h, em rede
Desfile das Escolas de Samba da Série Prata do Rio de Janeiro (Intendente Magalhães)
15 de fevereiro (domingo), às 20h30, em rede
16 de fevereiro (segunda), às 21h, em rede
Samba na Gamboa – especial temático
8 e 15 de fevereiro (domingo), às 13h, em rede
Sem Censura – especial temático
segunda a sexta, às 16h, em rede

 

Operação liderada pela Dream Factory já soma 6,6 toneladas de recicláveis no Carnaval de Rua 2026

0

Antes mesmo do Carnaval de Rua do Rio 2026 chegar oficialmente, a operação de coleta seletiva já apresenta resultados expressivos. Nos dois primeiros fins de semana dos blocos oficiais, foram recolhidas 6,6 toneladas de materiais recicláveis (6.608,26 kg), que foram encaminhadas para cooperativas de catadores associadas.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

WhatsApp Image 2026 01 26 at 11.40.08

A ação é capitaneada pela Dream Factory, empresa responsável pela produção e logística do Carnaval de Rua na cidade, e integra a estratégia socioambiental do evento, que tem como meta atingir 100 toneladas de resíduos recicláveis ao longo de toda a temporada, superando as 82,7 toneladas registradas em 2025.

Cem blocos do calendário oficial são selecionados para a gestão dos materiais descartados. O trabalho acontece antes, durante e depois da passagem dos blocos, com uma primeira triagem dos resíduos. Ao final de cada desfile, uma última revisão dos percursos garante que as vias estejam liberadas para a Comlurb, responsável pela limpeza urbana da cidade e pela lavagem dos locais.

A operação Dream Factory é realizada com o apoio de fornecedores especializados que atuam na economia circular e que também são responsáveis pela articulação com cooperativas de catadores. Ao todo, 35 cooperativas participam da empreitada, reforçando o impacto social da iniciativa.

Coleta Seletiva

Ao longo do Carnaval, cerca de 120 profissionais estão envolvidos diretamente na operação de coleta seletiva, utilizando EPIs, big bags, carrinhos de apoio, caminhões e veículos de suporte, em uma ação que busca minimizar intervenções no meio ambiente e gerar renda para quem atua no segmento da reciclagem.

Com alta estrutura, Camarote King faz sucesso entre o público nos dias de ensaios técnicos da Sapucaí

0

Quando o assunto é pioneirismo no carnaval carioca, o Camarote King literalmente sai na frente. Desde 2018, o espaço abre suas portas durante os ensaios técnicos das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, atendendo a uma demanda do público que anseia por curtir o carnaval no sambódromo além dos dias oficiais de desfile.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

king et26 2

Essa percepção fez com que, em 2024, o King se tornasse o único camarote da Sapucaí a funcionar durante os ensaios técnicos da Série Ouro, repetindo o feito neste ano. Essa iniciativa reforçou a valorização cultural das escolas de samba e foi elogiada por muitas pessoas. Durante o segundo dia de ensaios técnicos do Grupo Especial, quando desfilaram Vila Isabel, Salgueiro, Paraíso do Tuiuti e Portela, o público que passou por lá ressaltou a importância da abertura nos dias de ensaio e a experiência geral oferecida aos frequentadores.

“Nós viemos nos dias dos ensaios do Grupo de Acesso quando o King foi o único camarote que abriu as portas. Achamos extremamente importante”, disse o comunicador Marcelo Rocha, de 22 anos, que estava acompanhado do namorado, Igor Bragança, de 25 anos, com quem comanda o portal “Mulheres do Carnaval”.

igorking

“Eu achei fantástica essa iniciativa, porque o carnaval não vive só do Grupo Especial. O carnaval vive da Série Ouro, vive da Intendente Magalhães, que é outro lugar maravilhoso, onde se faz o ‘carnaval do povão’. É o carnaval feito pelo povo e para o povo. Nada mais justo do que abrir o camarote para o povo também”, exaltou a secretária executiva Paula Montini, de 44 anos, que já frequenta o King há outros anos e desfila nas escolas Acadêmicos da Rocinha e Unidos da Barra da Tijuca.

Apaixonados por carnaval, o casal Beatriz Mello, de 39 anos, e Thiago de Souza escolheram o Camarote King para celebrar o aniversário de 37 anos de Thiago.

beatrizking

“É a primeira vez que a gente vem ao King. Aproveitamos a ocasião para unir tudo o que amamos: meu aniversário, carnaval e ensaios técnicos. Decidimos comemorar aqui”, contou o mangueirense Thiago, empolgado.

Apesar de a Mangueira não estar ensaiando nesse dia, Beatriz compartilhou sua ligação com a festa para justificar a data escolhida para a comemoração a dois.

“A Vila Isabel é minha escola de coração, trabalhei quatro anos no barracão da Vila. Fico até emocionada de falar, porque a Vila é de coração. O Salgueiro também é muito forte para mim, porque meu avô era da velha guarda da escola. O samba faz parte da minha história e da minha família, e esse dia não poderia ser mais especial. Hoje eu não trabalho mais com carnaval e nem desfilo mais, mas estar aqui é muito emocionante, porque o carnaval é a minha vida”.

king et26 1

Sobre o espaço, o casal destacou a organização e a inclusão, além de adorar as áreas instagramáveis.

“Achei a entrada linda, amei aquela cadeira que tem para tirar foto, a ornamentação muito bonita, tudo bem organizado, bem sinalizado. Fora a importância dessa preocupação com acessibilidade, fornecendo espaços para pessoas PCDs e com mobilidade reduzida. Isso é inclusão. Todo mundo tem que estar em todos os lugares. Inclusive, abrir para os ensaios da Série Ouro dá oportunidade para quem quer um espaço privilegiado para assistir. Espero que continue nos próximos anos. A Série Ouro merece ser valorizada. É o povo, é a comunidade que faz o carnaval”, concluiu Beatriz.

Estrutura pensada para quem ama escola de samba

Com 2.300 metros quadrados distribuídos em três andares, ocupando todo o módulo 8 no terceiro andar da Sapucaí, além de uma frisa dividida, o King oferece vistas privilegiadas da pista. É ideal especialmente para os amantes do carnaval raiz, que buscam conforto para assistir aos desfiles sem perder o foco, acompanhando as escolas quesito a quesito.

king et26 5

“Eu adoro, porque eu acho que é um camarote sambista, feito para sambista e para quem gosta de assistir aos desfiles. Eles vendem exatamente isso”, afirmou o comunicador Marcelo Rocha.

A boate localizada no primeiro andar é totalmente isolada acusticamente, garantindo que o som ambiente não interfira na apresentação das agremiações, respeitando as normas da Liesa e o público presente nas arquibancadas e nas áreas externas do próprio camarote.

Igor Bragança acrescentou: “Além da questão acústica, temos apresentações de bons artistas, mas a gente não vê shows de grandes nomes que tirariam o foco do maior espetáculo, que é o que acontece na passarela. Por todo esse conjunto de coisas que o King apresenta, hoje ele é o meu camarote favorito”.

Funcionamento nos ensaios e esquema de consumo

O funcionamento se inicia já na primeira sexta-feira de ensaio técnico do Grupo de Acesso e segue por todos os fins de semana até o carnaval.

king et26 4

Durante os ensaios técnicos, o camarote opera de forma reduzida, sem o sistema de open bar ou open food dos dias de desfile oficial, mantendo o foco no espetáculo da avenida. Ainda assim, o público encontra uma ampla oferta de alimentos e bebidas a preços acessíveis.

O cardápio inclui pizzas salgadas e doces, hambúrgueres, salgadinhos, carrinhos de pipoca e batata chips, dentre outros lanches. De sobremesa, há picolés, sorvetes e doces variados. Nos dias oficiais de desfile, também é servido um jantar completo. Já as bebidas vão de cervejas e drinks alcoólicos elaborados a energéticos, sucos, refrigerantes e água.

Valorização dos profissionais que fazem a festa acontecer

Trabalhadora do camarote há muitos anos, Aline Ramos, de 46 anos, responsável pela venda de doces, elogiou a estrutura e falou sobre o acolhimento que recebe no local.

king et26 7

“Eu trabalho no Camarote King desde 2011. Antes, eu trabalhava do lado de fora, e há três anos estou aqui dentro. Eu acho a estrutura muito boa, melhor do que a de outros camarotes. As pessoas são simpáticas, tanto o público quanto com quem trabalho, me dão muita atenção. Ninguém passa despercebido aqui”.

Acessibilidade como diferencial

A educadora Júlia Nascimento, de 31 anos, elogiou a segurança do local e os avanços em questão de acessibilidade.

juliaking

“É o segundo ano que eu venho. O que eu mais gosto é da estrutura do camarote e da segurança. A gente consegue circular, sentar, comer com mais conforto. Este ano, eu achei que está mais estruturado em acessibilidade. Vi rampas, banheiros maiores, intérprete de Libras, cardápio audível para surdos, fones abafadores de ruídos para quem tem sensibilidade ao som. Eu achei muito boa essa iniciativa de abrir para os ensaios da Série Ouro. A primeira vez que eu vim foi em outro camarote, mas aqui eu gostei tanto que fiquei com vontade de comprar para o desfile oficial.”

Outro ponto muito elogiado por ela foi a facilidade para comprar os ingressos, que podem ser adquiridos pela Ticketmaster Brasil ou pelo site oficial do Camarote King.

“A compra do ingresso foi muito tranquila, a entrada também. O leitor de QR Code facilita bastante”.

Experiência aprovada por quem já é de casa

Frequentador assíduo, o empresário do ramo de seguros Franklin Ferreira, de 60 anos, fez um balanço positivo dos anos de experiência no King.

monicaking

“Eu sou salguerense. Eu adoro o King, venho sempre e frequento os outros eventos promovidos por ele durante o ano, como a feijoada. O King tem a melhor comida, é o melhor camarote”.

Franklin estava acompanhado de sua esposa, a fisioterapeuta e parceira de empresa Mônica Pereira, de 59 anos, que fez questão de frisar sua relação de longa data com o camarote e a visão que, segundo ela, diferencia o espaço dos demais da avenida.

“Eu sou cria do Camarote King. Venho desde quando inaugurou e, sinceramente, é o melhor camarote da avenida. Eu já participei de vários outros camarotes, mas, de boa, o King é o melhor. Nota 10 na avenida, em recepção, em bar, em comida, em bebida, em tudo, tudo, tudo. Aqui é maravilhoso”.

Conforto que convida a voltar

Estreantes no King, a professora Carol Suárez, de 29 anos, e a amiga, a enfermeira Fernanda Nicodemos, de 34, relataram que a experiência foi positiva logo de primeira e afirmaram que pretendem voltar nos próximos anos.

carolking

“Estamos gostando bastante. É bem animado, espaçoso e ventilado. Mesmo com muita gente, achei o espaço bem amplo”, afirmou Carol, que fez questão de frisar o refrigeramento do espaço.

Fernanda é baiana, logo, entende bem de grandes carnavais. “Eu já vim à Sapucaí antes, mas há muitos anos, e fiquei na arquibancada. Eu geralmente acompanho o carnaval em Salvador. Esse é só o meu segundo carnaval aqui no Rio, e estar no camarote é uma experiência diferente, que está sendo maravilhosa. A organização é boa e tem bastante variedade para comer e beber. Gostei bastante”.

Quando questionadas sobre a área favorita do camarote, as duas concordaram: “a boate”.