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Embalada pelo clássico ‘Gbala’, Vila Isabel mostra a força do seu chão em mais um ensaio de rua

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A Unidos de Vila Isabel ocupou novamente o Boulevard 28 de setembro, na noite dessa quarta-feira, para realizar mais um ensaio de rua visando o Carnaval de 2024. A agremiação foi a primeira do Grupo Especial a dar início a sua temporada de treinos e já está colhendo os resultados desse calendário antecipado de trabalho. Tendo como bases o excelente carro de som e a inspirada bateria “Swingueira de Noel”, a nova versão do clássico “Gbala – Viagem ao templo da criação”, de autoria de Martinho da Vila, cresceu ao decorrer das últimas semanas, o que desencadeou em um canto cada vez mais potente da comunidade. Esse desempenho da obra também mostra reflexos na evolução da escola, marcada pela leveza e descontração dos componentes. No ano que vem, a azul e branca do bairro de Noel apresentará uma reedição do samba e do enredo que embalaram o desfile de 1993, originalmente desenvolvido pelo carnavalesco Oswaldo Jardim, e que desta vez ganhará a assinatura do artista multicampeão Paulo Barros. A Vila Isabel será a terceira a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, em busca do seu quarto título de campeã na elite da folia carioca.

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Fotos: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO

Mestre-sala e Porta-bandeira

Por conta da ausência dos integrantes da comissão de frente, coube ao primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas, a responsabilidade de vir à frente da escola, abrindo os caminhos para mais um ensaio de rua. A dupla, que em 2024 irá fazer seu terceiro desfile consecutivo conduzindo o pavilhão principal da agremiação, apostou em um figurino simples e leve, nas cores azul royal e nude acetinado. Em relação ao bailado, os dois realizaram uma dança predominante mais tradicional, mas que contou com alguns passos coreografados. O ritmo mais intenso não foi empecilho para que os movimentos fossem precisos e houvesse bastante sincronia de um com o outro. Os anos de parceria contribuem para que o entrosamento entre eles seja excelente, sendo possível observar momentos em que se comunicam e se entendem apenas pelo olhar, algo que reflete positivamente nas apresentações, não sendo diferente no treino da noite dessa quarta-feira.

Bateria

A “Swingueira de Noel” foi um dos grandes destaques desse quarto ensaio de rua da Vila Isabel para o Carnaval de 2024. A boa performance dos ritmistas comandados por mestre Macaco Branco foi fator primordial para o ótimo rendimento do samba-enredo, levantando o público presente no Boulevard 28 de Setembro com suas bossas e convenções. O andamento adotado variou entre 142 e 143 BPM (batidas por minuto), tendo como intuito preservar as características melodiosas da obra. Logo após o término do treino, o comandante da bateria concedeu entrevista para a reportagem do site CARNAVALESCO e fez um balanço do trabalho realizado até aqui. De acordo com Macaco Branco, o que está sendo executado nos ensaios é exatamente aquilo que pretende levar para Marquês de Sapucaí no desfile oficial.

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“Gosto de executar bem, fazer no ensaio de rua como se estivesse no campo mesmo jogando. Está tudo cronometrado, tudo certinho, pensado como se tivesse os módulos dos jurados. E a gente está fazendo praticamente a mesma pegada que foi no desfile de 1993. Para a época, já era um andamento excelente. O 142 BPM (batidas por minuto) não é rápido, mas sim bem tranquilo. Então, a gente está valorizando mesmo e respeitando toda a métrica, o andamento perfeito, para que o samba funcione bem na Avenida. Nossa ideia é ir para o desfile oficial com três bossas mais ou menos, todas na divisão do samba. A primeira é ali na segunda do samba, brincando com essa divisão; já a segunda bossa é no meio, na caída de segunda, que a gente faz um compasso 6/8 (seis por oito), uma parada afro e depois faz um jongo para brincar com os ritmos africanos; já a terceira é na cabeça do samba, quando a letra fala que ‘Quando acaba a criação/Desaparece o Criador/Para salvar a geração/Só esperança e muito amor’, que a gente faz uma dinâmica, uma brincadeira, que zera tudo (para momentaneamente) e volta só com os tamborins, com as caixas e tem uma resposta de primeira e segunda que fica maneiro pra caramba. Enfim, tenho certeza que todos vão gostar demais do que a gente está preparando”, afirmou o mestre de bateria da Vila.

Samba-enredo

Após perder pontos preciosos neste quesito no Carnaval de 2023, que a atrapalharam na briga pelo campeonato na ocasião, a Unidos de Vila Isabel decidiu apostar em uma reedição para o ano que vem. O samba-enredo escolhido para passar novamente pela Marquês de Sapucaí com a escola foi o clássico “Gbalá – Viagem ao Templo da Criação”, de autoria do cantor e compositor Martinho da Vila, maior baluarte da história da agremiação. Tal decisão, até o momento, se mostrou extremamente acertada, vide o ótimo rendimento da obra nos ensaios de rua. O carro de som da azul e branca do bairro de Noel, um dos melhores da folia carioca, foi fundamental para que o samba melodioso, que não possui um momento de explosão, caísse nas graças da comunidade e fosse bem cantando. O intérprete Tinga, responsável por liderar o time de cantores, conduziu a composição de uma maneira vibrante, a ponto de empolgar componentes e espectadores. A bateria “Swingueira de Noel”, comandada pelo mestre Macaco Branco, também ajudou nesse processo, dando um tempero a mais para o hino.

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Harmonia

Além do desempenho espetacular do carro de som e da bateria, o canto da comunidade foi outro fator que contribuiu para que o samba-enredo fosse a grande estrela desse quarto ensaio de rua da Unidos de Vila Isabel. O refrão principal, com os versos “Gbala é resgatar, salvar/E a criança, esperança de Oxalá/Gbala, resgatar, salvar/A criança é esperança de Oxalá”, foi entoado a plenos pulmões por boa parte dos componentes. Além dele, outros dois trechos se sobressaíram e foram cantados com bastante afinco: a subida para o refrão, “Conheceram os valores/Do trabalho e do amor/E a importância da justiça/Sete águas revelaram em sete cores/Que a beleza é a missão de todo artista”, e o início da cabeça do samba, “Meu Deus/O grande Criador adoeceu/Porque/A sua geração já se perdeu”. Entre as alas em si, as que mais se destacaram foram as três primeiras da escola e as duas últimas, que mesmo estando mais afastadas, berraram a obra do começo ao fim.

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Evolução

Embalado pela boa performance do samba, a evolução dos componentes da Vila Isabel foi marcada pela descontração e pela leveza. Os desfilantes vieram soltos, brincando, pulando e cantando. Alguns ainda fizeram uso de acessórios como balões, bastões de luzes e pom poms, que deram um charme a mais para a passagem. Mesmo com esse clima mais relaxado, ao longo de aproximadamente uma hora de ensaio, a escola passou extremamente correta, sem abrir buracos ou ocorrer embolamentos entre as alas. Quanto ao ritmo, as paradas para simular as apresentações em cabines não atrapalharam o andamento da agremiação, que passou de forma cadenciada. Além disso, a entrada e a saída da bateria do recuo aconteceu de forma tranquila, não tendo clarões e nem outros tipos de transtornos.

Outros destaques

A rainha de bateria da Unidos de Vila Isabel, Sabrina Sato, esteve presente no ensaio dessa quarta-feira. Animada, a beldade sambou, cantou e brincou à frente dos ritmistas da “Swingueira de Noel”, liderados pelo mestre Macaco Branco. Com um figurino composto por um vestido azul e uma camisa curta da escola sobreposta, a apresentadora esbanjou beleza e simpatia por onde passou. Ela foi extremamente tietada pelo público que compareceu no Boulevard 28 de Setembro e fez questão de retribuir todo o carinho recebido, tanto que a artista por diversos momentos parou para dar beijos e abraços nos espectadores que lotavam as calçadas, além de tirar diversas fotos com os fãs. Após a conclusão do treino, Sabrina conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO e relatou sobre o sentimento de estar na rua junto com a agremiação.

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“Estar na Vila Isabel, na minha escola, é sempre uma emoção. Eu vim aqui no dia das crianças, participei da festa que fizeram para garatoda da comunidade, e ter vivido hoje esse ensaio de rua foi algo lindo. A rua lotada, cheia da energia do povo da Vila Isabel e com esse samba que fala de resgatar a nossa criança, o nosso lado infantil, de dar valor para os pequenos. Afinal, eles são a chave para evolução. É um samba que fala muito também sobre a criação, a importância de se preservar, que tem uma mensagem realmente linda, que fez história em 1993 e vai arrasar novamente agora. O mestre Macaco Branco deu o gingado dele nessa nova versão, colocou lá todo o swing, e tenho certeza que vai ser um sucesso”, declarou Sabrina Sato.

‘Queremos trazer o samba, de verdade, para cá’, afirma presidente da Cidade das Artes

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Localizada no Trevo das Palmeiras, na Barra da Tijuca, a Cidade das Artes Bibi Ferreira foi o local escolhido para sediar as gravações do álbum oficial com os sambas-enredo das escolas do Grupo Especial para o Carnaval de 2024. Em uma iniciativa inédita, o projeto foi todo elaborado para ter um formato audiovisual, com o intuito de trazer para as faixas a emoção do ao vivo, recriando nelas o clima dos desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Para isso, intérpretes, mestres de bateria, ritmistas, integrantes dos carros de som e compositores das doze agremiações da elite da folia carioca ocuparam a Sala de Ensaios Três, situada no terceiro andar do complexo cultural, onde foi montado todo um aparato para as captações do áudio e do vídeo. Em entrevista exclusiva concedida para a reportagem do site CARNAVALESCO, a responsável pelo equipamento público, Daniela Santa Cruz, deu detalhes sobre como foram as tratativas com a Edimusa, editora musical da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), até ser fechado o acordo para receber a empreitada.

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Fotos: Divulgação

“Foi uma conjunção de fatores. Desde que assumi a gestão da Cidade das Artes, estamos tentando democratizar esse espaço. A ideia é fazer com que aqui aconteçam eventos e espetáculos que interessem a todas as idades, classes sociais e gostos. É claro que, efetivamente, o samba é um dos nossos temas. Nada mais carioca, mais popular do que o samba. Então, acho que o Hélio Motta, que é o presidente da Edimusa, percebeu isso e teve como ideia vir para cá fazer essa gravação. É um projeto muito diferenciado do que eles já fizeram, a questão da imagem está muito mais presente nele, então era importante que fosse uma sala que tivesse uma boa acústica e também fosse uma sala bonita. Eles fizeram uma visita técnica e entenderam que esse lugar era o melhor e isso veio super de encontro ao que a gente queria também”, explicou Daniela.

A presidente da Cidade das Artes ainda explicou que a Sala de Ensaios Três, que possui 7,5 m de altura e 12,8 m de largura, foi inicialmente pensada para abrigar orquestras, mas que com o tempo passou a ser utilizada para outros fins como preparação de peças de teatro. Segundo a gestora, o espaço em questão foi o escolhido após se mostrar o mais compatível diante das necessidades do projeto de gravação do álbum dos samba-enredo, uma vez que tem uma excelente acústica e infraestrutura, podendo ser facilmente adaptado para se transformar em um estúdio.

“Todas as nossas salas são muito preparadas acusticamente. Uma delas é a Sala de Ensaio Três, que foi preparada para ensaios de orquestra, de música, de câmara. Nessa intenção de trazer mais espetáculos, a gente tem usado também para teatro e variados. Além de ter uma sala anexa que serve de produção, a acústica dela é realmente muito boa. Aliás, cada sala de ensaio é um pouquinho diferente. Uma dessas salas tem a possibilidade de o público assistir, tem uma que é a sede da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), e a terceira é a Sala de Ensaio Três, que é multiuso e totalmente voltada para a música de forma estruturada. Tinha espaço suficiente para receber todo mundo, grande o suficiente para ter equipamento de áudio, vídeo, as pessoas da bateria, e a sala contígua foi muito importante para que a operação estivesse próxima da gravação”, pontuou Daniela Santa Cruz.

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Com 97 mil metros quadrados de área construída, a Cidade das Artes ostenta o título de maior complexo cultural da América Latina. O prédio escultural, erguido a dez metros do chão, abriga três salas de espetáculos — a Grande Sala, o Teatro de Câmara e a Sala Eletroacústica — e 21 espaços multiuso, que incluem salas de ensaio, salas de aula, sala de leitura, lojas, galeria, cafeteria e restaurante. Há ainda os jardins integrados, totalmente abertos para o público, e um estacionamento com 750 vagas. Com tamanha estrutura, o local possui capacidade para receber eventos e espetáculos dos mais variados tamanhos e propostas. É justamente pensando nesse potencial que Daniela Santa Cruz tem buscado afastar o estigma de se tratar de um espaço meramente dedicado à cultura erudita, adotando uma política de democratização. Com isso, uma gama de atrações mais diversificadas passou a ser oferecida, aliada a outros tipos de ações que tem como intuito fazer com que uma grande parcela da população que ainda não conhece ou não tem o costume de frequentar o complexo passe a ocupá-lo também.

“Este ano tivemos a possibilidade de começar a mudar essa visão. É um fato que realmente existe aqui uma orquestra sinfônica residente, o espaço foi concebido para este tipo de música, mas as possibilidades de utilização desse complexo é tão grande, tão importante para o Rio de Janeiro, que efetivamente precisa ser usado e explorado das mais diversas maneiras. Até mesmo em função de todos os recursos que foram colocados aqui. Desde que assumi a gestão em fevereiro, a gente teve uma gama variada de eventos e espetáculos, de musicais internacionais que vieram da Broadway a Expo Favela, por exemplo. Aliás, a Expo Favela foi um grande momento em que as pessoas que não estão acostumadas a vir à Cidade das Artes, que não entendiam esse espaço como delas, puderam estar aqui dentro, sendo bem recebidos e verificar que é um espaço aberto para elas. E além dos eventos, festas, peças de teatro e shows de dança, a gente tem tentado tornar isso aqui um lugar de convivência. Nossos jardins estão completamente abertos para piqueniques, o que já tem acontecido. Ou seja, na hora que que a população percebe que a gente tem agora os BRTs amarelos, os amarelinhos, funcionando em plena carga, até o final do ano em todas as trans, da TransOeste a Transcarioca, além de termos uma ligação direta com o terminal Alvorada, vê que é extremamente fácil chegar aqui. Na hora que você dá essa dignidade, que o povo pode vir para cá em um amarelinho como esse com ar condicionado e USB, aumenta esse interesse do público em frequentar a Cidade das Artes. A gente já tem, inclusive, pessoas da Zona Sul vindo de BRT, quebrando um pouquinho o estigma e entendendo que é a forma mais fácil de chegar aqui. Então, a pessoa vem, passa o dia aqui, faz um piquenique, depois vai para um dos eventos ou espetáculos infantis, e acaba ficando até mais tarde para um festival de comida. Já tivemos vários dias em que esses casos, como o do exemplo, foram comuns. Famílias que chegaram aqui de manhã para participar dos eventos gratuitos na sala de leitura, depois ficaram para o piquenique, assistiram uma peça infantil e ainda no final da noite curtiram um festival cervejeiro. Essa é uma meta nossa e queremos que cada vez mais gente tenha esse hábito, essa cultura”, defendeu a gestora.

As atrações e os eventos ligados ao universo do samba estão incluídos nos planos de democratização da Cidade das Artes. Além de servir de palco para as gravações das faixas oficiais das escolas do Grupo Especial para o Carnaval do ano que vem, o complexo irá receber, ainda nos meses de novembro e dezembro, edições especiais do Jongo da Serrinha e da Feira das Yabás. Para os dias de folia em 2024, um calendário totalmente voltado para festa está sendo elaborado, junto com a Riotur, para movimentar o espaço. Na entrevista concedida para a reportagem do site CARNAVALESCO, Daniela Santa Cruz afirmou que essas iniciativas são apenas o começo de uma série de ações para trazer, cada vez mais, a cultura genuinamente popular e carioca para o local.

“É sempre um desafio a gente trazer para cá, por exemplo, rodas de sambas ou outras atrações que já acontecem por todo o Rio de Janeiro, porque é uma experiência nova para todos. Mesmo assim, temos alguns projetos em andamento ou engatilhados. Possivelmente, no ano que vem, vai ser feito aqui um sambabook da Beth Carvalho, por exemplo. Além disso, está previsto para o início do ano, possivelmente junto com a Riotur, uma série de eventos de Carnaval na Cidade das Artes. A ideia é que durante o período de folia termos eventos acontecendo aqui ligados a festa. Ainda em 2023, vamos ter uma edição da Feira das Yabás em dezembro e o Jogo da Serrinha em novembro, como parte da programação especial pelo Dia da Consciência Negra. Tendo isso em vista, a minha impressão é que a o samba está chegando. Infelizmente, eu entrei em cima do último Carnaval, não pude organizar isso para 2023, mas tudo está tendendo para a gente conseguir a partir do ano que vem trazer o samba de verdade pra cá”, relatou a presidente.

Apesar de estar em pleno funcionamento somente a pouco mais de dez anos, a Cidade das Artes é um projeto que começou a ganhar forma ainda em 2002, quando tinha previsão de entrega para o fim de 2004. Na ocasião, o complexo cultural, concebido com o nome de Cidade da Música, sofreu com atrasos e aumentos de custos até ser finalmente inaugurado, mesmo que inacabado, em 26 de dezembro de 2008. No entanto, o espaço não chegou a ser utilizado e foi fechado no ano de 2010 para a conclusão das obras. Dessa forma, o local só foi entrar em atividade em 16 de maio de 2013. A partir daí, diferentes gestões passaram pelo comando do equipamento pertencente à Secretaria Municipal de Cultura do Rio. Ao assumir o posto em fevereiro deste ano, Daniela Santa Cruz fez questão de promover algumas mudanças, que vão além da programação mais ampla, como a implantação da política de encerrar os eventos obrigatoriamente até 01h e o fim das raves. Outras alterações são estudadas e envolvem o diálogo com os mais diferentes órgãos para tornar a experiência do público frequentador cada vez mais agradável.

“O nosso principal trabalho hoje é trazer o público. Queremos que as pessoas entendam que podem chegar, se divertir aqui dentro, pois esse espaço é delas. Algo muito interessante é que este espaço não tem portas. É um complexo cultural que você pode entrar por todos os lados. Então, na hora que o que a própria população entende que é um espaço que ela pode usufruir, não vai ter gestão que possa proibir, né? A não ser que realmente comece a pautar coisas que são muito pouco interessantes, mas o público já vai ter entendido que isso daqui também é deles. Então, para o futuro, a gente está querendo muito focar na questão do BRT, que é a forma mais interessante de chegar aqui. Apesar da gente ter muitas vagas de estacionamento para o público, quando o complexo está funcionando a pleno vapor, elas não dão vazão suficiente. Com o BRT unindo todos os lados da cidade, trazendo pessoas de onde quer que venham, elas podem chegar aqui com dignidade. Esse é um foco muito importante para gente no ano que vem. Estamos fazendo trabalhos em conjunto com a Mobi-Rio. Um exemplo disso é o projeto que temos para a edição da Feira das Yabás que vai acontecer aqui. Nossa ideia é conseguir trazer as yabás de BRT, uma espécie de BRT do samba. No dia 02 de dezembro, tradicionalmente tem o trem do samba, do Marquinhos de Oswaldo Cruz, que é um projeto lindo e queremos meio que fazer uma coisa parecida”, revelou Daniela.

Com 70 anos de história, Bateria Furiosa do Salgueiro é declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Rio

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Se estivesse vivo, Mestre Louro teria completado na última quinta-feira, 2 de novembro, 75 anos, sendo 30 deles, dedicados à Bateria do Acadêmicos do Salgueiro. A Furiosa. De onde ele estiver, certamente, está comemorando o presente que ele e todos os apaixonados salgueirenses receberam nesta quarta-feira. A bateria Furiosa foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial do Rio. A iniciativa do vereador Marcos Braz (PL), a Lei nº 8.157/2023 foi publicada no Diário Oficial do Município de hoje.

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A Furiosa tem 70 anos de história e já foi consagrada com sete Estandartes de Ouro e várias outras premiações. O marcante ritmo salgueirense tem o tarol como instrumento de identidade.

Hoje, a Furiosa é comandada por duas crias do Morro do Salgueiro: mestres Guilherme e Gustavo. os irmãos, de DNA genuinamente vermelho e branco, cresceram na Academia do Samba e estiveram por anos à frente da Bateria Furiosinha, do Aprendizes do Salgueiro. Filhos do saudoso tio Tuninho, um dos maiores ritmistas da escola, os dois mestres mergulharam no mundo da música e se aperfeiçoaram como gigantescos percussionistas e produtores musicais, orgulhando imensamente a Família Salgueirense. Os dois levam o ritmo do Torrão Amado para os quatro cantos do mundo.

Para o vereador, Marcos Braz, o título se deve também ao trabalho realizado durante todo o ano pelos mestres Gustavo e Guilherme e toda a direção da escola de samba na valorização de seus ritmistas.

“O árduo trabalho dessa grande orquestra popular durante todo o ano que se traduz em um ritmo firme, cadenciado, cheio de ginga no desfile na avenida, se revela em um verdadeiro patrimônio cultural de valor único”, disse.

No próximo sábado, a Bateria Furiosa será homenageada pela diretoria salgueirense durante mais uma edição do “Salgueiro Convida”, na quadra da Academia do Samba, no Andaraí. Na ocasião, será inaugurado o novo paredão Instagramável da sala de instrumentos, grafitado pela artista Rafa Mon.

Na posição de uma das mais consagradas muralistas do mundo, Rafa Mon trouxe a arte urbana para as paredes da Academia do Samba, em parceria com a Bateria Furiosa.

A artista começou com um painel interno que traz os mestres Guilherme e Gustavo destacados em meio a diversos tons de vermelho e um painel em homenagem aos povos indígenas na entrada da sala, que promete se tornar o lugar mais fotografado da quadra.

No próximo sábado, 11, o Salgueiro Convida conta com a participação da coirmã Unidos da Tijuca. Os portões da Academia do Samba abrem às 20h30.

Sobre a Bateria Furiosa

Nome de uma orquestra de percussão que pulsa em vermelho e branco. É o ritmo salgueirense que chega para abalar no sagrado terreiro do carnaval. E quando vem… não há quem consiga ficar parado.

Quando se ouve a nossa bateria, surge em forma de ritmo, um patrimônio cultural de valor único, forjado na batida do Alujá, o toque sagrado de Xangô, orixá padroeiro do Salgueiro. Um ritmo firme, cadenciado, cheio de ginga. O corpo responde, em louvação.

É a Furiosa, bateria que tem Lourival Serra, nosso inesquecível Mestre Louro, como seu maior nome. É a batida de um coração que explode cada vez que ela se posiciona na avenida e abre os caminhos para o nosso cortejo africano que desfila todos os anos.

Porto da Pedra prepara ensaio especial para anunciar a volta de Valesca Popozuda

Fazendo jus à máxima de que “o bom filho à casa torna”, a comunidade da Unidos do Porto da Pedra recebe, nesta quinta, Valesca Popozuda como musa para o carnaval 2024.

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“Muito feliz e realizada com essa novidade: meu retorno como musa da Porto da Pedra. É uma escola que marcou a minha história no samba e poder retornar ao carnaval carioca, ao lado deles, é de uma enorme satisfação. Eu já sinto esse clima de carnaval e não vejo a hora de poder pisar na avenida novamente”, diz a funkeira que foi rainha de bateria da escola em 2012 e 2013.

Valesca chega para integrar o time de beldades composto por Giovana Cordeiro, Erika Schneider, Luisa Langer, Isadora Marinho e Paolla Nascimento, esta última, cria da comunidade gonçalense. Juntas, elas irão defender as cores do Tigre de São Gonçalo em seu retorno ao Grupo Especial, quando a escola vai abrir os desfiles da elite do carnaval com o enredo “Lunário Perpétuo: a Profética do Saber Popular”, uma criação de Mauro Quintaes com pesquisa de Diego Araújo.

Natal Sem Fome

Também nesta quinta, a escola lança sua campanha para arrecadar alimentos que serão doados a famílias carentes da região. A entrada para os ensaios semanais passa a valer 1kg de alimento não perecível.

O ensaio começa às 20h e vai até as 23h. A quadra da Porto da Pedra fica na Travessa João Silva, 84.

Serviço: Ensaio de Comunidade da Porto da Pedra com apresentação de Valesca Popozuda
Data: 09 de novembro, quinta
Horário: 20h
Valor : gratuito (1kg de alimento não perecível)
Classificação: Livre

Macaco Branco sobre álbum da Série Ouro: ‘Proposta é emocionar o sambista raiz que gosta do verdadeiro samba-enredo’

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Produtor musical, instrumentista, músico conceituado e mestre de bateria da Vila Isabel. Além de tudo, é um nome bastante respeitado no mundo do samba. Competências que gabaritam Macaco Branco a estar, pelo terceiro ano consecutivo, produzindo o álbum da Liga RJ. Depois do sucesso nas duas últimas edições, a Liga decidiu manter a equipe, que também contempla o técnico de gravação, mixagem e masterização Maurício Fonseca, dono do M&C Studio em Marechal Hermes, local em que acontecem as gravações, onde também o produto final é mixado e masterizado. Formado como produtor musical pelo IATEC (Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação), e há alguns anos músico que acompanha a cantora Mart’nália, Macaco Branco, em entrevista ao site CARNAVALESCO, durante as gravações, falou mais sobre a confiança que a Liga Rj depositou em seu trabalho.

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“Para mim é um prazer imenso estar produzindo pelo terceiro ano consecutivo esse álbum. Hoje em dia não é mais mídia física, é um álbum de áudios para colocarmos nas plataformas digitais e com isso divulgarmos todos os sambas da Série Ouro. Eu só tenho que agradecer a Deus e aos orixás, também ao presidente Wallace Palhares por confiar no meu trabalho e de toda a minha equipe. Claro que eu não trabalho sozinho, tem o Maurício ( Fonseca), que é um irmão, todas as minhas produções eu tento fazer aqui no estúdio dele. É um trabalho que é quase um casamento a grosso modo. A gente se dá muito bem, a gente pensa muito igual, a gente pensa sempre em coisas novas, para poder estar sempre buscando e alcançando sonoridade bastante diferenciada e de qualidade. Estou muito feliz de estar pelo terceiro ano responsável por esse álbum que tem grandes sambas da Liga RJ”, revela o profissional.

Sob a confiança do presidente Wallace Palhares, o produtor musical comanda o processo de confecção do disco que apresenta os sambas da Série Ouro, desenvolvido para as plataformas digitais. Mestre Macaco Branco tem colecionado elogios dos segmentos, entre cantores, mestres, diretores musicais e de carnaval. O profissional aponta que o segredo é fazer tudo com muito carinho e trabalhar em conjunto com os profissionais que compõem a equipe para produção das faixas.

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“O segredo é o amor, é o carinho, a gente quando ama o que faz sempre busca o melhor, não o melhor para mim ou para você, mas o melhor para o todo. É um gênero musical, é o samba-enredo. A galera que vem da escola já vem com grandes ideias e a gente tem um time de arranjadores que é de primeira com o Kaio Calado, o Victor Nascimento, Victor Alves, Andy Lee e o Hugo Bruno. São grandes referências e arranjadores. São multi instrumentistas e já bebem dessa fonte do samba, e vivem disso 365 dias por ano. Ninguém melhor do que os arranjadores do segmento para fazer grandes trabalhos junto com os diretores musicais das escolas, mestres de bateria e cantores. A gente entra, faz uma reunião, dialoga e define, sempre tendo uma proposta de qual vai ser o formato, mas cada um trazendo para sua linguagem, respeitando a identidade de cada escola, a característica de cada bateria. O segredo é a gente lutar pelo melhor. A gente sempre está buscando incessantemente qual é a melhor ideia, o que não vai agredir a música, o que não vai perder a característica das instituições, tudo isso em conjunto”, explica o produtor do álbum da Série Ouro.

Além de mestre de bateria da Unidos de Vila Isabel, comandando a Swingueira de Noel, Macaco tem suas produções musicais ao longo do ano. O músico já trabalhou com direção musical de algumas agremiações, além de outras funções, o que lhe rendeu uma vasta experiência na produção de sambas, lhe conferindo também o conhecimento nos processos. Isto, por exemplo, facilitou a escolha do M&C Studio, lá em 2022, no primeiro ano do projeto, para ser a sede deste trabalho e na escolha dos profissionais.

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“Durante o ano eu passo boa parte do tempo gravando. Eu conheço muitos estúdios. Entres os três que eu mais gravo, aqui no M&C Studio, no Cesinha e no Léo, que são pessoas que fazem um trabalho maravilhoso, como já passo muito tempo aqui com o Maurício, desenvolvemos o projeto há três anos atrás, são três grandes estúdios, mas tenho com o Maurício um carinho e uma liberdade de sentar, trocar uma ideia antes de fechar qualquer projeto, de qual caminho seguir em relação a mixagem, de trabalho técnico, de linguagem, de identidade, a gente conversa e quando começa a trabalhar com a escola, a gente já tem uma proposta alinhada, até porque a gente dialoga muito com a galera da Liga RJ, com o presidente Wallace Palhares, até para a gente poder a cada ano ter um diferencial. E acredito que esse álbum de 2024 vai emocionar todo mundo, a nossa proposta é emocionar o sambista, o sambista raiz , aquele que gosta do verdadeiro samba-enredo”, projeta Macaco Branco.

Além de manter os mesmos profissionais das últimas edições, a Liga RJ também optou por seguir com sua própria gravadora, o que oferece mais agilidade e liberdade no processo de criação. Macaco promete um álbum feito para os sambistas que vai respeitar a identidade de cada escola, cada bateria, cada artista do carnaval.

“O sambista pode esperar um álbum que vai ficar no top 10 das playlists de Spotify, Deezer, Amazon Music, e todas as plataformas digitais. A qualidade sonora está absurdamente boa e as escolas estão vindo com grandes ideias, com ritmistas ‘top de linha’, tocando bem. Os mestres estão com bossas e paradinhas bem elaboradas, respeitando a identidade, a métrica e a melodia do samba, e os cantores estão voando baixo. Aguardem o álbum da Liga RJ para 2024, o povo vai ficar feliz”, promete o produtor musical.

Com Charles Silva e Tiganá, Estácio grava faixa da Série Ouro buscando dar um toque de ancestralidade

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Mais de dois meses após escolher o samba que vai embalar o carnaval 2024, a Estácio de Sá iniciou o processo de gravação da faixa oficial para o disco da Liga RJ. O enredo para o próximo carnaval “Chão de Devoção: Orgulho Ancestral” foi traduzido musicalmente na obra encabeçada pelo compositor Júlio Alves. A ideia é trazer para a Sapucaí o povo preto que disseminou sua cultura e transformou a diáspora africana em solo brasileiro. A arte, religião e dança estarão presentes, conferindo protagonismo ao povo preto e nomeando os heróis e heroínas. No comando do carro de som do Berço do Samba, uma mudança significativa para 2024: Charles Silva irá acompanhar, no microfone oficial da agremiação, o cantor Tiganá, que no desfile passado teve voo solo. Charles Silva, que em 2022 foi a voz oficial da Unidos da Ponte e chegou a participar da preparação da escola para o último carnaval, conta que foi muito bem recebido pela comunidade do morro de São Carlos.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

“A Estácio é uma escola muito receptiva, eu fui abraçado pelo Berço do Samba, por toda a escola, por todos os segmentos, e principalmente ali no carro de som, o Hugo (Bruno) na direção, o Tiganá, que já vinha realizando esse trabalho e a gente agora está junto nesta empreitada. Estamos trabalhando muito para que a gente possa ter o melhor resultado possível e com certeza fazer uma grande espetáculo na Marquês de Sapucaí “, promete Charles.

Agora tendo a companhia do jovem cantor, Tiganá conta que na organização do trabalho dos dois não existe vaidade e que a chegada de Charles só vai fortalecer o carro de som da agremiação.

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“Não há uma divisão, é uma união, agora somos um só. É uma dupla que representa uma voz só, e posso garantir para vocês, ano passado já foi bom, mas esse ano será melhor ainda. Quem tem que se preocupar são os outros. Porque o carro de som da Estácio de Sá está mais fortalecido do que nunca”, afirma Tiganá.

Além de Júlio Alves, a obra escolhida pela escola teve como demais compositores: Claudio Russo, Magrão do Estácio, Filipe Medrado, Thiago Daniel, Diego Nicolau, Tinga, Dilson Marimba, Guilherme Karraz, Barbara Fonseca, Telmo Augusto e Marquinhos Beija-Flor. Tiganá aponta que o trabalho é facilitado por a escola ter selecionado uma grande obra, segundo o cantor, a partir de uma grande safra.

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“A safra de sambas da disputa da Estácio esse ano foi maravilhosa, ano passado já tinha sido excelente. A Estácio de Sá não deixa a desejar nunca em relação a samba. Todos os concorrentes deste ano estavam maravilhosos. Esse foi o samba escolhido, é esse que a gente vai levar para a Avenida, e esse que o Morro de São Carlos vai descer em peso na Sapucaí “, promete Tiganá.

Charles também elogiou a obra e mostrou confiança que a partir do trabalho desenvolvido pela escola na preparação e na gravação, o samba será um dos mais elogiados da Série Ouro.

“A gente tem um grande samba, a gente tem ciência da jóia que a gente tem. Agora estamos trabalhando, temos uma equipe técnica muito boa e a gente tem certeza que a faixa da Estácio será um sucesso, vai ter surpresa para vocês”.

Chuvisco adequa andamento a características do samba

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Desde 2019 de volta ao cargo de comandante da bateria “Medalha de Ouro”, mestre Chuvisco gabaritou o quesito nos dois últimos carnavais na Série Ouro. Querendo manter a correção no trabalho, Chuvisco conversou com a reportagem do CARNAVALESCO durante a gravação da faixa oficial da Estácio de Sá em Marechal Hermes e explicou que procurou adequar o trabalho com os ritmistas à obra que a agremiação vai levar para a Sapucaí em 2024.

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“O andamento, a gente teve um cuidado para este samba porque ele tem uma melodia muito rica, então , a gente não pode ceder muito no andamento, até para aproveitar essa melodia dele e para a gravação a gente está tocando ele bem cadenciado para o pessoal poder acompanhar bem a letra e a melodia, e tenho certeza que todo mundo vai gostar”, espera o mestre.

Chuvisco também contou mais sobre os ensaios da “Medalha de Ouro” e prometeu muito toque de ancestralidade para o desfile.

“A gente ensaia todas as segundas-feiras, como de costume, por enquanto, e daí quando chega mais próximo do carnaval, a gente dá uma intensificada, coloca mais um dia, se necessário mais dois na semana, para poder chegar bem na Sapucaí e a bateria desempenhar um trabalho bem legal como temos feito nos últimos anos. A gente está preparando muita coisa boa, já que estamos falando de ancestralidade, da África, e vai ter muito coisa legal no desfile”, projeta Chuvisco

Ancestralidade presente na gravação da obra

“Vovó Cambinda, chama vó Maria Conga, a Estácio tem mandinga, a Estácio tem mironga” são versos do refrão principal do samba 2024 e já colocam toda a intenção do enredo também de combater o apagamento cultural causado por preconceitos estruturais contra tudo que venha do povo afro-brasileiro. Desta forma, a agremiação entende que isso inclui aprender sobre a história das irmãs e irmãos vindos de regiões da África, cuja, cultura culminou em solo brasileiro na diáspora africana.Para dar este clima, a escola vai apostar já na gravação em toque das religiões de matriz africana como esclarece o diretor musical da Estácio de Sá, Hugo Bruno.

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“O objetivo é valorizar o samba, usar muita macumba, que o enredo já diz, sobre as pretas velhas. A nossa ideia é passar na gravação como se estivesse em um terreiro para valorizar esse samba maravilhoso da Estácio de Sá. Vai ter atabaque, muito agogô, muito caxixi, muita coisa diferente. O samba já veio pronto, não precisou mudar nada”, explica Hugo Bruno

Por fim, o diretor de carnaval do Berço do Samba, Edvaldo Fonseca, apresentou mais detalhes sobre o trabalho de ensaio de canto e de produção no barracão da escola.

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“O trabalho já começou há um bom tempo porque esse ano a gente teve a prerrogativa de escolher muito cedo, já foi algo planejado, a gente queria ter todo o tempo do mundo para trabalhar bem ensaio de canto. Já temos trazido a comunidade com a gente. Estamos trabalhando a partir das consequências, porque a partir da escolha do enredo certo, a gente muita probabilidade de achar o samba certo, que foi o que aconteceu, e a partir daí vamos em um trabalho crescente. Estamos tendo uma adesão muito forte por parte dos segmentos, agora com a comunidade ratificando a nossa escolha. No barracão estamos bem adiantado, fizemos uma apresentação fechada dos protótipos. É um trabalho de coletividade, não tem estrela, tem a constelação que é a Estácio de Sá que todos brilham juntos”, entende o diretor de carnaval da Vermelha e Branca.

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Em 2024, a Estácio de Sá irá se apresentar na sexta-feira de Carnaval, primeiro dia de desfiles da Série Ouro. O chamado “Berço do Samba” será a quinta agremiação a cruzar a Marquês de Sapucaí na ocasião.

Riotur abre inscrições para o concurso que vai eleger o Muso, Musa e Pessoa Cidadã LGBTQIAPN+ não binária do Carnaval 2024

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Em uma iniciativa pioneira, a Riotur vai realizar o concurso para eleger o Muso, Musa e Cidadão LGBTQIAPN+ não binária do carnaval 2024. Até o próximo dia 10, os aspirantes aos títulos poderão se inscrever. As inscrições são gratuitas e serão realizadas, por meio do preenchimento de ficha de inscrição, de forma presencial, na sede da Riotur. O endereço é: Rua Dom Marcos Barbosa, 02/ 2º andar – Diretoria de Operações – Cidade Nova, das 10h às 17h.

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Uma comissão julgadora composta por membros indicados pela Diretoria de Operações da Riotur, farão a pontuação de 05 a 10 aos candidatos. Serão avaliados os seguintes critérios: facilidade de expressão e desembaraço, simpatia, espírito carnavalesco e domínio da arte de sambar.

Os selecionados vão receber a faixa com o título de Muso, Musa e Cidadã LGBTQIAPN+ não binária do carnaval 2024 e vão representar a comunidade em eventos promovidos perla Riotur até 19 de fevereiro de 2024.

Para concorrer ao título, o candidato precisar ser morador do Rio de Janeiro, ser maior de 18 anos, ter concluído o ensino fundamental, e identificar-se como integrante da comunidade LGBTQIAPN+. O regulamento pode ser conferido no site da Riotur, http://www.riotur.prefeitura.rio, ou pelo e-mail: [email protected] ou na sede da Riotur.

Superliga e secretaria de Cultura firmam parceria para oficina de elaboração de projetos

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A Superliga Carnavalesca do Brasil, em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, SEBRAE e, com o apoio da Federação da Indústria Criativa Cultural do Carnaval do Estado do Rio de Janeiro, FICCCERJ, oferecerá 40 vagas para a oficina do Território Cultural, que visa orientar os gestores das agremiações nas questões de elaboração de projetos para a participação em editais. Ao final da oficina, os representantes das agremiações participantes receberão certificado de participação emitido pela Escola Estadual da Cultura. O presidente Pedro Silva celebrou a parceria e comentou sobre sua expectativa para a oficina.

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Foto: Guilherme Maia Reis/SECECRJ

“É com enorme satisfação que firmamos essa promissora e valorosa parceria com a Secretaria de Cultura e o SEBRAE. Através dessa oficina de preparação para projetos de carnaval, visamos um maior índice de aprovação das escolas de samba da Intendente Magalhães nos editais do Estado. O encaminhamento já foi feito e as inscrições estão sendo realizadas. Deixo aqui meu agradecimento a secretária Danielle Barros, além, claro, toda equipe do gabinete, e também nosso amigo Sérgio Firmino que muito nos honra com o apoio apresentado pela FICCCERJ”.

A solenidade, que firmará a parceria entre a entidade e a Secretaria, além da abertura da oficina, ocorrerá no dia 9 de novembro, quinta-feira, às 14h, no auditório Darcy Ribeiro, da Biblioteca Parque Estadual, no Centro.

Liesa recebe mais de 4.500 pedidos válidos de pré-reserva de frisas para os desfiles do Grupo Especial

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) recebeu na manhã de segunda-feira mais de 4.500 pedidos válidos para a pré-reserva de frisas para os desfiles do Grupo Especial de 2024. As solicitações foram realizadas de maneira online, pelo site oficial da entidade que organiza o Rio Carnaval.

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Foto: Riotur/Divulgação

Em função do alto número de acessos simultâneos, o sistema chegou a apresentar instabilidade durante o início do período, sendo normalizado em seguida.

Os contemplados com as reservas serão conhecidos a partir do dia 30 de novembro de 2023, pelo telefone (21) 3190-2100 ou na Central Liesa de Atendimento, que fica na Rua da Alfândega, 25, ljs B/C – Centro, entre 9h e 16h.