O Rio Carnaval inicia uma nova etapa das vendas para 2027. A partir desta quarta-feira, quem adquiriu o “Ingresso Sambista” já poderá selecionar o dia de preferência para assistir aos desfiles na Sapucaí, após a definição da ordem oficial das apresentações das escolas de samba.
A escolha poderá ser feita de acordo com a disponibilidade de ingressos para domingo, segunda ou terça-feira. Para isso, o comprador deverá acessar a plataforma da Ticketmaster utilizando o mesmo cadastro usado no momento da compra.
A Liesa orienta que o público confira atentamente a seleção antes da confirmação final. Após a conclusão do resgate, não será possível alterar a data escolhida.
Vale lembrar que o “Ingresso Sambista” permite ao público garantir lugar antecipadamente com flexibilidade para decidir posteriormente o dia de preferência. A modalidade teve vendas limitadas e contou com valor promocional em relação ao ingresso tradicional.
Assinado pelo carnavalesco Jack Vasconcellos, a Verde e Branca irá se inspirar na obra “América Invertida”, do uruguaio Joaquín Torres García, como ponto de partida para um tema que visa repensar os nortes do continente de forma que valorize a América Latina. Com histórico vanguardista e pioneiro, a Mocidade promete uma verdadeira Revolucão Latino-Americana Independente de Padre Miguel ao fazer todos repensarem que nosso Norte é o Sul.
O carnavalesco da escola, que conquistou o terceiro lugar em 2020, reforça a importância de um enredo tão potente para o momento dos Independentes.
“O Enredo é um manifesto que propõe uma revolução de visão carnavalizada na qual a América Latina toma, ou retoma, o poder. Vamos ironizar a hegemonia cultural colonizante e imperialista pleiteando reparações e trazendo novas perspectivas para um futuro mais latino.” concliu, Jack.
A sinopse do enredo será divulgada nesta quinta-feira. Já a explanação do enredo feita por Jack aos compositores será no dia 27 de maio, às 20h, na quadra da Vila Vintém.
A Estrela Guia será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de carnaval.
Sempre pautada pelo diálogo e pela valorização de seus poetas, a Imperatriz Leopoldinense utilizou suas redes sociais para anunciar um pacote de novidades e reformulações profundas no processo de escolha de seu samba-enredo para o Carnaval 2027. As medidas foram definidas após um encontro estratégico promovido entre a diretoria e a ala de compositores da agremiação, onde sugestões, opiniões e reflexões foram ouvidas e transformadas em ações práticas. “A memória do rei e o sumiço de Dona Júlia” é o enredo da Imperatriz Leopoldinense para o carnaval 2027. Com a curiosa proposta, a escola de Ramos vai levar para a Marquês de Sapucaí, no ano que vem, uma narrativa que une mistério, ancestralidade e cultura popular, ao se debruçar na história real de uma calunga de maracatu desaparecida por três décadas.
Em comunicado oficial, a escola destacou o espírito de união que norteia essa nova fase: “O diálogo, a construção coletiva e a valorização dos nossos compositores seguem como pilares fundamentais da nossa trajetória! Então, após o encontro promovido com os compositores, as sugestões, as opiniões e as reflexões sobre o processo de disputa de sambas-enredo foram compreendidas como demandas importantes. Seguiremos trabalhando pra fazer valer o maior investimento dos poetas: O TALENTO!!!”.
As novas diretrizes visam desonerar os participantes, dar mais liberdade criativa e focar estritamente na qualidade da obra musical apresentada na quadra. Confira abaixo todas as novidades anunciadas pela Rainha de Ramos:
Valorização do bolso e acesso facilitado
Isenção total de taxas: Entendendo os altos custos que envolvem a criação de um samba-enredo, a Imperatriz decretou que “poeta não paga taxa”. A inscrição de obras para o concurso de 2027 será totalmente gratuita.
Entrada franca na quadra: Para garantir que a comunidade e os sambistas apoiem o evento, a entrada será gratuita para os componentes que apresentarem a carteirinha da GRESIL (Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense) e também para integrantes de escolas coirmãs.
Produção audiovisual e menos burocracia
Clipe por conta da escola: Com o lema “Tá na conta da Rainha”, os tradicionais videoclipes de divulgação dos sambas concorrentes serão integralmente produzidos pela própria Imperatriz, retirando mais esse custo financeiro das parcerias.
Liberdade na caneta: A escola anunciou a redução dos encontros de tira-dúvidas com a ala e decretou o fim da obrigatoriedade de apresentação da melodia nas etapas preliminares, dando maior autonomia para os criadores.
Disputa mais ágil e limitação de intérpretes
Calendário reduzido: Sob a máxima de que “Tempo é dinheiro”, a Imperatriz encurtará o formato da disputa, realizando um número menor de eliminatórias até a grande final.
Teto para defensores do Grupo Especial: Para equilibrar as forças no palco, cada parceria poderá contratar, no máximo, um intérprete do Grupo Especial para defender a sua obra na quadra.
Foco exclusivo no samba: proibições na quadra
Reforçando o posicionamento de que “O que vale é o samba!”, a diretoria proibiu expressamente a presença de torcidas organizadas nos dias de eliminatória. Também está terminantemente vetado o uso de camisas personalizadas, bandeiras, adereços ou qualquer elemento visual que possa sugerir preferência ou criar vantagens que não sejam estritamente a qualidade do samba-enredo na avenida.
A Liga RJ segue avançando no planejamento oficial do Carnaval 2027 da Série Ouro. Na noite da última terça-feira, a entidade realizou uma reunião de alinhamento com os diretores de carnaval das 17 agremiações filiadas, no Auditório da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), no Centro. O encontro reuniu representantes das escolas e dirigentes da entidade para discutir os principais pontos operacionais e estratégicos do próximo ano.
Conduzida por Moacyr Barreto, diretor de carnaval da Liga RJ, a reunião contou também com as presenças do presidente Deo Pessoa e do vice-presidente Bruno Alvez. Entre os temas debatidos estiveram as obras da Fábrica do Samba, ensaios técnicos, movimentação de alegorias, finais de samba-enredo, cronograma de gravações do CD oficial, além do Esquenta Carnaval e ajustes no regulamento da competição.
Para Deo Pessoa, o momento representa mais um passo importante na construção de um ambiente de trabalho integrado entre as agremiações, fortalecendo o planejamento conjunto e a valorização do espetáculo apresentado na Marquês de Sapucaí.
“Avançamos na construção de um diálogo pautado no trabalho, na dedicação e no respeito de todos pelo Carnaval da Série Ouro. Embora exista a disputa pelo título, é fundamental que ela seja salutar e fique restrita à pista dos desfiles, mantendo um convívio coletivo harmonioso no período que antecede essa disputa”, destacou o presidente da Liga RJ.
Durante o encontro, ficou definido que as reuniões de alinhamento passarão a acontecer mensalmente, promovendo uma integração contínua entre a entidade e as escolas ao longo de toda a preparação. Os desfiles da Série Ouro, em 2027, acontecerão nos dias 5 e 6 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí.
Atual campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro já iniciou a caminhada rumo ao Carnaval 2027 e vai em busca do bicampeonato com um enredo de forte ligação com a ancestralidade africana e a tradição oral. A vermelho e branco de Niterói anunciou, por meio de publicação nas redes sociais, o tema que será desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon e pelo enredista João Gustavo Melo. O título do enredo é “Griô”. A escola levará para a Marquês de Sapucaí uma reflexão sobre os griôs, figuras fundamentais na preservação das memórias, histórias e saberes de diversas populações da África Ocidental. Na publicação oficial, a agremiação destacou o papel das escolas de samba como herdeiras dessa tradição ancestral da oralidade.
“A cada ano, as escolas de samba bordam, por meio dos seus enredos, um grandioso tecido com os fios do passado. Tecnologia cultural essencialmente preta, que espalha aquilo que o Brasil nem sabia que precisava conhecer”, escreveu a Viradouro.
Segundo o texto divulgado pela campeã carioca, o desfile abordará a importância da transmissão oral dos conhecimentos, ritos, cultos e ensinamentos passados entre gerações, exaltando personagens responsáveis pela preservação das memórias negras diante do apagamento histórico.
A narrativa partirá do mito de Kwaku Ananse, personagem tradicional das histórias africanas, passando pelos antigos clãs Djéli do Império Mali, até chegar às manifestações populares brasileiras e às próprias comunidades das escolas de samba. A proposta da Viradouro é estabelecer uma conexão entre os griôs africanos e os baluartes que mantêm viva a cultura do samba no Brasil.
A escola também ressaltou a identificação das agremiações carnavalescas como verdadeiras linhagens culturais, guardiãs de saberes transmitidos “de boca a ouvido” ao longo do tempo.
“Cada voz que se levanta para cantar um samba amplifica a voz de um Griô. Salve os guardiões da memória ancestral!”, concluiu a publicação.
Com mais um enredo de matriz afro-brasileira e forte densidade cultural, a Viradouro aposta novamente em uma temática ligada à valorização da memória e da identidade negra para tentar conquistar mais um título no Grupo Especial do Rio.
Na noite da última segunda-feira, ocorreu o lançamento da coleção Cardeais do Samba, no Espaço Cultural da Liga-SP, na Fábrica do Samba. A publicação reúne cinco volumes, cada um com uma história biográfica de nomes considerados pilares fundamentais do samba paulistano. Além do lançamento das obras, houve também a apresentação da Mocidade Unida da Mooca, que, em 2027, fará uma homenagem com o enredo “Modupé, Cardeais!”.
Embalada pela voz do intérprete Gui Cruz, aniversariante da noite, e pela bateria “Chapa Quente”, a apresentação foi mais que especial e contou com homenagens ao embalar os sambas-exaltação da Nenê de Vila Matilde, Vai-Vai, Unidos do Peruche, Camisa Verde e Branco, Lavapés Pirata Negro e Barroca Zona Sul, escolas por onde os cardeais passaram e ajudaram a construir o que conhecemos hoje.
Dos cinco autores, apenas Tadeu Kaçula não esteve presente no evento, por compromissos externos, mas enviou um vídeo para ressaltar o projeto, no qual contou a história de Seo Inocêncio Tobias.
“Desejo que este livro, que tive o privilégio de escrever sobre a história de Seo Inocêncio Tobias, sirva também como um importante inventário para as futuras gerações e para todas as pessoas que entendam e vejam esse homem como um farol, uma mente brilhante que ajudou a construir o samba do carnaval de São Paulo”.
E, falando de Seo Inocêncio Tobias, não tem como não lembrar de seu melhor amigo, Seo Pé Rachado, que foi presidente do Vai-Vai por 25 anos e responsável por transformar o cordão Vai-Vai, que existiu até os anos 1940, na estrutura de uma escola de samba. Claudia Alexandre foi a escritora responsável por contar a história de Seo Pé Rachado, que teve sua trajetória escrita pela primeira vez, e ressaltou que ainda há muito a ser contado.
“Algo que senti de diferente ao pesquisar sobre Seo Pé Rachado é que ninguém havia escrito sobre ele. Então, considero o livro dele um ensaio, que me instiga a pesquisar e me aprofundar mais sobre sua história. Como a coleção é formada por livretos, tivemos o desafio de escrever o momento em que os cardeais se inserem no carnaval. Ainda há muita coisa a ser escrita sobre Seo Pé Rachado, e quero muito aprofundar essa pesquisa e sua história”.
Agora, seguindo do Bixiga para a Vila Matilde, Seo Nenê também teve sua história contada em um dos cinco livros da coleção, escrito por Tiaraju Pablo D’Andrea, que destacou a chegada da escola ao bairro.
“Uma coisa que me chamou a atenção durante as pesquisas é como a Nenê de Vila Matilde se transforma em uma escola que vai abrigar a população negra da Zona Leste. Isso é interessante porque a Vila Matilde não era, necessariamente, um bairro negro. Mas, quando a Nenê foi fundada, há relatos, inclusive de Seo Nenê, de que as pessoas gostariam de expulsá-los, de que não os queriam ali, e tiveram de se acostumar com a presença da escola.”
Outra agremiação marcada por histórias de superação é a Unidos do Peruche, de Seo Carlão, que foi enredo da Filial do Samba em 2025 e faleceu dias antes do desfile oficial em sua homenagem. Bruno Baronetti foi o escritor da biografia de Seo Carlão e contou que conviveu com o cardeal e teve a oportunidade de ouvir suas histórias.
“Durante meu mestrado, em 2015, Seo Carlão foi um dos meus entrevistados e, desde 2017/2018, frequento a casa dele, onde passei a fazer uma série de entrevistas. Lancei uma biografia em 2019 e tive a oportunidade de escutar as histórias que ele viveu, como a luta por uma escola no Parque Peruche e a resistência durante a Ditadura Militar, quando a escola foi invadida. Então, me considero muito sortudo por ter convivido com ele e entrevistá-lo”.
E, encerrando a coletânea dos cinco livros, não poderia faltar ela, considerada a fundadora do samba paulista: Madrinha Eunice, fundadora da escola mais antiga de São Paulo, a Lavapés Pirata Negro. Lyllian Bragança detalhou um pouco do processo de pesquisa sobre a cardeal.
“Madrinha Eunice teve uma pesquisa difícil na parte documental, pois ela era de Piracicaba, cidade do interior de São Paulo, e lá registraram seu nome errado. Em vez de Deolinda Madre, colocaram Mader, e foi difícil encontrá-la. Mas Madrinha Eunice tem muitos afilhados, e acredito que isso seja uma sorte. Ela entendeu que o legado dela seriam as crianças e cuidou delas. Então, automaticamente, elas falam dela”.
A coleção de livros é da Editora Dandara, em parceria com a Iniciativa Negra, e a versão digital está disponível para download em PDF no site da Iniciativa Negra.
Na próxima sexta-feira, dia 22 de maio, a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, em parceria com o GRES Mocidade Independente de Padre Miguel, realiza a primeira edição da FliMocidade iniciativa que integra o Circuito de Festas Literárias da Rede Municipal de Ensino. A quadra da Mocidade, espaço historicamente ligado ao carnaval, será ocupada como território de educação, memória, arte e convivência comunitária. A proposta é aproximar estudantes da literatura e das diferentes manifestações culturais por meio de atividades que valorizam identidade, pertencimento e formação cidadã.
“Quando a escola ocupa espaços culturais do território, como uma escola de samba, ela amplia horizontes e fortalece vínculos com a comunidade. A FliMocidade nasce justamente desse encontro entre educação, cultura e pertencimento. Queremos que nossos estudantes reconheçam esses espaços como lugares de aprendizagem, criatividade, memória e construção de identidade”, afirma Hugo Nepomuceno.
A programação foi organizada para atender estudantes da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I durante o dia, além de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno. Entre as atrações está o Planetário Móvel, com projeções imersivas em uma cúpula inflável que apresentam conteúdos ligados à astronomia e à ciência de forma lúdica e interativa.
O evento também contará com oficinas, apresentações artísticas, brincadeiras tradicionais e experiências educativas, além de apresentação do GRES Mirim Estrelinha da Mocidade, oficina de fantasias da Mocidade e uma roda de samba-enredo celebrando a tradição cultural da escola.
“Aqui na Mocidade, nós valorizamos muito a história da Escola. Fazer esse evento é um marco para reforçar a importância literária no dia a dia dos nossos e de falar do quanto a Estrela Guia mudou a vida dessa região. São 70 anos de vida e um legado gigante. Será com certeza um dia histórico para todos nós”, conclui Fernanda Mazzei, Coordenadora do Departamento Cultural da Mocidade
Confira a programação:
9h – Monique Maciel – Toda Rainha Tem Sua Beleza! Aqui Você Se Torna Uma Realeza!
10h – Priscila Januzzi – Nascer Do Coração
10h30 – Moisés Machado – Movimento Sextou
11h – Abertura com a Estrelinha da Mocidade
14h – Ellen Vieira e Maria Flores – Maria Conta Histórias
14h30 – Rosaline Alves da Silva – O Grito (Resignificando a voz do Pequeno Jornaleiro)
15h – Julio Soares – Pedrinho Adinkra
15h30 – Letícia Campos – Storytelling: What Am I Thankful For?
16h – Negra Gi – Da Minha Cor; Onde É O Lugar De Dandara?
18h30 – Oficina de Fantasias da Mocidade
19h – Oficina de Passistas da Mocidade
19h30 – Roda de Samba Enredo da Mocidade
Serviço
FliMocidade – 1ª Festa Literária da Mocidade
22 de maio de 2026
Das 9h às 21h30
Quadra do GRES Mocidade Independente de Padre Miguel
Rua Cel. Tamarindo, 38 – Padre Miguel – Rio de Janeiro
Após definir a posição que irá encerrar os desfiles do grupo especial durante o carnaval de 2027, a diretoria da escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi convoca os compositores interessados para na próxima sexta-feira participarem da entrega da sinopse para o concurso que irá escolher o samba-enredo que embalará o desfile “Ogbódirin, Ògbóni”.
A explanação do enredo e a apresentação das regras com os detalhes das eliminatórias acontecerão às 20h30 no auditório da Liga-SP, na Fábrica do Samba, situada a Avenida Doutor Abraão Ribeiro, 505 – Bom Retiro.
O samba de Maricá segue atravessando fronteiras. Diretora artística e coordenadora da ala de passistas da União de Maricá, Kellyn Rosa vem vivendo mais uma experiência internacional de destaque, pelo terceiro ano consecutivo, como diretora convidada da ala de passistas do Ginga Brasil, tradicional bloco carnavalesco de São Francisco, na Califórnia, nos Estados Unidos.
Fundado em 1989 pela dançarina e gestora cultural baiana Conceição Damasceno, o Ginga Brasil é um dos grupos mais antigos e respeitados do Carnaval de São Francisco, considerado o maior carnaval de rua da Costa Oeste norte-americana. Voltado à valorização e difusão da cultura carnavalesca afro-brasileira, o bloco já recebeu nomes importantes como a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o tradicional Ilê Aiyê.
Durante sua residência artística de um mês na Califórnia, Kellyn é responsável pela preparação e coreografia da ala de passistas, formada por mais de 60 bailarinos, além de ministrar workshops para estudantes de samba em diferentes regiões do estado. Segundo ela, representar a União de Maricá e o samba brasileiro em outro país é motivo de orgulho e responsabilidade.
“Voltar ao Ginga Brasil pelo terceiro ano seguido é muito especial para mim. É uma troca cultural muito forte, onde conseguimos mostrar a potência do nosso samba, da nossa dança e da nossa ancestralidade para pessoas de diferentes partes do mundo. Levar o nome da União de Maricá e da nossa cultura para fora do país é algo muito gratiante”, destacou.
Neste ano, o Ginga Brasil apresenta o enredo “Recôncavo: Umbigo do Mundo”, celebrando a força cultural do Recôncavo Baiano por meio do samba afro e samba de roda, levando às ruas de São Francisco uma bateria com mais de 30 ritmistas. A artista também ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelo bloco nos Estados Unidos.
“O Ginga Brasil faz um trabalho essencial de preservação e valorização da cultura afro-brasileira. Ver tantos jovens e adultos interessados em aprender samba, respeitando nossas raízes e nossa história, é algo muito bonito de acompanhar”, completou.
O desfile do Ginga Brasil acontece no próximo dia 24 de maio, domingo, pelas ruas de São Francisco, na Califórnia.
O resultado do Carnaval 2026 gerou um misto de sentimentos entre orgulho e frustração. Visando voltar à disputa, a Mocidade Independente de Padre Miguel passa por uma reorganização, que indica a chegada de novos integrantes, como a porta-bandeira Rafaela Theodoro e o intérprete Evandro Malandro. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o diretor executivo Bryan Clem detalhou o planejamento da escola, que busca superar a decepção do ano anterior e alcançar o topo do pódio.
“Orgulho pelo que a gente apresentou na avenida. Um pouco de frustração pelo resultado. A gente esperava esse resultado, estarmos no sorteio hoje. Triste de não estarmos no sorteio, mas muito motivado para conseguir voltar para o sorteio no ano que vem. O resumo é esse: um pouco de tristeza, decepção, mas orgulho de ter apresentado esse carnaval”, disse Bryan Clem em relação ao último carnaval.
O diretor afirma que o pós-carnaval foi o momento em que a escola aproveitou para fazer uma análise crítica dos processos internos. A frustração por não retornar ao Sábado das Campeãs serviu como combustível para um novo momento da verde e branco.
“A gente olhou para dentro de casa e mudou muita coisa. Tivemos muitas trocas, visando à melhoria de resultado. Estamos muito felizes com o time que a gente montou e acho que isso vai render ótimos frutos para a gente”, afirmou Bryan.
Para o Carnaval 2027, a estratégia foi contratar nomes de peso do carnaval. A chegada do carnavalesco Jack Vasconcelos, do intérprete Evandro Malandro e da porta-bandeira Rafaela Theodoro expressa o que Bryan define como “medalhões de peso”.
“São três medalhões de peso no carnaval. A escola se reforçou com pessoas de muito talento, de muito peso e de muito nome também, pelo que eles entregam. A confiança no trabalho deles é muito forte para a gente”, explicou o diretor.
Quanto ao enredo, ele já foi decidido, porém há um suspense no ar, e Bryan não deu muitas informações, apenas afirmou que será “a cara da Mocidade”. Além disso, quando questionado sobre a data de divulgação, o mistério se manteve, mas ele revelou que talvez possa ser divulgado ainda neste mês de maio.
“A gente fez uma escolha. O Jack é um cara muito inteligente, que defende como poucos o enredo. Pode esperar um enredo com a cara do Jack e com a cara da Mocidade”, comentou Bryan Clem.