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Emocionante! Cinebiografia sobre Mussum tem pré-estreia na Mangueira, grande paixão do humorista

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A quadra da Estação Primeira de Mangueira se transformou em cinema, na noite de quarta-feira, para a exibição da cinebiografia “Mussum, o Filmis”, que conta a história de um dos filhos fiéis da Verde e Rosa, o sambista-humorista, Mussum, ele que desfilou por anos com a comunidade e, inclusive, atuou como diretor da ala das baianas foi uma das inúmeras personalidades a levar a Mangueira para todos os cantos do Brasil. Dirigido por Silvio Guindane e protagonizado por Ailton Graça, a estreia está marcada para 2 de novembro, porém, a comunidade da Mangueira pôde conferir em primeira mão a emocionante homenagem. Ao final, houve ainda um show com os principais segmentos da agremiação, nele, todo elenco presente do filme sambou ao som dos sambas marcantes da verde e rosa, principalmente, Ailton Graça.

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Fotos: Luan Costa/CARNAVALESCO

A comunidade, como esperado, marcou presença em peso para acompanhar a exibição do filme, com cenas gravadas na quadra, foi como se as pessoas se reconhecessem em cena, o filme acerta em retratar de forma fiel a discriminação que o samba sofreu no passado e principalmente a importância da escola de samba na formação de muitas crianças.

Mussum nunca escondeu o amor que sentia pela Verde e Rosa, inclusive, ao lado de Alcione, foi um dos fundadores da Mangueira do Amanhã, projeto social que conta com a participação de crianças e adolescentes oriundas da comunidade. O filme mostrou a relação do humorista com o morro e consequentemente com a agremiação. Para todos os moradores, ele era conhecido como Mumu da Mangueira, tamanha era a identificação que tinha com a escola.

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Um dos momentos mais bonitos e que fizeram o público presente se emocionar foi quando Cartola, interpretado brilhante pelo ator Flávio Bauraqui, fez uma participação, alguns foram às lágrimas durante a cena e a caracterização do ator impressionou.

Grande entusiasta do carnaval e principalmente da Mangueira, onde já participou do concurso de samba-enredo no último carnaval, o ator Ailton Graça deu vida ao personagem título do filme. Completamente entregue, ele mostrou que se dedicou de corpo e alma para entregar ao público um trabalho rico em detalhes. Para quem não conheceu Mussum, basta ir ao cinema que vai encontrar uma representação a altura de quem ele foi.

“Esse trabalho, dentro dessa gigante escola de samba foi de muita responsabilidade, agora estar aqui hoje ao lado de tantos gigantes, com tanta gente preta reunida foi um dos grandes presentes que recebi nessa vida”, frisou o ator.

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Em sua fala, Ailton também destacou a felicidade de ter sido o escolhido para representar Mussum e falou como foi importante para ele ter a pré-estreia do filme na quadra da Mangueira. Contou ainda que vem tentando controlar a ansiedade e nervosismo com a estreia, e desejou que todos os presentes pudessem se emocionar com a história, além de compartilhar para que mais pessoas fossem aos cinemas assistir.

“Estar aqui hoje é muito importante pra mim, em um dos períodos do Mussum, ele ficou conhecido como o Mumu da Mangueira, isso traz pra gente uma responsabilidade muito grande, enquanto estava ali em cima (camarotes), ouvi algumas histórias de como ele era importante para a Mangueira do Amanhã junto com a Alcione. É um prazer estar, eu estou ansioso, nervoso, vibrando o tempo todo com esse filme, com a história desse filme e em como nossas vidas estão sendo transformadas com a repercussão desse trabalho que ainda nem estreou. Espero que todos os presentes aqui sintam isso, que compartilhem com o próximo para que o máximo de pessoas possa assistir essa homenagem ao nosso querido Mussum”, disse Aílton.

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Quem assistir o filme vai se encantar também pelo pequeno Thawan Lucas, o ator interpretou com maestria o Carlinhos, ou seja, o Mussum em sua fase criança, a sintonia com a atriz Cacau Protásio proporcionou inúmeras cenas sensíveis. O ator contou que é torcedor da Mangueira e disse estar muito feliz por estar presente na quadra.

“Eu me sinto muito honrado de estar homenageando esse grande humorista, comediante, compositor brasileiro, são muitas características e se eu ficar aqui falando vou até amanhã, só tenho a agradecer, principalmente, ao meu diretor que me convidou para esse papel, foi uma equipe maravilhosa. Estou muito feliz de estar aqui hoje com tantos amigos, eu amo a Mangueira”, disse o jovem.

Cria da Mangueira desde sempre, a aposentada Deise Lucy, de 65 anos, esteve presente para acompanhar o filme e se emocionou com o que viu, ela, que é filha de um dos baluartes da verde e rosa, cresceu na quadra e ressaltou a importância que Mussum teve em difundir a escola para outras pessoas, Deise aprovou o filme e vai recomendar para os amigos.

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“Cada vez que eu piso na quadra é uma emoção diferente, o meu pai é baluarte, eu cresci aqui, é sempre muito especial, a Mangueira é vida, ela é tudo pra gente. O Mussum foi um dos precursores a falar da Estação Primeira de Mangueira, a enaltecer, a tentar acabar com o paradigma do samba mal falado, mal visto. Me sinto privilegiada de estar aqui hoje assistindo esse filme, me emocionei em vários momentos e vou recomendar para todos”, disse a aposentada.

A mangueirense de coração, Viviane Mendes, foi outra a demonstrar muita felicidade e emoção ao final da exibição do filme, segundo ela, foi um grande presente ter tido a oportunidade de assistir o filme antes do grande público, ela também destacou a representatividade de Mussum para todos da comunidade e disse que o filme retrata fielmente a história dele e sua relação com a verde e rosa.

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“Pra gente foi uma grande homenagem ser uns dos primeiros a ver o filme aqui na quadra, o Mussum é cria da Mangueira, foi um dos criadores da Mangueira do Amanhã que é uma instituição tão importante pra gente daqui, eu senti emoção do início ao fim, revivi minha infância, ele foi um dos primeiros a falar abertamente do seu amor pela Mangueira, hoje somos reconhecidos muito por conta da contribuição dele, o filme é lindo, retrata direitinho aquela época, tô feliz demais”, contou Viviane.

“Mussum, o Filmis” estreia dia 02 de novembro nos cinemas em todo o Brasil, vale destacar que ele foi o vencedor de Melhor Filme, no Festival de Gramado, e promete emocionar o grande público, visto o sucesso de sua pré-estreia.

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Sambista, Karine Alves vai apresentar os desfiles do Grupo Especial do Rio na TV Globo no lugar de Maju Coutinho

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Sambista declarada, inclusive, cantando em rede nacional, a jornalista Karine Alves foi escalada pela TV Globo para apresentar os desfiles do Grupo Especial do Rio na TV Globo no Carnaval 2024. Ela entra no lugar de Maju Coutinho. A informação foi revelada pelo site TV Pop. Ao lado de Karine, Alex Escobar segue na equipe, além do comentarista Milton Cunha.

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Foto: Reprodução

A emissora também fará mudanças na equipe de São Paulo, mas os nomes ainda não foram divulgados. A TV Globo falou das mudanças: “Levar o público para dentro da experiência dos sambódromos, com um novo olhar 360º. A transmissão será feita para quem gosta de acompanhar da arquibancada ao camarote, dos bastidores ao grande show das avenidas”.

Brunna Gonçalves recebe figurino para desfile da Beija-Flor no Carnaval 2024

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Após ser anunciada como a mais nova destaque de chão da Beija-Flor de Nilópolis, a influencer Brunna Gonçalves esteve no barracão da agremiação, na Cidade do Samba, nesta quarta-feira, para conhecer o croqui do figurino que ela usará no próximo Carnaval. A bailarina recebeu o desenho diretamente das mãos do carnavalesco da escola, João Vitor Araújo, o artista responsável pelo desenvolvimento do enredo e das fantasias que serão utilizadas pelos componentes da escola.

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Foto: Eduardo Hollanda/Beija-Flor

Ao ver o desenho, Brunna se surpreendeu e comemorou pela imagem estar de acordo com o que ela esperava. “Está a coisa mais linda. Eu amei demais a proposta, está exatamente como eu queria usar no ano que vem. Vai ser uma honra representar algo tão significativo. Estou muito muito feliz”, declarou.

Em 2024, a Beija-Flor de Nilópolis homenageará a cidade de Maceió através da história de Rás Gonguila, um folião natural da capital alagoana, com o enredo “Um Delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”. A fantasia da influencer representará o artesanato local e contará com muitas cores e rendas.

Essa não é a primeira vez que Brunna desfila na agremiação. Ela já havia desfilado em 2011 e, em 2022, quando foi destaque no carro alegórico da escola após sua participação no Big Brother Brasil.

A Beija-Flor será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro de 2024.

Theatro Municipal do Rio terá edição de revista dedicada ao carnaval com curadoria de Milton Cunha

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Milton Cunha será o curador da primeira edição da revista interdisciplinar do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a “Ritmo”. O convite foi feito pela presidente da Fundação Teatro Municipal, Clara Paulino, e prontamente foi aceito pelo artista. A publicação, que tem lançamento previsto para fevereiro do ano que vem, é fruto de uma parceria com a Escola Livre de Direito, Arte e Filosofia, projeto de extensão vinculado ao Programa de Pós-graduação em Direito, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGD/UERJ), e visa ampliar o debate sobre a importância do local para o imaginário da cultura carioca, fluminense e brasileira, com o incentivo à pesquisa e à produção sobre temas ainda pouco pesquisados.

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Comentarista Milton Cunha

“Assim que recebi o convite, imediatamente aceitei. Afinal, é o primeiro número da revista e o fato da temática ser o Carnaval é algo muito lindo. Pode falar sobre os bailes, a relação do Theatro com o Carnaval, a escola de samba, é maravilhoso. Então, logo depois que aceitei o convite, fizemos uma reunião com os criadores da revista, que é um setor lá da Uerj, lá do Direito, e ficou combinado, então que teríamos nesta primeira edição dez autores convidados e seis concorrendo através de edital. Com isso, a ideia é abrir para alunos que estão iniciando, dando essa oportunidade de fazerem parte do projeto. É uma alegria esse espaço acadêmico e popular”, relatou Milton Cunha, em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO.

A escolha da relação entre o Theatro Municipal e o carnaval carioca como tema da edição inaugural da “Ritmo” ocorreu por conta de seu histórico indissociável. Os concursos de decoração, fantasia e marchinhas do Theatro; a presença dele na Marquês de Sapucaí; as comissões de seleção dos bailes de gala com participações de Portinari, Manoel Bandeira e Burle Marx; são apenas alguns dos tópicos que serão abordados na publicação. Para desenvolver artigos sobre esses e outros assuntos, a lista de autores convidados contempla nomes como Rosa Magalhães, Felipe Ferreira, João Gustavo Melo, Leonardo Bora, Samuel Abrantes, Vinícius Natal e Tania Clemente.

“Assim que me deparei com esse maravilhoso desafio de montar uma seleção de craques que pudessem, cada um a seu olhar, ver o Theatro Municipal e o Carnaval, comecei a procurar por testemunhas oculares. Quem viu os bailes? Eu queria dois confessionais mesmo, tipo ‘eu fui ao baile’ ou ‘eu decorei o baile’, então os primeiros nomes convidados foram Rosa Magalhães e Haroldo Costa. Porém, o seu Haroldo, por motivos de outros compromissos, não pode aceitar o convite, então eu fiquei só com um testemunho ocular que é o da Rosa. Uma outra coisa que eu queria também fazer era, depois de abrir com o olhar pessoal, eu queria um autor que apresentasse uma linha do tempo muito aprofundada, muito pesquisada. E assim, na minha opinião, o melhor deles é o Felipe Ferreira, que lançou o ‘Livro de Ouro do Carnaval’. Ele é profundo, é historiador, gosta dessas envergaduras de pesquisas e o trabalho dele dá uma visão para o leitor de quando começou, quando acabou, o que aconteceu entre uma coisa e outra. Então, os artigos da Rosa Magalhães e do Felipe Ferreira eram os dois que me norteavam. Com eles certos, a partir disso, eu fui para os detalhes. Um exemplo é o Leonardo Antan, que tem uma pesquisa enorme sobre Mercedes Batista, Salgueiro 70 anos, por isso pedi para um texto sobre a Mercedes, o minueto. Já o nome do Luiz Carlos Magalhães surgiu da importância de ter a Liga, a Liesa, dentro do projeto, então ele ficou com o artigo sobre como a Sapucaí viu nesses 40 anos o Theatro Municipal, seja em alas ou em carros alegóricos. E aí, aos poucos, vieram os outros nomes, porque eu não queria tema repetido desses meus dez convidados. E um deles, em especial, era muito caro para mim, que era sobre quem não foi ao Municipal, quem não tinha dinheiro, falando dessa conflagração econômica e social. Pedi ao Mauro Cordeiro e a Sthefanye Silva Paz para escreverem um texto crítico sobre o elitismo”, contou Milton Cunha.

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Fotos: Divulgação/TV Globo

A expectativa é que o lançamento oficial da revista “Ritmo” aconteça com uma grande festa em data no final de fevereiro, após os desfiles do ano que vem. A ideia é que o evento conte com palestras dos autores dos artigos para que estes possam dialogar mais abertamente sobre os seus temas com o público. Além disso, os textos publicados também serão disponibilizados de forma online para que mais pessoas tenham acesso aos conteúdos.

“O carnaval como arte popular, como voz das comunidades, sempre tem que aproveitar quando o cânone, que é a voz hegemônica da universidade, do teatro clássico, abre espaço. E não é que isso referende o samba não, até porque ele é maior que tudo isso. O samba vive e pulsa na cidade toda, ele é cantado, ele arrasta multidões. No entanto, o Brasil tem que fazer um esforço para entender essa força do samba também na universidade, também no teatro clássico. É preciso que o Brasil olhe sem desprezo, sem preconceito, e tente estudar essa manifestação”, defendeu Milton Cunha.

A revista “Ritmo” fará chamadas de quatro em quatro meses, para que pesquisadores e acadêmicos possam propor artigos com temas específicos, relevantes para a construção da relação entre a própria instituição e o público. A chamada para a submissão de textos para essa primeira edição ficará aberta até o dia 30 de novembro. Os interessados em participar podem conferir as informações no site e nas redes sociais do Theatro Municipal do Rio.

Resenha CARNAVALESCO com o intérprete Tinga, o cara das finais de samba

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O intérprete Tinga, da Vila Isabel, participou do “Resenha CARNAVALESCO“, gravado no Bar Vizinhando Mané, em Vila Isabel, e falou da história na escola, a homenagem para Gera no palco e o que será a reedição de “Gbalá” em 2024.

Salgueiro realiza audição para ala do Maculelê

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Após a escolha do samba-enredo que levará para a Avenida em 2024, o Acadêmicos do Salgueiro agora se prepara para mais um desfile e, para isso, vai dar início a um novo processo seletivo para uma das alas mais conhecidas e esperadas pelo público na Sapucaí: o Maculelê.

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

Comandada pelo coreógrafo, mestre Carlinhos, a ala vai realizar no dia 31 de outubro, às 20h, uma audição para novos integrantes que queiram desfilar em 2024, defendendo as cores da Academia do Samba. O processo seletivo busca homens e mulheres com mais de 18 anos, que tenham noções de dança.

Alem dos ensaios com a comunidade, o grupo se apresenta semanalmente na quadra da Vermelho e branco, e também em outros eventos, participando do show da escola. Além do “samba no pé”, os candidatos também precisam ter muita disposição:

“O Maculelê não é só uma ala, é um grupo show, uma companhia de dança, onde a gente faz inúmeras apresentações. Além das noções de dança, é necessário ter disponibilidade, pois o Maculelê não fica preso só ao desfile, a gente faz shows, são várias apresentações. É necessário ter entrega e dedicação para fazer parte do Maculelê”, ressalta Carlinhos.

De acordo com Carlinhos, seis jurados com ampla experiência em dança, vão selecionar 15 dançarinos. O processo seletivo vai ser feito por meio de uma sequência coreográfica que será apresentada na hora. Durante a execução, a banca julgadora irá avaliar quem está apto a fazer parte da ala.

Para participar do processo seletivo, basta comparecer à quadra do Acadêmicos do Salgueiro, na Rua Silva Teles, 104, Andaraí, no próximo dia 31 de outubro, às 20h.

Em 2024, o Acadêmicos do Salgueiro vai falar sobre a cultura e a luta Yanomami através do enredo “Hutukara”, de autoria do Enredista Igor Ricardo, desenvolvida artisticamente pelo carnavalesco Edson Pereira.

Porto da Pedra faz mais um ensaio de quadra nesta quinta-feira

De volta ao Grupo Especial, a Unidos do Porto da Pedra realiza nesta quinta-feira, 19, a partir das 20h, mais um ensaio reunindo seus segmentos, diretoria e a comunidade apaixonada de São Gonçalo, com o objetivo de fazer com que o samba que ilustra o enredo “O Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular”, caia de vez na boca do povo e marque a história vitoriosa da vermelha e branca que representa o município.

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Foto: Ana Victória/Divulgação

Ao som da Bateria Ritmo Feroz de Mestre Pablo, os componentes irão cantar e evoluir preparando-se rumo às notas máximas no desfile da Sapucaí em 2024. Para fechar a noite, o grupo Vem Pro Meu Ritmo entra em cena tocando o melhor do pagode. A entrada é gratuita.

Os interessados em desfilar defendendo o Tigre de São Gonçalo no próximo carnaval, poderão fazer as inscrições durante os ensaios de quadra. Basta procurar um dos diretores de ala ou representante da Harmonia para mais informações. Em caso de dúvida, o folião também poderá ser atendido através do telefone (21) 98531-5102.

Desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes e pelo enredista Diego Araújo, o tema que a Porto da Pedra levará para a Marquês de Sapucaí no próximo carnaval, entra para a lista de grandiosos enredos que a vermelha e branca mostra em seus desfiles, desde a sua fundação.

A agremiação será a primeira a se apesentar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, em busca do título do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.A quadra da Porto da Pedra fica na Travessa João Silva, 84.

Tuiuti recebe Mocidade e Vila Isabel nesta sexta-feira

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A quadra do Tuiuti recebe nesta sexta-feira, as escolas de samba Mocidade Independente de Padre Miguel e Vila Isabel. As duas agremiações vão se apresentar durante mais uma edição do “Encontro no Paraíso”. O evento começa a partir das 22h, com entrada a R$ 30.

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

Estarão presentes todos os principais segmentos de cada uma das escolas, como casais de mestre-sala e porta-bandeira, bateria, baianas, passistas, Velha Guarda, entre outros.

O Tuiuti será a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval com enredo “Glória ao Almirante Negro!”, uma homenagem a João Cândido, marinheiro brasileiro que atuou na liderança da Revolta da Chibata. O desenvolvimento do tema é do carnavalesco Jack Vasconcelos.

Serviço:
Encontro no Paraíso com Mocidade e Vila Isabel
Sexta-feira, 20 de setembro, a partir das 22h
Quadra do Tuiuti: Campo de São Cristóvão, 33, São Cristóvão
Ingresso: R$ 30
Classificação etária: 18 anos

Padrão Especial! Unidos de Padre Miguel apresenta fantasia ‘A esperança não decepciona!’

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O site CARNAVALESCO revela uma fantasia da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2024. É da ala 19 e recebeu o nome de “A esperança nunca decepciona”. A explicação cita que a “Romaria da Esperança” ocorre entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro e é a maior e mais tradicional romaria de Juazeiro do Norte. Ela termina no Dia de Finados, data em que se homenageia e lembra dos entes queridos que já partiram. A cidade se torna um grande ponto de encontro de devotos, que enxergam no Padre Cícero uma intercessão para suas preces e agradecimentos. Um dos pontos de visitação da romaria é a grande estátua de 27 metros de Ciço, que abençoa, do alto, todo o povo que passa pelas ruas de Juazeiro do Norte.

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Fotos: Diego Mendes/Divulgação

“O último setor do Desfile da Unidas de Padre Miguel promove uma grande redenção do povo nordestino e do próprio Padre Cícero, que ficou conhecido mundialmente após o milagre da hóstia. E é justamente nesse momento que começam a surgir as romarias relacionadas ao Padre e a Juazeiro do Norte. Sendo assim, nesse setor a gente consegue brincar bastante com o luxo, tanto o luxo dos adornos da igreja, do barroco da igreja católica, mas também o que eu costumo chamar de o luxo da fé, o brilho daquelas pessoas que acreditavam que tinham esperança em dias melhores. Então, é um setor que retrata esse luxo, esse luxo que adorna as igrejas, mas também o luxo desse povo de fé”, explicou o carnavalesco Lucas Milato.

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A escola leva para Avenida em 2024 o enredo “O Redentor do Sertão”, desenvolvido pela dupla de carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato. No ano que vem, o Boi Vermelho será a quinta escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no sábado de Carnaval, dia 10 de fevereiro, em busca do título da Série Ouro e do tão sonhado acesso ao Grupo Especial.

Sérgio Firmino: ‘Samba e Carnaval – A economia que move um Estado’

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Por Sérgio Firmino

O “Homo Universalis” Nelson Mattos, ou mais conhecido como Nelson Sargento, escreveu: samba agoniza, mas não morre/alguém sempre te socorre/antes do suspiro derradeiro.” De fato, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa- SECEC e sua secretária Danielle Barros, não se rendeu aos dois anos de epidemia do Coronavírus, com efeito, ajustou políticas públicas em ações seguras ao amparo de todos segmentos culturais do estado, no entanto, para o Carnaval do estado do Rio de Janeiro, traçou metas rígidas de socorro, à cadeia produtiva do Carnaval, na intenção de mitigar o flagelo deixado por um vírus, que mostrou o quanto nosso Planeta é frágil e finito.

O título deste artigo, remete a um universo misterioso, magicamente criativo, cultural, belíssimo, que é o segmento do Samba, da Escola de Samba e do Carnaval. Por maiores críticas que possam fazer aos governos e seus mandatários, no âmbito da Cultura, o governo do estado do Rio de Janeiro, não prevaricou, encontrou ações honestas, de gestão pública e financeiras, eficazes, técnicamente legítimas, para atenuar a dor de famílias inteiras, fazedoras de cultura no estado do Rio de Janeiro, sobretudo ao segmento da cadeia industrial e criativa cultural do Carnaval.

Com efeito, não se pode negar a presença desse poder, principalmente no ápice da pandemia do novo Coronavírus, que assombrou a todos. Sobretudo logo após ao Carnaval de 2020, ou até mesmo agora, no pós-pandemia, onde se faz necessário dar continuidade ao socorro, “não derradeiro”, no âmbito do Carnaval em todo o estado.

Com efeito, foi a Cultura que mitigou o sofrimento das pessoas presas em suas casas, por causa da pandemia. E foi através da Cultura que os fazedores de cultura do Carnaval, tiveram um alento por parte do governo do estado, precisamente através da Secretaria de Estado de Cultura.

Os números não mentem, são mais de R$ 42 milhões de reais investidos no Carnaval de todo o estado. Foram patrocinados, Escolas de Samba, Blocos, Bandas, Bois Pintadinhos, Grupos Bate-Bola e entraram também no ritmo do Carnaval as Folias de Reis, embora não configurem exatamente manifestações carnavalescas, foram contempladas com apoio financeiro, merecidamente.

São 414 Projetos em Editais para apresentações nas ruas de todo o estado. O equipamento Lei de Incentivo SECEC, contemplou 17 Projetos de cultura de Carnaval, foram mais de 40 Cidades fluminenses contempladas com as ações da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, que não apenas contribuiu financeiramente, mas também atendeu nos últimos 4 anos, mais de 1.600 pessoas do segmento do Carnaval na própria sede da SECEC, na Biblioteca Parque Estadual, entretanto, também virtualmente; informando, as vezes, ensinando sobre as diretrizes do uso do equipamento público, mesmo no período da pandemia.

E a SECEC não para por aqui, nos próximos dias, teremos notícia de mais um Edital do Carnaval, que beneficiará o segmento que se prepara para o Carnaval 2024.

O Carnaval deve ser encarado como mais uma fonte econômica de recursos para o estado, os números já foram pesquisados e compilados através de um trabalho brilhante do subsecretário municipal de desenvolvimento econômico inovação e simplificação Marcel Balassiano e a presidente da Fundação João Goulart Rafaela Bastos.

O Carnaval de Dados restringe-se tão somente à capital do Rio de Janeiro, no entanto, pode-se fazer uma reflexão sobre esses números do Carnaval para todo o estado. São movimentados bilhões de reais, somente aqui na capital, mesmo considerando o número de habitantes e tamanho dos outros 91 municípios, ações de gestão pública, municipal, poderiam ser comparados aos da capital no âmbito do Carnaval, por parte dessas cidades, cujos prefeitos, possuem prerrogativa legal constitucional, para a realização de eventos e outras iniciativas culturais em suas cidades, poderiam adequar seus orçamentos para os anos futuros, sobretudo para o investimento dos desfiles das Escolas de Samba.

O Carnaval não é uma manifestação cultural de origem brasileira, tampouco desfiles como das Escolas de Samba, entretanto, a enorme criatividade do povo brasileiro, conquistou respeitabilidade, ao desenvolver e trazer dos Morros da Cidade, essas preciosidades antropológicas, de definição e origem complexas de explicar.

De fato, turistas, brasileiros ou estrangeiros, aconchegam-se no estado do Rio de Janeiro, onde oferece no Carnaval, um rico sortimento de manifestações culturais: Escolas de Samba, Bois Pintadinhos, Jongos, Maculelê, Blocos de Enredo, Bandas, Grupos de Pagodes, ou seja, movimentos culturais que podem acontecer nos 91 municípios, assim como na capital.

Conclui-se que governos não produzem riquezas, entretanto, podem trabalhar políticas públicas eficazes, investindo recursos, onde a população terá e verá os resultados imediatamente.

Por essa e outras razões, há necessidade de se discutir o Carnaval do estado do Rio de Janeiro, dentro das diretrizes e objetivos orçamentários do estado, e incluir o Carnaval em política de gestão pública, assim como a Educação, Cultura, Saúde, Segurança Pública, por exemplo.

Através do Carnaval de Dados, aliás dados irrefutáveis, compilados em pesquisa pelo subsecretário municipal de desenvolvimento econômico inovação e simplificação Marcel Balassiano e Rafaela Bastos presidente da Fundação João Goulart, apontam os gráficos econômicos atingirem picos de circulação financeira em comparação com outros meses do ano sem Carnaval. Os números do Carnaval suscitam, investimento por parte do governo do estado. Portanto, ao inserir o Carnaval no orçamento do estado, garantirá retorno ativo e seguro. O carnaval é sobretudo rentável.

No entanto, o Carnaval não tem apenas retorno financeiro, líquido e certo, também pode capacitar jovens, adultos e idosos, com pouco investimento, produzirá trabalho, renda e receita para as Cidades.

O Carnaval é portanto, produto cultural, turístico, social, de inclusão, de sustentabilidade, e tudo isso foi criado pelo povo e deve ser entregue de alguma forma, de volta ao povo fluminense.

Sérgio Almeida Firmino
[email protected]
Assessor Especial SECEC da Economia Criativa do Carnaval.
Presidente da Federação da Indústria Criativa Cultural do Carnaval do Estado do Rio de Janeiro.
Diretor Conselheiro do Instituto Cultural Cravo Albin.