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Vigário Geral apresenta maturidade de quesitos em bom ensaio; canto da escola oscila

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Por Luiz Gustavo Thomaz, Guibsom Romão, Maria Clara, Matheus Morais e fotos de Nelson Malfacini

A Acadêmicos de Vigário Geral foi a segunda escola a ensaiar na noite deste sábado, e fez jus ao seu quarto ano consecutivo na Série Ouro mostrando a consolidação de alguns de seus quesitos, como a excepcional bateria comandada por mestre Luygui e o casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego Jenkins e Thainá Teixeira, que vai para o terceiro ano na escola e apresentaram um ótimo entrosamento numa bela apresentação. Já a comunidade de Vigário não mostrou o canto forte de outros momentos, com poucas alas mostrando o samba na ponta da língua, até mesmo nos refrãos. A escola da Zona Norte desfila na sexta dia 09 de fevereiro, primeiro dia de apresentações, com o enredo “Maracanaú, Bem-Vindos ao Maior São João do Planeta”.

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“A gente fez um bom trabalho, um bom desfile, dentro daquilo que a gente precisava fazer foi cumprido, a gente sabia que a gente ia ter dificuldades em algumas situações com relação a um pouquinho de andamento, um pouquinho de canto, até porque a gente tem uma situação que a gente precisa trabalhar um pouco mais. Mas, numa maneira geral, minha comunidade está de parabéns, os meus segmentos, comissões de frentes, casais, passistas, bateria, harmonia, todo mundo de parabéns. A gente veio aqui, entregou o nosso 150%, todo mundo saindo daqui de tanque vazio e eu estou muito feliz com o desempenho”, comentou o diretor de carnaval, Flávio Azevedo.

Comissão de Frente

O experiente coreógrafo Handerson Big apresentou uma coreografia simples para a passagem do quesito no ensaio, mas bem executada. Uma tradicional quadrilha, com passos bem ensaiados e sem maiores arroubos. Fica a expectativa para a coreografia que a escola trará no desfile oficial.

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“Na minha avaliação, o ensaio de hoje me deu um posicionamento que eu preciso mexer em algumas coisas, em termos de chegada dos componentes no tempo musical, tem alguma coisinha pra acertar, movimentos que eu vi e que eu ainda tenho tempo pra mudar. Isso serviu bastante pra mim. A gente tem ensaiado quatro vezes por semana, domingo, segunda, quarta e quinta. Aí pra semana do carnaval, provavelmente, vai ser a semana toda. A surpresa é que esse ano eu vou vir com elementos cenográficos, né? Desde 2020, na Vigário Geral, eu não tinha elementos cenográficos, os meus elementos cenográficos sempre eram elementos mais criativos, que os próprios componentes manuseavam e tudo mais, como adereços. Mas esse ano eu venho com adereços em um elemento cenográfico”, explicou o coreógrafo.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Diego Jenkins e Thainá Teixeira mostram uma evolução à cada apresentação. Em seu terceiro ano como casal da Vigário Geral, eles tiveram um desempenho de muita qualidade, com uma excelente sintonia, movimentos bem coordenados e uma bonita dança, temperada com algumas coreografias sem deixar a apresentação engessada. Ambos ensaiaram com muita vibração, deixando nítido o entrosamento do casal que se credencia a realizar um ótimo desfile.

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“Nós conseguimos fazer exatamente o que a gente vem ensaiando já esse tempo. Claro que, depois do ensaio técnico, a gente sempre pega o trabalho que a gente apresenta, estuda bastante e vê o que precisa melhorar e ajustar para o grande dia com fantasia e tudo mais, mas no geral a gente está satisfeito. É um trabalho feito com muito carinho, com muita dedicação, meu e do Diego, dos nossos coreógrafos, Bia e Lucas, que ajudam bastante a gente, principalmente, a mesclar essa mistura de ritmos, sem perder a tradicionalidade da nossa dança. Agora é estudar o que foi apresentado hoje. A gente só sabe o que a gente sentiu, mas eu gosto de ver. A gente é bem detalhista, então agora é estudar bastante e chegar no grande dia ainda com mais garra, mais amor e mais dedicação”, comentou a porta-bandeira.

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“Terceiro ano consecutivo juntos, meu sétimo ano em Vigário, e a certeza de que eu estou no lugar certo, com a pessoa certa e no momento certo da minha vida. Esse ensaio tem algo muito especial, esse carnaval é muito especial pra mim. Eu posso dizer que nós iremos vir com algo representativo demais para Maracanaú. Algo muito nobre, muito bonito, muito rico, da forma que Vigário Geral merece”, completou o mestre-sala.

Evolução

A escola teve uma evolução com um bom ritmo durante todo o seu ensaio, sem acelerar ou travar em demasia, e com boa desenvoltura de seus componentes, mesmo com muitos não sabendo cantar o samba da agremiação. Não foram vistos buracos ou maiores
espaçamentos deixados pela escola tricolor.

Samba-enredo

Se não teve um desempenho de chamar a atenção e impulsionar um canto mais forte de seus componentes, o samba composto por Tem-Tem Jr., Silvana Aleixo, Junior Fionda, Romeu Almeida, Jefferson Oliveira, Valtinho Botafogo, Marcus Lopes, Marcelinho Santos, Rafael Ribeiro, Sérgio Augusto de Oliveira Junior e Edu Casa passou de uma forma regular, com alguns trechos mostrando mais força como o refrão central e o final da segunda parte a partir do “forrozeiro ê…”. Danilo Cezar estreando na escola mostrou a firmeza de costume.

“Foi super legal, a escola cantou, a escola veio junto, pelo menos quando estava passando por mim. E Vigário é uma conexão, é um carinho, é uma recepção maravilhosa da comunidade. O carnaval também está lindo, vai ser uma noite de carnaval de São João na Sapucaí. Eu tenho a melhor bateria da Série Ouro, com toda certeza. Mestre Luigi é um ser humano ímpar. O carro de som ao comando do Tico, um dos melhores diretores que nós temos aqui na Série Ouro. E a conexão está incrível, é isso que a gente tem e está mostrando, e eu acho que vai dar muito mais certo ainda, mas já está dando muito certo”, garantiu o cantor Danilo Cezar.

Harmonia

O quesito que apresentou os maiores senões no ensaio da Vigário. Sobretudo por ser uma escola que trouxe uma comunidade com canto forte e brincante nos anos anteriores no grupo. Talvez o samba não tenha puxado o componente para cima, mas o que se viu foi um canto fraco e inconstante na maioria das alas, apesar de evoluírem com animação no geral. Nas poucas alas que cantaram o samba com mais força, o ensaio ganhou vigor.

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Outros destaques

O casal de mestre-sala e porta-bandeira formado por Josias Araújo e Sophya Canuto, portadores de Síndrome de Down, encantou mais uma vez na sua passagem pelo sambódromo. Um momento singelo, bonito, inclusivo e emocionante no ensaio da Acadêmicos de Vigário Geral.

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A já citada bateria comandada por mestre Luygui manteve o alto padrão que apresenta desde o primeiro ano de série Ouro, uma bossa que levantou o refrão de cabeça, marcações e desenhos muito bem construídos e ritmistas empolgados. Promessa de mais um grande desfile do quesito que é uma bola de segurança da escola. Egili Oliveira, rainha de bateria, deu show de samba no pé e simpatia à frente da bateria.

“Hoje a gente atingiu 99% do que a gente espera. Eu sou um mestre de bateria que eu me cobro muito, eu cobro muito da minha galera. Nunca estou satisfeito com nada e os cem por cento com certeza vão vir no dia do desfile, mas hoje a gente fez um grande ensaio técnico. Agora, a gente vai sentar com a diretoria, com a direção de bateria, a gente vai conversar, a gente vai ver o que a gente acertou, o que a gente errou e a gente vai consertar para o desfile para a gente poder chegar aos 100%. Eu gosto muito das minhas viradas de surdo, que já virou característica minha, uma marca minha registrada. É o naipe que com certeza a gente vai olhar com bastante carinho”, disse o mestre.

Com destaque da comissão de frente e casal, São Clemente realiza ensaio técnico marcado por canto regular da comunidade

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Por Raphael Lacerda, Guibsom Romão, Maria Clara, Matheus Morais e fotos de Nelson Malfacini

A São Clemente foi a terceira escola a entrar na Marquês de Sapucaí no terceiro sábado de ensaios técnicos da Série Ouro. A agremiação de Botafogo realizou um desfile marcado pelo brilhantismo do casal de mestre-sala e porta-bandeira e a boa apresentação da comissão de frente. Apesar de estar em grande número, o canto começou forte, mas tornou-se regular ao longo da apresentação.

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Neste ano, a escola da Zona Sul homenageia o grandioso compositor e sambista Zé Katimba, com o enredo “Que grande destino reservaram a você”, do carnavalesco Bruno de Oliveira. A São Clemente será a sexta escola a desfilar na Passarela do Samba no sábado de carnaval. Agora, há poucos dias do grande dia, a agremiação precisará acertar detalhes de harmonia e evolução em busca de uma grande apresentação.

“Foi um ensaio bom, um ensaio técnico, eu comento, que a gente vem pra treinar a comunidade. Carro, fantasia, é uma coisa totalmente diferente. Mas foi bom. A galera cantou, está animada, gostei. Assim, tem melhorado muito, a harmonia da escola é muito boa, gerando os nossos paradões. É isso. Estamos aí na briga. Eu sou chato. Por mim, eu gosto de aperfeiçoar tudo. Não só aqui, quando eu assisto as outras escolas também… Eu tenho meu ponto de vista, meu pensamento, minhas críticas e também eu observo a qualidade de todo mundo, entendeu? Mas, em geral, foi muito bom. Foi muito bom”, explicou Thiaguinho Almeida, vice-presidente e diretor de carnaval.

Comissão de frente

Sob o comando da coreógrafa Bruna Lopes, a comissão de frente contou com 15 bailarinos e deu um show na Avenida. Eles utilizavam paletós e chapéus nas cores da escola de samba, e apresentaram uma excelente coreografia, com bastante entrosamento, vigor, garra e expressões corporais. Ao longo da apresentação no módulo de jurados, os componentes também pontuaram versos do samba com bastante força. Na saída da cabine de julgadores, os bailarinos retiravam o paletó. Cada um usava uma blusa com uma letra do nome de Zé Katimba. Um ao lado do outro, completavam o nome do compositor.

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“Maravilhoso, foi tudo perfeito, do jeito que a gente ensaiou, sem tirar nem pôr. Me emocionei. Hoje vieram todos, e pra dar um spoilerzinho, a coreografia de deslocamento basicamente é real, a do júri que muda um pouquinho”, revelou a coreógrafa.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal da agremiação, formado por Raphaela Caboclo e Alex Marcelino, apostou em uma lindas indumentárias brancas. A apresentação foi marcada de muita intensidade, segurança, conexão entre os dois e coreografias com referências ao samba. Destaque para as meias-voltas e torneados do mestre-sala e o bailado da porta-bandeira. Raphaela também se destacou com seus giros ousados. Foi uma das melhores apresentações da noite.

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“Foi a melhor possível, dá um friozinho na barriga, a gente fica ansioso, mas é porque é um dia de testar mesmo e tirar a prova real do que a gente vem trabalhando a meses. Testar com tudo, a escola, a bateria, o andamento do samba, as pessoas e a nossa energia. Eu estou muito feliz com o que a gente conseguiu construir e é claro, a gente sempre pode melhorar, mas a minha avaliação é muito positiva. A gente nunca está satisfeito, né? Então eu vou aproveitar que os apoios vieram filmando e vamos bater apresentação por apresentação e mudar o que achar que tem que mudar, e é isso. Quero entrar e sair com os nossos 10. Sobre a fantasia, nós estamos muito felizes, tanto o Jorge Silveira ano passado fez uma fantasia maravilhosa pra gente, o Bruno então, meu Deus… aguardem, é linda”, disse a porta-bandeira.

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“A gente vem trabalhando muito, assim como outros casais também. E avaliando geral, hoje foi muito bom. Mas vamos trabalhar para ser melhor, pois no desfile tem que ser melhor. Mas foi muito boa mesmo, a sintonia, a cumplicidade, esse olhar que a gente tem, a gente se entende. Mas a minha avaliação é que foi muito bom”, completou o mestre-sala.

Samba-enredo

O samba ainda pode render na Avenida. Dessa vez, o canto da comunidade não chegou a ser intenso ou muito forte e a harmonia caiu em alguns momentos. Apesar disso, os intérpretes Vitor Cunha e Leandro Santos estrearam muito bem e conseguiram segurar a obra durante todo o ensaio técnico. A dupla cantou muito bem e merece ser reconhecida pelo trabalho apresentado nesta noite.

“O ensaio foi ótimo. A escola fez o seu trabalho. Tivemos um problema no carro de som, o som estava falhando bastante, mas independente disso foi um desfile característico de São Clemente. Irreverente, o povo alegre, povo feliz, presidente contente, a bateria dando aquilo que prometeu, o carro de som também nosso aqui muito bom, a galera empenhada e agora é só esperar dia dez, São Clemente vai passar aqui igual um rolo compressor nessa Sapucaí”, citou o cantor Vitor Cunha.

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“A escola toda cantou bastante, o chão da escola foi maravilhoso. Agora, Marquês de Sapucaí com a gente dia dez, vamos deixar fluir, vamos para cima deles e vamos com Deus. É isso, treino é treino, jogo é jogo. Fizemos nossa parte hoje. Sei que a gente pode melhorar, porque é nos detalhes que é coisa pontual de cada segmento, mas eu também… com todos os probleminhas que teve, principalmente, com a gente aqui no som, não é só a gente, que não é exclusivo da São Clemente, muita gente está passando e tendo problema com o som, infelizmente, e a gente precisa do som, mas tirando esses pequenos detalhes a gente está satisfeito com a nossa parte ali e com a parte da gente com a bateria também”, completou o cantor Leandro Santos.

Harmonia

O chão da São Clemente é presente. A escola entrou bem na Avenida e concluiu o ensaio com o canto regular. O nível de intensidade do desfile caiu um pouco ao longo do desfile e era possível ver alguns componentes sem cantar. Apesar disso, a regularidade foi positiva. Mesmo assim, ainda é preciso trabalhar a harmonia da escola – principalmente nas últimas alas.

Evolução

O desfile não apresentou buracos notórios e contou com alas coreografadas bem entrosadas. No geral, a evolução também foi regular. Muitos componentes – alegres – tentavam empurrar o samba e brincar carnaval, mas ainda há aqueles mais “engessados” na Avenida. No geral, foi um bom ensaio.

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Outros destaques

Destaque para a estreia de mestre Bruno Marfim no comando da “Fiel Bateria”. A bateria tem um grande desempenho na Avenida e não deixou de lado o seu modo tradicional de tocar. Juntos com o carro de som, os ritmistas foram fundamentais para segurar o samba-enredo ao longo de todo o ensaio técnico.

“Foi um grande teste e foi muito importante esse teste. Porque é o único que a gente tem antes do desfile. É a única oportunidade que a gente tem de realmente estar dentro do campo de jogo. E aí, para mim foi show de bola. Acho que a gente se entrosou bem. A gente já vinha fazendo bons ensaios e aqui só foi o resultado dos bons ensaios que a gente vinha fazendo. Eu acho que todo mundo tem que estar muito atento, sabe? Nós somos uma bateria que a gente não tem apito, não dá pra dispersar. É atenção o tempo todo. Isso aí que eu vou mais cobrar para o dia do desfile. Pode esperar um peso nas marcações muito forte”, contou mestre Bruno Marfim.

Também vale destaque para a majestade, a rainha Raphaela Gomes, que completará dez anos à frente do segmento. Cria da comunidade Preta e Amarela, ela esbanjou samba no pé e carisma com seus súditos na Marquês de Sapucaí. Um verdadeiro show.

Império Serrano faz ensaio tecnicamente perfeito no embalo de sua bateria e na força da comunidade

Por Rafael Soares, Guibsom Romão, Maria Clara, Matheus Morais e fotos de Nelson Malfacini

O Império Serrano, uma das mais tradicionais e importantes escolas de samba do país, foi o último a se apresentar neste sábado de ensaios técnicos para os desfiles da Série Ouro em 2024. E, novamente, a agremiação mostrou toda sua força. Logo no esquenta, uma sequência incrível de clássicos sambas levantou o público que acompanhava o treino na Sapucaí. Muitos torcedores do Reizinho se fizeram presentes e comandaram uma bonita festa, com direito a fumaça verde, sinalizadores e fogos frios na arquibancada.

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O Império deu início ao seu ensaio com uma apresentação bem forte de sua comissão de frente e um ótimo bailado de seu casal de mestre-sala e porta-bandeira. A harmonia da escola teve um desempenho muito bom, bem equilibrada entre suas alas, ao cantar um difícil, mas belo samba-enredo. A evolução se mostrou correta e sem sustos. Destaque também para a atuação do carro de som, em especial ao intérprete oficial Tem-Tem Jr, cada vez mais seguro na função. E para coroar o ensaio, uma apresentação formidável da bateria de mestre Vitinho, impulsionando ainda mais o desempenho da escola.

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“A avaliação é muito positiva. A escola cantou, passou organizada. É isso que a gente pede para os componentes o tempo todo. Eu acho que em critério de evolução e harmonia, a gente conseguiu alcançar o objetivo, mesmo com a qualidade do carro do som muito ruim, mas a gente veio preparado para isso. O ensaio foi um balanço final muito positivo. A gente tem muita coisa ainda para aprimorar. Até o dia do desfile a gente precisa ajustar muita coisinha. É natural, a gente ensaia na rua de uma maneira, a gente chega aqui, a gente tem que entender como é que é o processo, o que funcionou, o que que não funcionou, para a gente chegar nessas duas, três semanas que faltam, para a gente fazer acontecer. Vamos desfilar com 2500 componentes”, revelou Jeferson Carlos, diretor de carnaval.

O Império Serrano será a última escola a desfilar no sábado de carnaval e levará para a avenida o enredo “Ilu-Obá Oyó – A gira dos ancestrais”, mostrando a importância de cada orixá na cultura trazida pelos africanos para o Brasil através da formação do candomblé.

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Comissão de Frente

Comandada pelo coreógrafo Marlon Cruz, o grupo de comissão de frente do Império era formado por 15 mulheres pretas. Todas elas estavam descalças. Algumas usavam saias brancas e outras usavam saias prateadas, que davam um efeito especial a cada movimento e giro. Elas também usavam lenços com folhas na cabeça. Uma das integrantes possuía maior destaque ao usar uma espécie de túnica que deixava seus cabelos à mostra. Ela tinha um papel de destaque na coreografia, principalmente quando outras integrantes pegavam cestos com oferendas para ela em determinados momentos do samba em que algumas orixás são citadas. Uma coreografia muito bem sincronizada e forte, passando com precisão a energia do enredo. Todas as mulheres demostraram muita garra e potência na apresentação.

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“A comissão amassou, veio brincando, sorrindo. A gente trocou muito ali com comissão e coreógrafo, elas botaram pra quebrar, não adianta, isso aqui é Império. A gente vai fazer história. Esse elenco começou lá em outubro e está até agora. O pessoal é muito bom, muito bom mesmo. No dia vocês vão ter fortes emoções. Vocês vão ver aonde tudo começou no Brasil passar nessa avenida aqui. Pode ter certeza”, garantiu o coreógrafo.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Império Serrano, Anderson e Eliza, exibiu uma ótima apresentação no ensaio técnico deste sábado. Ambos vestiam belas roupas verdes e brilhantes. A dança da dupla foi bastante pautada na letra do samba-enredo, com vários momentos coreografados. Eles mostraram diversas interações bonitas e originais. Inclusive, quando a porta-bandeira girava e o mestre-sala parecia receber uma rajada de vento e fazer força para se manter no chão. Eles utilizaram um bom espaço da pista, sempre muito seguros de seu número e, ao mesmo tempo, leves para bailar. Uma atuação que chamou a atenção de todos.

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“Eu acredito que foi um ensaio bem confiante, consciente e bem lúcido, fazendo tudo que estamos propondo nos ensaios e colocando na prática, acredito que deu tudo certo, foi 100%. “Sempre tem coisas para melhorar, a gente sempre parte desse princípio, até nos nossos ensaios extras. Sempre vamos sentir falta de mais emoção, mais garra, mais confiança, sempre podemos melhorar”, disse a porta-bandeira.

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“A gente testou muito o andamento e a parte técnica hoje para que a gente venha com uma lucidez, sabendo que o emocional conta muito, né. A gente se emociona, a gente se envolve. Optamos em vir hoje com a lucidez e deixar a emoção para o dia do desfile. Feu muito certo, acertamos tudo nos três jurados, toda a coreografia foi bem colocada, um pouco sem emoção ainda, mas no dia do desfile, com fantasia e público, vai sair. A gente tentou ver a parte tática, coreografia, espaçamento. Mas eu sinto que a técnica vai se aprimorando mais com o tempo. Eu tento ganhar um pouco de peso para que quando chegar nos últimos quinze dias eu perder peso para vir mais leve no desfile. Sentimos que a tática foi muito boa e a técnica a gente vai melhorando para o dia do desfile. A fantasia vai surpreender muito esse ano. É totalmente atípica”, completou o mestre-sala.

Samba-Enredo

A obra musical do Império traduz muito bem a força e importância do enredo para a escola e para o carnaval de forma geral. Embora tenha algumas passagens difíceis de serem cantadas em sua letra, a melodia valente tem o poder de impulsionar. Tendo isso em vista, o desempenho do samba foi bastante satisfatório no ensaio técnico. Mas é interessante notar que ainda há margem para crescimento da obra até o dia oficial de desfile.

“Foi um ensaio muito forte! Escola canta muito! Para mim que estava do lado do carro de som eu não vi a escola parar nenhum minuto de cantar, não sei para vocês que rodam tudo e não param, eu espero que seja a mesma impressão que eu tive, porque nos nossos ensaios a diretoria bate muito isso: o canto da escola. A Serrinha tem um chão… um dos mais fortes do carnaval carioca. Hoje não foi diferente, a gente está com aquela sede de vencer, então a galera está com o canto entalado, chega aqui quer colocar para fora. A gente vai buscar esse caneco, a gente vai brigar por esse título. O Império é muito técnico. O Império por ele querer buscar o lugar que a gente não deveria ter perdido, que é o Grupo Especial, a diretoria vem trabalhando muito sério e cada ponto que a gente errou tenho certeza que vai ser apontado, ninguém é perfeito, acredito que acertamos mais do que erramos hoje. Mestre Vitinho é meu irmão. Ele que me apontou, me trouxe para cá, apostou em mim. Junto com a gestão anterior do Sandro Avelar que é uma pessoa que eu vou agradecer eternamente, que foi ele que me deu a oportunidade. Se eu estou aqui hoje é porque lá atrás ele apostou em mim, ainda na Intendente. Cantei em outras escolas graças a ele, como ele me indicou e sempre apostou em mim. E hoje me deu essa felicidade, que eu acho que é a felicidade de qualquer cantor carioca é cantar no Império Serrano. Eu estou sendo um sortudo. A bateria do Vitinho é genial, essa molecada, essa rapaziada da diretoria me apoia muito. Uns moleques o tempo todo me chamando, conversando com a minha rapaziada. O Vitor já não é novidade para ninguém. Espero me espelhar nele e ser um Vitinho para o Império Serrano daqui uns dias”, disse o intérprete.

Harmonia

A comunidade do Império Serrano mostrou um desempenho muito bom de canto no treino deste sábado. A maioria dos desfilantes sabiam entoar a obra, inclusive nas suas partes mais difíceis. O volume de canto entre as alas foi bem uniforme, com pouquíssimas destoando. Apesar de não ter sido explosivo, como alguns esperavam, o quesito foi muito bem defendido. O carro de som, comandado pelo intérprete Tem Tem Jr., teve uma ótima atuação, conduzindo o samba com a firmeza e a força que o enredo pede. O bom entrosamento entre os cantores e a comunidade foi notório.

Evolução

Ótima atuação do Império em sua evolução na pista da Marquês de Sapucaí. O ritmo da escola no ensaio se mostrou perfeito para que os componentes cantassem o samba com tranquilidade e brincassem o seu carnaval. Porém, ainda há margem para melhora na animação e espontaneidade da escola. Não foi notado nenhum tipo de aceleração ou lentidão no cortejo. Tampouco houve abertura de espaços entre as alas. O quesito foi defendido com muita segurança pela agremiação.

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Outros destaques

A bateria comandada por mestre Vitinho deu mais um show na avenida. Uma aula de ritmo para embalar o samba com a força que é necessária, permitindo também o bom desempenho de sua comunidade na harmonia. Um leque de bossas muito potentes e bem encaixadas na obra musical, impulsionando ainda mais o conjunto da escola. Após um período instabilidade, a chegada de mestre Vitinho, há alguns anos, fez com que a bateria do Império evoluísse através de seu ótimo trabalho.

“Jogo é jogo e treino é treino. Eu acho que todo ensaio é muito bem-vindo e eu costumo levar o ensaio como desfile. Se hoje fosse desfile, ia ser muito bacana para mim. O pessoal se doou, mesmo com alerta de chuva, o pessoal se doou, veio. O finalzinho estava dando aquela chuviscada, vou dizer que é para lavar, com alegria, saudar o Império Serrano, com louvor. Acho que a gente pode mais, o pé no chão, cabeça fresca. Sou um cara que me cobro muito e vou cobrar muito do Império Serrano. Se hoje foi bom, no desfile será melhor ainda. Só tenho a agradecer a cada ritimista. A gente sempre tem o que melhorar. Eu particularmente sou um cara que cobro muito tudo, mas eu tive o resultado até mais do que esperado. Estou muito satisfeito com a ‘Sinfônica do samba’, com essa entrega que eles me deram hoje, mas vou procurar melhorar mais ainda para o desfile”, afirmou mestre Vitinho.

Destaque também para o “arrastão” que se formou logo atrás da última ala da escola, contando com um bom número de pessoas. O Império foi a primeira e única agremiação, até o momento, que proporcionou esse tipo de interação.

Fotos: ensaio técnico do Império Serrano na Sapucaí

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Fotos: ensaio técnico da São Clemente na Sapucaí

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Fotos: ensaio técnico da Vigário Geral na Sapucaí

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Grande Rio esbanja técnica em ensaio de rua marcado pelo entrosamento entre canto e bateria

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A Grande Rio fez o seu penúltimo ensaio de rua na noite de sábado, em Caxias. O treino aconteceu na tradicional Avenida Brigadeiro Lima e Silva e contou com a presença da comissão de frente pela primeira vez, que já apresentou a coreografia oficial. Com andamento suave e samba na ponta da língua dos componentes, a comunidade mostrou que a letra não é um problema e cada sílaba da segunda parte, sai com bastante tranquilidade. Do que foi mostrado, a Tricolor está pronta para garantir boas notas nos quesitos harmonia e evolução no desfile que terá como enredo “Nosso destino é ser onça”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

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Fotos: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“A minha avaliação deste ensaio é muito boa, porque estamos melhorando a cada semana e a escola está ficando cada vez mais madura. Esse foi o penúltimo ensaio de ensaio de rua, sem contar com o da Sapucaí que, para a gente já é uma prévia do desfile. Então, estou muito satisfeito e feliz com a comunidade. Todo mundo cantando, o pessoal comprou o barulho… É um trabalho que começou meses atrás, agora é sintonia fina, reta final. A escola está quase pronta”, avaliou o diretor de carnaval Thiago Monteiro.

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Não trovejou como estava previsto, tampouco choveu como esperado, mas escureceu porque já eram 21h50 quando começou o ensaio. A avenida decorada para o natal, apresentava simpáticos sinos e flocos de neve, em pleno calor de Caxias. E na pista, não teve gelo. Tudo acabou em fogaréu e depois se transformou em mar de suor, quando a aldeia Grande Rio fez um ensaio para provar que letra difícil não impede a comunidade de cantar. Uma alcateia bem organizada, com adereços de mão e impondo o samba com componentes comprometidos – ferozes – praticamente travestidos de pantera.

Comissão de frente

A começar pela comissão de frente. Primeira participação do quesito no ensaio de rua para o Carnaval 2024 e chegaram com o pé na porta, com direito a coreografia oficial. A coreógrafa Beth Bejani, que assina o trabalho ao lado de Hélio Bejani, explicou que a comissão esteve presente para compor o andamento da escola e deixar o treino completo. Ela ainda acrescentou que será o maior trabalho da carreira deles, mas fez mistério sobre o uso de elementos cenográficos: “O que vamos levar para o desfile é segredo, mas a comissão tem uma transformação. Ela tem dois atos no chão e mais outro ato, que será uma surpresa. Estamos muito felizes porque, sem dúvida, é o maior projeto da nossa carreira. Está muito trabalhoso, mas estamos nos dedicando para que tudo dê certo”.

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Na apresentação, ficou visível que os bailarinos deixaram espaços para interação com algum elemento, mas a coreógrafa não revelou para manter a promessa de surpresa. Mas, aqui está o que foi apresentado: Eles chegam na cabine no meio da segunda parte do samba e iniciam a apresentação com um componente representando uma onça, mas ele salta também com um passo de dança indígena. Depois, vira onça de novo. Os outros bailarinos fazem apoio a esse solo. Inclusive, a dança indígena é muito presente na apresentação. O ato 2, dá a entender a transformação da onça, mas isso só no desfile mesmo para saber detalhes, já que Beth Bejani fez mistério na entrevista. Então, o grupo fecha a onça, fazem uma coreografia e abrem de novo, quando acontece uma pausa, provavelmente para interação com elemento cenográfico. O ato 3, é justamente essa interação, quando a dança passa a ser dependente dessa surpresa que a Beth falou. Mas, a
dança foi muito bem sincronizada, marcada com gritos e um ótimo uso de espaço. Muito promissor.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Saindo a comissão de frente, chegou o primeiro casal, Daniel Werneck e Taciana Couto. Eles ganharam a nota 30 no último desfile e perderam um décimo, descartado, na última cabine. Muito aplaudidos pelo público, a leveza do mestre-sala chamou atenção. Os giros suaves da porta-bandeira casam perfeitamente com o bailado de Daniel. Na apresentação os dois investiram em finalizar giros com conexão de mãos, o que deu mostra de puro sincronismo do casal.

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No trecho entre “Kiô! Kiô, kiô, kiô Kiera” até “travestida de pantera”, eles bailam pelo espaço, dando ainda mais movimento à dança. Usam toda a pista e se encontram no meio para o segundo trecho “Kiô! Kiô, kiô, kiô Kiera”, quando apresentam passos de dança indígena. No final, ao início da virada para o refrão principal, Taciana para e Daniel dá um quarto de volta em torno dela, que começa a girar quando ele passa por sua frente. Uma beleza de apresentação.

Evolução

A partir daí um show de andamento em um ensaio que teve 62 minutos de duração. Só na cadência suave do samba, a escola foi no excelente embalo rumo ao final da pista. Adereços de mão deram volume, movimento às alas e preencheu a falta de fantasias. Deu bom efeito visual na pulsação da escola. Não foi identificado buracos, alas emboladas ou qualquer confusão de posicionamento. Foi possível perceber uma escola mais técnica que no ano passado, quando a Grande Ria pediu componentes mais soltos e brincantes, porém a mudança de comportamento não deixou a escola burocrática.

“A proposta é diferente entre você falar de onça e de Zeca Pagodinho. O espírito do enredo passado era algo solto, com irreverência. Esse ano, estamos cantando uma lenda Tupinambá. É onça, é uma fera. Não adianta você falar de pautas importantes com o comportamento do enredo passado, que é diferente da postura do Exu, diferente do Tatalondirá. Tem que ser diferente. E isso nos deixa feliz, porque entendemos que o público e a comunidade perceberam o personagem que eles vão defender”, explicou Thiago Monteiro, diretor de carnaval.

Harmonia

Sobre personagem que os componentes vão defender, um deles é o samba. E o canto está alinhado e uniforme. O destaque fica para as quatro alas seguintes ao carro de som, sem contar com os pandeiristas. Esse setor merece uma estrelinha da diretoria. Quanto ao desempenho, o carro de som jogando o canto para comunidade mostra a segurança da escola em relação ao trabalho realizado no samba, que toda a letra é cantada sem enrolar, apesar da dificuldade da obra.

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Samba-enredo

Trava-língua é só para os haters, porque em Caxias é tranquilo e favorável. O samba é entoado com força, graças ao trabalho didático que foi feito para que versos como “Yawalapiti, Pankararu, Apinajé, o ritual Araweté, a flecha de Kamaiurá” pudessem ser cantados sem nenhum problema. A levada cadenciada da obra também favorece ao canto e, com o carro de som da escola, a missão parece fácil: “O samba pode ser difícil para os outros, mas para nós é tranquilo. Escolhemos essesamba porque confiamos muito no material que temos. Sabíamos que seria tranquilo e não tem nenhuma parte que é incantável. Isso nos dá tranquilidade para saber quem está conosco, tanto o samba quanto quem está cantando ele”, disse Thiago Monteiro.

O cantor Evandro Malandro destacou o trabalho da escola de cantar cada letra e aplicar as pronúncias corretas para a comunidade: “Quando escolhemos o samba, com uma semana já estávamos estudando parte por parte da letra, martelando o segundo trecho, porque não é algo corriqueiro. Trabalhamos bastante e o resultado veio. O início da segunda parte ‘Yawalapiti…’ procuro cantar o mais explicado possível e começamos a trabalhar cada pronúncia com a comunidade. Se a gente não tivesse esse trabalho não íamos chegar ao resultado”, disse o cantor Evandro Malandro.

Bateria

O responsável por dar o ritmo ao samba, mestre Fafá, está trabalhando para recuperar as quatro notas 10, já que no último carnaval, levou um 9,9 descartado. Ele contou que, no curso para julgadores de bateria, ficou clara como será avaliação e ele já tem a receita para conquistar o décimo que faltou para o 40.

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“Este jurado que nos tirou 1 décimo, foi o mesmo que nos deu 10 nos anos anteriores. Temos que reconhecer quando erramos. Aconteceu uma falha e vamos trabalhar para reconquistar o 10 do jurado. Desde que cheguei, este é o ano que sinto a bateria mais feliz. A melodia do samba ajuda muito na forma que trabalhamos e estamos pulsando”, contou o mestre.

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Sobre o ensaio, Fafá contou que está nos ajustes finais. A apresentação foi daquelas que ele acostumou o público: envolvente. Vai levando no ritmo, balançando, quando a plateia percebe, já está entregue à bateria da Grande Rio.

“Está com 95% para o desfile. Estamos ensaiando demais e em crescente grande. Nosso último ensaio no setor 11 me deixou muito feliz, porque conseguimos o nosso objetivo. Conseguimos filmar e observar de vários ângulos para saber se algo estava saindo errado. Esses últimos ensaios de rua são mistos de sensações. Esse ano, a gente está querendo muito e espero que seja mais um ano de êxito para a bateria”, contou.

Ensaio Técnico

Se o Fafá curtiu o ensaio no setor 11, no dia 3 de fevereiro, ele terá uma experiência com toda a avenida. Isso porque, quis a natureza que as datas dos ensaios fossem mudadas e a Grande Rio fosse deslocada para participar dos testes de som e luz. Sobre ensaiar na Sapucaí com o som oficial do desfile, o diretor de carnaval contou que muda a estratégia. Segundo Thiago Monteiro, muda a forma de ensaiar, o posicionamento da bateria e das alas, mas que a escola vai encarar como um teste, porque é preciso fazer bonito no dia do desfile.

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Mestre Fáfá revelou que será uma alegria a bateria poder ser ouvida pela avenida toda: “Muda bastante coisa ensaiar com o som oficial, porque vamos conseguir fazer tudo o que queremos. Vamos conseguir nos ouvir bem. Para a gente é muito bom, porque o carro que usamos nos ensaios é difícil da escola inteira ouvir. Agora, seremos ouvidos na avenida inteira”.

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E depois do ensaio técnico, será a vez da Grande Rio colocar as fantasias e as alegorias para o jogo, no desfile. A Tricolor de Caxias será a quarta escola a desfilar no domingo de carnaval, 11 de fevereiro.

Fotos: ensaio técnico do Sereno de Campo Grande na Sapucaí

Entregador agredido a chicotadas no Rio vai interpretar João Cândido no desfile do Tuiuti

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O entregador Max Ângelo dos Santos, que foi agredido a chicotadas em São Conrado, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, no ano passado, aceitou o convite do Paraíso do Tuiuti e desfilará na agremiação neste Carnaval. Ele será João Cândido na terceira alegoria da escola, que representa o momento da Revolta da Chibata (1910). Max esteve no barracão da azul e amarelo, na Cidade do Samba, e conversou com o carnavalesco Jack Vasconcelos.

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Foto: Divulgação/Tuiuti

“O que aconteceu comigo, mais de um século depois da revolta liderada pelo João Cândido, não pode acontecer nunca mais. Vai ser uma responsabilidade muito grande representar esse herói na Marquês de Sapucaí. Fiquei muito honrado com o convite do Tuiuti”, afirmou Max, que é morador da Rocinha. Ele confirmou presença no ensaio técnico da agremiação neste domingo, na Marquês de Sapucaí.

Para Jack, a presença do entregador no desfile promete emocionar o público e alertar que casos de agressões ao povo preto não podem ficar impunes.

“A agressão sofrida pelo Max foi muito importante na definição do nosso enredo para o Carnaval. A gente não pode aceitar nenhum tipo de agressão, muito menos física e da forma que foi. O Max é um personagem muito simbólico dentro do desfile”, conta o artista.

Outros nomes já confirmados

O ator Izak Dahora também vai marcar presença na apresentação do Tuiuti. O eterno saci do “Sítio do Pica-Pau Amarelo” estará em um dos tripés do desfile, representando o João Cândido em outra fase da vida. O jornalista Ernesto Xavier e o próprio filho do Almirante Negro, Seu Candinho, farão as demais interpretações.

Na folia deste ano, o Tuiuti vai desfilar com o enredo “Glória ao Almirante Negro!”, desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos, homenageando a vida e história de João Cândido, marinheiro brasileiro que se empenhou na luta contra os maus-tratos, a má alimentação e as chibatas sofridas pelos colegas. A azul e amarelo será a quinta a desfilar na segunda-feira de Carnaval.