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Carnaval 2026: Intendente Magalhães terá 54 desfiles ao longo de seis dias de folia

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Conhecido como “Passarela Popular do Samba”, o Carnaval da Intendente Magalhães é o local por onde passam as agremiações das séries Prata, Bronze e do Grupo de Avaliação, além do Grupo 1 das Federações dos Blocos. Em 2026, a avenida volta a receber diversas escolas de samba das mais diferentes regiões do estado, que prometem grandes disputas em dias de muita emoção, histórias, personagens e senso de comunidade.

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Foto: Divulgação/TV Brasil

Organizado pela Superliga RJ, em parceria com a Riotur, o Carnaval terá sua programação iniciada no sábado, a partir das 20h, com os desfiles do Grupo 1 da Federação dos Blocos Carnavalescos. Esse dia reunirá os blocos de enredo que disputam vaga no Grupo de Avaliação. Já os desfiles da Série Prata acontecem no domingo e na segunda-feira, a partir das 18h, com as escolas que competem para subir para a Série Ouro. O Grupo de Avaliação desfilará na terça-feira, e a Série Bronze entra na avenida na sexta e no sábado, após o Carnaval oficial.

“A Intendente Magalhães é um dos maiores símbolos da democratização do Carnaval do Rio. É ali que a cultura popular pulsa, reunindo escolas tradicionais, comunidades inteiras e milhares de trabalhadores do samba que mantêm viva a nossa festa. A Riotur tem orgulho de apoiar os desfiles da Intendente, trabalhando para oferecer estrutura, segurança e condições adequadas para que as escolas possam se apresentar com dignidade, garantindo visibilidade e respeito ao seu papel na história do carnaval”, diz Bernardo Fellows, presidente da Riotur.

Por ali, concentram-se as escolas e blocos que disputam locais de acesso a cada ano, visando um lugar na elite do Carnaval do Rio. Ao longo dos anos, a Intendente também se consolidou como espaço de revelação de compositores, passistas, carnavalescos e profissionais que movimentam toda a cadeia produtiva da folia. Além disso, o local fortalece o vínculo direto entre as escolas e seus territórios, preservando tradições e estimulando o senso coletivo que marca as escolas de samba.

Localizada a cerca de 19 quilômetros do Centro da cidade, a Intendente Magalhães corta os bairros de Campinho, Oswaldo Cruz, Madureira, Cascadura, Bento Ribeiro e Vila Valqueire. A via integrava a antiga Estrada Real de Santa Cruz. Sua história acompanha a expansão do Rio e reflete as relações culturais do povo carioca e suas realidades. Os desfiles da Intendente são gratuitos e garantem uma ótima opção para quem busca viver uma versão mais raiz e tradicional do Carnaval carioca.

Confira a programação completa dos desfiles

Federação dos Blocos – Grupo 1

Início: 20h

Sábado – 14 de fevereiro

Birita Mas Não Cai — 20h

Império do Gramacho — 20h50

Vai Barrar? Nunca! — 21h40

Cometas do Bispo — 22h30

Unidos do Alto da Boa Vista — 23h20

União da Ponte — 00h10

Novo Horizonte — 01h

Renascer de Vaz Lobo — 01h50

Unidos do Bandeirantes — 02h40

Do Barriga — 03h30

SÉRIE PRATA

Domingo – 15 de fevereiro

Início: 18h

Mocidade Unida do Santa Marta — 18h

Arrastão de Cascadura — 18h40

Tubarão de Mesquita — 19h20

Renascer de Jacarepaguá — 20h

União do Parque Curicica — 20h40

Independente da Praça da Bandeira — 21h20

Chatuba de Mesquita — 22h

Vizinha Faladeira — 22h40

Unidos de Lucas — 23h20

Independentes de Olaria — 00h

Tradição — 00h40

Lins Imperial — 01h20

União de Jacarepaguá — 02h

Acadêmicos do Cubango — 02h40

Segunda-feira – 16 de fevereiro

Início: 18h

Império da Tijuca — 18h

Flamanguaça — 18h40

Feitiço Carioca — 19h20

Siri de Ramos — 20h

Acadêmicos da Abolição — 20h40

Império de Nova Iguaçu — 21h20

São Clemente — 22h

Acadêmicos do Dendê — 22h40

Acadêmicos do Engenho da Rainha — 23h20

Unidos de Santa Tereza — 00h

Acadêmicos da Rocinha — 00h40

Acadêmicos de Santa Cruz — 01h20

Alegria do Vilar — 02h

Leão de Nova Iguaçu — 02h40

Império da Uva — 03h20

GRUPO DE AVALIAÇÃO

Terça-feira – 17 de fevereiro

Mocidade Unida da Cidade de Deus — 18h

Império Ricardense — 18h40

Raça Rubro-Negra — 19h20

Império da Resistência — 20h

Mocidade Independente de Inhaúma — 20h40

Acadêmicos da Pedra Branca — 21h20

Difícil é o Nome — 22h

Gato de Bonsucesso — 22h40

Arame de Ricardo — 23h20

Acadêmicos de Madureira — 00h

Renascer de Nova Iguaçu — 00h40

Coroado de Jacarepaguá — 01h20

Delírio da Zona Oeste — 02h

Unidos de Manguinhos — 02h40

Casa de Malandro — 03h20

SÉRIE BRONZE 

Sexta – 20 de fevereiro

Concentra Imperial — 18h

Acadêmicos do Recreio — 18h40

Rosa de Ouro — 19h20

Império de Brás de Pina — 20h

Sereno de Campo Grande — 20h40

Flor da Mina do Andaraí — 22h

Unidos de Cosmos — 22h40

União Cruzmaltina — 23h20

Alegria de Copacabana — 00h

Sábado – 21 de fevereiro

Caprichosos de Pilares — 18h

Unidos da Vila Rica — 18h40

Boi da Ilha do Governador — 19h20

Imperadores Rubro-Negros — 20h

Unidos do Cabuçu — 20h40

Unidos da Vila Kennedy — 21h20

Acadêmicos do Peixe — 22h

Novo Império — 22h40

Mocidade de Vicente de Carvalho — 23h20

Unidos da Barra da Tijuca — 00h

Band abre alas para o desfile das escolas de samba da Série Ouro

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Após renovar o contrato por mais três anos, a Band segue como a emissora detentora dos direitos de transmissão dos desfiles da Série Ouro do Rio de Janeiro, reforçando o compromisso com o Carnaval e valorizando as escolas com uma cobertura ampla e jornalística do espetáculo, na Marquês de Sapucaí.

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Foto: Divulgação/Band

Para registrar cada detalhe das apresentações, serão usadas 29 câmeras e dois drones, com seis equipes de reportagem espalhadas em pontos estratégicos da avenida.

Na sexta-feira, 13, e no sábado, 14, as transmissões terão início às 20h30, para o público do Rio de Janeiro, e à 1h para todo o Brasil. A apresentação será de JP Vergueiro, com comentários de Aydano André Motta, Bruno Chateaubriand e Rafaela Bastos, além dos comentários técnicos de Gustavo Mostof. Amin Khader, mais uma vez, acompanha de perto o público no setor 1.

Novidade no elenco: Flora Cruz

Reforçando o time da Band, Flora Cruz, filha do cantor e compositor Arlindo Cruz, vai entrevistar componentes das escolas de samba na concentração. “A chegada da Flora Cruz ao elenco reforça o nosso compromisso de olhar para o maior espetáculo da Terra com respeito à história, às pessoas e às vozes que fazem essa festa ser o que ela é. E esse mesmo espírito está presente na homenagem que o Troféu Band Folia presta este ano à Leci Brandão, uma artista fundamental para a cultura brasileira. São escolhas que traduzem o carinho e a responsabilidade da Band com o Carnaval”, afirma André Marini, diretor-geral da Band Rio.

Apuração das notas

Pelo segundo ano consecutivo, a apuração das notas será realizada na quinta-feira (19), com transmissão exclusiva da Band. Durante o evento, o público vai conhecer a escola campeã da Série Ouro, que garante vaga no Grupo Especial em 2027.

Troféu Band Folia: homenagem à Leci Brandão

Finalizando o calendário do Carnaval, o Troféu Band Folia premia, no dia 23 de fevereiro, nove quesitos: enredo, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, intérprete, samba-enredo, bateria, ala de passistas, esquenta e melhor escola. Os vencedores são escolhidos por meio de um QR Code disponibilizado na tela da Band durante os desfiles.

O júri da Band também vai nomear o destaque do ano. Este ano, o troféu vai homenagear a cantora e compositora Leci Brandão, enredo da Unidos de Bangu.

Nas rádios BandNews FM e Band FM

A cobertura da Série Ouro se estende ainda ao rádio e ao digital. A BandNews FM Rio acompanha todos os desfiles pelo dial 90.3, com apresentação de Bruno Filippo, Carlos Andreazza e Christiano Pinho. Christiano Pinho e Bruno Filippo também comandam a cobertura do Grupo Especial e das apurações, ao lado de Vinicius Dônola.

No digital

No YouTube, Band TV Rio, BandNews FM Rio e Band Folia transmitem os desfiles da Série Ouro do Carnaval. Já o Grupo Especial também pode ser acompanhado pelo canal da BandNews FM Rio. Nas redes sociais do grupo (@bandtvrio, @bandnewsfmrio e @bandfmrio), a cobertura em tempo real dos desfiles também é realizada.

Desfiles à beira do colapso: Governo do Estado não paga subvenção das séries Ouro, Prata e Bronze para o Carnaval 2026

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Faltam apenas três dias para o início dos desfiles da Série Ouro e cinco para o início das apresentações da Série Prata e depois da Bronze do Carnaval do Rio de Janeiro, e um fato gravíssimo expõe, mais uma vez, o abismo entre o discurso oficial e a realidade vivida pelas escolas de samba: o Governo do Estado do Rio de Janeiro ainda não pagou a subvenção destinada às agremiações.

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Foto: Philippe Lima/Divulgação Governo do Estado

Não estamos falando de luxo. Não estamos falando de excessos. Estamos falando do mínimo necessário para que escolas do povo consigam colocar seus desfiles na avenida. Atrasar, ou simplesmente não pagar, esse recurso às vésperas do carnaval é um absurdo, um desrespeito institucional e uma ameaça real à realização dos desfiles de 2026.

As escolas de samba da Série Ouro, Prata e Bronze não sobrevivem sem a subvenção pública. São agremiações comunitárias, formadas por trabalhadores, famílias inteiras, gente que faz carnaval por paixão, pertencimento e resistência cultural. Abandoná-las é virar as costas para a própria essência do carnaval carioca.

É preciso chamar o nome do responsável: o Governo Cláudio Castro. Historicamente, sempre se colocou como aliado das escolas de samba, sempre discursou sobre a importância do carnaval como motor cultural, social e econômico do Rio de Janeiro. Estranhamente, neste ano, sumiu da camada mais popular do samba. Sumiu justamente onde o carnaval é mais frágil, mais vulnerável e mais dependente do poder público.

E como se não bastasse a falta de pagamento, as escolas já convivem com uma realidade cruel: a ausência de barracões, a falta de estrutura mínima de trabalho, improvisos constantes e custos cada vez mais altos. É um carnaval feito na raça, no sacrifício, no limite. Cobrar excelência dessas agremiações enquanto se nega o básico é hipocrisia institucionalizada.

Em desfiles cada vez mais disputados, técnicos, rigorosos e competitivos, é inadmissível que o poder público trate essas escolas com tamanho descaso. Não existe planejamento possível sem previsibilidade financeira. Não existe carnaval forte sem respeito às suas bases.

É urgente que o Governo do Estado reveja completamente sua política de subvenções. O pagamento precisa ser previsível, organizado e iniciado em julho, com depósitos mensais. Isso não é gasto: é investimento. Um modelo assim barateia o carnaval, evita desperdícios, melhora a qualidade dos desfiles e, principalmente, gera emprego e renda durante o ano inteiro, e não apenas às vésperas da festa.

O carnaval não nasce em fevereiro. Ele é construído todos os dias, nos barracões improvisados, nas quadras, nas comunidades. Quando o Estado falha, quem paga a conta é o povo do samba.

Se escolas não desfilarem, se houver prejuízos irreparáveis, se o carnaval popular for enfraquecido, a responsabilidade será clara e direta. O poder público não pode abandonar quem sustenta a maior manifestação cultural do país.

O relógio está correndo. O silêncio do governo é ensurdecedor. E o risco, agora, é real.

Rosas de Ouro pode perder décimos por atraso na entrega da pasta de jurados no Carnaval 2026

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Atual campeã do carnaval de São Paulo, segundo informações da CNN Brasil, a Rosas de Ouro não cumpriu o prazo regulamentar para a entrega da pasta de jurados referente ao Carnaval 2026. O material deveria ter sido protocolado até as 23h59 da última segunda-feira, o que não aconteceu, conforme informado pela emissora.

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O descumprimento do prazo foi comunicado oficialmente pelo presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), Renato Remondini, em mensagem enviada aos presidentes das outras 13 escolas do Grupo Especial. No comunicado, a Liga concedeu um novo prazo para a entrega do documento, estabelecendo o limite até as 14h desta terça-feira.

A entrega fora do prazo deverá ser analisada e deliberada pelos presidentes das demais agremiações do Grupo Especial. Até o momento, a Rosas de Ouro não se manifestou oficialmente sobre o atraso, assim como a própria Liga-SP.

‘Mestra, você me fez amar a festa!’: O canto nostálgico do Salgueiro em homenagem a Rosa Magalhães

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O verso do refrão foi cantado com toda força nos fins de semana de ensaio técnico na Sapucaí, bem como nas noites de quinta-feira, na Rua Maxwell, nas últimas semanas. A homenagem à professora Rosa Magalhães neste ano mexe com os corações dos apaixonados por escola de samba e, em especial, dos salgueirenses, lugar onde Rosa iniciou a carreira, em 1971, e garantiu 3º lugar e vice-campeonato, respectivamente, em 1990 e 1991. Em conversa com o CARNAVALESCO, os componentes do Torrão Amado abrem o coração e compartilham a emoção e as memórias que o samba evoca ao saudar a mestra.

A homenagem a Rosa Magalhães escancara o impacto do legado da professora em todas as gerações. A jovem Vitória Campos, de 25 anos, compartilha a emoção com o samba, que consegue gerar nostalgia no coração salgueirense a cada nota.

Vitoria Campos Salgueiro.HEIC
Foto: Mariana Santos / CARNAVALESCO

“Eu, pessoalmente, gosto muito dos sambas antigos, principalmente do Salgueiro. Nesse samba, usaram uma estrutura para poder relembrar algo que eu adoro. Poder homenagear a Rosa e ainda lembrar da pegada antiga, para mim, é ótimo. O refrão pega muito, os pré-refrões pegam muito. Fico totalmente extasiada”, disse.

Além do Salgueiro, o legado como professora também marcou Vitória. Formada em Arquitetura, a jovem lembra os carnavais e artes de Rosa expostos na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde lecionava Cenografia e Indumentária.

“Eu frequentei muito a Escola de Belas Artes e lá eles têm uma área superprodutiva artística, onde há muitas cenas de desfiles dela, dos carros alegóricos. Quando eu olhei a comissão de frente no ensaio, eu falei: ‘eu já vi essas bruxas’. São memórias de estudo mesmo que eu acabei tendo. Eu fui vendo dentro da academia como ela, no lugar em que era professora”, compartilhou.

O samba deste ano emociona também quem viveu carnavais de Rosa Magalhães na pele. Eduardo Nascente, da Velha Guarda, em seus 40 anos de Salgueiro, teve a honra de desfilar nos dois carnavais de Rosa pela escola. Em 1990, em “Sou Amigo do Rei”, desfilou como um Rei de França em ala e, em 1991, com “Me Masso se Não Passo pela Rua do Ouvidor”, desfilou como passista. Eduardo relembra o luxo que a carnavalesca trouxe para a escola já em seu primeiro ano e que espera reviver hoje, 36 anos depois.

Eduardo Nascente Salgueiro.HEIC
Foto: Mariana Santos / CARNAVALESCO

“Salgueiro estava meio assim no carnaval, sobe e desce, de primeiro para o segundo grupo. Contratamos a Rosa, e a Rosa montou a escola no luxo, como Joãozinho Trinta fazia na Beija-Flor. E nós alcançamos o terceiro lugar. Foi de arregalar os olhos o luxo que o Salgueiro apresentou. Este ano, a emoção será por conta do desfile que o Salgueiro vai apresentar. Embora muita gente esteja dizendo que a Rosa só fez dois carnavais no Salgueiro, foram dois carnavais fabulosos. São essas duas histórias que vão ser contadas por nós na avenida. O carnaval é democrático, é a mistura das escolas. O que ela fez pela Imperatriz, pela Vila e pelo Império Serrano — por onde passou — ela deixou legado, história, um belíssimo carnaval”, relembrou.

Para o ex-passista, o samba deste ano embalará a escola com alegria e levantará o público ao reviver as criações de Rosa no Salgueiro e relembrar seus principais carnavais nas coirmãs.

“A parte do samba é animação, é a evolução da escola. É um samba alegre, leve, fácil de decorar. A gente está contando que o público cante pelo menos o refrão, o arrastão que deve vir atrás do Salgueiro, pois o Salgueiro é o último. O samba é para empolgar, para a escola evoluir, cantar e alcançar essa décima estrela que nós andamos atrás há um tempão. Este ano, Papai do Céu e Rosa Magalhães vão ajudar a estrela a brilhar”, disse.

Para a salgueirense e professora aposentada Fátima Machado, assim como Rosa, fala da emoção que o refrão “Mestra, você me fez amar a festa” evoca.

Fatima Machado e Paulinha filha e mascote do Salgueiro
Foto: Mariana Santos / CARNAVALESCO

“O Salgueiro abraçou o samba, a comunidade abraçou o samba e a Rosa Magalhães, que é a sua referência do carnaval. O samba está lindo, fácil de cantar. Na Sapucaí, todo mundo está cantando”, disse.

Com 50 anos de história no Torrão Amado, Nilda Salgueiro, presidente da ala de compositores, também viveu a “Rua do Ouvidor” de Rosa na escola. Considerando a mestra um ídolo pelo trabalho, ensinamentos e força feminina, Nilda aposta no resgate à memória de Rosa como trunfo na busca da décima estrela, com um samba “estilo Salgueiro”.

Hilda Salgueiro.HEIC
Foto: Mariana Santos / CARNAVALESCO

“É como se fosse uma viagem que o Salgueiro vai mostrar: o que ela fez em relação aos enredos, o que apresentou em outras escolas e na nossa. Eu fico bem emocionada, até porque o samba é bem suave, fala dela, das coisas que ela fez. E quando a gente fala em ‘mestra’, ela realmente foi a grande professora da nossa época. Todo mundo que está por aqui agora estudou com ela, ela deu aula, aprendeu com ela. Isso é muito importante para nós. Tomara que o Salgueiro entre com muita luz, com muita sorte, que consiga a nossa décima estrela, como o nosso samba fala. É a última escola do último dia, não tem mais nada depois do Salgueiro. Com um samba pra cima, muito animado, estilo salgueirense, eu acho que vai arrastar a galera”, disse.

Beija-Flor transforma a Sapucaí em canto de ancestralidade, resistência e emoção

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O segundo ensaio técnico da Beija-Flor de Nilópolis, realizado na noite do último domingo (8), na Marquês de Sapucaí, foi muito mais do que um simples teste de som, evolução e harmonia. Foi um verdadeiro ritual coletivo de emoção, memória e pertencimento. Embalada pelo samba-enredo para o Carnaval 2026, que homenageia o Bembé do Mercado, a comunidade nilopolitana transformou a avenida em um espaço de celebração da ancestralidade, fazendo cada componente cantar do fundo da alma, em um coro que arrepiou quem acompanhava de perto. Em meio a esse clima intenso, o CARNAVALESCO ouviu vozes que traduzem o impacto profundo que o samba vem provocando dentro e fora da escola.

Carlos Alexandre, personal trainer de 38 anos, destacou a força simbólica do enredo e a importância histórica do Bembé como expressão de liberdade e identidade.

Carlos Alexandre personal trainner 38 anos
Foto: Ana Julia Agra / CARNAVALESCO
Carlos Alexandre personal trainner 38 anos
Foto: Ana Julia Agra / CARNAVALESCO

“Primeiramente, a ancestralidade. Desde a libertação dos escravos, começou com a ideia de uma festa, mas, na verdade, foi um grito dos escravos em relação à libertação, e até hoje o Bembé existe por conta disso. Antigamente, os escravos faziam essa festa escondidos, mas, com a libertação, conseguiram dar o seu grito. É uma forma de expressão do povo negro: ‘nós estamos libertos, agora a gente pode fazer isso’. Para mim, é um orgulho. Não é só uma festa, é a origem da festa, falar da nossa ancestralidade. Não é só o Bembé, é algo maior, algo que nos move”, afirmou.

A mesma vibração foi sentida por Sol Mota, servidora pública de 40 anos, que definiu o samba como um retrato sensível da cultura afro-brasileira e da própria essência da Beija-Flor.

Sol Mota e Ellen Oliveira
Foto: Ana Julia Agra / CARNAVALESCO

“Esse samba mexe comigo porque fala principalmente da sensibilidade da cultura afro-brasileira, vindo da Bahia. Então, o Bembé é a Beija-Flor na Avenida. A rua ocupamos por direito”, declarou, reforçando o sentimento de pertencimento e de afirmação cultural que ecoa a cada verso entoado na Passarela do Samba.

Para Ellen Oliveira, jornalista de 31 anos e praticante de religião de matriz africana, o impacto do samba vai além da emoção pessoal e alcança uma dimensão histórica e social.

“Para mim, que sou praticante de religião afro, acho importante que seja mostrado na maior festa cultural do planeta. Uma manifestação que não só resgata, mas também cultiva a raiz dessa cultura afro e da ancestralidade, que é o que move a escola de samba. Nós somos movidos pela ancestralidade. O Bembé é como festejar essa ancestralidade, porque, se nós estamos aqui, é em função desses muitos pretos que lutaram, que resistiram, e acho que, principalmente, é a memória”, afirmou.

Ellen também ressaltou o papel do carnaval como instrumento de preservação histórica em um país marcado pelo apagamento cultural.

“O Brasil, infelizmente, tem um processo de cultivo da memória muito complicado, então deixar isso registrado aqui na Avenida é também uma forma de cultivar uma memória que, às vezes, é perdida, que não se vê nas escolas. Tem essa importância de a gente levar do nosso carnaval para o mundo”, completou, evidenciando o alcance simbólico e educativo do desfile da Beija-Flor.

Ao longo do ensaio, ficou evidente que o samba de 2026 já cumpriu uma de suas missões mais nobres: tocar profundamente cada componente e transformar a Sapucaí em um espaço de pertencimento, orgulho e celebração coletiva. A Beija-Flor mostrou que não canta apenas para disputar um título, mas para manter viva a memória, honrar seus ancestrais e reafirmar, em cada passo, a potência da cultura afro-brasileira.

Comunidade em coro: samba da Imperatriz emociona do início ao fim

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Na cadência dos tamborins e no coro forte da comunidade, o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense deste Carnaval tem provocado mais do que aplausos: tem despertado emoção, orgulho e memória afetiva em quem acompanha a escola de Ramos. Entre componentes, torcedores e amantes do samba, o sentimento é unânime — o enredo não apenas conta uma história, mas mexe com a alma.

Na concentração, minutos antes do desfile, a costureira Maria das Dores, de 58 anos, não segurava as lágrimas ao comentar o que sente ao ouvir o samba:

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Fotos: Victor Busch / CARNAVALESCO

“Quando começa o refrão, eu me arrepio inteira. Parece que estou vendo minha vida passar ali, junto com a história que a Imperatriz está contando.”

Para o estudante de História Lucas Almeida, 35, o enredo tem uma força especial por valorizar raízes culturais:

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Fotos: Victor Busch / CARNAVALESCO

“É um samba que ensina e emociona ao mesmo tempo. A Imperatriz consegue transformar pesquisa em poesia. A gente aprende cantando.”

Já o aposentado Antônio Gomes, 65, destacou a energia que vem da própria comunidade:

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“Esse samba nasceu forte, mas na Avenida ele cresce. Quando a arquibancada canta junto, não tem como não se emocionar. A bateria toca com o coração.”

Fechando o coro de emoções, a passista Nilce Gomes, destacou a força do samba e do enredo que conduzem a escola na Sapucaí:

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“Nosso objetivo era exaltar com verdade, com respeito e emoção. Quando vemos o público chorando, sorrindo e cantando junto, temos certeza de que vamos conseguir puxar a Sapucaí.”

Com versos marcantes e melodia envolvente, o samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense reafirma a força do Carnaval como manifestação cultural e afetiva. Mais do que um desfile, a escola entrega um espetáculo que pulsa na memória e no coração de quem vive o samba.

Império Serrano promove noite de autógrafos com Conceição Evaristo nesta terça em Madureira

Ativa em toda a construção do pré-Carnaval do Império Serrano, a escritora Conceição Evaristo, grande homenageada do enredo “Ponciá Evaristo Flor do Mulungu”, realiza nesta terça-feira, a partir das 19h, uma noite de autógrafos na quadra da escola, em Madureira. A ação é voltada à comunidade imperiana e contará com a venda de livros a preço popular.

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Fotos: Diego Mendes / Divulgação

As obras de Conceição Evaristo serão comercializadas ao valor de R$ 15,00. Toda a renda arrecadada será destinada ao Império Serrano, contribuindo diretamente para os preparativos da escola na reta final rumo ao Carnaval 2026.

A presença constante da escritora nas atividades do pré-Carnaval tem reforçado a proposta do enredo, que une literatura, memória e identidade negra à história do samba e da escola de Madureira. Para Conceição Evaristo, levar sua obra para dentro da quadra do Império Serrano é reafirmar a literatura como instrumento de acesso, pertencimento e cidadania.

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Foto: Diego Mendes / Divulgação

“Tenho participado de forma muito ativa deste pré-Carnaval porque acredito no enredo como um espaço de afirmação da nossa memória e da nossa escrita. Colocar meus livros na quadra do Império Serrano é tratar a literatura como um direito cidadão, como uma ação democrática e acessível. O preço popular facilita o acesso, amplia o diálogo com a comunidade e, ao mesmo tempo, contribui para o Carnaval da escola, que também é um território de educação, cultura e resistência”, disse a escritora.

O Império Serrano está em contagem regressiva para o seu desfile oficial. A escola de Madureira será a quarta escola a desfilar no próximo sábado (14), na Marquês de Sapucaí, pela Série Ouro.

Freddy Ferrreira analisa a bateria da Beija-Flor no segundo ensaio técnico

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Um ótimo ensaio técnico da bateria “Soberana” da Beija-Flor de Nilópolis, sob o comando dos mestres Rodney e Plínio. Uma conjunção sonora equilibrada, com andamento confortável e boa equalização de timbres foi apresentada. Com um conjunto de bossas bem integradas a grande obra nilopolitana, as paradinhas ajudaram a impulsionar os componentes, além de valorizar o samba da Beija.

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Na parte da frente do ritmo nilopolitano, um naipe de cuícas seguro se exibiu com solidez. Uma ala de chocalhos com boa técnica tocou interligado a um naipe de tamborins com coletividade musical apurada. O belo casamento musical entre tamborins e chocalhos foi o ponto alto do trabalho irretocável das peças leves.

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Na cozinha da bateria “Soberana”, uma afinação acima da média de surdos foi notada. Marcadores de primeira e de segunda tocaram com leveza e segurança, demonstrando uma educação musical exemplar, no intuito de preservar as marcações num ensaio chuvoso. Surdos de terceira deram um balanço irrepreensível, evidenciando o bom trabalho dos graves. Repiques de alta técnica musical tocaram com coesão junto de um naipe de caixas bem ressonante, dividido entre ritmistas fazendo levada reta com caixas embaixo e outros com levada de partido alto, tocada em cima. Essa mistura preencheu a sonoridade dos médios dando aquele molho peculiar, tradicionalmente nilopolitano. Atabaques também vieram em meio ao ritmo, sendo importantes em bossas. O tom metálico das culturais frigideiras ajudou a dar brilho sonoro a parte traseira da bateria.

Bossas e nuances rítmicas intimamente ligadas ao belíssimo samba-enredo da Deusa da Passarela foram exibidas. Todas se pautando pelas variações melódicas, ajudando a impulsionar componentes com bossas dançantes, além de valorizar o samba na medida certa, diante de uma criação musical orgânica e praticamente intuitiva.

Uma ótima apresentação da bateria da Beija-Flor de Nilópolis, dirigida pelos mestres Rodney e Plínio. Um ritmo muito bem casado com o samba-enredo da agremiação foi exibido, realçando a bela melodia da obra nilopolitana com uma criação musical orgânica e de certa forma intuitiva. Um ensaio que mostrou uma bateria “Soberana” pronta para brigar pela pontuação máxima no desfile oficial.

Freddy Ferrreira analisa a bateria da Grande Rio no segundo ensaio técnico

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Um excelente ensaio técnico da bateria da Grande Rio, comandada por mestre Fafá. Uma conjunção sonora de raro valor foi exibida, graças ao andamento confortável e uma equalização de timbres diferenciada, que propiciou uma ótima fluência entre todos os naipes.

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Na cabeça da bateria da tricolor caxiense, uma ala de cuícas com boa ressonância fez um trabalho sólido, ajudando a marcar o melodioso samba-enredo da agremiação. Um naipe de chocalhos acima da média tocou entrelaçado com uma ala de tamborins de inegável qualidade coletiva. Mesmo com convenção rítmica simples, é possível dizer que o belo casamento musical entre os naipes foi fabuloso, dando brilho sonoro à parte da frente do ritmo. Simplesmente exuberante o balanço irrepreensível do carreteiro dos chocalhos da Grande Rio, evidenciando um trabalho irretocável envolvendo as peças leves. Um naipe de agogôs fabuloso executou um desenho rítmico pontuando a melodia do samba através de suas nuances com eficiência absoluta, contribuindo com a sonoridade da parte da frente do ritmo.

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Na cozinha da bateria da Grande Rio, uma boa afinação de surdos auxiliou o trabalho dos marcadores de primeira e segunda, que foram precisos e educados enquanto tocavam. Impressiona a ponderação rítmica, que fazem os surdos da Grande Rio tirar som do instrumento sem dar pancada na peça. O mesmo vale para todos os naipes do miolo do ritmo. Surdos de terceira deram um balanço envolvente consistente a escola de Duque de Caxias. Repiques tocaram de forma reta e se exibindo com coesão. Um naipe de caixas de guerra com bom volume ajudou no preenchimento da sonoridade dos médios com eficiência.

Bossas intimamente vinculadas a melodia do samba da escola, se aproveitavam das nuances para consolidar seu ritmo através das variações. São bossas com boa musicalidade, algumas até se aproveitando das diferenças entre os timbres. As paradinhas foram executadas de modo cirúrgico, contribuindo com um trabalho de evidente limpeza rítmica, seguido por todos os naipes.

Uma apresentação excelente da bateria da Grande Rio, dirigida por mestre Fafá. Um ensaio que, mesmo diante de chuva forte, apresentou trabalhos enxutos em todos os naipes. Com andamento confortável e uma equalização de timbres acima da média, a fluência rítmica de todas as peças pôde ser percebida em qualquer ponto do ritmo caxiense. Uma bateria da Grande Rio completamente preparada para fazer mais um grande desfile, em busca da pontuação máxima.