A Estação Primeira de Mangueira terminou no sétimo lugar em 2024. A Verde e Branco contou sobre a vida e carreira da cantora Alcione, com o enredo “A Negra Voz do Amanhã” na Avenida. A escola ficou com um total de 268,8 pontos. O quesito “Alegorias e Adereços” foi julgado por Fernando Lima, Walber Ângelo de Freitas, Madson Oliveira e Soter Bentes. A agremiação recebeu um 9,7, dois 9,8 e um 10, com 29,6 no total. A retirada de pontos foram justificadas pela falta de acabamento das alegorias e adereço e, também, pela falha das luminárias da alegoria.
A nota mais baixa do quesito foi dada pelo jurado, Fernando Lima, com 9,7. “Alegoria 01- falhas no adornos e fitas de arremate dos revestimentos e apliques dourados (desalinhados) (-0,05). Alegoria 02 – Luminárias dos adornos nas arestas e traseira da alegoria, passaram totalmente apagadas em frente ao módulo (-0,05). Alegoria 3 – Muitas falhas na execução dos revestimentos nos elementos cênicos detectado uma sacola abaixo do platô do destaque superior central. Escultura da homenageada danificada, tendo a cabeça sustentada por um componente (-0,1). Tripé “Alerta geral” – composição volumétrica e cromática (preto/cromado) monótona, não produziram, visualização favorável conjunto (-0,1). Concepção – 4,9 Realização – 4,8. Total – 9,7”.
Walber Ângelo de Freitas deu 9,8 para a Mangueira no quesito Alegorias e Adereços. “Concepção: (-0,1) A concepção de “caixas“ como fechamento posterior, presente na maioria das alegorias, desvalorizou o conjunto pela pouca inovação, pêso visual e comprometeu a criatividade necessária ao desfile comparativo. Realização: (0,1) Penalizada pelo esquecimento de uma sacola plástica ou similar, na lateral traseira da alegoria 03, exatamente na lateral que é vista pelo nosso módulo. Observou-se acabamento fosco, de pouco impacto visual, na alegoria 04, que desmereceu a ideia e o produto final”.
Novamente outra nota 9,8 a agremiação recebeu por Madson Oliveira. A ausência de criatividade e versatilidade, além do acabamento, aparecem nos argumentos do jurado. “0,2 foram descontados. Conjunto alegórico apresentado mostrou-se pouco criativo por utilizar soluções estéticas muito comuns e, portanto, com um pouco impacto visual. Na alegoria 3 o costeiro do destaque alto estava soltando, assim como havia problemas de forração e acabamento”.
Para Soter Bentes o quesito Alegorias e Adereços da Verde e Rosa foi nota 10.
A Vila Isabel ficou na sexta posição do carnaval carioca, – com a releitura do enredo “Gbala”, feito em 1993 – a escola teve pontuação total de 268,8. O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Vila Isabel, Marcinho Siqueira e Cris Caldas não alcançaram o gabarito no carnaval de 2024. O total da nota foi 29,5, contando com três 9,8 e um 9,9. No desfile o casal decidiu mais um ano arriscar e inovar no desfile, em suas fantasias carregavam leds combinando com o efeito de iluminação da Sapucaí. No entanto, os jurados descontaram alguns décimos, justificados a partir da dificuldade de visualizar a dança do casal com as luzes de led, pegada do pavilhão de costas do mestre sala e da ausência de tradição e nobreza da apresentação.
O jurado Fernando Bersot retirou dois décimos do casal. A nota foi 9,8, em sua justificativa, foi tirado um décimo porque a iluminação atrapalhou a visualização da dança.
“-0,1 A pouca iluminação e os raios que saiam da indumentária atrapalharam a visualização no início. -0,1 Por duas vezes o Mestre-Sala ao segurar o pavilhão o fez de costa. Porém, uma das vezes pareceu acidental e não coreografada”.
A segunda pontuação de Marcinho e Cris foi 9,9. O jurado, Paulo Rodrigues, descontou um décimo pela falta de olhar do mestre sala na porta-bandeira e na proteção do pavilhão.
“Lindo casal figurino maravilhoso Muito Interessante a apresentação do casal com efeito e trabalho rico com a iluminação. No meu campo de visão surtiu efeito positivo, porém Mestre-sala, por alguns momentos, em sua execução foram práticos perdeu o contato com sua porta-bandeira olhando para o público. Executando seu bailado por instante perdendo a relação e a proteção do seu pavilhão. Mestre-sala A forma de assegurar o pavilhão executam no giro para apresentá-lo não surtiu o efeito desejado, momento brusco; O símbolo maior da escola tem que ser reverenciado e apresentado com mais nobreza e glamour.
Já João Wlamir pontuou o casal com 9,8, de acordo com ele os principais problemas foram: a escuridão que dificultou a visualidade e a falta dos cortejos e bailados tradicionais.
“-0,1 Boa ideia do figurino, mas a execução foi prejudicada pela escuridão do início onde impediu de se ver a evolução do casal – na transformação do a dela acendeu (depois de um tempo acendeu a dele) provocando uma falta de unidade visual. -0,1 Pouco tempo do bailado característico do casal, provocado pelo execrado de “movimentos criativos paralelos” e quando bailavam não era bem executado, com finalizações apressadas e sem limpeza, prejudicando até as pegadas no pavilhão”.
Monica Barbosa, a última pessoa a julgar o casal, elogiou a dança do casal da Vila, porém tirou dois décimos, fazendo 9,8 também.
“No escuro, as luzes saídas da indumentária como “desordem” e depois substituídas por uma iluminação forte de “poder e energia”, seriam ótimas em um espetáculo qualquer. O problema é que estamos falando da dança do Mestre-Sala e Porta-bandeira! Cheia de simbolismo, tradição e autenticidade. A bandeira, símbolo máximo, representa a escola, a comunidade; a Porta-Bandeira a carrega como a extensão do seu próprio corpo conduzindo e apresentando e o Mestre-sala a protege reverenciando sua Porta-Bandeira. Bailam com leveza e com uma conexão no olhar. No escuro que foi uma boa parte da apresentação não consegui ver esses olhares, essa conexão, nem tampouco o pavilhão e quando a “luz se deu” a dança principalmente do Mestre Sala é prejudicada pleno peso e forma do seu figurino, limitando seus movimentos e perdendo a energia e agilidade, a dança ficou sem leveza. E mesmo com a luz forte das duas indumentárias, a luminosidade ofusca a expressão do rosto do casal. E também na execução, quando o mestre-sala vai buscar a bandeira de costas e virar de frente para apresentá-la, por 2 vezes, o seu toque na bandeira foi um pouco busco no modelo 4”.
Ele fica! Em suas redes sociais, o Paraíso do Tuiuti informou a renovação com o carnavalesco Jack Vasconcelos para o próximo ano.
“Já faz parte da nossa história! 👑 @jackvasconcelos77 continuará escrevendo o nosso capítulo na próxima temporada. Vamos juntos, carnavalesco! 💙💛 Acredita, Tuiuti!”, trazia a nota da escola.
A Imperatriz anunciou em suas redes sociais que o coreógrafo Marcelo Misailidis não seguirá com a escola no próximo carnaval.
“Em reunião amistosa entre a direção da Imperatriz Leopoldinense e o coreógrafo Marcelo Misailidis, decidimos em comum acordo seguir novos rumos.
A conclusão que se dá em meio à resultados expressivos dos últimos anos e o respeito recíproco entre as partes, foi tomada em virtude de novas motivações pessoais do artista, que levaram a esta decisão.”, trazia o comunicado da atual vice-campeã.
Gabriel Haddad e Leonardo Bora, da Grande Rio. Foto: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO
Em suas redes sociais, a Grande Rio anunciou a renovação do elenco que esteve na escola este ano, para o Carnaval 2024.
“Ótima notícia Família Grande Rio! Nossos artistas Gabriel Haddad e Leonardo Bora continuam conosco para 2025!”, anunciou a agremiação em suas redes sociais.
Em seguida foi a vez do Diretor de Carnaval, Thiago Monteiro. A cmissão de frente seguirá com a dupla deste ano também: “Nossa Comissão de Frente segue para 2025 nas mãos dos queridos Hélio Bejani e Beth Bejani!”
“Nosso pavilhão será conduzido brilhantemente em 2025 pelo nosso casal 40, Daniel e Taciana! Lindos!”
O intérprete Evandro Malandro também continuará na escola fazendo dupla com Mestre Fafá. A Comissão de Harmonia formada por Andrezinho, Cacá, Clayton Bola e Jeferson também continuará na Grande Rio.
Por último a escola de Caxias anunciou a renovação da rainha de bateria Paolla Oliveira.
Com o enredo “O redentor do sertão”, dos carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato, a Unidos de Padre Miguel homenageou Padre Cícero e a fé do povo do Sertão nordestino, e garantiu o acesso ao Grupo Especial. Na quadra da Vintém a festa começou ainda no início da apuração. A agremiação liderou a disputa do início ao fim e praticamente gabaritou todos os quesitos – se não fosse um 9.9, em enredo, descartado pelo regulamento.
Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO
A vitória representou um sonho de gerações da Vila Vintém: a última vez que o Boi Vermelho da Zona Oeste esteve na elite do carnaval foi há mais de cinco décadas. Para o diretor de carnaval Cícero Costa, a vitória é fruto de um longo trabalho feito pela diretoria e a comunidade. Confiante, ele acredita que a UPM subiu para ficar.
“Quem acompanha minha história na Unidos de Padre Miguel sabe a luta que foi. Ver essa quadra lotada é a minha maior emoção. Lutamos muito, e hoje este título é nosso. Teremos uma Unidos estruturada e que vai brigar para ficar durante anos. Eu quero fincar raízes no Grupo Especial”, afirmou o diretor de carnaval.
Na Unidos desde 1970 e há 12 anos no comando da bateria “Guerreiros”, mestre Dinho não conteve a emoção em ter contribuído para o tão sonhado acesso. “Gabaritamos o quesito por mais um carnaval, em um ano em que o milagre aconteceu para nossa escola. Eu só tenho a agradecer a todos e dizer que estou muito feliz em fazer parte dessa linda história da Unidos de Padre Miguel. Agora é só comemorar e ser feliz”.
No ano passado, a Vermelha e Branca bateu na trave e amargou o segundo lugar. O mesmo resultado se repetiu em pelo menos quatro carnavais anteriores: em 2020, 2018, 2016 e 2015.
Como um prenúncio do samba-enredo, os anjos disseram amém nesta quarta-feira de cinzas e o milagre veio. Abençoada por Padim Ciço e pela fé do Sertão, agora a escola promete mostrar a potência do boi vermelho para se manter na elite do carnaval, como afirma o intérprete Bruno Ribas.
“A vitória é a resolução do milagre que o samba já dizia. Hoje a gente está aqui com o título sonhado há tanto tempo. Caso não fosse esse ano, eu não sei o que seria, mas graças a Deus o resultado está aí. Eu tenho a certeza que, com esse projeto no Grupo Especial, não voltaremos para a Série Ouro. Temos muita coisa para mostrar e ajudar o Carnaval. Não dá nem para mensurar, vai ser uma coisa louca. Vai ser lindo, podem esperar. Comunidade, abrace essa escola, abrace o boi vermelho e faça dele maior do que já é”, diz o intérprete.
A última vez que a Unidos de Padre Miguel desfilou na elite do carnaval foi em 1972, quando levou para a avenida o enredo “Madureira, Seu Samba, Sua História”. Cria da Vintém e seguindo os passos do pai, a diretora de carnaval Lara Mara também destacou a importância do título para a comunidade, após várias tentativas. Segundo ela, a UPM chegará ao especial com a força de sua comunidade, além de humildade e respeito pelas coirmãs.
“Isso é mais do que uma realização pessoal, é uma realização para minha comunidade onde eu cresci. Somos humildes, uma família. Ver que o meu trabalho junto ao meu pai ajudou a trazer o título para a escola é muito gratificante. Só tenho a agradecer a comunidade da Unidos de Padre Miguel e a todos os sambistas que, mesmo tendo suas escolas de coração, torceram também pela gente depois de verem tantas injustiças. Acredito que Deus tarda, mas não falha. Foi na hora certa e só tenho que agradecer mesmo. A gente vai tentar fazer um belo trabalho, mas chegando com humildade porque é um retorno depois de 52 anos. Teremos muita humildade e respeito a todas as outras coirmãs. Acredito que vamos fazer um grande trabalho”, comentou Lara.
Para brigar pelo título, a escola apostou na experiência do carnavalesco Edson Pereira somada à juventude e ao talento de Lucas Milato. Responsável pelo trabalho no barracão, Lucas teve um importante papel no carnaval da escola e vê no título a oportunidade de reafirmar o seu talento. No ano passado, ele comandou o carnaval da Inocentes de Belford Roxo, e garantiu o terceiro lugar.
“Desde que cheguei aqui, já estava ciente da responsabilidade que seria fazer o carnaval da escola. Quando me disseram que seria o desfile para mais uma vez ir em busca do título, a responsabilidade triplicou e a cobrança aumentou. Mas quando eu chegava aqui na Vila Vintém e via a potência dessa comunidade, as coisas fluíam de uma maneira bacana. É uma vitória exclusivamente para eles, mas eu também considero uma vitória pessoal para mim, porque sou um artista novo. Sempre que eu vou em algum lugar bacana e fico em uma posição mais legal do carnaval, algumas pessoas duvidam. É normal, porque estou chegando agora e entendo esse questionamento, mas, às vezes, fazem de uma forma muito pesada e isso machuca. Por isso, é uma vitória ter essa oportunidade que a escola me deu. Confiaram no meu trabalho e no meu talento e, graças a Deus, deu tudo certo”, disse o carnavalesco.
Apesar do futuro ainda incerto, Lucas crê em um grande trabalho do boi vermelho na elite do carnaval carioca. “Parafraseando a nossa diretora, agora, mais do que nunca, temos que ‘botar’ pra foder. Eu tenho certeza que eles vão fazer um espetáculo no Grupo Especial. Não sei como as coisas vão ficar – se continuo aqui ou não -, mas eles já faziam isso no acesso. Agora não vai ser diferente”, afirmou Lucas Milato.
De acordo com o regulamento da Liesa, a Unidos de Padre Miguel será a primeira agremiação a desfilar no domingo de carnaval.
Uma apuração que se avizinhava tensa acabou virando um autêntico baile da Viradouro na leitura dos quesitos. Se no ano passado a Imperatriz foi campeã por uma diferença de um décimo apenas, agora a vermelha e branca colocou sete décimos de vantagem para a segunda colocada. A diferença é a maior dos últimos 13 carnavais, só perdendo para 2011 quando a Beija-Flor levou o título com uma distância de 1,4 ponto para a vice-campeã Unidos da Tijuca.
Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval
Desde que voltou ao Grupo Especial a Viradouro vem obtendo uma performance que só se se viu nos anos de ouro da Beija-flor na década de 2000. A escola foi 3ª colocada em 2022, vice-campeã em 2019 e 2022 e campeã em 2020 e 2024. A excelência nos quesitos que a escola persegue a cada ano a coloca como escola mais forte da atualidade no Grupo Especial.
O desempenho na apuração igualou o da Mangueira em 2019, que obteve a nota máxima possível ao final da apuração com 270 pontos. A grande campeã de 2024 perdeu três décimos ao todo em enredo, mestre-sala e porta-bandeira e alegorias, mas todos foram descartados. Se considerados os décimos sem descarte a vantagem total chega a 1,1 ponto.
A direção da Portela anunciou na tarde desta sexta-feira a renovação com os carnavalescos Antônio Gonzaga e André Rodrigues. Veja abaixo o comunicado da escola.
“Renovados!!!! André Rodrigues e Antônio Gonzaga seguem na Portela para o Carnaval 2025! A dupla chegou em 2023 e levou para a Avenida Um Defeito de Cor. Foi a primeira vez que os dois trabalharam juntos. A dobradinha deu certo e agora estão focados no próximo projeto”.
A maior campeã do Sambódromo tenta se reorganizar depois da catastrófica oitava colocação em 2024, o que tirou a escola do desfile das campeãs pela terceira vez nos últimos dez carnavais. Além deste ano, a azul e branca esteve fora em 2014 e 2019. Ainda assim eh a campeã de participações no desfile de sábado com 35.
A escola já anunciou a saída do diretor de carnaval Dudu Azevedo e do diretor de harmonia Valber Frutuoso. A agremiação só obteve a nota máxima em bateria, fantasias e mestre-sala e porta-bandeira. O pior desempenho foi em enredo e samba-enredo onde a escola foi penalizada com a perda de quarto décimos em cada quesito.
Não é corriqueiro para o torcedor nilopolitano ver a Beija-Flor longe da festa das escolas campeãs. Desde a criação do Sambódromo em 1984 ela só esteve de fora em 1987, 1992, 2014, 2019 e 2024. A diferença é que das cinco ausências, três ocorreram nos últimos 10 anos. Para efeito de comparação a escola ficou 21 anos seguidamente desfilando entre as campeãs.