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Inaceitável! Julgadores tiraram décimos do samba ‘Gbalá’ por ‘pouco uso de rimas e universo vocabular de repetições’

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No desfile de 2024, a Unidos de Vila Isabel reeditou o samba-enredo de 1993 que fez uma viagem ao templo da criação para ressaltar a importância das crianças para um mundo melhor: “Gbalá – Viagem ao Templo da Criação”. O histórico samba recebeu duas notas 9.8 e duas notas 10 em 2024. Os julgadres alegaram que as “frases estavam demasiadamente conclusivas e com pouco uso de rimas, figuras de linguagem e um universo vocabular de repetições das palavras”.

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Foto: DivulgaçãoIna

O jurado Cyro Delvizio deu nota 9,8 com a justificativa: “Melodia (-0,1): Frases demasiadamente conclusivas no início dos dois primeiros versos prejudicam fluidez da canção (“meu deus… perdeu” e “então foram…templo da criação”). Letra (-0,1): Menor quantidade de rimas na terceira estrofe cria estrutura poética desigual”.

A jurada Alice Serrano deu 9,8 com a justificativa: “Letra (-0,1): Em riqueza poética considerando o Manual do Julgador (pg. 42) e o princípio comparativo de análise dos sambas de enredo como critério de julgamento. Apesar da letra do samba ser tocante no seu aspecto mais profundo, que é a mensagem o seu conceito e razão de existir, pode ser observado pouco uso de rimas, figuras de linguagem e um universo vocabular de repetições das palavras esperança, geração, salvar, criança, criador, criação, criado. Melodia (-0,1): Oferece pouca diversidade melódica e contrastes, o que prejudica a atenção do público durante toda a sua extensão”.

Os julgadores Alessandro Ventura e Alfredo Del-Penho deram nota 10.

Falha luminotécnica e faltas de revestimento tiram décimos das alegorias da Imperatriz

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A Imperatriz Leopoldinense fechou o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial no domingo, 11 de fevereiro, com o enredo “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, mais uma ideia autoral do carnavalesco Leandro Vieira. As alegorias e adereços foram criticadas com falha luminotécnica e algumas faltas de revestimento.

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Foto: Alexandre Vidal/Divulgação Rio Carnaval

O jurado Fernando Lima deu a nota 9,8 com a justificativa: “Elemento cenográfico – “caravana”, a cobertura (fechamento) sobre os caminhões no formato de “laje”, não favoreceu o conjunto cênico, apesar da utilização para os destaques. Alegoria 02- Falha luminotécnica na base das escadas e rampas onde os “malandros” dançavam. Elemento cenográfico- “ o destino traçado”, o exagero de ferragens e cabos aparentes nos “ponteiros”, assim como falhas no revestimento dourado, cito o elemento superior traseiro esquerdo. Concepção: 4,9, Realização: 4,9. Total: 9,8”.

O jurado Walber Ângelo de Freitas deu a nota 9,8 com a justificativa: “Realização (-0,2) Penalizada por apresentar nas alegorias 02 e 06, problemas luminotécnicos. Tanto na alegoria 02 como na 06, os holofotes apagados deixaram de destacar e, consequentemente, valorizar os desfilantes com suas maquiagens especiais e os astros giratórios. A pintura das mãos apresentou avaria perceptível. No elemento cenográfico, as mãos eram temática principal que, conceitualmente, indicavam a previsão do futuro pela leitura delas, o que justifica a penalização”.

O jurado Madson Oliveira deu a nota 9,9 com a justificativa: “0,1 foi descontado: Conjunto alegórico irregular pelo destaque evidenciado no Abre-Alas e problemas de realização em: Alegoria 2 (dificuldades luminatécnicas). O mesmo ocorreu na alegoria 4 (spots apagados na estrutura circular, onde orbitavam os planetas). Na alegoria 3, foi notada pequena avaria em um dos braços”.

O jurado Soter Bentes deu a nota 10.

Após um belo trabalho plástico em 2024, Beija-Flor renova com carnavalesco João Vitor

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A Beija-Flor anunciou a renovação do carnavalesco João Vitor para o desfile de 2025. Confira abaixo o comunicado da escola.

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“Seguiremos com esses grandes profissionais no nosso time. Beija-Flor de Nilópolis, rumo ao carnaval de 2025”.

O desfile marcou o reencontro da azul e branca com a sua identidade visual que marcou história no carnaval, o conjunto de alegorias e fantasias teve gigantismo, luxo e acabamento de primeira marcaram todo o desfile. Apresentando o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, que fez sua estreia na azul e branca de Nilópolis de forma extremamente positiva, a escola homenageou a cidade de Maceió por meio do personagem Rás Gonguila, um filho de escravizados que acreditava ser descendente da realeza etíope.

Mangueira perde ponto por falta de acabamento nas alegorias e adereços

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A Estação Primeira de Mangueira terminou no sétimo lugar em 2024. A Verde e Branco contou sobre a vida e carreira da cantora Alcione, com o enredo “A Negra Voz do Amanhã” na Avenida. A escola ficou com um total de 268,8 pontos. O quesito “Alegorias e Adereços” foi julgado por Fernando Lima, Walber Ângelo de Freitas, Madson Oliveira e Soter Bentes. A agremiação recebeu um 9,7, dois 9,8 e um 10, com 29,6 no total. A retirada de pontos foram justificadas pela falta de acabamento das alegorias e adereço e, também, pela falha das luminárias da alegoria.

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A nota mais baixa do quesito foi dada pelo jurado, Fernando Lima, com 9,7. “Alegoria 01- falhas no adornos e fitas de arremate dos revestimentos e apliques dourados (desalinhados) (-0,05). Alegoria 02 – Luminárias dos adornos nas arestas e traseira da alegoria, passaram totalmente apagadas em frente ao módulo (-0,05). Alegoria 3 – Muitas falhas na execução dos revestimentos nos elementos cênicos detectado uma sacola abaixo do platô do destaque superior central. Escultura da homenageada danificada, tendo a cabeça sustentada por um componente (-0,1). Tripé “Alerta geral” – composição volumétrica e cromática (preto/cromado) monótona, não produziram, visualização favorável conjunto (-0,1). Concepção – 4,9 Realização – 4,8. Total – 9,7”.

Walber Ângelo de Freitas deu 9,8 para a Mangueira no quesito Alegorias e Adereços. “Concepção: (-0,1) A concepção de “caixas“ como fechamento posterior, presente na maioria das alegorias, desvalorizou o conjunto pela pouca inovação, pêso visual e comprometeu a criatividade necessária ao desfile comparativo. Realização: (0,1) Penalizada pelo esquecimento de uma sacola plástica ou similar, na lateral traseira da alegoria 03, exatamente na lateral que é vista pelo nosso módulo. Observou-se acabamento fosco, de pouco impacto visual, na alegoria 04, que desmereceu a ideia e o produto final”.

Novamente outra nota 9,8 a agremiação recebeu por Madson Oliveira. A ausência de criatividade e versatilidade, além do acabamento, aparecem nos argumentos do jurado. “0,2 foram descontados. Conjunto alegórico apresentado mostrou-se pouco criativo por utilizar soluções estéticas muito comuns e, portanto, com um pouco impacto visual. Na alegoria 3 o costeiro do destaque alto estava soltando, assim como havia problemas de forração e acabamento”.

Para Soter Bentes o quesito Alegorias e Adereços da Verde e Rosa foi nota 10.

Marcinho e Cris, casal da Vila Isabel, são penalizados pelo ofuscamento da indumentária

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A Vila Isabel ficou na sexta posição do carnaval carioca, – com a releitura do enredo “Gbala”, feito em 1993 – a escola teve pontuação total de 268,8. O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Vila Isabel, Marcinho Siqueira e Cris Caldas não alcançaram o gabarito no carnaval de 2024. O total da nota foi 29,5, contando com três 9,8 e um 9,9. No desfile o casal decidiu mais um ano arriscar e inovar no desfile, em suas fantasias carregavam leds combinando com o efeito de iluminação da Sapucaí. No entanto, os jurados descontaram alguns décimos, justificados a partir da dificuldade de visualizar a dança do casal com as luzes de led, pegada do pavilhão de costas do mestre sala e da ausência de tradição e nobreza da apresentação.

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O jurado Fernando Bersot retirou dois décimos do casal. A nota foi 9,8, em sua justificativa, foi tirado um décimo porque a iluminação atrapalhou a visualização da dança.

“-0,1 A pouca iluminação e os raios que saiam da indumentária atrapalharam a visualização no início. -0,1 Por duas vezes o Mestre-Sala ao segurar o pavilhão o fez de costa. Porém, uma das vezes pareceu acidental e não coreografada”.

A segunda pontuação de Marcinho e Cris foi 9,9. O jurado, Paulo Rodrigues, descontou um décimo pela falta de olhar do mestre sala na porta-bandeira e na proteção do pavilhão.

“Lindo casal figurino maravilhoso Muito Interessante a apresentação do casal com efeito e trabalho rico com a iluminação. No meu campo de visão surtiu efeito positivo, porém Mestre-sala, por alguns momentos, em sua execução foram práticos perdeu o contato com sua porta-bandeira olhando para o público. Executando seu bailado por instante perdendo a relação e a proteção do seu pavilhão. Mestre-sala A forma de assegurar o pavilhão executam no giro para apresentá-lo não surtiu o efeito desejado, momento brusco; O símbolo maior da escola tem que ser reverenciado e apresentado com mais nobreza e glamour.

Já João Wlamir pontuou o casal com 9,8, de acordo com ele os principais problemas foram: a escuridão que dificultou a visualidade e a falta dos cortejos e bailados tradicionais.

“-0,1 Boa ideia do figurino, mas a execução foi prejudicada pela escuridão do início onde impediu de se ver a evolução do casal – na transformação do a dela acendeu (depois de um tempo acendeu a dele) provocando uma falta de unidade visual. -0,1 Pouco tempo do bailado característico do casal, provocado pelo execrado de “movimentos criativos paralelos” e quando bailavam não era bem executado, com finalizações apressadas e sem limpeza, prejudicando até as pegadas no pavilhão”.

Monica Barbosa, a última pessoa a julgar o casal, elogiou a dança do casal da Vila, porém tirou dois décimos, fazendo 9,8 também.

“No escuro, as luzes saídas da indumentária como “desordem” e depois substituídas por uma iluminação forte de “poder e energia”, seriam ótimas em um espetáculo qualquer. O problema é que estamos falando da dança do Mestre-Sala e Porta-bandeira! Cheia de simbolismo, tradição e autenticidade. A bandeira, símbolo máximo, representa a escola, a comunidade; a Porta-Bandeira a carrega como a extensão do seu próprio corpo conduzindo e apresentando e o Mestre-sala a protege reverenciando sua Porta-Bandeira. Bailam com leveza e com uma conexão no olhar. No escuro que foi uma boa parte da apresentação não consegui ver esses olhares, essa conexão, nem tampouco o pavilhão e quando a “luz se deu” a dança principalmente do Mestre Sala é prejudicada pleno peso e forma do seu figurino, limitando seus movimentos e perdendo a energia e agilidade, a dança ficou sem leveza. E mesmo com a luz forte das duas indumentárias, a luminosidade ofusca a expressão do rosto do casal. E também na execução, quando o mestre-sala vai buscar a bandeira de costas e virar de frente para apresentá-la, por 2 vezes, o seu toque na bandeira foi um pouco busco no modelo 4”.

Jack Vasconcelos renova com o Tuiuti

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação

Ele fica! Em suas redes sociais, o Paraíso do Tuiuti informou a renovação com o carnavalesco Jack Vasconcelos para o próximo ano.

“Já faz parte da nossa história! 👑 @jackvasconcelos77 continuará escrevendo o nosso capítulo na próxima temporada. Vamos juntos, carnavalesco! 💙💛 Acredita, Tuiuti!”, trazia a nota da escola.

Marcelo Misailidis não seguirá na Imperatriz

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A Imperatriz anunciou em suas redes sociais que o coreógrafo Marcelo Misailidis não seguirá com a escola no próximo carnaval.

“Em reunião amistosa entre a direção da Imperatriz Leopoldinense e o coreógrafo Marcelo Misailidis, decidimos em comum acordo seguir novos rumos.
A conclusão que se dá em meio à resultados expressivos dos últimos anos e o respeito recíproco entre as partes, foi tomada em virtude de novas motivações pessoais do artista, que levaram a esta decisão.”, trazia o comunicado da atual vice-campeã.

Grande Rio manterá mesmo elenco para o Carnaval 2025

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Gabriel Haddad e Leonardo Bora, da Grande Rio. Foto: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO

Em suas redes sociais, a Grande Rio anunciou a renovação do elenco que esteve na escola este ano, para o Carnaval 2024.

“Ótima notícia Família Grande Rio! Nossos artistas Gabriel Haddad e Leonardo Bora continuam conosco para 2025!”, anunciou a agremiação em suas redes sociais.

Em seguida foi a vez do Diretor de Carnaval, Thiago Monteiro. A cmissão de frente seguirá com a dupla deste ano também: “Nossa Comissão de Frente segue para 2025 nas mãos dos queridos Hélio Bejani e Beth Bejani!”

“Nosso pavilhão será conduzido brilhantemente em 2025 pelo nosso casal 40, Daniel e Taciana! Lindos!”

O intérprete Evandro Malandro também continuará na escola fazendo dupla com Mestre Fafá. A Comissão de Harmonia formada por Andrezinho, Cacá, Clayton Bola e Jeferson também continuará na Grande Rio.

Por último a escola de Caxias anunciou a renovação da rainha de bateria Paolla Oliveira.

Conquista de um sonho: integrantes da Unidos de Padre Miguel comemoram acesso e prometem grande trabalho no Especial

Por Cristiano Martins e Raphael Lacerda

Com o enredo “O redentor do sertão”, dos carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato, a Unidos de Padre Miguel homenageou Padre Cícero e a fé do povo do Sertão nordestino, e garantiu o acesso ao Grupo Especial. Na quadra da Vintém a festa começou ainda no início da apuração. A agremiação liderou a disputa do início ao fim e praticamente gabaritou todos os quesitos – se não fosse um 9.9, em enredo, descartado pelo regulamento.

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Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

A vitória representou um sonho de gerações da Vila Vintém: a última vez que o Boi Vermelho da Zona Oeste esteve na elite do carnaval foi há mais de cinco décadas. Para o diretor de carnaval Cícero Costa, a vitória é fruto de um longo trabalho feito pela diretoria e a comunidade. Confiante, ele acredita que a UPM subiu para ficar.

“Quem acompanha minha história na Unidos de Padre Miguel sabe a luta que foi. Ver essa quadra lotada é a minha maior emoção. Lutamos muito, e hoje este título é nosso. Teremos uma Unidos estruturada e que vai brigar para ficar durante anos. Eu quero fincar raízes no Grupo Especial”, afirmou o diretor de carnaval.

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Na Unidos desde 1970 e há 12 anos no comando da bateria “Guerreiros”, mestre Dinho não conteve a emoção em ter contribuído para o tão sonhado acesso. “Gabaritamos o quesito por mais um carnaval, em um ano em que o milagre aconteceu para nossa escola. Eu só tenho a agradecer a todos e dizer que estou muito feliz em fazer parte dessa linda história da Unidos de Padre Miguel. Agora é só comemorar e ser feliz”.

No ano passado, a Vermelha e Branca bateu na trave e amargou o segundo lugar. O mesmo resultado se repetiu em pelo menos quatro carnavais anteriores: em 2020, 2018, 2016 e 2015.

Como um prenúncio do samba-enredo, os anjos disseram amém nesta quarta-feira de cinzas e o milagre veio. Abençoada por Padim Ciço e pela fé do Sertão, agora a escola promete mostrar a potência do boi vermelho para se manter na elite do carnaval, como afirma o intérprete Bruno Ribas.

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“A vitória é a resolução do milagre que o samba já dizia. Hoje a gente está aqui com o título sonhado há tanto tempo. Caso não fosse esse ano, eu não sei o que seria, mas graças a Deus o resultado está aí. Eu tenho a certeza que, com esse projeto no Grupo Especial, não voltaremos para a Série Ouro. Temos muita coisa para mostrar e ajudar o Carnaval. Não dá nem para mensurar, vai ser uma coisa louca. Vai ser lindo, podem esperar. Comunidade, abrace essa escola, abrace o boi vermelho e faça dele maior do que já é”, diz o intérprete.

A última vez que a Unidos de Padre Miguel desfilou na elite do carnaval foi em 1972, quando levou para a avenida o enredo “Madureira, Seu Samba, Sua História”. Cria da Vintém e seguindo os passos do pai, a diretora de carnaval Lara Mara também destacou a importância do título para a comunidade, após várias tentativas. Segundo ela, a UPM chegará ao especial com a força de sua comunidade, além de humildade e respeito pelas coirmãs.

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“Isso é mais do que uma realização pessoal, é uma realização para minha comunidade onde eu cresci. Somos humildes, uma família. Ver que o meu trabalho junto ao meu pai ajudou a trazer o título para a escola é muito gratificante. Só tenho a agradecer a comunidade da Unidos de Padre Miguel e a todos os sambistas que, mesmo tendo suas escolas de coração, torceram também pela gente depois de verem tantas injustiças. Acredito que Deus tarda, mas não falha. Foi na hora certa e só tenho que agradecer mesmo. A gente vai tentar fazer um belo trabalho, mas chegando com humildade porque é um retorno depois de 52 anos. Teremos muita humildade e respeito a todas as outras coirmãs. Acredito que vamos fazer um grande trabalho”, comentou Lara.

Para brigar pelo título, a escola apostou na experiência do carnavalesco Edson Pereira somada à juventude e ao talento de Lucas Milato. Responsável pelo trabalho no barracão, Lucas teve um importante papel no carnaval da escola e vê no título a oportunidade de reafirmar o seu talento. No ano passado, ele comandou o carnaval da Inocentes de Belford Roxo, e garantiu o terceiro lugar.

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“Desde que cheguei aqui, já estava ciente da responsabilidade que seria fazer o carnaval da escola. Quando me disseram que seria o desfile para mais uma vez ir em busca do título, a responsabilidade triplicou e a cobrança aumentou. Mas quando eu chegava aqui na Vila Vintém e via a potência dessa comunidade, as coisas fluíam de uma maneira bacana. É uma vitória exclusivamente para eles, mas eu também considero uma vitória pessoal para mim, porque sou um artista novo. Sempre que eu vou em algum lugar bacana e fico em uma posição mais legal do carnaval, algumas pessoas duvidam. É normal, porque estou chegando agora e entendo esse questionamento, mas, às vezes, fazem de uma forma muito pesada e isso machuca. Por isso, é uma vitória ter essa oportunidade que a escola me deu. Confiaram no meu trabalho e no meu talento e, graças a Deus, deu tudo certo”, disse o carnavalesco.

Apesar do futuro ainda incerto, Lucas crê em um grande trabalho do boi vermelho na elite do carnaval carioca. “Parafraseando a nossa diretora, agora, mais do que nunca, temos que ‘botar’ pra foder. Eu tenho certeza que eles vão fazer um espetáculo no Grupo Especial. Não sei como as coisas vão ficar – se continuo aqui ou não -, mas eles já faziam isso no acesso. Agora não vai ser diferente”, afirmou Lucas Milato.

De acordo com o regulamento da Liesa, a Unidos de Padre Miguel será a primeira agremiação a desfilar no domingo de carnaval.