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Império Serrano terá chapa única em eleição presidencial; oposição questiona legitimidade do pleito

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

O processo eleitoral do Império Serrano ganhou mais um capítulo nesta semana. O prazo para inscrição de chapas visando a eleição presidencial da escola, marcada para o próximo domingo, dia 28 de junho, foi encerrado com apenas uma candidatura registrada. A informação foi divulgada pelo presidente interino do Conselho Diretor da agremiação, Valdemir dos Santos Lino. Segundo comunicado oficial, a única chapa inscrita foi a Chapa Resistência, que tem como candidato à presidência do Conselho Diretor Flavio da Silva França Alves. De acordo com o dirigente, a documentação apresentada será analisada pela Comissão Eleitoral, que terá até 24 horas para verificar a regularidade da candidatura e divulgar sua habilitação para o pleito. Enquanto isso, a chapa de oposição “Avisa aos Navegantes, que o Império vem aí”, da candidata Paula Maria, anunciou que decidiu não participar da eleição. Em nota divulgada nas redes sociais, o grupo classificou o processo como uma “pseudoeleição” e afirmou que a convocação do novo pleito teria como objetivo contornar decisões judiciais relacionadas à suspensão da eleição anteriormente marcada para o dia 14 de junho.

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A oposição sustenta que existem indícios de irregularidades já apresentados à Justiça nas esferas cível e criminal e que, por orientação jurídica, optou por não registrar candidatura para não conferir legitimidade ao processo eleitoral em curso.

“Aguardamos serenamente o parecer da Justiça para que nossa escola tenha uma eleição justa e democrática como de fato deve ser”, diz um trecho da nota.

O grupo também afirmou que pessoas estariam tentando assumir o comando da escola de forma irregular e defendeu que o Império Serrano seja administrado por dirigentes comprometidos com os interesses da agremiação.

Por sua vez, o presidente interino do Conselho Diretor reforçou que a condução do processo segue o edital de convocação e as normas previstas no Estatuto Social da escola. Após a análise da Comissão Eleitoral, será divulgado o resultado da habilitação da chapa inscrita para a eleição.

A disputa ocorre em meio a um cenário de instabilidade política na tradicional escola da Serrinha, que aguarda os desdobramentos judiciais envolvendo o processo eleitoral e a definição de sua futura administração.

Rodas de samba pedem mais reconhecimento e políticas públicas durante seminário

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Foto: Victor Busch/CARNAVALESCO

O primeiro debate do último dia do Seminário Nacional das Rodas de Samba falou sobre como as políticas públicas, o controle e a participação social ajudam no mapeamento dos locais das rodas de samba em todo o Brasil. O sambista baiano Thiago Carvalho falou da dificuldade dos blocos de carnaval de Salvador devido à falta de apoio da iniciativa privada, tendo que contar apenas com as leis de incentivo e com o apoio do Governo do Estado da Bahia.

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“Quando a gente fala de distribuição do dinheiro a partir das leis de incentivo, quando a gente fala sobre financiamento a partir das leis de incentivo, a gente entra num debate que, por exemplo, fala da realidade da minha cidade. Blocos afro e blocos de samba no estado da Bahia têm uma grande dificuldade de captar recursos da iniciativa privada. E uma grande dificuldade, mesmo tendo o apoio do meu estado, mesmo tendo o projeto aprovado nas leis de incentivo. A dificuldade existe porque as grandes marcas que podem patrocinar não querem ter as suas marcas vinculadas a projetos que são voltados para o povo preto periférico. Nos nossos bairros afro na Bahia, a gente vê o Ilê desfilando, a Mudança do Garcia desfilando, a Velha Guarda, Alerta Geral, a própria Congada do Ilê desfilando, mas é uma luta constante. Os grupos dependem muito mais do dinheiro público, do dinheiro do Estado, do que da iniciativa privada, porque a iniciativa privada não quer investir ali”.

O analista técnico do Senai RJ, Anderson Lins, falou do início de um plano desenvolvido pela instituição para analisar as rodas de samba e construir parcerias que possibilitem espaços para a realização das atividades.

“De realização desses movimentos, desde o primeiro ano que a gente tem uma categoria específica, que chama-se Rodas de Samba. Até o ano passado era Rodas de Samba e Choro. E aí a gente tem Rodas de Samba e Choro e os seus, pode ser assim, contextos primos, que é o forró, e daí outras manifestações que estão próximas a ele. Então, específico para a Roda de Samba, a gente tem hoje 14 unidades, mas tem a oportunidade de chegar a 30. Se a gente for pensar que a gente tem uma Roda de Samba por mês em cada unidade, a gente poderia ter esse volume de realização. Isso significa a própria discussão sobre sustentabilidade desses grupos artísticos. Lembrando que a roda de samba não é feita só de artistas. A gente tem articuladores, profissionais importantes que viabilizam a própria existência dessas estruturas. São interlocutores que vão buscar esses encontros e discutir a política cultural para a área, a partir de exemplos, contextos e realizações. Escrever em edital, é claro, é necessário, mas é preciso ter traquejo nessa linguagem. E esse traquejo é importante saber que nem todos têm logo no primeiro contato”.

O diretor da Rede Nacional das Rodas de Samba, Wanderson Luna, falou sobre como o samba é a cara do Brasil e sobre a necessidade de as rodas de samba receberem mais atenção das autoridades públicas.

“O samba é a tecnologia que o nosso povo inventou para poder sobreviver, para poder ter espaço numa sociedade que muitas vezes nos excluiu. É importante acreditar nisso, ter a alma do sambista. Quem chega hoje precisa saber que muita gente perdeu a vida, perdeu a família e enfrentou dificuldades para que a gente pudesse estar aqui. O samba também é entretenimento, a gente precisa ganhar dinheiro, precisa viver da arte, mas tem que ter a responsabilidade de entender a sua importância histórica e social. Foi a tecnologia que o nosso povo criou para sobreviver e conquistar espaço”.

A cantora Marina Íris afirmou que a capacidade de organização espontânea do samba não pode ser usada como argumento para a falta de apoio às rodas.

“Não pode virar argumento para acabar com a gente. Sim, a gente sabe se virar sozinha, mas não pode e não merece se virar sozinha. O samba é feito para dar certo. Se eu começar a batucar aqui, em pouco tempo vão chegar três, quatro pessoas e vai surgir uma roda de samba. Esse é um grande mérito da roda, ser espontânea e ser feita para dar certo. Mas isso não pode ser usado contra a gente. Em vez de potencializar a nossa construção, acabam dizendo que para o samba qualquer coisa serve. A roda de samba é formadora. É formadora da infância, da imaginação, da construção de afeto e do respeito a quem veio antes. Não existe futuro sem explicar quem veio antes e não existe preservação da memória sem falar da infância e da formação”.

O secretário do Ministério da Cultura, Fabrício Antenor, lembrou da ideia de realizar o seminário. Segundo ele, seria possível organizar um encontro apenas com gestores públicos, mas a decisão foi ouvir os sambistas para aperfeiçoar as políticas públicas voltadas às rodas de samba. Também falou sobre os desafios encontrados quando assumiu o Ministério da Cultura ao lado da ministra Margareth Menezes e elogiou o evento pela contribuição ao fortalecimento do setor.

A presidente substituta da Funarte, Aline Vila Real, afirmou no encerramento do debate que representantes de diversos estados manifestaram a intenção de realizar fóruns estaduais sobre as rodas de samba. Ela também lembrou que, durante determinado período, as manifestações culturais e as rodas de samba ficaram impedidas de ocupar espaços públicos e mostrar seu talento para a população brasileira.

Tecnologia e financiamento pautam debates no Seminário Nacional das Rodas de Samba

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Fotos: Vanessa Vicente/CARNAVALESCO

A segunda mesa do 1º Seminário das Rodas de Samba, realizado no Palácio Gustavo Capanema, na última terça-feira, mediada por Fabrício Antenor, gerente de Projetos do Ministério da Cultura, reuniu representantes do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais para debater o tema “Inovação e Novas Gerações: a tradição como lanterna, redes integradas e dados”. Entre os participantes esteve a jornalista Simone Maya, da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, que apresentou um mapeamento das rodas de samba realizadas nas periferias de São Paulo. Segundo ela, a iniciativa surgiu da necessidade de dar visibilidade a esses espaços culturais, frequentemente ausentes dos circuitos tradicionais de divulgação e pesquisa sobre o samba.

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A influenciadora digital Dani Miranda também integrou o debate e destacou o papel fundamental dos compositores para a preservação e a continuidade do samba. Ela ressaltou que, sem os autores, não existiriam as letras que dão identidade ao gênero musical. Dani abordou ainda a importância do uso da tecnologia na preservação da memória do samba, utilizando recursos audiovisuais e as redes sociais para registrar e divulgar histórias de compositores muitas vezes desconhecidos do grande público.

Representando Minas Gerais, Andrea Melo, do Movimento Internacional de Mulheres Sambistas, destacou a atuação da organização na ampliação da visibilidade feminina no universo do samba. Ela enfatizou ainda o compromisso do movimento com a inclusão, promovendo a participação de mulheres com deficiência em rodas de samba e oficinas culturais.

A cavaquinista apresentou também uma iniciativa que promove rodas de samba realizadas simultaneamente em diferentes cidades e países em homenagem a mulheres sambistas ainda em vida. Neste ano, a homenageada será a atriz e cantora Zezé Motta.

Encerrando as participações da mesa, Nilcemar Nogueira, fundadora e gestora do Museu do Samba e neta do compositor Cartola, celebrou a realização do Primeiro Seminário Nacional de Rodas de Samba. Para ela, o encontro reúne pessoas comprometidas com a construção de uma agenda coletiva para o fortalecimento do segmento. Nilcemar defendeu a união de esforços entre os governos federal, estadual e municipal para consolidar políticas públicas voltadas à proteção e valorização dos patrimônios culturais ligados ao samba.

“O patrimônio é um bem que precisa ser protegido, e, para proteger esse samba, é preciso proteger os corpos que sustentam essa tradição”, disse Nilcemar.

A terceira e última mesa do encontro, mediada por Roberta Martins, representante do Ministério da Cultura (MinC), trouxe importantes reflexões sobre financiamento e sustentabilidade das iniciativas culturais. O debate abordou possibilidades de captação de recursos para o setor, além dos mecanismos oferecidos pelo próprio ministério.

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Entre os participantes, Rafa Rafuagi, fundador do Museu do Hip Hop, fez uma intervenção contundente sobre a necessidade de organização dos agentes culturais para a construção de um diálogo permanente com o Governo Federal e outras instituições públicas e privadas. O ativista destacou a importância da articulação coletiva na busca por investimentos e apontou diferentes caminhos para a captação de recursos destinados à cultura.

Representando Fortaleza, a produtora cultural Pérola de Oyá compartilhou os desafios enfrentados na realização de rodas de samba na capital cearense. Segundo ela, a intolerância religiosa ainda é um obstáculo para manifestações ligadas à cultura afro-brasileira. Natural da Bahia, Pérola relatou ter sido alvo de denúncias em razão de suas atividades culturais, mas afirmou que seguiu firme em seu trabalho de resistência cultural, conciliando a produção dos eventos com a venda de acarajés e outros quitutes típicos.

De Belo Horizonte, a cantora, produtora cultural e gestora Aline Calixto ressaltou a relevância econômica e social do samba, mas lamentou a falta de reconhecimento do gênero por parte do poder público. Ela também denunciou episódios de intolerância que dificultam a realização de blocos carnavalescos e outras manifestações culturais na capital mineira.

Encerrando as participações, Rogerinho Família, integrante da Rede Carioca das Rodas de Samba e idealizador do grupo Poeira Pura, destacou a trajetória de mobilização e articulação dos movimentos culturais no Rio de Janeiro. Ele relembrou anos de debates e ações voltadas à ocupação democrática de ruas e praças da cidade, defendendo os espaços públicos como territórios fundamentais para a cultura popular e para a preservação das tradições do samba.

‘Samba cura e educa’, afirma Helena Theodoro em seminário no Rio

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Fotos: Vanessa Vicente/CARNAVALESCO

O segundo dia do 1º Seminário das Rodas de Samba, realizado no Palácio Gustavo Capanema, foi marcado por uma rica troca de conhecimentos sobre a história e a importância das rodas de samba na formação da cultura brasileira. O encontro reuniu uma mesa composta por importantes referências do cenário cultural nacional, com representantes dos estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro. A abertura da mesa ficou a cargo da professora e filósofa Helena Theodoro, que utilizou o clipe do samba-enredo da Beija-Flor de Nilópolis para o Carnaval de 2026 como ponto de partida para a discussão. A apresentação dialogou diretamente com o tema central do debate: a trajetória e o legado de Tia Ciata, personalidade histórica que será homenageada pelo Paraíso do Tuiuti no Carnaval de 2027.

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Durante sua fala, Helena Theodoro destacou a relevância de Tia Ciata para a consolidação do samba no Rio de Janeiro. Baiana de origem, ela se estabeleceu na capital fluminense e transformou sua residência em um importante espaço de encontro para músicos, compositores e sambistas. Segundo a filósofa, foi a partir dessa articulação entre a tradição cultural trazida da Bahia e os sambistas cariocas que se fortaleceu a base do samba que conhecemos atualmente.

A professora também ressaltou o papel de Tia Ciata como agente de intercâmbio cultural, promovendo o diálogo entre diferentes manifestações afro-brasileiras e contribuindo para a preservação e valorização da cultura negra. Sua atuação foi fundamental para a organização das primeiras rodas de samba e para a consolidação de uma das mais importantes expressões culturais do país.

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O seminário segue promovendo reflexões sobre a memória, a resistência e a importância das rodas de samba como patrimônio cultural brasileiro, reunindo pesquisadores, artistas e representantes de diversas tradições do samba nacional.

“O samba cura, revigora e educa”, afirmou Helena Theodoro.

Em seguida, a sambista e pesquisadora Fabíola Machado, fundadora do grupo Moça Prosa e cantora do Awurê, compartilhou sua trajetória e os desafios enfrentados para conquistar visibilidade para os grupos de samba formados por mulheres. Durante sua fala, destacou as barreiras históricas impostas às mulheres dentro desse espaço cultural e a importância da organização coletiva para ampliar o protagonismo feminino no samba.

Fabíola ressaltou que a realização do 1º Seminário das Rodas de Samba representa um marco para a construção de políticas de preservação da memória e da identidade do samba brasileiro. Segundo ela, o encontro fortalece o debate sobre a valorização e a salvaguarda dos saberes transmitidos por homens e mulheres do samba, incluindo mestres e mestras que contribuíram para a formação dessa importante manifestação cultural.

A artista também defendeu a ampliação de ações educativas que levem a história do samba e seus protagonistas para as escolas, valorizando trabalhadores da cultura e garantindo a efetivação de legislações já existentes voltadas à preservação da memória e do patrimônio cultural afro-brasileiro.

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“Eu acredito em políticas públicas por meio das quais possamos cobrar os políticos, as pessoas que hoje estão no poder. Que a gente consiga garantir isso como herança”, afirmou.

O sociólogo Tadeu Kaçula trouxe ao debate reflexões sobre a trajetória do samba paulista e o protagonismo da população negra em sua construção histórica. Durante sua participação, destacou que o samba de São Paulo enfrentou, ao longo de décadas, processos de apagamento racial e cultural, o que contribuiu para a invisibilização de importantes personagens e manifestações ligadas à cultura popular negra.

Kaçula ressaltou a necessidade de preservar a memória dos baluartes que ajudaram a construir a história das escolas de samba paulistanas e das rodas de samba, como Madrinha Eunice da Lavapés, Seu Pé Rachado, do Vai-Vai, Seu Inocêncio Tobias, do Camisa Verde e Branco, Seu Carlão, do Peruche, e Seu Nenê, da Vila Matilde.

Para ele, iniciativas como o seminário representam um importante passo na valorização desse patrimônio cultural, mas ainda são insuficientes diante dos desafios existentes. O sociólogo lembrou que o reconhecimento oficial do samba paulista como patrimônio cultural é recente, tendo sido conquistado apenas em 2024, o que reforça a necessidade de ampliar as ações de preservação e valorização dessa tradição.

Representando a Bahia, o produtor cultural Samora Lopes, fundador da roda de samba Banjo Novo, em Salvador, compartilhou os desafios enfrentados pelos organizadores de rodas de samba na capital baiana. Segundo ele, a realização de eventos culturais em espaços públicos ainda encontra obstáculos relacionados à burocracia e à falta de diálogo com o poder público.

Samora destacou que a articulação nacional das rodas de samba é fundamental para fortalecer o movimento, promover a troca de experiências entre diferentes territórios e construir estratégias coletivas para garantir melhores condições de realização e preservação dessas manifestações culturais. Para o produtor cultural, encontros como o seminário contribuem para unir diferentes realidades em torno de pautas comuns, fortalecendo o samba como expressão de identidade, memória e resistência.

“Esses pontos precisam ser fortalecidos. Não podem ficar fragilizados. Estamos construindo pontos saudáveis para a comunidade”, afirmou Samora.

Rodas de samba geram mais de 180 eventos por mês e impulsionam economia criativa do Rio

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Fotos: Victor Busch/CARNAVALESCO

Foi realizado o primeiro eixo do Seminário Nacional das Rodas de Samba, em que foi discutido como as rodas de samba podem ajudar na economia criativa e também no ecossistema da cidade do Rio de Janeiro. O sambista João Grand Jr. apresentou como a economia criativa ajuda na formulação de políticas públicas para as rodas de samba. Ele apresentou uma trajetória desde a formação da Rede Rodas de Samba até os dias de hoje e explicou como esse movimento consegue contribuir para a economia criativa do Rio.

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“Nesse momento, a gente mapeou 112 rodas. A gente está falando de mais de 182 eventos ocorrendo mensalmente na cidade do Rio de Janeiro. Eu desafio alguma outra linguagem, talvez indicar, mas é brincadeira essa parte. Dificilmente alguma outra linguagem tem tanta capilaridade e representação em quantidade de eventos quanto as rodas de samba. As rodas de samba fazem parte da cena cultural e da economia criativa do Rio de Janeiro de uma forma ímpar”.

O empresário Pedro Oliveira, responsável pela casa de samba Savana, apresentou um pouco da história do local, desde a recusa de um gerente de banco em fechar um contrato apenas por ele ser negro, o que o fez pensar em desistir, até a consolidação do espaço atual, que fica na Pequena África, no Centro do Rio. Ele também apresentou como conseguem realizar ações de acessibilidade social para que todos se sintam bem no local.

“Estava tudo certo para um local, mas, na hora de fechar o contrato, o dono falou que com preto ele não fechava. Isso me fez pensar durante dois dias seguidos que ser empresário não era para mim. Mas aí achamos esse local onde estamos agora, na Pequena África, e abrimos a Savana”.

Para Ellen Oliveira, idealizadora do Festival Divas do Samba, no Distrito Federal, há 10 anos, a cada edição tem sido possível ampliar a participação feminina na preparação do evento, desde os bastidores até o palco, contando com uma banda-base formada exclusivamente por mulheres.

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“Trabalhar com festival, com exclusividade, é muito difícil porque você começa com quase nada e é muito complicado. Porém, com muito trabalho, persistência e preparação, você consegue alcançar o sucesso. Mas é preciso preparação”.

O cantor e compositor Marquinhos de Osvaldo Cruz começou sua fala com uma pergunta: “O que é o samba? O que é a roda de samba para vocês?”, direcionando a questão ao público presente no auditório.

Ele afirmou que não é produtor cultural e que não pretende ser, mas contou que, ao perceber que Madureira havia perdido parte de sua relevância cultural, apesar da força de escolas de samba como Portela e Império Serrano, decidiu agir. Disse que, quando trabalhava como caixeiro na loja do pai, onde recebia artistas do bairro, como Monarco, percebeu que poderia contribuir para fortalecer novamente o samba na região. Foi então que criou o Trem do Samba, que parte da estação Oswaldo Cruz em direção ao Centro da cidade.

“Quando trabalhei como caixeiro na loja do meu pai, onde iam amigos dele, como Mestre Monarco, vi que poderia ajudar na recuperação da cultura em Madureira. Foi aí que surgiu o Trem do Samba, que está completando 30 anos, e a Feijoada da Família Portelense, que completou 23 anos no último domingo. Isso mostra que o samba é economia e cultura para todos”.

O diretor de Políticas Públicas da Ambev, Lucas Lima, relembrou um artigo que Beth Carvalho fez para a empresa, no qual afirmava que o samba é do povo que sofre. Ele destacou como o samba e as rodas de samba contribuíram para reduzir a violência e fortalecer a convivência social em áreas mais vulneráveis do Rio de Janeiro.

“Lembrei de como as rodas de samba trouxeram paz e tranquilidade para as comunidades do Rio. Foi a cultura que conseguiu reduzir a violência em alguns locais e fazer com que as pessoas tivessem mais dignidade em seus territórios”.

Ao final, apresentou o edital da Ambev chamado Brasilidades, destacando o posicionamento da empresa em relação à cultura brasileira.

São Clemente anuncia renovação com o casal Alex e Thaís para o Carnaval 2027

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Fotos: Divulgação/Alex Maia

A preto e amarelo da Zona Sul carioca segue apresentando a seleção que irá defender suas cores no Carnaval 2027. O presidente Thiago Almeida oficializou a renovação do contrato com o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex Marcelino e Thaís Romi. A dupla vai trabalhar na escola de samba pelo terceiro ano consecutivo.

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“Além de ser um dos melhores casais dessa nova geração, o Alex e a Thaís se mostraram muito aguerridos na defesa do nosso pavilhão. Merecem muito essa renovação”, pontuou Thiago.

Na bateria, o sentimento também é de continuação. O mestre de bateria Johnny seguirá pelo segundo ano consecutivo à frente da “Fiel Bateria”. Cria da comunidade, ele iniciou a trajetória na São Clemente em 2009, aos 14 anos. Desfilou como ritmista de 2010 a 2018, foi diretor de bateria entre 2019 e 2021, e comandou o naipe de tamborins em 2022 e 2023. Em 2024 e 2025, assumiu o posto na diretoria.

Já Raphaela Gomes segue fazendo história. Ela irá para o 24º desfile consecutivo à frente dos ritmistas. O primeiro ano foi em 2004 como princesa da bateria. Em 2014, assumiu o posto de rainha de bateria.

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“Vou cumprir mais esse ano de reinado com força total e vamos voltar ao Grupo Especial”, afirmou Raphaela.

De volta à Marquês de Sapucaí, a São Clemente vai ser a primeira a desfilar na sexta-feira de Carnaval, no dia 5 de fevereiro de 2027.

Programa de bolsas da Liesa vai inserir 500 integrantes de escolas de samba do Rio no ensino superior

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Foto: Divulgação/Liesa

O Carnaval do Rio de Janeiro, além de toda a sua importância cultural, cria emprego, gera renda e transforma vidas. Agora, a força dessa cadeia produtiva ganha um novo impulso, graças à educação. Quinhentos integrantes das escolas de samba do Grupo Especial estão prestes a ingressar no ensino superior com bolsas de estudo integrais e parciais, oferecidas por um programa criado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) em parceria com a Universidade de Vassouras (Univassouras).

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A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à educação entre as agremiações, bem como garantir mais qualificação aos profissionais que fazem o espetáculo acontecer, dentro e fora da Sapucaí — para a temporada de 2026, a Liesa contabilizou 50 mil trabalhando direta e indiretamente no espetáculo.

Os descontos nas mensalidades serão oferecidos para quem atua nos bastidores das quadras e barracões, bem como componentes, ritmistas, passistas, mestres-salas e porta-bandeiras e até baluartes de cada Velha Guarda. Fazem parte do programa: União de Maricá, Beija-Flor, Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel, Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos da Tijuca, Salgueiro, Portela, Viradouro, Grande Rio, Mangueira e Imperatriz. A análise do perfil dos inscritos será conduzida inicialmente pela Liesa. As inscrições podem ser feitas até dia 17/07 e as aulas terão início em 20/07.

“O Carnaval é uma potência cultural, econômica e social construída diariamente por milhares de pessoas. Investir na educação desses profissionais é olhar para o futuro e reconhecer que as escolas de samba também são territórios de formação, inclusão e transformação”, afirma Gabriel David, presidente da liga. “Queremos contribuir para que os sambistas tenham cada vez mais oportunidades de crescimento pessoal e profissional. A Avenida já transforma vidas todos os anos. A Educação amplia o potencial da festa para seguir revolucionando trajetórias e carreiras”, completa ele.

As oportunidades contemplam cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas; Logística; Marketing e de Gestão Financeira; Pública; Recursos Humanos; Produção Industrial, Negócios Imobiliários; Saúde Pública e do Agronegócio. As aulas serão ministradas pela Univassouras na modalidade de ensino a distância (EAD).

Do total de bolsas, 42 serão prioritariamente integrais (com 100% de desconto nas mensalidades). O restante será de bolsas parciais, com pagamentos pela metade do preço. Os critérios de distribuição dos benefícios vão ficar a cargo da Fundação Severino Sombra (FUSVE), mantenedora da Universidade de Vassouras.

Os interessados devem iniciar o atendimento por meio do e-mail [email protected] Também haverá atendimento presencial na sede da Liesa, localizada na Rua da Alfândega, nº 25, no Centro do Rio de Janeiro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Ou pelo telefone (21) 3032-0098.

Serviço:
Programa Bolsas de Estudos Liesa e Univassouras
500 oportunidades de acesso;
42 bolsas integrais de 100%;
Possibilidade de bolsas parciais de 50%;
Cursos na modalidade EAD;
Público elegível: integrantes das agremiações do Grupo Especial.

Canal oficial de atendimento:
[email protected]
(21) 3032-0098

Atendimento presencial:
Rua da Alfândega, 25 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

Importante: a validação realizada pela Liesa não garante a concessão da bolsa de estudo. A análise e a decisão final sobre os benefícios são de responsabilidade exclusiva da Fundação Severino Sombra/Universidade de Vassouras.

Sabrina Sato vai desfilar grávida pela Vila Isabel e Gaviões da Fiel no Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Vila Isabel

A apresentadora Sabrina Sato, de 45 anos, continuará desfilando como rainha de bateria da Vila Isabel e da Gaviões da Fiel no Carnaval de 2027, mesmo após anunciar que está grávida. A informação foi confirmada pela assessoria da artista ao GShow. Segundo a publicação, Sabrina manterá seus compromissos carnavalescos normalmente no próximo ano. A notícia da gravidez surpreendeu fãs e admiradores do casal formado por Sabrina e o ator Nicolas Prattes, de 29 anos. Apaixonada pelo carnaval e uma das figuras mais populares da folia brasileira, a apresentadora seguirá à frente das baterias das duas agremiações que representa.

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A Unidos de Vila Isabel celebrou a novidade nas redes sociais com uma homenagem à sua rainha de bateria. Em publicação, a escola destacou a importância de Sabrina para a comunidade azul e branca de Noel.

“Que tenhamos uma semana brilhante, leve, repleta de sorrisos, cores e muita alegria! Um dia de cada vez. Estamos construindo o Carnaval 2027 com a certeza da potência que somos!”, escreveu a agremiação.

A escola ainda completou a mensagem exaltando a apresentadora: “E, para começar bem, olha quem está passando pela sua timeline: a Sabrina da sorte, nossa rainha de bateria, espalhando boas energias, renovando as esperanças e lembrando que, quando a comunidade acredita na própria força, coisas incríveis acontecem. Parabéns, mamãe, Sabrina Sato!”.

O anúncio da gravidez foi feito por meio de um vídeo emocionante narrado por Zoe, de 7 anos, filha de Sabrina com o ator Duda Nagle. Na gravação, a menina contou que há anos fazia o mesmo pedido em suas orações.

“Todos os dias, antes de dormir, eu converso com o Papai do Céu. Agradeço pela minha família, pelos meus amigos e depois eu faço o pedido, o mesmo pedido todos os dias desde quando eu tinha 5 anos. A gente pedia em silêncio e esperava que o Papai do Céu escutasse. Agora eu vou contar pra você. A nossa família vai aumentar!”, diz Zoe no vídeo.

Na sequência, ela revela a novidade: “O Zezé vai ser pai pela primeira vez, eu vou ser irmã pela primeira vez e minha mamãe vai ser mãe pela segunda vez. Gente, a minha mãe está grávida”.

Sonho antigo vira realidade: Unidos da Ponte terá quadra para ensaios e projetos sociais

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Gustavo Barros é o gestor administrativo da Ponte. Foto: Reprodução de internet

A Unidos da Ponte vive um momento histórico. Após mais de duas décadas de espera, a tradicional escola de samba de São João de Meriti anunciou que terá um espaço próprio para realizar ensaios, atividades culturais e projetos sociais. A novidade foi divulgada pela agremiação nas redes sociais, após a confirmação da cessão de uma área sob um viaduto pela Prefeitura do município. Segundo a escola, a informação foi transmitida pelo prefeito Léo Vieira e pela vice-prefeita Letícia Costa. O local será destinado à construção da tão sonhada quadra da azul e branca meritiense, um desejo antigo da comunidade ponteana.

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Em publicação oficial, a Unidos da Ponte destacou a emoção pela conquista e relembrou a longa espera por uma sede própria. De acordo com a escola, há mais de 20 anos a agremiação aguardava um espaço que pudesse concentrar suas atividades carnavalescas e sociais.

Além dos ensaios para os desfiles, o projeto prevê a realização de ações voltadas para a comunidade, fortalecendo o papel social da escola de samba na cidade. A futura quadra deverá se tornar um ponto de encontro para moradores, sambistas e integrantes da agremiação ao longo de todo o ano.

Outro aspecto celebrado pela diretoria é o simbolismo da localização escolhida. Segundo a publicação, a nova casa da Unidos da Ponte será construída exatamente na região onde a escola nasceu, reforçando a ligação histórica da agremiação com o território e sua comunidade.

A conquista representa um importante passo para o fortalecimento estrutural da Unidos da Ponte, que atualmente disputa a Série Ouro do carnaval carioca. Com um espaço próprio, a escola ganha melhores condições para preparar seus desfiles, desenvolver projetos culturais e ampliar sua atuação social junto à população de São João de Meriti.

A expectativa agora é pela apresentação dos detalhes do projeto e pelo início das obras que transformarão o antigo sonho da comunidade ponteana em realidade.

União da Ilha encomenda samba-enredo para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Ilha

A União da Ilha do Governador definiu o modelo de escolha do samba-enredo que embalará o desfile da escola no Carnaval 2027. Pela primeira vez, a agremiação optará pela encomenda da obra que dará voz ao enredo “Um Amor de Carnaval – Getúlio Marinho”, desenvolvido pelo carnavalesco Guilherme Estevão.

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Para transformar a trajetória do homenageado em versos e melodia, a União da Ilha reuniu um time de compositores que combina tradição, identidade insulana e vasta experiência no carnaval. Vão assinar a obra Gustavo Clarão, Luiz Antonio Simas e Cláudio Russo, que se unem aos poetas Prata da Casa: Carlinho Fuzil, Almir da Ilha e Felipe Mussili.

A decisão reforça o compromisso da União da Ilha em apresentar um samba que esteja à altura da relevância do enredo e da história que será contada na Avenida. A expectativa é de que a parceria reúna sensibilidade, conhecimento histórico e a tradição do samba-enredo carioca para traduzir em versos a trajetória de Getúlio Marinho da Silva.

O enredo para o Carnaval 2027 homenageará uma das figuras mais importantes na estruturação do carnaval carioca. Getúlio Marinho foi pioneiro na gravação de cânticos afro-brasileiros e herdeiro direto da tradição dos antigos mestres-salas, deixando um legado fundamental para a cultura popular e para a história da festa.