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Escolas mirins vão decidir nova data dos desfiles no Carnaval 2025

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A mudança para três dias de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2025 alterará também a data dos desfiles das escolas mirins, que até este ano, ocuparam a terça-feira. O presidente da Liesa, Gabriel David, revelou em vídeo publicado nas redes sociais, que está em contato com a liga mirim e manifestou o desejo de dar mais visibilidade para apresentações das crianças e jovens na Marquês de Sapucaí.

desfile mirim
Foto: Hanna Beyla/Divulgação Riotur

Foi sugerido pela Liesa para a Associação das Escolas de Samba Mirins (AESM-RIO) a data de sexta-feira, antes do sábado das campeãs, mas existe o interesse do presidente Edson Marinho de levar para quinta-feira, na véspera dos desfiles da Série Ouro. A definição será dos presidentes das escolas mirins em reunião plenária.

“Temos carinho e cuidado muito grande com os desfiles mirins. Liguei para o presidente Edson Marinho (da AESM-RIO). Falei da mudança de data. Conversamos sobre qual seria a nova data. Deixei bem claro que a nossa intenção é participar muito mais ativamente dos desfiles mirins, inclusive, é uma das grandes pautas que a Evelyn (Bastos, diretora cultura da Liga) trouxe para dentro da nossa diretoria. Queremos fazer uma colaboração direta com eles. Engrandecer, dar ainda mais visibilidade e incorporar para dentro do Rio Carnaval. A ideia é ter o dia mirim dentro do Rio Carnaval. Temos uma sugestão de data dos desfiles para sexta-feira, antes do sábado das campeãs, foi ressaltado pelo presidente que seja na quinta-feira, antes da Série Ouro. Foi deixar em aberto essas duas datas para que os presidentes das escolas mirins possam decidir em reunião plenária”, explicou o presidente da Liesa.

Saiba como foi a votação que definiu os três dias de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2025

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A primeira plenária da nova gestão da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) realizada na última segunda-feira aprovou os três dias dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2025. O site CARNAVALESCO apurou como foi a votação. Internamente, os presidentes já estavam cientes da possibilidade e receberam uma gama de informações, inclusive, com dados colhidos no último carnaval e o ok da Prefeitura do Rio, Estado e TV Globo, tudo pronto para a aprovação de mais um dia dos desfiles. Assim, o resultado da votação foi unânime para inclusão de mais uma data.

plenaria liesa
Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

Além da já citada pelo presidente da Liesa, Gabriel David, questão de nenhuma escola não desfilar pela manhã, prejudicando o uso da iluminação especial do Sambódromo, que virou referência no andamento dos desfiles, os presidentes souberam que mais um dia de desfiles no Grupo Especial atrai mais receita. Nos bastidores, sem confirmação da Liesa, especula-se entre R$ 1 milhão e até R$ 2 milhões a mais por agremiação. Essa receita, sem dúvida, virá dos patrocinadores, que ganham mais um dia de visibilidade, e, principalmente, da venda dos camarotes.

“Ao longo do ano vamos explicar tudo que vai acontecer. Sei que mudanças são sempre sensíveis, mas também tenho certeza que ninguém consegue imaginar todos os pontos positivos. Acreditem que os três dias vão ser incríveis. A mudança teve influência direta do que aconteceu no desfile das campeãs de 2024. Ali, teve um imprevisto na concentração, no último sábado das campeãs, que atrasou significativamente a última escola a desfilar. Hoje, a iluminação do Sambódromo afeta diretamente pelo menos dois quesitos, como Alegorias e Fantasias, e indiretamente mais alguns. Quando isso acontece e uma escola tem que desfilar durante a luz do dia ela perde o impacto direto da luz. Isso afeta o resultado. Não podemos permitir que isso tenha chance de acontecer. Quem acompanha o carnaval, regulamento e a competitividade das escolas, sabe exatamente o que estou falando. Estamos preservando a competição e que ela tenha um cenário idêntico para todas escolas”, frisou Gabriel David, em vídeo públicado nas redes sociais.

Novo formato de distribuição dos ingressos populares

A inclusão desta receita extra de mais um dia de desfiles vai diminuir o valor dos ingressos das arquibancadas. É possível que a Liesa trabalhe com combos de ingressos para os três dias e também altere o valor de cada dia, podendo custar metade do valor praticado hoje. Nos próximos meses haverá a apresentação da Liesa do sistema de venda de ingressos para o Carnaval 2025 e a presença maior do público no Sambódromo, através de “valores mais populares”. Será revelado um novo formato de distribuição dos ingressos populares.

“Com três dias vamos democratizar ainda mais a ida ao Sambódromo. A gente precisava de um número maior de ingressos disponíveis para mais pessoas terem acesso aos desfiles. É uma forma que encontramos de termos um número maior de ingressos disponíveis, já que não temos dinheiro e nem a Prefeitura tem recursos para aumentarmos a capacidade do Sambódromo. Além disso, os valores dos ingressos de arquibancada vão diminuir”, garantiu Gabriel David.

Votação: fechamento das notas após cada desfile

Outra definição na plenária foi o fechamento das notas após cada dia de desfile. Nesta parte o resultado não foi unânime, mas passou com tranquilidade. Oito escolas foram favoráveis, três queriam manter após a passagem da última agremiação, na madrugada da quarta de cinzas. Uma escola sugeriu fechar o envelope após cada desfile, mas não houve apoio. Detalhe: como são informações de bastidores não informaremos os votos das agremiações.

Os presidentes das 12 escolas de samba do Grupo Especial ainda vão se reunir em mais plenárias para definirem outros pontos do regulamento para os desfiles de 2024. Ainda é possível alterar o tempo mínimo e máximo de desfile, embora, a TV Globo tenha informado que 60 e 70 minutos foram mantidos, a questão não foi tema de debate. O horário de início de cada desfile também não foi discutindo, ficando para próximas plenárias. O número de componentes na comissão de frente também não entrou na discussão e será estudado nos encontros futuros na Liesa.

Mudou! Liesa muda sistema de julgamento do Grupo Especial no Carnaval 2025

Confira a sinopse do enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel para o Carnaval 2025

Enredo: ‘Voltando para o futuro, não há limites pra sonhar’

logo mocidade2025

… Os astrônomos dizem que as estrelas estão muito longe da Terra e que ao observá-las no céu, à noite, estamos olhando para o passado. Isso ocorre porque a luz de uma estrela que chega até nós foi emitida há muito tempo atrás…”

“Olhei pro céu
Vi a estrela que me fez sonhar,
Olhei pra ela e então pedi que iluminasse as viradas da minha vida.
Por tantas águas eu atravessei, em corda bamba eu andei, de corpo e alma na Avenida. Com sua luz, sobre um espelho ela iluminou.
Um Universo de mistérios, um livro aberto cheio de fascinação, Vejo nos astros minha luz na escuridão!”

SEGUINDO A MINHA ESTRELA GUIA
Para o carnaval de 2025, A MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL faz uma viagem intergaláctica até sua estrela guia, onde ela se reconecta com seu brilho mais intenso, o de uma estrela ainda jovem despontando na passarela do samba, saltando mais uma vez para o futuro, trilhando caminhos desenhados pelas estrelas. Se voa para o céu ou dispara como num sprint pela Terra, haverá irremediavelmente de se defrontar com o passado, com a própria identidade, soberana, singular e visionária.

SOMOS POEIRA DE ESTRELAS
“O cosmos está dentro de nós. Somos feitos de matéria estelar. Somos uma forma do universo conhecer a si mesmo”.

O que nos dizem as estrelas quando cintilam no céu? Dizem em silêncio que querem nos fascinar, espalhar o mistério, querem fazer a imaginação trabalhar. Na música silenciosa da luz estelar está a nossa guia e o nosso alento. A estrelas nos ajudam a dar sentido ao cosmos, a beleza do céu profundo, a dúvida sobre o que há de desconhecido neste mundo de distâncias infindáveis…

Todas as substâncias que vemos à nossa volta foram fabricadas no interior das estrelas. O oxigênio que respiramos, o ferro de nossas montanhas, o carbono das plantas e o nosso corpo. Tudo foi feito no interior das fornalhas atômicas das estrelas. Portanto, toda a vida na Terra está intimamente interligada, possuímos uma química orgânica e uma herança evolutiva comum e qualquer que seja o caminho no qual enveredemos, nosso destino estará indissoluvelmente ligado a ela.

SONHANDO COM O FUTURO
“Eu sou um Pierrô Lunar, pego um trem-bala e posso sonhar na Lua. Ziguezaguiando eu vou, sou passageiro espacial, no paraíso da folia.

Vem nessa amor, o futuro é aqui, deixe o sonho te levar pra nova era que virá.”

Povoado de mistérios, o Universo reúne uma infinidade de elementos que sempre intrigou a humanidade. Das crenças e histórias mitificadas pelas antigas civilizações aos estudos de pesquisadores e cientistas da idade média, passando por obras literárias e cinematográficas.

Da maçã de Adão e Eva à maçã que cai de Isaak Newton, Marte, a “maçã vermelha gigante”, torna-se uma obsessão. A lista de filmes sobre marcianos, seres alienígenas e posteriormente sobre Robôs é longa, e passa fascinar o imaginário do homem moderno. Vários filmes do gênero ficção científica surgiram e continuam a surgir, sempre explorando a tecnologia e ambições futurísticas da humanidade, desde as mais fantasiosas, com enredos de guerras e futuros distópicos, até as mais próximas da realidade, com seres parecidos com os humanos.

Seres alienígenas e robóticos habitam as profundezas do nosso inconsciente coletivo, as representações ficcionais passam a refletir o que sabemos do mundo, de nós, do bem e do mal que somos capazes de fazer, de nossos medos e expectativas de um futuro sempre incerto e ameaçador.

O HOMO SAPIENS QUEBRA AS PEDRAS DA INOVAÇÃO
Dinossauros estiveram por aqui há 150 milhões de anos e foram aniquilados pela colisão de um asteroide há 65 milhões de anos atrás. De lá pra cá, as coisas mudaram: nós entramos na história.

Toda essa sabedoria em busca do progresso foi retratada inúmeras vezes, de forma lúdica, por séries de animação. Em 1960 a série de desenho criada por William Hanna e Joseph Barbera1, os Flintstones, traduzia um mundo moderno para idade da pedra. Eles aproveitavam os recursos dos animais e da natureza para criar conforto e criar uma sociedade extremamente funcional. Na mesma época contrapondo a pré-história dos Flintstones, Hanna-Barbera partem para a futurologia, e criam os Jetsons, outra série de desenhos, com personagens vivendo em um mundo espacial e altamente tecnológico ficcional, antecipando para o mundo há 64 anos atrás, ideias que hoje começam a se materializar; como robô assistente na casa de qualquer pessoa, a tele- presença e outras inovações tecnológicas. Ambos os desenhos mostravam muito claramente conceitos de inovação na solução de problemas do dia a dia com soluções criativas, sejam elas rudimentares ou altamente tecnológicas.

Hoje a fixação do homem pela robotização, se torna real, sai da ficção e se materializa. O Homem da pedra lascada avançou, seguiu em frente, deu um salto quântico e chega a “Era Tecnológica”. O mundo das máquinas o fascina, cada vez mais ele cria, flerta e dialoga com esses “seres automatizados” para usá-los a seu favor, a seu bel-prazer. As máquinas, os computadores, drones, satélites espaciais e robôs, tornam-se seus “brinquedinhos favoritos”. Com um “click”, têm-se um mundo na palma das mãos, seja através de celulares e tantos dispositivos disponíveis. Redes sociais são criadas onde todos estão conectados, livres para ir e vir, viajar pra lugares distantes, ver tudo, ter vidas expostas, ouvir e falar o que quiser, ler tudo entre tantas outras facilidades, sem limites, basta ter uma cadeira confortável, um sofá e um bom Wi-FI. Sem um celular, você não é mais você, vamos criando personalidades virtuais, ativas na internet, “…outros “Eus” interagindo o tempo todo, permitindo que nossas vidas sejam transferidas para uma espécie de éter digital, baixáveis em qualquer lugar do mundo. Somos criações remotas, “transumanos”2, onipresentes e oniscientes que, metaforicamente, nos aproxima de uma existência divina: sem um corpo e cientes de tudo o que ocorre no mundo.”(GLAISER, Marcelo, livro O caldeirão Azul, p. 207).

A internet banda larga chegou para nos conectar em uma espiral infinda que ambiciona a perfeição em curtos intervalos de tempo. A humanidade globalizada, cada vez mais ávida por informações instantâneas, busca nas redes sociais, um

“pertencimento” como instrumento central de sobrevivência, numa adesão cega que nos impede a percepção do outro. As experiências presenciais e afetivas sucumbem ao virtualismo e nesse comportamento extremo, parece não haver espaço para crescer, para olhar e aprender com o que existe fora. Chegamos ao ápice da crise criativa com o advento da Inteligência Artificial. Quem ganha? O Homem ou o robô? Não há dificuldade na resposta para essa pergunta. Onde só o robô triunfa, o humanismo morre.

AQUI SE NASCE JOGANDO, PERDENDO OU GANHANDO, EM BUSCA DE FELICIDADE.
“… Já enfrentamos as viradas dessa vida e rodamos igual pião…”

O Homem com seu joystick na mão continua o jogo! Muitos jovens, hoje homens feitos, foram atraídos para a MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL, pela imagem do menino do joystick.

Anos se passaram e os GAMES, cresceram em profusão, a geração “Z” como é conhecida, ama estar desafiando esses jogos, agora, através de suas telas, sejam elas de smartfones, tablets ou de computadores. Para os jovens das décadas de 1980 e 1990, que viviam com joysticks na mão dos videogames, o jogo atual é mais complexo.

1 William Hanna e Joseph Barbera eram cartunistas norte-americanos e fundadores do estúdio de desenho animado Hanna-Barbera em 1957.

2 transumano, trasumanismo – expressão conhecida e muito utilizada em livros e filmes de ficção científica que significa a junção do humano com a máquina.

Abandonar as telas de led que orbitam o cotidiano nos encontros familiares, nas reuniões entre amigos nas mesas de bar, nos colégios, nas plataformas de streaming, é uma missão quase impossível. Ninguém se desconecta. Estamos tão perto, mas, paradoxalmente, tão longe uns dos outros. A pele que habito está em constante mutação por causa da tecnologia. Dá-se o enfrentamento entre o real e o virtual, o natural e o artificial. Será que continuaremos em uma eterna luta do bem contra o mal? Que progresso é esse que não nos apazigua a alma? Pelo contrário, só nos angustia. Que o GAME DA MIPM, os estimule a voltar a olhar para o carnaval, que possamos desafiá-los a atravessar a MATRIX, a viajar na Sapucaí e cair na folia sem desanimar.

O PASSADO, O PRESENTE E O AMANHÃ
“… Dominou o fogo e soube se armar, Conquistou o Mundo e o Espaço também, Veio iluminado para inventar,
Pena que nem tudo foi para o Bem…”
(trecho da letra de um dos sambas concorrentes em 1996 – Autor: Marquinhos PQD)

Um pixel, no coliseu de uma galáxia…

Em 1990, a sonda espacial Voyager 1, tirou uma fotografia da Terra há uma distância recorde. Na foto, nosso planeta mal preenche um pixel, um “pálido ponto azul” na vasta imensidão do espaço. Em um pronunciamento público no dia 13 de outubro de 1994, proferido na universidade de Cornelll, onde lecionava, Carl Sagan3 refletiu sobre o significado da imagem: “Ela deveria inspirar mais compaixão e bondade nas nossas relações, mais responsabilidade na preservação desse precioso pálido ponto azul, nossa casa, a única que temos. Quando medido contra as distâncias cósmicas, e considerando a enorme quantidade de mundos espalhados pelo vazio do espaço sideral, esse pequeno planeta é insignificante, apenas mais um, um entre trilhões de outros. Por outro lado, essa esfera girando em torno do Sol é tudo o que temos. Somos os únicos seres inteligentes no universo até que se prove o contrário” A ciência nos capacitou a maravilhar- nos com o mundo, e cada vez mais a nos engajarmos com o mistério da criação. Se continuaremos a viver em um mundo virtual, se nosso futuro é incerto e indefinido, se alienígenas e robôs dominarão o Mundo? ainda não sabemos. Por enquanto, temos tempo para pensar criticamente sobre as escolhas que fazemos, na possibilidade de nos tornarmos agentes das transformações que queremos ver aqui. Assim como o ar cada vez mais poluído e aquecido, a água é primordial para nossa sobrevivência e não estão pra “um mar de rosas”, vivem nos alertando constantemente que já estão com a paciência transbordando e é quesito urgente de preocupação. O uso indiscriminado de recursos naturais pelo progresso da humanidade tem dado indícios que o “bicho vai pegar”. O planeta pega fogo por causa do aquecimento global, as tsunamis e as chuvas torrenciais colocam cidades inteiras submersas nos cinco continentes, os furacões e os terremotos nada deixam de pé, as guerras de nacionalidades e territoriais traduzem a desumanização do único ser racional de que se tem conhecimento. Onde isso vai parar? Na poeira das estrelas. As descobertas científicas dão conta, no entanto, de maneira otimista, que o futuro do homem, em função da nanotecnologia, da biologia celular e da engenharia genética, estará condicionado à existência eterna, à imortalidade. A superação da morte é a esperança e a nova guerra travada pela humanidade no próximo século e vão constar nas nossas “faturas futuras” batendo em nossas portas. A Natureza é caprichosa, parece querer nos dizer que tiveram seu espaço roubado e os quer de volta, afinal, respeito é bom e ela agradece. Tudo o que devemos fazer é cuidar do nosso planeta, a casa que habitamos, e que as incertezas não nos paralisem, devemos isso às gerações futuras. Estamos vivendo aqui e continuaremos a viver por muitas gerações. Não temos qualquer indicação de que teremos alguém para nos salvar de nós mesmos. A responsabilidade do que ocorre aqui é inteiramente nossa.
E assim seguiremos…O homem investigando a vida, se fecha em laboratórios, pensa no homem artificial, constrói e destrói deixando escapar de seu controle a razão dos seus inventos. “Descansa na rede” meio atravessado; acordado, vislumbra suas invenções e quando dorme sonha temendo o amanhã. A mão que fez a bomba ainda faz um samba, mas onde vai dar esse carnaval? Isso não se descobriu.

Renato Lage e Márcia Lage

Desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2025 vão seguir com o mesmo tempo mínimo e máximo

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) definiu na plenária desta segunda-feira a realização de três dias de desfiles no Grupo Especial no Carnaval 2025. Segundo a TV Globo, o tempo mínimo e máximo de cada apresentação seguirá o mesmo até este ano, ou seja, 60 minutos a 70 minutos.

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Foto: Dhavid Normando/Divulgação Rio Carnaval

A Unidos de Padre Miguel, atual campeã da Série Ouro, abrirá o domingo, em 2 de março, com a Unidos da Tijuca, 11ª colocada do Grupo Especial no ano anterior, iniciando a segunda-feira, 3 de março, e a Mocidade, 10ª de 2024, abrindo a terça. As demais serão divididas em trincas, com a ordem sendo definida no sorteio do próximo dia 23, na Cidade do Samba: Mangueira, Portela e Beija-Flor / Grande Rio, Viradouro e Salgueiro / Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel e Imperatriz Leopoldinense.

Mudou! Liesa muda sistema de julgamento do Grupo Especial no Carnaval 2025

Presidente da Liesa fala sobre três dias de desfiles no Carnaval 2025: ‘queremos viabilizar uma redução no preço das arquibancadas’

Mudou! Liesa muda sistema de julgamento do Grupo Especial no Carnaval 2025

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Na plenária que definiu o Grupo Especial do Rio de Janeiro com três dias (domingo, segunda e terça) de desfiles no Carnaval 2025 ficou acertado também uma mudança profunda no sistema de julgamento. A partir de agora os julgadores vão fechar suas notas após cada dia de desfile na Sapucaí.

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Foto: Fábio Costa/Liesa

As notas eram dadas, até o Carnaval 2024, após a passagem da última escola de samba do Grupo Especial, já na manhã de terça-feira. Isso gerava a polêmica das agremiações fugirem do domingo, afinal, os julgadores poderiam acompanhar no hotel as notícias das apresentações do primeiro dia, já que só fechavam os envelopes no fim do último dia.

Dentro da configuração aprovada, que já valerá para 2025, quatro escolas se apresentarão em cada dia. Dessa forma, também em decisão inédita, as notas dos julgadores passarão a ser fechadas ao final de cada dia.

Saiba quais escolas vão abrir cada dia de desfile no Carnaval 2025 do Grupo Especial

Presidente da Liesa fala sobre três dias de desfiles no Carnaval 2025: ‘queremos viabilizar uma redução no preço das arquibancadas’

Presidente da Liesa fala sobre três dias de desfiles no Carnaval 2025: ‘queremos viabilizar uma redução no preço das arquibancadas’

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Com a definição dos três dias dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro no Carnaval 2025 o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Gabriel David, citou que a proposta é a redução dos valores nos ingressos das arquibancadas no Sambódromo da Sapucaí.

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Foto: Site CARNAVALESCO

“Dentro dessa iniciativa, queremos viabilizar uma redução no preço das arquibancadas, com o objetivo de tornar os ingressos ainda mais acessíveis. Também vamos proporcionar que mais pessoas estejam no Sambódromo em dias diferentes”, ressaltou o presidente da Liesa, Gabriel David.

Saiba quais escolas vão abrir cada dia de desfile no Carnaval 2025 do Grupo Especial

Saiba quais escolas vão abrir cada dia de desfile no Carnaval 2025 do Grupo Especial

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) definiu na plenária que acertou a realizou de três dias de desfiles no Grupo Especial no Carnaval 2025 também já acertou quais escolas vão abrir cada noite.

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Foto: Diego Mendes/Rio Carnaval

A Unidos de Padre Miguel, atual campeã da Série Ouro, abrirá o domingo, em 2 de março, com a Unidos da Tijuca, 11ª colocada do Grupo Especial no ano anterior, iniciando a segunda-feira, 3 de março, e a Mocidade, 10ª de 2024, abrindo a terça. As demais serão divididas em trincas, com a ordem sendo definida no sorteio do próximo dia 23, na Cidade do Samba: Mangueira, Portela e Beija-Flor / Grande Rio, Viradouro e Salgueiro / Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel e Imperatriz Leopoldinense.

OFICIAL: GRUPO ESPECIAL DO RIO TERÁ TRÊS DIAS DE DESFILES A PARTIR DO CARNAVAL 2025

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Os desfiles oficiais do Grupo Especial do Rio de Janeiro agora terão mais um dia. Além das tradicionais apresentações no domingo e na segunda-feira, o público poderá acompanhar as escolas de samba do Grupo Especial, no Sambódromo carioca, também na terça-feira de folia. A decisão pela nova divisão de datas foi chancelada pelos presidentes e representantes das agremiações durante reunião plenária realizada nesta segunda-feira, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa).

sambodromo
Foto: Léo Queiroz/Rio Carnaval

Dentro da configuração aprovada, que já valerá para 2025, quatro escolas se apresentarão em cada dia. Dessa forma, também em decisão inédita, as notas dos julgadores passarão a ser fechadas ao final de cada dia. A Unidos de Padre Miguel, atual campeã da Série Ouro, abrirá o domingo, em 2 de março, com a Unidos da Tijuca, 11ª colocada do Grupo Especial no ano anterior, iniciando a segunda-feira, 3 de março, e a Mocidade, 10ª de 2024, abrindo a terça. As demais serão divididas em trincas, com a ordem do dia de cada escola sendo definida no sorteio do próximo dia 23, na Cidade do Samba: Mangueira, Portela e Beija-Flor / Grande Rio, Viradouro e Salgueiro / Paraíso do Tuiuti, Vila Isabel e Imperatriz Leopoldinense.

“Dentro dessa iniciativa, queremos viabilizar uma redução no preço das arquibancadas, com o objetivo de tornar os ingressos ainda mais acessíveis. Também vamos proporcionar que mais pessoas estejam no Sambódromo em dias diferentes”, ressaltou o presidente da Liesa, Gabriel David.

Saiba quais escolas vão abrir cada dia de desfile no Carnaval 2025 do Grupo Especial

Além disso, o espetáculo ganhará ainda mais atrativos, com novidades que garantam a presença do público na Sapucaí após o encerramento de cada dia, até o amanhecer.

Com a alteração do Grupo Especial, os desfiles mirins passarão para um novo dia da semana, que ainda será escolhido em comum acordo com a Aesm-Rio, organização responsável pelas apresentações das crianças, e com o poder público.

Vale ressaltar que o Desfile das Campeãs está mantido no sábado, dia 8 de março, com as seis primeiras colocadas festejando o resultado.

Enredo da Mancha Verde para o Carnaval 2025 surgiu com o presidente da escola e quer ‘desmistificar’ o profano

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A Mancha Verde irá levar para a avenida um enredo cultural e inspirado em um documentário do canal “Futura”. O tema é ideia do presidente Paulo Serdan e foi lançado na última quarta-feira, na quadra da escola. Para o anúncio do enredo, a escola fez um vídeo e passou com exclusividade no telão para quem esteve presente na quadra. A reação positiva foi imediata. O tema é intitulado como “Bahia, da fé ao profano”, desenvolvido pela comissão de carnaval.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Escolhido por um documentário

O presidente Paulo Serdan é a mente pensante por trás do tema. Assistindo o canal Futura, o gestor viu o documentário que dá nome ao enredo, sugeriu à diretoria e equipe de carnaval. A mesma situação aconteceu no ano de 2023 com o enredo do ‘Xaxado’, que deu o vice-campeonato para a escola. De acordo com Serdan, o tema mudou. Seria um desfile com captação de recursos financeiros, mas por questões de política na sociedade e visões distorcidas de algumas pessoas no último carnaval, optou pela oportunidade do documentário. “Eu acho que o canal Futura daqui a pouco vai estar cobrando, mas acho que é para isso que o Futura existe, para expandir o conhecimento de todo mundo. A gente tinha até um outro enredo com grandes chances, quase acertado o lance de patrocínio, já ia vir dinheiro também, não sei o valor, mas ia vir. Eu senti nesse carnaval que essa polarização atrapalhou um pouco. As pessoas misturaram o nosso tema com política, e não tinha nada de política. E isso eu acho que engessou um pouco a gente. As pessoas ficaram receosas de se soltar mais também. Se a gente tivesse com esse outro enredo que estava acertado, acho que ia seguir quase que na mesma linha ou ia dar a conotação, a intenção de que era a mesma coisa. E aí não ia valer a pena. Na hora que apareceu a oportunidade que eu assisti, falei com todo mundo, o pessoal também assistiu e gostaram. A gente conseguiu a autorização do diretor, o produtor do documentário, principalmente pelo nome, porque é muito forte. E a gente vai desmistificar algumas coisas também, porque no Sul e Sudeste, quando a gente fala em profano, pensa sempre em coisa muito ruim, mas você assistindo o documentário, vê que não é. A gente entendeu que seria muito legal desmistificar isso também”, afirmou Serdan.

A Mancha Verde está fazendo algo diferente dentro do próximo projeto. Não há um carnavalesco de fato, e sim uma comissão de carnaval que, segundo Serdan, todos podem opinar, sendo desde a serralheria no barracão até o diretor de carnaval. O grupo que está conduzindo e assina o carnaval da Mancha Verde conta com nove pessoas, além do presidente.

“Nesse tempo todo que eu tenho de barracão assim, de carnaval, eu gosto de acompanhar sempre tudo e eu fui entendendo e enxergando também que muitas vezes quando o carnavalesco acaba se perdendo no projeto, deixando muita coisa escapar, e isso é normal, uma cabeça só é complicado. Mas quando acontece isso, quem segura a onda e dá muita qualidade é a retaguarda, e ela não é valorizada. Se dá errado, alguém acha um culpado, que às vezes é até o carnavalesco, mas se dá muito certo, é o carnavalesco também. A ideia disso foi valorizar as pessoas que estão nos bastidores. A gente tem uma equipe que está na Mancha há muito tempo e é muito competente e resolveu muito problema… por que não dar a chance desse pessoal opinar? Essa oportunidade que a gente está dando para que as pessoas sejam reconhecidas, tem tudo para dar muito certo”, completou.

Detalhes do enredo

Paolo Bianchi, diretor de carnaval e membro da comissão, deu uma explicação detalhada do que é o enredo da Mancha Verde para 2025. “A gente mais uma vez quis voltar para o que a Mancha tinha feito os últimos anos, que fazia enredos culturais. Sempre que surge, vem da forma mais inusitada. Esse aqui, o presidente assistindo um documentário no Futura, viu esse tema, achou legal, e lançou a ideia lá atrás, ainda na época das campeãs. O enredo não é sobre a Bahia, é sobre o comportamento do povo baiano. Então, é tentar captar a alma do baiano, que a gente sabe que é festeiro, que a gente sabe que é religioso em todas as vertentes. E quem quiser ver o documentário, ele fala exatamente isso. Tem um padre que diz: ‘não tem problema que o cara vem aqui na festa, fica aqui e começa a profanar’, porque o profanar na Bahia é beber e curtir. O padre falava que não tinha problema, porque o que importa é que ele fez a sua oração e agora ele vai se divertir. No dia a dia, se embelezar, algo da vaidade do povo baiano, voltando lá nos seus ancestrais, nas próprias escravas que se enfeitavam, e a gente quer mostrar isso. A vontade de se embelezar, para ir orar e também profanar”, explicou.

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Paolo Bianchi, diretor de carnaval da Mancha

O diretor continuou com a explicação, dizendo que a música, danças culturais e comidas estarão inseridas no desfile, mas dentro da narrativa do enredo. “Depois vamos falar das comidas, como o baiano usa o corpo para profanar e dançar nas festas culturais, mas também usa dele para dar passagem paro o seu santo e seu orixá. Por fim, como é que a música baiana toca os dois mundos religiosos da profanidade, e não só o axé. A gente conhece vários ritmos baianos, até os mais contemporâneos hoje, que é o trap, o som da periferia que está aflorando”, disse.

Posição de desfile e critérios de julgamento: Presidente Paulo Serdan fala perspectivas do Carnaval 2025 em São Paulo

De fato, enredos sobre Bahia é presente no carnaval há muito tempo todos os anos, mas essa narrativa da Mancha Verde é completamente diferente. Não é o chamado ‘CEP’ ou homenagens à determinadas pessoas ou religiões, e sim entrar na alma do povo da Bahia. “Eu sou suspeito. Meu filho é baiano, então eu adoro a Bahia. Mas a gente sabe que muita escola do Rio, São Paulo, de Guarulhos, de Santos, de qualquer lugar, já falou da Bahia. Quando a gente fala Bahia, cai nessa… Ou vai falar um negócio óbvio mostrando o Elevador Lacerda, Farol da Barra. Não que a gente não ache isso lindo, mas a gente quer falar da alma do povo baiano. É, que o povo batalhador, como que tem sua fé, sua crença e se diverte”, completou.

Projeto artístico por um novo artista

Lucas Abelha, que está com cargo de ‘projetista’ na comissão, ocupa a função que seria o de um carnavalesco como se é conhecido. É ele quem vai liderar os desenhos de alegorias e fantasias, supervisionado pelos outros membros. “Eu sou de Rondônia, definitivamente moro no Rio desde 2019, mas sempre eu cresci imbuído nessa missão de fazer carnaval contra tudo e todos do lugar de onde eu venho, que é uma cultura que não acontece tanto, mas desde o primeiro momento eu fui muito impactado por toda a minha arte. Eu sempre com arte trabalhei desde muito criança. A partir do momento que eu foco a minha arte dentro do carnaval, eu me encontro e eu acho que essa oportunidade de ter vindo tão cedo é uma coisa única, que não dá para desperdiçar de forma nenhuma”, completou.

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Lucas Abelha, projetista e integrante da comissão de carnaval da Mancha

Abelha (como é chamado no meio do carnaval), falou ainda mais sobre a sua participação dentro do enredo entrando na parte do barracão. “Eu acho que a gente pode colocar como a parte mais subjetiva da criação. Então, eu estou dando esses contornos para a narrativa junto com o Paolo Bianchi (diretor de carnaval) e vou trabalhar na produção dos figurinos e das alegorias. Vou entregar o projeto para a escola junto com a equipe e daí a gente tem aderecistas, escultores, ferreiros, administradores que vão fazer acontecer, mas eu sou a mão que vai colocar isso no papel a partir de muito diálogo e muita troca. Essa equipe é grande, mas que não foi formada apenas por isso. Cada um tem a sua habilidade, cada um tem a sua área de atuação e eu vou agregar tudo isso no visual da escola”, contou.

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De acordo com o profissional, o retorno deve ser positivo devido ao título de 2019, que foi o primeiro da agremiação. No caso, era um tema afro, mas que se tratando de Bahia, está ligado. “Eu acho que a comunidade se identifica muito pelo título que a escola teve. É um novo viés, é uma nova proposta, mas que conversa com a cultura afrocatólica. É uma ideia que parte do presidente através do documentário, e a gente encontra esse caminho. Falar de como esse território baiano ele mescla, agrega expressões de profanidade e do sagrado na sua cultura, seja na culinária, na dança, na música e em toda questão visual também, onde a gente tem muito forte isso no enredo, que é o ato de se enfeitar, seja para estar na rua e no sagrado. Acho que tudo isso gera uma potência que a comunidade consegue assimilar bem. Eu já esperava que a comunidade reagisse bem ao anúncio”, explicou.

‘Todos os sambistas merecem ser tratados como estrelas’, diz integrante da Liesa, após participação de ritmistas no show da Madonna

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Os 20 ritmistas, crianças e adolescentes, que participaram do show da cantora Madonna, na noite do último sábado, na Praia de Copacabana, fizeram história. Eles participaram do maior show da “Rainha do Pop”, que levou 1,6 milhão de pessoas para festa de 40 anos de carreira. Em publicação nas redes sociais, João Mourinha, integrante da Liesa, assessor especial do presidente Gabriel David, revelou detalhes dos cinco dias de ensaios, e comemorou o resultado.

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Foto: Acervo pessoal

“Eu poderia escrever um livro sobre a semana que passou. Abandonei minha familia por cinco dias para fazer acontecer o sonho de outras 20, que só agora vão começar a entender o furacão que passou ontem pelo Rio de Janeiro. Ontem, no talento e trabalho duro de 20 ritmistas brilhantes, o samba venceu. E venceram todos os que amam a cultura do carnaval, maior expressão cultural deste país. Mas naqueles cinco minutos de fama, venceu a resistência, a luta contra o preconceito, a conviccao de que todos os sambistas merecem ser tratados como estrelas, com tudo o que teem direito, nome e sobrenome, e dignidade! Por uma semana passamos por tudo, tivemos acidentes, roubos, cansaço, momentos dificeis e chegamos ao final juntos, roubando a cena do show da rainha @madonna a bisa (entendedores entenderão). Revi amigos Paulo Fellin, @thaizeoliveira, conheci novos @pretinhodaserrinha, Tom, @gb65, Cecília, @sergioassolarii, Sarah, e ganhei 20 filhos. Agradeço a minha @patachok e aos meninos, que sempre apoiam minhas loucuras, a minha familia @produtosoficiais, a quem faltei esta semana de UFC, a diretoria da Liesa e todas as escolas do @riocarnaval ao Elmo Jose dos Santos, a @evelynbastosoficial, @nati_louise, ao @thismassari, @gustavomostof e a todos os que ajudaram de alguma forma. Sintam-se representados. Com respeito, saio deste show um pouquinho sambista. Vencemos @gabriod”.