Início Site Página 591

Marcelo Misailidis e Ana Botafogo fazem reestreia de espetáculo no Rio

0

“ST Tragédias”, aclamada obra de Marcelo Misailidis, retorna ao Rio de Janeiro no próximo dia 24 de maio, trazendo ao palco do Teatro Casagrande uma fusão artística entre as obras de Shakespeare e Tchaikovsky. Codirigida por Ana Botafogo, a produção explora temas como paixão, inveja, racismo e feminicídio, imersos na música magistral de Tchaikovsky e nas palavras profundas de Shakespeare.

marcelo ana
Foto: Divulgação

Marcelo Misailidis e Ana Botafogo, que recentemente colaboraram como coreógrafos na Imperatriz Leopoldinense durante o último Carnaval, unindo suas expertises na comissão de frente e no casal de mestre-sala e porta-bandeira, respectivamente, agora trazem sua parceria para o teatro. Essa conexão promete adicionar uma camada especial à produção, destacando a sinergia entre os dois artistas.

“Quando falamos de Shakespeare, estamos nos referindo a alguém que melhor capturou a essência da alma humana. Assistir a suas peças nos concede acesso a certos padrões que são essenciais revisitar, a fim de evitar cometer os mesmos erros que são parte integrante dessas questões comportamentais. Temas atuais, como o feminicídio, já estão abordados nas obras de Shakespeare. É por isso que essas peças são tão significativas e contemporâneas. Revisitar essas obras é impactante”, explica Marcelo Misailidis.

A produção revive as lendárias obras “Romeu e Julieta” e “Othello, o mouro de Veneza” através da linguagem da dança, utilizando poemas sinfônicos de Tchaikovsky. O projeto combina balé, dança, música, teatro e criação visual, com coreografias desenvolvidas por Marcelo Misailidis durante a pandemia, celebrando os 30 anos de parceria com Ana Botafogo, uma das mais ilustres figuras da dança brasileira.

“ST Tragédias traz a emoção à flor da pele. Juntamos Shakespeare e Tchaikovsky: o que queremos é emocionar o público. A coreografia de Misailidis se junta à genialidade desses dois grandes ícones da cultura universal”, conta Ana Botafogo.

A peça estreou em junho de 2022 no Teatro da Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, participou da noite de gala do Festival de Dança de Joinville e teve uma única apresentação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Agora, retorna com o patrocínio master da Petrobras e apoio do Grupo Sendas, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), para uma breve temporada no Teatro Casagrande, de 24 de maio a 2 de junho.

Ingressos disponíveis em: www.eventim.com.br/artist/st-tragedias

Beija-Flor de Nilópolis promove rodas de conversa sobre protagonismo preto na história do samba

0

O departamento cultural da Beija-Flor de Nilópolis, sob a liderança de Selminha Sorriso, anuncia uma série de rodas de conversa dedicadas aos ícones do samba e do Carnaval. Estes eventos fazem parte do enredo em homenagem ao saudoso Mestre Laíla, escolhido para o desfile de 2025, e têm como objetivo preservar a memória e os ensinamentos dos gigantes que moldaram a história da maior festa brasileira.

bf minidesfile24 21
Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“Eu, enquanto diretora cultural, mulher preta, sambista, sei da necessidade de obter informações das quais eu não recebi enquanto criança. Eu não sabia o meu lugar de fala, eu não sabia como reivindicar porque eu não tive, infelizmente, referencial necessário para ser uma mulher esclarecida, para ser uma mulher antirracista. Eu estou aprendendo com a escola de samba. Então, compartilhar, replicar esses aprendizados é o que significa papel da mulher na sociedade, da mulher sambista, da mulher, dos personagens que tanto fizeram e contribuíram para essa manifestação, para essa cultura popular que dignifica, que promove a igualdade, que não discrimina, que resiste, que mantém viva a nossa afrodescendência”, destaca Selminha Sorriso, diretora cultural da Beija-Flor de Nilópolis.

Os encontros serão realizados quinzenalmente, sempre aos sábados, na quadra da Deusa da Passarela, em Nilópolis. O primeiro evento, marcado para o dia 18 de maio, às 13h, será uma imersão na vida e legado de Tia Ciata, a matriarca protetora dos sambistas. Reconhecida como uma figura fundamental na preservação e propagação do samba, Tia Ciata desafiou o Estado e garantiu a sobrevivência desta expressão cultural ímpar. Participa da roda de conversa a Presidente da ORTC – Organização Cultural Remanescentes de Tia Ciata – Casa da Tia Ciata, Gracy Mary Moreira, que também é neta da homenageada.

Hilária Batista de Almeida, mais conhecida como Tia Ciata, foi uma mulher multifacetada: mãe de santo, cozinheira e ativista. Sua incansável mobilização salvaguardou o samba da repressão policial, assegurando sua continuidade e reconhecimento mundial. Sua história é um testemunho vivo da resiliência e da força da cultura popular.

A Beija-Flor de Nilópolis considera essencial transmitir o legado de Tia Ciata e outros ícones da cultura popular às gerações futuras. Estas rodas de conversa são mais do que uma celebração, são uma missão de preservação e educação. Nomes como Haroldo Costa, Neguinho da Beija-Flor e Laíla serão temas de encontros futuros.

Serviço
Roda de Conversa da Beija-Flor – Tia Ciata
Local: Rua Pracinha Wallace Paes Leme, 1028, em Nilópolis
Horário: 13h
O evento é gratuito

Mancha Verde espera escolher uma posição confortável para os componentes e estratégica para desfilar

0

A Mancha Verde foi a sexta escola na noite de sexta-feira a passar no Anhembi no Carnaval 2024. Entretanto, a diretoria da agremiação sonha com uma posição melhor, que seja mais cedo para estratégias de desfile e promova o conforto para a comunidade. Novamente a sexta-feira já está confirmada pelo próprio presidente Paulo Serdan. Agora, resta saber realmente qual colocação a Mancha vai optar. Sempre vale ressaltar que a entidade ficou na quinta colocação no último carnaval. Sendo assim, será a quinta escola a escolher a posição desejada no próximo dia 18/05. A porta-bandeira Adriana Gomes, o presidente Paulo Serdan e o diretor de carnaval Paolo Bianchi conversaram com o CARNAVALESCO para falar sobre o que esperam da definição.

mancha capa24
Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

Iluminação favorável e conforto aos componentes

O presidente Paulo Serdan revelou que a escola que irá se apresentar no Anhembi na sexta-feira. De acordo com o gestor, a agremiação vai desfilar em uma posição melhor do que 2024, pois cruzaram a linha amarela da dispersão em um horário que não foi projetado. “Não está muito difícil de todo mundo adivinhar mais ou menos a posição das escolas. É só ver quem escolhe sempre um dia e escolhe o outro. Eu queria uma escola antes, mas a gente vai vir em uma posição de desfile melhor do que a gente desfilou esse ano. Por que eu digo melhor? Melhor porque, como não teve horário de verão, a gente até se projetou para uma coisa, mas acabou que clareou muito mais rápido até por essas ondas de calor que está tendo. Então a gente deve vir uma escola antes e vai ser bacana. A sexta-feira está confirmada”, comentou.

O diretor de carnaval Paolo Bianchi compactua com a ideia do presidente e disse ser favorável a um horário mais cedo. Ele vai além e diz que a escola desfila com muitos idosos e crianças. “Como nós somos o quinto a escolher, a gente tem a previsão de ficar com uma posição bem legal, que pegue o sambódromo mais quente, como a gente diz, e também não tanto para o final. A gente já pegou amanhecendo esse ano, nos preparamos para qualquer situação. A escola tem essa maneira de trabalhar em que a gente tem bastante controle e parceria com nossos componentes, onde eles se adaptam a qualquer situação. Mas claro que um pouco mais cedo tem a questão da luz, da iluminação e tem a questão também do cansaço. A gente sai com bastante crianças e idosos. Quanto mais cedo, mais confortável para eles. Então a gente tem essa expectativa de pegar uma posição um pouco mais para o meio e, por ser o quinto a escolher, achamos que vai ser tranquilo”, contou.

Preparação minuciosa e preferência de horário

A porta-bandeira da Mancha Verde, Adriana Gomes, se mostrou totalmente confortável em pegar um horário mais cedo e citou alguns preparos que um casal faz para desfilar bem e, segundo ela, esses padrões se adequam melhor em um desfile cujo a ordem seja próxima das primeiras. “Eu, Adriana Gomes, prefiro sempre desfilar mais cedo. A gente tem que trabalhar, além de tudo, a ansiedade, a alimentação, o descanso. Também não pode descansar demais. A gente tem que estar com o corpo sempre ativo. Eu nem posso dar como exemplo esse último carnaval que a gente desfilou muito tarde, que a gente foi a sexta escola, porque foi um carnaval adverso. Eu tive que me preparar psicologicamente de uma diversidade de trocar de mestre-sala e também estar muito tarde. Então a preparação é mais atenta. Aquilo que você come, você não pode ficar muito tempo sem comer e deve comer leve… Tem que se arrumar também sem correria. Mas eu prefiro desfilar mais cedo. Pra mim é muito melhor”, explicou.

Uma das sambistas mais experientes do carnaval paulistano, a porta-bandeira já viu de perto diversas mudanças internas. A dançarina opinou sobre o novo formato de definição de ordem dos desfiles e disse que toda nova experiência se for para o bem do carnaval é válida. “Qualquer mudança sempre é um susto no primeiro impacto, depois a gente vai criando entendimento sobre isso e eu acredito que nesse momento é o negócio mais estratégico das diretorias das escolas. Eles sabem como é a sua comunidade, como é que desfila e estrategicamente escolher o melhor horário de entendimento. Como eu vejo a mudança? Eu posso ver como uma evolução para algum lugar. Eu já estou no carnaval, como todos sabem da minha história, desde criança. Só como porta-bandeira são 25 anos e já enfrentei muitas mudanças de várias coisas no carnaval, mas essa é a primeira no método de colocação de ordem de desfile. Acho que toda experiência é válida e vamos ver no final do evento como é que vai ser esse organograma do próximo desfile. Eu sou sempre positiva para as mudanças. Eu acho que se é positivo para o carnaval, eu sou uma que vou abraçar”, disse.

Adriana, que passou por um desafio intenso na avenida no último carnaval, falou como está a preparação junto ao Marcelo para 2025. A porta-bandeira perdeu o seu parceiro dias antes devido à uma doença do mesmo. Sendo assim, o segundo mestre-sala do quadro de casais da Mancha Verde, Thiago Bispo, fez o par e juntos levaram a nota para a escola. “A gente já está preparando e conversando sobre tudo que vamos criar para o próximo carnaval. A partir do lançamento do enredo, nós temos mais ou menos ideias do que vamos representar na avenida e sobre aquilo que vai ser colocado em cima do personagem. Então a gente vai pesquisar elementos daquilo que possa ser, que a diretoria vai apresentar para a gente para o Carnaval 2025, mas vai ser uma preparação tão intensa como todos os outros anos. A gente sempre está muito focado naquilo que a gente quer, que a gente propõe, baseado nos elementos raízes da dança do mestre-sala e porta-bandeira, colocando os elementos que a proposta de critério de julgamento nos impõe para também colocar na apresentação para os jurados”, completou.

Paulinho da Viola faz show no Rio e grava registro audiovisual

0

Na véspera do seu aniversário de 80 anos, em 11 de novembro de 2022, Paulinho da Viola iniciou, no Qualistage, uma turnê nacional em comemoração à sua trajetória de mais de meio século na música brasileira. O show contava com a direção de Cláudio Botelho e participação dos músicos que acompanham o artista há muitos anos. Ao longo de 2023, a turnê percorreu mais de 15 cidades em 12 estados brasileiros e foi vista por mais de 50 mil pessoas.

paulinho viola
Foto: Léo Aversa/Divulgação

Agora é a hora de voltar para casa, em mais uma apresentação para o público carioca, e com direito a gravação para um registro audiovisual (aquilo que até outro dia mesmo se chamava DVD): Paulinho retorna ao Qualistage no dia 25 de maio, às 21h30, cantando samba, porque só assim ele se sente contente…

– Mas como assim 80 anos?

Pois é, o tempo passa como um rio na vida de Paulinho. O ano de 1942, que deu à MPB nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento, antes de chegar ao fim viu nascer o menino de Botafogo (porém vascaíno, é claro), filho do violonista e chorão César Faria e de dona Paulina, que cresceu ouvindo o conjunto Época de Ouro, integrado por Seu César, e conheceu o samba na União de Jacarepaguá, antes de chegar à Portela.

A soma do batuque sambista com a elegância do choro, além da companhia de bambas como Monarco, Nelson Cavaquinho, Manacéa, Elton Medeiros e Walter Alfaiate, rendeu uma obra com pérolas como “Argumento”, “Coração leviano”, “Para um amor no Recife”, “Para ver as meninas”, “Eu canto samba”, “Timoneiro” e muitas outras, sempre entoadas pela voz leve, quase sussurrada – eventualmente emprestada a canções de outros autores, como na clássica versão de “Nervos de aço”, de Lupicínio Rodrigues –, do cantor e mestre no violão e no cavaquinho. Ao lado de companheiros de banda históricos como Celsinho Silva (pandeiro e voz) e Hércules (percussão), além dos filhos João e Beatriz Rabello, Paulinho registra o show dos 80 anos dando mais um presente ao Rio. Sorte a nossa.

Dia 25 de Maio/sábado
Show às 21h30
Abertura da casa às 19h30
Local: Qualistage
Endereço: Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca
Classificação: 18 anos. Sujeito a alteração por decisão judicial.
Bilheteria Oficial: Shopping Via Parque – Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
Segunda a Sábado das 11h às 20h
Domingo e Feriados das 13h às 20h
Vendas: https://www.ticketmaster.com.br/event/paulinho-da-viola
Ingressos a partir de R$ 60,00
Classificação etária de 18 anos – menores somente acompanhados dos responsáveis
Capacidade: 9 mil pessoas em pé ou 3.500 sentadas
Informações: https://qualistage.com.br/
O espaço possui acessibilidade

Vai-Vai busca emoção e quer fechar o sábado de carnaval

0

Maior campeã do carnaval paulistano, com quinze títulos do Grupo Especial, o Vai-Vai está prestes a começar o ciclo do carnaval de 2025 com sensação de dever cumprido. Após alternar subidas de divisão e rebaixamentos para o Grupo de Acesso I, enfim a Saracura voltou a se estabilizar no pelotão de elite da folia em São Paulo. E, de acordo com integrantes da própria agremiação, há uma vontade em comum a se realizar na definição da ordem dos desfiles para a próxima temporada. Ao menos é o que dois dos principais nomes da instituição do Bixiga relataram ao CARNAVALESCO em entrevistas exclusivas.

vaivai capa24
Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

Fechamento com chave de ouro

Presidente da agremiação desde 2021, Clarício Gonçalves trouxe um panorama mais aberto sobre a vontade da Alvinegra: “Queremos desfilar no sábado. Seria bom ser da quinta escola em diante, mas fechar o desfile também seria interessante e emocionante”, comentou.

Intérprete alvinegro, Luiz Felipe, desde 2020 ocupando o posto de principal voz do Vai-Vai, foi ainda mais específico e sucinto: “Fechar o sábado de carnaval, com toda certeza, seria uma emoção única”, cravou.

Vale destacar que o Vai-Vai não encerra uma noite de desfiles desde 2010, quando abocanhou a terceira colocação indo ao Anhembi an sexta-feira com o enredo “80 Anos de Arte e Euforia, “É Bom no Samba, É Bom no Couro” Salve o Duplo Jubileu de Carvalho”. Já a última oportunidade na qual a Saracura fechou o conjunto de desfiles paulistanos foi no ano 2000, primeiro ano com duas noites de apresentações. E foi ano de título para a Alvinegra (empatada com a X-9 Paulistana), com a temática “Vai-Vai Brasil”.

Relutância com o novo formato

Apesar de terem opiniões (e motivos) distintos para tal, os dois ouvidos pela reportagem também não fizeram grandes elogios à nova dinâmica para definição da ordem dos desfiles. Mais prático, Clarício relembrou que o novo formato já estava definido desde o regulamento do carnaval de 2024: “Na verdade, não se trata de gostar ou não desse modelo. Mas, sim, de se adaptar às novas regras estabelecidas pela Liga-SP, decididas em comum acordo com os presidentes das escolas”, comentou.

Sem papas na língua, Luiz Felipe explicou o motivo pelo qual não é dos grandes fãs da nova diretriz: “Sendo bem sincero, eu não gostei. Preferia o modelo anterior, acho que dava mais frio na barriga. Mas tenho certeza que será feito da melhor forma, democraticamente e de modo que todas as escolas fiquem satisfeitas”, pontuou, deixando claro que a preferência pessoal do cantor nada tem a ver com a lisura de todo o processo.

Rumo ao topo

Ao falarem do carnaval passado e do próximo, os dois ouvidos, novamente, possuem opiniões semelhantes. O sentimento de gratidão ao enredo “Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o Hip Hop: Um Manifesto Paulistano” é recíproco. Mesmo com o oitavo lugar, a colocação foi comemorada por estabilizar a Alvinegra no Grupo Especial sem susto algum e, também, por toda a repercussão que a apresentação gerou, “furando a bolha” do carnaval paulistano.

Na visão do presidente, a briga em 2025 já é por título: “Em 2024, fizemos um desfile correto, potente e nos mantivemos no Grupo Especial, que era um de nossos objetivos. Para 2025, vamos corrigir os erros e buscar alcançar nossa décima sexta estrela”, declarou Clarício, em alusão aos quinze títulos do Bixiga na folia da cidade.

Com os pés mais no chão, Luiz Felipe não falou em título, mas comentou que o Vai-Vai deve ter uma colocação melhor para a próxima temporada: “O balanço que faço de 2024 é muito positivo e acho que nos fortalece e impulsiona para buscar as primeiras posições em 2025, local onde o Vai-Vai sempre deve estar”, finalizou.

Camisa Verde e Branco comemora permanência no Especial e tem escolha de horário traçada

0

O Camisa Verde e Branco será uma das últimas escolas a decidir o dia e horário para o desfile no segundo ano consecutivo no Grupo Especial após o retorno. A agremiação ficou na 12ª colocação, portanto é a antepenúltima a escolher seu horário de desfile para 2025.

camisa capa24
Foto: Felipe Araújo/Divulgação Liga-SP

O carnavalesco Cahê Rodrigues relatou sobre a escolha e apesar de já ter uma escolha encaminhada para o horário preferido, fez mistério em conversa com o site CARNAVALESCO: “Quanto ao dia, o que for decidido estarei feliz. Nosso projeto é forte e exagerado como nosso homenageado. Acreditamos que a força e a mensagem que Cazuza traz, são ingredientes perfeitos para fecharmos com chave de ouro”.

O diretor de carnaval e vice-presidente do Camisa Verde e Branco, João Vitor Ferro, trouxe um balanço de 2024 e expectativa para 2025: “O ano de 2024 foi de superações para a escola, afinal, estávamos vindo de doze anos no Grupo de Acesso, para nós nosso saldo foi positivo, e a expectativa para 2025 é que a escola faça um grande espetáculo, seguro, forte, e emocionante!!”.

Voltando para São Paulo, o carnavalesco Cahê Rodrigues relatou: “Após 10 anos estou de volta ao Carnaval de São Paulo, está sendo um recomeço. Estou estudando o regulamento e me adaptando às mudanças. Se é para melhorar, as mudanças são sempre bem-vindas. A expectativa está a mil”.

O Camisa Verde e Branco lançou seu enredo nas redes sociais e será um tributo ao incomparável Poeta Exagerado, Cazuza. No dia 8 de junho terá uma festa de lançamento do enredo na Fábrica do Samba, com presenças da Rosas de Ouro e Imperatriz Leopoldinense.

Conheça o enredo da Botafogo Samba Clube para estreia na Marquês de Sapucaí

0

A Botafogo Samba Clube divulgou o seu enredo para o Carnaval de 2025 no início da noite desta quinta-feira, data em que se comemora o Dia do Botafogo, uma grande homenagem ao nascimento de Nilton Santos. “Uma gloriosa história em preto e branco” contará a origem do Botafogo de Futebol e Regatas, desde a etimologia do nome, passando pelos grandes ídolos e conquistas. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza, na estreia da escola na Marquês de Sapucaí, pela Série Ouro.

botafogo logo2025

Alcunha de uma embarcação, nome de propriedade, de bairro. Um nome utilizado em diversos aspectos e principalmente de onde surgem clubes esportivos, que se fundiram e deram origem ao famoso time carioca, com uma gloriosa história de craques, vitórias, curiosidades e superstições. E será esse o DNA do enredo da Botafogo Samba Clube rumo ao Carnaval 2025. Para Alex de Souza, a escola dará um presente para a torcida alvinegra, que lota os estádios dando apoio e torcendo para o Glorioso:

“Desde a primeira conversa, eu só tinha em mente esse enredo. Quando fui conversar com a direção, eu já havia feito uma pesquisa prévia. Desde o início, queria puxar por esse amor, paixão, alegria e motivação dos torcedores alvinegros. Para abrir os desfiles da Série Ouro, eu queria “apelar” para esse lado sentimental, essa coisa do coração. E é nisso que eu estou me apoiando para que a gente possa fazer um belo carnaval”, revelou o carnavalesco.

Na concepção do logo oficial do enredo, o fundo traz elementos que vão estar na narrativa da construção do enredo. Por exemplo, o remo, os ídolos – representado por Garrincha -, o futebol atual com Estádio Nilton Santos, a origem do clube etc. A arte foi baseada em uma placa antiga, com a tipografia e formato clássicos, além de contar com uma homenagem a Mário Zagallo, ícone como jogador e treinador, falecido em janeiro deste ano, trazendo 13 estrelas juntas na parte inferior.

A Botafogo Samba Clube estreará pela Série Ouro, na Marquês de Sapucaí, no dia 28 de fevereiro de 2025, sexta-feira de carnaval.

Luto! Morre o jornalista Cláudio Vieira

0

Faleceu nesta quinta-feira o jornalista Cláudio Vieira, que durante anos trabalhou no jornal O DIA, foi colunista do site CARNAVALESCO e trabalhou na Liesa. Ele lutava contra um câncer. Ao longo de 25 anos, ele foi editor das revistas oficiais da Liesa. A Liga publicou uma nota de pesar pelo falecimento. Veja abaixo.

claudio vieira

“Com profundo pesar, a diretoria da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro lamenta o falecimento do estimado jornalista Cláudio Vieira. Durante mais de uma década, Cláudio dedicou-se com excelência e comprometimento a comunicação da Liesa, contribuindo de maneira inestimável para o carnaval carioca.

Expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos de Cláudio Vieira. Descanse em paz!

X-9 Paulistana comemora retorno ao Acesso I e mira volta ao Grupo Especial

0

A tradicional X-9 Paulistana é bicampeã do Grupo Especial de São Paulo, e viveu um 2024 atípico quando esteve no Grupo de Acesso II, lugar que não frequentava desde os anos 80. Mas com o enredo “Nordestino sim… Nordestinado jamais!” foi campeão do terceiro grupo e voltou ao Acesso I em 2024.

Foto: Felipe Araujo/Divulgação Liga-SP

“A alegria da nossa comunidade de não só ser campeã do Acesso II, mas estar novamente no Acesso I, e começar a fazer um grande trabalho para voltar à elite do carnaval, ao Especial. É nítido ver a diferença da alegria da nossa comunidade do ano passado para esse ano”, disse o intérprete Helber Medeiros.

Em relação ao acesso, Daniel Collete parceiro de Helber e velho conhecido da X-9 Paulistana comemorou bastante: “Para todos, foi de muita alegria!!! Uma situação inusitada para quem é X9, de parar no Acesso ll, que na verdade era o grupo l da Uesp… Foi um baque. Mas o povo se uniu e deu o resultado positivo para todos!”

Seguindo a mesma linha, o presidente Mestre Adamastor reforçou sobre a redenção da comunidade e mira o Grupo Especial: “Eu só tenho que agradecer, porque foi um trabalho muito árduo. A régua do Acesso II cresceu demais. Nós termos conquistado o título é um motivo de muito orgulho. Por incrível que pareça, nós demos 10 passos para trás para dar um passo muito forte para frente. Isso faz com que uma comunidade muito desacreditada, nos dê a possibilidade de disputar o título para subir ao Especial”.

De volta para casa, Collete relembra anos 90 e 2000 da X-9

Com história xisnoveana, Daniel Collete participou de carnavais da X-9 Paulistana fim dos anos 90 e durante o anos 2000 no Grupo Especial. Retornou a agremiação no Grupo de Acesso II, e ajudou na conquista do título. Mas ressaltou que não tem muito o que trazer daqueles carnavais para a atualidade.

“Na verdade, ao passar dos anos o nosso carnaval evoluiu muito. Aquele trabalho que era contando muito com o nome da agremiação, já não existe mais… E a consciência da escola hoje é fazer um carnaval pensando fora do grupo que está, assim como foi neste ano de 2024”.

O experiente intérprete complementou: “A X9 sempre primou por fazer um Carnaval grande e organizado. Isso vem dos antigos gestores que comandavam nos anos 90 e 2000. Claro que hoje é tudo mais disputado, bem parelho… Sempre decidido nos detalhes”.

Seu parceiro, Helber Medeiros, dividiu o microfone com Collete em 2024, e ressaltou sobre o trabalho projetando 2025: “O trabalho está intenso já. Segunda-feira, dia 29, já lançou enredo… Então a escola está empenhada, empolgada em fazer um ótimo carnaval, e vamos fazer um ótimo carnaval. Como costumo falar, vamos fazer um carnaval de Grupo Especial para subir ao Grupo Especial. E a ala musical não para, sempre temos reuniões para definir repertório de ensaio, em ensaios, temos bastante saídas, com essa questão de ser campeã do carnaval, saímos bastante. Terça agora, temos X-9 de Santos, que foi aniversário, vamos participar no dia 18/05 do sorteio, então nosso trabalho está bem intensificado, nossa ala musical vai continuar com a mesma do ano passado. O trabalho foi bem feito, temos uma ala musical, além de entrosada, somos amigos e isso ajuda bastante a concluir o trabalho, e quando chega no meio do ano começa a fazer ensaio em estúdio, para elaborar algumas coisas, provavelmente em julho já temos uma noção de como vai ser. Não sabemos ainda se vai ser um samba encomendado, não sabemos se vai ser disputa de samba-enredo, mas estamos preparados para o que vier e fazer um bom trabalho”.

Como está o projeto para 2025

O mestre Keel contou um pouco sobre o projeto para 2025: “O projeto da escola esse ano já está a todo vapor, praticamente não tivemos férias, o Carnaval começou logo quando 2024 acabou, e acredito que tem que ser assim, já temos enredo, acredito que as outras questões também já estão encaminhadas. E a bateria, já vamos começar a escolinha 2024 nesse mês de maio para formar novos ritmistas e componentes para a X9 e assim fortalecer a nossa base. Para o próximo Carnaval nosso foco segue sendo de sempre fazer o melhor para a escola, fazer uma bateria consistente, uma bateria que faça a escola pulsar e ousar nos pontos chave do samba. Em conjunto com o Mestre Adamastor alinhamos as ideias e o planejamento da bateria para que possamos fazer o melhor pela X9, e irmos em busca do nosso maior objetivo.

A X-9 Paulistana já tem enredo definido para 2025: “Clareou! Um novo dia sempre vai raiar”. É uma inspiração aos versos da música “Clareou” no ritmo do cinquentenário carnaval da escola.

Luiz Antônio Simas: ‘vejo pluralidade e diversidade nos temas afro-brasileiros’

0

O professor, pesquisador e comentarista de carnaval, Luiz Antônio Simas, defendeu os enredos do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o Carnaval 2025. Em publicação no X, antigo Twitter, ele citou os enredos afro para os desfiles do ano que vem. Escolas que vão apresentar enredos com temática afro em 25: Viradouro, Imperatriz, Salgueiro, Portela, Mangueira, Beija-Flor, Tuiuti, Unidos da Tijuca e Unidos de Padre Miguel.

desfile24 portela
Foto: Alexandre Vidal/Divulgação Rio Carnaval

“Sou absolutamente contra quem aponta uma onda de enredos afros como uniformização, carnaval monotemático ou coisas do tipo. Ao contrário: vejo pluralidade e diversidade nos temas afro-brasileiros.

Laíla, Milton Nascimento, Yá Nassô, Xica Manicongo, a jurema de Reis Malunguinho, os ritos de fechamento de corpos, a cultura bantu, Logunedé e um itan de Oxalá são a mesma coisa onde? Tem muita, mas muita, diferença aí.

Essa crítica me lembra o equívoco dos que veem a África e as culturas dela oriundas como unidade, quando o que há é um mosaico de histórias, personagens, mitos, filosofias, culturas, tecnologias de extrema riqueza e sofisticação.

É ótimo que surjam enredos futuristas, brincalhões, sacanas, inusitados… Ótimo! Mas é fundamental que o Brasil oficial seja escovado a contrapelo. E tem muita, mas muita coisa, pra ser contada, lembrada, festejada, carnavalizada, das culturas não brancas brasileiras.

Dá pra fazer mais 100 anos de enredos diversos, plurais, que bebam em fontes afro-indígenas. E quanto mais eles sejam concebidos, pensados e realizados por artistas e intelectuais afro-indígenas ou comprometidos com as histórias que a História não conta, melhor”.