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Beija-Flor 2027: samba da parceria de Júnior PQD

COMPOSITORES: JÚNIOR PQD, AILSON PICANÇO, JUNIOR BILLY MANDY, GERALDO M. FELÍCIO, MARQUINHO PALOMA, MARCELO MORAES

M’BARAYÓ
POVO SOBERANO NUNCA ANDA SÓ
ERGUE SUAS LANÇAS FEITAS DE CIPÓ
NESSAS ÁGUAS TURVAS PODE APARECER
TRÊS LUAS TE GUARDARAM NA FLORESTA
PINTANDO A SUA TEZ MORENA
ACENDE O BRASEIRO PRA ALDEIA TREMER
CORRE SANGUE MINEIRA NAÊ
SEM MEDO NÓS VAMOS LUTAR (NAÊ! NAÊ!)
ELA QUE VEM AOS SABERES DA MATA
POR SEUS CARUANAS, LETRADA… ANUNCIAR!
DEU “HORA GRANDE”, NOITE DE PANAVOEIRO
TODO O FUNDO DA MARÉ VAI BAIXAR NESSE TERREIRO

ÔÔ JÁ CHAMOU NA DOUTRINA
VENTOU NA BARREIRA DO MAR
FEZ DO RIO, IGARAPÉ… TALHADA EM MAROACÁ
A CORDA É DE NAZARÉ E TAMBÉM TUPINAMBÁ
(QUERO VER SEGURAR!)

QUEM SÓ ESCUTA A PRÓPRIA VOZ
JÁ TE CHAMOU DE FEITICEIRA
PEÇO À MÃE DE TODOS NÓS A BRAVURA DE ZENEIDA
TEUS CURUMINS: ESPERANÇA DO IGAPÓ!
CARIMBOLARAM O SAMBA NA ILHA DO MARAJÓ
VEM VER A CIRANDA DOS GUARÁS
PRESERVAR OS MARACÁS, AS SEMENTES DE AGUAÍ
TECER PELAS MÃOS DA CURANDEIRA
O AZUL DESSA BANDEIRA QUE O CÉU VAI COLORIR

Ê PAJÉ! TRAZ A FORÇA DE AUÍ
Ê PAJÉ! TRAZ A FORÇA DE AUÍ
BENZE O NOSSO POVO, REZA O MEU TAMBOR
SOPRA O PÓ DE LOURO SOBRE A BEIJA-FLOR

Beija-Flor 2027: samba da parceria de Diogo Rosa

Compositores: DIOGO ROSA, JULIO ASSIS, KIRRAIZINHO, MANOLO, CLAY RIDOLF e DR. LUIZ CLAUDIO

MOÇO, ESPIA SÓ
INVISÍVEL VIRA FOLHA
FOLHA VIRA PÓ

PÓ DE LOURO, CAMINHO ABERTO SOPRADO
QUE SEJA LOUVADO, O SENHOR E A SUA FALANGE
MAIS UM GIRO DO DESTINO PELAS MÃOS DO GIRADOR
QUEM TE EVOCA, TEU BEIJA FLOR
SOU EU… TÃO FORTE QUAL RAIZ DE MURURÉ
DO POVO SAKAKA! A ÚLTIMA PAJÉ
ANHANGA ME PUNIU PRA RENASCER
EU SOU DO CLÃ DE MARIA MINEIRA ANAÊ
ENTRELAÇO DE CIPÓ, RISCA MATO, MARAJÓ
TRANSE DE PATUANÚ! ENCANTADO PELE AZUL
EU TENTEI FUGIR DA FLECHA, FLECHA ACERTOU!
MUNDIADA EM VENTANIA… O TEMPO PAROU

PAROU… PRA VER! O BRASIL DOS MARACÁS
PRA SE RENDER A FÉ DOS ANCESTRAIS
AMAZÔNIA SUSTENTADA PELA FORÇA DE MAJÉ
VER O NORTE SER UM NORTE DESSE MEU PAÍS MULHER

ENCANTARIA AÊ
TEM BANZEIRO PRA CURAR, GUIAM CORDAS PRA BENZER
VEM A SANTA NA BERLINDA PRECONCEITO VAI LEVAR
PRA VENCER A PIRACEMA, CURIMBATÁ
MARAJOARA PAJUREBA, CARIMBÓ DO MEU PARÁ
SOU FILHO DESSA ALDEIA QUILOMBOLA
FIZ DA VIDA MINHA ESCOLA, NESSE AZUL QUE NÃO TEM FIM
DEDICO A POESIA EM TRIBUTO, ONDE O AMOR É INSTITUTO
QUE ENSINA CURUMIM
GRATIDÃO QUE BORDA O MANTO E ASSENTA A ALTIVEZ
EVOCA O MUNDO MÍSTICO OUTRA VEZ

CHAMA KARUANA QUE A BAIXADA INCORPOROU
CHAMA KARUANA QUE A BAIXADA É BEIJA FLOR
PAJELANÇA CABOCLA SAWÉ! SAWÉ!!
NA MAGIA DA FLORESTA O SEGREDO PRA VENCER

Depósitos e saques rápidos em cassinos online

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A dinâmica financeira em plataformas de jogos exige rotas de pagamento que equilibrem velocidade, segurança e previsibilidade. Operadores com integração direta a arranjos locais conseguem liberar fundos em minutos, enquanto gateways com validações adicionais estendem o cronômetro. Em ambientes modernos, como Sol Casino, a experiência depende de protocolos antifraude, qualidade cadastral e janelas bancárias. A seleção correta de métodos e a preparação documental cortam gargalos na origem. Além disso, limites de risco, reconciliação automática e tokens seguros moldam a fluidez. Quando depósitos e retiradas seguem trilhas otimizadas, o fluxo de caixa pessoal se mantém estável e sem sobressaltos. O resultado prático se traduz em menos filas e maior controle sobre prazos. Com decisões informadas, o tempo de espera cai e o histórico financeiro permanece limpo.

Métodos de depósito instantâneo

Entre as rotas mais ágeis despontam arranjos instantâneos domésticos, carteiras eletrônicas com saldo pré-carregado e cartões tokenizados. A eficiência nasce de autenticações rápidas (3DS moderno), conexões diretas com bancos emissores e uso de QR dinâmico. Quando a sessão de autorização é estável e o antifraude não encontra anomalias, a confirmação acontece em segundos. Em mercados que contam com soluções de transferência imediata, a liquidação costuma ser próxima ao tempo real, desde que o emissor não imponha validações manuais adicionais. Essa combinação faz do cassino com Pix uma referência de agilidade no contexto brasileiro.

Pix e QR dinâmico

Operações via QR dinâmico permitem conciliação linha a linha, reduzindo erros de valor e de referência. O retorno de confirmação via webhook é tratado quase instantaneamente, liberando o crédito de forma automatizada. A maior parte das falhas nessa trilha decorre de uso de aplicativos desatualizados, limites diários insuficientes no banco emissor ou instabilidade temporária na infraestrutura do arranjo. Em cenários de pico, replicação de endpoints e fallback para chaves alternativas sustentam a disponibilidade.

E-wallets e cartões tokenizados

Carteiras eletrônicas com saldo e cartões tokenizados oferecem velocidade com fricção mínima, principalmente quando a autenticação forte do cliente está ativada e a pontuação de risco é baixa. Tokenização reduz exposição de dados sensíveis e acelera autorizações subsequentes. Emissões com 3DS adaptativo evitam step-up desnecessário, mantendo o fluxo fluido. Já cartões pré-pagos virtuais tendem a aprovar com rapidez, desde que o saldo esteja adequado e o BIN não esteja em listas restritivas.

  • Transferências instantâneas: liquidação quase em tempo real e reconciliação automatizada.
  • Cartões com 3DS adaptativo: menos fricção e aprovação mais veloz em perfis de baixo risco.
  • E-wallets: saldo pré-carregado simplifica o caminho e minimiza atrasos.
  • Cripto via on-ramp regulado: conversão rápida quando a rede não está congestionada.

Saques com menor fila de processamento

Retiradas costumam passar por camadas adicionais de análise, mas certas rotas escapam de filas extensas. Métodos que combinam liquidação instantânea e possibilidade de verificação automática de titularidade destacam-se. O operador também influencia a cadência ao aplicar regras por segmento de risco e nível de conta. Restrições como verificação pendente, bônus ativos e inconsistência de dados bancários podem colocar pedidos em quarentena até regularização.

Janelas de aprovação

A maior parcela de atrasos provém de janelas internas para revisão antifraude. Provedores que distribuem aprovações ao longo do dia e operam com times 24/7 reduzem a variabilidade. Em volumes altos, filas virtuais com prioridade por SLA, valor e histórico de chargeback ajudam a liberar valores modestos mais rapidamente, mantendo verbas relevantes sob dupla checagem.

Roteamento inteligente de pagamentos

Gateways multiadquirentes escolhem a rota de menor latência e maior taxa de aprovação para cada perfil. Na prática, pedidos de saque são dirigidos a rails com liquidação imediata sempre que possível, deixando transferências tradicionais para casos específicos. Se a conta do titular foi validada previamente no mesmo método de depósito, a prova de titularidade acelera o despacho.

Preparação do KYC para ganhar tempo

Uma base cadastral sólida é o maior acelerador de prazos. O envio de documentos legíveis, atualizados e consistentes antecipa dúvidas e evita recontato. Padrões internacionais de compliance exigem correspondência de dados entre documento oficial, comprovante de endereço e meio de pagamento. Quando a verificação KYC está completa antes da primeira solicitação de saque, a aprovação tende a ocorrer dentro da janela mínima do operador.

Documentos essenciais

Documento de identidade com foto válido, comprovante de endereço recente e meio de pagamento em nome do titular compõem o núcleo da checagem. Em alguns mercados, uma selfie com prova de vida e declaração de beneficiário final podem integrar o pacote. Arquivos claros, sem reflexos ou cortes, agilizam o OCR e diminuem a necessidade de revisão humana. Nomes, datas e números devem coincidir em todos os itens para evitar inconsistências.

Boas fotos e metadados

Capturas em alta resolução, com moldura completa do documento e boa iluminação, elevam a taxa de leitura automática. O envio no formato solicitado (geralmente JPG ou PNG leve) reduz falhas de upload. Metadados íntegros sem edições suspeitas favorecem a aprovação. Ao anexar extratos ou telas de aplicativos bancários, informações essenciais devem estar visíveis: titular, número da conta e carimbo temporal.

Taxas, limites e horários bancários

Taxas e limites afetam tanto a velocidade percebida quanto a aceitação. Windows bancárias e feriados regionais alteram a cadência de liquidação em certas rotas, mesmo quando a autorização é instantânea. A leitura cuidadosa de limites por transação, diário e mensal evita quedas por excesso e redisparos desnecessários. Em alguns cenários, dividir valores respeitando faixas de menor risco reduz bloqueios e diminui a ida para análise manual. Além disso, políticas específicas de pagamentos instantâneos podem prever inspeções adicionais em operações acima de patamares definidos.

Método Taxa média Limite por transação Horário bancário ativo
Transferência instantânea 0%–1% R$ 5.000–R$ 50.000 24/7, salvo manutenções
E-wallet regulada 0%–2% R$ 100–R$ 30.000 24/7
Cartão de crédito 0%–3% R$ 50–R$ 10.000 Depósito 24/7, estorno sujeito a ciclo do emissor
Transferência bancária tradicional 0%–1% R$ 500–R$ 100.000 Dias úteis, janelas do banco
On-ramp cripto 0,5%–1,5% R$ 200–R$ 20.000 24/7, rede sujeita a congestionamento

Leitura da tabela e exceções

Os intervalos refletem práticas comuns, mas políticas do operador e do provedor ajustam valores. Limites dinâmicos sobem mediante histórico positivo e multiverificação. Em rotas com spread cambial, variações do mercado podem impactar o custo efetivo. Bancos com janelas reduzidas em finais de semana tendem a postergar a disponibilidade contábil, ainda que a autorização já conste como concluída no front-end.

Boas práticas para evitar bloqueios

A prevenção começa pela consistência de dados. Cadastro com nome completo idêntico ao do documento, data de nascimento correta e endereço verificável compõe a base. O uso de um único método por ciclo de saque reduz o cruzamento de titularidades. Transferências para contas de terceiros, endereços recém-criados ou instrumentos anônimos elevam o score de risco. O histórico de bônus deve estar regular, sem requisitos pendentes, para que a liberação financeira não fique atrelada a regras promocionais. Em paralelo, manter aplicativos bancários atualizados elimina falhas de autenticação que parecem anomalias para o antifraude. A comunicação com o suporte, quando necessária, funciona melhor com anexo de prints objetivos e carimbo de data, acelerando a triagem. Em trilhas digitais, a carteira digital adotada deve estar no nome do titular, com verificação concluída junto ao emissor para validação cruzada automática.

Sinais de risco comuns

Picos súbitos de valor após longos períodos de inatividade, IPs divergentes em pouco tempo, documentos reencaminhados com edições, e uso simultâneo de múltiplas rotas de pagamento são padrões que empurram solicitações para revisão manual. Repetição de erros no preenchimento de dados bancários também cria atrito e prolonga a fila. Endereços em zonas de alto risco ou intermediários financeiros com reputação questionável recebem checagens adicionais por padrão.

Checklist de velocidade na caixa

Seguir uma rotina padronizada antes de enviar fundos e ao solicitar retirada diminui fricções e mantém tempos sob controle. Os pontos abaixo formam uma sequência prática para executar operações com fluidez, do primeiro depósito ao crédito final na conta de destino.

  1. Confirmar dados cadastrais idênticos aos do documento oficial e do meio de pagamento.
  2. Realizar KYC completo com fotos nítidas e comprovante de endereço recente.
  3. Escolher método com liquidação instantânea disponível no emissor e no destino.
  4. Verificar limites do emissor, do operador e do método para evitar quedas por excesso.
  5. Manter aplicativo bancário atualizado e autenticação forte configurada.
  6. Evitar múltiplos métodos no mesmo ciclo financeiro para preservar a prova de titularidade.
  7. Respeitar requisitos de promoção antes de pedir saque, mantendo o saldo elegível.
  8. Solicitar valores compatíveis com o histórico, subindo gradualmente conforme elegibilidade.
  9. Acompanhar janelas bancárias e eventuais manutenções programadas do arranjo.
  10. Guardar comprovantes com carimbo de data e referência para eventual reconciliação.

Com a combinação de método adequado, cadastro íntegro, rotina clara e observância aos horários do sistema financeiro, a jornada de pagamento tende a permanecer curta e previsível. A cada operação bem-sucedida, motores de risco ajustam positivamente o perfil, o que, por sua vez, libera ciclos ainda mais rápidos nas próximas etapas.

 

Sidnei França revela os bastidores do enredo da Mangueira e explica a construção do desfile sobre Oyá

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sidnei mangueira
Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Durante a leitura, realizada no Palácio do Samba, em maio, o carnavalesco da Estação Primeira de Mangueira, Sidnei França, sinalizou aos compositores que a proposta do projeto é que a escola chegue ao seu centenário, em 2028, vinda de um desfile aguerrido e combativo. Em entrevista ao CARNAVALESCO, ele contou que, antes de qualquer domínio conceitual da Orixá, o tom que a Mangueira quer levar para a Marquês de Sapucaí no próximo ano é a emoção.

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“Será um desfile primeiro para sentir, depois para entender. Faz sentido trazer para a Mangueira, no pré-centenário, um enredo quente, um enredo potente, que entrega a Mangueira em alta temperatura. Samba emocionante, mas em consonância com todos os códigos mínimos para se entender Oyá como uma divindade que, no Brasil, é cultuada em plenitude. Acho que o que está faltando no gênero samba-enredo é uma interpretação da história, e não musicar uma sinopse. Não é pegar as palavras que a sinopse traz e jogar melodia”, afirmou.

Sidnei explicou três orientações fundamentais. A primeira é que Oyá/Iansã será tratada na narrativa do desfile a partir de uma perspectiva nagô-iorubá. Ele também pediu aos compositores que as obras não abordassem o sincretismo religioso existente entre Oyá/Iansã e Santa Bárbara no Brasil. E, por fim, que Oyá/Iansã seja a protagonista em todo o curso do samba-enredo.

Embora Oyá não faça parte da ancestralidade fundadora da Mangueira, Sidnei reconhece que o enredo fala da aproximação entre a Orixá e a escola. Para ele, essa relação se intensificou nos últimos anos a partir de três fatores: o enredo de 2016, “Maria Bethânia: a menina dos olhos de Oyá”, que tornou Iansã uma presença cada vez mais marcante no imaginário da escola; o histórico feminino e matriarcal da Mangueira; e a eleição de Guanayra Firmino à presidência, “uma mulher preta de Oyá”, nas palavras de Sidnei.

“Uma escola tão feminina, de um matriarcado tão forte, e que tem uma comunidade que se autodenomina combativa, aguerrida, apaixonada e de luta, aos poucos, (essa ideia) foi colando”, disse o carnavalesco.

Para o carnavalesco, a Mangueira não é a mesma de cem anos atrás, nem deveria ser. Entregar Oyá à Mangueira em 2027 é, para ele, respeitar o que a escola se tornou. “Ela foi se transformando com a sociedade, com o terreiro, com a experiência sociocultural do morro em relação às políticas públicas da cidade.”

O desfile da Mangueira em 2027 abre antes mesmo de qualquer arquétipo humano. “Oyá é natureza, Oyá é força, Oyá é potência dos ventos, raios, tempestades, ventanias”, afirmou Sidnei. A Orixá será apresentada primeiro como elemento. “Orixá, primeiro, é a natureza; depois, ele é arquétipo; depois, ele representa a estrutura humana.”

Do segundo momento em diante, o enredo explora o poder de transformação de Iansã: ela que se torna elefante, coral, rio, búfalo e borboleta. Para Sidnei, essas metamorfoses são estratégias de sobrevivência. “Quando Oyá se transforma, ela está buscando uma estrutura de sobrevivência. Isso está muito presente na vida contemporânea. Estamos sempre nos moldando ao novo para continuar resistindo e, a partir disso, continuar existindo”.

O terceiro movimento trata dos amores e das guerras de Iansã. Sidnei evocou o mito dos nove filhos, que conta sobre a mãe que parte para a batalha e deixa um par de chifres para ser chamada em caso de perigo: “Se vocês estiverem em perigo, batam o chifre que eu apareço de onde for para salvá-los, porque eu ainda sou sua mãe e eu amo vocês”.

Imediatamente, o carnavalesco traçou um paralelo com a realidade: “Quantas mulheres não podem cuidar dos seus filhos e vão cuidar dos filhos de outras, das casas de outras, das empresas de outras, deixando o filho em casa, pensando na sobrevivência?”

Os casamentos de Oyá estruturam o quarto movimento. Com Ogum, ela aprendeu a arte da guerra. Com Xangô, formou o “casal do dendê”: quente, intenso e sedento por conquista. Foi Iansã, contou o carnavalesco, que desafiou as ordens do marido, descobriu o segredo das bolas de fogo e passou a governar o fogo ao lado dele. “Ela foi a única esposa de Xangô que enfrentou as suas ordens e se tornou tão poderosa quanto ele”.

O quinto movimento levará o desfile ao terreiro. Oyá é o único orixá feminino com poder sobre o trânsito entre Orun e Aiê, o mundo dos mortos e o mundo dos vivos. O enredo mostrará o universo dos eguns e, a partir daí, chegará aos terreiros de candomblé, abordando como esses ritos se formaram, como se popularizaram e como persistem.

O fechamento é contemporâneo e coletivo. Sidnei quer falar dos movimentos femininos, da mulher que vai à luta diária pelo sustento e pela proteção dos seus e, por fim, da própria Mangueira. “A Mangueira é uma escola de mulheres icônicas, de mulheres imortais, que, assim como Iansã, sempre foram à luta e à batalha para defender os seus”, finalizou.

Mestre Serginho destaca trabalho da bateria do Zaca após nota máxima e projeta novidades para o Carnaval 2027

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serginho tucuruvi
Foto: Almir Aprígio/CARNAVALESCO

O mestre Serginho, comandante do ritmo do Tucuruvi concedeu entrevista ao CARNAVALESCO e falou sobre o momento vivido pela bateria do Zaca, única a conquistar os 40 pontos no Grupo de Acesso em 2026. Considerando todas as escolas filiadas à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP), apenas a Águia de Ouro também alcançou os 40 pontos no quesito. Ao ser questionado sobre esse grande feito, ele defendeu que o caminho para essa conquista é consequência de um trabalho desenvolvido durante todo o ano.

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“O segredo é o trabalho. Tem que trabalhar todos os dias, viver carnaval. A gente respeita todas as agremiações, mas aqui também se trabalha muito”, disse.

Mestre Serginho também enfatizou como o julgamento do quesito Bateria, foi bastante rigoroso e, após a divulgação das notas, percebeu o quanto o trabalho árduo junto aos seus ritmistas deu certo.

“Foi bem difícil para todo mundo. O nível de exigência da comissão julgadora foi elevado, nada passou despercebido. Graças a Deus e à nossa mãezinha, que caminharam com a gente, nós trouxemos a nota máxima para a escola”.

Há vários anos consecutivos, a bateria do Zaca vem conquistando a nota máxima para a escola. Mestre Serginho foi questionado se há algum segredo para colher esses excelentes resultados dos últimos anos. Segundo ele, a formação de novos ritmistas é uma das maiores virtudes da bateria do Zaca. A escolinha do Tucuruvi recebe integrantes da comunidade durante todo o ano e abastece constantemente o quadro de ritmistas da escola. Mas, novamente, enfatizou que o segredo é o trabalho duro que faz a escola ir bem no quesito.

“A gente é uma bateria formadora. Todo ano sobem 20, 30 ritmistas da escolinha. O importante é formar gente que seja do Tucuruvi e permaneça na escola”.

Para 2027, o Tucuruvi tem um enredo afro. A bateria do Zaca teve muito destaque em 2024 com o enredo sobre Ifá, também voltado às matrizes africanas. Desse modo, mestre falou sobre a preparação de alguns arranjos e se usará novamente instrumentos de matriz africana. O mestre confirmou que a bateria já discute novas ideias para o próximo desfile, mas preferiu manter o mistério até a definição do samba-enredo.

“Tem muita novidade guardada. Vai ter coisa que a gente nunca fez aqui. Com o samba escolhido, a gente desenvolve tudo em cima dele. Mas ainda está bebezinha, as ideias estão andando devagarzinho”.

O mestre também aproveitou para reforçar que a bateria segue de portas abertas para novos integrantes, desde que estejam dispostos a participar dos ensaios e vestir a camisa da escola.

Ito Melodia exalta enredo da Grande Rio e projeta Carnaval 2027: ‘Vou dar todo o meu sangue’

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ito granderio
Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

A nova voz da Acadêmicos do Grande Rio fez sua primeira apresentação oficial na quadra da escola, no último domingo. Ito Melodia retorna ao Grupo Especial com muita energia, respeito e entrega à agremiação caxiense. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Ito comentou seus primeiros meses na agremiação, destacou sua gratidão a toda a comunidade da Grande Rio e sua identificação com o enredo de 2027, que resgatará e celebrará a herança afro-brasileira.

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“Eu agradeço muito esse carinho e aos presidentes de honra: Jayder Soares, Leandrinho Soares, Helinho de Oliveira, o Perácio… A Velha Guarda, Baianas, comunidade, a bateria do Mestre Fafá, a nossa harmonia, o Bola e toda a ‘rapaziada’. Um encontro em que, há muitos anos, já existiam amor e carinho. Esse namoro veio acontecer agora, em um momento muito especial. Eu estava fora do Grupo Especial, e a Grande Rio está me trazendo de volta, mais uma forma de gratidão. E mais ainda: a felicidade de ter um enredo maravilhoso, que vai falar de Gana, da nossa negritude, da nossa raça, do nosso povo, da nossa ancestralidade. Mais um motivo para incorporar e dar todo o meu sangue, toda a minha admiração, meu profissionalismo, minha humildade e minha incorporação pela Grande Rio na Marquês de Sapucaí. Muito obrigado! Contem comigo, porque farei de tudo para a gente voltar ao posto de campeã com esse lindo samba que eu sei que vão nos entregar para o Carnaval 2027”, disse o intérprete.

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Mantendo a postura ética e respeitosa, Ito comentou sua chegada à agremiação após o desligamento do antigo intérprete, Evandro Malandro. O cantor revelou que, antes de assumir o posto, teve uma conversa com seu amigo.

“O samba é muito além de só a bateria, de só cantar, de só sambar. Samba é irmandade. Samba é amizade. Samba é carinho. Samba é respeito, e eu tenho respeito por todos. Assim eu fiz quando fui para a Tijuca, liguei para o Wantuir. Assim eu fiz com Evandro Malandro quando vim aqui para a Grande Rio. É questão de ética. O carinho, o respeito que a gente tem pela nossa irmandade. Quando eu vi que ele tinha saído e recebi o convite, fiz questão de ligar para dizer que eu estava vindo. Porque é respeito, é carinho, é quando a gente gosta da pessoa. E assim eu farei e faço com todos. A gente tem que estar unido com inteligência e verdade. Nós somos uma grande irmandade, que, no dia em que a gente entender o tamanho da grandeza que somos, o samba estará em outro patamar. Mas um dia a gente vai chegar lá. E eu quero dizer que o Evandro é um excelente cantor, cantor maravilhoso, o qual conheço há muitos anos. Ele foi cria da Grande Rio, a Grande Rio o fez, e ele tem gratidão pela Grande Rio. Vai ser muito feliz para onde foi, na Mocidade. Estou aqui agora porque alguém sai e alguém tem que entrar, mas o respeito sempre vai continuar”, revelou Ito Melodia.

A Grande Rio é uma agremiação com uma vasta lista de sambas marcantes. Para Ito, é difícil escolher somente um, mas afirma estar tão familiarizado que se sente em casa. Quanto às críticas em relação à sua entonação, o cantor diz que é e sempre será assim, nada mudará, pois é a representação viva do samba e do carnaval.

“São vários sambas marcantes… ‘Clareia, Dindinha’, ‘Zeca’, o ‘Exu’, que é onde o povo incorpora! Para mim, é uma oportunidade grandiosa de estar em uma escola grandiosa, de um povo aguerrido, de uma comunidade fantástica, de uma bateria maravilhosa, de uma comissão de carnaval, uma comissão artística maravilhosa, harmonia maravilhosa. Enfim, estou em casa, totalmente em casa! Cada pessoa, cada telespectador vai se emocionar, vai cantar, vai vibrar, vai incorporar com a Grande Rio, que eu vou estar ali de frente com todo o carro de som passando, recebendo e trocando energia, abraçando, cantando, berrando, como muitos dizem: ‘O Ito berra’. Berro mesmo! Canto, grito! Eu sou samba! Eu sou carnaval! Eu amo, eu visto a camisa, eu abraço! Eu dependo do samba, o samba me fez! Ito Melodia é isso e não vou mudar, eu sou essa parada aí! Sou do povo, sou favela, sou morro, eu sou samba”, disse o cantor.

Diante da responsabilidade de gravar todos os sambas concorrentes na próxima disputa, o intérprete promete dar a mesma identidade a todas as composições, sem levar a amizade em consideração. A dedicação será igual para todos.

“Uma responsabilidade grandiosa. Eu terei todo o cuidado para poder estar preparado fisicamente, psicologicamente e emocionalmente para dar tudo aquilo que o samba do compositor que eu vou gravar vai pedir. Estou me preparando para, a cada gravação, dar o mesmo suporte, o mesmo grito, a mesma chamada, a mesma emoção. Sem olhar a questão da amizade, porque a minha amizade hoje é quem me paga, que é a Grande Rio. A identidade é botar a voz da mesma forma para todos os sambas que me entregarem para gravar. Lógico, aquele que se destacar, que a escola achar melhor, é o que a gente vai levar para a avenida. Vamos aguardar os hinos, que eu sei que vão vir sambas fantásticos, vão vir sambas emocionantes, e vai ser uma vibração atrás da outra, uma emoção atrás da outra, um encantamento atrás do outro e uma incorporação atrás da outra”, concluiu Ito Melodia.

Grande Rio mergulha na ancestralidade africana para fortalecer bateria no Carnaval 2027

Zezé Motta celebra retorno de Xica da Silva ao Salgueiro: ‘Ela transformou a minha vida’

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zeze salgueiro
Foto: João Castellano/Divulgação

‘Xica’ do Salgueiro, de 1963, e ‘Xica’, de Zezé Motta, de 1976, nos dão uma certeza: Xica muda por onde passa. É assim que a atriz que deu vida à personagem no icônico filme de Cacá Diegues, em 1976, define a trajetória da figura histórica que volta à cena com o enredo do Salgueiro para 2027. “Laroyê, Xica da Silva: a história por trás da história” será desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira a partir do livro de Leonardo Antan, enredista da escola. A atriz que deu vida a Xica da Silva ou, como proposto pelo enredo, uma das “cavalas” de Xica, em sua primeira representação no audiovisual brasileiro conta ao CARNAVALESCO que o filme foi “um divisor de águas em sua vida como artista e como mulher”.

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“Existe uma Zezé antes e outra depois desse filme. Eu era uma atriz apaixonada pelo meu ofício, mas Xica me apresentou ao Brasil e ao mundo de uma forma que eu jamais poderia imaginar. Foi um personagem intenso, desafiador, cheio de camadas, que exigia coragem numa época em que quase não existiam protagonistas negras no cinema brasileiro”, avaliou.

O filme nasceu histórico. Levou mais de três milhões de pessoas aos cinemas por todo o Brasil em meados dos anos 1970, em um mundo pré-internet, sem redes sociais e sem as divulgações massivas dos tempos atuais. Venceu as barreiras do preconceito contra filmes protagonizados por atores negros, abriu debates acerca da negritude e da representação feminina. Com ‘Xica da Silva’, Zezé viajou o mundo, participou de festivais, deu inúmeras entrevistas e, mesmo com uma carreira já consolidada aos 32 anos, alcançou um patamar ainda maior de exposição, sendo reconhecida por todos na rua como “Xica”.

O que permitiu que esse trabalho chegasse ao coração do povo foi sua inspiração inicial: nasceu de uma festa popular. Cacá Diegues chamava ‘Xica da Silva’ de “filme-escola de samba”, pois foi inspirado pelo emblemático desfile de 1963, do Salgueiro, que será revisitado pela agremiação em 2027. Trouxe do Carnaval a música, na trilha sonora de Jorge Ben; as cores, em fotografia assinada por José Medeiros, que tinha relação próxima com a cultura negra; o humor, a ironia, a sensualidade e a ‘ginga’.

O enredo homônimo de 1963 criou o primeiro imaginário da figura de Francisca da Silva de Oliveira, uma ex-escravizada do Arraial do Tijuco, em Minas Gerais, durante a segunda metade do século XVIII, que mudou de vida por meio da união com o contratador José Fernandes de Oliveira. Por ter uma vida tão incomum para uma mulher negra em um período escravagista, sua riqueza gerou mitos que se perpetuam até hoje.

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‘Chica’ também foi um divisor de águas para o Torrão Amado. O desfile constitui o auge da Revolução Salgueirense, período de vanguardismo estético e narrativo, liderado por Fernando Pamplona, em que a negritude era protagonista sob um olhar heroico na Avenida. Além disso, o enredo campeão, desenvolvido por Arlindo Rodrigues, garantiu a primeira vitória individual da escola no Carnaval. Nas palavras do carnavalesco Jorge Silveira, Xica compõe o “Orum salgueirense” junto de Zé Pelintra, Zumbi dos Palmares, Chico Rei e Xangô, personagens de enredos marcantes que hoje são vistos de forma mítica, norteando a essência e os caminhos do Salgueiro.

No filme de Diegues, a Xica de Zezé subverte a ordem do esperado de uma mulher negra e, principalmente, de uma protagonista negra nos anos 1970. A personagem carrega uma liberdade que raramente era permitida às personagens negras no cinema, como Zezé descreve: “ocupava os espaços com orgulho, ria alto, dançava, corria, provocava, olhava nos olhos das pessoas, não pedia licença para existir”.

Zezé conta que sua maior inspiração foram “as mulheres negras brasileiras, que enfrentam as adversidades com dignidade, inteligência e coragem”.

“Eu queria que Xica carregasse essa verdade. Ela não podia ser apenas uma figura sensual; precisava transmitir humanidade, desejo de liberdade e uma força que desafiasse as estruturas de poder daquele período”, refletiu.

‘Filme-escola de samba’: como o Salgueiro inspirou um clássico do cinema brasileiro

Assim como o filme nasceu sob o signo da “escola de samba”, sua influência se estende à construção da protagonista, reforçando a importância do carnaval como um lugar de potência e liberdade para os artistas negros.

“De certa forma, dialoga com a força que vemos no carnaval, especialmente nas mulheres negras que sempre transformaram seus corpos em instrumento de expressão, de resistência e de alegria. Naquela época, a maioria dos personagens negros era construída a partir da dor, da submissão ou de papéis muito limitados. A Xica rompeu com esse imaginário. Ela era complexa, contraditória, irreverente e profundamente viva. Acho que foi isso que chamou tanta atenção. Não era apenas uma personagem negra em destaque; era uma mulher ocupando a tela inteira com uma presença que o cinema brasileiro ainda não estava acostumado a mostrar”, concluiu.

Xica volta ao carnaval

Um dos motes do enredo do Salgueiro para o Carnaval 2027 é manter viva a memória das Xicas de Isabel Valença, Zezé Motta e Taís Araújo. Assim que foi anunciado, o perfil da escola publicou um vídeo especial de Taís Araújo falando sobre a importância do enredo. Zezé também manifestou apoio, celebrando a homenagem e parabenizando a escolha do enredo em suas redes sociais.

Zezé conta que ficou emocionada em saber que mais pessoas poderão conhecer a história de Xica, porém ainda não recebeu um convite oficial da escola para desfilar. Aos 82 anos, a atriz vive uma intensa rotina de trabalho entre cinema, música e TV, além de viagens e preparação física, e afirma estar disposta a organizar a agenda para participar do desfile de Carnaval.

“Se houver um convite e todas as condições forem adequadas, será uma alegria conversar sobre isso. Afinal, tenho uma gratidão imensa pela Xica da Silva. Ela transformou a minha vida, marcou a história do cinema brasileiro e continua abrindo caminhos para tantas gerações de artistas. Sempre que esse legado for celebrado, estarei torcendo, apoiando e comemorando junto”, afirmou.

Coletivo Babatunde celebra audição de Comissão de Frente para o Carnaval 2027 da Imperatriz Leopoldinense

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Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação Imperatriz

Seguindo o planejamento adiantado para o Carnaval 2027, a Imperatriz Leopoldinense realizou no último domingo sua audição para a Comissão de Frente. O Coletivo Babatunde, grupo de coreógrafos responsável pelo quesito da verde, branco e dourado neste ano, recebeu na quadra da escola, em Ramos, Zona da Leopoldina do Rio, mais de 100 inscrições entre homens e mulheres negros, com experiência em danças afro/contemporânea e também com passagens em outras comissões do carnaval.

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“Foi uma tarde muito especial, como nosso coletivo já esperava. Uma audição leve, espontânea e que contou com som de atabaques e violino ao vivo, iniciando e terminando com cantigas em iorubá e uma grande roda do xirê”, afirma Márcio Dellawegah, coreógrafo da Imperatriz juntamente de Ana Gregório, Fagner Santos e Sabrina Sant’Ana.

Nove vezes campeã do Carnaval carioca, a Rainha de Ramos terá pela primeira vez na sua história um grupo de coreógrafos no comando de sua comissão de frente. O Coletivo, indicado pelo carnavalesco Leandro Vieira, promete uma grande apresentação na Marquês de Sapucaí, fechando a segunda-feira de Carnaval, 08 de fevereiro. Em breve, os aprovados pela Coletivo serão anunciados.

“Que tenhamos um elenco que represente para o coletivo Babatunde e principalmente para a escola, a extensão do nosso saber, nossa dança, nosso povo, da força que queremos trazer pra este trabalho e o êxito que ele vai alcançar”, finalizou o coreógrafo.

Em busca do décimo título de sua história, a agremiação levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia”.

Morre Pelezão, ex-presidente e histórico nome do Camisa Verde e Branco

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Um dos grandes nomes de uma das Matriarcas do Samba Paulistano faleceu nesta terça-feira. Trata-se de Francisco Carlos da Costa, popularmente conhecido como Pelezão, baluarte do Camisa Verde e Branco. Ele tinha 81 anos e a causa da morte não foi informada.

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Nascido em 18 de setembro de 1945, Pelezão era sobrinho de Cacilda Costa, popularmente conhecida como Dona Sinhá, esposa de Inocêncio Tobias, o Mulata, fundador do cordão Mocidade Camisa Verde e Branco – que, anos depois, deu origem à escola de samba de mesmo nome. Na agremiação, ingressou de maneira oficial em 1973, tomando conta do bar da agremiação a convite do Comandante Carlos Alberto Tobias (também ex-presidente e filho de Inocêncio Mulata e Dona Sinhá); e, no ano seguinte, passou a ser ritmista da Furiosa, bateria do Trevo. Passou a ocupar cargos na diretoria verde e branca em 1988 e assumiu a presidência da agremiação em 2018, se tornando o último mandatário da escola antes de Érica Ferro assumir o cargo.

Dentre outros motivos, o apelido pelo qual ganhou notoriedade está na carreira enquanto jogador de futebol: atuou profissionalmente por Andradina, Araçatuba, Ferroviária e Nacional – este último clube sediado na capital e com sede na Barra Funda, mesmo bairro em que o Camisa Verde e Branco tem como terreiro.

Gaviões da Fiel lança clipe oficial para 2027 após junção de sambas-enredo; ouça

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Segunda escola a desfilar no sábado de Grupo Especial em São Paulo, os Gaviões da Fiel divulgaram o clipe oficial do samba-enredo da agremiação para o Carnaval 2027. Intitulado “É Noite de Gira na Casa de Ogum” e assinado pelos carnavalescos Julio Poloni e Rayner Pereira, a gravação era muito aguardada por conta da junção de dois sambas-enredo na final da escola. Dessa maneira, todos os integrantes das duas parcerias são considerados compositores oficiais: Grandão, José Rifai, Luciano Costa, Sukata, Dentinho do Morro, Fadico, Marcelo Paschoal JB, Gabriel Lima, Alex Biro, Morganti, Oliveira, Neck, Andrezinho, Claudio Russo, Luiz Antônio Simas e Chico Poeta.

Na canção finalizada, a junção trouxe majoritariamente trechos do Samba 01 da eliminatória (originalmente de Grandão, José Rifai, Luciano Costa, Sukata, Dentinho do Morro, Fadico, Marcelo Paschoal JB, Gabriel Lima, Alex Biro, Morganti, Oliveira, Neck e Andrezinho) com uma inserção na primeira e o refrão principal do Samba 12 (de Cláudio Russo, Luiz Antônio Simas e Chico Poeta).

Confira a letra oficial do samba-enredo dos Gaviões da Fiel para 2027 e o clipe produzido pela escola:
Abre o terreiro, põe marafo na porteira
Defuma a casa inteira, que é noite de xirê
Pode acender o candeeiro
Chama baiano, boiadeiro e a falange da jurema
Abre a roda, o povo do axé chegou
No chão que o galo canta tem morador
Sindorerê! nessa terra de caboclo
Preto velho mandigueiro vem benzer esse congá
Sindorerê! invoca toda marujada
Um “bando de macumbeiro” vai incorporar

Corre gira! Tranca-rua, Exu marabô
Meia-Noite, sete capas e Exu Caveira
Seu Zé Pilintra já deixou o seu recado:
É melhor andar sozinho do que mal acompanhado

É mulambo, Rosa Branca, Padilha
Sete Saias, navalha e dona menina
Toda mulher é flor da encruzilhada
Quero ver “pombogirar” no raiar da madrugada

As sete linhas vão baixar
No Bom Retiro, Jacutá
Oxalá, candeia
Atotô, Saluba ê! Okê Arô, Kabecilê!
Oyá, Oxum, Mamãe Sereia…
Lá na ponta da espada está minha fé
Guerreiro de Jorge, sou filho de Ogum
Protegido do major dos orixás
Hoje vibra o toque do adarrum
No axé dos ancestrais
A umbanda clareou, foi mandinga e oração
Cai por terra o inimigo que mexer com o gavião

Ô saravá! É a casa de Ogum arrastando multidões
Ô saravá, saravá! Deixa a gira girar que chegou Gaviões