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Presidente destaca força da comunidade da Roseira após desfile

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A Rosas de Ouro entrou na avenida cercada de expectativa. Além do desconto antecipado
de 0,5 ponto, a escola enfrentou atraso provocado por óleo na pista e ainda teve a ausência de um integrante da comissão de frente, que passou mal durante o desfile. O cenário exigia controle emocional e a resposta veio no canto da comunidade.

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Com o enredo “Escrito nas Estrelas”, a Rosas de Ouro apresentou um desfile de leitura
clara, organizado e sustentado por um samba de fácil assimilação. Os refrões impulsionaram a apresentação, enquanto a “Bateria com Identidade” manteve intensidade
constante ao longo do percurso. A escola encerrou sua passagem dentro do tempo regulamentar, com evolução regular e poucos espaços entre alas e alegorias.

A comissão de frente, coreografada por Arthur Rozas, representou o “Sublime Carrossel
Celestial”, unindo astrologia e astronomia em uma proposta compreensível. O abre-alas,
com a expansão do universo, abriu o desfile com impacto visual, e a alegoria de Atlântida foi uma das mais chamativas do conjunto. Mesmo diante dos imprevistos, a Rosas de Ouro
manteve o rendimento estável na pista.

Presidente destaca mobilização da comunidade

Angelina ressaltou a reação da escola após uma semana considerada tensa nos bastidores
e valorizou o envolvimento da comunidade no resultado apresentado.

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“Uma semana muito tensa, mas a comunidade veio junto, o trabalho do projeto padrão
Roseira de canto. As fantasias impecáveis, a evolução aqui é impecável. Olha, sem
comentários, eu quero agradecer meus filhos da Roseira, a Nação Azul e Rosa. Um desfile
maravilhoso”, avaliou a presidente.

Comissão de Frente apostou na fluidez

Arthur Rozas afirmou ao CARNAVALESCO que a proposta foi executada conforme
ensaiado e que os balizamentos previstos em regulamento foram cumpridos durante a
apresentação.

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“Nós viemos representando o carrossel celestial, a ideia é trazer esses astros celestiais,
representando cada signo aqui e a nossa alegoria como o giro da vida, né, a passagem do
tempo ao longo do giro da vida. Consegui fazer todos os balizamentos, cumprir aquilo que o regulamento manda, os desenhos aconteceram, então assim, conseguimos absorver tudo
fluido da forma que ensaiamos”, afirmou o coreógrafo

 

Estrela do Terceiro Milênio celebra emoção e entrega em homenagem a Paulo César Pinheiro

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A Estrela do Terceiro Milênio levou para o Anhembi uma homenagem marcada por emoção e envolvimento da comunidade. Com o enredo “Hoje a poesia vem ao nosso encontro, Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”, a escola apostou na força do samba e na identificação do público com a trajetória do compositor.

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O desfile transcorreu de forma tranquila, com narrativa compreensível e momentos de forte conexão entre pista e arquibancada. A comissão de frente ajudou a abrir o caminho da história, o samba sustentou o canto coletivo e a comunidade respondeu com intensidade.
Ao fim da apresentação, o clima era de satisfação entre os segmentos.

Primeiro Casal destaca emoção e superação

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Arthur dos Santos e Waleska Gomes, destacou a carga emocional da noite e a vibração do público ao longo da avenida.

“Costumo dizer que o dia do desfile é bem intenso porque é o dia que a gente precisa colocar tudo em prática, o que levamos em todo esse tempo, mas tem coisa que só acontece na avenida. Posso dizer que esse ano foi atípico, foi totalmente diferente. Até me emociona em falar, mas estamos muito felizes com o que entregamos nesse desfile. Encontrar o nosso pessoal na garra nos faz feliz, todos com um sorriso no rosto, nos aplaudindo e dando força. É inexplicável, mas foi incrível, a gente está muito ansioso pelo resultado”, afirmou Arthur.

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Waleska também ressaltou o desafio enfrentado na apresentação, principalmente pelo figurino volumoso e a proximidade entre os módulos.

“A gente sentiu o público vibrando muito com a gente, mas para nós, em especial, é uma grande superação, porque os módulos estão muito próximos. A gente veio com uma fantasia de diâmetro e saia grande, então para nós foi uma grande superação. Mas o trabalho sempre supera qualquer adversidade. Não existe sorte, não existe fórmula mágica, não foi do nada, foi um trabalho árduo, então a gente está muito feliz porque a gente torcia muito para conseguir colocar em prática tudo o que a gente trabalhou. Conseguimos e estamos muito felizes”, vibrou Waleska.

Ala musical destaca homenagem ao compositor

Responsáveis por conduzir o samba, Darlan Alves e Grazzi Brasil falaram sobre o significado de homenagear Paulo César Pinheiro e a resposta da comunidade do Grajaú.

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“Durante o desfile, fico muito focada no que vou fazer, mas a sensação de dever cumprido existe, não vou mentir, é muito trabalho, e agora é ver o resultado. Essa comunidade é maravilhosa, o Grajaú é sensacional. Estou feliz até aqui, vamos ver depois, ver o que pode
acontecer, mas me sinto bem com a minha ala musical. Esse compositor sensacional, que é da nossa MPB, já cantava músicas dele e, agora, poder homenageá-lo, não só ele, como todos os compositores, é simplesmente sensacional. Acho que é um samba melódico lindo.
Amo esse samba, acho ele sensacional, então estou muito feliz”, declarou Grazzi.

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Darlan também destacou o simbolismo do último carro alegórico, que reuniu compositores do carnaval paulistano.

“Acho que foi um dos desfiles mais emocionantes, porque falar de um compositor como esse cara, que é o Paulo, realmente é muito emocionante. E vou destacar uma coisa aqui do final, que é o último carro ali, onde vinham os compositores. Então vi o Grego, vi Xavier, Aquiles da Vila, Turco, tantos compositores gigantes do Carnaval de São Paulo prestando essa homenagem, foi incrível, acho que o dever está cumprido. Ele realmente recebeu uma homenagem à altura do tamanho que é, do que ele representa para a música popular
brasileira. Temos uma grande comunidade, acho que todos os compositores do Brasil também estão felizes com essa homenagem”, completou.

Opinião! Como foi o segundo dia dos desfiles do Grupo Especial do Rio no Carnaval 2026

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Colorado do Brás celebra desfile de sucesso

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Segunda agremiação a se apresentar na sexta-feira de carnaval, a Colorado do Brás realizou um dos melhores cortejos de sua história. Teve uma concepção estética diferente e os outros conjuntos funcionaram muito bem.

Em conversa com o CARNAVALESCO, o presidente Ka, a coreógrafa Paula Gasparini e o mestre Acerola de Angola destacaram o sentimento de dever cumprido e celebraram a entrega da escola na avenida. Com forte participação da comunidade e confiança no trabalho apresentado, a agremiação demonstrou satisfação com o desempenho em todos os setores.

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Dever cumprido

Enfático, o presidente Ka afirmou que o sentimento é de dever cumprido pelo que foi apresentado na avenida. “A escola cantou, e a arquibancada cantou bastante. É muito sentimento, muita emoção. Você vê tudo o que foi enfrentado e sente que realmente a mensagem chegou, foi entregue à bancada e refletida em todos os projetos. Agora, o sentimento é de dever cumprido. Independentemente da posição ou do que aconteça, o sentimento é de dever cumprido”, declarou.

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Orgulho de seus dançarinos

A coreógrafa Paula Gasparini descreveu como maravilhosa a sensação de ter obtido sucesso com a comissão de frente.

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“Foi maravilhoso, porque foi um processo longo, muito árduo. Não é fácil, são meninos que vêm de diferentes formações, mas eles toparam o desafio, aceitaram o convite e se moldaram. Eu tive que moldar todos esses corpos, e isso foi muito bacana. Essa comissão de frente trouxe um ato de reparação poética. Esses meninos entregaram seus corpos para mostrar toda a força, dor, a opressão e tudo o que essas bruxas passaram durante todos esses anos. E, na avenida, já que as portas sempre foram fechadas, quisemos dar toda a liberdade para que elas passassem com alegria e emoção”, contou.

Felicidade completa

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O mestre Acerola de Angola não escondeu o entusiasmo após o desfile da Colorado do Brás. De acordo com o músico, tudo foi entregue da maneira correta. “A gente gostou muito. Eu estava olhando para o Léo do Cavaco, ele me olhava e dizia: ‘A gente ensaiou muito para chegar até aqui’. Fizemos um cronograma de melhorias para a bateria e para a parte musical da escola. Graças a Deus, conseguimos alcançar essa evolução hoje. Chegamos ao final, ao ápice que queríamos. Claro que sempre há muito a melhorar, mas hoje conseguimos entregar tudo o que precisávamos. A escola cantou, nos paradões vibrou, a arquibancada veio junto. Não há o que falar, só agradecer. Todos estão acostumados com enredos meio parecidos; o nosso é totalmente fora da casinha. A música também veio nessa linha e foi ainda mais forte do que esperávamos no dia do desfile”, disse.

Confira a classificação final do Grupo de Acesso 1 de SP no Carnaval 2026

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O Acadêmicos do Tucuruvi está de volta à elite do Carnaval Paulistano em 2027. A escola superou as demais e venceu o Acesso 1 com 269,9 pontos. Na segunda posição ficou a Pérola Negra, com 269,4 pontos, que também retorna ao Grupo Especial.

Veja abaixo a classificação final

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TUCURUVI VENCE ACESSO 1 DE SÃO PAULO E VOLTA AO GRUPO ESPECIAL EM 2027

Desfilando com força novamente, Mocidade Alegre sonha com o campeonato

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Neste sábado, a Mocidade Alegre realizou o seu desfile oficial do Carnaval 2026. A agremiação do Bairro do Limão está confiante em mais um grande resultado, e busca o seu décimo terceiro título. Dando entrevista ao CARNAVALESCO, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade Alegre destacou a superação diante das dificuldades impostas pela mudança das cabines de julgamento e celebrou a sintonia construída ao longo do terceiro ano consecutivo à frente do pavilhão. Já o intérprete Igor Sorriso comemorou a forte participação da comunidade e a entrega do carro de som, reforçando a confiança da escola na apuração.

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Expectativa alta

O casal desfilou junto pelo terceiro ano consecutivo, defendendo o pavilhão da Mocidade Alegre. Diego Motta avaliou o desfile como difícil devido à mudança das cabines, mas destacou a resiliência nos ensaios.

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“Eu e a Natália somos opostos. Sou muito intenso em tudo, ela é muito centrada em tudo. Acho que é isso que dá um equilíbrio legal. Este ano, me preparei muito psicologicamente; ao mesmo tempo em que ensaiei bastante, me preparei para estar concentrado naquilo que a gente tinha que fazer, nas pausas e nos respiros. Foi um ano muito difícil para os casais devido à proximidade das cabines — cruel é a palavra. Mas a gente é sambista, não desiste, está aqui para aceitar desafios, e o desafio foi dado”, disse.

Natália analisou o desfile de forma positiva e afirmou que sai leve, com as melhores expectativas.

“Espero que todos tenham conseguido cumprir o trabalho no dia de hoje. A sensação é de que trabalhamos muito e que estávamos preparados e prontos para representar essa escola, essa atriz e esse orixá maravilhoso. A gente conversa muito sobre as coisas, gosta de entender um ao outro, e acho que isso é fundamental para o trabalho como um todo. Quando saímos assim, com o coração feliz e leve, não tem como não ter as melhores expectativas”, declarou.

Sensação de felicidade

O intérprete Igor Sorriso novamente comandou o carro de som com maestria e disse estar completamente satisfeito com a performance da escola.

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“Senti o povo participando demais, minha escola cantando muito. Estamos felizes e satisfeitos, conseguimos entregar o que ensaiamos e planejamos durante o ano inteiro. Agora é aguardar o resultado e esperar as outras coirmãs passarem. Ainda há muita escola boa por vir, mas estamos felizes e satisfeitos com o nosso desempenho. Acho que precisamos sempre unir o gosto do povo a uma leitura fácil, a uma interação simples de assimilar. Muita gente que está aqui no sambódromo nunca tinha escutado esse samba. Então o pessoal vem para assistir e acaba cantando, porque é de fácil assimilação e muito popular. Estamos muito felizes com o desempenho”, celebrou.

Elenco do Império de Casa Verde comenta performance no desfile

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Sob o olhar de Dona Fulô, uma grande celebração da luta pela liberdade, na forma dos esforços das ganhadeiras que vendiam joias, em busca do sonho de comprar a própria alforria, atravessou o Sambódromo do Anhembi, na última sexta-feira, no desfile do Império de Casa Verde intitulado “Império dos Balangandãs – Joias Negras Afro-Brasileiras”, assinado por Leandro Barboza.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, alguns dos principais representantes do Tigre Guerreiro falaram sobre o desempenho da escola e de seus quesitos na Avenida.

Sergio Cardoso, coreógrafo da comissão de frente

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“Este ano, as cabines estavam em uma posição totalmente diferente do que estamos acostumados e bem mais próximas. Além disso, o campo de visão dos jurados diminuiu bastante, porque era mais baixo. Tivemos que mudar algumas estratégias. A minha sorte é que o samba é curto, então tenho duas passagens para contar toda a história. São quatro minutos, e foi tranquilo. Essas duas cabines muito próximas e a parada do recuo da bateria ficaram bem no meio das duas. Ou seja, estávamos sendo avaliados de frente e de costas. Acho que esse é o jogo, e temos que nos aperfeiçoar cada vez mais diante das regras. Para mim, a execução foi tudo ok. Agora vamos ver o olhar do jurado”.

Edinei Pedro Mariano, preparador do primeiro casal

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“Vim com o primeiro casal, para quem faço a preparação técnica, e procuramos colocar em prática tudo o que ensaiamos durante meses. Foi pouco tempo, já que cheguei à escola no final de dezembro, mas aceleramos os ensaios e conseguimos aplicar o que havíamos treinado. Agora, vai depender dos jurados e da visão deles, mas considero o resultado satisfatório. Colocamos algumas nuances e certa licença poética do enredo, com algumas paradas dentro da dança, sem prejudicar o conteúdo principal, que é o volume de dança da porta-bandeira. Tivemos essa licença poética, mas sempre voltando à prática natural da dança do mestre-sala, mantendo a grafia da bandeira. Achei que ficou legal”.

Patrick Vicente, primeiro mestre-sala

“Foi um desfile bem técnico. Treinamos desde maio, com um trabalho árduo, e achei muito bom o andamento. Deu para priorizar tanto a comissão quanto o casal, que veio logo em seguida. Eu e a Sofia saímos daqui felizes ao ver o nosso rendimento. Executamos todos os movimentos que vínhamos ensaiando desde cedo. Agora é esperar o resultado e, se Deus quiser, seremos abençoados da melhor forma possível. Sobre as cabines próximas, a intensidade precisa ser a mesma, já que é uma seguida da outra. Para nós, é a questão de prender a respiração por um minuto, recuperar o fôlego e iniciar novamente na outra cabine. Isso foi bem desafiador e acredito que para todos os casais de São Paulo, pois é algo muito novo. Seja qual for o resultado, não ficaremos tristes, porque sabemos todo o esforço que fizemos pelo nosso pavilhão e pela nossa comunidade”.

Tinga, intérprete oficial

“Foi muito bom, estamos felizes demais. Viemos, cumprimos o nosso trabalho e agora estamos esperando o resultado. Fizemos um grande desfile e sempre esperamos a melhor colocação para levar o nosso Império ao nosso sonho, que é ser campeão do Carnaval”.

Tiago Nascimento, intérprete oficial

“Acho que foi muito bom. A comunidade cantou e está feliz, está alegre. O público respondeu, e o nosso trabalho alcançou o objetivo. O enredo foi fundamental; enredo e samba bons são meio caminho andado. Estamos felizes demais com tudo e, se Deus quiser, é Império na cabeça.”

Mestre Zoinho, da bateria ‘Barcelona do Samba’

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“Dentro da nossa expectativa, saiu tudo certo. No ano passado, o Império veio de um décimo primeiro lugar e não agradamos nem o público nem os jurados, então a expectativa neste ano era muito grande. Eu, há 21 anos à frente da bateria, tenho essa grande responsabilidade. A comunidade confia muito no nosso trabalho, e a cada ano precisamos nos superar e fazer um trabalho melhor. Nós nos preparamos bastante para este ano, e o resultado foi o que todos viram: a interação com o público e com a arquibancada, a bateria fazendo as bossas e as paradinhas para alegrar as pessoas, sem perder a nossa característica principal, que é o ritmo. Estou feliz, acho que o balanço dessa passagem foi muito bom. Agora vamos esperar o julgamento e ver o que os jurados acharam”.

Fábio Leite, presidente do Império de Casa Verde

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“Primeiro, a sensação é de gratidão. Terminar o ano com um desfile maravilhoso como esse não tem preço. É o que todo mundo almeja, e Deus esteve conosco nesse momento. Assumimos o Carnaval na metade do projeto, e o presidente Alexandre já tinha deixado tudo muito bem direcionado. Nós apenas demos continuidade ao processo, e o reflexo foi o que se viu na pista. Confesso que não consegui ver todo o desfile, porque ficamos mais na parte técnica da escola, mas saio daqui muito satisfeito e tranquilo. O sorriso de cada um é o que importa neste momento. Sou grato a eles, porque, sem os componentes, não estaríamos aqui. Fazer fantasia e carro não adianta nada se você não tiver o componente com o calor humano.”

Quesitos da Barroca Zona Sul avaliam desempenho no desfile em 2026

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Uma grande homenagem à Oxum, orixá louvada nas religiões de matriz africana como Senhora das águas doces, do ouro, da beleza, da fertilidade e do amor, atravessou o Sambódromo do Anhembi, na última sexta-feira, no desfile da Barroca Zona Sul intitulado “Oro Mi Maió OXUM”, assinado por Pedro Alexandre Magoo.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, alguns dos principais representantes da Faculdade do Samba falaram sobre o desempenho da agremiação e de seus quesitos na Avenida.

Chris Brasil, coreógrafo da comissão de frente

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“O nosso elemento cênico é um dos componentes mais importantes, porque conseguimos, por meio dele, sintetizar toda a história. É uma grande caixa de teatro em que várias cenas vão acontecendo, e essa dosagem o próprio elemento cênico foi dando para nós. Por meio desses três níveis, a história foi se desmembrando e, no final, explode no chão da Avenida. Daqui de onde eu estava, a apresentação foi perfeita. Conseguimos cumprir todos os pontos de balizamento, apresentar e contar a nossa história. Está entregue e estou muito feliz com o que apresentamos na Avenida”.

Cley Ferreira, primeiro mestre-sala

“Hoje foi bem difícil para mim. Lá no começo, lembrei muito da minha mãe, que perdemos recentemente. Dediquei tudo isso a ela, porque era o que ela queria: que voltássemos à parceria e à Barroca. E ela conseguiu, nós estamos aqui. Nosso desfile foi regado de emoção, satisfação e amor, porque amamos essa escola, e isso é impagável. Não há nada que pague”.

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Lenita Magrini, primeira porta-bandeira

“A emoção de estar na pista, para mim, tem várias vertentes. No ano passado, tive um problema no ombro nos primeiros ensaios técnicos e vim muito receosa, pois não sabia o que ia acontecer. Faltou a minha apresentadora, com quem convivi por 14 anos. Mas temos uma comunidade muito linda. Ver a comunidade batendo palmas, aplaudindo e gritando nos fortalece. Dançamos em prol do nosso pavilhão, e o nosso pavilhão é toda essa comunidade. Para mim, isso é um sentimento indescritível”.

Rafael Tinguinha, intérprete oficial

“É uma emoção estar desfilando aqui pela primeira vez, mas parece que já desfilo há muitos anos. Estou muito feliz. O nervosismo acontece, mas acho que a escola, como vocês puderam ver, fez um bom trabalho, e é isso que importa. Saímos daqui com o sentimento de dever cumprido, que foi o nosso objetivo durante todo o ano”.

Fernando Negão, mestre de bateria

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“Gradativamente, fomos crescendo no nosso trabalho. Desde quando eu era mestre com meu irmão, já tínhamos um método, e, quando ele saiu, fiquei sozinho e continuei mais ou menos no mesmo segmento. Depois, comecei a implantar mais as minhas ideias e os meus pensamentos e, hoje, graças a Deus, consegui consolidar uma bateria do jeito que eu gosto e quero, também pela característica da escola. A emoção faz parte, tínhamos feito um planejamento para não sair com o tempo tão apertado, mas às vezes acontecem alguns deslizes no caminho. O que importa é que deu tudo certo. A nossa escola estava belíssima, a bateria deu show no Monumental, abaixando e arriscando. Agora vamos esperar a apuração para ver o que acontece na terça-feira”.

Ewerton Cebolinha, presidente da Barroca

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“Quem vive o carnaval o ano inteiro sabe como é difícil fazer um desfile. Não é só a Barroca, mas todas as escolas. No ano passado, passamos por uma situação um pouco turbulenta e sabemos que o primeiro propósito de uma escola é entregar o Carnaval e atravessar a Avenida; essa é a consequência do trabalho. Vivemos alguns apuros, e hoje vemos que passou tudo limpinho. Isso dá um alívio muito grande, porque estávamos engasgados com aquela situação. Aquilo apertou o coração, mas deu certo”.

 

Leitura clara de enredo, comissão com boa execução e desfile coeso fazem a Tijuca sonhar alto no Carnaval 2026

A Unidos da Tijuca levou para a Marquês de Sapucaí um desfile de forte carga simbólica e execução segura ao homenagear Carolina Maria de Jesus. Com assinatura do carnavalesco Edson Pereira, a escola apresentou um enredo de fácil compreensão, estética literária bem resolvida e um conjunto que se destacou pela harmonia, evolução consistente e momentos de emoção coletiva, especialmente no refrão que ecoou pela avenida: “Muda essa história, Tijuca”.

COMISSÃO DE FRENTE

Intitulada “Prólogo — Carolina Maria de Jesus”, a comissão de frente cumpriu com precisão a função de abrir as chaves de leitura do desfile. A cena trouxe a imagem antológica de Quarto de Despejo como porta de entrada para o universo da escritora. Cercada por bailarinos negros que representavam o povo da rua, da favela e da periferia, com muita teatralidade, Carolina surgiu conduzindo o emblemático carrinho de catar papel.

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O elemento cenográfico, pequeno em dimensão, ganhou grandeza simbólica ao se transformar diante do público, metáfora visual da persistência e da capacidade de reinvenção pela escrita. A leitura foi imediata e clara. O público compreendeu a mensagem, e a comissão entregou teatralidade sem excessos, com narrativa direta e impacto emocional.

* LEIA AQI: Unidos da Tijuca aposta em virada histórica com enredo sobre Carolina Maria de Jesus

MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA

Lucinha Nobre e Matheus André protagonizaram uma apresentação de gala. Em sintonia, firmes e elegantes, realizaram uma das melhores performances do casal nos últimos tempos. O bailado foi seguro, sem sustos, com domínio do pavilhão e perfeita comunicação entre os dois. A proposta de trajar fantasia tradicionalíssima reforçou o gesto simbólico de “assinatura” da escola sobre a obra apresentada, e o resultado foi clássico e eficiente.

* LEIA AQUI: Lucinha Nobre e Matheus Miranda: a assinatura da Unidos da Tijuca que abre caminhos na Avenida

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* LEIA AQUI: Unidos da Tijuca abre desfile com a infância de Carolina para simbolizar a própria retomada

ALEGORIAS E FANTASIAS

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O conjunto alegórico se impôs pelo tamanho e pela criatividade. As fantasias, mais fluidas e com menor volumetria, favoreceram a evolução sem comprometer o acabamento. Detalhes inspirados em páginas de livros e elementos gráficos literários apareceram de forma recorrente, reforçando a identidade do enredo.

* LEIA AQUI: Entre glamour e oportunismo: Passistas da Tijuca representa a fase de fama e reconhecimento da vida de Carolina Maria de Jesus

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Houve uso de materiais plásticos e efeitos de fumaça na terceira alegoria, recurso que adicionou atmosfera à narrativa. Fantoches gigantes ampliaram a dimensão lúdica na quarta alegoria. No último setor, a paleta cromática da plástica tornou-se mais vibrante, sinalizando a ascensão da homenageada à imortalidade.

* LEIA AQUI: Papel, memória e permanência: Ala 13 da Unidos da Tijuca transforma lixo em legado ao homenagear Carolina de Jesus

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HARMONIA E SAMBA

A harmonia foi um dos pontos altos do desfile. A escola cantou com força nos primeiros setores e manteve bom desempenho ao longo da apresentação. O samba-enredo, de letra consistente e coerente com a proposta biográfica, ganhou explosão no refrão principal, quando a avenida respondeu em coro ao chamado para “mudar essa história”. A bateria de Casagrande apresentou andamento pulsante e cadenciado, sustentando o canto da comunidade. O intérprete Marquinho Art’Samba conduziu o carro de som com segurança, valorizando a poesia da obra e mantendo a escola conectada. Componentes emocionados e soltos reforçaram a entrega coletiva.

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EVOLUÇÃO

A Tijuca desfilou com bom andamento. Não houve buracos nem correria. A ocupação do espaço foi bem distribuída, e a fluidez das fantasias colaborou para uma progressão natural. A escola cruzou a avenida com segurança e controle, sem sobressaltos técnicos; pelo contrário, com regularidade e boa ocupação do espaço.

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OUTROS DESTAQUES

À frente da última alegoria, a presença de Vera Eunice de Jesus, filha da escritora homenageada, abriu a cena ao lado de mulheres negras que hoje ocupam espaços na intelectualidade brasileira, como Conceição Evaristo, Flávia Oliveira e Elisa Lucinda. A escultura majestosa de Carolina, jovem e sem o lenço, lia o final reescrito pela escola como um gesto simbólico de reparação.

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Representantes dos Acadêmicos do Tatuapé comentam desempenho no desfile em 2026

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A relação do homem com a terra e a luta pela reforma agrária passaram, na última sexta-feira, pelo Sambódromo do Anhembi, no desfile dos Acadêmicos do Tatuapé intitulado “Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra”, assinado por Wagner Santos.

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Em entrevista ao CARNAVALESCO, alguns dos principais representantes da Escola da Emoção falaram sobre o desempenho da agremiação e de seus quesitos na Avenida.

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Leonardo Helmer, coreógrafo da comissão de frente

“Foi excelente. Fizemos exatamente como ensaiamos, tudo igual. Lógico que hoje com a emoção, com a adrenalina do público, mas tudo dentro do esperado. Estamos satisfeitíssimos. Exatamente o que ensaiamos”.

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Diego Silva, primeiro mestre-sala

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“Todo desfile é uma emoção diferente. A cada ano, nós tentamos fazer, como o nosso presidente, Eduardo Santos fala, o melhor desfile de nossas vidas. A escola estava linda, a escola está alegre, a escola está feliz, e isso impacta diretamente em quem carrega o pavilhão para toda essa comunidade. Somos muito honrados, muito gratos, e hoje foi uma emoção tremenda porque sabíamos do nosso potencial. Sabíamos que nós iríamos conseguir, e se Deus quiser, deu tudo certo. Temos que estar bem fisicamente, temos que nos preparar bem durante o dia, principalmente no dia. Comer coisas leves, porque a fantasia, mesmo a mais leve, é pesada, por isso temos que estar bem com nós mesmos, pois as dificuldades virão. Você tem que estar preparado para poder enfrentá-las”.

Celsinho Mody, intérprete oficial

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“Foi muito bom. A escola estava preparada e fizemos um desfile com emoção, muito custoso, mas Deus é bom. Foi um desfile de muita raça e muita superação. Tivemos que superar muitas coisas dentro da avenida, mas, com fé em Deus, vamos conquistar as notas máximas dos jurados e comemorar na terça-feira. Estou com uma expectativa boa porque, pelo que vi da escola, todo mundo estava cantando, dançando, com os carros acesos. A escola estava linda”.

Erivelto Coelho, um dos presidentes do Tatuapé

“Estamos saindo extremamente felizes e muito satisfeitos com tudo o que foi planejado e projetado. Acho que tudo deu certo. Tudo o que passamos nos ensaios técnicos e na quadra serviu como lição. Hoje parecia difícil entrar e alinhar o Abre-alas, mas esse era o único obstáculo que tínhamos. Depois que ele alinhou, tudo aconteceu naturalmente, como se fosse um sonho. Acho que vêm coisas boas por aí, se Deus quiser”.

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