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Componentes do Camisa Verde e Branco exaltam superação do Trevo após o desfile

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Encerrando o Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, o Camisa Verde e Branco homenageou Exu com o enredo “Abre Caminhos”. Em um desfile que teve a emoção como componente principal, embalado por um aclamadíssimo samba-enredo, o Trevo teve problemas em relação ao cronômetro. Tanto que encerrou a apresentação com 66 minutos, um a mais que o permitido pelo regulamento.

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A reportagem do CARNAVALESCO conversou com três personagens importantes da escola da Barra Funda para saber qual a visão de cada um deles sobre o desfile da nove vezes campeã do Carnaval de São Paulo.

Marcos Costa (mestre-sala)

“Descer essa pista como mestre de sala é algo indescritível. Falei desde o começo do processo que dançaria não só por mim, mas pelos que vieram antes de mim que são tantas pessoas, a gente conhece quem luta pela nossa arte. Acho que o mínimo que a gente tinha a fazer era dar o nosso melhor para isso. A gente saiu contente, às vezes na pista rola de dar um ‘gato’ aqui, um ‘gato’ ali, mas tomara que os jurados, que não sabem a nossa coreografia, não tenham percebido”.

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Lyssandra Grooters (porta-bandeira)

“A emoção é muito grande. É o segundo ano que o Camisa vem encerrando os desfiles. O ano passado a gente encerrou na sexta, hoje a gente está encerrando no sábado. Mais uma vez, o público esperou o Camisa Verde e Branco. Isso nos deixa muito felizes, porque a gente fez um carnaval em dois meses e meio, três meses. Todo mundo viu a luta que foi, mas a gente saiu vitorioso. A gente conseguiu entrar na avenida, a gente está saindo lindamente na avenida. Isso é um motivo de orgulho, é emoção, é muita alegria. Não tem nem como descrever tudo o que senti nesse desfile do Camisa. Quero agradecer à Erica e ao João por terem me dado mais uma vez a oportunidade, também falar que o Camisa é é chão, é comunidade”

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Charles Silva (intérprete)

“O final foi tenso, a gente fica triste pelo trabalho que a gente fez o ano inteiro. Um ano exaustivo de ensaios, até porque, como todo mundo sabe, a gente correu contra o tempo. Mas o carnaval é na pista, e a gente, infelizmente, não controla algumas coisas. Ainda não sei exatamente o que aconteceu, mas provavelmente deve ter ocorrido algum incidente que levou a esse momento. Mas carnaval é isso, cara. Acho que o que importa é que a gente, a comunidade, está feliz. A gente exibiu um brilhante carnaval para quem não acreditou que o Camisa nem desfilaria, acho que a gente conseguiu fazer um grande carnaval. E acho que o que importa é isso. Agora é acertar o que tiver para acertar e voltar mais forte no que vem”

‘Foi um cala boca para os críticos’, declara mestre Dudu

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Com o enredo “Rita Lee, a padroeira da liberdade”, desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage, a Mocidade abriu a segunda noite de desfiles do Grupo Especial.

Detalhes do abre alas da Tijuca
Detalhes do abre-alas da Mocidade
FOTO: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Durante o pré-carnaval, a escola foi alvo de críticas e muitos a subestimaram, mas ao pisar na Sapucaí, a Mocidade mostrou toda sua grandeza e fez um desfile leve, descontraído e com um samba que estava na boca do povo.

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre Dudu mandou um recado direto e reto para todos que criticaram a Mocidade antes mesmo da bola rolar.

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“Foi para lavar a alma. A Mocidade precisava disso, uma escola gigante, muitas piadinhas, muitos comentários da escola, que isso, que aquilo, que vai descer. A Mocidade é gigante. Eu sabia que esse carnaval ia ser assim, a diretoria se reinventou dentro do carnaval. E quem come calado come sempre. A gente não precisa ficar divulgando nada, e tal, o trabalho está aí e foi bem feito. Espero que tenha sido um carnaval realmente entregue pra Rita, porque, de fato, foi um enredaço, me encontrei no samba, muitas nuances maneiras, bossas tudo em cima de melodia. E agora é aguardar a cabeça do jurado aí, então, para que tudo dê certo”, iniciou Dudu.

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Questionado se havia sido um cala boca para os críticos, mestre Dudu concordou e foi além: “Ah, com certeza, mas a mansidade é muito grande, tem que aprender também a apanhar, né? É uma escola gigantesca, cara, não é escolinha. Então a gente tem que também aprender e ter sabedoria de responder as pessoas, passar por alguns momentos, mas o resultado tá aí”, desabafou.

Mais uma vez liderada por Marcelo Misailidis, a comissão apresentou Rita Lee como sinônimo de tudo aquilo que não tem limite no imaginário, do que representa uma mulher livre, independente e contestadora, alguém que se permitiu viver fora de padrões preestabelecidos, enfrentando a resistência e desafiando o sistema político e de comportamento.

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“Essa apresentação foi muito divertida, muito solta, alegre, comunicativa. É uma comissão de frente que já foi pensada no sentido de tentar trazer a natureza da Rita Lee. E nesse sentido, a gente tentou ser muito fidedigno a características da vida pessoal dela, que foi esse momento quando ela surge, no momento hippie, depois o momento em que ela passa pelo processo da censura, e a Rita Lee se dividia em duas situações, em duas frases que ela definia como uma mulher, que dizia assim, existem duas formas de envelhecer, ou você vira a Dondoca ou você só vira a bruxa. Enquanto o tempo destrói a Dondoca, o tempo favorece a bruxa.

Então nós destacávamos essas bruxas que acompanharam a vida dela de uma certa forma. Ela era uma mulher bruxa. E por fim ela dizia que o grande sonho dela é sair dessa vida abduzida por um disco voador. Então a gente transmuta essa censura numa saída final dela em disco voador”, comentou.

Leozinho Nunes avalia desfile da Tom Maior em homenagem a Chico Xavier

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O público presente na segunda noite de Grupo Especial do Carnaval de São Paulo acompanhou o desfile da Tom Maior com o enredo “Chico Xavier: Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba”.

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A escola exaltou a história do médium e a cultura local. Após o término da apresentação, o CARNAVALESCO conversou com membros da agremiação para registrar as impressões sobre o desfile.

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Leozinho Nunes, intérprete da Tom, avaliou o desempenho da escola.

“Estou muito feliz aqui em São Paulo, cheguei em uma escola que estava em luto e a comunidade me abraçou de uma forma inexplicável, porque cheguei com a minha alegria, com a minha irreverência que todos já conhecem. Então eles viram e começaram a vir comigo e a me apoiar. E quando começaram tivemos essa troca de energia, a adaptação aqui começou a ficar mais fácil. O presidente me deu todo o suporte junto com a diretoria, então isso facilitou à medida que fui me entrosando com cada um, conhecendo cada componente. O ensaio quando começava às 6 horas, eu chegava na quadra duas horas antes para cumprimentar cada um. Essa evolução que tive foi por causa da minha comunidade, e a emoção de estar aqui com a escola é muito grande, porque falei para todo mundo que a gente só veio fazer o coral para ele, porque na verdade quem estava cantando era o Gilsinho lá de cima, e sinto que ele está feliz por nós, sinto que ele está feliz com todo o desempenho do carro de som, da ala musical que ele deixou preparada”, disse Leozinho.

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Sobre a avaliação dos jurados, Leozinho mantém os pés no chão, mas reafirma a felicidade da comunidade e a gratidão por ser voz oficial da Tom Maior.

“A gente vem preparado sempre para alcançar voos maiores. A gente deixa isso na mão dos jurados, eles que vão decidir, mas a minha comunidade saiu muito feliz. As pessoas estão falando que nunca viram a Tom Maior com essa energia, com esse espírito de alcançar a população de maiores. Como o presidente falou, nós vamos tentar fazer o melhor da nossa história, fico muito feliz de estar aqui fazendo parte dessa história”, finalizou o cantor.

Retomada confirmada e trabalho árduo: componentes dos Gaviões da Fiel celebram desfile de 2026

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Confirmando a ótima sequência de desfiles recentes, os Gaviões da Fiel levaram um manifesto indígena para o Anhembi com o enredo “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”. Encerrado em 63 minutos, a Torcida Que Samba teve diversos destaques ao longo da passagem pelo Sambódromo e saiu confiante da apresentação.

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Para saber o que personagens importantes dos Gaviões da Fiel acharam do próprio desfile, a reportagem do CARNAVALESCO ouviu os componentes que são importantíssimos para a agremiação.

Alexandre Domênico Pereira (Alê) (presidente)

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“A gente estava esperando muito essa conexão da arquibancada com a pista, vocês viram como foi uma coisa absurda, a gente acredita muito que essa união vai fazer com que a gente saia dessa fila gigante de título e a resposta está aí, o que colocamos na avenida, estou muito feliz de verdade, quando a gente fala que o terremoto ia passar na avenida ele passou mesmo com os pés no chão, a humildade, vamos ver agora como é que foi a nossa performance técnica mas eu estou muito confiante. Às vezes escola e torcida não andam juntas mas graças a Deus, conseguimos fazer com que todo mundo falasse a mesma língua. Acho que isso é primordial, lógico, o trabalho é sério. Nós temos uma diretoria de Carnaval muito competente, também, que nos ajuda muito”

Helena Figueira (coreógrafa)

“Essa questão da cabine mudou um pouco o meu formato de fazer carnaval porque eu faço normalmente três ou quatro voltas de samba, eu tive que fazer duas porque eles precisam ver toda a história que a gente escreve na pasta, antes não precisava, então eu tive que mudar o formato. Ficou uma coreografia mais curta pra contar essa história mais rápido e o processo de criação foi incrível porque eu tive que ler A Queda do Céu, do Davi Kopenawa, que é um livro maravilhoso, que foi o impulso criativo de todo esse tempo do sonho que abre o primeiro setor da escola. Foi incrível visitar esse universo dos povos originários. A partir do pensamento, desse xamã, e de como isso poderia ser melhor para o nosso mundo hoje”.

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Wagner Lima (mestre-sala)

“Foi um trabalho de oito meses e a gente começou faz um bom tempo a ensaiar, então colocamos a coreografia no papel, depois colocamos essa coreografia em prática para ir para a avenida. Hoje é o auge para nós, o desfile. A gente conseguiu colocar tudo o que estava no papel, não só nós, mas a Gaviões por inteiro fez um bom carnaval. A gente queria se divertir e representar a Gaviões da Fiel, acho que a gente fez uma linda apresentação”.

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Carolline Barbosa (porta-bandeira)

“A sensação é de dever cumprido, foram meses de ensaio, meses de entrega, e a gente conseguiu mais uma vez realizar um sonho na pista, que é trazer a nossa dança com alegria, com felicidade, atendendo a todos os pontos dos critérios de julgamento para o nosso quesito. Na pista, a energia é lá em cima, a escola cantando e vibrando. Quando a gente passou ali na Monumental, todo mundo gritando, isso dá muita força e muito gás para a gente. É uma sensação maravilhosa”.

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Ernesto Teixeira (intérprete)

“Acho que a gente vem crescendo nos últimos anos e este ano a gente está mais organizado ainda, essa é a diferença. Todas as fantasias foram entregues bem antes, carros alegóricos concluídos antes, o samba é bom. O público estava animado e o tempo ajudou, senti que a gente fez um excelente carnaval. Acho que todo mundo que passou na avenida tem o mesmo objetivo: chegar em primeiro lugar. A gente tem a certeza que agradamos todo mundo que viu o desfile dos Gaviões”, diz Ernesto.

Componentes da MUM comemoram desfile e interação com o público

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A Mocidade Unida da Mooca estreou no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo com um emocionante desfile sobre a força da mulher preta ao longo da história, culminando em uma grande homenagem ao Instituto Geledés – organização que tem por missão institucional a luta contra o racismo, o sexismo, a valorização e promoção das mulheres negras. O desfile de “Gèlèdés – Agbara Obinrin”, assinado pelo carnavalesco Renan Ribeiro, foi encerrado com 65 minutos e muito comemorado por componentes importantes da MUM.

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O CARNAVALESCO ouviu responsáveis por segmentos da escola da Zona Leste de São Paulo para saber a impressão de cada um deles a respeito da apresentação mooquense em 2026.

Rafael Falanga (presidente)

“Acho que a participação da arquibancada foi fundamental desde os ensaios técnicos. A antecipação da preparação da MUM também tem uma parcela muito grande nessa conexão com o público. Nós antecipamos o lançamento do samba, antecipamos o lançamento do enredo, e em junho a gente já tinha samba; em agosto, a gente já estava ensaiando na rua. Então, foi uma construção que acabou dando muito certo e se consagrou aqui nesse desfile incrível, desfile potente pela narrativa, pelo enredo, pelo chão da escola, que representou muito bem esses 40 anos de luta. Temos um trabalho de sequência, pois nós sempre projetamos carnavais acima do grupo em que estávamos. Então, acho que isso foi uma sequência da própria ideologia do trabalho da escola. Nós não entramos no Carnaval para permanecer; o nosso sonho era estar no especial, então a gente tinha que entrar para ganhar, ganhando ou perdendo, estamos sempre entregando tudo, e acho que a gente conseguiu aqui no grupo entregar o nosso máximo nas alegorias, nas fantasias e em nosso trabalho diário: no barracão, na quadra, no chão da escola. Ensaiamos os quesitos exaustivamente: bateria, casal, comissão. Então, foi o carnaval da entrega, e acho que refletiu na avenida. Estou muito feliz”

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Karina Zamparolli (porta-bandeira)

“Realmente é bem ousado o que a gente fez, mas era uma realização pessoal. A gente achou que o carnaval grandioso que a MUM estava fazendo merecia isso: arriscar uma coisa nova e diferente. Então, acho que foi muito positivo, a gente sai satisfeito e, se Deus quiser, se a gente conseguiu encantar ou não o jurado, que seja o melhor para a escola, e nós já estamos ansiosos para o que vai acontecer”

Jefferson Costa (mestre-sala)

“Para nós é bem diferente. Não lembro de ter vivido uma situação em que a arquibancada interagisse tanto com a apresentação do casal; a galera vibrava quando a gente fazia determinados movimentos que algumas pessoas já sabiam por conta dos ensaios técnicos, a galera gritava e tudo mais, então para nós foi muito emocionante. Estávamos brincando com aquela frase de que só quem se arrisca merece viver o extraordinário, e hoje acho que a gente pode falar que a gente viveu o extraordinário. O resultado e a nota quem dá é o jurado, mas a gente entregou o trabalho e vivemos o extraordinário, foi lindo”

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Gui Cruz (intérprete)

“Foi uma emoção muito grande ouvir a arquibancada respondendo com tanta energia. Acho que isso é a melhor coisa que tem quando a gente dá energia e recebe de volta. O Carnaval de São Paulo, sem dúvida nenhuma, viu um grande espetáculo de uma comunidade que esperou muito para viver isso. Uma comunidade muito feliz, o que deu para ver na pista hoje, que estavam felizes e realizados, vivendo esse sonho. Cantaram bastante, sem dúvida nenhuma foi uma noite muito especial”

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Emerson Dias (intérprete)

“Há muito tempo que não via uma arquibancada corresponder tanto a um samba da maneira que a gente viu aqui dentro. Principalmente sendo a primeira escola e estando pela primeira vez no especial. Então, acho que foi um momento muito bacana do Carnaval de São Paulo, um momento muito bacana do Anhembi. Acho que a escola tem todos os ingredientes para poder construir e fazer uma grande história aqui nesse palco tão sagrado”

Sté Oliveira (intérprete)

“Do fundo do meu coração, é uma responsabilidade enorme, primeiramente. Estava muito concentrada, muito focada em fazer um trabalho sólido e fazer uma história junto com a MUM. Estou muito feliz, estou muito grata e emocionada. Só tenho a agradecer ao Carnaval, à MUM, à música, ao mundo do samba e a todas vocês também”

Presidente do Pérola Negra comemora retorno ao Especial: ‘Sou vice-campeã com muito orgulho’

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A terça-feira de carnaval consagrou duas escolas tradicionais da folia paulistana.

Tucuruvi e Pérola Negra são, respectivamente, campeã e vice do Acesso 1 do Carnaval de São Paulo. Com isso, vão desfilar no Grupo Especial em 2027.

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Com 269,4 pontos, o Pérola Negra está de volta à Elite. Sobre a segunda colocação e o direito de retornar ao especial, a presidente Sheila Mônaco desabafou.

“Sou vicecampeã com muito orgulho. O Pérola vem sofrendo por muitas coisas. Estamos sem quadra, sem espaços. A gente luta para o nosso objetivo. Pérola é uma escola querida, nós acolhemos a todos e nossa comunidade merecia isso. É emocionante retornar ao especial”, disse Sheila.

Águia de Ouro aposta em enredo sobre Amsterdã e Douglinhas avalia: ‘Um dos melhores desfiles que já fizemos’

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O Águia de Ouro levou para o Anhembi o enredo “Mokum Amsterdã – O voo da Águia à
cidade libertária”, propondo uma travessia simbólica entre São Paulo e a capital holandesa.
O desfile apresentou referências à arte, à história e aos debates sobre liberdade associados
à cidade europeia, organizados em quadros temáticos ao longo da apresentação.

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O samba garantiu resposta das arquibancadas e ajudou a sustentar o rendimento da escola
na pista. Visualmente, houve momentos de impacto, especialmente nas alegorias dedicadas às liberdades e ao clima festivo do encerramento. A evolução, porém, apresentou oscilações, com acelerações em trechos importantes e abertura de espaço após o recuo da bateria.

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Casal destaca emoção e vibração do público

O primeiro casal, Alex Malbec e Monalisa Bueno, falou sobre a intensidade da apresentação
e a troca com o público na avenida.

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“É uma emoção muito grande, a gente sabe que o Carnaval é um espaço de convivência e
onde a gente convive tem que haver a troca. A gente não consegue filtrar o que é positivo e o que é negativo, mas de fato a gente está com o coração tão puro, tão leve, tão querendo transmitir coisas boas que o que vem, a gente vai administrando, mas é uma emoção muito grande. Mas, graças a Deus, a gente consegue ter esse controle de não ficar deslumbrado na avenida. É importantíssimo trabalhar com o público”, disse Alex.

O mestre-sala também ressaltou o processo de dedicação até chegar à apresentação
oficial.

“A gente sabe que o desfile é importante, a nota é muito importante, porém mais importante do que isso é a consciência da comunidade, de ver o processo, o quanto a gente se dedicou, como todo mundo se dedica, dando o seu tempo e a sua disponibilidade. Mas a gente sabe que para chegar no pódio é cansativo e árduo, mas, de qualquer forma, a gente está muito feliz”, completou.

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Monalisa destacou o papel da arquibancada em momentos mais tensos

“Quando existe muita vibração, dependendo do que a gente está passando, por um
momento tenso na pista, essa vibração do público acaba sendo o nosso combustível. E
aquilo faz a gente voltar e se concentrar para terminar de fazer o que a gente está fazendo. E é importante, porque você está dançando para o jurado, mas você também impressiona o público. Quando essa devolutiva é positiva, não tem como, a gente fica muito feliz. Acredito que conseguimos, conseguimos”, afirmou a porta-bandeira.

Intérprete ressalta alegria do desfile

No carro de som, Douglinhas Aguiar destacou o significado especial da noite e avaliou positivamente a apresentação da escola.

“Acho que esse foi um dos melhores desfiles que a gente fez. Para mim, era um mandato
especial, hoje completo 40 anos cantando na avenida, então para mim estava em comemoração. Acho que a escola conseguiu fazer um desfile à altura da alegria que é
Amsterdã, desse enredo maravilhoso e dessas pessoas maravilhosas”, declarou.

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O intérprete também comentou sobre a presença de marca associada ao tema.

“Acho que a escola correspondeu, fez um desfile alegre, vibrante. Agora é só esperar para a gente ver o que acontece. E sobre a marca, na verdade, a marca foi um plano de fundo,
porque a mensagem é mensagem de liberdade, de paz, e não a cerveja. A cerveja foi uma
mera patrocinadora, mas que não teve peso no desenvolvimento do enredo. A gente
conseguiu abordar com muita primazia outros pontos em Amsterdã, não só a cerveja”,
concluiu Douglinhas.

Presidente destaca força da comunidade da Roseira após desfile

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A Rosas de Ouro entrou na avenida cercada de expectativa. Além do desconto antecipado
de 0,5 ponto, a escola enfrentou atraso provocado por óleo na pista e ainda teve a ausência de um integrante da comissão de frente, que passou mal durante o desfile. O cenário exigia controle emocional e a resposta veio no canto da comunidade.

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Com o enredo “Escrito nas Estrelas”, a Rosas de Ouro apresentou um desfile de leitura
clara, organizado e sustentado por um samba de fácil assimilação. Os refrões impulsionaram a apresentação, enquanto a “Bateria com Identidade” manteve intensidade
constante ao longo do percurso. A escola encerrou sua passagem dentro do tempo regulamentar, com evolução regular e poucos espaços entre alas e alegorias.

A comissão de frente, coreografada por Arthur Rozas, representou o “Sublime Carrossel
Celestial”, unindo astrologia e astronomia em uma proposta compreensível. O abre-alas,
com a expansão do universo, abriu o desfile com impacto visual, e a alegoria de Atlântida foi uma das mais chamativas do conjunto. Mesmo diante dos imprevistos, a Rosas de Ouro
manteve o rendimento estável na pista.

Presidente destaca mobilização da comunidade

Angelina ressaltou a reação da escola após uma semana considerada tensa nos bastidores
e valorizou o envolvimento da comunidade no resultado apresentado.

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“Uma semana muito tensa, mas a comunidade veio junto, o trabalho do projeto padrão
Roseira de canto. As fantasias impecáveis, a evolução aqui é impecável. Olha, sem
comentários, eu quero agradecer meus filhos da Roseira, a Nação Azul e Rosa. Um desfile
maravilhoso”, avaliou a presidente.

Comissão de Frente apostou na fluidez

Arthur Rozas afirmou ao CARNAVALESCO que a proposta foi executada conforme
ensaiado e que os balizamentos previstos em regulamento foram cumpridos durante a
apresentação.

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“Nós viemos representando o carrossel celestial, a ideia é trazer esses astros celestiais,
representando cada signo aqui e a nossa alegoria como o giro da vida, né, a passagem do
tempo ao longo do giro da vida. Consegui fazer todos os balizamentos, cumprir aquilo que o regulamento manda, os desenhos aconteceram, então assim, conseguimos absorver tudo
fluido da forma que ensaiamos”, afirmou o coreógrafo

 

Estrela do Terceiro Milênio celebra emoção e entrega em homenagem a Paulo César Pinheiro

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A Estrela do Terceiro Milênio levou para o Anhembi uma homenagem marcada por emoção e envolvimento da comunidade. Com o enredo “Hoje a poesia vem ao nosso encontro, Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções”, a escola apostou na força do samba e na identificação do público com a trajetória do compositor.

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O desfile transcorreu de forma tranquila, com narrativa compreensível e momentos de forte conexão entre pista e arquibancada. A comissão de frente ajudou a abrir o caminho da história, o samba sustentou o canto coletivo e a comunidade respondeu com intensidade.
Ao fim da apresentação, o clima era de satisfação entre os segmentos.

Primeiro Casal destaca emoção e superação

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Arthur dos Santos e Waleska Gomes, destacou a carga emocional da noite e a vibração do público ao longo da avenida.

“Costumo dizer que o dia do desfile é bem intenso porque é o dia que a gente precisa colocar tudo em prática, o que levamos em todo esse tempo, mas tem coisa que só acontece na avenida. Posso dizer que esse ano foi atípico, foi totalmente diferente. Até me emociona em falar, mas estamos muito felizes com o que entregamos nesse desfile. Encontrar o nosso pessoal na garra nos faz feliz, todos com um sorriso no rosto, nos aplaudindo e dando força. É inexplicável, mas foi incrível, a gente está muito ansioso pelo resultado”, afirmou Arthur.

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Waleska também ressaltou o desafio enfrentado na apresentação, principalmente pelo figurino volumoso e a proximidade entre os módulos.

“A gente sentiu o público vibrando muito com a gente, mas para nós, em especial, é uma grande superação, porque os módulos estão muito próximos. A gente veio com uma fantasia de diâmetro e saia grande, então para nós foi uma grande superação. Mas o trabalho sempre supera qualquer adversidade. Não existe sorte, não existe fórmula mágica, não foi do nada, foi um trabalho árduo, então a gente está muito feliz porque a gente torcia muito para conseguir colocar em prática tudo o que a gente trabalhou. Conseguimos e estamos muito felizes”, vibrou Waleska.

Ala musical destaca homenagem ao compositor

Responsáveis por conduzir o samba, Darlan Alves e Grazzi Brasil falaram sobre o significado de homenagear Paulo César Pinheiro e a resposta da comunidade do Grajaú.

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“Durante o desfile, fico muito focada no que vou fazer, mas a sensação de dever cumprido existe, não vou mentir, é muito trabalho, e agora é ver o resultado. Essa comunidade é maravilhosa, o Grajaú é sensacional. Estou feliz até aqui, vamos ver depois, ver o que pode
acontecer, mas me sinto bem com a minha ala musical. Esse compositor sensacional, que é da nossa MPB, já cantava músicas dele e, agora, poder homenageá-lo, não só ele, como todos os compositores, é simplesmente sensacional. Acho que é um samba melódico lindo.
Amo esse samba, acho ele sensacional, então estou muito feliz”, declarou Grazzi.

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Darlan também destacou o simbolismo do último carro alegórico, que reuniu compositores do carnaval paulistano.

“Acho que foi um dos desfiles mais emocionantes, porque falar de um compositor como esse cara, que é o Paulo, realmente é muito emocionante. E vou destacar uma coisa aqui do final, que é o último carro ali, onde vinham os compositores. Então vi o Grego, vi Xavier, Aquiles da Vila, Turco, tantos compositores gigantes do Carnaval de São Paulo prestando essa homenagem, foi incrível, acho que o dever está cumprido. Ele realmente recebeu uma homenagem à altura do tamanho que é, do que ele representa para a música popular
brasileira. Temos uma grande comunidade, acho que todos os compositores do Brasil também estão felizes com essa homenagem”, completou.

Opinião! Como foi o segundo dia dos desfiles do Grupo Especial do Rio no Carnaval 2026

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