
A Estação Primeira de Mangueira celebrou 98 anos de história, nesta terça-feira, com uma programação que transformou a comunidade em um verdadeiro ponto de encontro entre tradição e cuidado social. A comemoração começou ainda cedo, com alvorada, e seguiu ao longo do dia com uma série de atividades voltadas para os moradores, incluindo café da manhã, serviços de barbearia, cuidados femininos, matrículas para cursos e graduações e atendimento da Defensoria Pública.
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Mais do que uma festa, a celebração reforçou o papel social da escola, que segue atuando como referência dentro e fora da Avenida. Em clima de união, a comunidade também já olhou para o futuro: no Carnaval 2027, a Verde e Rosa será a última escola a desfilar, levando para a Sapucaí um enredo sobre Oyá, em um momento considerado estratégico às vésperas do centenário.
Presidente da escola, Guanayra Firmino destacou que o sorteio trouxe exatamente o que a comunidade desejava e apontou o sentimento de resistência à frente da agremiação.

“A Mangueira conseguiu o que mais queria para 2027, ser a última escola a passar na avenida. O mangueirense gosta disso, se sente mais animado. Na minha opinião, a Mangueira vai passar bem em qualquer dia. Liderar essa escola é resistência, não é fácil se manter nesse cargo, mas ninguém vai me ver de cabeça abaixada, porque ela sempre vai estar erguida”, afirmou.
Rainha de bateria, Evelyn Bastos ressaltou a emoção de viver o momento dentro da própria comunidade e a força simbólica de encerrar o desfile.

“É uma emoção que eu fico até sem palavras em ser rainha dessa comunidade que é a minha comunidade. A gente se abraça e ama ser a última escola a desfilar. Ser Mangueira é uma eterna luta e muito amor. Eu amo viver cada momento do carnaval, cada renúncia e escolha. O rumo é a nota máxima e celebrar uma Mangueira quase centenária”, declarou emocionada.
Entre os mestres de bateria, Taranta Neto destacou que a posição no desfile potencializou ainda mais o sentimento da comunidade.
“A garra do mangueirense já é natural, mas fechar o carnaval traz uma emoção a mais. Era um desejo da torcida e isso aumenta ainda mais a vontade de fazer um grande desfile”, afirmou.

Mestre Rodrigo Explosão complementou apontando que a mudança de dia representou um novo fôlego para a escola.
“A expectativa é a melhor possível. A Mangueira vinha desfilando há alguns anos no domingo e precisava desse gás diferente. Fechar o carnaval permite observar tudo o que aconteceu antes e ajustar o que for necessário para buscar o resultado”, explicou.
Intérprete oficial, Dowglas Diniz destacou que o desfile de 2027 será determinante na preparação para o centenário.

“A expectativa é muito grande, é um carnaval que antecede o centenário. A Mangueira está muito unida e a comunidade quer muito esse desfile. Depois de 2026, a gente vem com mais garra ainda para 2027 e já pensando em chegar forte em 2028”, afirmou.
O cantor também ressaltou o significado pessoal de representar a escola. “Desfilar pela Mangueira representa tudo para mim. É a minha comunidade, onde eu nasci e fui criado. Quando estou cantando, sinto que estou representando cada pessoa dali, isso me dá uma felicidade enorme”, completou.

A celebração dos 98 anos deixou evidente que a Mangueira não vive apenas de memória, mas de presença ativa na vida da comunidade e de planejamento para o futuro. Entre serviços, música e emoção, a escola reafirmou a própria essência, uma história construída todos os dias, dentro e fora da Avenida, com os olhos já voltados para um centenário que promete ser inesquecível.











