Início Site Página 29

Grande Rio leva narrativas de carnaval às ruas de Caxias em aula pública sobre memória e território

Tatá Londirá, Exu e a Onça que Engoliu Caxias chega às ruas de Duque de Caxias como uma aula pública-circuito que convida a caminhar pela cidade, escutar suas narrativas e refletir sobre memória, território, colonialidade e as potências educativas das periferias.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

A atividade integra a programação do FEBF na Praça e propõe um percurso atravessado pelas narrativas carnavalescas do G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, aproximando universidade, cultura popular e cidade em uma experiência de diálogo e produção coletiva de conhecimento.

A proposição é uma realização do Grupo de Pesquisa e Extensão Cultural A Cor da Baixada, do Grupo de Pesquisa e Extensão Pensar em Ginga – Educação e Descolonização e do Departamento Cultural do G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio.

📍 A concentração será na quadra do G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio, seguindo em circuito por diferentes espaços de Duque de Caxias.

📅 20 de agosto
🕞 15h30
📌 Saída: Quadra do G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio

Nova rainha de bateria da Unidos da Ponte, Grazi Xavier recebe coroa no domingo

rainhaponte
Foto: Wallace Ximenes/Divulgação Ponte

Meritiense, advogada, empresária e influenciadora, Grazi Xavier vive momentos de ansiedade para receber a coroa de rainha de bateria da Unidos da Ponte neste domingo, 23 de agosto. A influenciadora, que ganhou destaque também no universo da beleza, coleciona mais de 15 títulos em concursos nacionais, além de trabalhos como modelo, estreou no carnaval de 2026, desfilando como musa da Inocentes de Belford Roxo e, agora realiza o sonho de brilhar à frente dos ritmistas da azul e branco de São João de Meriti.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Nascida e criada na Baixada Fluminense, Grazi agora vive um momento ainda mais especial ao ocupar o posto de rainha de uma escola do seu próprio município.

“Ser rainha da escola do meu município é algo que tem um significado enorme para mim. É representar a minha cidade, a minha comunidade e viver esse Carnaval ainda mais de perto”, afirma Grazi.

Para celebrar o momento, a nova majestade dos ritmistas da Unidos da Ponte vai receber rainhas e musas do Carnaval em um camarote especialmente preparado para a ocasião. O evento, que também marca a exibição do samba-enredo oficial para o carnaval 2027, terá início às 13h com feijoada e muito pagode embalado pelo grupo Samba pra Malandro e os Puxadores de Samba. A Inocentes de Belford Roxo é a convidada da festa que também terá um show especial dos segmentos da azul e branca de São João de Meriti para eternizar o momento.

Para encerrar o evento, DJ Lucca assume o comando da festa que terá entrada gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível, reforçando o compromisso social da escola junto à comunidade.

Serviço: Coroação Grazi Xavier
Data: 23 de agosto – Domingo
Horário: A partir das 13h
Local: Rua Müller Campos, 54 – São Mateus – São João de Meriti
Entrada: Gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível

Carnaval sem fronteiras: transmissões das eliminatórias de samba conquistam o público pela internet

0
transmissaoriocarnaval
Foto: Divulgação/Rio Carnaval

Os apaixonados por carnaval sabem que o evento não se limita ao mês de fevereiro. Na verdade, lá é só o fim de um ciclo. Os desfiles ganham vida muito antes de passar pela Sapucaí. Durante todo o ano, há etapas que fazem a obra final ganhar forma, e as eliminatórias de samba-enredo são um exemplo. É o que o mundo do carnaval está vivendo atualmente. Visando à expansão do público, que antes era restrito aos que frequentavam as quadras, agora é transmitido gratuitamente no canal da Rio Carnaval, no YouTube. A disputa pode ser vista por todos espalhados pelo país e pelo mundo.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

A iniciativa aproxima e conecta os torcedores que não conseguiram acompanhar presencialmente. É o caso de Daniel Nunes, de 21 anos, estudante de Direito e torcedor da Porto da Pedra, que vê as transmissões como uma forma essencial de democratizar o acesso.

danieltorcedor
Daniel Nunes estudante de Direito e torcedor da Porto da Pedra. Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

“É um recurso muito bom, principalmente, para as pessoas que não podem estar presentes nas quadras, a galera de fora do Rio, que gosta de acompanhar o Carnaval. Eu acho essa iniciativa bem legal. Estava lá em casa vendo a live da Tijuca, sambando, cantando… Bem legal”.

Além disso, Daniel afirma que não pode faltar, na transmissão, mais informações sobre a história da agremiação: “Falar um pouco da história de cada escola, do samba, bairro, a interação da escola com a comunidade”.

O espaço digital dá visibilidade à dedicação diária dos que trabalham no carnaval. Clarice Nascimento, de 18 anos, porta-bandeira da Portela, destaca a forma como a transmissão prepara o público para o evento final, na Sapucaí.

claricetorcedora
Clarice Nascimento porta-bandeira da Portela. Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

“Eu acho muito importante porque mostra que o carnaval não é só em fevereiro ou janeiro na Sapucaí. Mostra que tem o making of, que as pessoas dão duro desde o início do ano e que muitas vivem disso. Entrevistar pessoas importantes da escola dá visibilidade e ajuda muito os componentes. E assistindo em casa dá para sentir, sim: arrasta o sofá, arrasta a mesa e samba!”, afirma a porta-bandeira.

Clarice ainda ressalta a importância das entrevistas com os componentes, para o público entender mais da história da agremiação: “Entrevistar pessoas importantes da escola, que dão visibilidade, ajuda muito os componentes e faz as pessoas conhecerem um pouco mais a história de cada escola”.

A interação com o público de casa e a animação transmitida no evento são pontos que a porta-bandeira Gabriela Alves, de 19 anos, torcedora da Grande Rio, conta que aumentam o desejo dos telespectadores de vivenciarem o momento de perto.

gabrielatorcedora
Porta-bandeira Gabriela Alves torcedora da Grande Rio. Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

“É uma forma de outras pessoas que não conseguem chegar às quadras assistirem de casa. Eu acho emocionante quando os intérpretes também chegam perto da câmera e vibram bastante. Desperta o interesse de querer ver de perto. A gente vê de longe e fala: ‘Eu quero estar lá’. Dá uma emoção muito diferente”, disse Gabriela.

Entre os componentes, o sentimento que floresce é o de pertencimento. Quem concilia a vida pessoal com as atividades nas escolas de samba entende o meio digital como uma inclusão para quem não consegue estar presente. Maria Flor Simões, intérprete da escola mirim Herdeiros da Vila, destaca o impacto positivo das transmissões:

mariaflortorcedora
Maria Flor Simões, intérprete da escola mirim Herdeiros da Vila. Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

“Achei bem melhor, porque, se a gente está longe, conseguimos ver de casa e eu já vi a live da Mangueira. Foi algo bem mais organizado, as imagens são muito bonitas. Ele aproxima as pessoas que têm curiosidade, elas conseguem ver de casa e se interessar em ir”, disse a cantora.

O bailarino e estudante de Educação Física Kauã Augusto, de 22 anos, torcedor da Beija-Flor, Portela e Paraíso do Tuiuti, partilha da mesma opinião que Maria Flor. Ele ressaltou o alcance social das transmissões:

kauetorcedor
Bailarino e estudante de Educação Física Kauã Augusto. Foto: Maria Estela Costa/CARNAVALESCO

“Eu particularmente fiquei muito feliz, porque uma que estava representando lá é uma amiga minha, Larissa Ramalho. Fiquei muito feliz por ela estar lá na frente. E eu acho muito bom porque tem pessoas que não conseguem chegar lá nas escolas, assistir. Eu também posto alguns conteúdos engraçados, aí acaba que ajuda muito a pessoa que não pode comparecer lá a assistir pela live. Eu sou muito animado. Se tiver que pular dentro de casa, eu vou pular dentro de casa. Se tiver que dar cambalhota, eu vou dar cambalhota, mas eu prefiro estar lá pertinho, sentir de perto”, concluiu Kauã Augusto.

União do Parque Acari entrega figurinos para o Carnaval 2027

casalatelieacari
Foto: Divulgação/União do Parque Acari

Os carnavalescos da União do Parque Acari, Rodrigo Marques e Guilherme Diniz, estiveram no Ateliê Carnival Designer, ao lado dos casais de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, para a entrega oficial dos figurinos que serão utilizados no desfile da escola no Carnaval 2027.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

O primeiro casal, formado por Renan Oliveira e Amanda Poblete, e o segundo casal, Fabio Rodrigues e Mônica Menezes, receberam as peças diretamente das mãos dos carnavalescos. O encontro marcou mais uma etapa da preparação da Tricolor do Complexo do Acari para o desfile na Marquês de Sapucaí.

Sob a direção do designer Edmilson Lima, o Ateliê Carnival Designer é reconhecido pela tradição na criação e confecção de fantasias para o Carnaval carioca. O espaço reúne experiência, inovação e sofisticação, com projetos que valorizam tanto os elementos tradicionais da festa quanto propostas contemporâneas de acabamento e design.

Campeões de prêmios na temporada de 2026, Renan Oliveira e Amanda Poblete demonstraram entusiasmo com o resultado apresentado e destacaram o cuidado da escola e dos carnavalescos na elaboração do figurino.

“Estamos muito felizes com o projeto que nos foi apresentado, não só pela indumentária e pelo significado, que são maravilhosos, mas também pelo empenho e cuidado na confecção que a escola está tendo com essa fantasia. A expectativa é a melhor possível, e saibam que vai algo muito diferente para a Sapucaí este ano”.

O casal também ressaltou que o próximo passo é colocar a fantasia em cena e contribuir para que o trabalho desenvolvido pela equipe ganhe vida na avenida.

Recém-chegados à União do Parque Acari para reforçar o elenco da escola rumo ao Carnaval 2027, Fabio Rodrigues e Mônica Menezes também celebraram a oportunidade de integrar o novo projeto da agremiação. “Estamos muito felizes em poder fazer parte deste capítulo da agremiação. Os figurinos estão muito lindos, e os carnavalescos estão de parabéns.”

À frente das criações, Edmilson Lima mantém sua característica de trabalhar com atenção aos detalhes, combinando referências tradicionais do Carnaval com elementos modernos. O uso de diferentes materiais, texturas e acabamentos faz parte da identidade do designer e contribui para a elaboração de figurinos pensados especialmente para o espetáculo da Marquês de Sapucaí.

A União do Parque Acari, integrante da Série Ouro da Liga-RJ, prepara um desfile especial para 2027. Com o enredo “Se não fosse o Samba, o que seria da Favela?”, desenvolvido pelos carnavalescos Rodrigo Marques e Guilherme Dinis, a escola homenageará o centenário de nascimento de Bezerra da Silva, um dos grandes nomes da música popular brasileira e símbolo da relação entre o samba, a favela e a cultura popular.

A Tricolor do Complexo do Acari e Amarelinho será a responsável por encerrar os desfiles da Série Ouro em 2027, fechando a programação da categoria na Marquês de Sapucaí com a promessa de levar para a avenida um desfile marcado pelo samba, pela memória e pela celebração da trajetória de Bezerra da Silva.

Camisa 12 lança samba-enredo para exaltar Ogum em 2027

0
samba12
Foto: Divulgação/Camisa 12

Por meio das próprias redes sociais, a Camisa 12 revelou o samba que embalará o desfile de “Meu terreiro é protegido. Ogunhê – A força que atravessa o tempo”, enredo da agremiação para 2027, assinado pelos carnavalescos Delmo de Moraes, Leno Vidal e Fernando Dias. Os compositores são Turko, Rafa do Cavaco, Claudio Russo, Augusto e Imperial. A Camisa 12 será a última escola a desfilar no Grupo de Acesso II de 2027.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Confira o vídeo lançado pela Pantera para divulgar o samba-enredo da escola e a letra da canção:

Onirê!
Abre os caminhos
Pra que eu possa reverter
E superar qualquer demanda que virá
A injustiça não derruba o seu ilê
Ogum…
A ferramenta nasce da sabedoria
A evolução essencial no dia a dia
Com tecnologias ancestrais
Ogum…
É chama que forja o aço
Metalurgia que abre o espaço
Pra reluzir o panteão dos Orixás

NO PEITO A CORAGEM E PROTEÇÃO
EM MEU TERREIRO, Ô GUERREIRO GUARDIÃO
NA SUA LANÇA, CONFIANÇA QUE NÃO FALHA
ENFRENTAR O DIA A DIA PRA VENCER TODA BATALHA

Ôôô! Sua luta, meu destino
Confiar no paladino
Do poder que move o mundo
Em você tenho a força coletiva
O suor que banha a vida
É o desejo mais profundo
Renasce a cada amanhecer
Caminhos que vou desfilar
As armas me fazem vencer
Senhor, eu não posso parar
Entrego a ti meu o Ori
É tempo de transformação
Patakori!
Traz a vitória pro meu pavilhão

AKORÔ Ê MARIWÔ! AKORÔ BABÁ
AKORÔ Ê MARIWÔ! AKORÔ BABÁ
CAMISA 12, FILHO TEU NÃO CAI
MEU SANTO É PROTETOR, OGUNHÊ, MEU PAI

Primeira da Cidade Líder anuncia saída de Thiago Melodiah e chegada de Musa da Ala Musical

0
lidersaida
Foto: Fábio Martins/Arquivo CARNAVALESCO

A Primeira da Cidade Líder anunciou duas mudanças importantes na agremiação para o desfile de 2027. Enquanto Thiago Melodiah deixa o posto de intérprete oficial da escola da Zona Leste, Andressa Ouriques chega para a ser a nova Musa da Ala Musical da Fênix.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Thiago Melodiah assumiu o microfone principal da agremiação em 2023, se notabilizando, entre outros motivos, pelo canto forte e pelos figurinos condizentes com o enredo – tal qual fez no ensaio técnico da Primeira da Cidade Líder de 2026, no ciclo em que a escola da Zona Leste desfilou com o enredo “Paulo Barros, o Gênio do Carnaval”, assinado pelo carnavalesco Anderson Rodrigues. No desfile sobre Paulo Barros, a agremiação ficou na quinta colocação no Grupo de Acesso II.

Já Andressa Ouriques é muito conhecida no Carnaval do Sul do Brasil, sobretudo na Consulado, tradicional escola de samba de Florianópolis. Em São Paulo, ela já desfilou na Leandro de Itaquera e na Tradição Albertinense.

A Primeira da Cidade Líder será a penúltima escola a desfilar no Grupo de Acesso II, e a agremiação é a única das filiadas à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP).

Unidos do Peruche anuncia chegada do intérprete Bico Doce para o Carnaval 2027

0
peruchecantor
Foto: Divulgação/Peruche

A Unidos do Peruche anunciou, no último domingo, um dos nomes que comandará o carro de som da agremiação no Carnaval 2027. Trata-se de Cremilson Silva, popularmente conhecido como Bico Doce, que retorna à folia da cidade de São Paulo. A primeira passagem de Bico Doce no Carnaval de São Paulo se deu em 2018, no Vai-Vai, como um dos cantores de apoio de Grazzi Brasil no Vai-Vai. Já em 2024, juntamente com Gui Cruz e Clayton Reis, ele assumiu o comando do microfone da Mocidade Unida da Mooca. Como principal nome de um carro de som, o último trabalho do intérprete se deu em 2025, junto com Matheus Gaúcho e Nino do Milênio, na União de Maricá.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

A Unidos do Peruche será a terceira escola a desfilar no Grupo de Acesso II de 2026 e reeditará um dos grandes sambas-enredo da própria história: “Filhos da Mãe Preta”, apresentado originalmente em 1988. A Filial do Samba estava sem intérprete desde o dia 01 de agosto, quando anunciou a saída de Juninho Branco. A agremiação, por sinal, deixou claro que serão dois cantores principais – o segundo será divulgado posteriormente.

 

Ver essa foto no Instagram

</ div>

< div style=”margin-left: auto;”>

 

Uma postagem compartilhada por GRCSES Unidos do Peruche (@peruche_1956)

< /blockquote>

Daniel Silva volta ao Império Serrano para realizar ‘sonho de infância’ nos 80 anos da escola

0
daniel imperioserrano
Foto: Mariana Santos/CARNAVALESCO

“Sonho de infância”. É assim que Daniel Silva define a sua volta ao Império Serrano, agora à frente do carro de som da escola. O cantor retorna à escola onde começou sua trajetória no carnaval, no ano em que o Império celebrará seus 80 anos. Sua história na agremiação começou ainda na infância, no Império do Futuro, onde permaneceu por três anos antes de seguir para a escola-mãe, onde fez parte do carro de som até 2004. Depois, passou por agremiações como Paraíso do Tuiuti, Império da Tijuca e Inocentes de Belford Roxo. Seu retorno foi anunciado na mesma semana do lançamento do enredo para 2027, “Seja marginal, seja herói: a revolução em sua legítima razão”. Na ocasião do evento de lançamento oficial, contou ao CARNAVALESCO que ainda tenta assimilar o momento e destacou a emoção de retornar ao lugar onde deu os primeiros passos no carnaval.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

“Foi aqui que cresci, aprendi e dei meus primeiros passos como cavaquinista, depois como cantor da escola mirim e, mais tarde, da escola-mãe. Estou muito feliz. Sei da responsabilidade e da grandeza que é estar à frente do carro de som do Império Serrano. Só tenho a agradecer à presidente Paula e a toda a diretoria por essa oportunidade. Estou até emocionado e sem palavras. O que posso garantir é que vou dar o máximo de mim, junto do departamento musical, da harmonia, do mestre de bateria e de toda a comunidade, para construir um desfile antológico do Império Serrano”, afirmou.

O Império vem se fortalecendo para o Carnaval comemorativo de 2027. Sob nova direção, tem apostado no retorno de “crias” da casa, como Daniel e o mestre Gilmar, além da aposta em um enredo que reafirma a essência histórica de luta política da agremiação. Daniel reconhece seu retorno como um momento de “grande responsabilidade” e que, mesmo sendo ‘de casa’, enxerga uma nova realidade da escola que requer adaptação.

“Mesmo já tendo passado por aqui, é uma volta, e toda volta é um recomeço. Tudo muda, a ambientação é outra, a gente precisa entender como tudo funciona novamente. Mas é um enredo maravilhoso. Tenho certeza absoluta de que vamos fazer um Carnaval fora da curva para levar o Império Serrano de volta ao campeonato”, garantiu.

O desfile que oficializa a volta tem tudo para ser marcante. Porém, Daniel compartilha os sambas que farão o coração bater mais forte na Sapucaí.

“‘Heróis da Liberdade’ tem um significado muito especial porque venho de uma família imperiana. Meu pai é cria do Império, meu tio tocava surdo na bateria e cresci ouvindo meu pai cantar esse samba enquanto tocava violão na sala de casa”, compartilhou.

Além de “Heróis da Liberdade”, sua trajetória foi marcada pelo samba de 1992. Vindo de uma família de músicos e carregando uma relação profunda com a música, Daniel explica que “Sou Império, Sou patente”, do enredo “Fala Serrinha – a Voz do Samba Sou Eu Mesmo Sim Senhor”, consolidou seu lugar na comunidade verde e branca de Madureira e que será comovente cantá-lo como intérprete oficial.

“Foi o samba que me fez virar imperiano. Muita gente não sabe, mas eu não era imperiano. Lá em casa era uma mistura: meu pai era Império, minha mãe Portela, meu irmão Mocidade e minha irmã Salgueiro. Eu era São Clemente e continuo tendo muito carinho pela escola. Mas, naquele desfile, meu pai me levou para buscar meu tio no fim da apresentação. Quando a bateria foi chegando e ouvi aquele agogô, acabou. Eu tinha nove anos, comecei a chorar, e meu pai abraçou meu tio e disse: ‘Mais um’. Desde aquele dia, o Império Serrano passou a morar no meu coração e na minha alma”, relembrou.

Quem cantou mais alto na Mocidade? Eliminatória começa a revelar os favoritos de 2027

0
mocidade1608
Foto: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

A Mocidade Independente de Padre Miguel realizou, no último domingo, mais uma etapa da disputa de sambas-enredo para o Carnaval 2027. Em clima de mata-mata, nove obras subiram ao palco da quadra da Vila Vintém, em uma noite de apresentações marcadas pelo equilíbrio. Ao fim da etapa, três parcerias foram eliminadas e seis garantiram vaga nas quartas de final, que acontecem no próximo domingo. A escola levará para a Avenida o enredo “Latinamente Independente: Nosso Norte é o Sul em Remanifesto”, desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos. O CARNAVALESCO analisa abaixo as apresentações dos sambas classificados.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Parceria de Franco Cava: Abrindo a noite de apresentações, a parceria de Franco Cava, Juca, Nito de Souza, Marcinho.com, Anderson Migão e Gule Machado teve Tuninho Junior como cantor principal. A obra apresentou uma proposta de andamento envolvente, sustentada por uma boa interpretação e por uma condução melódica segura. O refrão principal, “de punhos cerrados pro céu, na boina, a estrela de Padre Miguel, alma latina de quem não se rende, avante, Mocidade Independente”, mostrou força para marcar a apresentação. Já o refrão do meio, “evoco os donos da mata, Jurupari é quem manda, enquanto o branco desmata, Tupana vence demanda, o sol de maio na pele marrom, Guantanamera é revolução”, manteve o bom rendimento e se destacou especialmente pela melodia forte e de fácil assimilação. Na construção da letra, a parceria investiu de maneira evidente nas referências às ancestralidades negra e indígena, elementos que ocupam espaço importante ao longo da narrativa. A apresentação cumpriu bem o papel de abrir a disputa, com uma performance equilibrada e sem grandes oscilações.

Parceria de Santana: Santana, Paulo Senna Poeta, Carlos Augusto, Saulinho, Edvaldo Lucas e Everaldo Silva tiveram o samba defendido por Dowglas Diniz e Leonardo Bessa. A obra apresentou uma passagem marcada pela garra dos intérpretes e por uma boa melodia, que contribuiu para um bom rendimento do samba durante a apresentação. O refrão principal passou de maneira correta, mantendo a fluência necessária. Mas o grande momento da obra esteve no refrão do meio: “Okê, okê, okê arô, okê, okê, arô, se ontem eu fui a caça, hoje eu sou caçador”. O trecho ganhou muita força na quadra, especialmente na frase final, que traduz de maneira direta a ideia de resistência, transformação e afirmação presente no enredo. A letra percorre uma narrativa de enfrentamento e bravura, valorizando a identidade latino-americana e a capacidade de resistir diante das adversidades. A parceria também encontrou espaço para inserir certa irreverência em meio à narrativa, como nos versos “em cada canto um guardião, se quer me levar, vai ficar no cheiro, na essência de um batuque verdadeiro”. No conjunto, foi uma apresentação aguerrida, com boa condução dos intérpretes e uma melodia que se mostrou um dos pontos positivos da obra.

Parceria de Leo Peres: O samba de Léo Peres, Leandro Fregonesi, Felipe Pires, Rogerinho, Wilson Paulino e Bruno Serrinho foi defendido por Bruno Ribas e Igor Pitta. A obra teve uma apresentação satisfatória nas três passadas, com uma melodia eficiente, que manteve o samba bem conduzido mesmo com poucas variações ao longo da composição. Os refrões foram os grandes destaques da parceria. O principal, “Dale Mocidade, canta, incendeia a avenida, se a latinidade é forte, o Sul vira norte, gracias a la vida”, ganhou muita adesão da quadra e ajudou a elevar a apresentação. A torcida também teve participação importante, entre as mais empolgadas da noite, contribuindo para potencializar a força do trecho. O refrão do meio, “vade retro, invasor, kaô, laroyê, ai se eu te pego no maculelê, feito a guerrilha e o raiar do sol de mayo, um outro raio pra expulsar quem se atrever”, também mostrou força e reforçou a proposta de resistência presente na obra. A letra constrói uma narrativa de enfrentamento e afirmação latino-americana, reunindo referências indígenas, negras e populares para defender a ideia de um continente que se levanta e reescreve o próprio destino. No geral, o samba encontrou nos refrões seus momentos de maior impacto e conseguiu manter um bom rendimento durante toda a apresentação.

Parceria de Paulo Cesar Feital: Paulo Cesar Feital, Alex Saraiça, Denilson do Rozário, André Russo, Carlinho da Chácara e Fábio Bueno apresentaram uma obra de perfil melódico, poético e lírico. Mesmo sem a presença de Zé Paulo Sierra, os cantores conseguiram conduzir bem o samba, que contou ainda com boa resposta da torcida e adesão da quadra. A composição se destaca por uma letra de forte conteúdo político, construída a partir de imagens de resistência, ancestralidade e enfrentamento à opressão. O discurso ganha diferentes nuances ao longo da obra, passando pela denúncia social e chegando à afirmação de uma identidade latino-americana que se recusa a abrir mão de sua liberdade. O refrão do meio, “eu sonhei com Obatalá e Tupã lá no Orum, Caetés na Casa Branca, a Colômbia e o Peru, na soberania plena todos juntos somos um, Pindorama era o quilombo dos saberes de Ogum”, se sobressai pela riqueza poética e pelo diálogo entre referências indígenas, africanas e latino-americanas. O trecho teve boa execução e funciona como um importante ponto de sustentação narrativa da obra. Na sequência, a letra apresenta versos de forte carga simbólica, como “os sabores do amor têm punhados de alegria, preparados no calor da rebeldia” e “no Brasil, meus companheiros são heróis da resistência”. São passagens que ajudam a dar densidade ao discurso político do samba sem abandonar o lirismo. O grande momento musical está no refrão principal: “toca o agueré, pra fazer revolução, toca o agueré e respeita essa nação, o meu norte sempre foi nossa pátria mãe gentil, Mocidade Independente do Brasil”. Forte, envolvente e de fácil assimilação, o trecho teve excelente rendimento e recebeu grande adesão da quadra. A apresentação, no conjunto, mostrou uma obra de personalidade, que equilibra poesia e discurso político com bons momentos melódicos.

Parceria de Jefinho Rodrigues: Jefinho Rodrigues, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Estevão Ciavatta, Cleiton Roberto e Prof. Renato Cunha tiveram o samba conduzido por Wander Pires, que foi um dos grandes destaques da apresentação. O intérprete aproveitou muito bem as possibilidades oferecidas pela composição e imprimiu personalidade à passagem, valorizando especialmente a beleza melódica presente na obra. A segunda parte trouxe um dos melhores exemplos desse trabalho, no trecho “ginga no samba e na salsa, pra celebrar, tem colorido pra desnortear o teu olhar”. A melodia ganha movimento, permitindo que Wander explore diferentes nuances e dê mais dinâmica ao samba. O resultado foi uma apresentação de ótimo rendimento, com o cantor contribuindo diretamente para potencializar os principais momentos da composição. O refrão central, “o amor serpenteou, o vento anunciou, a luz tá no saber de Pachamama, Kosi Ewé, o que será do amanhã, se não reverdejar o Pindorama”, aparece como outro ponto alto da obra. É um trecho de beleza melódica, com imagens poéticas que conectam ancestralidade, natureza e a preocupação com o futuro. A passagem foi bem aproveitada na quadra e ajudou a criar uma mudança de atmosfera dentro do samba. A letra consegue traduzir com clareza diferentes elementos propostos pelo enredo. A primeira parte, especialmente, apresenta uma narrativa de resistência e afirmação, ao colocar o latino como protagonista de sua própria história e defender a inversão da lógica imposta pelo invasor. Referências afro-indígenas aparecem ao longo da composição, como em “sangue afro-tupi” e “retupinizar a nossa voz”, reforçando o discurso de valorização das raízes. A obra também encontra espaço para trabalhar a identidade de Padre Miguel por meio de versos como “o meu sorriso é resistência ancestral, Padre Miguel, essência do carnaval”, aproximando a narrativa ampla do enredo da própria Mocidade. No refrão principal, “Arriba la Mocidade, leva mi corazón, faz valer tua verdade, teu chão, mostra pro mundo o que só a gente tem, dale ritmo caliente, molho da Vila Vintém”, a composição aposta em uma construção contagiante, com boa força de canto e referências diretas à identidade da escola e de sua comunidade. No conjunto, foi uma apresentação muito consistente, em que a qualidade da melodia encontrou em Wander Pires um intérprete capaz de explorar suas nuances e elevar o desempenho do samba.

Parceria de Richard Valença: Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Jorginho Via 13, W. Corrêa e Cabeça do Ajax encerraram a noite com uma apresentação de muita intensidade. Mesmo sem a presença de Tinga, os cantores conseguiram sustentar a energia da obra e garantir um desempenho de destaque. A composição tem como uma de suas principais características uma melodia linear, mas capaz de imprimir força à apresentação. O samba não depende de grandes passeios melódicos para funcionar e encontra justamente na contundência de sua construção um dos seus principais atributos. Um dos momentos mais fortes está na sequência “pelo sangue derramado, pelo sol da liberdade, sou o braço rebelado, manifesto a Mocidade”, seguida pelo trecho “O mapa que vira, virou, refez o passado, independente não vai ser colonizado, o mapa que vira, virou, nos faz ir além, são outros quinhentos na Vila Vintém”. A estrutura, mesmo sem recorrer ao bis, ganhou caráter explosivo na quadra e ajudou a manter a apresentação em alta. A letra também se destaca pela objetividade com que desenvolve a ideia de resistência e retomada. Versos como “quero meu povo em cada busto, nossa memória muito além do museu, nasci índio batizado, pois você brincou de Deus, vim pra retomar o que é meu” apresentam um discurso direto, trabalhando memória, identidade e enfrentamento à imposição histórica. O samba ainda estabelece uma conexão interessante entre a narrativa do enredo e a identidade da Mocidade, especialmente ao trazer a Vila Vintém para dentro do discurso. No conjunto, foi uma passagem de grande força, marcada pela empolgação dos intérpretes, pela boa resposta da quadra e por uma obra que encontrou na contundência melódica e na clareza da narrativa seus principais trunfos.

Aniversário da Mooca: MUM celebra festejo do bairro com grande ensaio de rua

0

Um ensaio de rua marcado para o mês de agosto não é comum, mas, neste caso, existe uma ocasião especial. A Mocidade Unida da Mooca repete o feito anterior e realiza um treino pelas ruas da Mooca para celebrar mais um ano de existência do bairro, e, no último domingo, a agremiação da Zona Leste executou com maestria. Para comemorar os 470 anos do bairro, a MUM partiu em um contingente de mais de mil pessoas, com todos os segmentos. Também participaram baianas, passistas, ritmistas com a bateria completa e carro de som, com a dupla Pixulé e Gui Cruz dando todo o gás. Um ensaio comemorativo, mas que deu para tirar proveito de algumas situações pensando a longo prazo na avenida, com o objetivo de corrigir e aprimorar. O percurso começou na Praça Ciro Pontes e foi até a quadra da escola, localizada na Rua Bresser. O CARNAVALESCO esteve presente para cobrir o evento e ouviu personagens que fizeram o ensaio acontecer.

* Seja o primeiro a saber as notícias do carnaval! Clique aqui e siga o CARNAVALESCO no WhatsApp

Bairro que emociona

O presidente Rafael Falanga esbanjou felicidade ao falar do acontecimento, que foi o ensaio de rua da agremiação. “É uma felicidade muito grande, primeiro, em recebê-los e, segundo, em comemorar o aniversário do bairro que a gente ama. São 470 anos de um dos bairros mais tradicionais e antigos da cidade de São Paulo. Tivemos uma presença maciça da comunidade, com mais de 1.200 pessoas, promovendo um ensaio muito feliz, leve e solto. É um samba que já foi lançado há meses e está na ponta da língua, com a bateria afiada. Todos os setores trabalharam durante esse período de forma isolada e, agora, puderam se juntar e executar todo o trabalho que vem sendo desenvolvido. É só felicidade e gratidão a todos os setores, à nossa diretoria, à direção de carnaval, à direção e à coordenação de Harmonia e ao nosso corpo técnico como um todo. Daqui para frente, é continuar esse trabalho, iniciar nossa temporada de ensaios gerais, ensaios de rua e ensaios específicos, e fazer o melhor desfile da nossa vida”.

falanga mum
Presidente Rafael Falanga. Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Questionado sobre o seu sentimento pelo bairro, o presidente não escondeu a emoção e abriu o coração. “O bairro da Mooca é a nossa paixão. O mooquense é muito apaixonado pelo bairro. Ali foi um misto de sensações: o bairro, a presença da escola, a energia do primeiro ensaio e a energia da rua. A Mocidade Unida da Mooca é uma escola oriunda da rua. Começamos nossas atividades em 1985, no Largo São Rafael, atrás da igreja, com o Bloco Solta Franga, e depois, em 1987, na Rua dos Trilhos, com a fundação da Mocidade Unida da Mooca. Estar na rua, para nós, tem uma presença muito forte. É uma ancestralidade que se manifesta, e a emoção vem naturalmente. A possibilidade de estar no Grupo Especial por mais um ano, com um grande enredo, trazendo a memória do samba paulistano para o nosso desfile, também é muito significativa. São muitos bambas e muitos resgates que estão sendo propostos nesse projeto. Acho que tudo isso se mistura. Ali foram lágrimas de emoção, resultado de um conjunto de felicidades que vem acontecendo na minha vida pessoal, na minha família e na nossa escola ao longo deste carnaval”.

mum rua27 6

De acordo com Falanga, a preparação para o Carnaval 2027 dentro do barracão vem forte. “A preparação segue a todo vapor. A escola antecipou muitas etapas, assim como já havia feito no ano passado. Nossa meta é realmente encerrar o carnaval antes de dezembro, para que não tenhamos correria no mês que antecede o desfile, principalmente porque o Carnaval será um pouco mais cedo este ano. O barracão está a todo vapor, com 53 profissionais trabalhando. As fantasias estão em ritmo acelerado e, hoje, devemos estar com cerca de 40% da produção já em fase de finalização. Nas alegorias, já estamos decorando o abre-alas, que também será uma grande surpresa, porque é um projeto incrível. A produção de fantasias também está bem encaminhada em alguns ateliês. A ideia é antecipar tudo o que pudermos para ter tranquilidade e fazer o chão funcionar nos ensaios técnicos e no desfile. E, se Deus quiser, estar na sexta-feira das campeãs”.

Facilidade maior no ensaio de rua

Elogiando a comunidade, o diretor de carnaval Wanderley Silva disse que há alguns ajustes a se fazer, mas que poderá trabalhar pelo tempo. “Essa escola nos surpreende todos os anos, mas neste ano nos surpreendeu ainda mais. Acho que esse enredo dos cardeais está mexendo com muita gente, desafiando muitas pessoas e fazendo com que todos façam as coisas por amor, para homenagear e agradecer por tudo o que eles fizeram por nós. Foi um ótimo início para agosto, um belo pontapé inicial. Naturalmente, como diretor de Carnaval, a gente identifica algumas coisas que precisam ser ajustadas. São ajustes que normalmente faríamos em janeiro, mas que agora já podemos trabalhar para os próximos ensaios”.

diretor carnavalmum
Diretor de carnaval Wanderley Silva

Avaliando o fator mais positivo no ensaio de rua, o profissional enalteceu o canto dos componentes da Mooca, mas disse que o desafio para 2027 é ter um bom desempenho no quesito Evolução e alcançar a nota. “O canto da escola já responde muito bem. ‘Escola que canta ganha’ é um dos nossos jargões. Nosso grande desafio é a nota de Evolução. Essa é uma meta que o presidente nos colocou neste ano. No carnaval passado, a escola não conseguiu as notas que esperávamos nesse quesito. Se tivéssemos alcançado um resultado melhor em evolução, poderíamos até ter chegado às campeãs. Para uma escola que estava estreando no Grupo Especial, seria muito importante”.

mum rua27 8

O diretor declarou que, em comparação com o ensaio de quadra, o treino pela rua é melhor pelos espaçamentos e pela acústica, além de a quadra da Mocidade Unida da Mooca estar ‘pequena’ devido ao grande crescimento da escola atualmente. “Ainda temos bastante coisa para evoluir, mas, para agosto, estamos muito bem. O ensaio de rua permite montar as alas da maneira como faremos no desfile. Se vamos entrar com fileiras de sete, conseguimos trabalhar com fileiras de sete. Assim, é possível estabelecer um espaçamento adequado entre as alas e dar ao componente espaço para se desenvolver e cantar. Na rua, o componente canta sem a acústica de uma quadra. Conseguimos perceber realmente se o canto está ecoando e se existe alguma melodia que precisa ser ajustada. A mesma coisa acontece com a bateria: é possível avaliar se a afinação está correta, algo que também é importante para o mestre. Os cantores conseguem se integrar mais e cantar por mais tempo”.

mum rua27 7

Pertencimento é o que importa

O intérprete Gui Cruz também elogiou o desempenho da comunidade, participando em grande número ainda em agosto. “Primeiro ensaio de rua em agosto. Eu não sei quantas pessoas estavam aqui, mas havia um contingente muito bom. Para agosto, foi um ótimo contingente. A bateria parecia ter 300 pessoas, a ala musical é nova, temos muitas novidades na escola, uma nova proposta, um enredo fantástico e um samba que, para mim, funcionou muito bem. Ainda vamos reunir o grupo para avaliar tudo, mas colocar o samba na rua hoje, com a energia que tivemos, ao lado do Pixulé, que é um cantor fenomenal, foi muito especial. Estou muito feliz pelo primeiro ensaio e por tudo aquilo que fizemos. Achei que foi muito bom. Agora temos margem para melhorar. Fizemos um primeiro ensaio maravilhoso e vamos começar os ensaios de fato. Se Deus quiser, vamos melhorar cada vez mais, a cada mês, fazendo os ajustes necessários”.

Intérpretes Gui Cruz e Pixulé

O cantor está há muito tempo na escola, executando trabalhos desde quando a MUM desfilava na UESP. Por isso, Gui Cruz revelou o sentimento pelo bairro. “A Mooca resgata, sem dúvida nenhuma, a sua história. Falo da Mocidade Unida da Mooca e dos vários projetos que a escola está fazendo. Temos um departamento cultural muito forte este ano. O Matheus, que fazia esse trabalho, foi para o Morro para ser enredista, mas deixou um time fantástico, que está resgatando cada vez mais a história da Mooca, um bairro operário e de luta, que foi, sem dúvida nenhuma, um dos propulsores da classe operária de São Paulo e do Brasil. Então, a Mooca é isso. E a Mocidade Unida da Mooca, cada vez mais, por meio dos enredos e de tudo aquilo que leva para a avenida, está trazendo esse lado forte que o bairro tem e mostrando a importância que ele possui para a cidade de São Paulo e para tudo aquilo que foi construído ao longo da história. São Paulo tem 472 anos e o bairro da Mooca tem 470. São apenas dois anos de diferença. É um bairro que ajudou São Paulo a crescer e que representa uma parte muito importante da história da cidade”.

mum rua27 3

Ainda falando de pertencimento, o profissional exaltou as regiões, dizendo que cada local deve enaltecer suas escolas. “Estamos aqui na Radial, muito bem localizados, debaixo do nosso viaduto. Apesar de ainda existir um processo, chegamos a ser despejados daqui dias antes do carnaval e estamos lutando para poder permanecer. É importante que as escolas de samba tenham seus espaços garantidos, porque elas são muito importantes para todos os bairros da cidade. A Mocidade Unida da Mooca é importante para a Mooca, a Terceiro Milênio é importante para o Grajaú, o Tatuapé é importante para o Tatuapé, a Nenê é importante para a Vila Matilde, a Barroca é importante para a Zona Sul e por aí vai. As escolas de samba são importantes para os seus bairros e para as suas comunidades”.

Entrosamento com ala musical e comunidade

Realizando o seu primeiro ensaio de rua pela Mocidade Unida da Mooca, o intérprete Pixulé aprovou o ensaio e revelou que o objetivo foi um ensaio para o minidesfile. “Graças a Deus, estou de volta a São Paulo. O ensaio de hoje foi um teste para o nosso mini desfile, que está próximo. Foi um ensaio técnico. Você viu a comunidade cantando e o público que acompanhava o nosso ensaio de rua também cantando o nosso samba. Temos ajustes para fazer, assim como teremos no ensaio técnico, para chegarmos ao desfile da melhor maneira possível”.

mum rua27 5

Pixulé revelou que dividiu microfone de intérprete uma vez, mas agora, com Gui Cruz, elogiou o entrosamento. “A gente teve um entrosamento que até me surpreendeu. Acabamos nos entrosando como irmãos. A gente se comunica pelo olhar. Um olha para o outro e já sabe o que fazer. Isso é muito bacana. Eu nunca havia dividido o microfone com ninguém. A única vez que fiz isso foi em 2020, na Inocentes de Belford Roxo, e também foi muito bacana. Particularmente, não costumo dividir o microfone porque acredito que uma estrela deve brilhar. Mas, aqui na Mocidade Unida da Mooca, temos o Guilherme Cruz, o Gui Cruz, que tem uma estrela maravilhosa e uma aura fantástica. Ele soma muito, e nós nos encontramos musicalmente. Deu certo. Espero que esse trabalho continue funcionando até o carnaval”.

mum rua27 9

Por fim, o cantor enalteceu completamente a comunidade da MUM. “Eu não tenho muito o que falar. Que comunidade! No primeiro ensaio, a escola já estava cantando e a comunidade estava abraçando o samba. E olha que foi apenas o primeiro ensaio de rua. Se o primeiro ensaio foi assim, aguardem o ensaio técnico. Como diz o meu presidente, Rafael Falanga: ‘Escola que canta ganha’. Essa é a frase”.

mum rua27 4

De acordo com o mestre Dennys Silva, a escola estava planejando o ensaio há muito tempo. “A gente vinha planejando esse momento desde o lançamento do nosso samba. Gravamos há cerca de quatro meses e já estávamos ansiosos para começar os ensaios. Normalmente, pensamos em iniciar por volta de setembro, mas, como gravamos o samba antecipadamente, algumas mudanças foram feitas na melodia e percebemos que a comunidade já estava muito envolvida. Todo mundo já estava cantando nas festas dos pilotos, os encontros de alas já estavam acontecendo e o samba estava sendo cantado perfeitamente. Então pensamos: já antecipamos o samba e os pilotos, vamos antecipar também o ensaio de rua. Durante os últimos dois meses, fomos planejando as marcações de alas e definindo a quantidade de componentes. Os ritmistas também vêm ensaiando bastante, trabalhando os desenhos de tamborim, chocalho, agogô e cuíca. Finalmente, conseguimos chegar ao ensaio de rua. O último ensaio de bateria, na quarta-feira, funcionou como um pré-ensaio de rua. Foi muito bom e nos deu a certeza e a tranquilidade de que tudo daria certo”.

mestre mum
Mestre Dennys Silva

Ensaio importante para realizar ajustes

Dennys falou da importância do ensaio para realizar os ajustes que a “Chapa Quente” precisa fazer e lembrou que ainda é agosto. “Temos muita coisa para ajustar. Ainda falta bastante tempo para o carnaval, e o ensaio foi importante justamente para avaliarmos o que funciona e o que precisa ser modificado. O principal ponto positivo foi perceber que encontramos um andamento confortável para os cantores. As bossas, apesar de algumas pequenas imperfeições, não prejudicaram em nenhum momento a melodia e não atrapalharam nenhuma frase do samba. Agora é limpar, ajustar, ensaiar bastante e trabalhar para entregar o melhor no carnaval”.

mum rua27 2

No desfile de estreia, a bateria da MUM ousou bastante na avenida, especialmente em frente ao setor Monumental. Questionado sobre novas ousadias, o mestre se diz aberto a realizá-las. “A gente acata todas as loucuras que o presidente propõe. A Mocidade Unida da Mooca é uma escola que nasceu da ousadia. Vamos ver. A Mooca, a cada encontro, é uma surpresa e apresenta um movimento diferente. Todos os departamentos e setores são formados por gente jovem, que sempre tem uma ideia nova. Somos um time, e ninguém quer ser mais do que ninguém. Se a Sabrina ou o Jefferson me derem uma sugestão, com certeza vou comprar a ideia, desde que esteja envolvendo o enredo. Mas alguma surpresa já estamos preparando, porque tenho absoluta certeza de que todo mundo está esperando a Mocidade Unida da Mooca na Monumental novamente”.