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Praça Onze Maravilha propõe valorização da Estácio de Sá como patrimônio cultural

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Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO

A Praça Onze passará por requalificação urbana, patrimonial e cultural que resgatará o peso histórico da região. Na requalificação, serão levadas em consideração a vida cultural no entorno da Praça Onze e a valorização da Estácio de Sá, considerada o “berço do samba”, que será declarada patrimônio cultural. Em evento realizado na Câmara Municipal, lideranças municipais e vereadores se reuniram para debater, no painel Rio em Tempo Real: Praça Onze Maravilha, as mudanças, como preservar os patrimônios com suas especificidades e defender o protagonismo da população na reforma.

A presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), Laura de Blasi, diz que a região “está cercada por áreas de proteção do ambiente cultural, e o IRPH identificou que ali pulsa história e memória da cidade”. Dessa forma, a motivação para a Praça Onze Maravilha seria a reconexão entre os bairros, pois “o viaduto rompeu a conexão, o que é muito comum. Viadutos, linhas férreas dividem a ambiência”, o que é importante no contexto de uma área com proteção patrimonial.

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“O que a gente quer é que a área pulse, que seja requalificada. Não gosto de ‘revitalizada’ porque a região não está morta, ninguém vai ‘reviver’. Ali tem vida, gente morando, crianças, e a gente quer escutar o que aquela população espera, o que falta ali. Porque você anda ali e não vê praça, criança na rua, gente passeando. O Rio de Janeiro é uma cidade ‘da rua’ e a gente não vê isso lá. O que a gente espera é uma requalificação para que o patrimônio seja aflorado, e a gente veja criança na rua, gente passeando por uma área que é tão cercada de patrimônio”, disse.

Ainda segundo a presidente, o IRPH “vai intensificar o circuito Patrimônio Cultural Carioca, das plaquinhas azuis, como identificamos bens e locais de interesse da cidade” e, nesse contexto, está “fazendo um estudo para declarar a primeira escola de samba como patrimônio cultural de natureza imaterial da cidade, a Estácio de Sá, que surgiu da Deixa Falar”, visto que a quadra da Estácio, no Estácio, também é um imóvel tombado.

Prezando a força da cultura do Carnaval, o vereador Wellington Dias defende que o projeto Praça Onze Maravilha “tem que extrair mais, pensando também na não elitização do Carnaval para essas pessoas, da cultura do samba, já que, hoje em dia, ficou caro para essas pessoas frequentarem o Sambódromo. Tem que fazer parte desse debate também um acesso para todos, e não só para a elite do Carnaval”.

Já a vereadora Maisa do MST reforça que “vem construindo uma síntese de que falar sobre cultura, falar sobre patrimônio, falar sobre preservação da memória negra e da sua identidade significa alocar os moradores da região como centrais nesse processo” e afirma que os vereadores têm “participado, através do mandato, das audiências públicas, dos espaços de escuta e diálogo com a população, porque têm muita convicção de que o território da Praça Onze faz parte da história da cidade do Rio de Janeiro, que data do início da República, que tem construções seculares e que são, de fato, a memória da nossa cidade”.

E, para a conservação desses imóveis e patrimônios, Diego Vaz sugere que a conservação da área deve ser feita como nos parques municipais, com “contratos de conservação específicos para essa área e que vão contemplar cada parte específica. Um tipo de pavimentação, um tipo de piso, tipo de pedra portuguesa, a forma que for construída, o tipo de praça que for ali implementada”.

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O vereador explica que a medida “deu muito certo nos nossos parques urbanos, dá muito certo com a CCPar, na área do Porto Maravilha. E não há dúvida de que essa é a saída para que a gente mantenha uma conservação nessa área da cidade e também para que a gente possa fazer em outros centros urbanos, em outras áreas da cidade que mereçam a conservação do jeito que a cidade do Rio de Janeiro merece. Eu acho que esse é o caminho que a gente deve seguir para esse projeto”.

Com a potência máxima, Jorge Silveira já planeja 2027 do Salgueiro com relação consolidada com a escola

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Renovado com a Academia do Samba, o carnavalesco Jorge Silveira marcou presença no sorteio da ordem de desfile do Grupo Especial para o próximo carnaval. Ao CARNAVALESCO, o artista analisou seu trabalho de 2026, falou sobre a consolidação de sua trajetória no Salgueiro e a busca pela décima estrela para a agremiação vermelho e branco. Ele abordou a beleza do desfile da Rosa, ressaltando que foi uma grande apresentação, que vinha de um pré-carnaval com muitos julgamentos sobre o que a escola poderia apresentar na Sapucaí.

Jorge Silveira observou que a escola teve seu melhor desempenho em anos, tendo quase alcançado o vice-campeonato, deixando o torcedor da escola bem animado com o que foi apresentado na Avenida.

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“Foi um ano muito desafiador, um ano em que a gente foi muito pré-julgado antes do carnaval, e trabalhando muito em silêncio, porque eu sabia do potencial que a gente tinha na mão e do compromisso com a Rosa. O resultado me deixou muito feliz, o Salgueiro veio muito grande, muito potente, como há muito tempo não vinha. O salgueirense ficou muito feliz e eu fico muito satisfeito. Até a última nota, o Salgueiro era vice-campeão; não fosse a nota de samba, talvez a gente fosse segundo lugar. Isso me deixa muito feliz e satisfeito e com muito mais vontade para fazer maior e melhor em 2027”.

Jorge agora avança para o terceiro ano à frente do carnaval do Torrão Amado, com ideias de como prosseguir com a escola, agora já consolidada a relação dele com a agremiação, e que em breve terá o anúncio do enredo da escola, já indicando os primeiros passos do Carnaval 2027.

“O terceiro ano, na minha cabeça, é um ano de consolidação, porque o primeiro ano é um conhecimento: eu estou conhecendo a escola, ela está me conhecendo; no segundo ano a gente já se entendeu, e agora acho que a gente vai poder partir para uma força ainda maior. O Salgueiro, no ano passado, lançou o seu enredo logo após o sorteio. Vamos procurar fazer também neste ano, porque o sorteio acaba orientando o que a gente pensa. Temos algumas ideias, estamos trabalhando em mais de uma opção”, pontuou.

Por fim, o carnavalesco falou sobre a busca pelo décimo título do pavilhão salgueirense e como é para ele carregar os sonhos da comunidade nesse momento tão esperado e sonhado pelos torcedores da escola do Andaraí.

“Quando a gente assume uma bandeira, passamos a sonhar os sonhos dessa bandeira, e acho que o nosso grande desafio é acabar com esse jejum do Salgueiro, que hoje é o maior jejum do Grupo Especial. Esse ano chegamos muito perto por muito pouco, e acho que esse sentimento é o que quero carregar para o próximo ano. A comunidade já entendeu o nosso jeito de pensar o Salgueiro, nós já entendemos como é que o Salgueiro gosta de fazer, e agora é potência máxima”, declarou.

Vai-Vai exalta Caymmi, Carybé e Jorge Amado em enredo afro-baiano para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Vai-Vai

O Vai-Vai apresentou oficialmente o enredo que levará para o Carnaval 2027. Com o título “3 Obás de Xangô – A Mãe Bahia em Cantos, Cores e Memórias”, a escola paulistana prestará homenagem a três grandes nomes da cultura brasileira: Dorival Caymmi, Carybé e Jorge Amado. Desenvolvido pelos carnavalescos Alexandre Louzada e Victor Santos, o enredo tem inspiração no filme “3 Obás de Xangô” e propõe uma imersão na força cultural, religiosa e artística da Bahia, unindo música, literatura, artes visuais e ancestralidade afro-brasileira.

A Saracura do Bixiga levará para o Anhembi uma narrativa que conecta os três artistas ao axé de Xangô, exaltando suas trajetórias como símbolos de resistência, identidade e preservação cultural.

Na concepção da escola, Caymmi surge como o “Obá Onikoyi”, representante da realeza ligada ao mar, às jangadas e à musicalidade baiana. Carybé será retratado como “Obá Onã Xokun”, responsável pelos caminhos e movimentos traduzidos nas cores, nos traços e nas representações dos orixás e do cotidiano popular. Já Jorge Amado aparece como “Obá Arolu”, aquele que eternizou a Bahia através da palavra, do povo e das histórias construídas a partir das ruas, feiras e tradições populares.

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O enredo também marca um reencontro simbólico entre o Vai-Vai e Jorge Amado. Em 1988, a escola conquistou o título do carnaval paulistano com “Amado Jorge, a história de uma raça brasileira”, desfile considerado um dos mais emblemáticos da trajetória da agremiação.

Em nota, os carnavalescos destacaram que o projeto vai além de uma simples narrativa histórica. “Mais do que uma história a ser contada, o enredo é uma narrativa quase subjetiva do próprio Vai-Vai, uma história de arte, amor, resistência e fé. O Vai-Vai, enquanto sentinela da cultura brasileira, transforma em desfile aquilo que é sagrado, faz do canto uma afirmação e da memória um ato de resistência”, afirmaram Alexandre Louzada e Victor Santos.

A proposta também estabelece uma ponte entre o Bixiga e a Bahia, aproximando tradições afro-brasileiras, religiosidade, samba e manifestações populares. Segundo a escola, o desfile reafirmará o papel histórico do Vai-Vai como defensor da cultura negra e do samba como espaço de memória e permanência.

Diretor do documentário que inspira o enredo, Sérgio Machado destacou que o desfile encerra um ciclo iniciado ainda em 2024. “O desfile culmina um projeto iniciado ainda em 2024. Lançamos o documentário, teremos uma exposição em Salvador e finalizamos essa trilogia com o desfile do Vai-Vai, uma justa homenagem a esses grandes mestres e à nossa mãe Bahia”, declarou.

Sob os cuidados da saúde: Pixulé inicia preparação especial para o carnaval com médica e musa da União da Ilha

Foto: Divulgação

A maratona do carnaval já começou para Pixulé. Voz oficial do Paraíso do Tuiuti, o cantor iniciou um acompanhamento clínico especializado com a médica Nathalia Brito, em um trabalho voltado para saúde, resistência física e alta performance durante a intensa rotina carnavalesca.

Conhecida por sua atuação na área da saúde e também por desfilar como musa da União da Ilha do Governador, Nathalia passa a integrar a preparação do intérprete dentro do chamado “Projeto Carnaval”, iniciativa que busca oferecer suporte clínico personalizado a profissionais do samba.

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Após começar recentemente o acompanhamento do mestre de bateria Marcelo Santos, a médica agora amplia o trabalho ao lado de Pixulé, com foco em disposição física, qualidade do sono, memória, equilíbrio do organismo e manutenção da energia necessária para suportar a sequência de ensaios, shows e apresentações.

“O foco não é estética. Estamos priorizando saúde, energia e qualidade de vida, fundamentais para quem enfrenta uma rotina intensa de apresentações. Trabalhamos com reposição de vitaminas essenciais e ajustes personalizados para garantir melhor desempenho e resistência”, explicou Nathalia Brito.

No universo dos intérpretes, o cuidado se torna ainda mais estratégico. Além do desgaste físico provocado pela agenda intensa, a preservação vocal exige preparo constante para garantir rendimento ao longo de toda a temporada. A proposta do acompanhamento é justamente promover mudanças sustentáveis de estilo de vida, potencializando desempenho sem abrir mão da saúde.

A iniciativa acompanha uma tendência cada vez mais presente no Carnaval: o investimento em acompanhamento profissional especializado para artistas e segmentos que enfrentam uma rotina intensa nos bastidores e na avenida.

Polo Mangueira recebe mais de 3 mil inscrições para diversos cursos de graduação

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Foto: Divulgação/Mangueira

O Polo Mangueira do Centro Universitário Celso Lisboa recebeu mais de 3 mil inscrições para diversos cursos de Ensino Superior na comunidade. O projeto inclui a disponibilização de bolsas integrais de graduação para moradores do Morro da Mangueira e adjacências. Ao todo, 643 matrículas já foram realizadas e entre os cursos mais procurados estão o de Administração (153), Gestão de Recursos Humanos (98), Gestão Pública (46), Gestão de Saúde Pública e Logística (40), seguidos por outros cursos de diversas áreas do conhecimento.

A iniciativa surge como uma solução inovadora de acesso à educação. Um vestibular social, gratuito, com regras claras, processo seletivo e critérios objetivos, garantindo bolsas integrais de 100% durante todo o curso para os aprovados. O projeto trabalha mais de 20 cursos de graduação disponíveis, em áreas estratégicas como Administração, Tecnologia da Informação, Gestão, Comunicação, Saúde e Negócios.

“Pela primeira vez, a universidade atravessa os muros formais e se insere diretamente no coração da comunidade, transformando um espaço simbólico da cultura em um ambiente de formação acadêmica. Não se trata de uma ação pontual, mas de um modelo estruturado que conecta educação, território e desenvolvimento”, comenta Guanayra Firmino, presidenta da Mangueira.

O Polo Mangueira funciona como um centro de estudos com apoio presencial, tecnologia e acompanhamento acadêmico, criando uma dinâmica híbrida que fortalece a permanência dos estudantes. A formação digital ganha corpo físico dentro da comunidade, aproximando o ensino superior da realidade cotidiana dos alunos e reduzindo distâncias que historicamente afastaram esse acesso.

Para Rodolfo Bertolini, CEO do Centro Universitário Celso Lisboa, a parceria com a Estação Primeira de Mangueira representa um compromisso real com a transformação social por meio da educação, levando o acesso ao ensino superior para dentro de um espaço tão simbólico como a quadra da Mangueira.

“O objetivo é aproximar oportunidades de quem, muitas vezes, não teria esse acesso de forma facilitada. O projeto é baseado em critérios transparentes e estruturados. A participação é voluntária e gratuita, sem qualquer tipo de pagamento ou sorteio, com seleção baseada em desempenho e análise socioeconômica. As bolsas são integrais, pessoais e vinculadas à trajetória acadêmica do estudante, reforçando o compromisso com a formação completa”, explica Bertolini.

“Mais do que oferecer vagas, o Polo Mangueira inaugura uma nova lógica. A educação superior deixa de ser um deslocamento e passa a acontecer dentro do território. Cultura, educação e desenvolvimento se encontram no mesmo espaço, criando uma política transversal que articula conhecimento, identidade e oportunidade”, celebra Guanayra.

Segundo Guanayra Firmino, com a iniciativa, a Mangueira reafirma seu papel histórico de vanguarda, ampliando o caminho entre cultura e reconhecimento territorial, integrando formação acadêmica, geração de renda e construção de futuro.

“Ao todo, já são mais de 600 pessoas matriculadas e esse movimento não é apenas a abertura de cursos, é a materialização de uma ideia potente. Quando a universidade chega à comunidade, o futuro também chega junto”, finaliza a presidenta Guanayra Firmino.

Tuiuti aposta no protagonismo de Tia Ciata em 2027 e Renato Lage destaca ineditismo

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Foto: João Gabriel Rothier/CARNAVALESCO

O Paraíso do Tuiuti já começou a desenhar os contornos de seu desfile para o Carnaval 2027 com um olhar firme para a história do samba. Responsável pela plástica da escola, o carnavalesco Renato Lage revelou detalhes sobre a proposta e ressaltou o caráter inédito da homenagem à matriarca do samba, Tia Ciata. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o artista destacou a importância de colocar a personagem no centro da narrativa.

“As pessoas, durante todo esse tempo, só mencionaram ela. O Tuiuti está fazendo um enredo sobre ela. É a primeira vez que está acontecendo isso, depois dessa trajetória toda maravilhosa que ela teve”, afirmou.

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Renato também pontuou que, embora já tenha feito referências à figura histórica em outros trabalhos, esta será a primeira vez que desenvolverá um enredo inteiramente dedicado à sua trajetória. A proposta busca valorizar o legado de uma das principais responsáveis pela consolidação do samba no Brasil, trazendo à Avenida uma leitura mais profunda e protagonista de sua história.

‘Na voz do povo, um canto chamado Elymar’ Boi da Ilha anuncia enredo para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Boi da Ilha

O Boi da Ilha do Governador já tem tema definido para o Carnaval 2027 e aposta na emoção popular como fio condutor do seu desfile. A agremiação levará para a Intendente Magalhães o enredo “Na voz do povo, um canto chamado Elymar”, uma homenagem ao cantor Elymar Santos, ícone da música romântica brasileira e dono de uma trajetória marcada pela superação e forte conexão com o público.

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Com a proposta, a escola promete transformar a avenida em um grande palco para revisitar a vida e a obra do artista, desde os primeiros passos até a consagração em espaços emblemáticos da cena musical brasileira, como o Canecão. A narrativa também destaca a relação visceral de Elymar com seus fãs, elemento central que inspira o título do enredo.

Segundo a agremiação, o desfile será conduzido por três pilares: fé, romantismo e brasilidade. A ideia é traduzir em alas e alegorias o repertório sentimental do cantor, marcado por canções que atravessam gerações e ecoam nas vozes populares. “O Boi vai cantar, e a Ilha inteira vai se emocionar”, destaca o anúncio oficial da escola.

Agora na Milênio, Paulo Barros elogia a escola e a estrutura do Carnaval paulistano

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Sete anos depois do último (e único) desfile que assinou em São Paulo, Paulo Barros volta à maior cidade da América Latina para o Carnaval 2027. Contratado como carnavalesco da Estrela do Terceiro Milênio, ele já revelou o enredo com o qual trabalhará ao longo do ciclo, intitulado “Incrível, Fantástico, Extraordinário!”. Para saber mais sobre as primeiras impressões do Carnaval de São Paulo na segunda incursão pela cidade, o CARNAVALESCO esteve presente na explanação do enredo de 2027 da Estrela do Terceiro Milênio para os compositores, realizada na Fábrica do Samba.

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Elogios à Terra da Garoa

Ao ser perguntado sobre quais mudanças o Carnaval paulistano passou entre 2020 (ano em que ele assinou “Um não sei que, que nasce não sei onde, vem não sei como e explode não sei porquê…” nos Gaviões da Fiel) e 2026, Paulo Barros destacou a infraestrutura: “Passar pelos Gaviões foi uma coisa surpreendente. Eu pude perceber exatamente como funciona o Carnaval de São Paulo e estou muito feliz por estar de volta, porque tem uma diferença do Carnaval do Rio de Janeiro para o de São Paulo. A questão da Concentração é fabulosa, o local onde os carros ficam para o desfile. Tem uma coisa estrutural do desfile daqui que é muito legal”, revelou.

Diferentemente do que acontece no Rio de Janeiro, os carros alegóricos saem da Fábrica do Samba e ficam alocados, em um primeiro momento, no terreno anexo ao Sambódromo do Anhembi – do outro lado da avenida Olavo Fontoura. Só depois eles são transportados para as baias da Concentração, em ambiente já fechado e delimitado.

Milênio já na cabeça

O carnavalesco destacou que a admiração pela folia paulistana se manteve mesmo durante o período no qual não assinou desfile algum na cidade: “Eu vi o desfile da Milênio esse ano, eu estava em São Paulo por ter sido homenageado na Primeira da Cidade Líder e vi o desfile de algumas escolas aqui de São Paulo. Eu fiquei impressionado e estou muito mais animado em participar desse Carnaval de São Paulo”, ratificou.

Em 2026, ele próprio tornou-se enredo da Primeira da Cidade Líder, escola que está no Grupo de Acesso II do Carnaval Paulistano. Intitulado “Paulo Barros, o Gênio do Carnaval”, a agremiação ficou na quinta colocação do agrupamento.

Nova mentalidade

Fundada em 1998, a Estrela do Terceiro Milênio tem como uma das principais características da curta história dar bastante tempo para que os carnavalescos desenvolvam a mentalidade desejada. Paulo Barros será apenas o terceiro profissional a ocupar tal cargo na Coruja desde 2011, por exemplo. Daquele ano até 2017, Eduardo Félix foi o responsável por assinar os desfiles da escola do Extremo Sul; de 2018 até 2026, todas as apresentações ficaram a cargo de Murilo Lobo.

Perguntado se utilizaria a ‘base’ deixada pelo antecessor ou se investiria em novidades, Paulo destacou que a escola entrará em um novo momento e precisa de todos: “Eu não sei se a expressão é ‘trazer algo novo’, mas a proposta do meu Carnaval engloba uma estrutura de desfile um pouco mais ousada, vamos dizer assim. A gente está preparando a escola para isso – porque eu não faço nada sozinho, não adianta fazer nada sozinho. Eu preciso do entendimento das pessoas, da direção da escola, para abraçar o projeto e fazer o desfile um sucesso. É um enredo que vai dar trabalho no termo estrutural de desfile; mas eu tenho certeza que a escola vai dar conta e está muito animada com tudo o que está acontecendo – e eu também estou feliz da vida por estar de volta em São Paulo”, finalizou.

Porto da Pedra anuncia o retorno de Júnior Schall como diretor de carnaval

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Foto: Divulgação/Porto da Pedra

Porto da Pedra anuncia o retorno de Júnior Schall como diretor de carnaval para o desfile de 2027. Esta será a segunda passagem do profissional pelo Tigre, que integrou a equipe da agremiação nos carnavais de 2003 e 2004.

Com mais de 30 anos de experiência, Júnior construiu uma trajetória sólida no Brasil e no exterior, com passagens por grandes escolas de samba. No Rio de Janeiro, atuou em agremiações como Portela, Vila Isabel, Mangueira, Imperatriz Leopoldinense, Viradouro e Paraíso do Tuiuti. Em São Paulo, também integrou equipes de escolas como Vai-Vai, Dragões da Real, X-9 Paulistana e Nenê de Vila Matilde.

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Atualmente, desenvolve seu trabalho no carnaval de Uruguaiana, pelo Unidos da Ilha do Marduque, atual campeão.

Portela aposta em cria da casa no carro de som

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Foto: Divulgação/Portela

A Portela anunciou durante a Feijoada da Família Portelense, que Juan Reis será um dos integrantes do carro de som da escola para o Carnaval 2027. Aos 21 anos, o cantor é cria da agremiação e intérprete oficial da Filhos da Águia, escola mirim da Portela.

Juan frequenta a Portela desde pequeno e cresceu nos ensaios da escola. Na Filhos da Águia, desfilou na ala da comunidade em 2019, passou pela bateria em 2022 e, no mesmo ano, chegou ao carro de som. Desde 2025, é intérprete oficial da escola mirim.

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“É a realização de um sonho depois de anos de estudo e trabalho, feito com muito amor pela nossa Portela, pelo samba e pelo carnaval. Eu cresci aqui, aprendi aqui e poder viver esse momento é algo que vou guardar para sempre”, afirmou Juan Reis.

O carro de som da Portela para 2027 será composto por oito vozes, contando com o intérprete oficial Bruno Ribas, e quatro cordas.

“Juan é uma cria da Portela e chega ao carro de som por mérito, dedicação e amor à escola. Ele vem da Filhos da Águia, conhece a nossa comunidade e representa essa renovação natural que fortalece o canto portelense. É muito importante abrir espaço para quem se prepara e carrega essa verdade desde cedo”, disse Bruno Ribas.

A edição de maio da Feijoada da Família Portelense também contou com a presença do carnavalesco Paulo Barros e de integrantes da família Diniz: Mauro e Marquinhos, filhos de Monarco, e Juliana e João, netos do compositor.

A Portela será a primeira escola a desfilar na terça-feira de Carnaval de 2027 com o enredo “Ao Mestre, com Carinho”, uma homenagem ao baluarte portelense Monarco.