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Chão da Vila Isabel em destaque: escola lança concurso para eleger nova musa para o Carnaval 2026

A Unidos de Vila Isabel anunciou nesta terça-feira a realização de um concurso para escolher a nova musa da comunidade para o Carnaval 2026. As candidatas se apresentarão durante as eliminatórias da disputa de samba-enredo e a vencedora será revelada na grande final, marcada para 12 de setembro, na quadra da agremiação. A iniciativa integra um conjunto de ações em curso que visam resgatar as raízes da agremiação e fortalecer os vínculos com a comunidade. O objetivo é reconhecer os talentos do chão da escola, oferecendo oportunidades de destaque a quem contribui ativamente para a construção dos desfiles. Em breve, a escola divulgará a data de inscrição e o regulamento do concurso.

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Em nota, a azul e branco de Noel agradeceu à musa da comunidade Pérolla Santos e às musas da ala de passistas Anna Karolina e Dandara Barreto pela dedicação e contribuição prestadas ao longo dos últimos três anos. A agremiação informou que, inicialmente, a função teria duração de um ano, mas o desempenho e o comprometimento das representantes levaram à ampliação desse período.

“Elas ocuparam brilhantemente o cargo durante esse período. Agora, entendemos que é o momento de encerrar esse ciclo para que novas meninas da comunidade também possam ser vistas, reconhecidas e valorizadas”, explicou o presidente da agremiação, Luiz Guimarães.

A Vila Isabel ainda reafirmou o orgulho de fazer parte da trajetória dessas sambistas e desejou sucesso em seus próximos passos.

Segunda escola a desfilar na terça-feira de Carnaval, a Vila Isabel apresentará “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”. O enredo parte de um olhar onírico para homenagear o multiartista Heitor dos Prazeres, a quem é atribuída a criação dos termos “Pequena África” e “África em miniatura” para se referir à região da antiga Praça Onze. O tema será desenvolvido pela dupla de carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

‘Atenção, crianças e jovens. É proibido correr em Caxias’! Grande Rio retoma projeto de percussão

A partir do dia 5 de agosto, a Grande Rio retoma as atividades da Escolinha de Percussão Base Forte, iniciativa voltada à formação de novos ritmistas. As aulas serão realizadas sempre às terças-feiras, das 19h às 20h, na quadra da escola, sob a coordenação do instrutor de bateria Leonardo Saleiro e sua equipe.

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O projeto é aberto ao público e destinado exclusivamente a novos participantes interessados em aprender a tocar instrumentos de percussão. As vagas são limitadas por instrumento, e as inscrições devem ser feitas aqui.

Carnaval 2026 terá 54 jurados no Grupo Especial do Rio e sorteio antes da apuração definirá notas válidas

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Em mais uma mudança significativa no modelo de julgamento, a Liesa anunciou que o Carnaval 2026 do Grupo Especial do Rio de Janeiro contará com 54 jurados, seis por quesito, e que, antes da apuração, será realizado um sorteio para definir quais 36 julgadores terão suas notas lidas e consideradas no resultado oficial. A medida altera a estrutura tradicional, que até 2025 trabalhava com quatro jurados por quesito. Agora, com um corpo mais amplo, a Liesa explica que busca aumentar o rigor técnico e a pluralidade de visões durante a avaliação dos desfiles.

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Foto: Léo Queiroz/Rio Carnaval

Em declaração ao jornal O Globo, o presidente da Liesa, Gabriel David, destacou o impacto positivo da nova estrutura: “O aumento no número de jurados selecionados traz ainda mais transparência e precisão para o modelo de julgamento. A coordenação de jurados já está analisando os currículos e realizando a seleção com rigor técnico e diversidade de olhar, para então apresentarmos e começarmos a prepará-los. Vale lembrar que, dos 54 profissionais, 36 serão sorteados para terem as notas abertas, mantendo também o descarte da menor nota”, afirmou.

SAIBA MAIS
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* Liesa informa alteração no posicionamento de cabines e aumenta número de jurados para o Carnaval 2026

A dinâmica do sorteio será feita antes da leitura das notas, na Quarta-feira de Cinzas. Os 18 jurados não sorteados terão suas notas arquivadas, sem interferência na apuração. O sistema manterá o tradicional descarte da menor nota por quesito, entre as quatro recebidas, o que garante margem de segurança contra avaliações destoantes.

A seleção dos novos jurados está sendo conduzida por uma equipe da Liga, e os nomes deverão ser divulgados oficialmente nos próximos meses. A expectativa é se a nova configuração vai trazer mais equilíbrio e diversidade de olhares sobre os espetáculos apresentados na Marquês de Sapucaí.

‘Está sendo muito especial esse reencontro’, diz Iza no primeiro ensaio de bateria para o Carnaval 2026

O Carnaval 2026 já começou para a cantora Iza. Após três anos longe do posto de rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, a artista participou na noite desta segunda-feira do primeiro ensaio dos ritmistas da “Swing da Leopoldina”, na quadra da escola, em Ramos, Zona da Leopoldina do Rio. A rainha distribuiu sorrisos, tirou fotos com os componentes e participou dos ensaios das bossas comandadas por mestre Lolo.

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Fotos: Wagner Rodrigues/ Divulgação Imperatriz

“Está sendo muito especial esse reencontro, muito feliz com esse primeiro ensaio. Galera já com tudo no sangue, parece que estão nos ensaios há muito tempo, e eu entrando no ritmo pra deixar nossa comunidade super orgulhosa”, afirmou a cantora, que ainda participou do churrasco pós-ensaio, ao lado do vice-presidente, João Drumond.

No Carnaval 2026, a Imperatriz Leopoldinense será a segunda escola a desfilar no domingo, 15 de fevereiro, e vai levar para a Marquês de Sapucaí o enredo “Camaleônico”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que celebra a obra e a performance do cantor Ney Matogrosso, completando 50 anos de carreira.

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Paraíso do Tuiuti: samba-enredo para o Carnaval 2026

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Enredo: IFÁ LONAN LUKUMI
Compositores: Claudio Russo, Gustavo Clarão e Luiz Antonio Simas

Meu padrinho me falou
Cada um tem seu orí
O destino é professor
A raiz é Lucumi
Ifá, retira dessa flor os seus espinhos
Revela meu odu e seus caminhos
Com os ikins de Orunmilá
Me dê seu Irê para vida
Olodumarê criador
Espalhou axé e amor
No ilê dos orixás
E o negro iniciado no segredo
Do reino de Olokun fez sua trilha
Rompendo os grilhões de morte e medo
Foi o primeiro babalaô da ilha

Babá Moforibalé, Babá moforibalé
Orunmilá taladê, Babá moforibalé

Eleguá
é o dono do poder
moenda não pode mais moer
põe fogo na cana
Eleguá
Tem coco, mandinga e dendê
hoje o coro vai comer
nas barbas de Havana

Ah! o ânimo de ser do baticum
Com a lâmina sagrada de Ogum
E a sina de quem ama o idefá
Ah! a rama do Caribe se expandiu
No verde e amarelo do Brasil
Nas cordas do opelê e no oponifá
Derruba o muro quem sabe asfaltar
Caminhos abertos na mão de Ifá
Que o mundo entenda
O ebó vence a dor
Sentado à esteira de um babalaô

Ibarabô, agô Lonã
Olukumi
Iboru Iboya Ibosheshe
Canta Tuiuti!

Carnaval aplaude de pé! Salgueiro celebra legado de Rosa Magalhães com tributo emocionante

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Em uma noite marcada por emoção, gratidão e memória afetiva, o Salgueiro promoveu no último sábado, em sua quadra, um tributo especial à carnavalesca Rosa Magalhães, homenageada do enredo da escola para o Carnaval 2026. A data escolhida marcou um ano da partida da artista, considerada a maior campeã da história da Marquês de Sapucaí. O presidente André Vaz destacou o significado da homenagem para a escola e para o universo do samba.

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

“Representa muito, uma emoção muito grande. É muito do carnaval. A carnavalesca que mais conquistou títulos (na Sapucaí). É um orgulho muito grande o Salgueiro homenagear uma pessoa que começou na Revolução Salgueirense. Infelizmente, ela nos deixou no ano passado. É uma homenagem mais do que justa. A escola toda ficou emocionada com o anúncio do enredo, o mundo do carnaval também se emocionou”.

O tributo foi pensado como uma extensão do enredo, idealizado pelo carnavalesco Jorge Silveira e pelo enredista Léo Antan, e reuniu a comunidade, sambistas, artistas e admiradores da trajetória de Rosa Magalhães. No palco, além de falas e vídeos, momentos de saudade foram compartilhados com o público, que se emocionou ao reviver a obra da artista.

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Para Jorge Silveira, o momento transcende o Salgueiro: “Prestamos uma homenagem a um símbolo icônico do carnaval. É uma homenagem que transcende e ultrapassa os limites do próprio Salgueiro. Com esse carnaval, a gente convida as escolas de samba, o mundo do samba, a estarem conosco para reverenciar a professora. É algo que o Salgueiro faz pelo carnaval carioca. A noite foi de emoção e de gratidão. Uma noite para agradecer e celebrar a vida e a obra da Rosa, porque ela permanece através de todos nós e ela vai continuar, através do nosso ofício, na nossa memória carnavalesca”, completou o artista.

Responsável pela construção do enredo, Léo Antan destacou a importância de celebrar os grandes nomes do carnaval ainda que tardiamente: “A gente pensou nesse evento desde o começo, desde o dia que a gente estava vislumbrando a ação de lançamento. Acho que a gente fez um grande trabalho na divulgação para chegar na emoção das pessoas.
Esse tributo surgiu mais uma vez usando o elemento da emoção. A gente pensou em fazer nessa data, que é um ano da passagem da Rosa. É uma celebração à obra da Rosa, que é a tônica do enredo inteiro e do nosso trabalho. Falta muito a gente fazer isso por pessoas do carnaval. A nossa tônica é emocionar e relembrar e fazer um passeio afetivo por tudo que nos conecta a Rosa”, afirmou.

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O evento foi mais um passo na caminhada da escola rumo à Sapucaí, e deixou claro que, em 2026, o Salgueiro vai além de um desfile competitivo: levará à avenida uma celebração poética da memória e da arte de Rosa Magalhães, reverenciando sua genialidade e reafirmando seu lugar eterno na história do samba e da cultura brasileira.

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Emoção na batida do coração! Independente Tricolor celebra união com samba escolhido pela alma para o Carnaval 2026

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A Independente Tricolor escolheu o samba-enredo que irá embalar o Carnaval de 2026. Em uma disputa diferente, os sambas finalistas não se apresentaram. Houve apenas o anúncio do intérprete oficial, Chitão Martins. Todo o processo de eliminatórias foi realizado internamente e divulgado pela internet, até chegar aos sambas 3 e 6, que foram para a decisão. A expectativa era grande, mas o favoritismo foi confirmado. Uma obra que foi aclamada nas redes sociais desde o início e que foi eleita o hino da escola para o próximo carnaval. O samba é assinado pelos compositores: Cláudio Russo, Silas Augusto, Turko, Dário Silva, Zé Paulo Sierra, André Malheiros e Fábio Souza. A família tricolor tem como enredo “Ngoma, a primeira festa no amanhã do mundo”, assinado por uma comissão de carnaval. Dentro do projeto para o desfile do ano que vem, a festa marcou o primeiro contato com a comunidade. Sendo assim, houve promessas de inovação, entrega e união, com o objetivo de retornar a Independente Tricolor ao Grupo Especial. O novo comandante da bateria “Ritmo Forte”, mestre Higor, foi apresentado para a comunidade e agradeceu à diretoria pela recepção que tem tido desde quando acertou sua ida para a Vila Guilherme.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Samba que ‘se escolheu’

O diretor de carnaval, Raphael Maslionis, contou o processo de eliminatórias da escola. Segundo ele, o samba-enredo foi escolhido a partir do momento em que os finalistas foram levados para os segmentos e departamentos participarem da dinâmica. “Quando conversamos lá atrás no projeto, já era vontade da escola trazer mais opções e uma maior pluralidade de sambas. Foram 12 parcerias convidadas para evitar esse choque. A arrecadação do Grupo de Acesso para os compositores ainda é muito baixa. Oito parcerias se inscreveram, e escolhemos quatro para a próxima fase, que foram gravadas na voz do Chitão. Desses quatro, selecionamos dois sambas com linhas distintas. O samba 6 era o mais convencional em alguns aspectos, e o 3 cresceu bastante dentro da quadra, momento em que o trouxemos para uma audição com a comunidade, bateria e ala musical, para que os segmentos e departamentos se manifestassem. O samba 3 foi o que se escolheu”, explicou.

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Diretor de carnaval, Raphael Maslionis

Para garantir uma safra de qualidade, o segredo é oferecer ao compositor uma sinopse bem construída, além de liberdade para compor. Maslionis também falou sobre a ideia do enredo e o trabalho que foi desenvolvido em cima dele. Vale ressaltar que não há carnavalesco assinando o desfile da Independente Tricolor. “Eu trouxe a ideia inicial, que passou por alguns ajustes no meio do processo. O Fernando Baggio chegou ao time um pouco depois, propôs alguns ajustes no começo do enredo para fortalecer a parte de criação. Foi um trabalho da escola, vamos colocar assim. Eu trouxe essa ideia e, juntos, fomos ajustando, e hoje conseguimos um bom resultado de samba para a nossa escola”, comentou.

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Escolha criteriosa e promessa de briga pelo título

Danilo Zamboni, diretor-geral da agremiação, revelou que a escolha foi feita com bastante rigor. O gestor também comentou que, apesar de ser uma final entre dois sambas, uma junção não foi cogitada. “Estamos muito felizes. Sempre tentamos inovar em alguma coisa. A escolha foi criteriosa. Houve um empate, e pensamos bem no que era melhor para a escola. Muitas vezes, um samba tem uma parte mais bonita, o outro tem outra parte melhor, mas em nenhum momento foi cogitada uma junção. Agora, é trabalhar bastante. A Independente é uma escola forte, e nosso objetivo principal é retornar ao Grupo Especial”, declarou.

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Danilo Zamboni, diretor-geral da agremiação

Zamboni também destacou a importância de valorizar a cultura brasileira, como a escola fará com o enredo “Ngoma, a primeira festa no mundo”. Ele afirmou que a Independente Tricolor vai brigar pelo título do Grupo de Acesso. “É um enredo forte, que fala da primeira festa do mundo, dos tambores africanos. Isso mexe muito com a nossa história e cultura. O Brasil precisa disso, a gente precisa valorizar as nossas raízes. Apostamos nisso e temos a convicção de que faremos um grande desfile. Com todo respeito às outras escolas, nosso objetivo é disputar o título”, afirmou.

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Samba valente

O intérprete Chitão Martins avaliou a escolha de forma positiva, tanto pela diretoria quanto pela comunidade. “A Independente já vinha de um tempo com encomendas de sambas, e este ano o presidente quis fazer uma disputa. Ficamos muito felizes com o resultado. Tinha dois sambas na final, e qualquer um deles poderia ganhar, o que daria um resultado legal. Mas optamos por um samba que achamos que combina com o Carnaval do Acesso. Fizemos um ensaio na terça-feira com a comunidade, e os dois sambas estavam muito bem cantados. Hoje, percebemos a resposta do público. Estamos felizes por escolher um samba que agradou à diretoria e à comunidade”, comentou.

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Intérprete Chitão Martins

Dentro das características melódicas da obra, o cantor também destacou que o samba se encaixa muito bem na sua voz, por suas características. “É um samba valente, do jeito que eu gosto de cantar, com refrões fortes, sempre atacando. Sabemos que o Acesso será mais disputado do que nos anos anteriores. Queríamos um samba forte para chegar com tudo na pressão”, concluiu.

Felicidade de um compositor

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Turko, um dos compositores que assinou a obra vencedora, contou o sentimento de vencer a disputa na agremiação. O experiente escritor de sambas-enredo tem a sua primeira vitória na Independente Tricolor e esbanja felicidade, torcendo pela volta da comunidade da Vila Guilherme ao Especial. “É uma satisfação enorme, ainda mais em uma escola que vem de um processo diferente. A gente ficou muito feliz já com o resultado quando terminamos a obra. É um enredo excelente e veio essa vitória para coroar. Nós estamos transbordando de felicidade. A nossa parceria nunca havia participado de nada na Independente, e é uma satisfação enorme vencer o concurso de primeira. Ficamos ainda mais contentes porque o resultado estava estampado na comunidade. O povo explodiu no momento do anúncio. Quando a bateria, comunidade e diretoria estão satisfeitos com o samba, já é meio caminho andado para o sucesso do carnaval. Com uma certa experiência, nós já sabemos esses caminhos. A Independente Tricolor é uma escola gigante e tem tudo para voltar ao Grupo Especial do carnaval de São Paulo”, finalizou.

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Mocidade define primeira baixa e apresenta quatro destaques no início da disputa de samba para o Carnaval 2026

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A Mocidade Independente de Padre Miguel realizou sua primeira eliminatória de samba-enredo no último domingo. Na semana passada, houve apenas a apresentação de todos, sem corte. Dessa vez, o primeiro samba eliminado foi o de Fernando Muniz e parceria. Doze composições continuam na disputa, cuja próxima etapa será realizada no próximo domingo, 3 de agosto. Abaixo, veja a análise do CARNAVALESCO.

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Parceria de Franco Cava: Abrindo a temporada de disputas na quadra da Vila Vintém, a parceria de Franco Cava, André Baiacu, J. Giovanni, Gulle, Almir, Flavinho Avellar, Renato Duarte e Fabinho contou com Leozinho Nunes, uma das vozes oficiais da União do Parque Acari, no comando do microfone principal. A apresentação foi conduzida com tranquilidade pelo intérprete e os cantores auxiliares. O ponto alto do samba foi o refrão “Que tal nós dois / Na banheira de espuma / Lança, lança! Perfume no carnaval / Independente! Tem corpo caliente / O importante é gozar no final”. Destacaram-se também o refrão do meio e a segunda parte da obra, com melodia interessante. O próprio Franco Cava, vestido de noiva, participou da apresentação ao lado de outro compositor caracterizado como Rita Lee. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Zélia Duncan: Zé Paulo Sierra, intérprete da União de Maricá, liderou a apresentação da parceria de Zélia Duncan, Frejat, Arlindinho Cruz, Zé Paulo Sierra, André, Prof. Renato Cunha, Rafael Falanga, Diego Estrela e Igor Leal. A letra valorizou figuras femininas marcantes na história da Mocidade, além de representar a homenageada com epítetos criativos. A segunda parte do samba se destacou, especialmente, o verso “Auê da ovelha negra” até o final, remetendo a uma das músicas de Rita. O samba empolgou parte do público presente, que cantou os refrões com entusiasmo. Foi o primeiro destaque da noite. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Jurandir: Defendida por Emerson Dias, voz da Acadêmicos de Niterói, a parceria de Jurandir (Didi), Jorge Carvalho, Dunga, Jorge Alves, Raimundo, Tim Maia Daflon, Althair, Bitão, Leo Lopes e Jorginho Mocidade teve bons momentos, especialmente, na segunda parte. Destacaram-se os versos “Trilha livre no prazer / Pra de amor ninguém morrer de fome / Aos frascos e comprimidos / Derramai vossos versos sagrados” e o refrão do meio, com os versos “Todas as mulheres vencem no dia a dia / No chão, no mar, na lua, na melodia”. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Paulinho Mocidade: Rafael Tinguinha, intérprete da São Clemente e da Barroca Zona Sul, e Paulinho Mocidade deram vida à parceria composta também por Sandra Sá, Gabriel Teixeira, Lico Monteiro, Gabriel Simões, Rodrigo Feiju, Tamyres Ayres, Christiane e Trivella. Com uma pegada irreverente, o samba empolgou parte da quadra, principalmente, com o refrão: “Eu não sou puta, nem sou freira / Santa Profana, a Padroeira / Desculpe o auê, ardente é o querer… / Agora só falta você!”. A segunda parte manteve o tom provocativo e descontraído, chamando a escola para um momento de prazer. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Santana: A obra de Santana, Paulo Senna Poeta, Valdeci Moreno, Carlos Augusto, Gustavinho Souza, Edvaldo Lucas e Everaldo Silva teve como intérpretes Leonardo Bessa e Serginho do Porto, da Renascer, e da Estácio, respectivamente. A apresentação foi leve, com destaque para o refrão final animado. Alguns versos se sobressaíram: “Um belo dia resolvi mudar / Te colori com azul do meu olhar / Reafirmei minha bandeira” e “Me desculpe o auê / Baila comigo na luz do luar / Em poesias que trago lá do céu / Abrindo a festa de Padre Miguel”. O refrão do meio, apesar de animado, soou genérico. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Rafael Drumond: Única com uma mulher no comando vocal, a cantora Millena Wainer, do carro de som da Mocidade, liderou a apresentação da parceria de Rafael Drumond, Gilberto Paizão, Gil Paiva, Giovane Paiva, Vinicius Ramaldes, Pinóquio do Cavaco, Roberto Sade, Emerson Zona Sul, Luiz Antônio Santista e Thainá do Tan Tan. O samba foi bem recebido e cantado com força. Com letra rica e irreverente, destacou-se com o refrão: “Desculpe o auê, desculpe o auê / Agora só falta você! / Ovelha Negra é raiz, que ‘porraloca’! / Vintém, você me dá água na boca…”. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Paulo César Feital: Com Igor Pitta e Roni Caetano nos vocais, a obra de Paulo César Feital, Dudu Nobre, Claudio Russo, Alex Saraiça, Denilson do Rozario, Carlinhos da Chácara, Júlio Alves, Marcelo Casa Nossa, Anderson Lemos e Leo Peres foi animada e bem recebida. Versos como “Ela zombou do falso moralismo / Quando à beira do abismo o país tava nublado / E a Tropicália foi o sol da resistência / Era ruiva a providência de um tempo amordaçado” tiveram destaque e garantiram lugar entre os principais sambas da noite. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Jefinho Rodrigues: Com Wander Pires, da Viradouro, à frente, a parceria de Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto e Cabeça do Ajax apresentou uma obra com letra impactante e refrões fortes. Versos como “Cabelo de fogo e a lente encarnada / Mutante da pele marcada / Transo rock e samba pra sentir prazer / Agora só falta você…” e “Vem, seja Pagu, se entrega” marcaram a apresentação. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Rogerinho: Décima da noite, a parceria de Rogerinho, Nito de Souza, Duda Coelho, Itamar Trindade, Marcinho.com, Junior Diniz, Anderson Migão, Gordo de Muriqui, João Vitor e Gabriel teve Pixulé (Tuiuti) e Thiago Brito (Ponte) nos vocais. O samba se destacou pelo refrão do meio, repleto de referências a Rita Lee, e pela subida final: “Vai buscar os anéis de Saturno / Vivendo o presente, pintando o futuro / Erva venenosa, manifesto de poder / Agora só falta você”. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Zulu: Com Thiago Acácio no microfone, a parceria de Zulu, Fabio, Vanderléa, Gilmar Eugênio, Ribeirinho Luz, Mauro Jarbas, Guedes, Delvanir e Piririco apresentou um samba com forte identidade da homenageada. A segunda parte se destacou com os versos: “Cabelo vermelho, guitarra maluca / De cabeça feita, sem grilos na cuca / Rainha do rock, de verbo afiado / Que fez do deboche seu gesto sagrado”. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Beto Corrêa: Defendida por Pitty de Menezes, a parceria de Beto Corrêa, Samir Trindade, Rodrigo Medeiros, Cristiano Plácido, Guto Listo, Gilberto Monteiro, Wilson Paulino, Giacomo Peter Corrêa e Márcia Carvalho animou a quadra com refrões fortes. Destaque para “Se Padre Miguel é amor, sexo é Mocidade” e a crítica embutida em “Sonhei uma ‘Insana’ poesia / Um carnaval de ‘Ritas’ e ‘Marias’”. * OUÇA AQUI O SAMBA

Parceria de Jaci Campo Grande: Última da noite, a parceria de Jaci Campo Grande, Paulo Ferraz, Dr. Marcelo, Alex Cruz, Elian Dias, Marcinha Mocidade, Lúcio Flávio, Paulo Bachini, Aurélio Brito e Lê da Vila foi defendida por Evandro Malandro e Vitor Cunha. Versos como “Sua força vocal nenhum macho detém / Canonizada da Vila Vintém” e o refrão “Rogai, Rita Lee, ó padroeira!” encerraram a noite em tom poético e irreverente. * OUÇA AQUI O SAMBA

Vídeos: apresentações dos sambas classificados no segundo dia de eliminatória na Mocidade

Vídeos: apresentações dos sambas classificados no segundo dia de eliminatória na Mocidade

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Rosa Magalhães é homenageada com a Ordem do Mérito Cultural, maior honraria da cultura brasileira

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Uma das maiores artistas da história do carnaval brasileiro, a carnavalesca Rosa Magalhães foi homenageada in memoriam com a Ordem do Mérito Cultural (OMC) de 2025, no grau máximo da honraria, a Grã-Cruz. A condecoração, concedida pelo Ministério da Cultura, reconhece personalidades e instituições que contribuem de forma marcante para a construção da diversidade e da riqueza cultural do Brasil. Responsável por desfiles memoráveis e vencedora de sete títulos do Grupo Especial do Rio de Janeiro, Rosa entra para um seleto grupo que representa o mais alto reconhecimento público no campo da cultura nacional. Seu legado no Carnaval carioca, especialmente à frente de escolas como Imperatriz Leopoldinense e Salgueiro, é reconhecido não apenas como espetáculo popular, mas como obra de arte e patrimônio cultural do país.

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

A edição deste ano da OMC teve um caráter especial: mais de 11 mil sugestões populares foram recebidas em uma consulta pública nacional. A escuta da sociedade ajudou a selecionar 112 pessoas físicas e 14 instituições de diversas regiões, expressões artísticas e gerações. Além de Rosa, outros nomes homenageados com a Grã-Cruz foram Beth Carvalho (também in memoriam), Milton Nascimento, Martinho da Vila, Alceu Valença, Alaíde Costa, Fernanda Torres e Paulo Gustavo (in memoriam), entre outros.

A lista completa foi publicada no Diário Oficial da União. A pluralidade dos premiados abrange áreas como música, literatura, teatro, cinema, circo, cultura digital, arquitetura, patrimônio histórico e, claro, cultura popular brasileira — na qual o Carnaval ocupa papel de destaque.

A presença de Rosa Magalhães entre os agraciados representa um reconhecimento à força criativa do samba, aos artistas do carnaval e ao poder simbólico dos desfiles como manifestação artística e identitária do povo brasileiro. É também um gesto de valorização da memória de uma artista que transformou a avenida em tela, o samba em narrativa e o carnaval em arte.

A trajetória de Rosa segue viva na memória afetiva do povo e nos aplausos que ecoam a cada vez que sua obra é lembrada. A honraria reafirma: o Brasil celebra e reconhece sua genialidade.