A Alegria da Zona Sul acertou a contratação de Thaís Romi para ser sua primeira porta-bandeira em 2019. A jovem, que tem passagens por Acadêmicos do Cubango, Unidos do Porto da Pedra, Paraíso do Tuiuti e Bambas da Alegria, de Uruguaiana, fará dupla com Diego Machado, que permanece na escola após a saída de Alessandra Chagas.
Thais comentou sobre sua chegada a escola e a expectativa para o ano que vem.
“Eu não acreditava que voltaria ainda esse carnaval, acho que foi um presente divino. Agradeço muito o convite do presidente Marquinhos e do carnavalesco Marco Antonio. Fiquei honrada pela lembrança e confiança. Também não posso esquecer de todos os meus amigos que me incentivaram a continuar, em especial, ao coreógrafo João Paulo Machado. Sei que falta pouco tempo, mas não faltará disposição. Não parei de ensaiar durante o ano”.
Em 2019, a vermelha e branca do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo será a segunda escola a desfilar na sexta-feira de carnaval e apresentará na Marquês de Sapucaí o enredo “Saravá, Umbanda!”, de desenvolvimento do Carnavalesco Marco Antonio Falleiros.
O site CARNAVALESCO divulga a quinta lista dos sambas-enredo mais ouvidos do Grupo Especial para o Carnaval de 2019. A contagem segue o link de cada samba e começou na data de 14 de novembro, quando foram divulgadas as prévias do CD do Especial. A próxima lista será divulgada no dia 4 de janeiro. Veja o ranking:
Em enquete realizada com os leitores do site CARNAVALESCO o samba-enredo da Porto da Pedra foi eleito o melhor para o Carnaval 2019 da Série A. A escola de São Gonçalo recebeu 21% dos 3.764 votos totais. A Porto da Pedra levará para Avenida no ano que vem o o enredo “Antonio Pitanga: um negro em movimento”, desenvolvido pelo carnavalesco Jaime Cezário.
“Estamos imensamente felizes com o resultado da enquete. Buscamos criar uma melodia com variações ligadas ao enredo. Também trouxemos algumas “sacadas” para a letra, baseados na sinopse e, especialmente, no documentário criado pelo Beto Brant e pela Camila Pitanga sobre a vida do Pitanga”, disse o compositor Bira PP, que assina o samba com Claudinho Guimarães, Duda SG, Márcio Rangel, Alexandre Villela, Guilherme Andrade, Adelyr, Bruno Soares, Rafael Raçudo, Paulo Borges, Eric Costa e Oscar Bessa.
Veja o ranking completo:
1 – Porto da Pedra: 21%
2 – Unidos de Bangu: 18%
3 – Império da Tijuca: 12%
4 – Unidos de Padre Miguel: 11%
5 – Unidos da Ponte: 10%
6 – Renascer de Jacarepaguá: 7%
7 – Estácio de Sá e Santa Cruz: 5%
9 – Cubango: 4%
10 – Rocinha: 3%
11 – Alegria da Zona Sul: 2%
12 – Inocentes de Belford Roxo e Sossego: 1%
Não foi fácil segurar o choro. Aos primeiros acordes do samba de 2019, entoado pela recém formada dupla de intérpretes Quinho e Emerson Dias, as lágrimas caíam involuntariamente. O choro incontido de quem já viveu todas as emoções possíveis em uma escola das mais intensas do carnaval carioca. O Salgueiro é pra quem tem fé, já dizia um clássico samba da agremiação. Em seu ensaio de quadra, na noite desta quinta-feira, o primeiro com a nova gestão do presidente André Vaz, o protagonista voltou a ser quem sempre deve ser, a escola de samba. Um canto com a alma em um autêntico sacode na Silva Teles, deixando o recado de que a Academia do Samba está mais viva do que nunca.
“Estou positivamente surpreso com o que acabei de ver. Quando cheguei aqui e vi a quadra vazia fiquei um pouco preocupado, mas depois notei que lá fora estava bem cheio. O salgueirense deu um recado muito importante essa noite de que estará sempre ao lado dessa escola. Ajustes nós sempre vamos ter de fazer entre um ensaio e outro. Mas foi um primeiro de lavar a alma certamente”, afirmou Alexandre Couto, que volta ao posto de diretor de carnaval.
Apesar da mudança na harmonia da agremiação no fim da gestão passada e o retorno agora dos antigos diretores, o salgueirense compareceu em peso e cantou com muita força a obra para o Carnaval 2019. O Salgueiro demonstrou um canto aguerrido, quase com raiva, o que ficou conhecido como rolo compressor. A evolução só pode ser analisada no aspecto da espontaneidade, pois os componentes não se deslocam pela quadra. A emoção estampada no rosto de cada integrante era nítida.
“Devo minha carreira ao Quinho, pois se ele não me leva para a Grande Rio em 2000 não sei se hoje eu seria um cantor e eu sempre falei que minha filosofia na avenida é inspirada nele. Resolvi ficar calado todo esse tempo e aguardar o posicionamento da nova gestão comigo. E o que foi apresentado me agradou. Estou muito feliz”, garantiu o intérprete Emerson Dias.
Samba-Enredo
Comprovadamente um samba com o DNA do Salgueiro, ainda mais trazendo para a avenida o orixá que rege os caminhos da escola, Xangô. Surpreendentemente positivo o entrosamento demonstrado por Quinho, uma entidade da escola, e Emerson Dias, que iniciou sua carreira graças ao experiente cantor. Uma arrancada com a força do Salgueiro e um rendimento avassalador em uma quadra em êxtase, demonstram que o samba está no lugar.
“Não nego que tive propostas de outras escolas, mas decidi esperar para realizar o meu sonho de novamente cantar para essa comunidade, o meu povo salgueirense. Não tem uma estrela, nosso carro de som é um time. Você pode tirar qualquer um aqui e colocar em qualquer escola. O Emerson é um garoto muito aguerrido, muito competente. Eu estive me preparando todo esse período, fazendo fono, academia. Vamos chegar tinindo no carnaval”, prometeu Quinho.
Bateria
Também sob nova direção, a bateria dos jovens Guilherme e Gustavo deu mostras de que não perderá a qualidade implementada por Marcão nos últimos 15 carnavais. Já foi possível notar o dedo do trabalho dos garotos, principalmente, no que tange ao andamento da consagrada Furiosa do Salgueiro.
“Nasci nesta quadra. Frequento o Salgueiro quando ainda estava na barriga da minha mãe. Estamos implementando o nosso trabalho, dando a nossa cara daquilo que nós acreditamos ser o ritmo característico da escola. É uma honra muito grande ser um dos mestres de bateria junto com meu irmão”, disse mestre Guilherme.
“Procuro não ficar pensando muito no tamanho desse cargo, pois senão eu nem durmo. A gente conversou bastante, ponderamos tudo e vimos que estávamos prontos para um desafio dessa magnitude. Nenhum mestre de bateria consegue trabalhar sozinho, por isso a gente conta com um time de diretores para nos auxiliar em toda montagem de bossas e condução da bateria”, complementou mestre Gustavo.
Buscando o aprimoramento em sua dança, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos do Viradouro, Julinho e Rute, vem participando de aulas de balé contemporâneo na escola Deborah Colker, uma das mais conceituadas profissionais na área da dança do Brasil. O resultado poderá ser visto nesta quinta e sexta em apresentações no Teatro Carlos Gomes, do espetáculo ‘Kipã’, com a participação mais que especial da dupla.
Rute Alves conversou com a reportagem do CARNAVALESCO sobre a experiência e afirmou que a intenção é aprimorar o bailado do casal com uma técnica mais moderna.
“Desde o ano passado a nossa ensaiadora, Celeste, sugeriu que deveríamos fazer dança contemporânea. Passamos a fazer e adoramos. Estamos fazendo há uns três meses na própria escola da Deborah Colker. Nosso professor é o Nelson, ele nos auxilia muito em coisas de nossa coreografia do desfile. Ele virá nos acompanhando na avenida acompanhando o nosso trabalho”, explicou.
A porta-bandeira explica ainda que Deborah Colker, que tem passagem marcante como coreógrafa da própria Viradouro, costuma dar dicas aos dois já que possui experiência em desfiles. Rute conta como é a participação com Julinho no espetáculo.
“Eu faço um duo com Julinho e com outros bailarinos. Nos ensaios para as apresentações, a Deborah participa e deu várias dicas. Como somos de carnaval, tudo foi muito válido. A escola comprou a ideia. Temos de elogiar essa postura da diretoria, que não mede esforços para nos apoiar. Eles estarão lá na apresentação hoje. O espetáculo é da casa de dança. São várias turmas que se apresentarão e nós estaremos participando. Ensaiamos muito”, conta Rute.
O espetáculo ‘Kypã’ acontece nesta quinta e sexta às 20h no Teatro Carlos Gomes, na rua Pedro I, Praça Tiradentes , 4, centro do Rio. Os ingressos custam R$ 30 e podem ser adquiridos tanto na bilheteria do teatro quanto na escola Deborah Colker, na rua Bemjamin Costant, 30, na Glória, Zona Sul da capital.
A Boutique Verde e Rosa da Estação Primeira de Mangueira fará nesta quinta feira, no ensaio de canto na quadra, o lançamento da camisa oficial Alcione, a Dandara do Quilombo Verde e Rosa.
A cantora Mangueirense estará na quadra para o lançamento, que será às 19h. Pontos de vendas: Boutique Verde e Rosa na quadra, loja virtual Camisa de Bamba, lojas D’Samba, e quiosque Boutique do Carnaval na Cidade do Samba.
Helinho 107 está no hall dos mais vencedores compositores da história da são Clemente. O poeta é um dos autores da obra reeditada que embalará o desfile de 2019 da preta e amarela da Zona Sul. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, ele traçou um paralelo entre os contextos do carnaval em 1990 e 2019, além de emitir sua opinião sobre as disputas de samba.
Qual a sensação de poder rever esse samba na avenida em 2019?
“Eu comentava na época da gravação do samba, a emoção que eu senti ao ver tantos componentes. O nosso samba retrata a verdadeira situação do carnaval hoje em dia. Fizemos um alerta em 1990 e não adiantou e agora voltamos a abordar essa questão, dos rumos de nossa festa. Pareço uma criança curtindo o samba”.
Como você o processo atual de disputas?
“Ganhei 10 sambas na escola. Eu vejo grandes firmas disputando em várias escolas. Como clementiano não me sinto à vontade em fazer samba em várias agremiações. Ficou tudo muito pasteurizado, melodias muito parecidas. A São Clemente me deu berço e me sinto à vontade disputando apenas aqui”.
Qual o diferencial do enredo da São Clemente?
“Esse enredo era cobrado a muito tempo. Eu mesmo falei diversas vezes para o nosso presidente, que se ele não reeditasse alguém iria fazer com outro nome. Ninguém tem mais propriedade que a São Clemente para falar desse assunto, pois a escola tem a crítica no seu DNA. O diferencial é ser super atual. Você passa na avenida e os camarotes estão de costas para os sambistas. É um novo grito de alerta”.
Qual o diferencial desse samba?
“Esse samba foi 10 em todos os jurados em 1990. Acho a melodia maravilhosa, variando entre o maior e o menor. A letra tem 28 anos e se encaixa perfeitamente na atualidade”.
O que você vai fazer com o dinheiro dos direitos autorais?
“O que eu mais escuto é que fiquei rico. Não é nada disso, vou investir na minha família. Uma das minhas filhas vai casar. Esse samba é um prêmio para minhas filhas que não eram nascidas em 1990. Vai ajudar um pouco no orçamento familiar”.